Capítulo 8: Espíritos

A Anne e a Laura entraram no café onde o Ben, a Britney e a Courtney estavam a beber café.

Anne: Precisamos que venham connosco.

Ben: Huh? O quê? - perguntou ele, apanhado de surpresa.

Britney: Vocês são duas das guerreiras! - disse ela, surpreendida.

Laura: Somos. Vá, venham connosco até à casa da Shirley. É importante.

As duas guerreiras conseguiram arrastar o Ben, a Britney e a Courtney até à casa dos pais da Shirley. Quando elas bateram à porta, foi a mãe da Shirley que veio abrir.

Mãe da Shirley: Posso ajudar em alguma coisa?

Laura: Pode. Temos de falar consigo e com o seu marido. - disse ela. - Podemos entrar?

Mãe da Shirley: Hum... vocês não são?

Anne: Somos duas das guerreiras, sim.

A mãe da Shirley deixo-os entrar. Sentaram-se todos na sala. O pai da Shirley reuniu-se a eles. A Laura aclarou a voz.

Laura: Bem, eu e a Guerreira do Vento estamos aqui porque temos umas mensagens que a Shirley vos queria dar. - explicou ela.

Pai da Shirley: Como é que isso é possível? A Shirley morreu...

Anne: Nós sabemos. Mas ela está aqui em espírito.

Pai da Shirley: Estão a brincar connosco? - perguntou ele, zangado. - Estão aqui para se aproveitarem da situação ou quê?

Anne: Por favor, ouça-nos, nós somos duas guerreiras. Nós temos poderes. Conseguimos ver o espírito da sua filha. Ela está aqui.

A Shirley estava a flutuar ao pé dos seus pais.

Britney: Isto é tudo muito estranho...

Pai da Shirley: Se ela está aqui, quero uma prova.

Laura: Uma prova?

Pai da Shirley: Sim. Provem que ela está aqui. Ela que diga alguma coisa que só eu e ela possamos saber.

A Anne e a Laura viraram-se para a Shirley.

Shirley: Vejamos... oh, já sei, perguntem-lhe se ele se lembra da viagem a Round Island.

Anne: Ela está a perguntar se você se lembra da viagem que fizeram a Round Island.

Pai da Shirley: Claro que me lembro. Fomos só nós os dois. Mas lá por saberem isso, não prova que ela esteja mesmo aqui.

Shirley: Digam-lhe que eu me lembro de que ele me comprou um vestido muito caro nessa viagem e depois dissemos à mãe que tinha sido uma tia minha que mo tinha dado.

A Anne repetiu o que a Shirley tinha dito. O pai da Shirley abanou a cabeça.

Pai da Shirley: Nunca contámos isso a ninguém... então é mesmo verdade?

Anne: Sim, ela está aqui.

A mãe da Shirley começou a chorar baixinho.

Shirley: Querida mãe. Digam-lhe sinto muito a falta dela. E dos cozinhados dela também.

Laura: A Shirley está a dizer que sente a sua falta e dos seus cozinhados.

Mãe da Shirley: Também sinto muito a falta dela. A Shirley adorava as minhas comidas. Dizia que eram as únicas comidas que podia comer sempre e nunca engordava.

Shirley: Anne, diz à Courtney que ela não deve fazer a operação ao nariz. Ela queria torná-lo mais pequeno. Mas é desnecessário. Ninguém liga a isso.

Anne: Courtney, a Shirley diz que não deves fazer a operação ao nariz.

A Courtney pareceu espantada.

Courtney: Oh, mesmo morta ela lembra-se disso? Falei disso apenas uma vez...

Anne: Ela lembra-se.

Courtney: Está bem. Eu não vou fazer a operação. Também foi só uma ideia que me passou pela cabeça.

Shirley: Digam ao Ben que, apesar de termos passado pouco tempo juntos, eu realmente gostava dele. Ah e o sexo lá na parte detrás do museu foi demais!

Anne: Shirley! Pelo amor de Deus! Tu estás morta, vê lá a linguagem que usas!

Todos ficaram a olhar para a Anne e ela corou imenso.

Anne: Desculpem. A Shirley, mesmo em espírito, ainda diz alguns disparates.

Pai da Shirley: Vê-se logo que é a nossa menina. Quando era pequena chamávamos-lhe Bolinha, porque ela era gordinha.

