Fanfic: Muito Bem Acompanhado.
Gênero: Comédia/ Romance
Shipper: Roy/Riza
Disclaimer: Hagane no Renkinjutsushi não me pertence (séééério???? O.o), ate porque, se me pertencesse, o Ed olharia a Winry e eles se casariam, o Al se apaixonaria pela Rose de primeira vista, O Hughes estaria vivo, a Nina não seria uma Quimera, a Trisha estaria viva da silva, os Rockbell também e o senhor Mustang e a senhorita Hawkeye iriam viver pelos cantos do QG se amassando.
Sinopse: Roy é convidado para o casamento de sua irmã, mas, será que o Coronel terá coragem suficiente para voltar à sua cidade natal?
Capítulo 7 – Involved
Na manha seguinte, tudo que Roy não queria era ter que encarar Riza. Ele acordou resmungando algo sobre isolar-se no quarto pelo resto do dia, mas a fome impediu que ele continuasse com essa idéia. Ele olhou para o relógio de cabeceira e resmungou mais um pouco enquanto se levantava. Pegou a toalha e foi para o banheiro, porque precisava estar bem desperto para encarar a tenente.
Riza, por sua vez, estava esparramada sobre a cama porque ainda se sentia sonolenta. Não conseguira dormir direito a noite inteira porque tivera inúmeros pesadelos. E, ela estava se odiando por ter que admitir, ainda que apenas para si mesma, que todos eles envolviam Roy e aquela ruiva que conhecera no dia anterior.
- Só me faltava essa! – ela suspirou – Riza Hawkeye, nem se atreva! Você já tem problemas demais para se envolver com...ah, esquece!
Ela o ouviu desligar o chuveiro e esperou ate que o ouvisse descendo as escadas, para só então pegar suas coisas e ir tomar seu banho.
O Sr e a Sra Mustang tinham muita sorte, porque se a alquimia pudesse ser usada para alvejar alvos os quais não se sabe aonde estão, provavelmente eles estariam queimados, pois essa foi a vontade do coronel quando ele leu o pequeno bilhete que estava na mesa.
Nada contra ficar sozinho; mas o momento era critico, ao menos para ele; pois como iria ficar sozinho com a mulher com a qual acabara de ter um sonho não muito puro? Mulher a qual que o mataria sem misericórdia e com resquícios de crueldade caso soubesse o que ele havia aprontado com ela em seu sonho.
Ele passou tanto tempo resmungando, que não percebeu que a tenente estava descendo as escadas. Só se deu conta disso, quando ela disse "bom dia".
- Ah...b..bom dia.
- Onde estão todos? – ela perguntou, parada ao lado dele; utilizando de todo o seu autocontrole para não seca-lo com os olhos. Por que raios ele tinha que usar uma camiseta?
- Saíram – ele suspirou e desarrumou o cabelo com uma das mãos – O que você quer no café da manha?
- Você vai cozinhar? – ele assentiu – Então eu não quero nada, obrigada.
- Esta insinuando que eu não sei cozinhar?
- E vai me dizer que sabe?
- É claro que eu sei cozinhar! – ele disse, indignado – E cozinho melhor do que você, com certeza!
- Ah, sim! Acredito! – replicou, sarcasticamente.
- Vem – disse ele, seguindo para a cozinha, onde arranjou pra si uma travessa – Eu vou te provar que sei cozinhar.
Ela tinha que admitir que estava um pouco admirada com o modo com o qual ele se movia naturalmente. Ainda tinha que admitir, mesmo eu fosse estranhamente incomodo, que qualquer que fosse a mulher que se casaria com ele, seria um mulher de sorte. Ele parecia cada vez mais perfeito, ainda mais agora, concentrado em virar panquecas no ar.
- Não, Riza. Nem se atreva a começar com essas besteiras – repreendeu-se mentalmente – Ele é seu superior, seu amigo e, alem disso, o cachorro safado e sem vergonha que coleciona amantes na Cidade Central.
