Autora: Naomi
site: original: A One Night Without a Stars
Tradutora: Tina-chan
Revisão: Marlon Kalango
Gênero: Yaoi, Romance.
Censura: Nenhuma.
Casal: 2+1
Advertências: Um pouco de Angústia, Suspense, Mistério e Assombração em geral.
Retratações: Os personagens de Gundan Wing e todos os relatos depois da colonização não me pertencem, mas aos seus criadores (Bandai, Sunrise, Sotsu Agency & TV Asahi). Eu estou simplesmente me divertindo um pouco com eles, sem nenhum propósito lucrativo.
Nota da Tradutora: Primeiramente eu agradeço o carinho e a paciência para comigo e um obrigada especial para todos os que leram e deixaram reviews e para os que leram e não deixaram reciews muito obrigada mesmo... Agora desculpe o atraso no update mas eu tive alguns problemas com o meu PC e também fiquei doente perdi o meu trasplante de córnea então estou quase cega desculpem a demora mas infelizmente não pude evitar mas eis ai mais um emocionante capitulo para vocês... Beijos Tina Um obrigado especial para a minha irmã Xu e a minha amiga Illy
Capítulo 06
Nuvens negras de tempestade, pesadas com chuva e carregadas de raios arrastavam-se por todo o céu noturno. Não havia estrelas brilhando no céu, e a lua cheia escondia-se a trás do nevoeiro escuro. O nevoeiro descia no vale, a densa neblina descia montanha abaixo para dentro de pequeno Valle, brancas e indistintas cascatas de vapor derramavam-se pela superfície íngreme. As arvores chacoalhavam e agitavam-se sob os ventos fortes, as gotas de chuva que cobriam o gramado alisando-o, e cintilantes relâmpagos lançavam-se através dos céus.
Os únicos sons ao redor eram dos redemoinhos do vento e da chuva caindo. O vale estava completamente silencioso apesar do ocasional uivo de um lobo solitário.
Descendo numa estrada lamacenta fazendo um caminho através da estrada escorregadia que se torcia, curvando-se enquanto ia além das montanhas abaixo, havia uma motocicleta. O roncar do motor e o som da rodas desviando das profundas poças de lama, ecoava através de todo o vale.
O veiculo deslizava rapidamente descendo a montanha seguindo diretamente para as luzes cintilantes da iluminação noturna da base. Cortando através dos ventos desagradáveis a longa trança do piloto agitava-se violentamente contra o vento. A chuva caia sobre as roupas de couro negro do piloto, e a sua franja castanha ensopada grudava em sua face. Cortantes olhos violetas olhavam a diante e uma sensação de escuridão, malevolência e determinação saturavam o ar ao redor dele.
As mãos de Duo agarravam-se ao redor do guidão da moto, e os olhos estreitavam-se enquanto ele se aproximava da base. Ele podia ver o portão, a menos de cem metros à frente. Dois guardas estavam parados lá, sob o pequeno e provisório abrigo de chuva. Eles estavam armados, porém eles não estavam prestando muita atenção nos arredores.
Duo sorriu maliciosamente, dirigindo pelas curvas finais que conduziam ao portão. Ele pressionou a bomba de gasolina e o motor roncou.
Os guardas olharam surpresos.
Duo riu para si, levantando a mão e afastando a franja de lado. Dirigindo o restante do caminho entre ele e os guardas, Duo pôs sua melhor mascara de brincalhão e deu uma parada rápida, a moto virou espalhando lama e água para todo o lugar. Ele desligou o motor e pulou da moto, jogando para trás sua trança ensopada.
Os guardas olhavam, intrigados, quando Shinigami aproximou-se deles com passos determinados, carregando uma caixa em suas mãos.
Duo arreganhou os dentes balançando sua caixa para os guardas. "Entrega de pizza!", exclamou.
Um relâmpago cortou os céus, e o rugir de um trovão ressoou através do vale. Uma chuva pesada batia contra o telhado e as janelas, produzindo um barulho alto enquanto caia. O aguaceiro caia sobre as grandes telhas do telhado derramando-se como uma enorme cachoeira, a água deslizava pelo vidro da janela do quarto de Heero.
Heero deitava de lado, de frente para a janela. Os olhos fechados no sono. Um espesso cobertor estava enrolado ao redor de seu corpo delgado. O quaro estava escuro e silencioso; apesar do som da chuva conta à janela.
