Capítulo Sete: Por uma causa nobre

O casal mais comentado de Konoha saía para almoçar. Para eles, tanto fazia o lugar, desde que pudessem passar seu tempo juntos. Caminhavam lado a lado, mas Sasuke sabia o que queria. Primeiro encostou timidamente sua mão na de sua namorada, em seguida entrelaçando seus dedos aos dela, até que estavam de mãos dadas. Olhou para o rosto de Hinata. Ela estava corada, assim como ele. Estavam enfim, curtindo um ao outro. O evento ocorrido naquela mesma manhã não foi suficiente para abalar a confiança da jovem em seu par, mesmo que algumas explicações fossem necessárias.

O jovem Uchiha sabia que devia certas desculpas para sua namorada, mas pretendia fazer isso já sentados numa mesa. "Porcaria! Por que, em nome dos céus, aquela oferecida tinha que vir dar em cima de mim naquela hora? Agora ela pode ta abalada, ou pior, com raiva de mim!", sentiu a raiva subindo suas veias, e apertou com mais força a mão de Hinata, fazendo-a gemer baixinho de dor. Notando o que tinha feito, afrouxou a pegada, pedindo desculpas logo em seguida, alisando sua nuca com a mão que estava livre.

- Sasu-chan, tem algo errado? – indagou a jovem ao sentir que seu namorado estava alterado.

- Hina-chan... Eu te devo desculpas. – disse o garoto. Nunca tinha se desculpado antes, por nada que não fosse válido – Sei que aquelazinha te deixou com ciúmes, mas...

- Esquece isso. Eu confio em você, porque eu te amo! – ao dizer essas doces palavras, recostou sua cabeça no braço de seu amado, fechando os olhos por um momento, "Que lindo! Ele é perfeito!". Ao mesmo tempo, Sasuke pensava em como ela passara a criar o hábito de dizer que o amava. Sentia-se feliz por ouvi-las, mesmo sabendo que era reservado demais para responder a toda hora.

Chegaram ao mesmo restaurante em que almoçaram juntos da vez anterior. Sentaram-se no mesmo lugar habitual, com a diferença que dessa vez o estabelecimento estava mais cheio. Fizeram seus pedidos, e conversavam como um casal de namorados comum, até que Hinata apoiou seu queixo em suas mãos. Foi ali que ele notou algo significativo. Um ponto dourado naqueles dedos alvos e delicados. Ela estava usando o anel que ele comprara para ela. Sem explicações, Sasuke esticou-se até o outro lado da mesa, beijando Hinata carinhosamente nos lábios. Inicialmente a garota ficou confusa, mas ao perceber que o jovem Uchiha olhava fixamente para suas mãos, entendeu tudo.

Nesse mesmo momento, mas bem longe dali, Neji estava parado, na ponte que atravessa o rio que corta a vila de Konoha. Pensava em uma forma de afastar Hinata das garras daquele Uchiha nojento. Sabia que se deixasse sua prima nas mãos de gente da laia dele, poderia acabar ferida, e isso era algo que não desejava para ela. Seu olhar era vago, fitava o infinito do horizonte. Foi acordado de seus pensamentos quando ouviu os passos estrondosos de alguém chegando. Virou-se a tempo de ver Ino passar, parecia muito frustrada, e estava chorando. Curioso sobre o que acontecera com a garota, o jovem Hyuuga decidiu tentar fazer algo.

- Ino-san! – chamou Neji, provocando espanto na garota de roxo. O que Hyuuga Neji, o prodígio do clã Hyuuga queria com ela?

- Sim, Neji-kun? – respondeu Ino.

- O que aconteceu? – o semblante do jovem de olhos perolados era de preocupação. Mal sabia ele que o motivo de seu incômodo era a querida priminha dele. Ino explicou o ocorrido para o jovem que mostrara se preocupar com seus sentimentos. Ao ficar sabendo que Sasuke beijara sua prima em público, sentiu o ódio tomar conta de sua cabeça.

