Capítulo 11.

Já era quase hora do almoço e agora os quatro, depois de passarem algumas horas na cachoeira, se preparavam pra voltar pra casa. Mas antes, David e Marin resolveram que queriam brincar só um pouquinho no parquinho que ficava no caminho de volta. Como não queria aturar a pirraça dos sobrinhos, Roy concordou.

Ela sentiu o estomago roncar e apoiou as mãos na barriga.

- Eu também estou com fome – disse Roy – Muita fome – ele acrescentou quando o estomago dele roncou também – Só espero que esses dois não resolvam demorar muito.

Riza concordou, dando um sorriso amarelo.

As crianças corriam na frente, com aquela agitação própria da idade, fazendo alarde. – Eu "vo" no balanço! – gritou Marin, correndo em direção ao brinquedo e se jogando em cima dele – Eu aposto que vou mais alto que você, David!

- Não vai não! Eu que vou mais alto! – replicou o outro pegando mais impulso para subir mais que a irmã.

Logo eles estavam entretidos na brincadeira, que logo começou a ficar mais e mais competitiva e perigosa.

- Olha! Eu consigo ficar em pé! – berrou Marin enquanto segurava a corrente e se equilibrava sem parar de se balançar. O irmão a imitou e na empolgação de se mostrar mais habilidosa que este, ela soltou as mão e exclamou travessa – Olha! Sem as mãos.

Um segundo depois, ela se desequilibrou e a gravidade fez o seu trabalho: ela caiu no chão e, antes que pudesse ter alguma reação, o balanço voltou com toda a velocidade e bateu-lhe na testa.

Ela gritou. As lagrimas brotaram com a mesma rapidez que o sangue começou a escorrer pelo rosto dela – Ai! Ta doendo! – ela exclamou, em meio a um choro soluçado. Quando Roy viu o que havia acontecido, correu até a sobrinha e a pegou no colo.

- Deixa o tio ver... – tentando afastar o cabelo para ver o machucado.

– Ta doendo! Não mexe! Ai...ai...ai...

- O que foi? – perguntou Riza, quando ele balançou a cabeça e deu um suspiro.

- Não foi nada não. Só um cortezinho... – falou para tentar acalmar Marin que chorava cada vez mais – Mas acho melhor a gente ir no hospital.

- Eu não quero ir! Eles vão...me...vão me dar inje...ção. Eu quero a minha mãe! -

- A gente vai pro hospital e lá a gente chama a sua mãe.

- Não...eu..eu não quero. Eles vão me dar injeção. Eu quero a minha mãe! Mãe! Mãe!

- O tio vai levar você no pronto-socorro que sua mãe encontra a gente lá depois. – com a garotinha no colo – Riza, você leva o David pra casa e conta o que aconteceu?

- Claro. – concordou a tenente investida no papel de tia – E pra que hospital vocês vão?

- Não...não...não! Eu não quero ir! – Marin choramingou mais um pouco.

- Só tem um na cidade. – respondeu Roy ajeitando a menina no colo. Ele não deu ouvidos para os protestos, pois sabia que logo a sobrinha pararia com eles.

- Tudo bem. – respondeu Riza segurando David, que estava ali perto, pela mão – A gente se encontra mais tarde então.

Riza voltou para a casa do Mustang e encontrou com toda a família esperando por eles para começar o almoço. Ela ficou um pouco sem graça pelo que teria que contar, mas todos já ficaram na expectativa de alguma notícia ruim quando perceberam que Roy e Marin não estavam com eles.

- O que aconteceu, Riza? Cadê a minha filha? – perguntou Clarisse, abraçando de volta o filho que se agarrou às pernas da mãe, pois ainda estava um pouco assustado com o tombo da irmã.

- É uma notícia um pouco chata. Nós passamos no parque na volta para cá e a Marin caiu do balanço e machucou a testa. Não é nada sério – ela se apressou em dizer – Mas o Roy foi com ela para o hospital, porque provavelmente ela vai precisar levar alguns pontos.

- Eu vou pra lá agora. – comunicou Clarisse – Mamãe, você fica com o David pra mim e dá almoço pra ele?

- Tudo bem, filha – a senhora Mustang passou a mão na cabeça do neto num carinho rápido e o levou para a mesa.

Laura resolveu ir junto para acalmar a irmã e ter certeza de que ela chegaria bem ao hospital e Riza também acompanhou as duas porque queria ter certeza de que tudo estava bem.

A primeira coisa que Clarisse fez assim que chegou ao hospital foi, é claro, correr em direção à filha. E, antes que ela conseguisse começar o sermão, Roy escapou furtivamente do pronto-socorro.

Riza sentiu o estomago roncar mais uma vez, estava realmente morrendo de fome. Comeria qualquer coisa naquele instante. Ela olhou para Roy, que agora estava ao seu lado, encostado na parede. Ele também parecia estar com fome.

- Tem uma cafeteria no hospital. Podemos arranjar algo para comer lá – disse ele.

- Seria ótimo.

Enquanto caminhavam lado a lado, silenciosamente, ela desejou ter coragem para falar com ele, mas o corredor não era o local adequado para aquele tipo de conversa. E quando eles chegaram a cafeteria e sentaram-se sobre uma mesa no quanto, ela decidiu que estava "faminta demais para agüentar uma discussão". E quando os sanduíches chegaram, ela estava "ocupada demais para falar". Não passavam de desculpas e de nada adiantaram.

- Acho que nós temos que conversar.

Riza quase se entalou com o pedaço de sanduíche. Ela tomou um grande gole de suco enquanto se preparava para o que viria.

- É... – ela disse, depois de mais um gole de suco – Temos que conversar...


N/A: Por favor, nao me matem!!! Eu sei que demorei pra caramba! Me perdoem! T.T

Bem, foi um pouco de sacanagem terminar o capítulo assim mas, se eu quisesse escrever a conversa deles aqui, demoraria mais um mes, entao resolvi atualizar logo.

Obrigada a todos que leem essa fic e a todos que deixam sua opinião. Valeu mesmo pessoal!

A fic já ta na reta final...ja ta acabando...e tudo mais...

Bom, Antes de terminar aqui, Agradeço imensamente a Gabi!!! Se nao fosse por voce esse capítulo REALMENTE nao teria saido. Muito obrigada! Te amo!

Então é isso ai!

Um beijo à todos,

Lika Nightmare, que vai pegar o boletim amanha e esta morrendo de nervoso por isso!