Britney: A Shirley já foi gorda?

Pai da Shirley: Foi.

Shirley: Ei! Façam mas é o meu pai calar-se! Está a estragar a minha reputação.

Eles ficaram a conversar mais um pouco.

Mãe da Shirley: Filha, tenho pena que tenhas partido tão cedo.

Laura: Mas foi um acto de bondade ela ter protegido aquela menina no museu. Contaram-nos tudo.

Mãe da Shirley: Sim, ela salvou a vida da criança, usando a sua própria vida em troca.

Anne: Eu não quero parecer... malvada, mas nunca me pareceu que a Shirley fosse dada a proteger as pessoas, muito menos crianças. Porque terá ela feito aquilo?

Shirley: Os meus pais sabem. Pede-lhe para contarem.

Anne: Ela está a pedir para me contarem alguma coisa.

Shirley: Tem a ver com quando eu era pequena. No banco.

Anne: Algo a ver com quando ela era pequena. Num banco.

A mãe da Shirley abanou a cabeça.

Mãe da Shirley: Sim. Nunca me podia esquecer dessa história. Vou contar-vos.

A mãe da Shirley suspirou.

Mãe da Shirley: Tinha a Shirley sete anos, quando tudo aconteceu. Eu tinha de ir ao banco e ela foi comigo, claro. Mas nesse dia, apareceram uns criminosos no banco e queriam dinheiro. - explicou ela. - Mas entretanto apareceu a polícia e cercaram o banco. Então, os criminosos fizeram-nos reféns.

Shirley: Foi horrível...

Mãe da Shirley: Eles andavam a apontar as armas a toda a gente... e enfim, eu sou um bocadinho medrosa e acabei por desmaiar. O resto da história, foi o que me contaram depois. Coitada da Shirley, tão pequena e assustada. E comigo desmaiada, ela ficou ainda mais assustada.

Shirley: Mas foi então...

Mãe da Shirley: Então uma senhora velhota puxou-a para si e tentou que a Shirley se acalmasse. Os criminosos conseguiram que a policia lhes desse um carro para fugir, em troca de não magoarem os reféns. Mas os criminosos queriam levar um refém com eles, para se certificarem que a polícia não iria tentar abatê-los. E como a Shirley era uma criança pequena, queriam levá-la a ela.

Ben: A Shirley nunca me contou isso...

Britney: Também não namoraste com ela muito tempo.

Mãe da Shirley: A senhora velhota, Berenice, pôs-se à frente da Shirley e não queria deixar que os criminosos a levassem. Eles dispararam contra a Berenice. Mas por esta altura, a polícia conseguiu agir, entrando por uma conduta de ar e os criminosos foram presos.

Anne: Estou a perceber... e a tal Berenice? Sobreviveu?

Mãe da Shirley: Sim. A Shirley foi visitá-la muitas vezes. Claro que agora, já passaram uns anos. Agora a Berenice morreu, coitada. Teve um ataque cardíaco há dois anos e morreu. - explicou ela.

Laura: Percebo. Quando a Shirley viu aquela menina numa situação parecida àquela que ela já tinha vivido, também a quis proteger. Tal como a Berenice tinha feito.

Shirley: Exacto. Eu nunca fui muito boa pessoa... enfim, agora também já não posso mudar. - disse ela. - Mas espero que tu, Laura, me perdoes por ter sido tão má para ti.

Laura: Isso já passou.

Pouco depois, a Anne e a Laura saíram da casa dos pais da Shirley, deixando-os a conversar com o Ben, a Britney e a Courtney. A Shirley flutuou perto das duas guerreiras.

Shirley: Eu queria partir agora... mas não consigo. A luz está bloqueada.

Laura: Nós vamos tratar disso.

A Shirley desapareceu no ar.

Anne: Vamos ter com os outros!

As duas saíram dali a correr. Enquanto isso, os outros sete guerreiros tinham chegado à entrada da Torre Olsen.

Rick: É aqui. Vamos subir.

Nesse momento, um espírito negro apareceu a flutuar no ar. Era a Darkia.

Darkia: Ora, cá estão os guerreiros. - disse ela, rindo-se.

Karen: Darkia!

Darkia: Olá Karen, ainda te lembras de mim? Com que então, agora és uma guerreira.