- Ei, Neji-kun?

- O que?

- Vamos separa-los! – lá estava uma proposta interessante. Juntar-se a Ino e separar o casal que tanto os incomodava. Começaram a bolar um plano. Separados eram inúteis, mas talvez juntos pudessem enfim dar cabo daquele namoro que tanto atrapalhava a vida dos dois. Era um bom estratagema aquele apresentado por Ino, mas teria de exigir exatidão e precisão em todos os aspectos para dar certo. Poderia ser executado ainda naquela tarde se bobear.

Voltando ao nosso casal favorito, os dois agora voltavam tranqüilos de seu horário de almoço. Mal sabiam eles o que os aguardava. Despediram-se na recepção, e cada um voltou a sua sala. Sasuke trabalhava sozinho, e Hinata com sua equipe, que já estava ciente de tudo o que tinha ocorrido entre eles, inclusive sobre o incidente com Ino, naquele mesmo dia. Estavam alertas caso ela voltasse a "atacar", e sabiam que ela voltaria. Os dois se preocupavam muito com Hinata, tinham um carinho especial por sua parceira, que durante anos os tratou com delicadeza, sem nunca lhes dirigir qualquer palavra dura, sempre ali, disposta a lhes dar apoio.

Mais ou menos uma hora depois da volta do casal, Ino e Neji entravam pelas portas transparentes do edifício da Hokage. As más intenções dos dois eram visíveis em seus olhos, mas ninguém ousou perguntar o que estava acontecendo para que os dois estivessem ali em seu dia de folga. Cada um seguiu para seu respectivo andar de destino. O plano começava a entrar em ação.

Hinata trabalhava concentrada quando ouviu três batidas num ritmo muito característico de alguém que conhecia. Para seu espanto era exatamente quem tinha em mente: Neji. Ele abriu a porta, entrando rapidamente em seu escritório. Tinha nos olhos uma determinação que Shino e Kiba desconfiaram ser muito estranha, mas, era um dos queridos parentes de Hinata, então quem eram eles para se meter no assunto? Os dois se olhavam fixamente, um tentando se concentrar no plano, a outra, indagando-se mentalmente o que ele fazia ali. O garoto chamou sua prima para conversar do lado de fora do escritório.

Enquanto isso, na sala particular de Sasuke, Ino adentrava mais uma vez sem bater na porta. Nessa ocasião o jovem Uchiha não estava mais com o bom humor de algumas horas atrás, e ela tinha total conhecimento disso. Resolveu não provoca-lo, dando ênfase total no planejamento que tinham feito. Aproximou-se forçando seu rosto para parecer surpreso e preocupado. Sempre fora uma boa atriz, não duvidava que fosse conseguir novamente, como em todas as outras ocasiões em que precisou enganar alguém. De fato, Ino era uma completa mal-caráter que usava qualquer um para alcançar seus objetivos.

- Sasuke-kun! Depressa! – disse Ino, atuando de forma a parecer que tinha sido surpreendida – Venha comigo, a Hinata...

- O que? – ao menor problema relacionado a sua namorada, seus instintos o avisavam para ficar alerta. Seguiu a garota vestida de roxo, tomando cuidado para qualquer tipo de gracinha. Desceram as escadas, rumo ao andar em que se encontrava o local de trabalho da equipe de Hinata.

Neji e Hinata estavam do lado de fora, no corredor, deserto. Era tudo o que precisava para cumprir com a sua parte. Sem dizer nada, apenas foi se aproximando dela, corando um pouco no processo. Hinata indaga o que ele queria, mas não obtém nenhuma resposta. Os dois estavam muitos próximos. Foi quando a jovem entendeu as intenções de seu primo e tentou desvencilhar-se dele. Os dois travaram um pequeno combate ali, entretanto Neji sempre foi melhor nisso do que sua prima, e naquela ocasião não foi diferente. O garoto acabou por prender as mãos de sua oponente contra a parede, deixando-a sem reação.

