Autora: Naomi

Site: duoxheero

Ttradutora: Tina Chan

Revisora: Blanxe

Gênero: Yaoi, Romance.

Censura: Nenhuma.

Casal: 2+1

Advertências: Um pouco de Angústia, Suspense, Mistério e Assombração em geral.

Retratações: Os personagens de Gundan Wing e todos os relatos depois da colonização não me pertencem, mas aos seus criadores (Bandai, Sunrise, Sotsu Agency & TV Asahi). Eu estou simplesmente me divertindo um pouco com eles, sem nenhum propósito lucrativo.

Nota da Tradutora – Tina-chan

Eu dedico todo o esforço e incentivo para esta tradução a uma pessoa muito especial...

Eu dedico esta tradução a Você, minha querida amiga Illyana, por todo apoio que recebi!!!! Linda, agradeço, de coração, toda a gentileza que recebi de você para que este trabalho saísse... Portanto, este trabalho é tão meu, quanto seu, espero que te agrade... A vocês que têm tido a paciência de esperar a postagem de cada capitulo. A Blanxe que fez um trabalho maravilhoso revisando e melhorando a tradução tornando a fic mais agradável para a leitura...

Há! E não menos importante:

Agradeço também, à Naomi pela autorização, e incentivo para o trabalho – bem como a paciência em responder minhas dúvidas...

E agora Poe favor apreciem a leitura...

Capítulo 05

A circulação do sangue em suas orelhas.

O desesperado apelo por ar.

Seu corpo queimando.

Estava tão quente.

Uma batida de coração

Mais uma batida

Mais uma.

E então nada.

Silêncio.

"QUUUUUUUAAAAAAATREEEEEEEEEE!!!!!!!!!!"

"Duo! O que há de errado?!" Quatre gritou, correndo ofegante para o quarto de Heero.

"Apenas parou de respirar cara! Ele não consegue respirar!" Duo exclamou apavorado, com o semblante histérico. Ele estava sentado sobre a cama de Heero, inclinado sobre o garoto sufocado, seu cabelo estava em desordem e a face pálida de medo. Sem esperar mais pela reação de Quatre, Duo inclinou-se para baixo, iniciando a ressuscitação. Ele inclinou-se sobre a cabeça de Heero, pressionando seus lábios nos dele e começou um boca a boca.

Quatre correu para a cama, parando ao lado oposto de Duo e caiu de joelhos. Ele alcançou Heero checando o pulso, e os seus olhos subitamente arregalaram-se. "O coração dele parou!"

"Maldição, Heero!" Duo gritou, ofegando pesadamente, e mergulhou de volta continuando a respiração.

Quatre também pulou na cama, colocando as duas mãos, com os dedos entrelaçados sobre o coração de Heero, e começou a pressionar.

"Um!"

"Dois!"

"Três!"

"Quatro!"

"Cinco!"

Ele parou para fazer uma respiração.

"Um!"

"Dois!"

"Três!"

"Quatro!"

"Cinco!"

Os olhos azuis de Heero ainda estavam abertos, olhando sem vida para o teto. O corpo de Duo estava curvado sobre ele, soprando ar em seus pulmões. A cama chacoalhava, rangendo contra o piso de madeira, enquanto os dois garotos trabalhavam furiosamente, para trazer o amigo de volta a vida.

"Vamos Heero! Vamos!!"

"Um!"

"Dois!"

"Três!"

"Quatro!"

"Cinco!"

Ele podia ouvi-los de muito longe. Suas vozes eram meros sussurros, ecoando na escuridão.

Ele podia vê-los de muito longe. A visão dos dois rapazes estava no final de um longo e escuro túnel. Eles estavam sobre ele, chacoalhando-o e implorando para ele voltar. Ele podia sentir o ar quente sendo forçado para dentro de seus pulmões e podia sentir a força das mãos de Quatre sobre seu peito. Ele podia sentir a pressão sobre o seu coração, mas ainda havia o silêncio. Seu coração se recusava a trabalhar.

"O que está acontecendo aqui?!"

Wufei. Ofegando. Preocupado e sem fôlego.

"Quatre! O que aconteceu?!"

Trowa soava mais emotivo do que ele JAMAIS havia ouvido, antes.

"Oh Deus! Heero! Por favor!"

Duo. Ele estava chorando. Chamando por ele. Implorando a ele...

A visão do fim do túnel estava começando enfraquecer. Uma névoa escura movia-se pelas bordas da imagem distante.

Estava ficando quente. Ele queria sair das desconfortáveis trevas. Ele queria dormir...

"Não Heero! NÃO! VOCÊ TEM QUE FICAR AQUI, VOCÊ ME OUVIU? VOCÊ TEM QUE FICAR!!"

Duo... Porque ele estava chorando?

"Não... Heero... vamos, amigo... respire... vamos... Oh Deus... por favor... vamos..."

Não... Não chore... Por favor? Não chore...

E de repente, a voz dela. Próxima e límpida do que ele JAMAIS havia escutado antes.

"Onii-san? Por favor, venha...".

