Capítulo 13: O Mestre do Mal
De trás de uma árvore, apareceu o último dos seres malignos. Epidemus tinha um corpo negro, com algumas riscas vermelhas. Tinha um braço muito maior do que o outro e um olho enorme e vermelho.
Karen: Que nojo. - disse ela, dando um passo atrás.
Epidemus: Vocês vão pagar. - disse ele, furioso. - Mataram os outros seres. Mas não me vão matar a mim.
Diana: No futuro, não viemos a tempo de o parar, mas agora ele vai ver! - gritou ela. - Revolução dos Quatro Elementos!
O ataque foi na direcção do Epidemus, mas ele saltou para longe.
Karen: Vamos acabar com ele, pessoal! Iceberg Congelante!
O Epidemus saltou rapidamente, fugindo do iceberg que se erguia do chão.
Anne: Ciclone Destruidor!
Josh: Tempestade Explosiva!
Os dois ataques foram contra o Epidemus, mas mais uma vez, ele saltou e fugiu.
Helena: Raios, ele é um monstro saltitão ou quê?
Leon: Deixem comigo.
De seguida, o Leon usou a sua invisibilidade e desapareceu.
Helena: Poderes da Luz, venham ao meu encontro! Preciso da vossa energia para destruir este ser maligno. Luz Divina!
Desta vez, o Epidemus saltou, mas uma luz muito brilhante acertou nele. Deu-se uma explosão, que atirou pedras pelo ar. O Epidemus gritou e caiu no chão.
Helena: Matei-o?
Mas logo de seguida, o Epidemus levantou-se
Epidemus: Não é assim que me vão vencer! - gritou ele.
Nesse momento, o Leon apareceu atrás dele.
Leon: Poderes da Escuridão, apelo à vossa força. Escuridão do Inferno!
O Epidemus virou-se, mas de seguida, deu-se uma explosão negra imensa, lançando o Leon para longe. Quando a poeira assentou, os guerreiros viram que o que restava do Epidemus era apenas alguns bocados do corpo dele. A Sara apareceu vinda do lago.
Sara: Não encontrei nada no lago. - disse ela e depois olhou à sua volta. - Hum, perdi alguma coisa?
Karen: O Leon conseguiu destruir o último ser maligno. - disse ela, contente.
Mas nesse momento, os bocados do corpo do Epidemus juntaram-se e logo de seguida, deu-se um flash e o Epidemus estava refeito novamente.
Rick: Não pode ser!
Laura: Ele voltou...
O Epidemus riu-se.
Epidemus: Eu sou invencível! Posso regenerar-me quando quiser. - disse ele, sorrindo. - Vocês estão feitos! Raio Micróbio!
Os guerreiros saltaram para o lado, esquivando-se.
Laura: Vamos usar todos os nossos poderes contra ele! Lava Vulcânica!
Anne: Ciclone Destruidor!
Sara: Tsunami Gigante!
Marina: Terramoto Fatal!
Rick: Destruição Elementar!
Karen: Iceberg Congelante!
Josh: Tempestade Explosiva!
Helena: Luz Divina!
Leon: Escuridão do Inferno!
Diana: Revolução dos Quatro Elementos!
De seguida, o chão tremeu violentamente. O terramoto da Marina abriu um buraco aos pés do Epidemus, logo seguido de uma rajada de lava do ataque da Laura. Depois o ciclone da Anne e a luz da Helena acertaram no Epidemus com toda a força. Depois a destruição elementar do Rick acertou no ser maligno. Logo depois acertaram-lhe o tsunami da Sara e a revolução da Diana. O Epidemus foi elevado no ar pelo iceberg da Karen e depois a tempestade do Josh acertou-lhe. Por fim, deu-se uma nova explosão causada pelo ataque do Leon.
Karen: Será que o destruirmos?
Eles olharam à sua volta. Não havia mais sinais de nenhuma parte do corpo do Epidemus.
Helena: Parece que vencemos.
