Fanfic: Muito Bem Acompanhado.

Gênero: Comédia/ Romance

Shipper: Roy/Riza

Disclaimer: Hagane no Renkinjutsushi não me pertence (séééério???? O.o), ate porque, se me pertencesse, o Ed olharia a Winry e eles se casariam, o Al se apaixonaria pela Rose de primeira vista, O Hughes estaria vivo, a Nina não seria uma Quimera, a Trisha estaria viva da silva, os Rockbell também e o senhor Mustang e a senhorita Hawkeye iriam viver pelos cantos do QG se amassando.

Sinopse: Roy é convidado para o casamento de sua irmã, mas, será que o Coronel terá coragem suficiente para voltar à sua cidade natal?

Capítulo 6 –

Ainda estavam sentados nos mesmo lugares, quando o coronel começou a rir.

- O que é tão engraçado? – ela perguntou, um tanto quanto curiosa.

- Sabe, Riza; essa igreja me traz muitas lembranças...

- E são boas lembranças, senhor?

- Ah, sim – o sorriso dele se intensificou, enquanto ele jogava a cabeça para trás e colocava as mãos na nuca – São ótimas lembranças – ela ficou em silencio, porque, por mais curiosa que estivesse, as tais lembranças, que o coronel havia classificado como "ótimas", certamente iriam deixa-la constrangida. Ela conhecia muito bem o que o coronel classificava como ótimo e não acreditava que seu gosto tivesse mudado em tão pouco tempo – Os meus pais costumavam vir à igreja todos os domingos. Minha mãe sempre disse que isso acalma o espírito e renova as forças da alma; por isso vínhamos sempre. Era uma boa época.

- Pensei que essa igreja lhe trouxesse lembranças de suas antigas amigas – provocou a tenente, acidamente.

Ele fixou o olhar nela, mas antes que pudesse responder, Laura já estava de volta. Ela se sentou ao lado do irmão e passou a mão sobre o cabelo dele, deixando-o ainda mais despenteado – Sobre o que conversavam?

- Sobre as "ótimas" lembranças que o coronel tem deste lugar – Riza respondeu. A loira observou a outra abrir um sorriso largo e dar um soco leve no ombro do irmão.

- Estava contando sobre suas aventuras na igreja, meu querido herege? – brincou a morena.

- Eu nunca fui herege, apenas achei um modo melhor de me divertir aqui dentro.

- Sabe, Riza – começou a irmã caçula – O meu pequeno irmãozinho aqui aprontou muito quando era mais jovem. Você acredita que ele vinha para a igreja para levar as jovens inocentes para o mal caminho?

Riza sabia muito bem o que significava o "mal caminho". Especialmente se essas duas palavras viessem na mesma frase que "Roy Mustang". Ai sim, seria confusão na certa.

- Elas voavam em cima de mim – disse Roy – Acha mesmo que eu as deixaria passar assim?

- Claro que não – respondeu Laura – Mas bem que você podia arranjar um local melhor para se agarrar com metade das meninas da cidade, que não fosse na igreja!

Roy sorriu em resposta e eles deram o assunto por acabado – Bom, eu preciso mostrar a cidade pra Riza. Você vem junto, Laura?

- Não mesmo – ela respondeu – Vou à costureira...falando nisso, você trouxe um vestido pra casamento, Tenente?

- Ah... – ela sabia que estava se esquecendo de colocar algo na mala, mas na hora não sabia o que era – Acho que...vou comprar um por aqui.

- Ótimo. Vai com meu irmão, mas não aceite as opiniões dele, ou vai acabar indo a festa só de lingeire!

Laura se despediu deles, caminhando em direção oposta – Acho que temos coisas a fazer, não? – Roy estendeu a mão para ela, ao que ela levantou a sobrancelha.

- Acha mesmo que vão cair na sua lábia, senhor?

- Não custa tentar, não é mesmo? – ele fez uma cara de decepção, da qual a loira gargalhou.

Riza passou seu braço pelo dele, deixando-o surpreso – Vamos?

- Vamos – e foram caminhando, de braços dados, olhando as vitrines em busca de algo que ficasse perfeito na loira.

Entraram em várias lojas, viram milhares de vestidos e, Roy já demonstrava sinais de enfraquecimento quando ela anunciou que havia achado a roupa perfeita.