Karen: Ora, está calada, sua vaca ordinária e traiçoeira! Tu enganaste-me para ficar com o meu poder e beleza! - gritou ela, furiosa.

Darkia: Pois foi. Fui mais esperta que tu.

Helena: Tu foste mais esperta que a Karen? Olha lá, que eu saiba ela está viva e tu estás morta. Parece-me que a Karen saiu a ganhar.

A Darkia ficou furiosa.

Darkia: Quem és tu para me estares a chatear?

Karen: Ela é uma guerreira como eu. Obrigada Helena.

Helena: Vamos lá acertar nesta parvalhona. Esfera de Luz!

Mas o ataque passou pela Darkia e não lhe fez nada.

Darkia: Eu sou um espírito. Não me podem atacar, nem tocar.

Marina: Nem tu nos podes atacar a nós!

Darkia: Por agora. Mas o mestre Spectrus, o ser maligno, está a tratar de fazer com que os espíritos voltem à vida. E há muitos inimigos vossos que vão gostar de ter outra oportunidade de acabar com vocês.

A Darkia desapareceu no ar.

Leon: Não podemos deixar que os inimigos voltem!

Rick: Vamos vencer esse tal Spectrus!

Eles começaram a subir a Torre Olsen. Quando chegaram ao topo da torre, o Spectrus, um ser todo negro, com uma cara de caveira, esperava por eles. O seu corpo era translúcido como o corpo dos espíritos.

Spectrus: Ora, aqui estão os guerreiros. Os meus amigos espíritos falaram-me de vocês. - disse ele.

Logo de seguida, a Darkia, o Scorpius, o Apocalyus e a Crystalia apareceram perto do Spectrus.

Scorpius: Guerreiros, que desprazer em voltar a vê-los.

Apocalyus: Quando voltarmos a ter um corpo físico, vamos matá-los a todos!

Crystalia: Sim, vamos destruir-vos completamente!

Marina: Ora, calados! Nós já vos vencemos no passado!

Sara: E vocês não vão voltar à vida. Basta nós destruirmos o Spectrus. - disse ela. - Aqui vai! Onda Congelante!

O ataque foi contra o Spectrus, mas atravessou-o sem fazer dano nenhum, tal como tinha acontecido com a Darkia.

Spectrus: Azar, guerreiros. Não me conseguem atacar.

Rick: Oh não...

Spectrus: Eu sou um espírito malvado. Não me podem tocar. Mas eu posso matar-vos! Raio Negro!

O ataque foi contra os guerreiros e eles foram atirados para o chão.

Josh: Ele é forte...

Marina: Como é que o vamos vencer se não lhe conseguimos tocar?

Rick: Ele tem de ter um ponto fraco. - disse ele, levantando-se. - Energia dos Elementos!

Mas o ataque voltou a trespassar o Spectrus. Ele e os outros vilões riram-se.

Darkia: Que fraquinhos. Agora não nos podem vencer.

Spectrus: Preparem-se para morrer!

Anne: Quieto! - gritou ela, aparecendo a voar e pousando no cimo da torre.

Sara: Anne! Chegaste depressa.

Anne: Vim a voar.

Rick: A Laura?

Anne: Ela está a subir a torre.

Karen: Pelas escadas, como nós.

Mas logo de seguida, a Laura apareceu.

Laura: Cá estou.

Helena: Ena, chegou muito rápido.

Laura: Vim pelo elevador.

Leon: Mas o elevador estava avariado. Nem funcionava.

Laura: Ora, usei o meu poder de tecnologia para o pôr a funcionar. - explicou ela. Depois virou-se para os vilões espíritos. - Oh, então este é o ser dos espíritos.

Anne: E vocês... Darkia e companhia...

Darkia: Pois é, cá estamos.

Crystalia: A assistir à vossa derrota. Spectrus, acaba com eles.

Spectrus: Acabo quando eu quiser! - gritou ele. - Tu não me dás ordens. Já estás morta, por isso, está caladinha.

A Crystalia cruzou os braços, aborrecida.

Laura: Explosão Escaldante!

O ataque foi contra o Spectrus, mas não lhe fez nada.

Rick: Ele é um espírito. Não lhe conseguimos tocar.

Anne: Ora bolas...

Spectrus: Tomem lá! Raio Explosivo!

O ataque foi contra os guerreiros e todos caíram no chão.

