Capítulo Cinco: Abra seu coração
A declaração do garoto Uchiha, bem ali, na cozinha, ia além de qualquer devaneio que tivera até o momento. Num mesmo dia pôde conhecer aquele homem que habitava o interior do rapaz frio e apático que todos pensavam saber de quem se tratava. "Agora eu sei quem é Uchiha Sasuke", seus olhares ainda fixos um no outro. Seus ouvidos só podiam a ter enganado. Ele estava dizendo que a amava, sendo que nem a conhecia tanto assim para fazer esse tipo de coisa. Mas aqueles olhos... Nunca mentiram para ela. Sabia que havia sinceridade na forma com que olhava para ele, e também sabia o quanto ela própria estava apaixonada pelo rapaz, mesmo sem nunca ter admitido isso para ninguém.
Sasuke parou para olha-la por um instante, se perguntando se era assim mesmo que se fazia. Na verdade desde que provou do que Hinata estava cozinhando, agira por impulso, sem pensar nas conseqüências. E agora estava ali, a encarar aquelas duas pérolas brilhosas que não desgrudavam seu foco dos seus olhos. E assim permaneceram mais alguns segundos, aproveitando um momento tão mágico que certamente seria um recomeço na vida deles. Sasuke estava aprendendo o que é o amor. Hinata já sabia que era amar, mas nunca sentiu o prazer de ser amada.
- Sa... Su... Ke – com muito esforço Hinata tentava dizer algo. Sentia o interesse do rapaz em saber o que estava pensando, ou melhor, o que estava sentindo. Ele já sabia, na verdade, mas ouvir isso da pessoa que ama é, certamente, tudo o que precisava. Ainda nos braços um do outro, a garota soltou um suspiro. Não um suspiro qualquer, um suspiro apaixonado. Sentiu as lágrimas chegando aos olhos – E-eu... Também – finalmente os dois puderam relaxar. Já sabiam o que sentiam um pelo outro.
Um súbito espanto subiu a espinha do jovem Uchiha ao notar as lágrimas que se acumulavam nos cantos dos lindos olhos de sua amada. Perguntava-se o que teria ocorrido para que estivesse chorando, até que ele mesmo percebeu algo inesperado: também estava chorando. Lágrimas saltavam de seus olhos, percorrendo suas feições preocupadas com o bem-estar de outra pessoa. Ele estava mudado, e ao contrário do que pensava, foi um processo totalmente indolor. Sorrir, chorar, amar... Nunca antes havia experimentado essas sensações antes, mas sabia que ainda tinha uma vida inteira pela frente para experimentar tudo isso. Agora o que importava era compreender o choro daquela que roubou seu coração.
- Hinata-san? O que houve? – indagou o rapaz, ainda a tendo em seus braços.
- Eu... Nunca fui amada por ninguém antes, Sasuke-kun – sentiu o rosto corar um pouco ao dizer o sufixo –kun, mas ele merecia, afinal, o amava e sabia que estava sendo correspondida. A felicidade era tamanha, que apenas as lágrimas conseguiram dar vazão ao sentimento que tomava conta da jovem considerada fracassada até pela própria família.
- E eu – disse Sasuke, rapidamente enxugando as lágrimas com as costas de sua mão. A suavidade da pele de Hinata o fazia desejar mais daquilo tudo. Queria amar. Sentia-se um novo homem, e precisava mostrar isso ao mundo. E decidiu começar ali mesmo, com ela – Nunca amei ninguém na vida. Mas, acho que na vida tudo tem uma primeira vez. Só que nunca gostei tanto de algo de primeira como disso – disse-lhe, tornando a beija-la. Seus lábios novamente se encontraram, criando milhares de sensações ao mesmo tempo. Nenhuma que desgostassem. Suas línguas dançando em sincronia no interior de suas bocas, o casal envolvido num abraço apertado, desesperados por sentir o amor que o outro sentia.