Relâmpagos lançavam-se através das trevas outra vez e os olhos de Heero agitaram-se abertos. Ele estremeceu com o alto rugir do trovão, e então suspirou. Ele estendeu a mão de baixo do cobertor alcançando a corrente prateada que descia por seu pescoço, a cruz descansando sobre a cama. Ele fechou sua mão ao redor da delicada cruz, respirando profundamente. Seus olhos azuis olhavam ao redor do quarto, percebendo que estava vazio. Tudo estava quieto. Quieto demais.
Heero suspirou e fechou os olhos. Duo prometera que eles estariam de volta logo. Quanto tempo fora isto? Por quanto tempo ele havia dormido? Ele xingou suas condições, sentindo-se mal por ter dormido durante toda a semana. Ele havia perdido completamente o sentido de tempo. Ele nem ao menos sabia que dia estava!
Mas Duo prometera que eles estariam de volta logo, então ele provavelmente não dormira muito tempo. Ele imaginava aonde eles haviam ido. Provavelmente fazer alguma coisa pela missão. Duo não dissera coisa alguma. Ao menos ele não estava certo de que ele havia dito. Ele estava tão fora de si quando Duo viera para seu quarto dizendo que eles iriam sair por algum tempo. Sua mente estava tão confusa que mal funcionava, então ele apenas assentiu e voltou a dormir.
Heero tossiu e então sorriu para si. Ele segurou apertando a cruz, levantando o olhar para a janela, seguindo o aguaceiro com os olhos. Duo havia dado para ele a sua cruz. Heero lembrou-se dele sussurrando alguma coisa sobre como aquilo iria protegê-lo quando ele partisse. Ou alguma coisa assim. Ele não estava certo. Ele estava sonolento demais. Porém apesar disto aquilo o fez sorrir relembrando do brilho dos olhos violetas de Duo quando ele segurou a sua mão e empurrou seu cabelo para o lado prometendo voltar logo.
Era estranho que ele tivesse se habituado ao toque de Duo. A uns poucos dias atrás, ele mal podia suportar ficar na companhia do garoto barulhento. Mas agora era diferente. Ele havia descoberto um lado totalmente novo de Duo. Ele podia ver além da mascara de brincalhão. Ele conseguia ver o verdadeiro garoto atrás do sorriso de Duo.
Heero sorriu para si, balançando a cabeça. Normalmente as pessoas diziam isto sobre ele. Ele havia escutado os outros pilotos falarem sobre isto. Diabos, também aquela moça Relena estava sempre insistindo que seu modesto soldado era apenas uma mascara. Porém ele já sabia disso. Todo mundo usa mascaras, porque, ele deveria ser algo diferente? E porque Duo seria algo diferente? Ele estava apenas feliz por Duo permiti-lo ver além da mascara de palhaço. E em retorno ele decidira tirar sua mascara para Duo. O que ele tinha que admitir fora inevitável, com febre alta e tudo. Estava ficando difícil manter o controle. Ele mal se lembrava de tudo o que havia dito, mas estava certo que aquilo era mais do que ele teria dito se ele estivesse em seu juízo perfeito.
Heero tossiu alto e estremeceu. Estava ficando frio. Ele puxou o cobertor para cima, arrepios de frio correndo por todo o seu corpo. Ele respirou fundo algumas vezes, e então tossiu mais uma vez. A pequena tosse logo se transformou em um alto acesso de tosse. A respiração difícil e a tosse gutural de Heero encheram o quarto, enquanto o corpo esbelto se sacudia sobre a pequena cama.
Eventualmente, ele acalmou-se, e jogou-se cansado sobre a cama. Ele suspirou, fechando os olhos exausto. Ele sentiu alguma coisa escorrer para o seu queixo, e abriu os olhos novamente; confuso. Ele estendeu a mão trêmula secando o liquido de seu queixo. Ele levou dois dedos para frente de sua face e seus olhos arregalaram-se.
Sangue.
Ele estava tossindo sangue.
Aquilo definitivamente NÃO era um bom sinal...
Suspirando, Heero fechou os olhos. Deixando sua mão cair sobre a cama. Ele apertou a mão ao redor da cruz prateada.
Ele estava correndo contra o tempo.
Mas tinha que fazê-lo. Duo prometera apenas um pouquinho mais. Ele tentaria. Ele tinha que tentar. Por Duo, ele iria tentar.
Heero virou-se sobre a cama tossindo no escuro.
Do lado de fora a tempestade continuava com força total.
Duo sorriu malicioso para os dois guardas estupefatos; vindo parar bem em frente deles, levantando o olhar para os dois homens com intrépidos olhos ametistas. Ele estava em uma posição pouco vantajosa que os dois guardas, mas ele não deixaria isto contar como uma desvantagem. Ele era sete vezes mais mortal do que eles.
