Capítulo 3: Marina

As três guerreiras, na sua forma civil, estavam na casa da Sara.

Anne: Não percebo isto.

Laura: Ora, é para achares a raiz quadrada. - explicou ela.

Anne: Ai, mas que chatice! Não percebo nada disto! Como é que é para achar uma raiz quadrada? Não existem raízes quadradas!

Laura: ¬¬ Na matemática, existem.

Anne: Não percebo nada disto! Bolas, parece mais burra que o Adalberto João Jardim.

Sara: Olhem, acho melhor fazermos uma pausa no estudo. Que tal se fossemos comer um gelado? Abriu ontem uma geladaria aqui perto.

Anne: Sim, vamos lá! - disse ela, entusiasticamente.

Laura: ¬¬ Não queres é estudar Anne... bom, mas vamos lá. Estudamos depois.

Nesse momento, o Fiore estava na dita geladaria.

Fiore (pensando): O meu plano foi muito inteligente. Aliás, eu sou mesmo inteligente. Quando estas pessoas comerem os gelados, vão perder energia. Ontem recolhi muita energia e hoje também vou conseguir recolher muita.

A Anne, a Sara e a Laura chegaram à geladaria, onde havia uma fila enorme.

Anne: Ena pá, tanta gente!

Sara: Os gelados devem ser o máximo.

Laura: Espero que valha a pena o tempo que vamos ter de esperar. - disse ela.

A um canto, uma mulher gorda estava a comer três gelados ao mesmo tempo.

Anne: Credo, aquela mulher é uma gulosa do pior.

Laura: E um bocado gorda também. – observou ela.

Sara: Meninas, não digam mal da senhora. - pediu ela.

Anne: Está bem, mas que é gorda, é. Parece a Simarra antes de emagrecer.

Laura: Ela emagreceu?

Anne: Foi. Depois da filha nascer e tal. Acho que pôs uma banda de música no estômago.

Sara: ¬¬ Uma banda gástrica, Anne.

Anne: Pois, ou isso. – disse ela, despreocupadamente.

Nesse momento, a mulher gorda caiu no chão, desmaiada. Os outros clientes ficaram alarmados. As três raparigas aproximaram-se da senhora gorda.

Anne: É assim, já lá dizia o ditado, quem tudo quer comer, desmaia.

Laura: Mas que estranho...

Nesse momento a Amy, que também estava ali e já tinha um gelado na mão, veio ter com as outras meninas.

Amy: Olá. Então, esta senhora desmaiou…

Anne: Amy, também estás aqui?

Amy: Vim comprar um gelado. Já é o segundo que como hoje. São muito bons estes gelados.

Nesse momento, a Amy sentiu-se fraca e caiu no chão desmaiada.

Sara: Huh? Outro desmaio?

Anne: Amy! Amy! Estás bem? Responde Amy!

Laura: Meninas, venham comigo.

As três saíram da geladaria. A Anne teve de ser quase levada à força.

Anne: Temos de ajudar a Amy!

Laura: Calma Anne. Eu acho que isto é obra dos nossos inimigos para roubarem energia.

Anne: Será? O Periquito não nos disse nada sobre a energia negra daqui...

Sara: Bom, ele deve estar em tua casa a dormir e nem se deve ter apercebido. – disse ela.

Laura: Temos de nos transformar e vencer os nossos inimigos! - disse ela.

Sara: Então, vamos lá.

As três amigas entraram num beco.

Anne: Poder do Vento!

Sara: Poder da Água!

Laura: Poder do Fogo!

As três transformaram-se e entraram na loja. Toda a gente ficou a olhar para elas.

Laura: Fujam daqui depressa!

As pessoas continuaram a olhar para elas, até que a Sara teve uma ideia. Não seria por dizerem que havia ali pessoas más ou monstros que conseguiriam que as pessoas saíssem dali.

Sara: Nós somos da brigada especial de bombas. Há uma bomba na geladaria!

Imediatamente as pessoas começaram a fugir dali e levaram a senhora gorda e a Amy dali para fora. O Fiore apareceu logo de seguida.

