Capítulo 4: A Aposta e a Mentirosa

A Karen, a Helena e o Leon estavam a regressar à mansão da Karen.

Helena: Então, Karen, a nossa aposta ainda está de pé?

Karen: Aposta? Ah, de qual de nós consegue arranjar um namorado primeiro?

Helena: Sim, essa.

Leon: Acho isso uma parvoíce. - disse ele, abanando a cabeça.

Helena: Não chateies, Leon. Então, Karen, temos a aposta a decorrer ou não?

Karen: Pode ser. De qualquer maneira, é óbvio que eu vou arranjar um namorado primeiro. - disse ela, sorrindo. - E apostamos o quê?

Helena: Hum... bom, se eu ganhar tens de reconhecer que eu sou melhor que tu. Isso há-de ser uma grande chicotada no teu ego.

Karen: Ai é? Pois bem, se eu ganhar, tu tens de fazer o que eu quiser por um dia inteiro!

Helena: Ah... bom, mas isso é melhor do que tu reconheceres que eu sou melhor que tu... pronto, então apostamos que, a primeira a arranjar namorado fica a mandar na outra por um dia inteiro.

Karen: Ok, aceito.

Helena: E quando eu ganhar, faço-te dizer que eu sou melhor que tu na mesma. - disse ela. - Bom, a aposta começa a contar a partir de agora.

Karen: Ok.

A Helena virou-se para o Leon.

Helena: Leon, querido, queres namorar comigo?

O Leon lançou-lhe um olhar aborrecido.

Leon: -.-" Helena, primeiro não te amo, segundo não ia aceitar só para tu ganhares uma aposta. Vê se cresces. E tu também, Karen.

Helena: Credo, que mau humor.

Karen: Helena, sua batoteira, a tentar fisgar logo o Leon para ganhares!

Helena: Está dentro das regras. Ele é um rapaz e se aceitasse, ficava meu namorado. Valeu a pena tentar.

No dia seguinte, a Marina estava pensativa. Como é que iria descobrir onde estava hospedada a avó? Foi nessa altura que bateram à porta de casa e a Marina foi abrir. A Diana sorriu-lhe.

Diana: Olá. Eu chamo-me Diana e venho trazer-te isto. - disse ela, entregando-lhe um papel.

Marina: O que é isto?

Diana: Uma morada. Achei que ias precisar. Adeus.

A Diana saiu dali a correr.

Marina: Ei! Volta aqui! Oh... bom, já vai longe... que estranho.

A Marina leu o papel.

Marina: Ora, diz aqui que é onde a minha avó está hospedada. Numa pensão... bom, tenho de ir até lá. Mas é melhor não ir sozinha... aquela é a tal misteriosa Diana, pode até ser um inimigo.

A Marina ligou à Karen e explicou a situação.

Karen: Então queres que eu vá contigo ver a tua avó?

Marina: Sim.

Karen: E porque é que me telefonaste a mim? A Anne ou a Sara são melhores companhias do que eu.

Marina: Bom, a minha avó fez muitas coisas erradas, sabes. E acho que, é capaz de me tentar dar a volta. E se calhar ainda consegue. Mas tu és céptica e consegues perceber melhor a natureza das pessoas. Preciso que estejas comigo para não deixar que ela me dê a volta.

Karen: Ah, bem, realmente não me dão a volta facilmente a mim e eu tenho olho para perceber se as pessoas estão a ser sinceras ou não. - disse ela. - Ok, eu vou ter contigo a tua casa. Estou aí dentro de alguns minutos.

Alguns minutos depois, a Karen chegou e ela e a Marina foram até à pensão. Pelo caminho a Marina contou tudo o que a sua mãe lhe tinha contado.

Karen: Bolas, olha que a tua avó é cá uma peça! A mim não me vai ela dar a volta.

Marina: Bom, cá estamos. Vamos entrar.

Elas entraram na pensão. A Marina pediu à senhora da recepção se podia falar com a pessoa que estava no quarto doze, o quarto da avó da Marina. A senhora da recepção telefonou para o quarto e depois acenou afirmativamente.