Laura: Coitado deste espaço. - disse ela, olhando à sua volta.
Ali à volta estava tudo revirado, chamuscado e destruído.
Sara: Os nossos ataques são muito fortes e têm muito impacto.
Nesse momento, o Epidemus voltou a reaparecer.
Leon: Não pode ser! Ele voltou!
O Epidemus riu-se.
Epidemus: Enquanto restar uma única célula minha, eu posso sempre voltar. Agora, Raio Explosivo!
O ataque acertou em todos os guerreiros, lançando-os ao chão.
Epidemus: Vou infectar todas as pessoas e transformá-las em monstros!
Laura: O que vamos fazer?
Josh: Não o conseguimos vencer.
O Epidemus estava a aproximar-se.
Epidemus: Primeiro, vou infectar-vos a vocês.
Mas no momento seguinte, um raio veio na direcção do Epidemus e ele foi lançado para trás. Os guerreiros viraram-se e viram a Pandora ali perto.
Pandora: Epidemus, chega! - gritou ela, passando pelos guerreiros. - Está na hora de seres destruído.
Epidemus: Ora, foste tu que nos libertaste!
Pandora: Foi sem querer. - disse ela. - E agora, desaparece. Raio dos Anciões!
Um enorme raio foi contra o Epidemus, destruindo-o.
Pandora: E agora, Limpeza da Luz!
Uma luz envolveu toda a área. No ar elevaram-se vários pedacinhos da pele do Epidemus, mas de seguida foram todos destruídos. A Pandora sorriu e virou-se para os guerreiros.
Pandora: Já está. Venci-o.
Sara: Pandora, que surpresa ver-te aqui.
Pandora: Bem, eu, sem querer, soltei os seres malignos. E estive até agora a tentar convencer o meu pai a deixar-me vir ajudar-vos, mas parece que vocês fizeram um bom trabalho e destruíram os outros seres malignos.
Nesse momento, no ar, apareceu o espírito do Epidemus.
Epidemus: Vocês podem ter-me vencido, mas não sabem o que lhes vai acontecer agora. O mestre vai acabar com vocês.
Rick: Que mestre?
Epidemus: O mestre que nos criou a nós, os seres malignos. Aliás, ele é o responsável pela criação de todos os monstros. Ele virá para nos vingar.
No momento seguinte, o espírito do Epidemus desapareceu no ar.
Anne: Então, será que vai haver um novo inimigo?
Diana: No futuro, nunca ouvi falar nesse tal mestre. Deve ser uma mentira do Epidemus. Mas ele agora foi desta para melhor. Não temos de nos preocupar.
Eles voltaram à cidade Starfield.
Sara: Parece que agora estamos em paz.
Josh: Esperemos que sim.
Pandora: Eu vou ficar por aqui alguns dias. Quero ir ver a cidade. A Atlântida é muito parada. Quero ver pessoas e ir às compras!
Karen: Ah, isso é comigo. Realmente, tens de comprar novas roupas. Essas roupas parecem que são do século passado.
Pandora: Na verdade, são de há dois séculos.
Karen: Ah... pois, precisas mesmo de roupa nova.
Passaram-se dois dias e nada de estranho aconteceu. A Karen andou a mostrar a cidade à Pandora e andaram a fazer compras. Entretanto, a Diana decidiu que, já que os seres malignos tinham sido destruídos, ela deveria regressar ao futuro.
Diana: Vou-me embora hoje ao pôr-do-sol. - anunciou ela.
Sara: Que pena. Podias ficar mais algum tempo.
Diana: Mas está na altura de regressar ao futuro. - disse ela. - Estou curiosa. Já que não desapareci, parece que tenho um lugar no futuro. Mas quero saber se tudo mudou ou não.
Rick: Claro, é normal.
Marina: É pena que não fiques mais tempo connosco. Gostava de saber algumas coisas sobre o futuro.
Diana: Pois, mas é melhor eu não revelar nada.
