Fanfic: Muito Bem Acompanhado.
Gênero: Comédia/ Romance
Shipper: Roy/Riza
Disclaimer: Hagane no Renkinjutsushi não me pertence (séééério???? O.o), ate porque, se me pertencesse, o Ed olharia a Winry e eles se casariam, o Al se apaixonaria pela Rose de primeira vista, O Hughes estaria vivo, a Nina não seria uma Quimera, a Trisha estaria viva da silva, os Rockbell também e o senhor Mustang e a senhorita Hawkeye iriam viver pelos cantos do QG se amassando.
Sinopse: Roy é convidado para o casamento de sua irmã, mas, será que o Coronel terá coragem suficiente para voltar à sua cidade natal?
Capítulo 8 - Erro.
- Agora você vai ter que me explicar essa historia toda, Laura – disse Joey, assim que se viram sozinhos, sentados lado a lado na cerca que delimitava o terreno da casa dos Mustangs – Me diz o que esta passando pela sua cabecinha.
- Joey, você sabe que eu amo o meu irmão. E, por ama-lo tanto é que eu quero que ele se case.
- Isso eu sei, mas por que justo com a Tenente Hawkeye?
- Gosto dela – ela respondeu, dando de ombros – E ela parece ser confiável.
- Eu também acho que ela parece confiável; mas é o seu irmão que deve decidir se a ama ou não.
- Acha que se ele não gostasse dela, a teria trazido consigo?
- Gostar e amar são sentimentos diferentes. Ele pode muito bem gostar da companhia dela, mas não ama-la – Laura estava sem argumentos, então fitou o horizonte um pouco entristecida – Não fique assim! – ele sussurrou, puxando o rosto dela delicadamente para que ela o encarasse – Só não quero que você deposite suas expectativas nesse pseudo-romance e se magoe caso algo de errado.
- Eu sei disso – ela sorriu – E é por isso que eu te amo!
- Finalmente um pouco de atenção!
- Seu bobo! – Laura o acotovelou de leve, depois ajeitou uma mecha de cabelo que caia sobre o rosto dele e o encarou – Falta pouco tempo. Daqui a mais uma semana, estaremos casados.
- E vamos permanecer assim pelo resto de nossas vidas – ele completou – A não ser que você se enjoe de mim e fuja com o primeiro Don Juan endinheirado que aparecer.
- Por que eu fugiria? Tenho tudo que quero bem aqui! – ele sorriu porque adorava a forma que ela tinha de dizer que o amava, mesmo quando não dizia essa palavra – A não ser dinheiro, talvez.
- Você é impossível, Laura!
Enquanto Laura e Joseph estavam sentados na cerca, num ponto mais afastado da casa, Roy e Riza estavam na varanda.
Ele, sentado em uma cadeira e ela sentada na grade da varanda.
- Quem está com Black Hayate? – ele perguntou; não que se importasse realmente com o cão, ou com quem quer que estivesse tomando conta do mesmo; o único intuito da pergunta era puxar algum assunto.
- Fuery – ela respondeu.
Iniciar uma conversa é algo muito difícil quando a pessoa com quem se quer conversar não tem o interesse em fazer o mesmo. Ou ao menos não demonstra.
- Ah, aqui estão vocês! – eles viraram os rostos para verem Helena Mustang caminhar na direção deles e sentar-se em uma cadeira, ao lado do filho. Ela trazia uma caixa antiga nas mãos. Caixa essa que ela depositou com cuidado sobre o colo e retirou a tampa.
O coronel fez uma expressão de desanimo e soltou um suspiro – A senhora tem mesmo que ficar amostrando isso à todos que aparecem aqui?
- É claro – ela lhe respondera, sorrindo.
A tenente olhou, curiosa. O que será que tinha naquela caixa?
A senhora Mustang lhe estendeu um livro preto e grosso, que Riza percebeu ser um álbum de fotografias. Então era isso. Fotos. Ela passou a primeira folha, deparando-se com uma foto de um bebe muito fofo.
