Capítulo 14: Memórias do Passado

A Laura abriu os olhos e olhou à sua volta. Estava numa montanha alta, com neve à sua volta. No topo de uma rocha, a Dark Laura esperava.

Dark Laura: Finalmente, voltaste a ti.

A Laura pôs-se em posição de ataque.

Laura: Vamos lá, eu vou acabar contigo.

Dark Laura: Oh, será mesmo?

Laura: Explosão Escaldante!

A Dark Laura saltou para o chão, enquanto a rocha onde estivera segundos antes era destruída pelo ataque da Laura.

Dark Laura: Tu não me podes vencer. Afinal, eu sei todos os teus segredos. Eu e tu somos a mesma pessoa.

Laura: Não, não somos. Eu não sou má.

Dark Laura: Não? Hum, vejamos ainda há pouco tempo tiveste uma briga feia com a Anne.

Laura: É verdade, mas já fizemos as pazes.

Dark Laura: E será para sempre? No teu coração, tu tens medo de ficares sozinha, de todos te abandonarem. Afinal, quem quereria estar perto de ti, uma chata do pior, que só pensa em estudar?

A Laura deu um passo em frente.

Laura: Eu estudo porque quero concretizar o meu sonho e tornar-me médica. Isso não tem mal nenhum.

Dark Laura: Mas tu sabes que te afastas das pessoas por seres tão obcecada pelos estudos. Pela altura de te tornares médica, já ninguém vai ser teu amigo.

Laura: Isso é mentira! Eu e os meus amigos somos inseparáveis!

Dark Laura: A sério? Não os vejo por aqui agora.

Laura: Isso foi porque vocês nos separaram para nos tentarem vencer.

A Dark Laura sorriu.

Dark Laura: Tu não vais voltar ao teu mundo. Não voltarás a ver os teus amigos. Estás condenada a estar sozinha eternamente.

Laura: Estás a tentar fazer joguinhos comigo, é? Pensas que eu vou cair neles? Não, não vou! Explosão Escaldante!

A Dark Laura saltou para o lado, desviando-se.

Dark Laura: Tu não vais ter ninguém para te apoiar, ninguém com quem conversar. Aliás, não será melhor assim? Tu própria te afastas dos outros.

Laura: Eu... às vezes gosto de estar sozinha, só isso.

Dark Laura: Tu foste feita para estares sozinha e não com outras pessoas. Acredita, eu sei o que te digo. Afinal, eu e tu somos a mesma pessoa.

Laura: Não. Não me vais convencer disso, sua estúpida! Eu posso ter os meus problemas, posso até ser obcecada pelos estudos, mas sabes, eu não sou estúpida ao ponto de cair nos teus joguinhos. Chama Escaldante!

A Dark Laura saltou e desviou-se. De seguida a Laura avançou e deu um murro à Dark Laura, fazendo-a cair na neve.

Laura: Vamos resolver isto agora. Tentaste dar-me a volta, mas não conseguiste.

Enquanto isso, a Marina e a Dark Marina estavam numa mansão, a lutar.

Marina: Energia de Pedras!

Dark Marina: Energia de Pedras!

Os dois ataques colidiram no ar.

Marina: Bem, lutar contra alguém igual a mim não é fácil.

Dark Marina: E eu vou acabar por vencer.

Marina: Ora, os clones nunca vencem. O original é sempre o melhor. - disse ela, aproximando-se e tentando esmurrar a Dark Marina.

A Dark Marina desviou-se.

Dark Marina: Então, sempre a tentar resolver as coisas com violência, não é?

Marina: E depois? É uma maneira como todas as outras.

Dark Marina: Tu és incapaz de ser civilizada. Por isso é que quando eras pequena, os outros miúdos não queriam estar perto de ti. Tinham medo de ti.

A Marina deu um passo atrás.

Marina: Isso não é verdade!

Dark Marina: Estás a tentar enganar-me a mim? Aliás, a ti própria?

Marina: Eu não sou uma pessoa violenta.

A Dark Marina riu-se.

Dark Marina: Claro que és. És incapaz de resolver as coisas a conversar, por isso tens de usar a força física. Sabes, os teus amigos sabem bem como tu és.

Marina: E depois? Eles não se importam.

