N/A:
Primeiramente eu devo dois pedidos de desculpas a todos. O primeiro diz respeito ao tempo que fiquei sem atualizar a fics. O segundo diz respeito ao fato de que, ao contrário do que eu disse, esse não é o último capítulo. Não porque eu quis, mas pelo fato de que o capítulo está muito longo, e eu estou bloqueada para finaliza-lo. O faria a fic atrasar mais um mês no mínimo. Agora aproveitem. Nos falamos depois!
Capítulo 14 – O Casamento part 1.
- Como foi que eu deixei você me convencer a vir? – Riza questionou a morena pela décima vez desde que haviam saído de casa. Na confusão de se arrumar para sair e satisfazer ao desejo de farra de Laura, nem ao menos tivera tempo de falar com Roy. De desfazer a burrice que havia feito.
- Não reclama. A noite vai ser ótima – disse Laura.
Não foi ótima, mas ao menos foi cômica.
O bar no qual Laura estava doida para ir estava lotado. Muita gente, música alta e um péssimo atendimento. Havia um loiro usando uma calça brega que cismara em dar em cima da "futuramente casada" Laura Mustang, o que fez a moça, depois de três garrafas de cerveja, ter um crise incontrolável de riso. Havia um moreno que fazia Anya suspirar, entre um gole e outro coisas como "Ah, se eu não fosse uma mulher casada".
Clarisse ligara para casa umas vinte vezes e só parou quando, depois do enésimo telefonema, o marido assegurara que, caso ela tornasse a ligar, ele sumiria do mapa junto com as crianças.
Anya ligou duas vezes para casar e como o marido não atendera, começou a achar que ele a estava traindo. Descontou sua fúria na bebida. Mais tarde, exatamente depois de seis whiskys, cinco tequilas duplas e quatro garrafas de cerveja, o marido retornou a ligação, explicando que estava dormindo e por isso não atendera.
Ela não acreditou na desculpa do marido e culpou o fato de ter cobiçado o tal moreno do bar.
Riana não ligou para a casa, mas em compensação o marido aparecera na porta do bar duas horas depois que elas haviam chegado e, depois de uma discussão com berros de "Você me sufoca" e "Você precisa começar a me dizer aonde vai" eles finalmente foram embora. Ele aliviado. Ela contrariada por ainda não ter ingerido a quantidade de álcool que pretendia ingerir.
- Um brinde ao casamento – disse Clarisse, um pouco mais alto do que o costume – É uma droga, mas você vai adorar!
Brindaram.
- Agora só falta casar a Riza! – disse Anya, gargalhando.
- O noivo a gente já tem – provocou Laura – Alias, no que que você e meu irmão estavam falando hoje à tarde? – disse, quase sussurrando, aproveitando o momento em que Anya saiu para buscar bebidas e Clarisse estava distraída olhando pelo bar.
- Nada de mais – respondeu, e antes que Laura começasse a especular sobre o assunto, disse levantando seu copo – Um brinde à ressaca colossal que você vai ter amanha!
- Você também – disse Laura.
- Eu, não – sorriu, amostrando o copo – Isso não tem álcool.
- Não tem graça nenhuma sair para uma despedida de solteiro com uma pessoa que não bebe – reclamou Clarisse, bebendo de um gole só todo seu copo de whisky.
- Por que não está bebendo? – perguntou Laura.
- É pra me prevenir de uma coisa...mas deixa esse assunto pra lá!
- Olha, drinks coloridos! – disse Anya, voltando com quatro copos com um liquido azul.
Brindaram mais uma vez – A Riza não esta bebendo – falou Laura, passando a mão sobre o copo da loira – Por isso farei o favor de beber a parte dela – e tomou em um gole só.
- Vou pedir mais alguns... – disse Clarisse, chamando o barman com um sinal.
- O que vão querer? – elas não puderam deixar de babar. Era um homem alto, devia ter quase 1,90 m. Tinha cabelo castanho claro e uma pele que parecia muito macia, olhos castanhos, ou melhor, cor de mel.
- Um Beijo na boca¹ – disse Anya.
- Um Sexo na Praia² - disse Clarisse.