Spectrus: Bom, digam as vossas últimas orações.

Karen: Raios... vamos ser vencidos...

Laura: Tive uma ideia! - disse ela, subitamente. - Shirley! Shirley!

Logo de seguida, a Shirley apareceu a flutuar no ar.

Shirley: O que foi?

Laura: Consegues atacar aquele monstro? Tenta, por favor. Ele é um dos vilões.

Shirley: Hum... posso tentar.

A Shirley voltou a aparecer perto do Spectrus e deu-lhe um murro rapidamente. O Spectrus cambaleou para trás.

Spectrus: Ei!

Laura: Resultou! Os espíritos podem lutar uns contra os outros! - disse ela, feliz. - Shirley, vai chamar outros espíritos, depressa! Diz-lhes que têm de te ajudar ou o mundo será destruído!

Shirley: Destruído? Ena pá... vou já!

A Shirley desapareceu no ar.

Spectrus: Argh, não vão viver o tempo suficiente para ela voltar. Raio Mortal!

Rick: Barreira Mística!

A barreira protegeu os guerreiros do ataque do Spectrus. O Spectrus continuou a atacar e o Rick usava a barreira para os defender a todos.

Rick: A Shirley tem de se despachar. Não aguento muito mais tempo…

Nesse momento, a Shirley voltou e com ela vieram vários espíritos.

Shirley: Companheiros, atacar!

Os espíritos bons foram na direcção do Spectrus, mas a Darkia, o Apocalyus, o Scorpius e a Crystalia puseram-se à frente.

Scorpius: Não vão atacá-lo!

Shirley: Ai é? Então atacamos-vos a vocês! - gritou ela e os espíritos bons começaram a atacá-los.

Josh: Os espíritos bons são muito poucos...

Anne: Tive uma ideia. Dêem as mãos. Depressa!

Os outros deram todos as mãos.

Anne: Espíritos de todo o mundo, por favor, oiçam-me! Os espíritos maus estão a tentar dominar o planeta. Por favor, venham ajudar-nos a vencê-los. Assim, poderão partir para a luz.

Logo de seguida, no céu começaram a aparecer espíritos bons, mas também alguns maus.

Natasha: Eu fui traída pelo Scorpius! Agora vou acabar com ele! - gritou ela.

Allena: E o estúpido do Deus Negro usou-me! Vai ver!

Fiore: A Darkia matou-me! Mas agora, vai levar porrada!

Os espíritos bons e os maus começaram a combater com força. Alguns começaram a bater no Spectrus e ele ficou com o corpo sólido.

Karen: Olhem! O Spectrus tem um corpo sólido!

Rick: Pessoal! Atacar! Energia dos Elementos!

Anne: Remoinho Cortante!

Laura: Explosão Escaldante!

Karen: Raio Glacial!

Sara: Onda Congelante!

Leon: Choque da Escuridão!

Josh: Relâmpago Eléctrico!

Marina: Energia de Pedras!

Helena: Esfera de Luz!

Todos lançaram os seus ataques contra o Spectrus.

Spectrus: Não! Não posso morrer! Não!

Mas no momento seguinte, o seu corpo transformou-se em pó. Subitamente, deixou de chover e trovejar.

No céu apareceu um buraco negro e os espíritos malvados começaram a ser sugados.

Crystalia: Não! Não pode ser! - gritou ela, sendo sugada.

Apocalyus: Não quero ir para o Inferno!

Allena: É lá que pertencemos. E vou fazer-te pagar por me teres usado, para o resto da eternidade! - gritou ela.

Scorpius: Afinal não conseguimos reviver...

Natasha: Bem feito, seu porco ganancioso!

Nessa altura, o Scorpius e o Apocalyus foram sugados pelo buraco negro. A Darkia tentava fugir.

Darkia: Não vou para o inferno! Não vou!

O Fiore apareceu perto dela.

Fiore: Darkia, vou ter muito tempo para ajustar contas contigo no inferno!

Karen: Darkia, espero que apodreças no inferno, sua víbora!

Darkia: Raios! Não quero ir para o inferno!

Nesse momento, a Darkia foi sugada pelo buraco negro. Alguns segundos depois, o buraco negro desapareceu. No lugar dele, apareceu uma luz brilhante.

Shirley: A luz, finalmente. - disse ela, sorrindo.