Beijavam-se como se nada mais fosse ocorrer em suas vidas, quando começaram a ser envolvidos por uma pequena névoa branca. Foi quando Hinata voltou por um momento a realidade: a comida. Rapidamente interrompeu o beijo, dizendo algo num tom tão baixo que Sasuke não foi capaz de ouvir, e em seguida desligou o fogo. Sentia que ia explodir em lágrimas de alegria em qualquer momento e não conseguindo segurar mais tamanha empolgação, correu em direção a seu amado, abraçando-o pela cintura e enterrando o rosto em seu peitoral, irrompendo em um pranto de alegria e felicidade jamais imaginado pelo jovem que ali estava. Sem saber muito que fazer, Sasuke apenas a deixou chorar, acariciando levemente seu cabelo.
Ao toca-la, sentiu que era capaz de amar e ser amado. A descoberta para ele era algo que seria, dias atrás, impossível. Mas, graças a Deus, ou destino, ou seja lá o que fosse, agora ele estava ali, apaixonado e sendo correspondido. Estava feliz. Precisava dela e sabia disso. Fechou os olhos, tentando aproveitar ao máximo o momento único que passava com aquela jovem que três dias antes despertou algo adormecido dentro de seu coração.
Hinata estava começando a se controlar, agora que desabafava no peito de Sasuke. Era realmente tudo o que mais queria: alguém que pudesse ama-la. Sabia que tudo isso poderia ser um sonho, mas mesmo que fosse, preferia não ser acordada nessa parte. Parou de chorar. Descolou, lentamente, seu rosto do corpo daquele em quem estivera abraçada pelos últimos minutos. Deslizando suas delicadas mãos pelo corpo de Sasuke, chegou até seu rosto, ia beija-lo novamente, mas antes precisava terminar o que tinha começado.
- Sasuke-kun, eu te amo! Eu te amo! Eu te amo com todas as minhas forças! – Sasuke se espantou em ver Hinata falando num tom de voz audível. E principalmente se tratando do que ela estava dizendo. Sorriu. Sabia que ele estava completamente dominado, e não pretendia lutar contra isso. Sabia que era impossível. Outro beijo, e outro, e mais um, até saciarem momentaneamente o desejo que tanto supriram nos últimos dias. Entretanto, o tempo, como sempre, é o maior inimigo dos apaixonados. Logo notaram que estava ficando tarde. Um vazio começava a tomar conta do peito dos dois jovens que se amaram durante aquele precioso tempo em que estiveram juntos. Mas aquilo, uma hora, chegaria ao fim.
- Hinata-san – por mais que quisesse, ainda não conseguia deixar a formalidade de lado – não acha que ta ficando meio tarde?
- Bem... Infelizmente – respondeu a garota, com um sorriso tristonho em seu rosto. Como ela era atraente, mesmo enquanto triste. Sabia que a tristeza era porque iam se separar por um tempo, mas sempre existe o dia de amanhã, certo? – Melhor eu ir andando.
- Sabe... – as palavras começaram a sair involuntariamente da boca de Sasuke, quando se deu conta, já tinha dito – acho que eu posso te acompanhar até em casa. Principalmente porque não estamos numa das épocas mais seguras.
Hinata corou. Sabia o que aquilo significava. Ele se preocupava com ela, e mostrava isso. Essa demonstração de carinho foi o suficiente para que aceitasse sua proposta. Rapidamente o Uchiha pôs um par de tênis, e logo os dois caminhavam sob a luz da lua, numa noite particularmente estrelada. Era como se os céus refletissem a beleza do amor que envolvia o mais novo casal que se formava. Caminhavam em silêncio. Nenhuma palavra precisava ser dita entre os dois. Tudo o que já foi dito era o suficiente.
Iam se aproximando da mansão Hyuuga, quando Sasuke sentiu que estavam sendo observados. Continuou atento, entretanto estava mais preocupado em despedir-se de Hinata. Chegando a porta do lar da jovem garota de cabelos negro-azulados e olhos perolados, Sasuke estava sem a mínima idéia do que dizer: nunca fora bom em despedidas. Todavia, algo no semblante de Hinata o fez crer que ainda não era a hora da despedida. Fazendo um gesto para que aguardasse um pouco ali, Hinata entrou em casa, saltitante.
