Capítulo 7: Walter, Bearth e Alir
Dois dias depois...
Sara: Sabrina, mas que é isto?!
A Sara tinha entrado no seu quarto e estava tudo desarrumado. As suas roupas estavam espalhadas por todo o lado.
Sabrina: Eu queria qualquer coisa para vestir.
Sara: Tens as tuas roupas.
Sabrina: Mas eu queria vestir alguma coisa tua.
Sara: ¬¬ Pedias-me. Não vinhas desarrumar o meu quarto todo.
Sabrina: Estás sempre a implicar comigo. - disse ela, aborrecida.
Sara: Só quero que sejas responsável. Não podes andar a mexer nas coisas dos outros sem mais nem menos.
Sabrina: Pronto, está bem. Desculpa ter desarrumado o teu quarto...
Sara: Estás desculpada. - disse ela. - Mas vais ter de me ajudar a arrumar tudo.
Enquanto isso, o Walter tinha posto o seu plano em prática. Ele tinha-se infiltrado no Parque Aquático da cidade.
Walter (pensando): Está bastante calor. Ainda por cima é fim-de-semana. As pessoas virão aqui e... quando ficarem em contacto com a água, perderão a sua energia.
Algum tempo depois, a Anne ligou a todas as outras e convenceu-as a ir... onde é que havia de ser? Ao Parque Aquático, claro. O Rick conseguiu esquivar-se com uma desculpa, pois preferia ficar em casa a descansar. A Amy conseguiu colar-se e ir com elas. E não tinha sido só ela. A Sabrina tinha insistido tanto com a Sara que ela a tinha levado também.
Anne: Cá estamos nós! - disse ela, sorrindo.
Sabrina: Fixe! Só tinha aqui vindo uma vez!
Amy: Eu já cá vim umas cinco vezes, acho eu.
Sabrina: Vou já para a água! Vou descer por aquele escorrega e...
Sara: Espera. Ainda falta meia hora para poderes ir à água. - disse ela. - Estás a fazer a digestão.
Sabrina: Mas eu quero ir agora!
Sara: Já disse que não!
Sabrina: És má! Não gostas de mim! E eu também não gosto de ti!
A Sabrina saiu dali a correr, em direcção aos balneários.
Marina: Lá vai ela...
Laura: Sara, vai falar com ela. Ela faz birras, mas depois vai ver que tens razão e passa-lhe.
Amy: Pois. Vai lá falar com a tua irmã.
Sara: Sim. Vou falar com ela.
A Sara dirigiu-se aos balneários. Nesse momento, o Walter estava a observar o Parque Aquático.
Walter (pensando): Como é que há tão pouca gente no parque? Afinal... enganei-me e as pessoas não vieram... então, vou tomar medidas mais drásticas!
No balneário feminino, a Sabrina tinha-se fechado dentro de um cubículo.
Sara: Vá lá, sai daí Sabrina.
Sabrina: Já disse que não.
Sara: Porque é que não consegues compreender que é para o teu bem?
Nesse momento, elas começaram a ouvir gritos.
Sara: O que é isto?!
A Sabrina saiu rapidamente do cubículo.
Sabrina: Mana, estão pessoas a gritar!
Sara: Eu vou ver o que se passa. Fica aqui!
A Sara correu para fora do balneário e susteve a respiração. No meio do parque aquático estava o Walter. Ele tinha usado um ataque e tinha prendido toda a gente em esferas de água, até mesmo a Anne, a Amy, a Marina e a Laura. A energia das pessoas estava a ser sugada.
Sara: Oh! Que horror!
O Walter virou-se e viu a Sara.
Walter: Ah, então escapou uma pessoa.
O Walter desceu do céu e parou perto da Sara. Ela deu um passo atrás.
Walter: Bom, vou ter de acabar contigo.
Nesse momento, um protector solar veio a voar e bateu na cabeça do Walter, que ficou tonto.
Sabrina: Não fazes mal à minha irmã!
A Sabrina tinha saído do balneário.
Sara: Eu disse-te para ficares lá dentro!
Sabrina: Eu sei, mas vim ver o que estava a acontecer na mesma.
O Walter recuperou rapidamente e olhou para a Sabrina.
Walter: Que insolência! Vais ser a primeira a morrer!
