Capítulo 2: A misteriosa Diana
No dia seguinte, à tarde, o Rick e a Laura encontraram-se numa esplanada. O Rick vinha sorridente, enquanto a Laura permanecia muito séria.
Rick: Tenho uma grande novidade para te contar. - disse ele, sorrindo. - A minha mãe foi ao médico e ele disse, sem dúvida, que ela está grávida! Vou ter um irmão!
O Rick estava bastante contente. A Laura sorriu-lhe.
Laura: Que bom, Rick.
Rick: O que se passa? Ainda não fizeste as pazes com a Anne?
Laura: Não... tive a cabeça ocupada com outras coisas e não lhe liguei ainda. - disse ela, abanando a cabeça.
Rick: O que se passa? Isto não é só por causa da Anne, pois não?
Subitamente, a Laura começou a chorar. O Rick aproximou-se mais dela.
Rick: O que se passa, Laura? Conta-me.
Laura: É a minha mãe... ela foi ao médico e descobriu que tem um cancro.
Rick: Um cancro? Oh...
A Laura continuou a chorar. O Rick abraçou-a.
Ao longe, uma rapariga de longos cabelos negros, de nome Diana, olhava para os dois.
Diana (pensando): Ainda não é a altura certa... tenho de esperar mais um pouco. Vou aproveitar este dia de sol para passear.
Mais tarde, o Rick ligou à Sara e contou-lhe sobre o estado da mãe da Laura.
Sara: Oh não. Coitada da mãe da Laura... eu vou telefonar aos outros. Acho que seria bom irmos visitá-la, não?
Rick: Acho que sim. Assim podíamos mostrar que estamos a apoiá-la.
Sara: Exacto. Vou telefonar aos outros.
Ao saberem da notícia, os outros ficaram chocados e disseram logo que iam visitar a mãe da Laura e a Laura para lhes darem apoio. Por fim, a Sara ficou com o telefone na mão durante uns segundos. Faltava avisar a Anne. Respirou fundo e marcou o número.
Sara: Olá Anne, é a Sara.
Anne: Olá Sara. Tudo bem?
Sara: Mais ou menos. Bom, eu sei que tu e a Laura estão zangadas, mas acho que devias saber isto. Foi descoberto que a mãe da Laura tem um cancro.
Anne: Um cancro?
Sara: Sim. Estava a ligar-te para te dar a notícia e... para saber se a queres ir visitar. A ela e à Laura.
Anne: Claro que sim!
Sara: Então encontramo-nos daqui a uma hora à frente da casa da Laura. Até logo.
A Anne desligou o telefone e foi até à sala. Sentou-se num sofá e começou a chorar. A mãe da Anne aproximou-se.
Mãe da Anne: Filha, porque é que estás a chorar? O que se passa?
A Anne explicou a situação.
Anne: Coitada da mãe da Laura. E a Laura também. E eu zangada com ela... oh, sou mesmo má pessoa...
Mãe da Anne: Não és nada, filha. Estás zangada com a Laura, mas agora é a altura ideal para fazerem as pazes. Ela vai precisar muito do teu apoio, filha. Por isso, seca as lágrimas e pensa que agora está na altura de apoiares a Laura. De certeza que ela também não vai ficar zangada contigo. A doença da mãe dela é muito mais importante do que uma briga entre amigos.
A Anne limpou as lágrimas com a mão.
Anne: Tens razão, mãe. Não vou chorar. Vou levantar a cabeça e ajudar a Laura neste momento difícil.
Uma hora depois, a Anne, a Sara, o Rick, a Marina, o Josh, o Dean, a Karen, o Peter, o Leon e a Helena estavam à porta da casa da Laura.
Sara: Bom, vamos lá. É pena que a Sabrina esteja a passar uns dias em casa da Dalila. Ela ia gostar de estar aqui a apoiar a Laura.
Eles bateram à porta e foi a Laura que veio abrir.
Laura: Olá. O que estão aqui a fazer?
Peter: Viemos ver como está a tua mãe. E como estás tu.
Rick: Eu contei à Sara e ela contou aos outros. - explicou ele.
Laura: Oh, obrigada a todos por terem vindo. Entrem.
O grupo entrou na casa da Laura. A Anne e a Laura entreolharam-se mas não disseram nada. A Laura levou-os até à sala, onde a mãe e o pai da Laura estavam sentados.
Laura: Mãe, os meus amigos vieram visitar-te.
Rick: Olá dona Lídia. - disse o Rick e os outros cumprimentaram a mãe da Laura.
Mãe da Laura: Obrigada por me terem vindo ver.