"Não! Não! Heero! Vamos! Vamos Heero! Vamos!" Duo suplicava sem parar, lágrimas correndo pelo seu rosto, chorando copiosamente por seus olhos desesperados. "VAMOS! LÀ!" Ele gritava puncionando o peito de Heero. "EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ IR ASSIM HEERO! ISTO É FÁCIL DEMAIS, Você ouviu?! fÁCIL DEMAIS!" Ele soluçou, e então se jogou sobre Heero soprando freneticamente sobre sua boca.

"Duo..." A voz de Quatre chegou suave em seus ouvidos.

"Cale a boca!" Duo gritou, respirando fundo e então se inclinando de volta.

"Duo... Já faz meia hora..."

"Eu disse CALE ESSA MALDITA BOCA, QUATRE!" Duo gritou, levantando o olhar para o loiro, ódio e acusação em seus olhos arregalados. Aquelas profundezas púrpuras eram um redemoinho de medo e desespero, uma visão atormentada naqueles abismos profundos. "Eu não vou desistir!" Ele falou e então se voltou para Heero. "Você entende isto, Heero!? Eu NÃO vou desistir!"

Os três pilotos não podiam fazer nada, além de olhar impotentes, enquanto Duo lutava pela vida de Heero. Eles haviam tentado tudo o que podiam para trazer o garoto de volta, mas depois de meia hora de ressuscitação, havia poucas possibilidades de que Heero sobrevivesse. Eles haviam feito turnos ajudando Duo reviver o garoto agonizante, um trabalho exaustivo demais para uma única pessoa fazer.

Entretanto o esforço deles fora em vão.

Heero permanecera deitado na cama, inerte, seus olhos azuis vidrados diretamente fixos no teto. Seus membros esparramados sobre o colchão, pálidos e cobertos de um suor frio.

Nenhum sinal de vida podia ser visto na face pálida do adolescente.

Não havia nenhuma maneira de negar. Heero Yuy estava morto.

"Duo! CHEGA!!!!" Wufei gritou, chamando-o pela primeira vez, desde que se conheceram, por seu primeiro nome.

Mas o garoto de trança ignorou a todos eles, sentando sobre Heero, suas pernas abertas uma de cada lado do corpo do outro, ofegando enquanto pressionava as mãos sobre o coração de Heero, então se inclinando para baixo para soprar em sua boca. Sua respiração frenética enchia o quarto enquanto ele lutava, a cama chacoalhando para trás e para frente quando ele se movia. O som da cabeceira da cama batendo na parede ecoava através de toda a casa.

Porém ainda o coração de Heero mantinha silêncio.

"Onii-san?"

A garota?

"Onii-san? Pode me ouvir?".

Onde ela estava?

"Eu estou bem aqui."

"Aonde?"

"Por favor, Onii-san você tem que voltar."

Voltar? Voltar onde? Onde estava Duo?

"Por favor, você tem que me encontrar. Por favor?"

Encontrar? Encontrar aonde? Quem? Onde ele estava? Onde estavam todos? Porque, ele não pode ouvi-los?

"Eles estão chamando por você. Não pode ouvir suas vozes?

Ouvi-los? Aonde?

"HEERO!"

Duo?

"Heero! Por favor! Não agora... Por favor!"

Ele ainda estava chorando...

"Você tem que voltar e me encontrar, Onii-san."

Voltar? Como?

"Você tem que voltar".

Mas... Mas como?

"Deste jeito."

LUZ!

DOR!

QUEIMANDO!

NÃO POSSO RESPIRAR!

MUITA LUZ!

CALOR!

Alguém o estava tocando.

DOR!

Alguém gritando.

DOR!

Chamando-o

LUZ!

Aquilo o atacou de uma só vez, e se ele conseguisse, ele teria ofegado, ou pelo menos piscado, porque subitamente ele estava de volta.

Ele podia vê-los agora; parados sobre sua cama, olhando angustiadamente para ele.

Os olhos água-marinha de Quatre cheios de lágrimas.

Os olhos verdes de Trowa, assombrados.

Os olhos de Wufei olhavam para ele com temerosa e ofegante antecipação.

E então ele sentiu alguma coisa tocando-o, com força pressionando seu peito. A força era tão grande que quase o atirava na cabeceira da cama.

E então alguém o beijou.

Não. Não um beijo.

Uma torrente densa de ar quente era empurrada passando por seus lábios e para seus pulmões.

E então o borrão nebuloso que cobria sua mente ergueu-se e ele entendeu.

Duo.

Ele estava inclinado sobre ele falando, chorando tanto que muitas lágrimas caíam de seus olhos. Elas deslizavam por suas bochechas ensopando sua face, os cabelos desarrumados grudados no rosto abatido. E seus olhos... Tão tristes, atormentados e amedrontados ao mesmo tempo. Olhando para ele. Chorando. Implorando. Suplicando para ele.

Mas ele não podia fazer coisa alguma. Ele tentou respirar, gritar, forçar seu coração a bater uma vez mais, mas isto estava fora de seu controle. Ele não conseguia fazer. Ele permanecia impotente, sentindo sua própria essência escapulir para longe uma vez mais... Dentro das trevas... Dentro das frias mãos da morte...