Senhora: Pode subir. Ela está à sua espera.

Marina: Obrigada.

Quando a Karen e a Marina chegaram ao quarto, a avó da Marina abriu a porta, sorrindo.

Malvina: Ora, aqui está a minha querida netinha. Entra.

Marina: Olá avó. Trouxe uma amiga.

Malvina: Ah, olá.

Karen: Olá. - disse ela, desconfiada.

Elas entraram no quarto.

Malvina: Estou feliz que me viesses ver. Mas como é que sabias que eu estava aqui?

Marina: Não importa. A minha mãe contou-me sobre a infância dela. Sobre as suas bebedeiras, sobre ser má mãe, sobre ter tentado vender a sua filha mais nova. Ela contou-me tudo! Como é que pode ser assim?

A avó da Marina tornou-se mais séria.

Malvina: Tu não tens o direito de me julgar.

Marina: Talvez não tenha. Mas quero saber o porquê? Porque é que fez isso?

Malvina: Ora, o meu marido deixou-me e fugiu com outra. Deixou-me com três filhas para criar. Achas que isso é fácil?

Marina: Não, não é. E até percebo que tenha sido um grande desgosto. Até posso entender que se tornou alcoólica por causa disso. Mas tentar vender a sua própria filha? E ainda por cima para poder beber mais álcool!

Malvina: Isso não é bem assim. - defendeu-se ela. - Está bem, admito, tentei vender a minha própria filha. Mas foi para poder ter algum dinheiro e criar as outras duas. E se a minha filha tivesse sido criada como filha do casal que a queria, seria feliz e teria tudo do bom. Eu estava a pensar no futuro das minhas filhas!

A Karen cruzou os braços. Não acreditava numa única palavra daquela mulher. Aquela velha não a enganava.

Marina: Então, estava a pensar nas suas filhas?

Malvina: Claro que sim.

Marina: Mas tentou tirá-las dos cuidados da sua irmã, que ficou a cuidar delas e que tinha melhores condições do que você. Porque é que fez isso?

Malvina: Porque elas eram minhas filhas. Eu posso não ter sido boa mãe, mas gostava das minhas filhas. Queria-as ao pé de mim. E a minha irmã nem deixava que eu as visse!

Marina: Mas... também chegou a bater-lhes, não foi?

Malvina: Ora, foram só umas palmadas, nada demais. Para as educar. Só isso. Muitos pais fazem isso. Aposto que tu também recebeste algumas palmadas da tua mãe. Não a acusas de agressão por isso, pois não?

Marina: C-claro que não...

Malvina: E eu gosto das minhas filhas. Nos últimos anos até as vim visitar. Tu viste-me algumas vezes, não é verdade?

Marina: Bom, sim... apareceu algumas vezes para nos visitar, mas ficava pouco tempo.

Malvina: É verdade. Mas eu sempre me preocupei com a minha família. Sempre.

Marina: Oh avó... eu estava a ser injusta.

Nesse momento, a Karen falou.

Karen: Tretas. Não acredito numa única palavra.

A avó da Marina virou-se, furiosa, para encarar a Karen.

Malvina: Mas quem és tu para dizeres isso?

Karen: Olhe, sabe, eu sou muito egocêntrica. Mas também posso ser frontal e mentirosa também. E sei bem quando alguém está a mentir. E você está claramente a mentir! E a mãe da Marina é boa pessoa. Eu já a conheci. Não acredito que ela fosse mentir à Marina assim sem mais nem menos. Cá para mim, você é que está a mentir e a tentar dar a volta à situação.

A Marina olhou para uma e para outra. Estava confusa. Estaria a avó a dizer a verdade? Ou teria a Karen razão?

Malvina: Você não me conhece, menina. Eu fiz imensos sacrifícios pela minha família!