Riza saiu da cabine e sorriu quando viu o coronel a olhar, admirado. Ela usava um vestido lilás que ia um pouco mais embaixo do joelho. Ele tinha um grande decote, o que proporcionou a Roy uma boa visão, mas cobria as costas inteiras. Ela usava uma sandália de salto, toda prateada e com pequenas pedrinhas brilhantes.

- O que achou?

Ele demorou alguns segundos ate poder articular uma frase decente – Você...ficou...legal.

A cara de decepção da tenente foi imensa e deu pena, a própria vendedora, que a estava atendendo, olhou para o moreno indignada – Ficou perfeito, senhorita – ela disse, solidária.

- Estou irritada de tanto experimentar roupas – ela disse pra si mesmo, quando já estava dentro da cabine – Vai ser esse mesmo...

Quando saiu da cabine, olhou para Roy, que continuava com seu olhar meio abobalhado enquanto se batia mentalmente por ter dito aquela frase estúpida – Eu já volto – anunciou e saiu, sem que ela pudesse contestar.

Riza o observou, intrigada e perguntou-se mentalmente aonde ele iria – Seu namorado não é muito bom com as palavras, não é mesmo? – comentou a atendente, ao que Riza confirmou balançando a cabeça, sem perceber que a atendente havia dito que eles eram namorados. A loira pagou pelas roupas e, pegando seu pacotes, deixou a loja para procurar por Roy.

Não precisou se empenhar em procura-lo, pois logo o encontrou conversando com uma mulher. Não, ela não pode conter o pequeno incomodo que sentiu ao vê-lo ali, parado, cheio de sorriso, conversando com aquela pessoa. Riza respirou fundo e procurou manter-se calma e racional; afinal de contas ela e o coronel não tinham nenhuma relação, que não fosse estritamente profissional, certo? Certíssimo!

Mas a verdade é que não podia conter um certo monstrinho irritante que parecia acordar quando ela via Roy com alguma de suas queridas acompanhantes.

Não era ciúmes. Ela repetia para si mesma. Não era ciúmes, mas talvez fosse...inveja. pura e simples inveja. O que chegava a ser tolo demais para ela, uma mulher decidida, confiante, bonita; uma ótima atiradora, com uma mira perfeita; uma tenente do exército amestriano. Era tudo isso, mas mesmo assim era uma mulher e era como mulher que não podia deixar de invejar as acompanhantes do alquimista das chamas.

- Idiota – sussurrou para si mesma – Você é Riza Hawkeye. Não há motivos para invejar as mulheres acéfalas que saem com ele!

Alias, ela nem mesmo sentia algo pelo alquimista. So invejava aquelas pobres mulheres porque estava sozinha. O que deveria fazer era arranjar logo um namorado e assim, passaria a não inveja-las mais.

Então se deu conta de estar parada, há mais de dez minutos, no mesmo lugar. A passos lentos, foi em direção ao coronel, tomando o cuidado de parecer calma e tranqüila, não que isso fosse uma mentira, mas acho melhor forçar uma cara mais convincente.

Estava a poucos passos dele, quando Roy virou o rosto em sua direção e sorriu. O sorriso dele era muito bonito, isso ela não podia negar. Estapeou-se mentalmente e se repreendeu – Para de pensar nele, idiota. Qual é o seu problema, hein? – ela gritou, mentalmente, é claro. Quando se aproximou dele, ele tomou as sacolas de sua mão e tratou de apresenta-la à mulher com quem conversava.

- Riza, esta é a Hannah – disse ele. A moça em questão, uma bela ruiva de olhos verdes, estendeu a mão, cordialmente, ao que Riza aceitou, estendendo a dela também – Ela foi minha colega de classe, antes que eu fosse para Cidade Central – a ruiva sorriu, um tanto quanto "dada" demais – E essa é a Tenente Riza Hawkeye. Trabalha comigo no quartel da Cidade Central.

- É um prazer conhece-la – disse Hannah.

- O prazer é meu – respondeu a tenente. O animo da tenente não estava muito bom e Roy percebeu isso rapidamente, afinal, ele sabia que quando ela ficava com o olhar que ela tinha agora, era melhor tira-la de perto de desconhecidos.

- Nós..temos que ir – disse ele – Mas foi um prazer reencontra-la, Hannah – o coronel pegou uma das mãos da moça e a beijou, ao que ela esboçou um sorrisinho safado e a tenente fez uma cara de desgosto, que ela logo substituiu por uma feição de apatia.

Então Hannah se despediu dos dois com um sorriso e se fora, enquanto eles se foram para o lado oposto.