- Quem é esse? – ela perguntou, virando a foto para os outros dois.
- Esse é o Roy – respondeu Helena.
A tenente voltou a olhar a fotografia, um tanto quanto admirada. Sim, o coronel Mustang sempre fora o homem mais cobiçado da Cidade Central, mas, olhando aquela fotografia, dava para se esquecer da fama de galinha que ele tinha. Riza se pegou quase encantada por aquele pequeno bebe, com bochechas fofinhas, que exibia um sorriso gostoso enquanto brincava com alguma coisa que ela não conseguiu identificar.
Passando as paginas, pode ver várias fotos do coronel em sua infância. Havia ate uma foto meio suspeita, na qual ele estava mal-humorado, usando um vestido laranja, com os bracinhos cruzados na frente do peito e as irmãs mais velhas ao lado dele, sorrindo.
- Se você se atrever a rir – ele ameaçou – Eu te rebaixo para Cadete.
Bem que ela estava tentando permanecer séria, mas aquela foto, somada ao timbre de irritação da voz do coronel deixava a situação muito engraçada.
E, percebendo que ela não parava de rir ele disse – Vou te rebaixar a soldado – e levantando-se rapidamente, avançou sobre o álbum de fotos, no intuito de toma-lo das mãos da tenente.
Mas ela não deixaria uma boa oportunidade de implicar com ele passar desse jeito. Puxou o álbum conta si, mas o coronel Mustang era mais forte e acabou levando a melhor.
- Não se atreva a contar isso para ninguém – ele ameaçou – Ou te rebaixou a faxineira.
- Ora, Roy – suspirou Helena Mustang, que estava assistindo a tudo aquilo calada – Não entendo porquê se irrita tanto por causa de uma simples foto.
- E verdade, Coronel – provocou Riza – Afinal, é uma foto tão...fofinha!
Se existe uma coisa que a maioria dos homens odeia, é ser chamado de fofinho. E Roy Mustang não era uma exceção.
- Fofinho? – a expressão do coronel foi impagável, tanto que Riza e a senhora Mustang estavam e controlando para não caírem no riso – Fofinho? – Bom, se a tenente queria guerra, ela teria guerra. Ele se lembrava muito bem de certas coisas que ela fazia enquanto ainda era uma criança. Havia memórias daquela época que ainda não tinham sido apagadas ou jogadas no esquecimento; logo, ele estava proto para despejar algumas coisas, que atualmente, ela diria que eram vergonhosas – Fofinho era o urso de pelúcia que você adorava. Você ate dormia com ele, não é mesmo, Lizzie?
- Não me chame de Lizzie! – ela disse ao que ele sorriu, sarcasticamente, daquele modo cafajeste que, hoje a tenente podia dizer, fazia TODAS as mulheres suspirarem – E, alem do mais, isso foi ha quinze anos atrás!
- Dezesseis anos! – ele a corrigiu, sem deixar de sorrir – Isso foi à dezesseis anos atrás; e aquele ursinho era patético!
- Há dezesseis anos atrás, você era patético!
- Eu? Patético?
- Um garoto de treze anos que só pensa em alquimia, é patético! – ela disse, convicta. A senhora Mustang, que se limitara a assistir, não pode deixar de concordar com o raciocínio dela.
- Patético é viver à sombra de uma pessoa que nem ao menos se importa com você!
Ela abaixou o olhar e Roy não conseguiu continuar olhando para ela, houve um grande silencio e os dois podiam sentir os olhos de Helena sobre eles, mas não queriam olha-la. Roy estava se sentindo um completo idiota.
Ele sabia o maior, ou melhor, o único ponto fraco dela. A sua única fraqueza. E sua fraqueza era o seu passado. O tempo que passou, cuidando e se preocupando com seu pai. Um pai que nunca se preocupou muito com ela, um pai que não lhe dava atenção, um pai que não lhe dava amor.
- Riza...- a voz dele soou frágil, como cristal.
- Esqueça – ela cortou o assunto e saiu o mais rápido que pode de perto do coronel.