Depois do almoço, o grupinho decidiu ir à praia. Mas quando iam a caminho, subitamente o céu escureceu.
Sabrina: Bolas, isto é mau sinal. Lá se vai o nosso dia de praia.
Dean: É outro inimigo? Mas que chatice, estão sempre a aparecer para atrapalhar!
Ouviu-se uma voz que ecoou por toda a cidade.
Voz: Guerreiros dos Elementos, vocês mataram as minhas criações, os dez seres malignos. Agora vão pagar. Venham enfrentar-me ou irei aniquilar o vosso mundo.
De seguida, a terra tremeu. Á frente da câmara municipal apareceu um buraco negro. O grupo, que estava ali perto, entreolhou-se.
Diana: Parece que vou ter de adiar a minha partida.
Anne: Diana, isto acontecia no futuro?
Diana: Não. Mas no meu futuro os seres malignos também não tinham sido destruídos...
Josh: Este inimigo deve ser o tal mestre que o Epidemus falou.
Helena: Pessoal, ao trabalho.
Os dez guerreiros correram para um beco para se transformarem. A Sabrina pousou as suas coisas no chão e olhou para a Amy, o Dean, a Pandora, o Peter, o Gabriel e a Dalila.
Sabrina: Estes inimigos nunca mais acabam.
Amy: É verdade. Coitados dos guerreiros.
Gabriel: Parece que estão destinados a estar sempre a lutar. Não têm descanso.
Peter: Mas eles já venceram muita coisa. Vão vencer novamente.
Dean: Sim. Vão aniquilar este inimigo num piscar de olhos.
Dalila: Esperemos que sim.
De seguida, os guerreiros, já transformados, aproximaram-se.
Laura: Bom, nós vamos enfrentar o tal mestre.
Sabrina: Boa sorte.
Dean: Tenham cuidado.
Os guerreiros acenaram afirmativamente e foram na direcção do buraco negro.
Helena: Se o Epidemus tinha poder de se regenerar, mesmo nós usando todo o nosso poder... o mestre deve ser muito mais forte.
Leon: Sim, mas não desanimemos. Vai tudo correr pelo melhor.
Os guerreiros aproximaram-se mais, ficando a centímetros da entrada do buraco negro.
Laura: Bom, não é um verdadeiro buraco negro, senão já nos tinha sugado.
Marina: Pessoal, vamos dar o nosso melhor!
A Marina avançou. A Anne, a Laura, o Rick e a Sara passaram pela entrada do buraco de seguida. Mas quando a Karen tentou passar, não conseguiu.
Karen: Ei! Não consigo passar!
A Diana, a Helena, o Leon e o Josh também não conseguiam passar para o lado de lá. O Rick aproximou-se.
Rick: Bolas, nós também não conseguimos voltar para ao pé de vocês.
Helena: E agora?
Diana: Parece-me que o mestre quer apenas que os cinco guerreiros originais o vão enfrentar.
Sara: Não temos escolha então... temos de ir só os cinco.
Josh: Marina, tem cuidado.
Marina: Eu vou ter.
Leon: Sara, vê se não te magoas.
A Sara sorriu-lhe.
Sara: Vou dar o meu melhor.
Diana: Boa sorte a todos.
Karen: Voltem sãos e salvos, ouviram?
Os cinco amigos entreolharam-se e desapareceram no buraco negro. A Karen cruzou os braços.
Karen: Espero que eles consigam vencer o tal mestre. E porque é que não conseguimos passar?
A Karen tentou passar novamente, mas foi atirada para trás.
Helena: Há uma espécie de barreira a impedir-nos.
Karen: Então, aqui vai! Raio Glacial!
O raio foi contra a barreira, mas não lhe fez nada.
Josh: Não me parece que seja fácil quebrarmos esta barreira.
Leon: Vamos ter de deixar os outros guerreiros vencerem por eles próprios.