Fiore: Argh! Suas intrometidas! - disse ele, furioso. - Estragaram o meu plano!

Anne: Ora, seu parvo. O mal perde sempre!

Laura: Não vamos deixar que roubes a energia às pessoas.

Fiore: Não pensem que me podem vencer! - disse ele, saltando e mudando para o seu uniforme vermelho. - Eu tenho um monstro que vai acabar com vocês!

Das sombras surgiu um monstro alto, de óculos enormes que pareciam rodas de bicicleta.

Fiore: Monstro Super-Óculos, destrói estas intrometidas!

Super-Óculos: Sim mestre!

Sara: Meninas, preparem-se. – disse ela.

Laura e Anne: Estamos preparadas.

Sara: Então... atacar!

Laura: Chama Escaldante!

O ataque foi contra o Monstro Super-Óculos, mas ele usou uma barreira e o ataque foi desviado. A Laura e as outras tiveram de saltar para evitar ser atingidas pelo ataque.

Fiore: Que burras! O meu monstro consegue reflectir os ataques. Não o podem vencer.

Sara: Oh não... e agora? - perguntou ela, preocupada.

Fiore: Agora vão morrer todas! E vou roubar toda a energia às pessoas. Monstro Super-Óculos, acaba com elas!

Super-Óculos: Sim! Laser Ocular!

Um laser saiu dos olhos do monstro e foi contra as três guerreiras, que se desviaram mesmo a tempo.

Anne: Bolas! Quase que íamos morrendo!

O Fiore ria-se à gargalhada, vendo a cena.

Laura: Como é que te podes rir disto? És cruel!

Fiore: Pois sou e tenho orgulho nisso. – disse ele, sorrindo maliciosamente.

Anne: Hunf, seus chatos! Remoinho Ventoso!

O Remoinho foi contra o Monstro Super-Óculos, mas ele usou a sua barreira. Apesar disso, o ataque não foi reflectido, apenas desapareceu.

Sara: Meninas, vamos atacar todas juntas!

Laura: Ok. Chama Escaldante!

Sara: Onda Azul!

Anne: Remoinho Ventoso!

Os três ataques foram contra o Monstro-Óculos e ele tentou reflecti-los, mas eram muitos e ele não conseguiu, sendo projectado contra o balcão.

Fiore: Não! Super-Óculos, levanta-te! – gritou ele, furioso.

Anne: Vais ficar é sem óculos! Remoinho Ventoso!

O ataque acertou no Monstro Super-Óculos e os óculos dele voaram pelo ar, despedaçando-se no chão.

Super-Óculos: Não! Os meus óculos!

Laura: Chama Escaldante!

O ataque acertou no Monstro Super-Óculos e ele foi queimado vivo, transformando-se em cinza.

Sara: Vencemos o teu monstro, seu malfeitor!

Fiore: O meu nome é Fiore, controlo o fogo e sou o mais inteligente dos Quatro Demolidores!

Anne: Demolidores? O que é que fazem, demolem prédios é?

Fiore: ¬¬ Vou matar-vos por isso! Chama Negra!

Um ataque de fogo negro foi em direcção às três amigas.

Sara: Onda Azul!

Os ataques acabaram por se anular.

Laura: Não te vou deixar vencer! Chama Escaldante!

Fiore: Chama Negra!

Os dois ataques batalharam um contra o outro, vendo qual era mais forte.

Anne: Força Guerreira do Fogo! – gritou ela, saltando.

Sara: Vais conseguir!

A Laura usava toda a sua força para controlar as chamas.

Laura (pensando): Ele é forte. Não sei se aguento...

Sara: Guerreira do Vento, nós somos as heroínas. Vamos mas é ajudar a nossa amiga! Onda Azul!

Anne: Remoinho Ventoso!

Os ataques acertaram no Fiore e ele caiu no chão. Levantou-se com dificuldade.

Fiore: I-isto... não fica assim!

E desapareceu, aparecendo em seguida na mansão da Karen.

Karen: Fiore, estás todo esfarrapado, o que aconteceu?

Fiore: Eu... falhei na minha missão...

Karen: Seu inútil! - gritou ela, furiosa. - Vi logo que não ias conseguir roubar mais energia!

