Comprando um Namorado
Apenas doces!
Cinco dias como dona de Draco Malfoy, cinco dias muito confusos. Devo dizer que nesses últimos dois dias seu humor é insuportável. E meu estoque de doces acabou, agora só na próxima visita a Hogsmeade. Acho que até lá eu não vou agüentar. Ele está me enlouquecendo assim! Não para de reclamar e disparar insultos a torta e a direita. Estou pensando em sair pedindo (implorando) por doces. Por enquanto o máximo que posso fazer é ordenar que ele cale essa maldita boca.
- Weasley, por que estamos sozinhos no seu dormitório? – Draco perguntou, tentando soar o mais inocente possível.
A garota o olhou com cara de poucos amigos.
- Por que eu preciso estudar, Malfoy! E você estava impossível na biblioteca e na sala comunal. Há um monte de gente te xingando por ai e me xingando também por eu supostamente não conseguir controlar o humor do meu elfo doméstico – colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e abaixou a cabeça para voltar a ler o livro. – Como se eu não tivesse tentado...
- Você queria o que? – Draco se sentou um pouco afastado dela na cama. – Estou entediado. E não há mais doces!
- Você é um elfo doméstico cheio de luxos! – resmungou a garota tentando se concentrar nos estudos. - Não estou com a menor paciência para isso agora.
- Hum... – se aproximou mais dela. – Também tem outra coisa que ameniza o meu mau humor – disse malicioso, sussurrando no ouvido da ruivinha.
Ginny levantou o rosto e o encarou sem entender de imediato.
- O que...? – e quando finalmente entendeu...
CAPOFT!
...Empurrou Draco no chão.
- Eu já disse que preciso estudar, seu pervertido.
- Pervertido? – reclamou do chão. – Não fui que fiquei insatisfeito depois de três vezes...
- Malfoy, eu ordeno que você cale essa maldita boca. AGORA! – gritou com ele, o rosto corado.
Ginny já não sabia mais a quem recorrer. Se tivesse pelo menos algum dinheiro guardado poderia fazer uma encomenda, mas suas economias tinham sido gastas para comprar Malfoy e seus doces.
- Prejuízo! Aquele infeliz só me dá prejuízos! – murmurou pela centésima vez, enquanto rondavam pelos corredores a procura de alguém conhecido.
- Harry! – exclamou extremamente feliz – Ron! – exclamou mais feliz ainda. – Que bom que achei vocês dois – correu até eles.
- Oi, Ginny! – Harry cumprimentou casualmente. Ron apenas olhou um pouco desconfiado. Desde quando sua irmã vinha até ele assim tão feliz?
- Ron, irmãozinho, será que você tem uma graninha pra me emprestar? – pediu de maneira doce.
- Minha situação financeira é pior que a sua – respondeu emburrado. – Você que é a toda econômica da família.
- É, eu sei... mas gastei todo o meu dinheiro com Mal... doces. E estou querendo comprar mais doces, os meus já acabaram.
- Eu ainda tenho alguns doces, Ginny. Estou voltando para a sala comunal agora e posso pegá-los pra você – Harry ofereceu solicito.
Ela ficou ligeiramente sem jeito, mas não recusou.
- Obrigada, Harry! Só assim eu vou conseguir estudar! – ele sorriu um pouco sem jeito também.
- Se continuar comendo doces assim vai acabar engordando – Ron comentou quebrando o clima totalmente pra lá de meloso e chato.
Ela olhou para o irmão, furiosa.
- Não é pra mim, seu idiota! É para Malfoy - falou contendo a raiva. – Aquele elfo fajuto não vai me deixar em paz até ficar de bom humor! – suavizou a expressão e voltou a olhar para Harry. – Eu vou dar uma volta e vê se acho mais alguém que queira me 'doar' doces. Depois volto pra sala comunal pra pegar o seus doces, tá?
- Anh, tudo bem... eu acho – Harry não sabia bem como reagir.
Ginny deu um último sorriso e saiu andando pelo corredor.
- Muita cara de pau dela pedir doces pro ex-namorado para dar à Malfoy, que por sinal é o arqui-inimigo do ex-namorado – Ron não pode deixar de dizer, fazendo com que Harry ficasse um pouco vermelho. – Sabe, vou escrever para Fred e Jorge para eles darem um jeito de Malfoy deixar de ser elfo da Ginny – disse ligeiramente maligno.
Draco bufava irritado atrás de Ginny.
