Capítulo Doze: Ausente...
Ainda meio temeroso de deixar Hinata sozinha por no mínimo um mês, Sasuke passou em casa para pegar seu equipamento, e seguiu viagem. Seu destino era um pequeno vilarejo, no meio do minúsculo País das Ondas. Saiu correndo, ansioso por iniciar seu trabalho, já que pretendia começar cedo para terminar cedo. Quanto menos tempo levasse naquilo, mais rápido estaria perto dela novamente. Tinha em mente que Ino poderia fazer algo contra sua amada. "Se ela tocar em um fio de cabelo da Hina-chan, ela vai ta cavando a própria cova. Eu nunca bati em mulheres antes, mas alguém capaz de descer tão baixo só pra ter seu amor-próprio e auto-estima massacrados por uma recusa no final não é nem mulher, muito menos ser humano".
Ino resolveu seu problema de remanejamento, saindo do edifício da Hokage depressa. Precisava armar um esquema para finalizar de uma vez por todas aquele assunto. Correu até a casa de Sasuke, imaginando que ela ainda voltaria lá para pegar suas coisas. Estudou o local por alguns minutos, até descobrir um ponto onde pôde montar sua tocaia. Passaria o dia todo ali se fosse necessário, mas sua loucura não a permitiria deixar sua posição se não fosse para atacar.
Hinata trabalhou o dia todo, saindo no horário normal dela. Sentiu-se solitária sem seu namorado que amava tanto, ao seu lado. Mas não era hora de afrouxar na segurança. Foi por todo o caminho até em casa atenta a qualquer tipo de risco, sabia que estava para ser atacada. Chegara em casa inteira. Suspirou aliviada, ao fechar a porta atrás de si. Um calafrio subiu por sua espinha, era um mau pressentimento. Foi até a cozinha beber um pouco d'água. Parou por um momento, a escutar cada som que vinha dos cantos daquela casa vazia. Até que ouviu o som da porta sendo arrombada.
Foi uma fração de segundos até que a jovem Hyuuga virasse de costas e se deparasse com Ino a sua frente, um olhar assassino e feições furiosas. Mas, ao contrário do que Ino pensava, sua oponente não sentia medo algum de enfrenta-la. As duas se encararam por um mínimo momento, até que a garota loira partisse para cima, desferindo socos e chutes muito bem desviados por Hinata. Após uma primeira seqüência, as duas voltaram a ficar frente a frente, aguardando os movimentos que a outra fosse fazer.
- Ino, por que faz isso consigo mesma? – indagou Hinata, muito atenta a qualquer ataque surpresa.
- Cala a boca! O Sasuke é meu! Sempre foi! E sempre será! – respondeu a garota loira, partindo para uma nova ofensiva. Dessa vez os golpes foram mais duros, e Hinata por pouco não é atingida por um soco muito rápido que mirava seu rosto. Aquela pequena batalha gradualmente estava se tornando séria.
Com um movimento súbito, uma finta para ser mais exato, Ino acabou passando direto por Hinata ao tentar ir de corpo a corpo com a jovem Hyuuga. O drible acabou fazendo a garota loira ir de encontro à porta da cozinha, que se abriu com o choque, jogando Ino para fora da casa. Agora estavam no quintal dos fundos, e tinham ampla liberdade para prosseguir com sua batalha. Ino estava louca, tinha sede de sangue. Mas não era sangue qualquer, era aquele que corria nas veias da garota a sua frente.
As duas correram na mesma direção, já desferindo seus golpes. Um soco de Ino encaixara no ombro de Hinata, deslocando o centro de gravidade da garota, atirando-a ao chão. A loira pensava ter a batalha ganha. Lembrando-se de Tenten, montou na Hyuuga, porém quando ia desferir seu primeiro golpe, sentiu um impacto forte no estômago, que a lançou alguns metros para trás. Agora quem estava no chão era Ino. Hinata levantou-se entrando novamente em postura de combate.