O Walter lançou um raio negro contra a Sabrina, mas a Sara saltou e pôs-se à frente da irmã, levando com o ataque. Com o embate, caiu no chão.
Sabrina: Sara!
Walter: Hunf, que parva.
O Walter voltou a lançar um raio contra a Sabrina, mas a Sara levantou-se e voltou a levar com o ataque.
Walter: Tu és tonta ou quê?! Está a tentar proteger esta miúda, sabendo que vais morrer?
Sara: Ela... é minha irmã. Tenho de a proteger. - disse ela, debilitada.
Walter: Que estupidez! Temos de nos pôr sempre em primeiro lugar! Os outros não são importantes. O que interessa é o nosso bem-estar!
Sara: Isso é puro egoísmo! - gritou ela. - Não podemos pôr sempre o nosso bem-estar acima do bem-estar dos outros.
Walter: Tu é que estás enganada! Não sabes nada de nada!
Sara: Sei sim! Tu é que não sabes como as coisas são!
Walter: Grrr! Agora vais morrer!
Ele lançou um ataque contra a Sara e ela caiu no chão.
Sabrina: Sara!
O Walter sorriu.
Walter: E agora miúda... - disse ele, virando-se para a Sabrina. - Vais morrer!
Sara (pensando): Oh não! Sabrina! Eu... eu não me posso transformar à frente dela... e deste vilão... mas... se é a única forma de a salvar.
O Walter avançou para a Sabrina.
Sara: Pára!
O Walter e a Sabrina olharam para ela.
Sara: Ainda não me venceste, ouviste? Eu faço tudo para proteger as pessoas que amo! - disse ela. - Poder da Água!
A Sara transformou-se à frente da Sabrina e do Walter.
Sabrina: Oh! Não pode ser...
Walter: Tu és uma das guerreiras! – gritou ele, surpreso.
Sara: A sério? Onda Azul!
O ataque de água foi contra o Walter, mas ele desviou-se.
Sara: Sabrina, vai para dentro do balneário.
Sabrina: Mas...
Sara: Vai! - disse ela. - Podes magoar-te aqui.
Sabrina: Pronto, está bem. Força Sara, tu és a melhor!
A Sabrina correu para o balneário.
Walter: Bom, agora sei a tua identidade. E se te matar, a mestra Karen vai ficar muito feliz.
Sara: Até parece que te interessas pela felicidade dos outros.
Walter: Claro que interesso. Mas primeiro está a minha felicidade, é claro.
Sara: Egoísta. Tu não gostas de ninguém!
Walter: Claro que gosto. Eu amo a mestra Karen.
Sara: Tu? Deves estar a brincar. Tu só gostas de ti próprio!
Walter: Isso não é verdade! Gosto da mestra Karen.
Sara: Mais do que de ti próprio?
Walter: Ora, claro que não. Já disse que eu estou sempre primeiro. Mas a mestra Karen vem logo a seguir.
Sara: Isso não é amor, nem aqui nem na China! - gritou ela.
Walter: Estás a enervar-me! Onda Negra!
O ataque foi contra a Sara e atirou-a ao chão.
Walter: Bom, todas as pessoas presas nas esferas estão a perder a sua energia... e vão morrer, sabias? E vou matar-te a ti e à miúda que está no balneário.
Sara: Não vais fazer mal à minha irmã!
Walter: Vou sim. Mas, primeiro vou acabar contigo. Onda Negra!
Sara: Onda Azul!
Os dois ataques acertaram em cheio um no outro e desfizeram-se.
Walter: Ai é? Esferas de Água!
Três esferas foram contra a Sara, mas ela saltou e desviou-se delas.
Walter: Julgas-te muito esperta, não é? Pois bem, com o próximo golpe, vou matar-te. E depois será a vez da tua irmã. Onda Negra!
Sara: Onda Azul!
Os ataques voltaram a embater no ar, mas a Onda Negra foi mais forte e quase acertou na Sara.
Sara (pensando): Oh não... eu estou a perder... ele é mais forte que eu.
Walter: Hunf, és sortuda. Mas a tua sorte acaba aqui. Onda Negra!
Sara (pensando): Oh não... preciso... preciso de mais poder para vencer o Walter!
De repente, o corpo da Sara começou a brilhar. A Onda Negra acertou na Sara, mas não lhe fez nada.
Sara: Oh! Sinto-me mais forte. - disse ela espantada. - Agora, vais ver!