Silencio, definitivamente era algo muito incomodo. Riza havia ficado calada enquanto ele prepara o café da manha dos dois – Acho que já chega de panquecas, não? – ela finalmente disse, apontando para uma pilha de panquecas que ele já havia feito.
- Ah...é mesmo – ele concordou, jogando a travessa na pia – Leva isso pra mim, enquanto eu pego o suco, sim?
Riza acenou, levando as panquecas para a mesa e sentando-se em uma das cadeiras. Ela apoiou a cabeça nas mãos e suspirou. Ele chegou logo depois trazendo dois copos e uma jarra de suco e voltou para a cozinha para, mais uma vez voltar, dessa vez trazendo dois pratos.
Riza pegou um dos pratos e se serviu, colocando depois um pouco de suco em seu copo.
- Que foi? – ele olhou pra ela que, ate agora, não havia provado a panqueca que ele tinha feito – A comida ta com uma cara tão feia assim?
- Ah, não – ela se apressou em responder.
- Toma, prova logo! – Roy pegou um pedaço da sua panqueca com o garfo e estendeu na direção dela. A única coisa que ela fez foi ficar estática, ate porque era um pouco difícil pensar em algo naquela situação – Vamos – ele sorriu, daquele jeito tão próprio, como ele sempre fazia com qualquer mulher. E, como qualquer mulher, ela entreabriu a boca.
O olhar dele a estava deixando vermelha então ela voltou seus olhos para as próprias panquecas, tratando de come-las, olhando eventualmente para Roy, com o canto dos olhos.
- Ainda acha que eu não sei cozinhar? –ele perguntou, e virou-se para ela.
- Certo – ela sorriu e virou-se para ele também – Você sabe cozinhar. Satisfeito? – ele acenou – Esta sujo de calda.
- Aonde? – passou a mãos pelo queixo, tentando limpar-se.
- Aqui – ela levou a própria mão ate o rosto dele e, com a ponta dos dedos, tirou uma pequena mancha de calda de chocolate que estava bem perto dos lábios dele. E, uma vez que já não tinha mais vontade de tirar seus dedos do rosto dele, permaneceu ali, com o braço esticado na direção dele, tocando-o suavemente.
Um barulho na porta fez com que Riza despertasse e, num ato rápido, tirou a mão do rosto dele, virando o rosto para não ser obrigada, e nem tentada, a encara-lo.
- Chegamos! – a voz de Laura soou alegre, como sempre – Oba, panquecas! – sentou-se na mesa, servindo-se de um pedaço da panqueca do irmão. Helena Mustang passou direto para a cozinha, cumprimentando-os no caminho e gritando raivosa quando viu a louça suja que Roy deixara. Henry Mustang os cumprimentou da porta e foi para sala, pra onde sua mulher também foi, assim que ralhou com o filho e o intimou a lavar toda a louça que sujara.
Laura largou as panquecas de lado para olhar fixamente de um para outro. Estavam agindo de modo estranho, e isso indicava que algo havia acontecido enquanto estava fora – Acho melhor vocês e apressarem, ou vamos chegar atrasados?
Os dois fizeram uma expressão muito parecida de surpresa – E aonde nós vamos? – perguntou Roy.
- Vocês dois, eu e o meu noivo e futuro marido; vamos à uma aula de dança.
- Você só pode estar brincando – ele reclamou, extremamente acido – Para que nós vamos à uma aula de dança?
- Vocês vão por que é o MEU casamento, e vocês devem fazer tudo que eu quero – ela respondeu, sorrindo; o que não combinava muito e nem agradava o humor acido e irritado do coronel – E, alem disso, decidi que vocês vão ser os padrinhos.
- O que? – foi a vez de Riza se pronunciar. Ela havia praticamente gritado, e agora, que os dois haviam voltado seus olhos para ela, ela diminuiu o tom de voz e continuou – Como assim, nós somos os padrinhos?
