Capítulo 13 – Eu confesso
Capítulo 13 – Eu confesso...
A frase que Laura havia dito cumprira com seu propósito. Na cabeça da tenente, um eco insistente começava a dar os primeiros sinais de uma dor de cabeça insuportável. Certo, ela não pensaria mais sobre isso. Pelo menos não naquele momento.
Enquanto se aproximavam da casa, por mais que Laura ainda estivesse falando sobre seu casamento, Riza não conseguia prestar atenção em nada. Depois da maluquice que havia feito na lanchonete do hospital, rezava para não encontrar com Roy tão cedo.
Mas, pelo visto, seus pedidos foram ignorados, porque, assim que se aproximaram o bastante, ela pode ver a figura do moreno sentando no parapeito da grade da varanda.
- Você está vermelha – brincou Laura, com um sorrisinho um tanto quanto sádico, no canto da boca.
Ela não pode responder. Em um segundo, não conseguia tirar os olhos dele, e isso assustava. Havia chegado o momento, teriam que conversar.
Quando Laura cumprimentou o irmão e passou pela porta, Riza estava pronta para ouvir-lo chamando seu nome, no entanto, ele não disse nada. Não a chamou; não disse que precisavam conversar; nem mesmo disse um oi. Eles se encararam por um minuto e Riza sentiu suas bochechas arderem.
- Ei, Riza. – chamou Laura, parada no meio da escada – Você esta mais vermelha ainda. – ela completou, e gargalhando subiu a escada.
- Quer sentar? – ele perguntou, apontando para o banco. Ela assentiu e se sentou. Roy sentou-se ao seu lado.
Ele a olhou pelo canto dos olhos. Ela ajeitou a franja. Nenhum dos dois sabia o que falar.
- Eu não vou pedir desculpas – ela falou – Se é isso que espera que eu faça.
- E porque eu iria esperar que me pedisse desculpa?
- Por tudo – disse, suspirando – Pelo que quase aconteceu ontem. Pelo que aconteceu hoje. Se quiser conversar comigo, melhor não esperar que me desculpe pelo que fiz.
- Não quero que me peça desculpas. – ele a interrompeu - Alias, julgava que você não se lembrava do que aconteceu ontem.
- Eu me lembro. – ela disse, deixando transparecer sua frustração.
- Esta com raiva de mim?
- Imagina – comentou, sarcástica.
- Se tivéssemos ido pra cama juntos; hoje você estaria me chamando de crápula, desgraçado, aproveitador. – ele tentou explicar.
- Não quero voltar a esse assunto. Estamos nos repetindo. – Riza fez menção de se levantar, mas Roy segurou seu pulso.
- Não estou me repetindo, apenas quero que você entenda que não quero fazer de você mais uma na lista de mulheres com quem eu já dormir. Que, por sinal é uma lista bem extensa; mas isso não vem ao caso. – ele a encarou – Riza, você é muito importante pra mim, pra que eu deixe que tudo que vivemos juntos até hoje termine por algumas horas de sexo.
Ela ficou sem fala.
- Não achei que você fosse ficar irritada; mas temi que depois de tudo, você achasse que eu me aproveitei da sua situação.
- Eu nunca pensaria isso de você, Roy – ela disse, aproximando-se mais dele – Será que não entende? – seus rostos estavam próximos, e ela sussurrou no ouvido dele – Eu gosto de você.
Se Roy pudesse ver o rosto dela, acharia engraçado. Ela estava vermelha. Muito vermelha mesmo. Não conseguia nem se mover, parecia uma adolescente, ao invés da mulher decidida que era. E ele não falava e nem fazia nada. Aquilo a deixava apreensiva. E se não fosse mútuo? E se ele não a quisesse? E se ela havia confundido as coisas? E se...? E se...?
- Roy!! – ecoou o grito, vindo da sala. E os dois se encararam encabulados com crianças que foram descobertas em meio a uma travessura – Vem aqui.
- Eu... – ele gesticulou como se dissesse que precisava ir. E ela deu um meio sorrisinho, sem conseguir encara-lo, e assim que ele saiu, ela disparou para o quarto, morrendo de vergonha.