Walter: Ai é? Esferas da Água!
Sara: Água Congelante!
O ataque da Sara destruiu as esferas e acertou em cheio no Walter.
Walter: Argh.
O corpo do Walter começou a ficar congelado.
Walter: Não! Raios!
Em poucos segundos, o Walter ficou completamente congelado.
Sara: Oh, o ataque é forte...
Nesse momento, o gelo partiu-se em mil pedaços, juntamente com o corpo do Walter. O Walter tinha morrido. Os pedaços de gelo desapareceram como se nunca tivessem existido, levando tudo o que restava do Walter.
As pessoas, presas nas esferas, saíram de lá. A Sara correu para o balneário.
Sabrina: Ganhaste?
Sara: Sim. - disse ela, voltando à sua forma civil.
Sabrina: Eu sabia! E devias ter-me contado que eras uma guerreira!
As duas regressaram para perto da Laura, da Marina, da Amy e da Anne, que ainda estavam confusas.
Marina: De repente, fomos envolvidas por esferas de água.
Laura: Sara, tu venceste o... quer dizer... o vilão desapareceu. - disse ela, mudando de repente de táctica, ao lembrar-se da Sabrina e da Amy.
Amy: Estou confusa com isto. Só me lembro de ser envolvida por uma esfera de água… e mais nada… eu vou beber qualquer coisa. Já venho.
A Amy afastou-se.
Sabrina: Hum... sabem... descobri que a minha irmã é uma guerreira! E ou me engano muito... ou vocês são todas guerreiras!
Todos ficaram a olhar para ela de boca aberta.
Sabrina: Vá, digam-me a verdade!
Sara: Está bem, acertaste. - disse ela, resignada. - Mas não podes contar isto a ninguém. Nem à Amy, que não sabe de nada.
Sabrina: Está bem. Eu vou guardar segredo.
Na mansão da Karen...
Darkia: O Walter morreu.
Karen: A sério? Estes guerreiros dos elementos estão a dar comigo em doida!
Darkia: Sugiro que, desta vez, mande o Alir e o Bearth juntos na missão.
Karen: Pois, assim vai ser mais fácil eles vencerem.
No dia seguinte...
Anne: Incrível como vocês sabem logo os nomes dos ataques novos.
Eles estavam reunidos em casa da Sara. A Amy e a Sabrina não estavam presentes, mas o Rick estava lá também.
Sara: É uma coisa que vem de dentro.
Laura: Nós começamos a sentir-nos fortes... e é como se dentro da nossa cabeça ecoasse o que tínhamos de dizer.
Marina: Hum, estou a ver. - disse ela, pensativa. - Laura e Sara, vocês já têm ataques mais fortes. Eu também quero!
Rick: Treinem e vão conseguir. - disse ele. - Hão-de chegar a novos níveis de poder.
Nesse momento, o Alir e o Bearth apareceram a flutuar por cima da cidade.
Bearth: Está na hora.
Alir: Olha lá, não é melhor fazermos como das outras vezes e termos um plano para... sei lá, nos apoderarmos de uma loja e roubarmos energia?
Bearth: Eu não gosto dessa ideia. Tu, o Walter e o Fiore fizeram isso, mas falharam. E vê a que é que esses planos levaram o Fiore e o Walter. À morte. - disse ele. - Eu não vou morrer.
Alir: Eu também não quero morrer.
Bearth: Exacto. Por isso vamos fazer o que eu quero. - disse ele. - Vou usar a mesma táctica que usei para atacar a escola.
Alir: Não é por nada, mas esse plano falhou...
Bearth: Mas agora não vai falhar. - disse ele. - Vou roubar a energia desta gente até elas morrerem!
Alir: Ora, para quê? Não precisamos de as matar.
Bearth: Eu é que decido!
Alir: Pensa bem. Se as deixarmos vivas, elas recuperam a energia e depois, mais tarde, podemos voltar a roubar ainda mais energia.
O Bearth ficou pensativo.
Bearth: Até não é mau plano... bom, logo se vê. - disse ele. - Agora, está na hora de atacar. Bolas da Terra!
Centenas de bolas castanhas foram contra as pessoas da cidade. Na casa da Sara, as coisas começaram a tremer.
Anne: O que é isto?
Sara: Será um terramoto?
Rick: Olhem!