- Que palhaçada foi essa agora com Potter? – cuspiu o sobrenome. – Eu não vou aceitar nenhum doce que venha dele.
- Muito feio escutar as conversas alheias escondido, viu?
Ele cruzou os braços.
- Já conseguiu algum doce fora os de Potter?
- Não.
Draco avistou alguém.
- Peça a Zabine – disse sutilmente animado.
- A quem? – Ginny se virou para ele
- Zabine! Ele sempre tem bastante doces.
- Um sonserino? Peça você a ele – ela disse como quem estivesse chocada.
- Ah, vai lá. Blaise é um cara simpático, é só você fazer aquela cara que fez pro Potter que ele vai te dar os doces.
- Eu não fiz cara nenhuma pro Harry – uma veia saltou na têmpora dela. – E você anda muito folgado para um elfo.
- Eu só quero os meus doces, tá legal? E você prometeu que iria consegui-los.
- Urrrrrrr! Você é tão insuportável.
- É, mas quando você consegui os meus doces eu vou ficar menos insuportável e você vai poder estudar em paz.
Ginny fechou os olhos e tentou contar até dez.
Vendo que não tinha outro jeito, resolveu logo terminar com aquilo e ir pedir os malditos doces. Puxou Draco pela manga da camisa e o arrastou até a escada em que Blaise estava sentado cochichando algo no ouvido de uma garota.
- Er... com licença – ela falou meio hesitante. Blaise a olhou interrogativo, assim como a garota que estava com ele. – Malfoy quer pedir algo para você.
Draco arregalou os olhos e cutucou ela nas costas.
- Ei, eu não vou fazer isso, Blaise não vai perder a oportunidade para tirar uma com a minha cara – sussurrou.
- Azar o seu - ela sussurrou em resposta. – Vamos, eu ordeno que você peça logo! – falou alto e um sorriso de deboche passou pelos lábios de Blaise.
- Er... você-tem-doces-aí? – Draco perguntou um pouco baixo e com as mãos para trás. Diabos de Weasley mandona!
- O que? – Blaise não conseguia disfarça a satisfação. – Você ouviu algo que ele disse, Lou?
- Não! – a garota ao lado dele respondeu, sem entender o que se passava.
- Fale mais alto – Ginny ordenou.
- Você tem doces aí? – Draco perguntou praticamente rosnando.
- Sempre tenho, mas por que eu daria a você?
A garota ao lado do sonserino pareceu entender o que se passava.
- Ah, ele só melhora de humor com doces é? - Ginny fez que sim com a cabeça. – O meu só melhora com beijinhos – sorriu e estalou um beijo na bochecha de Blaise.
Draco e Ginny arregalaram os olhos.
- Lou! – Blaise repreendeu no ouvido dela.
- Dê logo os doces a ele, Blaise.
- Mas...
- Eu ordeno que você dê logo os doces – disse autoritária e Zabine tirou uma sacolinha do bolso e estendeu para Draco.
- Você também? – Draco perguntou sem acreditar, Blaise confirmou com a cabeça. – Eu não acredito nisso! – e começou a gargalhar sem parar. – Putz! Ganhei meu dia! Acho que nem preciso mais desses doces... – mas Ginny não levou ele a sério e tomou a sacolinha da mão dele, guardando-a por precaução.
- Para de rir, Malfoy! – ela voltou a puxá-lo pela manga e arrastá-lo para longe do casal – Obrigada, agradeceu aos dois.
- De nada! – Lou sorriu simpática e voltou a enlaçar o pescoço do seu elfo doméstico com o braço.
- Pelo visto a bruxa do conto de fadas anda solta – Draco comentou, enxugando lágrimas que caiam dos seus olhos de tanto rir.
Ginny havia decidido que era melhor ir estudar no quarto de monitor chefe do seu elfo, o dormitório dela não era um local muito tranqüilo com suas colegas agitadas e eufóricas por conta da presença de Draco. Então lá estavam eles dois, sentados na cama do loiro, ela estudando e ele comendo doces. Por sinal os que Harry havia dado também.
Mas quem disse que ela conseguia se concentrar. Draco comendo doces, com o rosto tranqüilo e satisfeito não era algo que se via todo dia, sem contar que aqueles doces realmente pareciam bons. Ela largou o livro e se aproximou dele, pegando um dos poucos doces que restava na cama.
- Você devia guardar alguns para amanhã - disse enquanto desembrulhava um sapo de chocolate.
- Que nada...
- Se você continuar comendo assim vai acabar passando mal – não pode deixar de comentar e franzir a testa em sinal de preocupação.