E então, ele viu aquilo. Era apenas um pequeno brilho. Uma coisa fraca e difícil de reconhecer. Aparecendo sob a luz do quarto, suspensa como uma pena sobre o ombro de Duo. Heero observou, encantado pelo crescente brilho de luz que enquanto aumentava, tomava forma. Primeiramente se parecia como uma grande e longa serpente, mas então ele compreendeu que aquilo era um braço. Levantando o olhar ele pode seguir aquele braço fino todo o caminho até chegar num corpo.

Um outro sopro de ar foi forçado para dentro de seus pulmões, e os olhos de Heero ampliaram-se um pouco.

O corpo pertencia a um garoto, quase da idade deles, talvez um pouco mais jovem. Ele estava vestindo em roupas esfarrapadas e largas, as cores delas indeterminadas porque seu corpo brilhava com uma misteriosa luz dourada. Sua pele era pálida mais do que Heero jamais havia imaginado ser possível, seu cabelo longo até os ombros eram lisos e dourados. Ele brilhava sob a luz dourada de sua aura, e Heero podia ver o jovem levantar uma mão delgada e empurrar o cabelo para traz da orelha, longos e pálidos dedos tocando de leve as mechas amarelas.

Então havia seus olhos... Uma estranha tonalidade de verde... Com um toque de dourado que iluminavam aqueles fantasmagóricos e grandes olhos. Eles pareciam tão grandes e vibrantes comparados com o restante dele, que Heero descobriu-se incapaz de olhar para longe.

"Heero... Heero... Por favor, Heero! Deus... Deus... Por favor... Heero..." Duo chorava desesperadamente, sua mão agarrada à camiseta de Heero, enquanto escondia sua cabeça no peito dele, soluçando de forma entrecortada. "Por favor...!!!"

O adolescente capturou o olhar fixo de Heero nos seus, e Heero descobriu-se incapaz de pensar qualquer coisa sob o olhar cativo do outro rapaz.

O garoto sorriu desanimado, e Heero observou-o colocar uma mão confortante sobre o ombro de Duo, sua outra mão acariciando o cabelo de garoto, acalmando-o.

Todas as coisas estavam em câmera lenta. O tempo parecia ter parado de se mover. Heero virou seu olhar fixo sem realmente mover seus olhos e observou o resto do quarto. Ele estava chocado em ver que os quatro pilotos e o garoto dourado não eram os únicos ocupantes do quarto.

Parado no fim da cama, estava Quatre. Próximo a ele estava uma mulher. Um pouco mais alta, e um pouco mais velha. Ela tinha cabelos de mechas cacheadas de um loiro brilhante, e uma aparência gentil em suas graciosas feições. O braço dela estava enrolado ao redor do ombro de Quatre, silenciosamente confortando o garoto enquanto ele chorava.

Perto dele estava Trowa. Ele tinha um homem parado próximo a ele, alto loiro de olhos azuis. Ele parecia ser jovem e um pouco severo, mas Heero podia sentir que ele estava guardando Trowa, ainda que não o tocasse, seus braços estavam cruzados sobre o peito.

Logo depois estava Wufei. Ele estava parado ao lado da cama, e atrás dele estava uma jovem. Ela parecia um pouco mais jovem que o piloto chinês, e muito similar em sua aparência. Ela também tinha os cabelos curtos pretos e olhos da mesma cor. A mão longa e esbelta estava pousada sobre o ombro de Wufei, oferecendo conforto enquanto o adolescente olhava entorpecido para Heero.

E então havia uma outra figura. Parada próxima a ele, segurando sua mão. Era uma garotinha. Mas não era a garota que ele costumava ver. Era uma diferente. Uma com grandes olhos azuis que irradiavam inocência, e um pequeno e branco cachorrinho que dançava nos pés dela, balançando a calda.

Ele encolheu-se interiormente quando ele viu que a garotinha sorria para ele, e então viu ela levantar o olhar. Ele seguiu o olhar e percebeu que ela estava olhando para o garoto parado ao lado de Duo. O garoto assentiu e baixou o olhar para Heero.

Ele estendeu sua mão e imergiu direto dentro do peito de Heero.

Aterrorizado, Heero queria gritar, mas era incapaz. Ele não podia fazer nada além de olhar e sentir.

A mão do garoto fechou-se ao redor de seu coração e ele apertou.

Heero retraiu-se.

"Heero?" A cabeça de Duo levantou-se, com os olhos lacrimejantes e confusos.

Outro aperto.

O corpo de Heero pulou da cama.

Um outro aperto.

"HEERO!"

Os olhos de Heero abriram-se, amplamente abertos.

Seu coração estava batendo outra vez.

Ele viu a garotinha estender uma mão dentro dele também, movimentando a mão diretamente para seus pulmões.

E de repente eles limparam-se, como se alguma barreira fosse levantada.

Heero respirou ruidosamente o ar.

"Oh Deus! Heero!"

Outro aperto sobre coração de Heero, e ele ofegou outra vez, seu corpo arqueando sobre a cama.