Eles olharam para fora da janela e viram algumas pessoas na rua a serem atingidas por bolas castanhas.
Laura: Oh! São iguais àquelas que me acertaram e roubaram a minha energia.
Marina: Estas bolas são iguais às que foram usadas para roubar a energia das pessoas da escola, no dia em que eu me tornei uma guerreira.
Anne: Então o líder dos Demolidores está por detrás disso.
Rick: Vá, conversem menos! Vamos mas é agir!
Eles transformaram-se e saíram para a rua.
Laura: Agora cuidado, para nenhum de nós sermos atingidos.
Eles correram pelas ruas, desviando-se das bolas, até que chegaram ao local onde estavam o Bearth e o Alir.
Laura: Eles estão ali em cima. Explosão de Fogo!
O ataque foi na direcção dos dois vilões, mas eles desapareceram antes de serem atingidos e apareceram perto dos guerreiros.
Alir: Olá. Não nos acertaram. - disse ele, sorrindo.
Bearth: Vocês não nos podem vencer. Já temos muita energia para a mestra Karen.
Laura: Vocês vão perder!
Sara: Tal como o Fiore e o Walter.
Bearth: Eles eram uns fracos! - gritou ele. - Mereceram o destino que tiveram.
Rick: Pensava que eram todos amigos.
Bearth: Que ideia. Não preciso de amigos.
Sara: Mais um egoísta... não sabes o que dizes.
Bearth: Sei muito bem o que digo!
Alir: Pensava... não era que fossemos amigos, mas nós éramos os quatro Demolidores! Éramos companheiros.
Bearth: Isso acabou. - disse ele, friamente. - Só restamos nós e agora é cada um por si.
Anne: É mesmo parvo.
Bearth: Eu faço o que quero, como quero e ninguém tem nada a ver com isso, nem eu admito que interfira.
Marina: Ora, é importante fazermos o que queremos, mas não podemos ignorar os outros, as regras e a vontade das outras pessoas.
Bearth: As outras pessoas não interessam!
Marina: Claro que interessam! Por mais que tentemos pensar que os outros não têm nada a ver com a nossa vida, a verdade é que, como temos de conviver com eles, temos de pelo menos nos adaptar e para isso é preciso fazermos sacrifícios.
Bearth: Eu não preciso disso. Sou forte. Ou os outros respeitam a minha vontade ou acabo com eles!
Sara: Não vale a pena falar com ele. É tão mau como o Fiore e o Walter.
Laura: Vamos acabar com isto. Explosão de Fogo!
Bearth: Ai é? Super Raio da Terra!
O ataque do Bearth foi contra o fogo da Laura e venceu-o com facilidade. O super raio acertou nos cinco guerreiros, derrubando-os.
Bearth: Gostam do meu ataque mais forte? - disse ele, sorrindo.
Alir: Parece que é o vosso fim, guerreiros.
Bearth: Vocês são tão fracos que até dá pena. - disse ele, rindo-se.
Alir: Vá, então acaba lá com eles de uma vez.
Bearth: Calma, deixa-me saborear o momento.
Alir: Isso era o que os vilões dos animes diziam, antes de levarem umas porradas dos heróis e irem desta para melhor! - disse ele. - Não sabes que não devemos subestimar os nossos inimigos?
Bearth: Pronto. Vou acabar com eles.
O Rick levantou-se.
Rick: Nem penses! Bola de Fogo!
Antes do ataque acertar no Bearth, já ele tinha saltado do lugar onde estava.
Bearth: Hunf, que fraqueza de ataque. Pareces o Marques Mendos a dar um murro no José Sócattos. Raio da Terra!
O Raio foi contra o Rick, projectando-o para longe. As quatro guerreiras levantaram-se.
Laura: Ele é mais forte que nós.
Sara: Nem com os nossos ataques novos o conseguiremos vencer.
Marina: Falem por vocês. Eu e a Ann... quer dizer, eu e a Guerreira do Vento ainda não temos ataques novos.
Anne: Pois é. Quando é que o nosso corpo vai começar a brilhar?
Bearth: Quando forem desta para melhor! Super Raio da Terra!
O ataque acertou em cheio nas guerreiras lançando-as contra uma montra.
Bearth: Eh, eh. Estão no papo.
Alir: ¬¬ És tão gabarolas. A mim ainda me parecem todos bem vivos.