Ele ainda sentia estar sendo observado, mas continuou ali, aguardando a volta da garota que tanto mexeu com seu coração. Logo ela estava de volta, portando seu guarda-chuva, e seu querido casaco. Vendo aquela cena, não pôde deixar de ter um pensamento carinhoso, sobre a forma que ela manteve suas coisas intactas e bem cuidadas. Até que lhe ocorreu em fazer algo que nunca, em hipótese alguma, ia realizar em seu juízo perfeito. Pegou apenas o guarda-chuva, deixando o casaco nas mãos de Hinata, que o olhou de uma forma confusa.
- Essa é a lembrança de nosso primeiro momento – disse Sasuke corando – prefiro que fique com você.
- Sasuke-kun... – Hinata estava atônita. Sabia que ele tinha muito apreço por aquele casaco, pois das poucas vezes que o viu no trabalho, trajava a peça de roupa. Mal sabia ela que era sua única roupa que dava valor, mas agora tinha algo, ou melhor, alguém, por quem tinha muito mais apreço do que um mero casaco.
- Nunca fui bom em despedidas, na verdade...
Sasuke não teve chances de terminar a frase, já que Hinata o beijara antes que pudesse concluir. O beijo foi demorado, mas apesar disso, tinha um sabor não de sedução, e sim de carinho. Estava muito claro aos dois, eles se amavam. Ao fim do beijo, Hinata apenas piscou um de seus olhos para o jovem, beijou-lhe a bochecha e entrou novamente em casa. Ele permaneceu parado por alguns instantes, até sentir a intenção agressiva de alguém próximo.
Vinha pelas costas, e muito rápido. Talvez, se não se tratasse de Uchiha Sasuke, o melhor, o agressor teria sucesso em seu plano. Mas não foi exatamente isso que se sucedeu. Sasuke desviou para o lado, puxando o cabo de guarda-chuva em sua mão e atingindo a boca do estômago de seu oponente, fazendo-o voar numa lata de lixo próxima. O baque da lata de lixo sendo atingida pelo corpo atirado contra ela fez com que Hinata tornasse a sair de sua casa, preocupada com o seu amado. Ao chegar do lado de fora, deparou-se com Sasuke encarando uma silhueta que não pôde identificar inicialmente, pois estava escuro.
- Bem, acho que vou indo se não pretende dizer nada, Neji – disse o Uchiha, para espanto de Hinata.
- Droga, Sasuke! Não ouse chegar perto de Hinata-sama novamente, seu... Seu...
- Seu, o que, Neji-niisan? – indagou Hinata, num tom irritado. Os dois que se encaravam, deixaram a surpresa transparecer em suas faces ao olhara para a jovem que estava ali parada na porta.
O clima ganhava um aspecto cada vez mais tenso. Nenhuma palavra foi dita até a mente de Sasuke, que naquele dia estava inspiradíssima, concebeu outro de seus planos mirabolantes. Esqueceu-se momentaneamente de Neji, que ficou ali, estático, observando o que seu rival estava fazendo. Foi se aproximando cada vez mais de Hinata, com um sorriso malicioso nos lábios, "Desde quando eu sei dar esse tipo de sorriso?", até que parou em frente a ela.
- Esqueci de algo – disse o Uchiha – Que tal se nós sairmos amanhã, depois do trabalho?
- Ah, bem... – Hinata corou com a proposta de Sasuke, mas não pôde fazer nada senão aceitar – Claro, porque não?
Sasuke a beijou de leve, acenou para Neji, e depois saiu de cena, deixando ali uma Hinata corada e esperançosa pelo dia seguinte, e um Neji frustrado e visivelmente irritado. Sabia que tinha conseguido tudo o que queria: mais um encontro com Hinata, e ainda de bônus frustrar um de seus rivais, Hyuuga Neji, agora só restava a ele dormir, e sonhar com a noite de hoje e com o dia de amanhã.