"Entrega de pizza?!" Um dos guardas exclamou, olhando para seu amigo questionando. "Você foi informado sobre isto?"
O segundo guarda levantou os ombros.
O outro guarda suspirou e voltou-se para Duo. Ele franziu as sobrancelhas. "Então,uh, onde está Nick?"
"Oh, ele está doente hoje". Duo respondeu casualmente empurrando um pouco a franja molhada para o lado. Ele sorriu amplamente para o guarda. "Eu acho que aquele bastardo tinha seu próprio encontro..." Ele piscou cutucando o guarda com seu cotovelo.
O segundo guarda riu. "Ha! Este deve ser o Nick certo!"
O outro guarda pareceu relaxar, e baixou os olhos para o pacote de Duo, com a arma negligentemente abaixada. "Então, o que você tem para nós?"
Duo sorriu e baixou a mão para pegar um pequeno pedaço de papel de seu bolso. "Deixe-me ver..." Ele murmurou, trazendo o pedaço de papel molhado para sua frente. "Eu tenho o pedido aqui por um, uh..." Ele mudou o papel molhado de posição em sua mão, tentando entender o que as letras escritas diziam. Mas o papel estava molhado da chuva; a tinta escorrendo e as palavras não podiam ser lidas. Ele levantou os ombros, impotente, rindo internamente de sua pequena atuação e virou-se para o guarda. "Talvez vocês possam entender isto, caras?" Ele disse com um suspiro, entregando o papel para o homem à frente.
Com o canto dos olhos, ele captou uma pequena movimentação, e sorriu levemente quando ele conseguiu pegar um vislumbre de uma cabecinha loira serpenteando nas sombras. Ele voltou-se novamente para os guardas, que atualmente estavam ocupados olhando para o papel.
"Não, não posso entender uma palavra". Um deles disse suspirando. Ele entregou o papel para Duo. "Maldita tempestade... Você não se lembra quem fez o pedido?"
Duo balançou a cabeça. "Hey, eu apenas estou cobrindo meu amigo Nick enquanto ele está dançando com alguma garota, você entende?".
"Nós sentimos, mas não podemos deixar você ficar se você não sabe quem pediu isso". O segundo guarda falou desculpando-se. "Talvez seja um engano. Em qualquer caso você tem que voltar".
"Voltar!?" Duo exclamou com a voz zangada. "Eu dirigi um bilhão de milhas através de uma maldita tempestade e você está me dizendo para voltar!?".
"Desculpe". O guarda disse preparando-se para voltar, os olhos de Duo arregalaram-se quando ele viu que ele estava quase para se dirigir onde certamente estavam algumas figuras andando na ponta dos pés através das trevas.
"HEY!" Duo exclamou atrás dele, e o guarda girou de volta chocado. Duo grunhiu, caminhando a passos largos até os dois guardas, balançando um dedo acusador no ar. "Vamos deixar uma coisa clara aqui; senhor! Eu NÃO vou sair daqui até que alguém pegue esta maldita pizza! Eu não dirigi até aqui por nada!"
"Okay! Okay! Quer saber, nós iremos pegá-la!" O outro guarda grunhiu e estendeu-se para a caixa.
Duo sorriu maliciosamente e virou ao redor para encará-lo. Ele esticou a sua mão impacientemente, seu pé batendo contra a estrada lamacenta. Ele olhou fixamente para os guardas, com a face zangada. "São sessenta e cinco dólares e vinte e nove centavos". Ele sorriu malicioso. "E NÃO está incluída a gorjeta por dirigir até este buraco dos infernos!"
O rosto dos guardas empalideceram. "Sessenta... e cinco... dólares e vinte e nove centavos?!?!?!" Ele levantou o olhar para seu amigo. "Er... talvez você deva pagar, desta vez"
"Nah, está okay. Você pode pagar".
"Não, não eu insisto... Você pode pagar..."
Duo sorriu malicioso para si quando os dois começaram a brigar sobre dinheiro, olhando um para o outro e não prestando muita atenção para as três figuras que deslizavam silenciosamente através do portão.
As janelas subitamente se agitaram abrindo completamente e o vento forte bateu dentro do quarto. Cortantes gotas de chuva estavam voando com o vento, molhando o tapete rosa e batendo no corpo curvado de Heero sobre a cama. O garoto japonês suspirou e abriu os olhos. Ele virou-se ao redor lentamente para olhar a janela, os olhos fixaram-se entorpecidos nas cortinas quando elas voaram violentamente sob o forte vento, ensopadas da forte chuva.