- Vou nada...
Ginny soltou um suspiro.
- Você tem idéia de quantos doces havia aí? – Draco deu de umbros. Ela suspirou mais uma vez. Aquilo não era muito normal, era?
Horas atrás aquela cama se encontrava praticamente cheia de doces, afinal no final do dia ela já tinha conseguido vários com Hermione, Colin e com uma menininha do primeiro ano que parecia ter uma espécie de paixonite por Draco. Fora os doces que Blaise e Harry cederam gentilmente.
E agora havia apenas cinco da 'montanha' de doces que tinha conseguido.
Draco se levantou deixando metade de um sapo de chocolate para lá e com a cara levemente pálida. Se jogou na poltrona e lançou um olhar raivoso aos doces.
- Você tá legal? – Ginny perguntou quando terminou de comer o chocolate.
- Estou – ele respondeu um pouco baixo.
Ela se levantou e foi até ele, com um bombom na mão.
- Não tá não!
Draco a ignorou e Ginny abriu o bombom na frente dele.
- Quer? – perguntou inocentemente.
- Arg! Tira isso daqui – ele virou o rosto para o outro lado, não agüentando mais o cheiro de chocolate.
Ginny tentou segurar o riso.
- O que você está sentindo?
- Não é da sua conta – respondeu malcriado, fazendo uma careta.
- Eu disse que você ia acabar passando mal se comesse todos aqueles doces – ela se aproximou mais depois que comeu o bombom.
- Me deixa em paz, Weasley – Draco se levantou de vez, mas parou ao ver tudo girando. Ginny o amparou para que não caísse.
- O que você está sentindo? – a voz dela soava preocupada e ele ficou mais irritado ainda, ignorando a sensação de conforto por estar apoiado nela.
- Eu falei que não devia comer os doces de Potter.
- Você não devia é ter exagerado, isso sim! – Ginny não pode conter o divertimento com aquela situação, apesar de ver que Draco não estava nada bem.
- Estou tonto – resmungou baixo, já sabendo o que estava acontecendo.
- Droga, Malfoy! Acabei de lembrar o que o vendedor disse sobre você – ele a encarou sem entender. – Que não era para deixar você exagerar porque enjoa fácil. E pelo visto você tem tendência a hiperglicemia, não é?
- Não tenho tendência a nada.
- Vamos, Madame Pomfrey deve ter algo que faça você se sentir melhor.
- Não quero ir para aquela bruxa velha reclamona – fez birra.
Ginny suspirou cansada daquilo.
- Malfoy, ordeno que você vá comigo até a enfermaria.
- Hunpf! – ele levantou. – Isso não vale – mas mesmo assim foi até a porta.
- Sabe, você como elfo deveria me obedecer sem eu precisar ordenar antes, isso tá começando a ficar entediante.
Ele deu de ombros.
Ginny andou até ele e entrelaçou uma das mãos.
- Vamos! – saiu pelos corredores, até que ele ficava fofinho quando se comportava como criança.
Draco olhou para a mão dela entrelaçada a sua e fez uma careta ao notar sua própria contemplação.
"Arg! Tô parecendo aquelas garotas melosas de romance. Essa Weasley é uma péssima influência."
Mesmo assim não soltou a mão dela.
Ela trás doces pra mim. Mesmo que seja com a desculpe de que só faz isso porque precisa estudar. Não é lá grannnndeee coisa assim, mas ninguém nunca saiu por ai pedindo doces as pessoas por minha causa.
Também gosto da sensação do toque dela. É... diferente. Mas tudo isso é muito confuso. Ela é uma Weasley. É, a gente sempre acaba voltando a esse ponto irritante. Isso já é mais do que suficiente para a minha maldição nunca ser quebrada. Então, talvez eu devesse começar a me convencer com essa história de ser Elfo.
Como se eu fosse conseguir algo assim...
Não quero mais ser Elfo! Cansei dessa brincadeira!
N.A: Nhá, to amando escrever essa fic! Ah, e antes que alguém diga algo, a ceninha entre o Harry e a Ginny não estava rolando nenhum climinha, não, ok? rsrsrs Era só constrangimento de ex-namorados...
N.B: meu deus.. essa fic eh muito fofa... Sério, vamos descobrir onde é essa loja. Talvez tenha algum outro Draco no estoque... Já pensou meninas? Oh... estou louca esperando o prxm cap. Sério msm. Então não deixem de comentar.
Bjoks