Bearth: Disseste bem. Ainda. - disse o Bearth, levantando o braço. - Adeus guerreiros. Super Raio da T...
Nesse momento, apareceu o Periquito e foi contra o Bearth, que se desconcentrou.
Bearth: Oh! Estúpido pássaro!
O Periquito voou para as guerreiras.
Periquito: Vocês estão bem?
Marina: Não! Estamos a perder, não vês?
Periquito: Porque é que não o atacam todas ao mesmo tempo?
Sara: ¬¬Já devíamos ter feito isso. - disse ela. - Onda Azul!
Marina: Chuva de Pedras!
Laura: Chama Escaldante!
Anne: Remoinho Ventoso!
Bearth: Nem pensem! Super Raio da Terra!
Os ataques colidiram no ar e anularam-se.
Bearth: Parece que o meu ataque é tão forte como vocês as quatro juntas. - disse ele, rindo-se.
O Rick aproximou-se das guerreiras e do Periquito.
Rick: E agora?
Periquito: Eu tenho um plano. - disse ele. - Meninas, vocês vão ter de usar um ataque super poderoso, típico dos heróis quando estão em perigo e quase a morrerem, mas de repente lembram-se que ainda têm um poder que não usaram.
Laura: E que poder é esse?
Periquito: Vocês têm de usar o Raio dos Elementos. Tem de focar a vossa energia junta e lançarem-na contra os vilões. - disse ele. - Rick, tens de os distrair.
Rick: Ok. - disse ele, correndo dali. - Ei feiosos!
Alir: Eu não sou feioso!
Bearth: Que insolente! Vais morrer!
Rick: Ai sim? Bola de Fogo!
O Bearth voltou a escapar-se do ataque.
Bearth: É o melhor que podes fazer?
Enquanto isso, as meninas deram as mãos.
Sara: Vamos lá. Poder da Água!
Anne: Poder do Vento!
Marina: Poder da Terra!
Laura: Poder do Fogo!
Os corpos delas começaram a brilhar.
Anne (pensando): Bem, sempre acabámos por brilhar...
Periquito: Agora, lancem o ataque!
Todas: Raio dos Elementos!
Um enorme raio apareceu do meio delas e foi contra os vilões. O Bearth estava a discutir e não viu o raio. O Alir arregalou os olhos e desapareceu no preciso momento em que o raio acertou no Bearth, desfazendo-o em pó.
Laura: Conseguimos!
Anne: Yes! Somos boas!
Marina: Mas esperem, só um deles é que foi destruído.
Nesse momento, o Alir voltou a aparecer, com uma esfera na mão.
Alir: Vocês destruíram o Bearth, o Fiore e o Walter! - gritou ele. - Mas eu agora tenho nesta esfera a energia roubada. A mim vocês não vão destruir!
Rick: Ai não? Pedra de Ferro!
A Pedra foi contra o Alir e a esfera partiu-se.
Alir: Não!!!
Laura: Bem feito.
Alir: Raios! - gritou ele. - A energia... a mestra Karen vai ficar furiosa...
Sara: Não te preocupes. Vamos acabar contigo antes de teres de levar com a Karen.
Marina: Rende-te Alir, não tens para onde fugir!
O Alir olhou furioso para os cinco guerreiros e o Periquito.
Alir: É verdade... não tenho para onde fugir. - disse ele, baixando a cabeça. - Vocês... vocês destruíram tudo! É tudo culpa vossa! Perdi os meus companheiros, falhei nas minhas missões... perdi a única oportunidade de ter um lar!
Todos abriram a boca de espanto.
Alir: Esta foi a minha última oportunidade... se eu voltar... a mestra Karen vai acabar comigo. - disse ele, com lágrimas nos olhos. - A minha vida acabou. Tudo por vossa culpa!
O Alir foi contra os guerreiros, tentando acertar-lhes. Eles desviaram-se rapidamente.
Anne: Pára!
Alir: Eu só queria agradar à mestra Karen e viver sem problemas. Enquanto eu fosse forte, os outros não se meteriam comigo e eu não teria de enfrentar a realidade... mas isso acabou. Se eu vou morrer... levo-vos comigo! Ventania Mortal!
Um enorme ciclone apareceu naquele lugar e tudo começou a ser levado por ele. Os guerreiros tiveram de se agarrar aos postes para não serem levados.