Ele piscou sentindo o ar e o sangue correndo através de suas veias mais uma vez. Ele caiu de volta na cama, engolindo grandes quantidades de ar. Ele viu a garota e o garoto tirarem as mãos deles para fora de seu corpo, e ele levantou os olhos para eles agradecidamente.

"Oh meu Deus... Oh meu Deus... Oh meu Deus!"

Ele podia ouvir Duo murmurando vezes sem conta, a aquilo trouxe um pequeno sorriso em seus lábios. Ele levantou os olhos para o garoto, vendo sua face atordoada pairando sobre ele, suas feições pálidas manchadas com lágrimas. Ele tinha as duas mãos sobre a sua boca e os seus olhos violetas arregalados em choque.

Ele sorriu para o adolescente atordoado, e ele teria rido se pudesse. E olhou de lado procurando pelos dois que o haviam ajudado. Franziu as sobrancelhas quando descobriu que mal podia vê-los. Eles estavam lentamente desaparecendo de seu campo de visão. Percebeu a garotinha rindo para ele, antes de finalmente desaparecer, junto com os demais.

O quarto parecia vazio outra vez, mas ele sabia que eles estavam lá. Eles sempre estiveram lá.

Sorrindo debilmente Heero deixou-se vagar para a inconsciência, agradecidamente respirando o ar fresco para seus pulmões.

Antes que a escuridão o envolvesse novamente, ele pode ouvir a voz dela murmurando.

"Obrigado por ter voltado, Onii-san".

Com o corpo tremendo com os soluços, Duo se jogou sobre Heero, abraçando o garoto apertado e chorando em seu peito. "Seu maldito maníaco suicida! Você me deixou tão apavorado! Vá para o inferno, Heero! Vá para o inferno! Maldito seja!". Ele berrou, seus punhos fechados ao redor do ensopado tecido da camiseta de Heero, sua cabeça movendo-se de um lado para o outro, enquanto ele chorava.

No fundo do quarto, Quatre caiu de costas contra a parede. Ele escorregou para o chão, seus olhos lacrimejantes olhavam para a cama.

Trowa se ajoelhou ao lado do loiro trêmulo, colocando uma mão confortadora em seu ombro. Ele baixou o olhar para ter certeza de que seu amigo estava bem, e então voltou seu olhar para a cama também.

Wufei foi o único que se manteve em pé, com os braços cruzados sobre o peito. Ele baixou o olhar para a cama, observando Duo tremer enquanto chorava, e então olhou para a face de Heero, tranqüila e serena em seu sono. Ele andou até a cama estendendo a mão para tocar o corpo adormecido de Heero. Ele checou o pulso e ficou aliviado por ainda encontrá-lo lá. Ele suspirou e se afastou um pouco, balançando sua cabeça.

"Chk! Deixe para Yuy, fazer outra viagem de volta da mortos". 1

Depois que os soluços finalmente acalmaram, Duo abriu os olhos, descobrindo-se inclinado sobre a cama de Heero, sua cabeça descansando sobre o peito do rapaz. Ele fungou e piscou algumas vezes. Podia sentir um macio e quente cobertor estendido sobre seus ombros, e ele sorriu um pouco, agradecido pelos cuidados de seus amigos.

Espiando por sua desarrumada e ensopada franja, ele olhou para o rosto de Heero. O adolescente ainda estava dormindo profundamente, sua respiração leve brincava com sua franja cor de chocolate como uma brisa suave.

Duo sorriu enternecidamente e fechou seus olhos outra vez. Ele acomodou-se perto do corpo de Heero, com sua cabeça sobre o coração do garoto, e escutou as suaves batidas do coração, deixando o embalassem de volta para o sono. Ele abandonou-se ouvindo a pulsação do coração de Heero, e sentindo seu peito lentamente subir e descer, a essência e o calor de seu corpo.

Vivo.

Heero ainda estava vivo.

Seus olhos rapidamente se abriram quando ele sentiu uma puxada gentil na sua trança. A magnífica corda de cabelos estava descansando casualmente sobre a cama debaixo do cobertor. Novamente houve uma leve puxada e Duo baixou o olhar confuso. Ele sorriu quando ele captou o vislumbre dos dedos longos e brancos de Heero, importunando seu cabelo alegremente. Ele voltou-se para a face do outro rapaz, e quase se afogou quando ficou encarando aqueles assombrosos olhos azuis.

Heero sorriu, e a boca de Duo caiu aberta quase batendo no chão.

"Hn. Baka". Heero rosnou suavemente, puxando a trança de Duo com um pouco mais de força. "Você deveria ver a sua cara". Ele sussurrou roucamente. "Até parece que você viu um fantasma". Ele sorriu de sua própria piada.

Duo apenas se manteve olhando, sem piscar os olhos. "H-Hee-Heero?!" Ele finalmente conseguiu gaguejar.

O garoto japonês arqueou uma sobrancelha questionando. "Sim?"

"VOCÊ ESTÁ VIVO!" Duo exclamou, pulando alegremente.

Heero riu. "Sim, eu notei."

A face de Duo iluminou-se com um sorriso estúpido. "E você voltou com senso de humor também!"