Sara: Queríamos saber como está.
Mãe da Laura: Claro que não estou bem, não vou mentir. A notícia deixou-me muito chocada... mas tenho de seguir em frente.
Dean: Vai fazer tratamentos?
Mãe da Laura: Sim. Quimioterapia. Vai custar-me muito perder o meu cabelo...
Pai da Laura: Querida, tu vais ficar curada. - disse ele, pegando na mão da mulher.
Karen: Não há mais nenhum tratamento disponível?
Mãe da Laura: Este é o mais eficaz.
Karen: Se quiser, eu posso pedir aos mais pais para eles contactarem médicos. Nós somos ricos. Pode ser que haja outras opções.
Mãe da Laura: Obrigada querida, mas é melhor não. Os médicos disseram que era este o melhor tratamento.
A Anne aproximou-se da Laura.
Anne: Laura, precisamos de falar.
A Laura abanou a cabeça.
Laura: Vamos até ao meu quarto.
Discretamente, as duas saíram da sala e dirigiram-se ao quarto da Laura.
Laura: Anne, eu...
Anne: Deixa-me falar primeiro, Laura. - disse ela. - Eu tenho de te pedir desculpas. Desculpa pelo que te disse.
Laura: Não tens de pedir desculpa. Tu tens razão. Os estudos não são tudo. Ajudar as outras pessoas é importante. De que me servem os estudos agora? Nem os melhores médicos têm a certeza de que a minha mãe se vai salvar. - disse ela, sentando-se na cama e começando a chorar.
A Anne aproximou-se e sentou-se ao seu lado.
Laura: Não posso chorar em frente à minha mãe. Tenho de a apoiar. Mas tenho tanto medo que ela morra, Anne. Não a quero perder.
A Anne abraçou a Laura.
Anne: Vai correr tudo bem, tenho a certeza. A tua mãe vai ficar curada.
Laura: Eu quero acreditar que sim... mas tenho muito medo...
O pai da Laura tinha notado a ausência da filha e tinha-se dirigido ao quarto dela. Abriu a porta devagar.
Laura: Não sei o que vou fazer se perder a minha mãe... já perdi uma pessoa importante... não vou aguentar se perder a minha mãe também.
Anne: Perdeste outra pessoa? De quem estás a falar?
Laura: Do meu irmão. - respondeu ela, secando as lágrimas.
Anne: Tu tens um irmão? Nunca falaste nele? Hum... ele morreu?
Laura: Não. Mas nunca mais o vi... e ele dá tão poucas notícias... é como se o tivesse perdido para sempre.
Anne: Mas porque é que ele não vos vem visitar?
Laura: Ele e o meu pai tiveram uma grande briga há uns anos. O meu irmão, que é mais velho que eu, saiu de casa. - explicou ela. - E nunca mais cá voltou.
Anne: Ele já sabe que... que a tua mãe tem cancro?
A Laura abanou a cabeça.
Laura: Ainda não tive coragem para lhe ligar. E o meu pai nem vai querer saber. Eles nunca mais se falaram...
O pai da Laura fechou a porta devagar. Afastou-se pelo corredor e voltou à sala.
Anne: Laura, tens de avisar o teu irmão. Talvez... talvez ele venha ver a tua mãe.
Laura: Não sei...
Anne: Queres... queres que seja eu a ligar-lhe? Se me deres o número, eu ligo. Não me importo.
Laura: Não. Tenho mesmo de ser eu a fazer isto. - disse ela, pegando no seu telemóvel. - Acho que vou ligar agora. Se te fores embora, acho que não tenho coragem para lhe dizer.
Anne: Eu estou aqui e só me vou embora quando não precisares mais de mim. Liga-lhe.
A Laura marcou o número. Passados uns segundos, o irmão dela atendeu.
Laura: Gabriel, sou eu, a Laura.
Gabriel: Maninha, já não nos falávamos há muito tempo. Como estás?
Laura: Eu estou bem... mas tenho uma notícia má para te dar.
Gabriel: Uma notícia má?
Laura: É a mãe. Foi descoberto que ela tem um cancro. E é grave.
O Gabriel ficou calado por uns segundos.
Gabriel: Oh não... como... como está ela?
Laura: Mal. Mas está a fazer-se de forte.
Gabriel: Coitada...
Laura: Gabriel... por favor, vem vê-la. Vai ser muito importante para ela. - pediu a Laura, com lágrimas nos olhos. A Anne apertou-lhe a mão.
Gabriel: Não sei Laura... já sabes que não sou bem-vindo nessa casa.