No dia seguinte, tudo ia bem. O dia estava calmo, nada de emergências ou tarefas complicadas para Sasuke. Nada de perguntas curiosas ou interrogatórios de pessoas fofoqueiras para Hinata. Estava tudo bem. Era a hora do almoço. Hinata saiu de sua sala na esperança de encontrar seu amado e talvez almoçar junto com ele novamente. E na verdade acabou vendo-o na recepção. Mas naquela ocasião o lugar estava cheio, e ele parecia com pressa. Tentou correr para ao menos trocar uma palavra que seja. Precisava ouvir sua voz, sentir aqueles olhos sobre ela novamente. Mas não foi capaz de alcança-lo, pois ao chegar do lado exterior do prédio, sumiu sem deixar rastros. Isso a deixou muito perturbada. O que ele ia fazer na hora do almoço, sozinho e com tanta pressa?
Sasuke corria, ou melhor, voava baixo, pelas ruas estreitas do centro da vila de Konoha. Tinha algo em mente, mas precisava ser rápido o suficiente para conseguir realizar tudo o que queria e ainda ter tempo de almoçar. Viu uma loja interessante, com ótimos artigos na vitrine. Entrou. Sabia que o custo não era problema. A questão era o que comprar. Após muita indecisão, optou por algo que chamara sua atenção por ser discreto, e ao mesmo tempo conter uma beleza mais encantadora do que o resto. Era exatamente como ela, por isso resolveu levar. Olhou em seu relógio, não ia dar tempo de comer num restaurante, mas estava, por sorte, ao lado do Ichiraku Ramen.
Ao entrar, deparou-se com o casal de amigos que o fizeram cair na real sobre o que sentia, e sabia que lhes devia algo por aquilo. Sentou-se ao lado dos dois, que distraídos, não notaram o amigo entrando no local. Mas, ao sentar-se ao lado do garoto loiro de cabelos espetados, sentiu que finalmente tinha sido percebido pelos dois.
- Sasuke! – exclamou Naruto, escandaloso como sempre – Então, como vai?
- Olá, Sasuke! – cumprimentou Sakura.
- Oi, pessoal – respondeu Sasuke, sorrindo. A lembrança dela estava em sua mente, e isso provocou o sorriso estampado em seu rosto. Os dois, ao notarem aquilo, quase tiveram um ataque cardíaco.
- Chamem o hospício! Uchiha Sasuke sorriu! Me interna! – gritou Naruto, tão assustado quanto sua namorada, que apenas fitava seu ex-parceiro com um semblante incrédulo e confuso.
Após os três comerem, e claro, Sasuke explicar o que houve para que ele estivesse sorrindo, fato inédito, todos voltaram ao trabalho. Faltavam poucas horas agora. Tinha algo em mente e precisava exercitar seu plano. Ultimamente certos pensamentos e idéias que lhe ocorreram andavam fazendo um bem maior do que imaginou que fossem capazes disso. Estava impressionado em como conseguia direcionar seu intelecto para a felicidade daquela que tanto admirava e amava.
Era o fim do expediente, e com isso, o fim da espera que tanto torturou os dois durante o dia inteiro. Sasuke ia descendo as escadas, como sempre, com o objeto que comprara, certo de que seria capaz de usa-lo corretamente. Hinata pegou o elevador, já que não tinha as mesmas manias do garoto Uchiha, que por vezes agia como um convencido. Incrível foi a velocidade com que o jovem chegou no térreo, pois fora o primeiro a aparecer por ali, encontrando o local ainda vazio. Uma angústia tomou conta do coração do rapaz, que ansiava cada vez mais pela chegada de sua querida Hinata. A recepção estava enchendo e nada dela aparecer. Até que, finalmente, o elevador abriu suas portas no térreo, e logo saía uma Hinata corada, mas feliz de estar indo se encontrar com alguém que amava.
Ele estava recostado sobre o balcão, de costas para Shizune, a recepcionista. Mal sabia ele que ela já desconfiava de tudo. Usava uma camisa de mangas curtas, preta, e uma calça azul marinho, além dos coturnos que decidira usar naquele dia. A olhava, desejoso e ansioso por vê-la. Sentiu que ele a fitava de cima a baixo, não a analisando, mas sim admirando. Começou a considerar que ele talvez a achasse bonita, e sorriu. O sorriso dela o fez corar. Ela estava se aproximando. Trajava uma camisa verde, com um decote que por pouco não fez o jovem babar. Além disso, usava uma saia longa, branca e sapatos também brancos. Estava radiante, mesmo estando no final de um dia de trabalho.