- Vocês são os padrinhos do meu casamento. Será que eu preciso desenhar para vocês entenderem?
A mente astuta da tenente ainda não havia processado toda aquela informação. Eles seriam padrinhos do casamento de Laura e do tal marido dela. Aquilo lhe parecia estranhamente incomodo e, sua intuição dizia para cair fora naquele exato momento. Por mais que não quisesse admitir, estava se deixando levar. Estava se deixando levar pelo charme que ele tinha. Estava se deixando levar pela simpatia e delicadeza de toda a família dele. Estava se deixando levar por aquela situação toda. Sua intuição não falhava, e ela lhe dizia que Riza ia se magoar.
Sentado ao lado dela, Roy Mustang não estava muito diferente. Ele ainda não havia digerido aquela situação toda. Alias, tudo parecia muito estranho desde que resolvera trazer a tenente Hawkeye consigo. Não que a companhia dela fosse ruim, ao contrario, era uma das companhias que Roy mais apreciava ter ; mas o fato era que, desde que voltaram, ele sentia coisas estranhas sobre ela e sobre como eles se tratavam. Ele a respeitava e, mais do que isso, ele a admirava. Talvez a respeitasse mais do que respeitava a si mesmo, e isso era muito.
- Acho que é melhor vocês arrumarem tudo por aqui, trocarem essas roupas para que possamos ir – disse Laura, naturalmente. Ela deixou os dois, que ainda estavam em silencio, cada qual com seu pensamento, e subiu as escadas cantarolando alguma canção que nenhum dos dois reconheceu.
- Vamos! Vamos! – Roy ainda não sabia como havia sido convencido a participar disso. O fato era que estavam; ele, Riza, Laura e Joseph, o noivo dela; parados no meio do salão de dança, enquanto a professora, Inna Mahuatis, uma senhora de seus quarenta e cinco anos, os incentivava animadamente a começarem a dançar – Formem os pares.
Laura, obviamente, segurou o braço do seu noivo; então a única opção de Roy era Riza. Eles se entreolharam e não se mexeram.
- Será que dá pra vocês colaborarem? – disse Laura e acotovelou o irmão sem piedade.
- Ah... – ele estendeu a mão para a tenente mas não se atreveu a olha-la – Vamos?
E ela segurou a mão dele, colocou a outra mão sobre o ombro dele, enquanto Roy colocava a mão na cintura dela. Mantiveram uma certa distancia, porque julgavam que isso era necessário e seguro.
- Meus queridos, aproximem-se – disse a senhora Mahuatis. Ela colocou a mão sobre as costa de Riza e a empurrou contra o corpo do coronel – Agora, passe seu braço pelo pescoço dele. Assim. E você – ela continuou – Abrace a cintura dela. Isso. Assim.
- Laura, eu te mato quando eu sair daqui – Foi a primeira coisa que o coronel Mustang pensou. Depois resolveu reconsiderar e levar em conta que, pelo menos, iria dançar com Riza – Certo, talvez eu não te mate.
- Quando começar a música, quero que comecem a dançar. Vamos pelo básico, só se movam de um lado para o outro – então ela colocou a música.
- Concentre-se, Riza. Concentre-se – ela entoava mentalmente – Ele cheira bem – ela deixou um sorrisinho escapar e inspirou fundo, mas logo voltou a se repreender – Droga! Concentre-se nos passos! Os passos! Ah, que droga!
- Qual é o seu problema? Você é retardado ou o que? Para com essas idéias! Ela vai te matar se souber o que você está pensando – dizia uma vozinha na cabeça do coronel – Pensa em alguma coisa...algo como...como...como...alquimia. Isso! Pense em alquimia. Círculos de transmutação. Isso! O Fullmetal...isso, pense no Ed baixinho, aquele loiro anão – ele disse, com um meio sorriso, para si mesmo – Apesar de que o cabelo dele é muito escuro para ser considerado loiro, o da Riza é bem mais claro e...- ele parou rapidamente sua linha de pensamento ao perceber que ela o levara de volta a Riza – Mais que droga!