Fiore: Mas eu trouxe-lhe a energia de ontem.

Karen: Não quero saber! Sai já daqui!

O Fiore desapareceu.

Karen: Bando de incompetentes!

Nesse momento, apareceu o Bearth.

Bearth: Todos eles são fracos, mas eu não sou. Deixe-me tratar do próximo plano.

Karen: Está bem. E vê se consegues bons resultados!

Enquanto isso, as três guerreiras saíram da geladaria, foram novamente para o beco e voltaram para a sua forma civil. Depois, as três avistaram a Amy, que já tinha recuperado os sentidos.

Anne: Estás bem, Amy?

Amy: Estou… mas o que se passou?

Anne: Bem, parece que uns vilões enfeitiçaram os gelados e começaram a roubar energia às pessoas.

Amy: Oh, que horror. Mas e vocês, onde estavam até agora? – perguntou ela, curiosa.

Anne: Ah… bem, é que umas lindas guerreiras do bem apareceram e venceram os maus e nós ficámos a ver tudo. – mentiu ela. – Mas agora está tudo bem. Tu devias era ser menos gulosa.

Amy: A culpa é tua! Agora andas sempre com elas! – disse ela, apontando para a Sara e a Laura. – Já não me ligas nenhuma. Eu senti-me sozinha e olha, fui comer gelados.

Anne: Desculpa Amy. Eu… vou tentar estar mais presente para te apoiar e estar contigo.

Sara: Claro. Podemos ser todas amigas.

Amy: A sério? Que bom! – disse ela, sorrindo.

No dia seguinte, a Sara e a Laura despacharam-se cedo para irem para a escola e encontraram-se no mesmo local de todos os dias. A Sara e a Laura viviam perto uma da outra e iam sempre juntas para a escola.

Laura: Temos dez minutos para chegar à escola.

Sara: Só precisamos de cinco, por isso não há problema.

As duas amigas contornaram uma esquina, mas a Laura embateu contra um homem que ia também a contornar a esquina.

Laura: Oh, peço desculpa, não o vi.

Homem: Você é cega ou quê? – perguntou ele, furioso.

Laura: Já pedi desculpa.

Homem: Pedir desculpa não é nada! - gritou ele. - Você fez de propósito!

Sara: Ei! A minha amiga embateu em si, mas foi sem querer. Você também não a viu!

Homem: Não me levantes a voz, miúda! - gritou ele. - Vocês estão a precisar de um correctivo!

O homem fechou os punhos.

Sara: O que é que pensa que vai fazer?

Laura: Ele quer bater-nos!

Homem: Espertinha, chegaste a essa conclusão sozinha? Agora vão ver!

Nesse momento, um rapaz surgiu por detrás do homem e deu-lhe um pontapé com toda a força nas costas, fazendo o homem cair no chão.

Homem: Argh! Miúdo parvo! Vais levar!

Rapaz: Você é que vai levar!

O rapaz moveu-se rapidamente e deu um murro na barriga do homem. Ele cambaleou para trás e caiu no chão. Depois levantou-se e saiu dali a correr, assustado.

Sara: O-obrigado.

Rapaz: De nada. Ele estava a meter-se com vocês injustamente. - disse ele. - Adeus.

Laura: Espera! Como te chamas?

O rapaz virou-se para trás.

Rapaz: Chamo-me Rick.

E depois, foi-se embora.

Sara: Uau, ele foi tão... tão corajoso! - disse ela, feliz. - E é super giro!

A Laura ficou a ver o Rick afastar-se e corou imenso.

Sara: Não achas Laura?

Laura: Huh? O que disseste? – perguntou ela, sem estar a ouvir.

Sara: Ele é giro, não é?

A Laura voltou a corar e acenou afirmativamente.

Laura: Ah! Estamos atrasadas!

E correram as duas para a escola. Algum tempo depois, o Bearth apareceu a flutuar perto da escola.

Bearth: Não vou fazer o mesmo que os outros Demolidores. Eu vou retirar a energia a todos os alunos quando eles vierem para o recreio!