A jovem caída ergueu-se novamente, sentindo um pouco de dores ainda pelo golpe forte que recebera. Mas não estava derrotada ainda. Bufava, ofegante, a dor era forte, porém suportável. Correu, mais uma vez, em direção a sua inimiga. Após algumas trocas de golpes desferidos e errados, ou bloqueados, separaram-se.
Naruto e Sakura pretendiam avisar Sasuke e Hinata dos preparativos de seu casamento. E como estavam por ali pela área, resolveram passar rapidamente para dar o aviso. Entretanto, ao chegarem, notaram que a porta tinha sido arrombada. Entraram cautelosamente, até que ouviram um grito feminino vindo do quintal dos fundos. Correram até lá, e depararam-se com Ino e Hinata lutando. Naruto se indagava se estariam treinando, Sakura temia que aquilo fosse uma luta de verdade.
- É melhor a gente parar os dois – disse Sakura.
- E se elas estiverem... – começou Naruto, quando Hinata desviou de um golpe de Ino, atacando com seus golpes de palmas vários pontos vitais de sua oponente de forma constante e seguida. A loira contraía seu rosto, com a dor que sentia a cada impacto, se continuasse assim ela morreria. -...Treinando? Esquece! Vamos lá!
O casal apareceu bem na hora em que Ino receberia o golpe final. Sakura segurou o pulso de Hinata, impedindo-a de finalizar Ino, enquanto Naruto evitava que o corpo, já inconsciente da jovem loira tombasse no gramado do quintal. Ela ainda respirava, muito mal, mas conseguia puxar um pouco de ar para os pulmões. Numa pequena troca de olhares, o garoto loiro pôs Ino em seus ombros e correu, rumo ao hospital. Hinata soltou um suspiro aliviado, tinha vencido a batalha pelo coração de seu amado, e ainda estava viva.
Sakura soltou o punho da jovem de cabelos negro-azulados, em seu rosto estava estampada a incredulidade. Nunca imaginara que Hinata pudesse lutar daquela maneira, e mais, ela derrotara Ino, que sempre foi dura na queda. O silêncio reinou por alguns segundos, até Sakura não resistir mais, e finalmente indagar sobre o que acontecera ali, e onde estava Sasuke para impedir aquilo tudo.
- Sasuke-kun – lembrou-se de que talvez ele fosse ficar muito encabulado se o chamasse de "Sasu-chan" para outra pessoa – Saiu em missão, e só volta daqui a um mês.
- E por que diabos a Ino resolveu te atacar? – indagou Sakura, ainda sem compreender a atitude da amiga. As duas sempre foram amigas desde a infância, chegaram a disputar o amor de Sasuke, ambas falharam, mas a jovem de cabelos rosados não saíra perdendo, ia se casar. Já a loira, enlouquecera.
- Segundo Neji-niisan, ela enlouqueceu e quer me matar pra ficar com Sasuke-kun – respondeu Hinata, triste. A mera lembrança de que seu amado estava longe a abatia – Melhor eu voltar a morar com meu pai enquanto ele não volta.
- É o melhor a se fazer Hinata. Eu te ajudo com as coisas – disse Sakura. As duas entraram e começaram a arrumar as malas de Hinata. Sentia-se extremamente vazia por dentro sem ele. Queria que ele voltasse logo. Sabia que não voltaria.
Enquanto as duas arrumavam as malas de Hinata, Naruto voltara do hospital. Segundo a opinião dos médicos especializados, Ino ficaria umas duas semanas em recuperação, dadas as feridas internas que Hinata causara nos órgãos da loira. A situação cada vez mais ficava complicada para a jovem Hyuuga. Com a ajuda dos dois, terminou rapidamente de arrumar suas coisas. Desceram, e ao saírem, Hinata fechou as portas, trancando a porta arrombada pela outra fechadura que por sorte estava aberta na hora que Ino invadira.