Karen: Ai sim? De certeza? Hum... não lhes queria dar educação, era bêbada, batia-lhes, fez escândalos na escola, tentou vender uma filha sua, queria tirar as suas filhas da guarda da sua irmã quando sabia que não tinha condições para as criar... vejamos, onde é que estão os sacrifícios? Você é uma grande egoísta, é o que é! Talvez até sejamos parecidas, mas eu nunca, mas nunca faria nada que pudesse magoar os meus filhos. Agora sou egoísta, mas quando for mãe, vou ser a melhor mãe do mundo! E você não tem o direito de estar a enganar a sua neta, que é uma boa pessoa. Diga mas é a verdade!

A avó da Marina parecia ainda mais furiosa.

Malvina: Tu, sai já daqui! Rua!

Marina: Espere, avó. A Karen não disse por mal.

Karen: Eu disse a verdade. Sabe o que eu acho? Você só veio aqui porque quer alguma coisa. O que é? Dinheiro? Diga a verdade?

Malvina: Que ofensa! Eu não sou uma interesseira!

Karen: Ah, desculpe lá, mas duvido. Fazemos assim. Eu sou rica, sabe? Muito, mas muito rica. Se me contar a verdade, eu dou-lhe um cheque bem grande. Bastante dinheiro. O que acha?

A avó da Marina olhou para a Karen atentamente.

Malvina: Não acredito em si.

A Karen tirou um livro de cheques da sua mala.

Karen: Vejamos, tenho aqui um cheque assinado pelo meu pai... hum, que tal, cinco mil euros? Parece-lhe bem?

Marina: Karen, isso é muito dinheiro!

Karen: Para mim, é pouco. - disse ela, sorrindo. - Então?

Malvina: Bom... cinco mil euros é uma quantia agradável...

A Karen passou o cheque e pôs o cheque numa mesinha que havia ali perto.

Karen: Aqui está. Mal nos conte a verdade, pode ficar com ele. Agora, diga a verdade, porque eu sei que esteve aqui a mentir à Marina.

A avó da Marina pareceu hesitante, mas depois falou.

Malvina: Pronto, querem saber a verdade? Eu nunca gostei das minhas filhas, é o que é! Eram uns empecilhos. O estúpido do meu marido deixou-me e ainda por cima tinha de cuidar delas. Se não as tivesse, podia ter encontrado outro marido.

Marina: Mas porque é que não as deixou com a sua irmã? Podia ter seguido com a sua vida.

Malvina: Naquela altura nenhum homem iria querer ficar comigo, sabendo que eu tinha filhas, mesmo que não estivessem comigo. Eram muito moralistas. Os homens podiam ter imensos filhos e casarem com imensas mulheres, uma de cada vez, é claro. Mas as mulheres não. E então tive de cuidar delas. E a cada dia eu gostava menos das minhas filhas.

Karen: Cuidar delas? Você não cuidava nada delas! Coitadas das suas filhas.

Malvina: Bom, ao fim de umas semanas, comecei a achar que não tinha de me estar a perder o meu tempo a cuidar delas. Elas que se cuidassem sozinhas.

Marina: Elas eram umas crianças!

Malvina: E eu ralada! O que eu queria, era beber para esquecer. E às vezes batia-lhes. Tinha de deitar a raiva cá para fora.

Karen: Pois, mas não nas suas filhas, não acha?

Malvina: Não. Eu batia nas minhas filhas, porque parte da minha raiva era por causa delas. Eu achava que elas mereciam. E então, surgiu aquele casal que queria comprar a minha filha mais nova. Foi uma esperança. Ia ganhar dinheiro e ia livrar de uma delas de vez.

Marina: Mas a minha mãe fugiu com as irmãs para casa da tia dela, a sua irmã Maria.

Malvina: Pois foi, a partir daí perdi as minhas filhas. Por um lado, foi um alívio, mas por outro, já estava a sentir-me sozinha. E depois consegui arranjar mais pessoas que queriam crianças e tentei recuperar as minhas filhas, mas não consegui.

Karen: Diga-me uma coisa. Se não gostava das suas filhas e sabia que nenhum homem iria casar consigo, antes de haver alguma proposta para comprar uma das suas filhas, porque é que não as deixou ir viver com a sua irmã?

Malvina: Porque eu odiava a minha irmã! Ela tinha muitas coisas que eu não podia ter e estava sempre a repreender-me. Não ia deixar que ela ficasse toda feliz ao cuidar das minhas filhas!