Seus rostos estavam próximos, quando Ino e Sasuke entraram no corredor. A exatidão dos fatos deu a Ino a segurança de que tudo aquilo estava prestes a dar certo. Só faltava agora a reação do jovem ao seu lado. Ele tremia de raiva, talvez se sentisse traído, enganado. Cerrou os punhos, o ódio transparecendo em sua face, rubra com a cena que presenciava. Mas o que determinou seu julgamento sobre o que estava acontecendo foi a providência tomada por sua namorada para se livrar daquele beijo que lhe seria roubado.

Sem hesitar, Hinata usou seu joelho, golpeando entre as pernas de seu primo, que ao sentir o golpe, caiu no chão de contorcendo de dor. Estava ofegante, sem dúvida, pelo esforço que fizera para se livrar dele. Só que a força da joelhada não foi suficiente para tira-lo de cena por muito tempo, e logo ele estava de pé novamente. Foi nesse momento que Sasuke deu seu primeiro passo em direção aos dois, chamando sua atenção. Tinha nos olhos a intenção de matar, além de suas pupilas estarem na coloração vermelho-sangue. Estavam ativadas suas armas mortais oculares, e pretendia matar daquela vez. Hinata não sabia o que dizer, por ter sido achada numa posição tão comprometedora, mas ao notar que Ino acompanhava o rapaz que vinha em sua direção, compreendeu o que estava acontecendo.

- Neji! – gritou Sasuke, furioso – Prepare-se! – o rapaz começou a correr em direção ao Hyuuga, erguendo uma das mãos para golpeá-lo a face, quando sentiu ser segurado. Olhou para trás, e viu uma figura alta, de cabelos espetados e grisalhos, que usava uma máscara azul marinho e uma faixa preta que ocultava seu olho esquerdo. – Me larga, Kakashi!

- Sasuke, Sasuke. – disse calmamente o homem – Você não sabe o que pode te acontecer se matar um dos nossos, principalmente aqui dentro?

- Pouco me importa! – respondeu irado, o Uchiha. Tentava com tudo o que tinha se soltar de Kakashi, mas não foi capaz. Precisava acertar as contas de vez com o jovem de cabelos castanhos e olhos perolados, tão expressivos quanto os de sua namorada.

- Viu, Sasuke-kun? É só dar as costas por um momento e ela já ta te traindo com o priminho querido dela! – a cobra espalhava seu veneno, mas por azar de Ino, o Uchiha tinha percebido que tudo ali não se passava de uma arapuca para separar o dois. Ele apenas fitou-a com seus olhos expressando a fúria que sentia naquele momento. Só a visão do ódio no olhar do jovem serviu para arrepiar até o último fio de cabelo loiro da garota de roxo ao seu lado.

Kakashi, com muito custo, conseguiu fazer Neji e Ino abandonarem o recinto, temendo uma carnificina. Só ao ver a dupla desaparecer perante as portas do elevador, o homem de cabelos grisalhos soltou a mão de Sasuke, que correndo, foi até o local onde viu os dois por último, e socou com força a porta metálica do elevador, amassando e fazendo um estrago considerável na estrutura do acesso àquele andar. Soltou um grito furioso, e finalmente deixou-se cair sentado no chão, procurando acalmar os nervos à flor da pele.

Hinata apenas observava abismada a cólera de seu amado, e compreendia o sentimento, já que ela própria estava enraivecida com tudo aquilo. Não era capaz de expressar sua raiva, mas a sentia dentro de si. Tinha de tomar uma providência, e sabia o que era preciso. Começou a andar na direção de Sasuke, que ainda estava de costas para ela. Ajoelhou-se perto dele, e o abraçou pelas costas. Ouvia sua respiração ofegante, compartilhava do calor de sua pele, podia ver o quanto ficou abalado com a cena que vira, mas não era capaz de fazer nada a respeito. Permaneceu em silêncio ali, abraçada a ele, aguardando que dissesse alguma coisa.

- Hinata – disse Kakashi, caminhando em direção aos dois – Preciso que venham a minha sala, imediatamente.