Despediram-se, e Naruto disse que ia esperar a volta de Sasuke para dar início aos procedimentos do casamento. Ele era o padrinho, e não queria que ninguém ocupasse seu lugar. Considerava-o seu melhor amigo. Ao dizerem adeus, o casal seguiu para um lado, e Hinata para o lado oposto, indo em direção a mansão Hyuuga.
Parou em frente ao portão principal. Decidiu não abri-lo. Tocou a campainha externa, aguardando que alguém viesse atende-la. Quem abriu o portão foi Hanabi, que ao ver sua irmã mais velha ali, parada a sua frente, não pôde conter suas lágrimas.
- Nee-chan! Nee-chan! Você voltou! – disse Hanabi, entre lágrimas, abraçando sua irmã.
- Calma Hanabi... Assim até parece que eu tava morta – comentou Hinata. As duas entraram.
A mais nova das duas pegou as malas, colocando-as no quarto da mais velha. Hinata seguiu para a sala, esperando encontrar Neji e Hiashi lá. E os dois estavam ali, realmente, junto com Tenten, que tinha vindo morar com Neji. Os três subitamente sentiram a presença de Hinata na sala, e todos se indagaram sobre o que acontecera para que ela tivesse voltado. Seria possível que tinha brigado com Sasuke?
- Hinata, minha filha! – disse Hiashi – O que houve? Você não parece muito bem...
- Hinata-sama... Algo errado? Algo em relação ao Sasuke? – indagou Neji.
- Sim. Ele saiu em missão, por um mês, no mínimo – respondeu Hinata, deixando-se cair no sofá. Tinha um semblante entristecido – E o pior não foi isso. De alguma forma, a Ino descobriu e quis me atacar em casa. Na verdade atacou, mas eu fui capaz de me defender e se não fosse a Sakura que veio falar algo sobre o casamento dela, eu teria matado a Ino.
- Boa! – gritou Tenten, incapaz de conter sua alegria ao saber da derrota da garota loira – Junte-se a mim na lista daquelas que já deram uma surra naquela safada, oferecida!
Após todas as devidas explicações, Hinata subiu para seu quarto. Precisava tomar um banho e assimilar tudo o que ocorrera desde que chegara em casa. Despiu-se, mas ao passar pelo espelho, sentiu algo errado. Seu ombro. Estava roxo. Ela tinha deixado sua marca, e ao pressionar o local do choque, sentiu uma dor intensa. Fez uma compressa enquanto estava na banheira, aplicando na luxação. Ignorara a dor no ombro até ali, a adrenalina de defender seu amor e sua vida a fez suprimir a sensação dolorida do golpe, e, além disso, ela tinha sido bem sucedida em derrotar Ino.
A primeira semana passou muito lentamente para Hinata. Cada dia que passava era um a menos na espera, mas era como se a perfurassem com mil lâminas em seu coração, saudoso e machucado pela ausência de seu amado. Quando não trabalhava, gastava a maior parte de seu tempo a pensar em como ia recebe-lo, dizendo que tinha sobrevivido a um ataque de Ino. Chorou, por muitas vezes. Sasuke se tornara parte importante em sua vida, e estar longe dele a fazia muito mal.
As tentativas de animar Hinata eram inúmeras, Tenten, Neji, Hanabi e até mesmo Hiashi procuraram alegrar a jovem, sem nenhum sucesso. Apenas notícias de seu amado a fariam melhor naquela hora. E elas vieram no final da primeira semana. Um mensageiro bateu no portão da mansão Hyuuga com um pergaminho endereçado a Hinata. Ela já sabia de quem era. Abriu-o, na esperança de que tudo estivesse bem com ele.
"Minha querida e amada Hinata,
Eu sei que só se passou uma semana desde que vim pra esse fim de mundo. É uma região realmente interessante esse País das Ondas, mas preferiria estar aí contigo do que trabalhando por aqui. Enfim, sinto sua falta, principalmente por estar nisso sozinho. Não tenho nem com quem conversar. A solidão é total, mesmo estando num local movimentado e cheio. Eu não sou completo sem você. Mas voltarei são e salvo daqui a mais ou menos três semanas. Agüente firme, pois logo estaremos nos vendo novamente. Amo você, e minha vida não tem o mesmo sentido de antes se não estiver ao seu lado. Até daqui três semanas pessoalmente, por mais que eu vá escrever ao final de cada semana.