Enquanto isso, os cinco guerreiros tinham chegado ao final do buraco negro, saindo para uma sala de um palácio. O mestre, Omega, esperava por eles. Omega tinha as feições de um monstro negro, parecido com um dragão. Os seus olhos eram vermelhos e media pelo menos dez metros.
Omega: Bem-vindos, guerreiros. Eu sou Omega, o mestre do mal.
Sara: Pois, já sabemos. Foste tu que criaste os seres malignos.
Omega: Oh, eu fiz muito mais que isso.
Laura: O que queres dizer com isso?
Omega riu-se.
Omega: Eu sou o criador do mal. Todos os monstros com quem vocês já lutaram, os monstros do Apocalyus ou da Rainha Crystalia, fui eu que os criei. Eu sou o ser responsável pela criação de todos os monstros. E sou invencível.
Os guerreiros entreolharam-se.
Rick: Não pode ser. Estás a mentir!
Omega: Não, não estou. Eu sou o criador do mal, como já disse. Eu criei os monstros, os seres malignos, os sete pecados. Apenas deixei que outros os usassem para espalhar o caos por todo o mundo.
Marina: Seu estúpido! Qual é a tua ideia, em fazer monstros?
Anne: Os monstros sãos maus. Porque os fazes?
Omega: Porque quero que o mundo, todos os mundos, todos os universos paralelos, sejam destruídos e reconstruídos, sendo apenas povoados pelos meus monstros e eu. Vocês, humanos, não merecem viver.
Laura: Ora, e tu mereces? Não és mais do que nós.
Omega riu-se.
Omega: Os monstros são seres superiores. Nós temos muito mais poder que os humanos.
Rick: Até podem ter, mas até agora, os teus monstros têm sido destruídos e nós ainda aqui estamos. - disse ele. - Quem é que são os superiores nesta história?
Anne: Somos nós, os guerreiros.
Omega pareceu furioso com aquela afirmação.
Omega: Vocês tiveram sorte e amigos para vos ajudar, mas agora a vossa sorte terminou. Eu não sou bondoso, caridoso ou estúpido como qualquer dos inimigos ou adversidades que encontraram. Tenho um presente para vocês.
O Omega abriu a mão e mostrou cinco cristais.
Omega: Estive a trabalhar neles nestes dois dias, depois de vocês terem destruído o Epidemus. Vão meus cristais negros!
Os cristais flutuaram no ar e depois desceram para o chão. Os guerreiros deram um passo atrás. De seguida, os cristais mudaram de forma.
Rick: Oh...
Anne: Não pode ser!
Os cinco cristais tinham-se transformado em cópias idênticas aos cinco guerreiros, excepto por terem uniformes negros.
Sara: Somos nós... mais ou menos, quero dizer.
Omega: Se vocês são tão espertos, acham que se conseguem superar a vocês próprios e vencerem os meus seres. Afinal, eles são vocês.
Dark Anne: Vocês não têm hipóteses, guerreiros. Nós somos vocês e vocês são nós.
Anne: Ora, se somos iguais, temos os mesmos poderes. Vocês não são mais fortes que nós!
Laura: Vocês são apenas cópias nossas.
Sara: Nós somos os verdadeiros guerreiros. Somos humanos.
Rick: Temos amigos. Temos família.
Marina: vocês não têm nada!
Dark Laura: Vão arrepender-se disso. Nós vamos vencê-los.
Dark Sara: E as nossas armas não são apenas a força.
A Marina deu um passo em frente.
Marina: Saiam do nosso caminho, suas imitações! - gritou ela. - Energia de Pedras!
Dark Rick: Barreira Mística!
A barreira protegeu os Guerreiros Dark.
Rick: Ele usou o meu ataque...
Dark Laura: Querem ver o nosso poder? Explosão Escaldante!
Sara: Nem pensem! Onda Congelante!
Os dois ataques colidiram no ar e anularam-se. A Dark Anne voou na direcção dos guerreiros. A Anne foi contra ela.
Anne: Remoinho Cortante!
A Dark Anne desviou-se.