Caminharam em silencio por quase todo o percurso. Não que o alquimista não quisesse conversar, mas pelo olhar dela, ele acho melhor ficar em silencio.

- Eu...- ele falou inseguro, fazendo com que ela virasse para olha-lo – Gostei do seu vestido.

- Ah...obrigada – ela respondeu. Então, valeu a pena comprar aquele vestido. Não que a opinião dele fosse tão importante, mas era bom ouvir um elogio. Tudo bem que não fora um elogio feito diretamente à ela, mas já era um bom começo.


À noite, depois do jantar, Riza estava sentada sobre a grade da varanda observando as estrelas, distraída.

- Oi...atrapalho? – disse Laura, surpreendendo a tenente.

- Claro que não – ela sorriu – Estava apenas...pensando...

- Pensando...no meu irmão? – provocou a morena, com um meio sorriso.

- Claro que não.

- Ah...sei – a outra respondeu, sarcasticamente, ao que a loira arqueou uma sobrancelha – Diga, Riza, há quanto tempo conhece o meu irmão?

- Uns...quinze ou dezesseis anos. Por quê?

- É bastante tempo, não é mesmo?

- Aonde pretende chegar com essa conversa?

- Em lugar nenhum – respondeu – Vocês se conhecem a tanto tempo...nunca rolou nada entre vocês dois?

- Seu irmão e eu somos amigos, e nada mais do que isso.

- Uma pena – exclamou Laura – Eu realmente gostaria de tê-la como cunhada.

Então a morena piscou um olho para Riza e saiu, deixando a loira com seus próprios pensamentos.


Roy estava sentado sobre a cama quando Riza entrou. Ela sorriu marotamente e parou bem em frente a ele.

- O que esta fazendo aqui?

Ela posou um dedo sobre os lábios dele, impedindo-o de falar – Shhhh...

Ela aproximou seu rosto do dele e beijou-lhe os lábios. Depois ajoelhou-se sobre a cama, com uma perna de cada lado dele, sentando-se no colo do coronel. Abandonou a boca dele para beijar-lhe o pescoço, enquanto suas mãos se perdiam nos cabelos e nas costas dele.

- Ri...Riza...o...o que...o que você esta fazendo? – ele balbuciou

- Quieto, Roy – ela sussurrou. Empurrou-o e se deitou sobre ele e sem parar de beija-lo, desabotoava a camisa que ele usava. Roy girou sobre a cama e ficou por cima dela.

Era a vez dele, afinal, ele era Roy Mustang, não era?

Começaram a se despir com pressa, entre beijos, carícias, sussurrou e tudo mais. E então, finalmente estavam livres de roupas. Ele podia senti-la, completamente nua, embaixo de si; mas quando abriu os olhos para admirar o corpo dela...

Acordou.

Ele simplesmente acordou ofegante e sentou sobre a cama, olhando para os lados, como se para constatar que realmente estava em seu quarto e que estava sozinho. Estivera sonhando esse tempo todo. Amaldiçoou o mundo inteiro por sua falta de sorte. Estava tendo esse tipo de sonho com a Riza. Ela o mataria se soubesse o que ele fazia com ela em seu subconsciente.

- Ah merda! – ele exclamou – Não acredito...que vou ter que tomar banho frio!


N/A: Oie gente! Como voces estao? Ai esta, mais um capítulo para voces! Deste eu realmente gostei. Gostei muito mesmo de escreve-lo, porque depois que peguei o embalo ele foi deslanchando de uma maneira tao gostosa de escrever. Gostaria que todos os capítulos fossem tao bons de se escrever como esse.

Um beijo à todos que leem essa fic e especialmente a quem deixa essas reviews maravilhosas pra mim. Obrigada pela atençao. Muito obrigada mesmo!

Segunda-feira começa o martírio. Estágio de sete da manha até o meio dia e escola das 13:00 até as 20:30. Então, atualizaçoes podem ser mais espaçadas, como eu disse na atualizaçao passada.

Mas, vou fazer o possivel.

Ah, espero que todos tenham entendido porque o Roy vai ter que tomar banho frio, se nao sabem...eu explico...

Bom, quando um homem fica, digamos, "alegrinho" demais a agua fria serve para "acalmar" os animos. Se é que me entendem.

Eu vou ficando por aqui,

Um beijo enorme para todos,

Enjoy your last days of vacation,

Lika Nightmare.