Algum tempo depois, deu o toque de saída e as pessoas começaram a sair. A Sara e a Laura saíram da sala de aula e quando estavam no corredor, começaram a ouvir uma discussão. Elas aproximaram-se para ver o que estava a acontecer.

Anne: És uma chata, Marina!

Marina: Tu é que és!

Anne: Tu é que te esqueceste do nosso trabalho em casa! Tivemos zero! – gritou ela, zangada.

Marina: Tive problemas pessoais!

Anne: Ai sim? Quais?

Marina: Não posso dizer. - disse ela.

Anne: Se tinhas problemas, contavas-me e pronto! Isso não é razão para não entregares o nosso trabalho!

A Amy estava ao lado da Anne e tentou acalmá-la.

Amy: Calma Anne. Foi só um trabalho…

Marina: A culpa não foi minha! O meu pai chegou bêbado a casa, bateu-me e rasgou o trabalho! - gritou ela e saiu dali a correr e a chorar.

A Anne ficou de boca aberta. A Amy parecia confusa. A Sara e a Laura aproximaram-se.

Sara: Quem é aquela, Anne?

Anne: É a Marina, minha colega de turma. Tínhamos de fazer um trabalho juntas e ela ficou de o trazer... e...

Laura: Nós ouvimos. - disse ela.

Anne: Coitada da Marina... não sabia que tinha acontecido aquilo.

Amy: É estranho… não sabia que ela tinha problemas familiares…

Sara: O pai deve ser um bêbado qualquer.

Anne: Tenho de encontrar a Marina e pedir-lhe desculpa. - disse ela.

Mas nesse momento, começaram a ouvir-se gritos. Bolas de energia castanha começaram a cair sobre a escola. A Sara esquivou-se a uma delas.

Sara: O que é isto?

As pessoa começaram a fugir e a gritar. A Laura olhou pela janela.

Laura: É um homem que está a lançar essas bolas. Deve ser um inimigo!

Nesse momento, uma bola de energia partiu a janela e acertou em cheio na Laura.

Laura: Ah...

Ela caiu no chão, desmaiada.

Sara: Roubou-lhe a energia!

Amy: Credo!

Anne: Temos de fazer alguma coisa!

Nesse momento, mais bolas vieram naquela direcção e uma delas acertou na Amy, que caiu no chão, desmaiada.

Sara: Vamos transformar-nos. Mas não aqui, que está muita gente.

Elas correram para a casa de banho feminina.

Sara: Espero que a Laura fique bem.

Anne: Esperemos que sim. Vá, vamos transformar-nos!

Nesse momento, a porta de um dos cubículos abriu-se e apareceu a Marina.

Marina: O que se passa? Ouvi gritos.

Anne: Marina, volta para dentro do cubículo!

Marina: Quero saber o que se passa! - gritou ela.

Sara: O que fazemos agora, Anne? - perguntou ela.

Nesse momento, duas bolas de energia atravessaram a parede e quase acertaram nelas.

Anne (pensando): Oh não. Não me posso transformar em frente à Marina...

Sara: Anne, temos de fazer alguma coisa!

Marina: Mas afinal o que se passa? – perguntou ela, confusa.

Anne: Sara, vamos ter de nos transformar. Poder do Vento!

Sara: Poder da Água!

As duas transformaram-se, enquanto a Marina olhava para elas, surpreendida. A transformação terminou.

Marina: Não pode ser! Vocês são duas das heroínas que andam a salvar a cidade!

Anne: Marina, fica escondida. A escola está a ser atacada. - pediu ela.

Marina: Eu não sou uma cobarde! Se vocês podem lutar, eu também posso!

Sara: Tu não tens poderes. Fica aqui!

A Anne e a Sara saíram dali a correr.

Marina: Ora, eu não vou ficar aqui sem fazer nada! - disse ela e saiu dali também.

A Sara e a Anne saíram da escola. O Bearth estava a voar por cima de uma árvore, enquanto continuava a lançar bolas castanhas.

Anne: Pára com isso!

O Bearth olhou para baixo e viu as duas guerreiras.