Dark Marina: Será? Vocês ainda são novos. Mas um dia mais tarde, eles verão como tu és. Terão vergonha de serem amigos de alguém que só arma confusões. Irão afastar-se de ti. E o teu namorado também. Ficarás só.

A Marina abanou a cabeça.

Marina: Eles não fariam isso!

Dark Marina: Achas que não? Ninguém gosta de se sentir embaraçado uma e outra vez. Com comentários parvos, acções precipitadas. Tu és assim.

Marina: Ora, em termos de comentários, a Karen é bem pior do que eu.

Dark Marina: Mas ela é fina, bonita, rica. E tu, o que és?

A Marina tentou dar um murro na Dark Marina, mas a Dark Marina saltou para trás.

Dark Marina: Lá está, a violência novamente. Não consegues responder, por isso decides atacar-me. Sabes, tu estás do lado errado.

Marina: Do que estás a falar?

Dark Marina: O lado negro é que se rege pela força. Sim, tu serias uma mais-valia. Porque não te juntas a nós?

Marina: Eu? Juntar-me ao mal?

Dark Marina: Sim. Faríamos grandes coisas. Teríamos poder. E não ficarias sozinha. O que me dizes?

O Rick e o Dark Rick estavam numa clareira de uma floresta. Entreolhavam-se.

Rick: Então, vais atacar-me ou não?

Dark Rick: Queres que te ataque? Eu sou mais forte do que tu.

Rick: Será? Se somos a mesma pessoa, então temos poderes exactamente iguais.

O Dark Rick sorriu.

Dark Rick: Podemos testar isso.

Rick: Então, digamos que tu és a minha parte negra, não é?

Dark Rick: De certa maneira, sim.

Rick: Nunca pensei que tivesse uma parte negra. - disse ele, pensativo. - Enfim, toda a gente tem os seus segredos, mas eu não tenho nada a esconder.

Dark Rick: Não tens? Toda a gente tem!

Rick: Eu não tenho segredos para os meus amigos, nem para a minha família, nem para a minha namorada. Sou completamente transparente. As pessoas sabem como eu sou e sabem que podem contar comigo.

Dark Rick: Ora, toda a gente tem segredos.

Rick: Eu não tenho nenhum segredo.

Dark Rick: Mas eu sou a tua parte negra.

Rick: Enfim, toda a gente tem momentos bons e maus. Às vezes também me zango, também ajo mal, mas nada de especial. Sou feliz, é o que importa.

Dark Rick: Feliz? Tu? Estás agora frente a frente com o teu outro eu e dizes que és feliz?

Rick: Sou. Tenho uma família que gosta muito de mim, vou ter um irmão ou uma irmã, tenho uma namorada que me ama e a quem eu amo também, tenho amigos preciosos, que me ajudam e a quem eu ajudo também. E tu, tu que és uma cópia, tu não tens nada. Não tens ninguém!

O Dark Rick pareceu furioso.

Dark Rick: Ai é assim? Pois bem, então, morre! Destruição Elementar!

Rick: Barreira Mística!

O ataque embateu na barreira e não acertou no Rick.

Rick: Não me vences assim.

Dark Rick: Tu tens de ter pontos fracos. - disse ele. - Momentos de fraqueza. Tens de ter!

O Rick sentiu uma dor de cabeça súbita. Os olhos do Dark Rick brilharam.

Flashback

Rick: O quê? Vais-te embora?

O Dean abanou a cabeça.

Dean: Sim. O meu pai foi promovido no emprego, mas terá de exercer a profissão noutra cidade. E eu e a minha mãe temos de ir com ele.

O Rick sentou-se no sofá da sua sala.

Rick: Vou ter saudades tuas, Dean. És o meu melhor amigo.

Dean: Eu também vou ter saudades tuas, mas havemos de nos encontrar nas férias e podemos telefonar, mandar mails, conversar na net. Não vamos perder o contacto.

O Rick sorriu.

Rick: E a equipa de basquetebol? Precisamos de ti.

Dean: Ora, contigo como capitão da equipa, não têm de se preocupar. Mesmo sem mim na equipa, não haverá problema. Ganharão os jogos na mesma.

O Rick parecia aborrecido.