- Mas que estupidez! – ela exclamou, jogando-se na cama – Eu não acredito que eu falei aquilo. Foi a pior burrice da minha vida!! – suspirou – Eu me odeio!
Mal ela havia acabado de se lamentar, ouviu batidas insistentes na porta. Lutou mentalmente contra o principio de esperança de que fosse Roy quem estava do outro lado, mas a esperança morreu quando ouviu a voz, um tanto quanto agitada de Laura do outro lado da porta – Ei Riza, posso entrar?
- Claro – respondeu sem animo.
- Por que está com essa cara? – perguntou a morena, sentando-se na beirada da cama e fitando a amiga – O que foi que aconteceu?
- Nada. Nada de mais, Laura – disse Riza – O que deseja?
- Como assim, o que desejo? – Falou a morena – Não te disse que eu e você íamos sair para beber hoje?
- Laura, passou pela sua cabecinha de alfinete que estamos na véspera do seu casamento?
- Meu casamento é depois de amanha – retrucou Laura, frisando as palavras – E ressaca se cura em um dia! – ela deu um sorrisinho.
- Eu sei que ressaca se cura em um dia, e pra mim não faz diferença se eu ficar bêbada hoje, afinal quem vai passar o dia inteiro correndo de um lado para o outro amanha é você!
- Não seja estraga prazeres, Riza! Eu só quero sair um pouco, beber alguns drinques, me divertir...ah, vamos, talvez você encontre um rapaz gostoso por lá, vá para a cama com ele e libere toda essa sua tensão sexual!
- Tensão sexual? – repetiu a loira, arqueando a sobrancelha – Ir pra cama com um desconhecido? Você não está no seu juízo perfeito, ou está?
- Não seja boba, é só brincadeira! Eu sei que você não é dessas que vão para a cama com qualquer um. E sei disso porque, se não fosse assim, o meu irmão não estaria tão apaixonado por você.
- Lá vem você com essas suas idéias sobre Roy e eu – reclamou Riza, levantando-se da cama.
- É verdade, Riza. É a mais pura verdade. Acho que só você não percebe o quanto ele gosta de você. E é recíproco. Não pense que eu não vi como você olhou para ele hoje, quando estávamos chegando – Laura disse, antes que Riza pudesse argumentar – Sei que estou lhe enchendo a paciência, mas sinto que se não esclarecer as coisas, vocês não vão se acertar tão cedo.
- É verdade...você está enchendo a minha paciência – e Laura gargalhou – Mas acho que posso suporta-la.
- Que bom – disse a morena, se espreguiçando – Agora vamos ao que interessa. Vamos sair! E eu não aceito que você diga não a mim!
- Não podemos fazer isso em um outro dia? Acho que não vou ser uma boa companhia hoje.
- É, 'to vendo...você está praticamente me obrigando a ir acompanhada da Hannah. Sabe a Hannah? - o rosto de Riza mudou – É, aquela ruiva que da em cima do meu irmão, descaradamente, mas que no momento é a única companhia solteira da qual disponho.
- Esse tipo de chantagem não vai funcionar comigo... – disse a loira.
- Isso não é chantagem – Laura retrucou, sorrindo e saiu do quarto.
- Começo a achar que ela não é normal – comentou para si mesma – Alias, tenho certeza de que ela não é normal.
N/A: Pois é, era pra terminar nesse capítulo, mas nao consegui me conter. Sei que tem gente morrendo de curiosidade para ver o ultimo capítulo, mas vao ter que esperar mais um pouco. Eu agradeço de coração a todos que estoa deixando reviews, e a todos que leem tambem. Fico muito feliz quando releio as reviews que voces deixaram, embora seja displicente em responde-las.
O que posso falar sobre esse capítulo? Uma declaração da parte da Riza, sem resposta do Roy...pois é, pois é...a vida é estranha. (E eu sou mais ainda)
Droga, odeio esquecer o que eu ia escrever aqui...acho que o vestibular me deixou insana...tenho certeza.
Espero as reviews, e realmente desejo que voces nao me matem por esse capítulo, o qual eu realmente nao gostei.
Um beijo imenso a todos que apreciam ler essa fic,
Lika Nightmare.