Karen: Cá está. O cúmulo do egoísmo. Se você não era feliz, mas ninguém seria.

Malvina: Exactamente.

A Marina parecia chocada.

Marina: Você ainda é pior do que eu pensava. Só me apetece dar-lhes uns murros, ouviu? - disse ela, furiosa.

Karen: Calma. Ok, última coisa, se não gostava as suas filhas, porque é que veio visitar a mãe da Marina nestes últimos anos?

Malvina: Porque estava sem dinheiro. E depois de algum tempo de insistência, elas davam-me dinheiro. Sim, porque eu ia visitando as três.

Karen: Ah, pois, afinal sempre se resumia a dinheiro. Nada de sentimentos pelas suas filhas, só ganância. - disse ela, abanando a cabeça. - Bom, Marina, vamos embora. Quanto a você, velha caquéctica, é assim. Aqui tem o cheque. Vá-se embora e nunca mais incomode as suas filhas. Se eu venho a saber que você as incomodou novamente, eu mando alguém acabar consigo. E olhe que eu sou rica o suficiente para pagar a alguém para não deixar provas. Nem vão notar o seu desaparecimento.

Malvina: Isso é uma ameaça?

Karen: É um aviso. Vamos Marina.

Marina: Adeus avó. Fique sabendo que me decepcionou muito. Nunca mais a quero ver. Espero que morra sozinha, que é o que merece.

E as duas amigas saíram do quarto da pensão. A avó da Marina abanou a cabeça.

Malvina: Pouco me importa. Ao menos tenho o cheque.

A Marina e a Karen saíram da pensão. A Marina respirou fundo.

Marina: Obrigada Karen.

Karen: Tinhas razão. Ela tinha-te mesmo dado a volta se não fosse eu. Até custa a acreditar. Tu és sempre tão confiante em ti mesma, tão forte. O que se passou?

Marina: Ela é minha avó... eu queria acreditar que ela não era má. Queria mesmo.

Karen: Pois é, Marina, mas as coisas são como são. A tua avó é uma víbora. Se morder a língua, morre envenenada. E ela não merece sequer que penses nela. Foi uma péssima mãe e uma avó do pior. - disse ela, abanando a cabeça. - Concentra-te nas pessoas que gostam de ti. Os teus pais, os teus amigos e o teu namorado.

Marina: Karen, tu surpreendes-me. És melhor do que eu pensava. Isto é, és boa pessoa, apesar de às vezes não pareceres.

A Karen riu-se.

Karen: Enfim, eu sou uma caixinha de surpresas. Tanto que a tua avó não vai gostar de saber que o cheque é só de quinhentos euros e não de cinco mil euros.

As duas entreolharam-se e começaram a rir-se.

Marina: Mas e se ela volta?

Karen: Avisas-me e eu trato de tudo.

Marina: Mas... não a vais mandar matar, pois não?

Karen: Claro que não. Disse aquilo para a assustar. - disse ela, sorrindo. - Mas se ela aparecer, eu arranjo o melhor advogado que conseguir e faço-o ir ter com ela. Ele vai dizer-lhe tantas coisas de que ela pode ser acusada, que acho que ela aí de certeza que não aparecesse mais.

Marina: Mas... bom, mesmo a tal coisa de ela ter tentado vender a filha, já foi há muito tempo. Ela não vai poder ser acusada disso.

Karen: Bom, nesse caso temos duas opções. Primeiro, a tua avó parece esperta, mas não inteligente. Não deve perceber nada de leis. Um advogado dava-lhe logo a volta. E depois, podíamos sempre arranjar alguma coisa para ela ser acusada.

A Karen sorriu.

Marina: Huh, às vezes assustas-me.

Karen: Ora, não tens nada a temer. Mas quem se mete com os meus amigos, sai a perder. Podes ter a certeza.

Marina: Bom, obrigada por tudo. Será que há alguma coisa que eu possa fazer para te compensar?

Karen: Ah... na verdade, até há.