Os dois levantaram ainda calados, e seguiram o homem que os conduzia pelo andar. Notavam todos os olhares curiosos daqueles que trabalhavam naquele andar, Hinata corou. Sasuke estava irritado demais para isso. Por fim, pararam frente a uma porta no final do corredor. Estava ali escrito: "Hatake Kakashi – Dpto. De Disposição de Pessoal". O dono da sala entrou, seguido do casal, e os três se sentaram, Sasuke e Hinata lado a lado, e Kakashi em frente a eles. Um silêncio sepulcral invadiu o recinto rapidamente. Nenhum dos dois tinha algo a dizer, mas sabiam que algo os estava aguardando ali.

- Eu gostaria de saber... – indagou Kakashi, soltando um suspiro no meio da sentença – o que exatamente aconteceu ali, para que Sasuke acabasse entrando em estado de fúria. Meçam muito bem suas palavras, podem ser suas últimas trabalhando nesse setor.

- Tudo aquilo foi um plano, Kakashi – respondeu Sasuke. Sua voz estava fria, como no dia em que conhecera Hinata – Aqueles dois querem separar a gente. O Neji me odeia, quer me ver longe da Hinata pra não ter de se misturar comigo. E a Ino é uma oferecida que acha que tem chances de ocupar o lugar de Hinata no meu coração.

As palavras do jovem Uchiha acalmaram toda a ansiedade que Hinata tinha dentro de si. Temia que talvez ele pudesse achar que realmente existisse algo entre ela e seu primo, mas agora sabia que ele acreditava nela. Não foi preciso nenhuma palavra ser dita, nem haver troca de olhares: era uma confiança total e cega. E ele também tinha provado naquele mesmo dia que era digno de sua confiança. Após a declaração de Sasuke, Kakashi passou a direcionar sua atenção a Hinata, esperando que ela falasse algo.

- Bem... – começou Hinata. Sasuke virou seu rosto para sua namorada, observando atentamente a cada palavra que saía de sua boca – Neji-niisan foi até meu escritório, e pediu pra falar comigo. Eu fui, pensando que fosse algum assunto de família, mas na verdade ele queria me roubar um beijo – as lágrimas começaram a escorrer dos olhos perolados da jovem Hyuuga – eu tentei resistir, mas ele sempre foi mais forte que eu. Por sorte, ele se distraiu por um momento, e eu o ataquei, evitando qualquer atitude dele.

- Certo. Os dois estão de acordo que não houve traição da parte de Hinata, e sim uma conspiração? – perguntou Kakashi. Precisava saber da verdade, por mais que pudesse abalar o casal. Sasuke era seu amigo, e não queria que acabasse mal com tudo aquilo, não desejava que fosse traído, mas também não era de seu agrado ver tentativas de separa-los.

Os dois assentiram, após uma curta conversa sobre tudo o que havia ocorrido. Kakashi, que era o encarregado de mexer nos assuntos de remanejamento de pessoal, além de ser o único, além da própria Hokage, a poder dispensar qualquer um que trabalhasse ali por um número qualquer de dias. Decidiu dar umas férias de uma semana para que os dois pudessem se recuperar dessa tentativa falha de fazer com que houvesse a sua separação. Os dois desciam as escadas, já que Sasuke quebrara a porta do elevador naquele andar, quando pela primeira vez desde o incidente o garoto dirigiu a palavra a sua namorada.

- Hinata – tratou-a por "Hinata", o que a espantou. Talvez ele pudesse ter reconsiderado tudo e terminar com ela ali mesmo – Tem mesmo certeza de que o Neji não te beijou?

- T-Tenho Sasu-chan... – respondeu a garota, amedrontada com o tom frio e tenso com que fora tratada.

- Isso... – suspirou. Um alívio muito grande tomou conta do garoto de cabelos negros, fazendo-o descontrair e voltar ao seu estado normal – Isso foi um grande susto pra mim. Ainda bem que eu posso confiar em você, Hina-chan.