- Orgasmos múltiplos³ - disse Laura.
- E você? – perguntou ele, virando para Riza.
- Ah...nada.
Quando ele se afastou, Laura reclamou em voz alta – Eu te odeio, Riza.Você destruiu o clima.
- Destruí o clima? O que você queria que eu respondesse?
- Não sei. Talvez um "Me pega, me joga na parede e me chama de tachinha"
- Isso é uma bebida?
- Riza, você é louca? Você é cega, ou o que? Você viu o homem? Você viu a categoria da criatura? Nossa, com um daqueles eu vou.- disse Laura, animadamente – Aquele homem deve ser muito bom, se é que você me entende.
- Você devia falar com ele – aconselhou Anya – Por que não aproveita o momento? – disse então, indicando com a cabeça quando o Barman vinha na direção da mesa delas.
- Foi a pior noite da minha vida – reclamou Riza para uma Laura completamente bêbada – Graças a você!
- Ah...naa me culp(Não me culpe)! – disse enrolando as letras, sorrindo. Ela estava escorada contra o corpo de Riza para que não caísse enquanto a loira abria a porta da casa – Su..give...de pegado uuu bu...nitu (Você devia ter pegado o bonito).
- Eu não consigo entender nada do que você está falando. Alias, não fala nada. Você vai direto para um bom banho gelado e amanha vai estar com tanta dor de cabeça que não vai querer beber por um bom tempo.
Laura gargalhou. Depois de abrir a porta, entrar e trancar a porta novamente, as duas começaram a subir. Era difícil manter-se em pé quando todo o corpo da morena seguia a gravidade e tendia a cair. E no final foi o que aconteceu, desequilibraram-se e caíram. Riza de costas para a escada, com Laura de bruços, sobre ela e quase adormecida.
- Escandalosas – disse Roy, aparecendo no topo da escada, segurando-se para não rir da situação.
- Eu agradeceria se você ajudasse aqui – ela disse. Estava irritada demais para se lembrar que deveria estar com vergonha dele.
Ele lhe estendeu a mão, ajudando-a a se por de pé, depois pegou a irmã no colo – Ela precisa de um bom banho gelado, depois uma xícara de café sem açúcar e, amanha de manha, muita água.
Por um momento Riza ficou surpresa, mas depois se lembrou de que aquele era Roy Mustang, especialista em ressacas.
- O que ela bebeu? – perguntou ele, sentando a irmã em cima do sanitário.
- Cerveja, whisky, tequila, mais cerveja, alguns drinks coloridos...
- E você, bebeu o que?
- Nada.
- Que pena – disse, e rapidamente emendou – Bom, vamos coloca-la de baixo do chuveiro.
- Eu seguro ela – disse a loira, tirando a jaqueta e a bota que Laura emprestara, ficando apenas com a saia preta que ia até os pés, com uma fenda de cada lado da perna e a blusa, também preta. Ela entrou no boxe junto com a morena, ligando o chuveiro logo depois.
- Ahhh – as duas reclamaram juntas. Roy sorriu.
Depois de um longo banho frio, Laura estava um pouco menos bêbada, ele a pos novamente sentada sobre o sanitário, enquanto Riza desligava o chuveiro.
- Pronto – Riza suspirou, tremendo de frio. Roy não pode evitar olhar rapidamente para a blusa dela e, consequentemente para os seus seios. – Roy – reclamou, assim que se deu conta do que ele estava fazendo.
- Desculpe. Desculpe.
Ele não podia deixar de notar o modo como a roupa grudara no corpo dela. Não podia deixar de notar como alguns fios de cabelo, molhados, grudavam sobre o rosto dela. Ele poderia dizer que ela ficara ainda mais desejável naquele estado. Chamou-se de pervertido mentalmente. O fato de ela ter dito que sentia algo por ele não dava-lhe o direito de querer agarra-la e fazer amor com ela até perder os sentidos.
- Roy? Está me ouvindo? – ela perguntou intrigada.
- Ah, desculpe eu...estava pensando.
- Ah...
Silencio. ele ia dizer algo quando Laura escorregou do sanitário para o chão, caindo na gargalhada logo após.