Dean: Ei, não fiques assim, ok?

Rick: Ora, tu dizes-me que vais ter de mudar de cidade. Achas que eu ia ficar contente?

Dean: Não. Mas acho que tens de encarar bem as coisas. Rick, não vamos deixar de ser amigos. Tens de acreditar nas coisas. Eu acredito sempre no que faço. E acredito que vamos continuar amigos.

Rick: Claro que vamos.

Dean: Óptimo. Lembra-te que o mais importante é nunca desistirmos de nada. E nas férias, eu venho visitar-te ou então vais tu visitar-me a mim.

Fim do Flashback

Dark Rick: Então, alguma memória vulnerável?

O Rick sorriu.

Rick: Não. Naquela altura, fiquei abalado, mas hoje em dia o Dean continua a ser meu amigo. E ele ajudou-me quando estava deprimido, a pensar que os guerreiros não precisavam de mim.

Dark Rick: E não precisam! Eles fazem bem as coisas sem ti. Aliás, mataram o Apocalyus e tu não estavas lá.

Rick: É verdade, mas eu sei que eles precisam de mim, porque eu também preciso deles. Nós somos amigos. Somos guerreiros. Apoiamo-nos uns aos outros, compreendemo-nos. Nós estamos destinados a lutar. As pessoas normais não entenderiam, mas nós entendemo-nos. E o Dean disse-me para nunca desistir de nada. E se pensas que eu vou deixar-me abater, estás enganado. Tu és a cópia, tu não devias existir. Tu não tens ninguém que te compreenda. Não tens amigos. Não tens nada.

Nesse momento, o Dark Rick caiu no chão e agarrou-se ao peito. O seu corpo começou a desaparecer.

Dark Rick: Não pode ser...

O Rick aproximou-se.

Rick: Estás a desaparecer.

Dark Rick: A culpa é tua. - murmurou ele. - Tu expulsaste completamente a parte negra que há em ti...

Rick: E assim, tu desapareces.

Dark Rick: Quem me dera... ter nascido como um humano...

No momento seguinte, o Dark Rick desapareceu completamente.

Rick: Coitado. Foi apenas criado com o propósito de me matar. O Omega não tem o direito de criar formas de vida que não podem tomar as suas próprias decisões. Eu vou fazer com que ele nunca mais crie nenhum monstro.

Por esta altura, a Sara e a Dark Sara estavam a lutar na praia.

Sara: Onda Azul!

A Dark Sara saltou para o lado.

Dark Sara: Patética! És fraca! Não me podes vencer!

Sara: Eu não sou fraca! - gritou ela, furiosa.

A Sara aproximou-se rapidamente da Dark Sara. Começou a dar-lhe murros e pontapés. A Dark Sara caiu na areia.

Sara: Tu nunca mais me chamas fraca, ouviste?

Dark Sara: Tu és uma egoísta, fraca e mesquinha.

Sara: Não, não sou. Eu preocupo-me com as pessoas.

Dark Sara: Mesmo com a tua irmã?

Sara: Principalmente com a minha irmã. Podemos não nos ter dado sempre bem, mas eu sempre estive preocupada com ela.

Flashback

A Sara e os pais estavam no hospital, à espera. Um médico aproximou-se.

Mãe da Sara: Então, doutor, como está ela?

Médico: Está bem. Agora está a descansar. Felizmente, não sofreu danos permanentes.

A Sara baixou a cabeça. Nesta altura, a Sara tinha apenas dez anos. Enquanto a sua mãe tinha entrado numa loja e estava a falar com a empregada da loja, a Sara tinha ficado a tomar conta da Sabrina, mas a Sara tinha-se distraído. A Sabrina tinha saído da loja e correra para a estrada. Tinha sido atropelada.

Médico: Se quiserem podem ir vê-la, mas só por uns minutos.

A mãe da Sara seguiu o médico. A Sara virou-se para o pai.

Sara: A Sabrina vai ficar bem, papá?

Pai da Sara: Vai.

Sara: Ainda bem. Foi culpa minha.

O pai da Sara abraçou a filha.

Pai da Sara: Foi um acidente.

Sara: Eu devia ter tomado conta dela...