Ele voltara a chamá-la de Hina-chan. O medo que Hinata sentia deu lugar a uma sensação de solidão. Precisava dele, e queria que Sasuke notasse isso. Abraçou-o. Os dois ali, parados no meio das escadarias, se beijaram, sentindo o alívio de tudo aquilo não ter passado de um pesadelo. Após um breve momento onde esqueceram novamente da existência de mais alguém no mundo, prosseguiram descendo até o térreo. Ao saírem, Sasuke se ofereceu para leva-la em casa. Ela recusou, disse que precisava fazer algo antes, e que apenas poderia ser feito por ela mesma, sozinha. Ele não exigiu muito dela, sabia que ela estava abalada com as duas situações pela qual passaram naquele dia. Era demais para ela. Beijou-a, dizendo logo em seguida que caso precisasse ele estava sempre disposto.

Hinata foi para casa, determinada nos seus pensamentos. Precisava de distância de seu primo. Entrou em casa, o rosto sério. Hanabi veio salda-la, mas não obteve resposta alguma, para espanto da caçula. Resolveu ir contar a seu pai sobre a forma estranha com que foi tratada por sua irmã. Preocupado, Hiashi foi até o quarto de sua filha mais velha, imaginando o que teria ocorrido para que ignorasse Hanabi daquele jeito furioso, com que nunca agira na vida. Bateu na porta, entrando logo em seguida. Deparou-se com uma cena inconcebível em sua mente: Hinata estava fazendo as malas.

- Minha filha, vai viajar? – perguntou Hiashi.

- Não, papai. Vou embora – respondeu rispidamente Hinata, para espanto de seu pai.

- O que houve? Pode me contar? Algo errado com o Uchiha? Vocês brigaram? – o interrogatório do líder do clã Hyuuga era apenas respondido pelo silêncio de sua filha, que terminava de fechar a última mala.

- O senhor quer saber o que houve? Pergunte ao Neji! – e dito isso, ela se foi, deixando pai e irmã atônitos e estáticos dentro de seu quarto.

Carregava duas malas grandes, uma em cada mão. Ainda não anoitecia, mas sentia que estava tarde para sair dali. Tarde em sua vida. Aturara aquilo por tempo demais, e estava na hora de certas mudanças, que já estavam sendo iniciadas com sua fuga. Sabia para onde ia, e também sabia que ia ser bem recebida no lugar para onde se dirigia.

Sasuke terminava seus exercícios, sua mente distante, preocupado com o bem-estar de sua amada, que ainda vivia no mesmo teto daquele crápula que havia feito uma tentativa de separa-los poucas horas atrás. Estava suado, tirou a camisa. Ia tomar um banho quando ouviu a campainha tocar. "Quem deve ser a essa hora? Espero que não seja a Ino novamente, não sei o que eu seria capaz de fazer se ela viesse até aqui se oferecer", ia descendo as escadas quando notou que ainda estava sem camisa. Ignorou o fato, curioso por descobrir quem estava a sua porta. Um segundo toque na campainha, resolveu se apressar. Abriu a porta e se deparou com Hinata, carregando duas malas.

- Preciso de um lugar pra ficar, será que eu posso... Ah! – a garota paralisou de repente. Ao olhar para o peitoral definido de seu namorado, não pôde conter-se em admirar um pouco os músculos bem construídos e rígidos daquele parado a sua frente.

- Hina-chan? O que houve? – Sasuke parecia não entender o que acontecia com sua namorada, para ela estar ali, quase babando por algo que não estava vendo. Mal sabia que era ele o motivo da reação da garota.

- Ah... – Hinata corou um pouco a voltar a si – Eu... Saí de casa.

- Como?! – isso era inesperado. Ela pretendia morar junto com ele, mas não sabia se tinha condições de recebe-la ali, principalmente por tempo indeterminado. Mas, como era sua namorada, sabia que poderia achar um jeito, por isso pegou suas malas, e a mandou entrar.