Daquele que você roubou o coração, mas que não quer de volta,
Sasuke."
Ao terminar de ler a carta que Sasuke tão carinhosamente redigira para ela, as lágrimas correram dos olhos de Hinata. Ele estava se arriscando ao enviar essas mensagens para ela, afinal ele poderia ser descoberto. Mas adorou o fato de ele ter se lembrado dela, principalmente porque se sentia carente sem ele. Começou a achar que as próximas semanas seriam suportáveis, pela expectativa de receber mais uma carta de seu amado.
Avançando um pouco no tempo, ao final da terceira semana, Ino saía do hospital. Ainda estava meio avariada da batalha perdida. Entretanto algo mais estava ferido além de seu corpo. Seu orgulho. Só que estava mais alerta daquela vez. Sabia que não poderia entrar em confronto direto com Hinata, pois perderia. Sentira na pele a força da pequena e tímida jovem que namorava o garoto que julgava ser seu. Foi para casa, tentar armar um outro plano para acabar de vez com a vida da garota Hyuuga.
Enquanto isso, Hinata saía de seu trabalho, normalmente. Tinha se sentido mal o dia todo, até que no meio do caminho não agüentou e vomitou. Achava aquilo tudo muito estranho. Raramente ficava doente, salvo por algumas vezes em que deixara de se alimentar, o que não era o caso. Voltou para casa, e resolveu descansar. Ela não sabia, mas passaria mal novamente naquele dia. No meio da madrugada, levantou sentindo-se enjoada novamente, foi até o banheiro e regurgitou.
A semana que se passou envolveu desmaios, quedas de pressão e enjôos constantes. A família associara tudo a uma crise nervosa, pela falta que Sasuke fazia a ela. Julgavam que ela o amava muito, pois até apresentar sintomas anormais ela fazia. Mas uma pessoa considerou outra hipótese. Neji deu três batidas rápidas na porta do quarto de Hinata. Ela o deixou entrar.
- Hinata-sama – disse Neji. Ela se levantou, e logo em seguida caiu, desmaiada. O susto na hora foi imenso, mas ele a pôs na cama, abanando-a com as mãos, tentando reanima-la. Uns minutos mais tarde seus olhos abriram – Que susto. Foi só um desmaio.
- Neji-niisan? O que aconteceu? – óbvio que Hinata não lembraria de nada, esteve desmaiada.
- Sugiro que durma, e amanhã vá ao médico ver do que se trata todas essas anormalidades com seu corpo – o conselho de Neji a fez pensar. Era mesmo verdade que estava se sentindo diferente de uns tempos para cá, talvez fosse bom procurar um médico.
- Ta certo. Obrigado, Neji-niisan – respondeu Hinata. O garoto saiu do quarto, deixando-a descansar.
No dia seguinte, Hinata acordou cedo, tomou seu desjejum e foi até o hospital. Chegando lá, foi encaminhada até uma sala onde já era esperada. Um homem vestido num jaleco branco a recebeu sentado em sua mesa. Logo começou a fazer os exames, mediu pressão, tomou nota de peso e altura, e depois a encaminhou para analise de sangue, etc...
Após passar toda a manhã sendo examinada, finalmente voltava para a sala do médico que a aguardava. Sentia-se cansada após tantas mudanças de salas e tantos exames. Mas ao menos saberia, no fim das contas, o que estava acontecendo com ela. Provavelmente seria uma crise nervosa ou algo psicológico, mas nunca se sabe.
- Srta. Hyuuga, só preciso de mais uma informação – disse o médico – Já olhei os resultados dos seus exames, analisei a situação. Basta saber uma única coisa.