Mais tarde, a Karen entrou numa das salas de estar da sua mansão. A Helena e o Leon estavam lá.

Karen: Ganhei a aposta, Helena.

Helena: Huh? Não te vejo com nenhum namorado.

Karen: Ele está aqui. Vem cá!

O Josh apareceu.

Josh: Hum, olá pessoal.

Helena: O Josh? Ora, ele namora com a Marina!

Karen: Agora já não, é o meu namorado. - disse ela, abraçando o Josh.

Helena: Não acredito que estejam a namorar.

Karen: Porquê?

Helena: Acho que é mentira. Ok, se o beijares, eu acredito.

Karen: Certo.

A Karen sorriu ao Josh e beijou-o.

Karen: Satisfeita?

A Helena cruzou os braços aborrecida. O Leon parecia confuso.

Leon: Mas Josh, tu não gostavas da Marina?

Josh: É uma longa história…

Karen: Então, ganhei a aposta, não foi?

Helena: Hunf, parece que sim.

Karen: Pronto, então, Josh, acabou-se o namorado. Podes voltar para a Marina. - disse ela.

Leon: Então mas agora dispensas assim o rapaz?

Karen: Claro, só o queria para ganhar a aposta. Adeus, Josh.

Josh: Pois... adeusinho.

O Josh saiu da mansão rapidamente.

Karen: Eu vou para o meu quarto, começar a pensar no tal dia em que tens de fazer tudo o que eu quiser.

A Karen saiu dali a sorrir.

Leon: Estás a ver, Helena? Para que é que apostaste? Perdeste.

Helena: Ora, está calado! - exclamou ela, zangada.

Fora da mansão, a Marina estava à espera do Josh.

Marina: Então?

Josh: Correu bem. Ela ganhou a aposta. - disse ele, encolhendo os ombros.

Marina: Óptimo.

Josh: Mas teve de me beijar.

A Marina franziu o sobrolho.

Marina: Bom... desde que não se repita, eu deixo passar.

Josh: E os meus sentimentos, não contam?

Marina: Oh, Josh, ela pediu-me este favor. Já te contei o que ela fez para me ajudar. Foi só o que ela pediu, que fingisses ser namorado dela por uns minutos.

Josh: Ai, ai. Se eu não gostasse tanto de ti...

A Marina aproximou-se dele e beijou-o.

Marina: Mas gostas. E pronto, vamos embora. Ah, ficas proibido de beijar outras raparigas, ouviste?

Josh: -.-" Marina, a culpa de eu ter beijado a Karen, aliás, de ela me ter beijado a mim, foi tua e dela.

Marina: Esquece isso. Eu vou comprar-te um gelado para compensar o teu sacrifício.

Josh: Só um gelado. Que miséria, Marina.

Marina: Vá, não te queixes. Anda lá.

E os dois afastaram-se, a sorrir.

À noite, a Marina foi falar com a mãe dela e contou-lhe tudo o que se tinha passado com a sua avó.

Mãe da Marina: Querida, por isso é que eu não queria que ela se aproximasse. A tua avó só sabe fazer as pessoas sofrerem.

Marina: Já não quero saber mais dela. - disse ela, abanando a cabeça. - Ela foi uma péssima mãe e é uma péssima pessoa.

Mãe da Marina: Enfim, espero que ela se mantenha longe agora.

Marina: Há-de manter. E tenho de te dizer, tu foste muito corajosa, mãe. Trataste das tuas irmãs, mesmo sendo muito nova.

Mãe da Marina: Tinha de ser. Não ia deixar que a tua avó lhes fizesse mal.

A Marina abraçou a mãe.

Marina: Apesar de tudo o que passaste, conseguiste superar tudo. És a melhor mãe do mundo.

E assim, termina o capítulo. Este capítulo foi mais dedicado à Marina e à Karen, que se ajudaram mutuamente. A avó da Marina, Malvina, era mesmo má, mas a Karen estava lá para ajudar a Marina. E claro, depois pediu o Josh emprestado para ganhar a aposta. No próximo capítulo, mais coisas irão acontecer. Até lá!