Dark Anne: Remoinho Cortante!
A Anne foi atirada para trás. Nesse momento, o Dark Rick e a Dark Sara puseram-se em posição de ataque.
Dark Rick: Energia dos Elementos!
Dark Sara: Onda Congelante!
O Rick e a Sara saltaram para se desviarem. A Sara foi contra a Dark Sara e tentou dar-lhe um murro.
Sara: Sua imitação!
A Dark Sara desviou-se e de seguida deu um pontapé na Sara, lançando-a para longe.
Dark Sara: És patética.
Nesse momento, a Marina aproximou-se a correr e deu um murro na Dark Sara, fazendo-a ir contra uma parede.
Marina: Deixa a Sara em paz!
A Dark Marina aproximou-se a correr.
Laura: Nem penses! Explosão Escaldante!
O ataque acertou na Dark Marina, fazendo-a cair no chão. A Dark Laura preparou-se para atacar.
Rick: Nós protegemo-nos uns aos outros, suas imitações! - gritou ele. - Energia dos Elementos!
O ataque acertou na Dark Laura e ela foi contra o Dark Rick, caindo ambos no chão. A Anne e Dark Anne andavam a voar, tentando acertar uma na outra.
Dark Anne: Remoinho Ventoso!
Anne: Vento Bloqueador! - gritou ela, bloqueando o ataque.
O Omega sorriu.
Omega: É engraçado ver-vos a lutar. Mas está na hora de cada um se enfrentar a si próprio.
O Omega levantou uma mão. Um portal apareceu atrás da Anne. A Dark Anne empurrou a Anne para o portal e de seguida entrou ela também no portal, desaparecendo as duas.
Sara: Anne!
O Omega levantou novamente a mão e apareceram mais quatros portais. A Dark Sara agarrou na Sara e empurrou-a para um dos portais. A Dark Sara saltou para lá de seguida. A Marina foi sugada por um dos portais, a Laura por outro. A Dark Marina saltou para o portal por onde a Marina tinha desaparecido e a Dark Laura para o portal onde a Laura tinha desaparecido.
O Rick e o Dark Rick entreolharam-se.
Rick: Então é assim, não é? Cada dupla para um portal.
Dark Rick: É.
Rick: Ok.
O Rick saltou para um dos portais e o Dark Rick seguiu-o. O Omega sorriu.
Omega: Agora isto vai ser divertido.
Quando a Anne abriu os olhos, viu que estava num vasto campo de flores. Não muito longe dali estava a Dark Anne.
Dark Anne: Já acordaste. Podia ter-te matado enquanto tinhas perdido os sentidos, mas achei melhor não o fazer. Não seria suficientemente divertido.
Anne: Queres luta, é? Pois vais tê-la.
Dark Anne: E estás com ideias de ganhar? Não me parece.
Anne: Se tu e eu somos a mesma pessoa, digamos que tenho metade das hipóteses de vencer.
A Dark Anne começou a andar pelo campo.
Dark Anne: Sabes, lutar é tão chato. Tu sabes isso, não é? Afinal, eu sou tu e tu és eu. Temos as mesmas ideias, os mesmos sentimentos.
Anne: Tu és malvada, eu não sou!
A Dark Anne sorriu-lhe.
Dark Anne: Oh, claro, tu és uma santa, não é? A querida Anne, sempre a tentar ajudar os outros. E porque fazes isso?
Anne: Ora, porque eu gosto de ajudar.
Dark Anne: Oh, mas isso é o menos. Tu só ajudas os outros por medo.
Anne: Medo?
Dark Anne: Sim, medo de ficares sozinha outra vez, como quando estavas sozinha quando eras pequena. Como quando estavas na instituição. O vazio e solidão que sentias. Não queres sentir isso, pois não?
A Anne deu um passo atrás.
Anne: Eu... claro que não quero!
Dark Anne: Pois, a solidão, é uma coisa má. Por isso, tu és simpática para as pessoas. Ajudas as pessoas. Assim elas pensam que tu és uma pessoa generosa, querem ter-te por perto. Assim, não ficarás sozinha.