Heero revirou os olhos.

Duo riu, sentando de volta na cama. Ele alcançou a mão de Heero, os seus olhos sérios outra vez. Ele baixou o olhar para Heero, com uma expressão honesta e séria. "Eu estou feliz por você estar de volta". Ele sussurrou com a voz suave sem o habitual tom alegre.

Heero assentiu com a cabeça lentamente, seus olhos nunca deixando os de Duo. Ele baixou o olhar quanto sentiu Duo apertar sua mão com força, e depois do choque inicial, Heero apertou de volta. Ele olhou para Duo capturando o olhar dele com o seu.

Duo tinha lágrimas nos olhos agora, e ele estava olhando para suas mãos juntas, em profunda contemplação. Heero considerou em dizer alguma coisa, mas então ele pensou melhor sobre isto. Aquele não era o momento para palavras. Duo também sabia daquilo. Ele apenas permaneceu segurando a mão de Duo, sentindo a ternura contra seu corpo. Ele fechou os olhos suspirando satisfeito. Aquilo era bom. Ele poderia definitivamente habituar-se a isto.

Depois de algum tempo, Heero sentiu Duo soltar a sua mão, e ele abriu os olhos para ver por que. Ele ficou confuso quando viu Duo levantar as duas mãos para trás de seu pescoço, seus dedos trabalhando sobre alguma coisa. Ele estudou a expressão de Duo, ainda desacostumado a vê-lo tão solene e sério. Seus olhos tinham aquele olhar sombrio neles mais uma vez, as profundezas púrpuras distantes e assombradas.

Ele baixou o olhar quando ouviu Duo suspirar fortemente, e então tirar alguma coisa de baixo de sua camisa. Os olhos de Heero arregalaram-se surpresos quando viu um objeto delicado sob a fosca luz do entardecer. Era um colar. Atordoados os olhos azuis seguiram o brilhante colar quando Duo lentamente o trouxe para baixo, a corrente prateada dançando de lado a lado, e no meio brilhava uma pequena cruz prata.

Heero ofegou e levantou o olhar para Duo.

O rapaz de trança apenas sorriu para ele, melancolicamente. Inclinando-se para frente de Heero trazendo a corrente com ele. Gentil e cuidadosamente ele a colocou ao redor do pescoço do garoto japonês, seus dedos tremeram um pouco quando ele fechou o pequeno fecho de metal. Ele então se endireitou mais uma vez. Os lacrimejantes olhos violetas brilhando na lânguida luz do entardecer. Ele sorriu melancolicamente para Heero, seus dedos acariciando a cruz que agora descansava sobre o peito de Heero.

Com o corpo entorpecido do choque, Heero baixou o olhar para a cruz, seus olhos azuis arregalados com descrença. Ele estendeu sua própria mão tremula, os dedos tocando a cruz cuidadosamente, acariciando lentamente, como se não acreditasse que estava lá. Ele sentiu os dedos de Duo roçarem contra a sua mão e ofegou, levantando olhar novamente.

Duo apenas sorriu ternamente para ele. Colocando sua mão sobre a mão de Heero, ambas a mãos descansando sobre a cruz.

Heero suspirou trêmulo, seu peito subindo rapidamente, empurrando a cruz contra as mãos juntas deles. Ele era incapaz de se desviar do olhar de Duo, aqueles olhos violetas intensos conduzindo diretamente para as profundezas de sua verdadeira alma.

"D-Duo..." Ele finalmente conseguiu murmurar, o choque escrito por toda a sua face. "Por quê?".

Mais uma vez mais o garoto trançado sorriu tristemente. Ele soltou a mão de Heero, retirando sua mão, descansando-a sobre seu colo. Ele virou-se para longe se sentando na beirada da cama, e respirou profundamente.

"Você acredita em Deus, Heero?".

Espantado com a pergunta, Heero levou alguns momentos antes de finalmente conseguir responder. "Eu... Eu fui ensinado sobre Deus". Ele explicou calmamente olhando pra longe de Duo. "Se você é um menino mau... Você vai para o inferno. E se você é um bom menino..." Ele suspirou. "Você vai para o céu". Ele se voltou de volta para Duo. "É esse Deus?".

Duo suspirou, ainda olhando fixo para suas mãos. "É uma parte disto, sim".

"Oh." Heero deixou escapar e baixou o olhar outra vez. Ele respirou fundo pensando. "Você faz pedidos para Deus, é isto?".

"Sim, isto também". Duo falou tranqüilamente.

Lentamente Heero voltou a olhar fixo para seu amigo. Ele estudou o perfil de Duo enquanto, reparava na aparência triste na face do garoto.

"Você sempre fez seus pedidos para Deus, Duo?".

"...Sim".

Heero estremeceu com a amargura na voz de Duo. Ele suspirou e olhou para frente outra vez, fechando seus olhos tristemente. "Eu nunca fiz um pedido antes".

Ele pode sentir a cama mover-se e ouvir o ruído dos lençóis, quando Duo lentamente virou-se para encará-lo. Ele levantou o olhar quando sentiu Duo segurar sua mão outra vez e ficou surpreso em ver que Duo estava sorrindo levemente. "Nunca é tarde para começar". Ele falou com a voz séria e o olhar intenso.