Perto dela, apareceu o espírito de uma senhora velhota.

Shirley: Oh! Berenice! - disse ela, contente.

Berenice: Olá querida. Parece que está na hora de irmos.

Shirley: Sim. - disse ela, feliz. Virou-se para os guerreiros. - Adeus.

Os espíritos começaram a caminhar para a luz. O Fiore, a Natasha e a Allena entreolharam-se.

Natasha: Porque é que não fomos sugados pelo buraco negro?

A Anne aproximou-se.

Anne: Foram perdoados por nos terem ajudado a combater o Spectrus e os outros espíritos malvados.

Natasha: Então, vamos para o paraíso? Que bom!

Karen: Vejam lá o que fazem agora.

Fiore: Guerreiros, voltaremos a ver-nos.

Os três partiram em direcção à luz. Alguns segundos depois, também a luz desapareceu.

Rick: Partiram, finalmente.

Marina: E alguns maus até foram perdoados, heim? Quem diria...

Os guerreiros entreolharam-se e sorriram.

Josh: Conseguimos vencer e libertar os espíritos que não podiam atravessar para o outro lado. É o que importa. - disse ele, contente.

A Marina abraçou o namorado.

Marina: É bom saber que agora os espíritos podem caminhar para a luz.

Helena: Ou nalguns casos, irem direitinhos para o inferno.

Karen: Bem feita para aquela badalhoca da Darkia! - disse ela, rindo-se. - No final, eu é que levei a melhor! Aha! Parvalhona, espero que ardas bastante no inferno!

Anne: Karen... não digas coisas dessas. Ainda vais lá parar tu.

Karen: Eu? Eu sou um autêntico anjo. Tenho entrada directa no paraíso.

Os outros: -.-"

Eles regressaram a casa da Sara, onde o Peter, o Dean, a Sabrina e a Diana esperavam por eles.

Sabrina: Vocês conseguiram, não foi?

Sara: Sim, vencemos o ser malvado.

Diana: Muito bem. Metade dos seres malignos já foram destruídos. Restam apenas cinco. Mas são bastante poderosos.

O Dean aproximou-se da Sara.

Dean: Estás bem? Não te feriste?

Sara: Só tenho uns arranhões. - disse ela.

Dean: Ainda bem. Estava preocupado.

A Sara sorriu-lhe. Olhou para um canto e viu que o Leon estava a olhar para ela intensamente. Corou.

Sara (pensando): Ai... não me digam que andam mesmo os dois atrás de mim? Que vergonha... quer dizer... até é bom... mas mesmo que eu escolha um, o outro sai magoado... eu não quero isso.

Nesse momento, começou tudo a tremer.

Marina: O que é isto?

Helena: É um tremor de terra!

Mas subitamente, parou.

Diana: Que estranho...

Mais tarde, eles vieram a perceber o que se tinha passado. A Anne tinha chegado a casa quando a sua mãe lhe veio dar uma notícia.

Mãe da Anne: Querida, nem sabes o que aconteceu!

Anne: O que foi, mãe?

Mãe da Anne: Uma ilha desprendeu-se do chão e está a voar pelos céus!

Anne: O quê? Mãe, tu andas outra vez a tomar aqueles medicamentos milagrosos para emagrecer? Estão a dar-te a volta à cabeça!

Mãe da Anne: Filha, não sejas parva. Está a dar na televisão.

A Anne e a mãe dela foram para ao pé da televisão. Estavam a mostrar imagens de uma ilha voadora.

Anne: Mas... impossível...

Logo a seguir, os amigos estavam a telefonar uns aos outros.

Anne: Uma ilha voadora! Como é possível?

Sara: Eu fiquei super embasbacada a olhar para a televisão.

Laura: Isto tem alguma coisa a ver com os nossos inimigos!

Marina: Talvez o tremor de terra que sentimos tivesse sido a ilha a levantar-se do chão.

Rick: A Diana é capaz de saber alguma coisa sobre isto.

Josh: Eu não tenho o número da Diana. Eu reparei que ela também tinha um relógio parecido com o nosso no pulso.

Karen: Então é melhor tentarmos contactá-la. Ela pode ter algumas respostas para nós.

Mas nenhum dos guerreiros conseguiu contactar a Diana e por isso, tiveram de esperar pelo dia seguinte para falarem com ela.