- Sim, doutor, o que é? – Hinata parecia curiosa, afinal, se tinha o resultado como não poderia fazer o diagnóstico?
- A Srta mantém relações sexuais constantes? – a pergunta caiu como uma bomba no colo da jovem. Corou muito. Nunca conversou sobre isso com ninguém, não estava acostumada com esse tipo de assunto – Você pode me contar. Eu sou um profissional. Tudo que disser aqui vai ficar aqui, certo? Não se preocupe, é só pra que eu possa saber exatamente o que você tem.
- Certo... – ela estava bem corada – Eu não mantenho relações freqüentes, mas... Eu e meu namorado... Fizemos uma vez... – respondia num tom muito baixo, quase inaudível.
- E há quanto tempo foi isso? – indagou o doutor.
- Pouco mais de um mês, talvez um mês e meio... Por que? – uma onda de nervosismo começou a tomar conta da mente da jovem Hyuuga.
- Vocês procuraram se prevenir? – era a última pergunta. Um filme passava na mente de Hinata. No calor do momento, não lembraram de qualquer proteção ou prevenção. E como ela era virgem, não tinha hábitos de tomar pílulas.
- Na verdade... Não.
- Então eu já sei o que está acontecendo – o homem vestido de branco levantou, e estendeu a mão para a garota a sua frente – Parabéns, a senhorita vai ser mamãe.
Hinata paralisou. Mãe? Tudo por causa de uma noite juntos? Ela estava grávida, e agora compreendia a razão de Neji ter dito a ela para vir fazer o check-up. Ele tinha desconfianças de que ela tivesse engravidado, já que ele sabia que ela não era mais virgem. Foi quando outro pensamento a fez pirar: como contar ao resto de sua família?
Neji estava em casa ainda, sentado no sofá conversando com Tenten. Tinha um semblante preocupado, e sua namorada sabia exatamente o que se passava na mente do jovem. Ele estava pensando sobre a doença misteriosa de sua prima. Ultimamente os dois andaram se ajudando muito, a união dos dois era realmente incomum. Talvez ele soubesse de algo que ninguém mais sabia. Ela tinha de descobrir.
- Ne-chan – chamou Tenten. O apelido carinhoso que ela dera a ele sempre o fazia corar – Tem algo te incomodando. É a Hinata-san, não é?
- Mais uma vez, Tenten, você leu a minha mente – Neji sabia que ela o conhecia bem demais, mas adorava quando ela fazia aquilo.
- O que é que você sabe, que ela esconde de todo mundo? Qual o problema? – ela estava curiosa.
- Se eu te contar... Jura não comentar com mais ninguém? – ele contraiu um tom sério em seu rosto.
- Sim, sim. Mas conta! – a impaciência sempre foi uma característica muito marcante em Tenten.
- Ela e o Sasuke já tiveram a... Primeira vez – o jovem Hyuuga corou um pouco – Juntos.
- Mais do que normal, entre um casal da nossa idade... Mas, você acha que isso tem a ver com as reações da Hina... – de repente tudo fazia sentido para ela. Desmaios, enjôos, quedas de pressão. Seria possível? – Neji, você não acha que ela esteja...
- Tenho quase certeza...
Naquele exato momento, Hinata chegava em casa. Tinha um semblante nervoso, mas ao mesmo tempo feliz. Carregava a nova geração dos Uchiha em seu ventre, entretanto não sabia como noticiar isso à família. Neji e Tenten foram correndo até ela.
- Hinata-sama... Então? Como foi lá? – indagou Neji, ansioso.
- Agora eu entendo a razão de você ter me dito pra ir fazer os exames, nii-san – disse Hinata – e você tinha razão mesmo...
- Hinata-san, então você ta...? – Tenten nem precisou terminar a frase, Hinata já sacudia a cabeça em sinal positivo.
- Ela está o que? – Hiashi vinha passando quando ouviu parte da conversa.
Um momento tenso se passou entre os quatro. Todos em silêncio. Até que Hinata respondeu:
- Grávida.