E ele continuou parado. Sabia que tinha estragado tudo. Estava tudo direitinho, por que tinha que abrir a boca e despejar aquela frase em cima dela?
- Você fez besteira, Roy Mustang – disse a mãe deste, recostada em sua cadeira, ela cruzou os braços e fez uma expressão de desgosto – E, pelo visto, foi uma grande besteira.
- É, eu sei!
Ele também saiu da varanda. Subiu a escada e parou em frente ao quarto dela. A indecisão entre entrar e agüentar o que ela lhe tivesse para falar e tentar, mesmo que ele não soubesse como, pedir desculpas; ou ficar em seu quarto e esperar que ela não estivesse tão zangada assim.
Do outro lado da porta, a tenente estava sentada, olhando a porta fixamente. Estava relutando em admitir que esperava que ele entrasse por aquela porta naquele exato momento e então, lhe dissesse que sentia muito e tudo voltaria ao normal.
Normal? Mas, o que ela estava classificando como normal? Aquilo que estava vivendo ali, não era normal. Aquilo era uma prova de algo que ela jamais teria. Ruim pensar sobre isso; mas era a pura e simples verdade.
A porta não abriu. Ela se cansou de ficar fitando a madeira e se virou para o outro lado da cama.
- Eu preciso ir para casa – disse Joey, beijando a testa da noiva – Eu realmente não quero escutar a minha mãe dizer, pela milésima vez, que eu dou mais atenção à você do que a ela.
- Eu vou ser sua esposa, logo, preciso de mais atenção do que ela.
- Diga isso para ela e terá sorte se sobreviver para contar a história – ele disse, rindo – Nos vemos depois – então ele a beijou e sorriu mais uma vez.
- Nos vemos mais tarde, então.
Ele ouviu as batidas na porta, mas não respondeu – Roy? – ele não respondeu, apenas continuou a fitar o teto, na escuridão do quarto – O que foi? Esta doente? – Laura pos a cabeça para dentro do quarto e tentou localizar o irmão, mas não conseguiu.
- Eu estou bem – ele finalmente respondeu – O que você quer?
- Companhia – ela respondeu, entrou no quarto e acendeu a luz – Papai e mamãe estão agindo daquele modo estranho e a Riza esta trancada no quarto dela, de modo que você é minha única opção. Alias, o que foi que aconteceu com a Riza? – ela perguntou, curiosíssima , sentando-se ao lado dele – Mamãe disse que vocês se desentenderam...
- Nós não nos desentendemos – respondeu ele, olhando para o teto – Eu disse uma coisa que não devia ter dito, só isso.
- O que você disse? – ele ficou em silencio – Ah, Roy! Você sabe que pode me contar tudo! O que você que você disse a ela?
- Eu...disse...que o pai dela não se importava com ela...- ele suspirou e esfregou o rosto com as duas mãos – E que ela era patética por ter vivido tanto tempo em função dele.
- Ah...exagerou um pouquinho, não?
- Um pouquinho? – ele riu – Se eu entrar no quarto dela agora, é provável que ela me mate!
Laura rolou os olhos, foi ate a janela e suspirou – Roy, você é tão dramático. Acho melhor falar com ela – e ela riu – Aproveita que ela resolveu tomar um pouco de ar, é a sua chance, Royzinho...
- Se me chamar assim de novo, juro que te queimo viva – ele disse, antes de sair do quarto.
- Humpf! Ta se achando! – ela exclamou.
N/A: Aê! Consegui atualizar a fic! Palmas para mim! Uhu!
Okay, depois do momento de euforia...
Obrigada a todos que leem a minha fic, comentam, gostam e esperaram calmamente (ou nao) pela atualização. Obrigada a todos que ainda acreditam que eu possa escrever bem! Obrigada mesmo!
Espero que esse capítulo nao tenha ficado ruim. Foi dificil escreve-lo, porque em determinado momento eu simplismente empaquei total!
Vou tentar atualizar na proxima semana!
Um beijo enorme a todos voces!
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Lika Nightmare.