Laura: O pai não vai fazer nada para te impedir. Ele sabe que é importante. A mãe vai querer ver-te. Por favor.
Gabriel: Eu... está bem. Eu vou. Vou tentar resolver as minhas coisas e vou o mais depressa possível para aí.
Laura: Obrigada. Então vemo-nos em breve. Um beijo.
A Laura desligou o telemóvel.
Anne: Então, ele vem?
Laura: Vem. - disse ela, mais animada. - Eu sei que a minha mãe vai ficar muito mais animada se ele vier vê-la.
Mais tarde, todos se foram embora, desejando as melhoras à mãe da Laura.
Karen: Ela vai ficar bem. Tenho a certeza. - disse ela, confiante. - Já conseguiu sobreviver a monstros. Não é um cancro que a vai matar.
Marina: Ah, estás muito optimista, Karen.
A Sara virou-se para a Anne.
Sara: Fizeram as pazes?
Anne: Sim. - respondeu ela. - Temos de estar todos unidos nos momentos difíceis.
Rick: Ah, bem, com a notícia da doença da mãe da Laura, esqueci-me de vos dar uma novidade.
Josh: Que novidade?
Rick: A minha mãe está grávida. Vou ter um irmão ou uma irmã.
Os outros sorriram-lhe.
Helena: As vidas das pessoas são interessantes. Numa família abate-se a dor de uma doença que pode ser fatal, na outra surge a alegria e a esperança de uma nova vida a caminho. - disse ela, pensativa.
Leon: Eu espero é que no final, fique tudo bem.
Ao longe, a rapariga de cabelos negros, Diana, observava a cena.
Diana: Mais um pouco e poderei começar a agir. Só mais uns dias...
No dia seguinte, quando a Marina desceu para tomar o pequeno-almoço, encontrou a sua mãe a discutir com alguém ao telefone.
Mãe da Marina: Quero lá saber! Não a quero aqui em casa! Adeus.
A mãe da Marina desligou o telefone. A Marina aproximou-se.
Marina: O que se passa, mãe?
Mãe da Marina: Ah, não é nada, filha.
Marina: Tu estavas a discutir com alguém ao telefone. - disse ela. - Com quem era?
Mãe da Marina: Ah... era a costureira que se enganou a fazer um vestido que eu tinha encomendado.
A Marina olhou para a mãe e franziu o sobrolho.
Marina: Mãe, estás a mentir-me. - disse ela, abanando a cabeça. - Disseste que não querias a tal pessoa aqui em casa. Vá, diz-me lá quem era.
A mãe da Marina pareceu aborrecida.
Mãe da Marina: Pronto, queres saber quem era? Era a tua avó Malvina. A minha mãe.
Marina: Ah. Como está ela? Já não a vejo há muito tempo.
Mãe da Marina: Ela está óptima.
Marina: Mas... estavas a dizer-lhe que não a querias aqui em casa?
A mãe da Marina ficou ainda mais aborrecida.
Mãe da Marina: Sim, foi exactamente isso. Não a quero aqui em casa. Ela queria vir visitar-nos e ficar hospedada aqui, mas eu não quero isso.
Marina: Mas porquê? Ela é a tua mãe.
Mãe da Marina: Querida, tu não sabes como é a tua avó...
Marina: Hum... ela parece simpática.
Mãe da Marina: As aparências iludem. E não quero falar mais disto.
A mãe da Marina saiu dali, deixando a Marina confusa.
No dia seguinte, a mãe da Laura começou a fazer o tratamento de quimioterapia. Quando chegaram a casa, ela foi logo deitar-se.
Pai da Laura: Ela está muito cansada. - disse ele. - Coitada.
Laura: Acredito que ela vai ficar bem.
Pai da Laura: Filha... no outro dia ouvi-te a falar com a tua amiga sobre o teu irmão.
A Laura respirou fundo.
Laura: Telefonei-lhe. O Gabriel disse que vinha ver a mãe. - explicou ela. - Pai, tu não o podes impedir de a ver.
Pai da Laura: Não, claro que não... ela precisa de todo o apoio possível. Mas não quero que ele fique cá em casa.
Laura: Pai! Ele é teu filho.
Pai da Laura: Eu sei, mas... ele decepcionou-me muito. - disse ele, levantando-se. - Vou fazer alguma coisa para comermos.
Laura (pensando): Pai... quando é que conseguirão fazer as pazes?
Mais tarde, a Karen, a Helena e a Sara foram ter com a Laura para irem passear e para a animarem um pouco.
Laura: Obrigada meninas. - disse ela, sorrindo-lhes.