Bearth: Ora, aqui estão duas guerreiras dos elementos. Muito bem. Vou roubar-vos toda a energia! Bolas da Terra!

Várias bolas castanhas vieram em direcção às duas guerreiras.

Sara: Onda Azul!

A onda acertou nas bolas e elas destruíram-se.

Bearth: Nada mal. Mas eu sou mais forte que vocês. Raio da Terra!

Um raio castanho foi de encontro à Sara e à Anne e elas escaparam por um triz.

Sara: Ele é forte...

Anne: Já vais ver! Remoinho Ventoso!

O ataque foi em direcção ao Bearth, mas ele usou as suas bolas da terra e o ataque foi anulado.

Bearth: Vocês são patéticas! Não têm poder nenhum! – disse ele, friamente.

O Bearth desceu e pousou no solo. A Marina estava a ver tudo, escondida perto de uma janela.

Bearth: Morram de uma vez! Raio da Terra!

O ataque acertou em cheio na Sara e na Anne e elas caíram no chão.

Anne: E-estou fraca...

Sara: Não me consigo levantar... - disse ela, com a voz sumida.

Bearth: Bom, conseguiram resistir melhor do que eu pensava. Mas vou dar-vos o golpe final agora.

Ele levantou a mão, mas nesse momento o Rick apareceu a correr, saltou e deu-lhe um pontapé nas costas. O Bearth estatelou-se no chão.

Bearth: Argh! - gritou ele, levantando-se com dificuldade.

O Bearth virou-se e encarou o Rick.

Bearth: Vais arrepender-te de teres feito isso, rapaz!

Rick: Está calado, seu palhaço anormal!

Bearth: O.O Não tens medo de mim?

Rick: Eu não! Vai dar uma volta ao inferno!

O Rick correu para o Bearth e deu-lhe um murro na barriga. Mas desta vez o Bearth estava preparado.

Bearth: Bola da Terra!

A bola castanha foi contra o Rick e roubou-lhe a energia, fazendo com que ele desmaiasse.

Bearth: Bom, és corajoso rapaz, mas eu sou melhor que tu. - o Bearth virou-se para a Sara e a Anne. - Agora é a vossa vez de perderem a vossa energia.

Nesse momento, a Marina lançou um apagador contra o Bearth e acertou-lhe na cabeça.

Bearth: Mas o que é isto? Estão todos a pensar que me vencem?

Marina: Deixa as guerreiras em paz! - gritou ela.

Bearth: Que engraçada que tu és. Mas vais morrer por teres-me lançado o apagador!

O Bearth deu um passo em direcção à Marina e ela recuou.

Bearth: Agora já estás com medo. Pois agora vais morrer!

A Marina fugiu para dentro da escola.

Bearth: Agora estás a tentar fugir? Tudo bem. Eu vou apanhar-te! - gritou ele, indo atrás dela.

A Marina correu rapidamente pelos corredores, virou à esquerda, depois à direita e entrou numa das salas.

Marina (pensando): E agora? Ele vai acabar comigo.

Nesse momento, por uma janela aberta apareceu o Periquito.

Periquito: Olá.

A Marina assustou-se e deu um salto para trás.

Marina: Huh? Um pintassilgo que fala...

Periquito: ¬¬ Eu sou um Periquito!

Marina: Pois, ou isso...

Periquito: Eu vim aqui porque tu tens um poder escondido dentro de ti! – disse ele.

Marina: Oh não! Quem quer que lhe tenha dito que eu tenho gases, estás a mentir!

Periquito: O.o Não era bem isso. Tu és uma guerreira dos elementos!

Marina: Eu?

Periquito: Sim. Até te ficava a explicar tudo, mas entretanto pode aparecer aquele malvado e acabar connosco, por isso toma isto!

O Periquito lançou-lhe um relógio cor-de-laranja.

Periquito: Agora carrega no botão de cima e grita Poder da Terra!

Marina: Ok. Poder da Terra!

Uma barreira de pedras envolveu o corpo da Marina e logo de seguida ela apareceu, envergando um uniforme e uma máscara cor-de-laranja.

Marina: Boa! Que poderes é que eu tenho?