Alir: E assim, eu vou morrer, mas vocês também não escapam.
Anne: Pára com isso! Vais sacrificar-te para nos vencer?
Alir: É o único objectivo que ainda tenho...
Sara: És burro! - gritou ela. - Se a Karen te iria matar por falhares, não podes ser leal a ela!
Marina: Exactamente!
Rick: Ele não nos vai ouvir.
Anne: Alir, ouve-me. - pediu ela. - O que tu disseste sobre não enfrentar a realidade... eu também tenho esse pensamento.
O Alir olhou para ela.
Alir: O que queres dizer?
Anne: A realidade é complicada, é difícil enfrentarmos os desafios... mas não podemos fugir deles ou fingir que não existem. É verdade que nós vencemos os teus companheiros, mas eles queriam matar-nos. Não podíamos fazer outra coisa. - disse ela.
Alir: Não quero saber! Cala-te!
Anne: Enfrenta a realidade! A Karen não está preocupada contigo! Nenhum dos teus companheiros estava!
Alir: Eu sei! - gritou ele. - Ninguém se preocupa comigo. Não tenho ninguém. Não tenho mais razão para viver.
Anne: Isso não é verdade! Toda a gente tem sonhos por que pode lutar.
Alir: Os meus sonhos... não os vou concretizar.
O ciclone ficou mais forte.
Alir: Dentro de minutos, todos nós vamos desaparecer para sempre.
Sara: Não vamos deixar!
Marina: Chuva de Pedras!
As pedras iam na direcção do Alir, mas o ciclone apanhou-as e elas desapareceram.
Alir: É inútil. Desistam.
Nesse momento, a Sara e a Laura largaram os postes.
Laura: Vamos tentar. Explosão de Fogo!
Sara: Água Congelante!
Os dois ataques foram contra o ciclone e ele acabou por desaparecer.
Alir: Não... impossível.
A Marina e o Rick entreolharam-se.
Marina: Agora estás feito!
Rick: Vais pagar pelo que tentaste fazer! – disse ele.
Os dois correram para o Alir e começaram a tentar esmurrá-lo.
Alir: Deixem-me! Vento Negro!
O ataque acertou na Marina, lançando-a para o chão.
Alir: Vocês são a minha ruína! Não tenho nada, nem ninguém por vossa causa!
Rick: Cala-te! - gritou ele. - Desta vez, vais morrer. Bola de Fogo!
O ataque ia acertar no Alir, mas nesse momento, a Anne saltou em frente dele e levou com o ataque.
Rick: O quê?
Marina, Laura e Sara: Anne!
Alir: Porque é que fizeste isso? És louca? - perguntou ele, de boca aberta.
Ferida, a Anne olhou para ele.
Anne: Tu estás apenas confuso. Não vejo em ti o mesmo fundo maldoso dos outros Demolidores. - disse ela. - Tu... pareces-te de certa maneira a mim...
Alir: Somos muito diferentes!
Anne: Talvez sim... mas todos podem mudar.
Alir: Estás a pensar que eu vou mudar? Nem penses! Eu perdi tudo, já não tenho razão para mudar.
A Anne sorriu-lhe.
Anne: Tu estás enganado. Podes ter perdido o teu lar, podes ter perdido os teus companheiros, mas restas tu. Tens-te a ti. Tu podes fazer a diferença. Podes seguir com a tua vida.
Alir: N-não me parece.
A Anne aproximou-se dele.
Anne: Eu acredito em ti.
Alir: A mestra Karen vai matar-me...
Anne: Foge. Foge daqui. - disse ela. - Eu e os outros vamos vencer a Karen e quando isso acontecer, já não precisarás de fugir e poderás começar a tua vida de novo.
Os outros guerreiros olhavam espantados para a Anne.
Laura: Anne... será que isso é boa ideia?
Sara: Eu confio nela.
O Alir parecia confuso.
Anne: Vai. Eu acredito em ti. - disse ela, tocando nas mãos do Alir.
Pela primeira vez, ele deu-lhe um sorriso generoso.
Alir: Obrigado. Eu não esquecerei isto... voltaremos a encontrar-nos.
E no momento seguinte, o Alir partiu, voando dali.
Anne: Até breve.
E assim, o Walter e o Bearth vão desta para melhor, mas o Alir acaba por não morrer e mudar para o lado do bem. Até ao próximo capítulo!