Heero engoliu em seco.

"O que você deseja, Heero?".

O adolescente japonês suspirou tristemente e olhou para frente. "Eu... Eu desejo... Eu desejo ir para o céu."

Duo recuou um pouco para traz, surpreso. E reforçou o aperto na mão de Heero.

"Eu... Eu não me importo em apenas ficar no portão..." Heero continuou tranqüilamente, uma simples lágrima deslizando por sua face. "Eu não me importo... Contanto que eu possa... Contanto que eu possa ver o rosto dela...". Ele fungou calmamente fechando os olhos.

"O rosto de quem?" Duo se atreveu a perguntar, sentindo seu coração bater rápido e alto, palpitando dolorosamente.

"Minha mãe". Heero sussurrou, numa voz pouco audível. Ele suspirou e voltou o olhar para Duo. Os olhos azuis tristes. " Eu não lembro do rosto dela".

Duo assentiu silenciosamente, não tendo nada a dizer. Ele respirou profundamente num esforço de segurar as lágrimas.

"Apenas um olhar..." Heero continuou silenciosamente fungando. "Apenas um olhar, e então eu posso ir para o inferno..."

Um choro chocado escapou dos lábios de Duo e ele apertou a mão de Heero, sentindo seus dedos roçaram sobre o metal frio da cruz.

Houve silêncio depois daquilo, ambos os rapazes mergulhados nas conseqüências da pequena confissão de Heero. Não existiam palavras para dizer, nada poderia ser dito para aliviar a dor e confortar, então eles mantiveram silêncio.

Os momentos passavam devagar, o sol se pondo atrás das montanhas gramadas do lado de fora da janela de Heero. Os quentes raios dourados do sol enchiam o quarto como se o céu estivesse pintando num divino mostruário de cores. Naquela luz dourada Heero pode jurar que captou o brilho celestial do garoto dourado sentado próximo a Duo com uma mão sobre seu ombro. Mas talvez aquilo fosse apenas a luz pregando peças nele.

Lentamente Heero levantou o olhar procurando pelos olhos de Duo. "Seus... Seus desejos sempre se tornaram realidade, Duo?"

Por um longo tempo, Duo não respondeu. Ele manteve sua cabeça abaixada recusando-se a encontrar com os esperançosos de Heero. "...Não".

"Oh". Heero falou tristemente, desviando o olhar. Ele respirou profundamente, sentindo as lágrimas ameaçarem a vir."Alguma vez eles se realizaram?".

Duo manteve silêncio.

"Mesmo se você acredita?" Heero perguntou voltando a olhar para Duo. Os olhos cobalto suplicando para que ele respondesse.

Porém Duo fechou os olhos tristemente virando a cabeça de lado.

"Talvez...Talvez os meus se tornem realidade? Heero perguntou com os olhos brilhando com lagrimas não derramadas.

"Talvez..." Duo sussurrou, ainda que sua voz traísse a sua resposta. Ele respirou profundamente suavizando a dor com um suspiro pesaroso. Ele então virou a face para Heero novamente para agarrar sua mão. Ele baixou o olhar para o rapaz com os olhos também brilhando sob a luz agonizante.

Heero sorriu melancolicamente para ele, uma outra lágrima escapando de seus olhos. "Então... Então eu quero fazer um outro pedido". Ele sussurrou com a voz rouca pelas lágrimas.

Duo assentiu lentamente.

Heero sorriu para ele. "Eu desejo que seus desejos se tornem realidade".

"H--Heero..." Duo gaguejou, completamente atordoado.

O jovem japonês apenas sorriu tristemente, apertando a mão de Duo. "Talvez... Talvez Ele me ouça?".

Duo sorriu debilmente, apertando a mão de Heero. "Talvez".

Heero assentiu com a cabeça aparentemente satisfeito com a resposta.

Duo observou-o enquanto os olhos cobalto lentamente se fecharam, e o garoto voltou a dormir. Ele estendeu a mão para secar as lágrimas, fungando. Ele apertou sua mão ao redor da cruz, seus dedos lentamente acariciando-a . "Deus, assim eu espero, Heero. Assim eu espero...".

Três pares de olhos levantaram-se quando Duo lentamente entrou na cozinha. Eles seguiram-no silenciosamente enquanto ele andava para um dos armários, pegando uma xícara. Eles escrutinavam cada movimento, enquanto ele fazia para si uma xícara de café forte e então seguiram-no enquanto ele andava na direção da mesa da cozinha.

"O que é?" Duo perguntou num tom silencioso, olhando para seus amigos. "Eu tenho alguma coisa na minha cara?"

Os três suspiraram e desviaram o olhar.

Foi Quatre quem falou primeiro. "Como você está se sentindo, Duo?".

"Hã?" O garoto trançado expressou, sentando em sua cadeira. Ele encolheu os ombros. "Okay, eu acho. Desculpe por explodir daquele jeito..."

Quatre sorriu ternamente, e balançou sua cabeça. "Não, eu digo fisicamente. Como você se sente?"