Periquito: ¬¬ Bolas, os Power Rangers e as Navegantes sabiam logo que poderes usar. Vocês que controlam os elementos, precisam que eu explique tudo. O teu ataque chama-se Bufa da Terra.

Marina: O.o

Periquito: Estou a brincar! - disse ele, rindo-se. - O teu ataque chama-se Chuva de Pedras... e agora vou-me embora, porque vem aí o nosso inimigo!

No momento em que o Periquito saiu a voar pela janela, o Bearth abriu a porta da sala.

Bearth: Huh? Ora, ora. Em vez de encontrar aquela rapariga estúpida, encontrei mais uma guerreira!

Marina (pensando): Será que estes vilões desmiolados não conseguem ver que eu sou a Marina? Bom, eu tenho uma máscara, não é como alguns heróis que andam para aí de cara destapada e mesmo assim não são reconhecidos...

Bearth: Prepara-te para morrer!

Marina: Nem penses! Eu... sou a guerreira...

Bearth: De que elemento?

Marina: Bom, acho que é da terra. – disse ela, mas sem muitas certezas. Ainda estava bastante confusa.

Bearth: Aha! Então és a minha rival! Que bom. - disse ele, sorrindo. - Vai ser divertido matar-te!

Marina: E eu a pensar que íamos ser amigos. Bom, Chuva de Pedras!

Várias pedras surgiram no ar e acertaram no Bearth. Ele foi atirado para trás, mas não sofreu danos.

Bearth: Foi uma tentativa inútil!

Mas nesse momento...

Sara: Onda Azul!

Anne: Remoinho Ventoso!

Os dois ataques acertaram em cheio no Bearth, que foi apanhado desprevenido. As duas guerreias estavam à porta da sala.

Sara: Conseguimos recuperar e seguimos-te.

Anne: Estás feito, seu malvado!

O Bearth parecia ferido.

Bearth: Eu vou-me embora e levo toda a energia que recolhi comigo! - gritou ele.

Marina: Está calado! Chuva de Pedras!

Mais pedras foram contra o Bearth e destruíram um colar que ele tinha ao pescoço. Nesse momento, a energia que estava dentro do colar foi libertada.

Bearth: Não! A energia que eu recolhi! - gritou ele. - Eu... eu voltarei!

E desapareceu, voltando a aparecer na mansão da Karen.

Karen: Então, onde está a minha energia?

Bearth: Eu... fui derrotado em batalha e a energia acabou por ser libertada. – disse ele, envergonhado.

Karen: O quê? Até tu falhaste Bearth! Sai já daqui!

O Bearth desapareceu.

Karen: Todos falharam... tenho de arranjar alguns aliados mais fortes! Mesmo o Walter controlando a água, o Fiore controlando o fogo, o Alir controlando o vento e o Bearth controlando a terra, eles falham sempre… tenho de arranjar uma solução…

De volta à escola...

Anne: Quem és tu, ó guerreira cor-de-laranja?

Marina: Ora, sou a Marina.

Anne: Oh, a sério? Que fixe!

Sara: Bom, ainda bem que temos mais uma guerreira. Já agora, se tu te transformaste, onde está o Periquito?

Marina: Fugiu.

Sara: ¬¬ Que grande ajuda que ele deu na luta...

Anne: Marina, queria pedir-te desculpa por causa daquilo do trabalho. Não sabia que o teu pai te tinha batido e rasgado o trabalho...

Marina: Ah... bom... era mentira...

Anne: Mentira?

Marina: O meu pai nem sequer bebe... eu é que me esqueci de trazer o trabalho... – disse ela.

Anne: Oh, sua mentirosa! - gritou ela. - Marina, nunca mais faço trabalhos contigo!

Marina: Pronto, eu sei que tens razão, Anne. Mas, eu tenho uma ideia.

Anne: Que ideia?

Marina: Achas que se eu fizer a mesma cena que fiz contigo em frente ao professor, ele vai acreditar? Assim podíamos até ter boa nota!

Anne: ¬¬ Marina, tu nunca vais mudar...

A quarta guerreira junta-se assim ao grupo. Mas ainda falta um guerreiro para o grupo estar completo.