Sara: Laura, a Anne contou-nos sobre o teu irmão. Nunca tinhas mencionado que tinhas um irmão, nem mesmo a mim que sou a que te conheço há mais tempo.
Laura: Eu sei... desculpem, mas é que eu não gosto muito de falar no assunto.
Helena: Não te dás bem com o teu irmão?
Laura: Oh, não é isso. Eu gosto muito dele. E sei que ele gosta muito de mim também... mas pronto, como a Anne vos deve ter contado, ele e o meu pai brigaram e o meu irmão saiu de casa. Nunca mais voltou. E isto, já lá vão quase três anos. Só dá notícias de vez em quando. Às vezes eu e a minha mãe ligamos-lhe.
Karen: Anima-te Laura. Afinal, ele vem ver a tua mãe, não vem?
Laura: Sim, ele disse que sim. - disse ela, abanando a cabeça. - Mas o meu pai disse logo que ele não podia lá ficar em casa.
Helena: É triste quando os pais e os filhos não se conseguem entender.
Karen: Mas olha lá, porque é que eles se zangaram? Deve ter sido algo grave, para o teu irmão sair de casa...
A Laura suspirou.
Laura: Bom, o Gabriel deu-nos uma notícia e o meu pai não aceitou bem. E pronto, depois de uma discussão violenta... o Gabriel decidiu ir-se embora. O meu pai até lhe chegou a dizer que, depois daquela notícia, o Gabriel tinha deixado de ser seu filho e que era como se ele tivesse morrido.
Sara: Oh, que horror. Como é que o teu pai pôde dizer uma coisa dessas?
Helena: Realmente, não se diz uma coisa dessas a um filho.
Karen: Mas afinal, ainda não disseste porque é que eles discutiram. Que notícia é que o teu irmão vos deu? Engravidou alguma rapariga ou assim?
Laura: Oh, nada disso. Acho que se fosse isso o meu pai tinha aceitado muito melhor. Enfim, o Gabriel deu-nos a notícia de que... bom, que tinha opções diferentes das da maioria das pessoas.
Karen: Ah, estou mesmo a ver. É gay.
A Sara deu uma cotovelada à Karen.
Karen: O que foi? Aposto que é isso.
Laura: Sim, é isso.
Karen: Aha, vêem, eu tinha razão.
Helena: Mas hoje em dia... bom, é algo mais comum.
Laura: Sim, mas o meu pai é um pouco limitado em certas coisas e essa é uma delas. Quando soube que o Gabriel era homossexual, tiveram aquela discussão e ele saiu de casa.
Sara: Mas será que não há maneira de eles se voltarem a entender?
Laura: Não sei... mas quero acreditar que sim.
No dia seguinte, eram dez da manhã quando bateram à porta da casa da Laura e ela foi abrir. Sorriu. Era o seu irmão Gabriel.
Laura: Gabriel, vieste! - disse ela, abraçando o irmão. - Tinha tantas saudades tuas.
Gabriel: Eu também tinha saudades tuas, maninha. Como está a mãe?
Laura: Mais ou menos. Está a descansar no quarto. Entra.
O Gabriel entrou na casa e a Laura fechou a porta.
Laura: O pai foi trabalhar.
Gabriel: Ainda bem.
Laura: Hum... não achas que está na altura de fazerem as pazes?
Gabriel: Laura, tu sabes que quem não quer fazer as pazes é ele. Eu estou disposto a perdoá-lo pelo que ele me disse, mas ele tem de querer. E não parece que seja o caso. - disse ele. - Posso ver a mãe agora?
Laura: Claro.
Eles subiram até ao quarto da mãe deles. A Laura entrou no quarto. A mãe da Laura estava deitada na cama.
Laura: Mãe, tens uma visita.
Mãe da Laura: Uma visita? Filha, não me estou a sentir muito bem, acho melhor essa visita voltar noutra altura.
Laura: Oh, mas vais querer receber esta visita. Entra.
O Gabriel entrou no quarto.
Gabriel: Mãe.
Mãe da Laura: Oh, não acredito! Filho!
Os dois abraçaram-se.
Mãe da Laura: Estás aqui. Nem acredito. Depois de tanto tempo.
Gabriel: Tinha de te vir ver, mãe. - disse ele. - Tu vais curar-te.
Mãe da Laura: Não sei se vou, querido. Não sei mesmo.
Gabriel: Não digas isso, mãe. Eu vou estar ao teu lado até ficares completamente curada.