Ao lado dos dois, o outro casal comentava, sussurrando – Mas o que é que você esta aprontando, Laura?
- Pode-se dizer que eu estou apenas dando um pequeno empurrãozinho no meu irmão – ela respondeu – Não estou fazendo nada de mal, Joey. Mas não posso deixar essa oportunidade passar.
- Por que não experimenta deixar que ele cuide da própria vida amorosa?
- Porque o Roy é meio lentinho para essas coisas – ela sorriu, dando um beijo estalado no noivo – Chega de falar do meu irmão, se concentra na dança; porque eu vou te matar se você fizer um vexame no meio do casamento.
- Como foi que eu caí nessa? – ele sorriu também. Ela podia ser a mulher mais mandona que já conhecera, mas ele era perdidamente apaixonado por ela.
- Simples, meu amor. Você não vive sem mim!
- Pior que não vivo mesmo.
E eles sorriram, observando o outro casal dançar. Não é que dançavam bem?
- Acha mesmo que eles combinam tanto assim? – perguntou Joey – Quero dizer, eles parecem o casal perfeito; mas tem certeza de que eles devem ficar juntos?
- Eu acredito que sim. Ela, com certeza, é a mulher perfeita pro meu irmão.
- E, ironicamente, é a única que não cai aos pés dele.
- Ora, é por isso que ela é a mulher perfeita!
- Eu não estou conseguindo acompanhar esse seu raciocínio maquiavélico.
- Depois eu te explico melhor, Joey – ela riu – Mas agora presta atenção nos passos!
- Sim senhora!
A aula de dança foi cansativa, tanto que, na hora do almoço, os quatro estavam com os pés doloridos e sem a mínima vontade de caminhar ate em casa para comer alguma coisa.
- Eu não vou até em casa mesmo! – disse Laura, em tom de ultimato – Podemos comer algo por aqui!
Joey acenou concordando. Riza deu de ombros e Roy também acabou concordando.
Então comeram em um bom restaurante, tomaram um bom vinho e conversaram animadamente. O cansaço fora substituido pela preguiça; mas como não podiam ficar o dia inteiro sentados em uma mesa de restaurante, lá se foram eles caminho de casa.
N/A: Ai ai, entao, mais um capítulo ai pra voces. Ah, eu gostei muito de escrever esse capítulo! Detalhe: Involved significa Involvido. E a parte da panqueca surgiu numa conversa de Msn com a Gabi! Ah, ela me inspira! Uhu!
Eu ia postar esse capítulo no domingo, mas a minah net nao entrou e nessa segunda eu voltei pro meu estágio, o que significa acordar cedo e ter que aturar uma bando de crianças irritantes no meu pé. Que saco!
Entao gente, eu fui boazinha, fiz uma ceninha beeeem fofa...deixem reviews!!! Deixem reviews!!! xD
O proximo capítulo deve sair...nem sei quando, mas eu ja comecei a escreve-lo. Quero aproveitar e pedir desculpas para as pessoas que leem minahs outras fics, to sem atualiza-las porque nao encontro tempo e meus neoronios estao empenhados em escrever cada vez mais coisas sobre essa fic!
Bom, prometo que no proximo capítulo eu faço mais uma ceninha fofa...ou melhor...isso depende do numero de reviews que eu vou ter...(risada maquiavelicaaa)!!!
Então é só isso.
Um beijo enorme a todos que leem e deixam reviews e mesmo para quem leu e nao encontrou tempo/ coragem ou nao se lembrou de deixar uma review e fazer essa pessoa aqui feliz!
Espero que tenham gostado do capítulo, sugestoes, elogios, declaraçoes ou criticas [ serao lidas e, se Deus quiser e eu nao esquecer, respondidas.
Até a próxima,
Lika Nightmare.