Anne: I-isso é mentira! Eu sou boa para as pessoas porque gosto de ajudar. Não tenho medo de ficar sozinha novamente!
Dark Anne: Será? Eu sei que sentimentos tens. A mim não me podes enganar. Não te podes enganar a ti própria.
A Anne deixou-se cair no chão.
Anne: Eu... não é verdade. Eu gosto de ajudar as pessoas. Não tenho interesse nenhum em mente quando as ajudo.
A Dark Anne aproximou-se.
Dark Anne: Tens, mas talvez não estejas consciente disso. Não queres estar só novamente, por isso é que ajudas os outros. Achas que eles vão sentir a tua falta se ajudares. Mas o que aconteceria se não ajudasses ninguém? Iriam ignorar-te, iriam esquecer-te. Irias ficar sozinha!
Anne: Estás a tentar destabilizar-me. - acusou ela.
Dark Anne: Estou? Parece estar a resultar. Mas sabes porque é que está a resultar? Porque eu estou a dizer a verdade e a verdade dói.
Enquanto isso, a Sara tinha aparecido numa praia. A Dark Sara estava perto da água.
Sara: Vamos lutar então! Eu vou vencer-te!
Dark Sara: Tu? Duvido. - disse ela, sorrindo. - Tu és uma fraca.
Sara: Não sou nada!
Dark Sara: Oh, mas és. Tu, que tinhas medo de estar a tratar mal a tua irmã há uns tempos atrás, não era? Achavas que vocês não se davam bem. E a culpa era toda tua.
Sara: Isso foi antes, agora damo-nos muito bem!
Dark Sara: Será? Tu é que és a irmã mais velha, mas ela é que te tem salvado. Quem é que te fez ressuscitar? Foi graças à Sabrina. Quem é reuniu os outros para vencer os vampiros e matou o Vampius? Foi a Sabrina. Ela não tem poderes, mas tem iniciativa, coragem. E tu, não tens.
A Sara deu um passo atrás.
Sara: Eu tenho coragem!
Dark Sara: Mentira. Tu fazes o que os outros fazem. Já viste como tu não tens característica nenhuma no teu grupo? A Laura é inteligente, a Anne é bondosa, a Marina é forte, o Rick é ponderado... e tu, que característica te define? Nenhuma! O grupo não precisa de ti. Nem a Sabrina.
Sara: Isso é mentira!
Dark Sara: Ai sim? Então, que característica te define?
Sara: Eu... não sei. Sou normal e pronto!
Dark Sara: Normal... hum, uma pessoa normal nem sabe que sentimentos tem. Tens dois rapazes interessados em ti, mas continuas indecisa. Fazes com que ambos sofram por ti. E não queres saber. Tu és uma egoísta.
Sara: Não sou nada! Eu não sei quem escolher, é só por isso que não lhes dou uma resposta.
Dark Sara: Muito conveniente. A tua fraqueza de espírito é bastante clara. Não pareces ser nada de especial, és indecisa, nunca fizeste nada que os outros pudessem reconhecer como sendo algo de valor. Ninguém precisa de ti.
Sara: Isso não é verdade. Eu fiz muitas coisas de que me orgulho.
Dark Sara: Ai sim? O quê?
Sara: Eu sacrifiquei-me para salvar o mundo e tenho andado a lutar contra imensos monstros, para salvar vidas. Queres melhor contributo que esse?
A Dark Sara pareceu furiosa.
Dark Sara: Isso não é nada.
Sara: Uma ova! Pensas que com essa conversa me dás a volta? Estás muito enganada! Posso ser indecisa, posso nem ter nenhuma característica que se evidencie, mas sabes uma coisa, eu sou eu! E tu és apenas uma cópia. Eu estou feliz como sou. E chega de conversa, porque agora vou acabar contigo e depois logo vês quem é que não tem coragem!