Mais tarde, a Sara entrou no quarto de hospital onde a Sabrina estava. A Sabrina estava deitada numa cama, a dormir. A Sara aproximou-se e agarrou a mão da Sabrina.

Sara: Desculpa mana, eu não consegui tomar conta de ti. Mas vais ficar bem. O médico e o papá disseram que sim.

A Sabrina mexeu-se e abriu os olhos.

Sabrina: Sara?

Sara: Estou aqui.

Sabrina: Desculpa ter fugido para a rua...

Sara: Agora vai ficar tudo bem, prometo. E eu nunca mais vou deixar que te aleijes, está bem? Prometo.

Fim do Flashback

Sara: Eu posso não ter sido a melhor irmã do mundo, mas adoro a minha irmã!

Dark Sara: Argh, mal acabe contigo, a primeira coisa que vou fazer é matar a Sabrina!

A Sara fechou os olhos e voltou a abri-los. Aproximou-se da Dark Sara e esbofeteou-a várias vezes. Depois agarrou-lhe os braços.

Sara: Ninguém faz mal à minha irmã. - murmurou ela. - Tsunami Gigante!

O tsunami abateu-se sobre as duas. Pouco depois, a Sara levantou-se. A Dark Sara tinha sido destruída, transformando-se num cristal.

Sara: Eu disse que nada de mal ia acontecer à Sabrina e não vai acontecer. Vou vencer o Omega e fazer com que o mundo fique pacifica para ela viver em paz.

Enquanto isso, a Marina estava a sorrir à Dark Marina.

Marina: Tu achas que eu me ia juntar aos maus da fita?

Dark Marina: É a decisão certa a tomar.

Marina: Achas que sim? Pois eu não acho. Eu nunca, mas nunca me iria juntar ao mal. Sou completamente pelo bem!

Dark Marina: Ora, tu não és nenhuma santa! Não te lembras da tua infância?

Flashback

A Marina tinha seis anos e estava no recreio da escola a brincar com uma boneca. Entretanto, apareceu uma menina, de nome Lindsay que lhe tirou a boneca.

Lindsay: A boneca agora é minha.

Marina: Mas a boneca foi a minha mãe que me deu!

Lindsay: Paciência. Agora é minha e pronto!

A Lindsay afastou-se. A Marina ficou bastante triste. Dois dias mais tarde, a Lindsay tirou outra boneca à Marina. Dias depois, a Marina estava no recreio e viu a Lindsay a tirar uma boneca a uma menina franzina, de nome Dorothy, que começou a chorar. A Marina aproximou-se.

Lindsay: Chora, parva. A boneca agora é minha.

Marina: Ei! Dá-lhe a boneca!

A Lindsay encarou a Marina. A Marina estava muito chateada. O seu pai tinha-lhe dito que não se devia meter em brigas e ela tentava evitar isso.

Lindsay: Não dou. E não me chateies, senão bato-te!

A Lindsay afastou-se. A Marina aproximou-se da Dorothy.

Marina: Estás bem?

Dorothy: Aquela boneca foi a minha avó que me deu antes de morrer... e agora ela tirou-ma. - disse ela, chorando.

A Marina levantou-se e correu até à menina gorda.

Marina: Dá cá a boneca!

Lindsay: Não dou!

A Marina ficou mesmo muito zangada. A Lindsay tinha-lhe roubado as suas bonecas e agora até tinha roubado a boneca à Dorothy. No momento seguinte, a Marina deu uma chapada na cara da Lindsay e tirou-lhe a boneca, devolvendo-a à Dorothy.

Fim do Flashback.

Dark Marina: Estás a lembrar-te? De como eras violenta?

Marina: Eu não era, mas tive de aprender a resolver as coisas. E sabes, graças a mim, não houve mais roubos de bonecas e as coisas tornaram-se mais pacíficas. Porque eu intervim. Pode não ter sido da melhor maneira, mas é a maneira que eu conheço.

A Marina aproximou-se.

Marina: E tu, desaparece!

Com toda a força, a Marina esmurrou a Dark Marina que foi atirada contra uma parede e se transformou novamente num cristal.

Marina: Eu posso ser bruta, mas às vezes tem mesmo de se ser. E agora, o Omega vai provar do meu poder também!

A Laura e a Dark Laura estavam a lutar uma contra a outra.