- Acho melhor colocar essa anormal na cama – ponderou.
- E como é que ela vai dormir com a roupa molhada? – ela questionou, ajudando o moreno a manter a irmã sentada e em silencio.
Riza acabou recebendo a tarefa de colocar um pijama em Laura, o que não foi tão difícil como ela imaginara. A morena estava bêbada, mas muito suscetível à seguir ordens. Depois de finalmente coloca-la para dormir, Riza deixou o quarto da morena para finalmente tirar sua roupa, que estava molhada, colocar uma camisola e dormir.
Ela acordou sem vontade de sair da cama mas considerou que era melhor sair, assim que ouvir os berros desesperados de Laura. Quando desceu as escadas, encontrou a morena a beira de um ataque ao telefone. Aparentemente a dona do buffet se enganara e trouxera flores amarelas ao invés das delicadas flores lilases que Laura escolhera dois meses antes.
Depois de gritar uma ameaça à dona do buffet, Laura bateu o telefone e caiu no choro – Vai dar tudo errado! É a maldição dos Mustangs!!
- Maldição dos Mustangs? – disse Riza, curiosa – Que maldição?
- É uma bobagem que a Laura pos na cabeça, querida – disse a senhora Mustang – Ela insiste em dizer que em todo casamento Mustang algo dá errado.
- E você vai dizer que não é verdade? – disse a morena, entre um soluço e outro – Quando Anya se casou, ela decidiu fazer a festa ao ar livre. Quando entramos na igreja para o padre celebrar a cerimônia, caiu uma chuva tão forte que estragou todo o buffet. Quando Clarisse se casou, a mãe do noivo desapareceu, foram encontra-la duas horas mais tarde, agarrada com um tio nosso. Quando Riana se casou, ela estava tão bêbada da noite anterior que demorou quatro horas para chegar à igreja. Por isso o marido dela tem medo que ela desapareça.
- Laura, isso é pura bobagem! – reclamou Helena.
- Não é bobagem – gritou Laura. – É a mais pura verdade! E o meu casamento vai ser um fiasco também! – nesse momento ela voltou a chorar – Ah! Tudo ta dando errado!
- Acalme-se, Laura! – disse Helena, acariciando a cabeça da filha enquanto essa agarrava-se à cintura da mãe em desespero – Nem tudo está perdido, meu amor!
- Mas e se alguma coisa der errado? – perguntou, fazendo manha- E se ele desistir? E se ele desistir e me deixar sozinha na igreja? – então soltou-se subitamente da mãe, agarrando o telefone – Preciso falar com ele. Tenho que falar com ele agora.
- Falar o que com o Joseph, Laura? Santa paciência, deixe-o em paz – ralhou Helena. Ela tomou o fone das mãos da filha e recolocou no gancho.
- Mas mamãe, eu preciso saber se ele vai desistir. Eu preciso ouvir ele dizer que não vai em deixar sozinha na frente de toda aquela gente.
- "Aquela gente" é a sua família. E o seu futuro marido não vai te largar no altar – disse Clarisse. Ela havia acabado de chegar, há tempo de ouvir a ultima frase da irmão – Francamente, Laura, não dá para acreditar que você ainda esteja com aquela estúpida idéia da tal "Maldição dos Mustangs".
- Dê um jeito de tirar isso da cabeça da sua irmã! – a senhora Mustang disse – Vou estar na cozinha, porque alguém tem que fazer alguma coisa nessa casa.
Um minuto depois o telefone tocou. Era a Tia Pammy. Aparentemente ela havia descoberto que Laura tivera a idéia de escolher Roy e Riza como seus padrinhos e ficara extremamente irritada. Laura pediu para que a mãe acalmasse a tia e então Helena teve de ouvir as reclamações da cunhada.
- Pam, foi um mal entendido... – começou Helena, mas Laura não deixou que ela continuasse.
- Não foi um mal entendido!! Não quero aquela velha depravada como minha madrinha de casamento. Ela dá má sorte!
- Quem é a velha depravada? – perguntou o Sr Mustang, aparecendo de repente.