"Er...?" Duo perguntou novamente, desconcertado levantando os olhos para ele. Ele encolheu os ombros. "Bem."

"Sem tosse?" Wufei perguntou, levantando uma sobrancelha.

Duo balançou a cabeça.

"Sem cansaço?" Trowa adicionou, levantando o olhar para Duo também.

Outra vez o garoto com trança balançou sua cabeça, bebendo seu café.

"Náusea?" Quatre propôs preocupadamente.

Duo piscou, confuso. Ele suspirou e balançou sua cabeça. "Nah. Eu estou excelente, obrigado." Ele tomou um gole de seu café e então levantou os olhos para os outros pilotos. "Por quê?"

Quatre suspirou e inclinou-se de volta na cadeira. "Nós estamos apenas dizendo, o quanto é estranho que você não tenha pego o vírus ainda".

"O QUÊ?!" Duo explodiu, quase derrubando seu café. "O que você quer dizer com isso?"

"Você disse que você nunca foi vacinado contra a doença." Trowa relembrou-o calmamente. Com seu olhar fixo e intenso. "Já faz quase três dias, e você não mostrou nenhum sinal de infecção."

Duo assentiu e abaixou a cabeça. "Sim você está certo..."

Neste momento foi à vez de Wufei voltar a falar. Ele se inclinou para frente, se apoiado em seus braços que estavam descansando sobre a mesa, seus olhos de ônix sobre Duo. "Como você escapou da doença, na primeira vez?"

Duo suspirou, recusando-se a levantar o olhar de seus dedos inquietos. Ele encolheu os ombros.

"Duo." Quatre falou uma vez mais, com voz compassiva. "Eu sei que pode soar um pouco estranho, mas nós pensamos que você já era imune para a doença".

A cabeça de Duo lançou-se para cima. "Hein? Como poderia ser isto? Eu nunca tomei uma vacina na minha vida! Por que eu seria imune, hã? Por que eu e não os outros?!"

"Duo." Trowa tentou acalmá-lo. "Duo, por favor, nos escute".

Suspirando profundamente Duo assentiu e afundou-se na sua cadeira.

"Existe uma possibilidade, remota quanto a isto." Trowa continuou olhando intensamente para Duo. "Que seu corpo fosse naturalmente imune para a doença.".

"Isto é BOBAGEM!" Duo gritou, com raiva nos olhos. "Maldição, como isto pode ser, hein?!? Eu era apenas um pequeno rato de rua! Porque eu seria protegido e os outros não?!"

"Duo, por favor, acalme-se!!" Quatre apelou. "Pense sobre isto, você não acha estranho que você tenha escapado da doença... duas vezes?"

Duo fez uma careta, mas esforçou-se para se aclamar. Ele respirou fundo algumas vezes e então apoiou os dois cotovelos sobre a mesa, escondendo a face nas mãos. "E se eu fosse imune? O que isto tem haver alguma coisa?"

Trowa suspirou. "Pessoas que são naturalmente imunes, carregam o antídoto no sangue delas".

"Sim, bem, vocês rapazes são imunes, vocês tem o antídoto também. Então o que é?

Trowa balançou a sua cabeça. "Não, Duo. Embora nós sejamos imunes para a doença, nós não produzimos novos antídotos. Somente você pode".

Duo levantou o olhar, olhando pelo meio de seus dedos entrelaçados. "Eu posso?"

Trowa assentiu com sua cabeça.

"Você acha que eu estava carregando a cura dentro de mim ?Todo este tempo?"

Outra vez o piloto do Heavyarms assentiu com sua cabeça.

"Nós precisamos fazer alguns testes, primeiro". Wufei informou calmamente. "Nós precisamos de uma amostra de sangue".

Erguendo-se de sua cadeira, Duo assentiu, seu olhar cortando o ar como uma faca. "Certo".

Depois de extrair uma pequena quantidade do sangue de Duo, Trowa e Wufei começaram a trabalhar. Eles estavam sentados na mesa da cozinha com umas doze velas ao redor deles, papéis e equipamentos médicos espalhados sobre toda a mesa. Eles tinham meios limitados de pesquisa, mas isso era suficiente para fazer um teste sanguíneo completo.

Dou posicionou-se ao lado da porta da cozinha, apoiado contra a parede; seus braços cruzados sobre seu peito e seu olhar fixo nos dois pilotos trabalhando. Quatre estava em cima no quarto de Heero, checando o garoto. Eles há muito haviam esquecido o trabalho de vigilância, deixando a estação vazia e abandonada. Eles tinham coisas mais importantes em suas mãos.

"Como está indo?" A voz de Quatre soou suave, enquanto entrava na cozinha.

Trowa levantou o olhar do microscópio que usava e assentiu com a sua cabeça. "Nós confirmamos. O corpo de Duo é capaz de produzir o antídoto".

Duo deixou escapar um suspiro de alivio abaixando sua cabeça momentaneamente. Ele empurrou-se da parede e caminhou até a mesa. "Então, o que agora?"

"Nós precisamos extrair a cura do seu sangue". Wufei respondeu levantando o olhar de seu trabalho também.