- Bem... – disse Sasuke a Hinata quando finalmente estavam próximos – Vamos?
Nada falou a garota. Apenas sorriu e pegou o braço dele. Seus rostos vermelhos, seus corações palpitantes. Foram andando, até que pouco a pouco todos no recinto perceberam algo de estranho. Muitos estavam boquiabertos, outros apenas apreensivos. Foi quando Sasuke, ao notar que todos os olhavam, deu o golpe derradeiro. Abriu novamente seu sorriso e saiu do prédio sem olhar para trás. Não percebeu, mas criara o caos na recepção do edifício da Hokage. Muitos ali desmaiaram, outros tiveram ataques de nervos. Foi um golpe e tanto para as mentes daqueles que não acompanhavam o que se sucedia entre aqueles dois. Mas o casal não tinha nada a ver com aquilo tudo, por isso ignoraram e continuaram seguindo.
Poucas palavras foram trocadas no caminho, já que ainda pairava um clima tímido entre os dois. Hinata apenas seguia Sasuke, que tinha a perfeita noção de onde estava indo. Já estava se tornando um hábito caminharem juntos, mas dessa vez sentiam que não era como das outras vezes. Eram os passos que precediam algo grandioso. E Sasuke sabia exatamente do que se tratava.
Entraram no parque, que nada mais era do que uma grande área onde várias espécies de flores e árvores eram cultivadas, não sem uma noção de organização, o que deixava o local com um aspecto muito mais bonito. Estava quase anoitecendo, o sol se punha lentamente. Sentaram ao pé de uma árvore, que ficava próximo a um jardim florido, com espécies multicoloridas, o clima romântico estava se instalando. Ao olharem o horizonte, avistaram o grande globo dourado desaparecendo. O crepúsculo estava dando ao céu uma tonalidade rosa-alaranjada, foi quando Sasuke julgou o momento perfeito.
- Hinata-san – ainda formal. Isso ia passar com o tempo – preciso dizer uma coisa.
- Diga, Sasuke-kun – pelo tom de voz de seu acompanhante, sabia que era algo sério.
- Desde que te beijei, ontem a noite, fiquei considerando possibilidades de não ser aquilo que pensava que fosse – a frase de Sasuke criou uma expectativa negativa em Hinata. Será que ele estava desistindo dela? – Mas, não consegui pensar em nenhuma. Eu amo você, e por isso... – deu-lhe um beijo carinhoso nos lábios, apenas roçando um pouco seu lábios superior em seu inferior – comprei algo pra você.
Sasuke pôs a mão em seu bolso e tirou uma pequena caixinha preta. Entregou a sua amada, que lentamente abriu, ansiosa por descobrir o que continha. Ao olhar o pequeno anel dourado no interior da caixa, paralisou. Não era verdade. Não poderia aquilo ser para ela. Mas tudo indicava que era. Olhou para o homem ao seu lado, corando violentamente. As lágrimas novamente escorrendo de seus lindos olhos perolados.
- Eu... Gostaria que você fosse minha namorada – Sasuke estava cada vez mais corado – Você... Aceita?
Hinata não acreditava no que acontecia ali. Uchiha Sasuke queria namora-la. Era alegria demais para um só coração agüentar. Sentia que ia explodir se não o beijasse naquele momento. Beijou-o apaixonadamente, num misto de alegria e confusão. Tudo acontecera tão rápido que mal tivera tempo de assimilar o que na verdade estava acontecendo. Só sabia de uma coisa. Era com ele que queria estar, passar seus momentos felizes, poder contar com ele quando estivesse triste, consola-lo em seus problemas. Interrompeu o beijo.
- Eu... adoraria – respondeu enfim, Hinata, voltando a beija-lo apaixonadamente.