- Ninguém papai – Laura apressou-se em responder.
Pam se esguelava do outro lado da linha. Ela havia ouvido tudo que Laura dissera e queria dizer poucas e boas para aquela fedelha que se achava gente.
- Controle a sua irmã, Henry – Helena passou o telefone para o marido – Controle ela antes que eu a proíba de vir ao casamento.
- Escute, Pam. Pare com essa infantilidade. Laura tem o direito de escolher seus padrinhos de casamento... – ele fez uma pausa e depois disse a esposa – Ela diz que você não soube passar o valor da família aos nossos filhos.
- Sua.. – e tomando o telefone do marido, gritou – VELHA DEPRAVADA. QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA DIZER QUE EU NÃO EDUQUEI MEUS FILHOS BEM? NÃO É A MINHA FILHA QUE DEU O GOLPE DA BARRIGA! – e bateu o telefone antes de ouvir a resposta.
Riza assistia ao espetáculo calada. Ela estava perplexa com as atitudes de todos ali.
- Por que toda essa gritaria logo de manha? – perguntou Roy, descendo calmamente as escadas.
- Porque hoje é meu casamento, seu estúpido! E trocaram as minhas flores. E meu noivo provavelmente vai me largar no altar. E a tia Pamella acha que deve ser a madrinha do meu casamento...
- A tia Pamella? A incrivelmente-velha-e-depravada Pam?
- A própria.
- Diga que ela não vem à festa! Por favor, diga que não a convidou.
- Ela vem sim. Ela é parte da família – disse Henry, apertando as temporas.
- Mantenham-na longe de mim!
- Era ela que tinha mania de apertar a sua... – começou Clarisse, ao que Roy prontamento cortou, respondendo.
- Era ela sim. Por isso, tenham certeza de que ela se sentará o mais longe possível da minha pessoa. Não quero reviver os anos difíceis da minha infância.
Assim que ele terminou de falar o telefone tocou novamente. Ele atendeu – Sim, é daqui. Um momento – estendeu o telefone à mãe – É da delegacia. Tia Rach foi presa, outra vez.
- Ah, o azar está se instalando – gritou Laura enquanto corria escada acima. Clarisse e Riza foram atrás da morena.
- Escute, quem é Rach? – perguntou Riza.
- Rach? A sempre-bebada-e-cabeça-de-vento Rachel. Ela é a irmã mais nova da minha mãe. Um pouco doidinha, confesso, mas uma ótima pessoa.
- Vocês apelidam todos os seus parentes?
- Quase todos. Temos alguns em especial, geralmente são os parentes do meu pai. Como a sempre-frigida-Margareth e sua querida filha, a eternamente-promíscua Beatriz, minha tia e minha prima. Temos ainda meu primo, Julian, o Vil e sua irmã gêmea, Julliene, a pretensiosa.
- Parece um família divertida.
- E é, se você gosta de barracos de manha cedo, é claro – disse Clarisse rindo.
As duas entraram no quarto de Laura. Ela estava deitada sobre a cama, ainda chorando.
- Não chore, Laura. Seus olhos ficaram vermelhos. E isso seria um desastre – disse a irmã, sentando-se ao lado dela. Clarisse sacudiu a irmã para tentar anima-la – Vamos, você precisa ir ao salão, fazer a maquiagem, cuidar desse cabelo, fazer as unhas...
- Não, eu não posso. Eu preciso dar um jeito na burrice que aquela mulherzinha acéfala fez – suspirou Laura.
- Vamos dar um jeito nisso para você – disse Riza.
- Sério? – e Riza podia jurar que viu os olhos da morena brilharem como olhos de gatinhos indefesos – Ah, obrigada! – disse, abraçando as duas com força.
- Laura, não respiro!
N/A: Bom, agora que ja leram o capítulo, espero as reviews para que voces me digam o que acharam. E sobre os drinks com nomes sugestivos, eles realmente existem, a não ser o "Orgasmos Múltiplos" o qual não encontrei evidencias de sua existencia. whatever.
Mais um vez, perdoem-me.
Beijos,
Lika Nightmare, ado-aado-cada-um-no-seu-quadrado.