Laura: Explosão Escaldante!

Dark Laura: Onda de Calor!

Os ataques embateram no ar.

Dark Laura: Não me vais vencer!

Laura: O bem vence sempre o mal. Chama Escaldante!

A Dark Laura desviou-se.

Laura: Pára de fugir!

Dark Laura: Eu não te quero vencer. Quero deixar-te aqui sozinha, sem ninguém, para toda a eternidade.

Laura: Isso nunca vai acontecer.

Dark Laura: Não sabes isso. Tu já estiveste sozinha e vais voltar a estar. É o teu destino.

Laura: Não acredito em destinos predefinidos. Somos nós próprios que fazemos o nosso destino. - disse ela. - E não vou voltar a estar só. Houve uma pessoa que me ajudou muito no passado.

Flashback

A Laura estava sentada na sala de aula, a ler um livro. Dentro de dez minutos iria começar a aula. A Laura costumava chegar mais cedo. Pouco depois, chegaram a Sara e um grupo de raparigas, que ficaram a conversar.

Depois da aula, as pessoas dirigiram-se para fora da sala, enquanto a Laura se deixou ficar na sala, a ler novamente. Pouco depois, a Sara veio buscar um elástico para o cabelo e viu a Laura ali sozinha.

Sara: Está tudo bem contigo?

Laura: Ah, sim. Está tudo bem.

Sara: Então, não vais aproveitar o intervalo.

Laura: Estou a aproveitar. Estou a ler. - respondeu a Laura.

Sara: Ah, claro, ler é bom, mas devias aproveitar o teu tempo para estares com os teus amigos.

A Laura encolheu os ombros.

Laura: Eu prefiro ficar aqui.

A Sara aproximou-se.

Sara: Tu, não tens amigos?

A Laura corou um pouco.

Laura: Poucos…

Sara: Estou a ver... olha, eu quero ser tua amiga. - disse a Sara, sorrindo. - Eu sou a Sara.

Laura: Eu chamo-me Laura.

Sara: Bom, como o ano escolar só começou agora, ainda não conhecia toda a gente. - explicou a Sara. - Mas tu pareces simpática. O que me dizes a vires passar o resto do intervalo comigo e com as minhas amigas? Vai ser divertido.

Laura: Não sei…

Sara: Vá, vem lá. - disse a Sara, puxando a Laura. - Lês depois.

A Laura sorriu-lhe e largou o livro. A partir daquele dia, a Sara e a Laura tornaram-se grandes amigas.

Fim do Flashback

Laura: A Sara foi a pessoa que me mostrou que eu precisava de conviver mais, de fazer amigos. Eu dou muito valor aos estudos, é verdade, mas os meus amigos são muito importantes. Eles nunca me deixariam sozinha.

Dark Laura: Eu vou fazer com que fiques sozinha eternamente!

Laura: Chega! Lava Vulcânica!

O chão tremeu e a lava acertou na Dark Laura.

Dark Laura: Argh! Não!

No momento seguinte, a Dark Laura transformou-se num cristal.

Laura: Já está. Venci. E o próximo é o Omega!

A Anne e a Dark Anne estavam frente a frente.

Dark Anne: Então, admite, tu não és tão boazinha como pensas. És até bastante vulnerável.

Anne: Eu não sou perfeita. Ninguém é, mas tu estás enganada! Eu não ajudo as pessoas para receber nada em troca!

Dark Anne: Não me venhas com mentiras!

Anne: É a verdade. Eu adoro ajudar os outros. Vê-los felizes. Tu não consegues perceber isso, pois não?

Dark Anne: Eu... não tenho de perceber.

Anne: Se tu és eu, então tens de perceber. Ajudar as pessoas. Confiar nelas.

Flashback

A Anne e a Amy estavam no quarto da Anne.

Amy: Então, o que tinhas para me contar?

Anne: Prometes que não contas a mais ninguém?

Amy: Prometo. Diz lá o que é.

Anne: Bem, é que eu sou adoptada.

A Amy pestanejou duas vezes.

Amy: Ah, não sabia. Pronto, era só isso?

Anne: Hum, não ficaste surpreendida nem nada?

Amy: Ah, fiquei, mas também não é nada do outro mundo.