Mais tarde, a Laura deixou o Gabriel com a sua mãe e foi fazer umas compras. Enquanto caminhava de volta para casa, carregada de sacos, a misteriosa Diana veio ter com ela. Elas aparentavam ter a mesma idade.
Diana: Olá, Laura.
Laura: Hum... eu conheço-te?
Diana: Acho que não me conheces. Mas eu conheço-te a ti. - disse ela, sorrindo. - Eu chamo-me Diana. Queria que soubesses que tenho muita pena que a tua mãe esteja doente. Mas sei que ela vai ficar boa.
Laura: Ah, obrigada...
Diana: E olha, tenho a certeza de que o teu pai e o teu irmão vão fazer as pazes. Mas tens de os ajudar também. Sozinha, só a vontade da tua mãe não será suficiente. O teu pai é muito orgulhoso e não vai dar o braço a torcer assim tão facilmente. - disse ela. - Boa sorte.
A Diana afastou-se rapidamente.
Laura (pensando): Mas como é que ela soube de como está a minha mãe... ou sobre o meu pai e o meu irmão? Eu não a conheço... mas ela diz que me conhece a mim... será lá da escola? Não me lembro dela, mas pode ser...
Algum tempo depois, estava o Rick e a sua mãe a fazer compras quando pararam em frente a uma loja de roupas para bebé.
Mãe do Rick: Estas roupinhas são mesmo muito bonitas. - disse ela, sorrindo.
Rick: Mãe, já estás a pensar em roupas? Ainda só estás grávida há dois meses e meio.
Mãe do Rick: Mas estas coisas têm de se preparar com antecedência, querido.
Enquanto eles estavam a olhar para a montra, a Diana aproximou-se.
Diana: Olá. - disse ela. O Rick e a mãe dele olharam para a Diana. - Parabéns pela gravidez.
Mãe do Rick: Ah... obrigada. Eu conheço-a?
Diana: Não. Mas eu apresento-me. Chamo-me Diana. E tu és o Rick.
Rick: Sou... mas não me lembro de ti? És aluna da escola de Riverdown?
Diana: Hum... talvez. Bom, se eu fosse à senhora comprava roupas cor-de-rosa. Tenho um palpite de que vai ser uma menina.
Mãe do Rick: Que engraçado, eu também acho que vai ser uma menina. - disse ela, sorrindo.
Diana: Ah, mais uma coisa. Quando for hoje para casa, por favor, não passe na rua 23 de Maio.
Mãe do Rick: Mas a nossa casa fica perto dessa rua. Temos de passar por lá, senão temos de dar uma volta muito maior.
A Diana agarrou a mão da mãe do Rick.
Diana: É para o seu próprio bem e para o bem do bebé ou da bebé. Por favor, faça o que eu lhe peço. Adeus.
A Diana afastou-se.
Rick: Mas... que estranho.
Mãe do Rick: Pois é... que rapariga estranha.
Rick: Mas tenho a sensação de que aquela cara me é familiar... mas não me lembro bem de onde já a vi...
Quando terminaram as compras, o Rick e a sua mãe começaram a fazer o seu caminho de volta a casa.
Mãe do Rick: Sabes... eu não sei bem, mas fiquei com um bocadinho de receio em passar hoje na rua 23 de Maio. Vamos pelo caminho mais longo.
Rick: Mas mãe...
Mãe do Rick: Filho, faz-me a vontade, por favor. Fiquei com um pressentimento de que aquela rapariga nos estava a tentar avisar de alguma coisa muito má.
Rick: Está bem. Vamos pelo caminho mais longo.
Quando eles chegaram a casa, ligaram a televisão.
Jornalista Sophia: E há poucos minutos uma bomba explodiu na rua 23 de Maio. Morreram algumas pessoas que estavam num banco e algumas pessoas que passavam na rua. Aparentemente, segundo algumas pessoas, uma rapariga de cabelos negros esteve a avisá-los para saíram daquela rua rapidamente e pouco depois a bomba explodiu. Terá sido esta rapariga a pessoa que colocou a bomba? Mas então porque salvou estas pessoas? Voltaremos com mais pormenores dentro de alguns minutos.
Mãe do Rick: Oh meu Deus. E nós éramos para ter passado lá. Podíamos ter sido atingidos pela explosão.
E assim termina este capítulo. Afinal, quem será a Diana, amiga ou inimiga? Conseguirá o Gabriel fazer as pazes com o pai? Será que a mãe da Laura se vai curar? E porque é que a mãe da Marina não quer a avó da Marina lá em casa? As respostas a pelo menos algumas destas perguntas encontram-se no próximo capítulo. Até lá!