Duo assentiu. "Digam-me o que eu tenho que fazer".

O piloto chinês suspirou e balançou sua cabeça. "Infelizmente, isto não é tão fácil. O antídoto é uma pequena parte de uma mistura muito complexa. É basicamente como procurar por uma agulha num palheiro".

Os olhos de Duo faiscaram obscuramente. "Então nós iremos procurar por isto!" Ele grunhiu, olhando fixo para o outro piloto. "Heero não tem muito tempo, e você sabe que nós não podemos nos dar ao luxo de esperar que aquele vôo chegue!"

Trowa levantou o olhar. "Wufei, que método nós precisamos usar para separar o antídoto do sangue de Duo?"

O piloto chinês suspirou. " Se me lembro dos meus estudos corretamente, nós iremos precisar de uma cromotografia com alta pressão de líquidos, de modo que separemos as células do restante do sangue. Que daria a você cerca de trinta amostras. É claro que cada amostra deverá ser checada e..."

"Okay! Okay! Nós entendemos isto! Processo longo!" Duo repreendeu. E virou-se para Trowa. " O que mais nós podemos fazer?"

O piloto de olhos verdes suspirou pesarosamente, coçando seu queixo pensativo. Depois de algum tempo ele levantou os olhos para Wufei outra vez. "E que tal se nós puséssemos o sangue em uma centrífuga? Nós podemos então rapidamente congelar isso e..."

Os olhos de Wufei arregalaram-se. "Eu entendi onde você quer chegar com isto! Nós apenas separamos as células vermelhas do sangue e os componentes do plasma, e injetamos em Yuy o resto!"

Trowa sorriu levemente e assentiu com a cabeça. "Exatamente".

"Brilhante!" Wufei exclamou, batendo na cabeça com a mão. "Porque eu não pensei nisso antes?!"

Duo sorriu malicioso. "Eu poderia responder isso para você." Ele voltou-se para Trowa. "Então nós nos livramos da parte rejeitável do meu sangue e damos a Heero o resto? Isto é seguro?"

Trowa assentiu. "Como você disse Duo se nós nos livraremos das partes rejeitáveis do sangue, deve ficar tudo certo".

Duo sorriu aliviado. "Então o que nós estamos esperando? Vamos fazer isto!"

Subitamente o silêncio caiu sobre a cozinha, e o suspiro pesaroso Wufei pode ser ouvido. "Até você PODERIA fazer isto, se nós tivéssemos os meios. O equipamento que nós temos não é apropriado para realizar a tarefa".

"Então encontraremos um que seja!" Duo exclamou, batendo o pé no chão. Ele girou ao redor para olhar para Quatre com os olhos suplicantes. "Certo?"

O loiro suspirou e baixou a cabeça. "Aonde nós podemos ir, Duo? Nós estamos a milhas de lugar nenhum. Não existe um hospital nas redondezas".

"Besteira! A base está bem abaixo da montanha, certo?! Eu aposto que eles têm TODAS AS COISAS que nós precisamos lá!" Duo explodiu, apontando avidamente para a janela, aonde as luzes da base podiam ser vistas, no vale abaixo.

"Nós não podemos correr o risco de revelar nosso esconderijo, Maxwell". Wufei lembrou-o "Nós temos uma missão para completar apesar de tudo".

"MAIS UMA PALAVRA SOBRE A MALDITA MISSÃO, WU-MAN E EU IREI USAR O DEATHSCYTHE PARA EXPLODIR VOCÊ EM ORBITA!" Duo berrou, olhando para o outro piloto atordoado. "Heero está morrendo lá em cima, maldição! Então apenas esqueça esta maldita missão !!!"

"Duo!" Quatre exclamou, chocado. "Duo este não é o lugar para começar uma bri..."

"Não, ele está certo". Wufei falou calmamente, levantando o olhar para o garoto tempestuoso. Ele suspirou e abaixou a cabeça impotente. "Ele está certo. Nós temos que descer até a base".

"Como?" Trowa perguntou com a voz calma. "Nós não devemos fazer um tumulto".

"Trowa está certo". Quatre concordou, sentando ao lado da mesa. " A última coisa que nós precisamos é fugir daqui com a OZ em nosso encalço. Nós precisamos de tempo para extrair a cura e nós precisamos de um lugar seguro para Heero".

Os outros pilotos assentiram concordando.

A cozinha escura caiu no silêncio enquanto os quatro rapazes abaixavam suas cabeças; pensativos tentando encontrar uma solução para o problema deles.

De repente a cabeça de Duo se levantou e um sorriso afetado brincava em seus lábios.

"Eu tive uma idéia".

Nota da Autora:

1 Normalmente depois de meia hora, uma pessoa é declarada morta.

Mesmo se eles conseguissem voltar, depois de meia hora, eles não seriam nada mais do que vegetais. Haveria danos cerebrais demais.

Mas, se você, por favor, me perdoar, eu desconsiderei esse pequeno detalhe. xD

Hey, se Heero sobreviveu a todas as bobagens loucas que ele fez no que foi exibido, porque, não na minha fic?!?!?