Anne: Achas? Eu tenho medo de contar aos outros. Quando era pequena, na escola gozavam comigo por ser adoptada.

Amy: Isso é um disparate de crianças. Não tem mal nenhum seres adoptada. Aliás, é um grande orgulho teres uns pais que te amam tanto, mesmo que não tenhas o sangue deles, não é?

Anne: Sim. Eu adoro os meus pais.

Amy: Claro. É nisso que tens de pensar. Os laços de sangue e o que as pessoas dizem, não importam. E eu nunca iria gozar contigo nem nada disso. Sou tua amiga.

Anne: Obrigada Amy.

Fim do Flashback

Dark Anne: Ah e então porque demoraste tanto para contar a verdade aos teus amigos?

Anne: Tive medo. Admito. Mas isso não faz de mim uma pessoa pior. Tu não percebes que temos de ser bons uns para os outros, sem estar a pensar no que vamos ganhar? Tu e eu somos a mesma pessoa, não é? Então temos de ter sentimentos iguais. Não acredito que sejas verdadeiramente má.

Dark Anne: Eu fui criada para te matar.

Anne: Tu foste criada. Ponto. Tu é que decides o que vais fazer agora.

Dark Anne: O mestre Omega mata-me se eu desobedecer.

Anne: Pois quem o vai matar a ele, somos nós, os guerreiros. Tu tens a opção, porque não te juntas a nós contra o Omega? Assim, poderás ser livre. O que me dizes?

A Dark Anne deu um passo atrás.

Dark Anne: Estás a tentar enganar-me.

Anne: Não. Se eu e tu somos a mesma pessoa, não consegues ver que estou a dizer a verdade? Eu quero ajudar-te, se me deixares.

A Anne aproximou-se.

Anne: Eu não te vou atacar. Prometo.

A Dark Anne parecia indecisa.

Anne: Vamos lutar contra o Omega. Vamos acabar com ele e tu poderás viver a tua vida como quiseres. Não achas que deve ser assim? Porque haverás tu de obedecer a um tirano como ele?

Dark Anne: Tu tens razão.

A Anne aproximou-se e abraçou a Dark Anne.

Anne: Óptimo. Então, posso contar contigo.

A Dark Anne sorriu.

Dark Anne: Podes. Desculpa ter-te atacado, física e psicologicamente, mas as ordens do mestre Omega eram para, antes de vos destruirmos, vos atacarmos psicologicamente e fazer com que vocês sofressem.

Anne: Não faz mal. Vá, temos de encontrar os outros guerreiros.

Dark Anne: Eu vou abrir alguns portais.

A Dark Anne concentrou-se e quatro portais apareceram ali perto. De seguida, a Marina apareceu de um dos portais.

Marina: Hum... onde estou? Anne!

A Marina aproximou-se e pôs-se em posição de ataque.

Marina: Afasta-te Anne, eu acabo com a tua versão negra.

Anne: Não. Ela está do nosso lado.

Marina: A sério? - perguntou ela, desconfiada.

Pouco depois, a Sara apareceu de um dos portais também.

Sara: Pessoal!

A Laura e o Rick apareceram dos outros dois portais. A Anne explicou a situação.

Laura: Bem, é estranho termos duas Annes, mas enfim. A minha versão má queria deixar-me na solidão eterna, mas eu acabei com ela.

Sara: E a minha começou a dizer mal de mim e a dizer que ia fazer mal à Sabrina. Não a perdoei.

Rick: A minha forma negra tentou atacar-me, mas não conseguiu. Acabou por desaparecer.

Marina: Eu dei cabo da minha versão negra. Ela levou um murro com toda a força e foi desta para melhor!

A Anne virou-se para a Dark Anne.

Anne: A minha versão negra compreendeu a situação e vai ajudar-nos. Vamos destruir o Omega.

Dark Anne: Ele é muito forte. Mas talvez consigamos, todos juntos.

A Dark Anne concentrou-se e apareceu mais um portal.

Dark Anne: O Omega está do outro lado.

Anne: Vamos lá!

Os seis saltaram para o portal.

E assim termina este capítulo. Conseguirão os guerreiros vencer o Omega? Não percam o próximo capítulo, que será o último. Até lá!