As gotas geladas de água estavam voando diretamente para a face fervente de Heero, e o garoto abandonou-se com o sentimento de frio.
Um relâmpago cortou o céu e um trovão ressoou, o quarto escuro foi preenchido com um cegante flash de luz. Os olhos de Heero levantaram-se outra vez, e então se arregalaram quando ele viu a garota parada na janela. Um outro flash azul brilhante; e Heero ofegou assustado com a visão da garotinha. Ela ainda estava parada, seu vestido branco voando no vento, seus punhos fechados e os olhos de avelã penetrantes. Ela estava olhando para Heero silenciosamente, sua face pálida; obscurecida por um olhar agourento e gelado.
Heero engoliu em seco e empurrou-se para cima sentando na cama sem fôlego. O fino tecido de sua camiseta ficou rapidamente ensopado com a água; suas franjas escuras e desarrumadas agitando-se sob o forte vento. Ele prendeu seu olhar nos olhos mortos da garota, devolvendo o penetrante olhar com uma calma silenciosa.
Novamente um flash de um relâmpago, e os olhos da garota subitamente arremessaram-se para baixo, olhando cortantemente para o objeto brilhante pendurado no pescoço de Heero; pequenas gotas de chuva cintilando com o flash de luz azul. Ela lentamente voltou seu olhar para cima . Olhando para Heero questionando, entretanto o olhar dela ainda era frio.
Heero alcançou a cruz com a mão em concha, lentamente baixando o olhar para ela. Ele levantou o olhar para a garota outra vez.
"Isto é de Duo".
A garota não respondeu, e somente deu alguns passos adiante, aproximando-se da cama. Ela parou bem em frente a Heero lentamente estendendo a mãozinha. Ela segurou a cruz, examinando-a em todas as direções.
Heero observou enquanto ela corria seus dedinhos sobre a delicada cruz, passando a ponta de seu dedo indicador para cima e para baixo do objeto prateado. O olhar dela era triste e desamparado quando ela cuidadosamente secou algumas gotas de chuva da cruz.
E então ela vigorosamente arrancou a cruz de seu pescoço.
"Hey!" Heero gritou, surpreso. "Isto não é meu! Devolva!" Ele exclamou olhando fixo para ela. Ele estende-se para tirar aquilo dela, mas a garota puxou rapidamente, pulou fora de seu alcance ainda olhando fixamente para ele.
"Me.dê.isto.de.volta!" Ele grunhiu lançando-se na direção da garota.
Porém, ela apenas pulou fora do caminho, outra vez.
Heero caiu no chão, de cara para baixo.
Ele tossiu debilmente, novamente expelindo um pouco de sangue. Gemendo miseravelmente, limpando sua boca. Ele apenas continuou deitado lá, sem fôlego, a chuva derramando-se sobre seu corpo febril. Depois de um silêncio que não terminava, Heero levantou o olhar para a garota, ofegante e incapaz de levantar-se do chão. "Por favor, dê-me isto de volta. Isto não é meu..." Ele sussurrou roucamente, seus olhos cobalto implorando para a garota. "Por favor?".
A garota olhou para ele tristemente, ainda segurando a cruz em sua mão. Ela lentamente andou para Heero, e ajoelhou-se na frente dele. Ela alcançou a mão dele, e Heero estremeceu quando ele sentiu o toque gelado dela. Ele rapidamente imaginou porque ele podia sentir agora o toque dela, mas então ficou distraído quando a garota colocou a pequena cruz na sua mão, fechando seus dedos ao redor dela.
Ele olhou para ela, confuso e foi capturado no castanho profundo de seus olhos.
A garota sorriu melancolicamente para ele, ainda segurando a mão dele nas dela, empurrando seus dedos contra a cruz.
"É neste lugar aonde você vai me encontrar".
"Não importa quem vai pagar! Eu apenas quero dar o fora daqui já!". Duo rosnou, olhando fixo para os dois guardas. Os dois idiotas ainda estavam brigando sobre a maldita pizza, gritando e argumentando como se não houvesse amanhã. Todos ao redor deles eram soldados curiosos, que vieram para ver o que era aquela comoção. Eles estavam todos olhando muito distraídos com o pequeno incidente, rindo com eles mesmos e observando com grande interesse.
Duo estava dando o seu melhor show sendo teimoso e estúpido, não permitindo que os guardas fossem embora, sem pagar. Ele girava ao redor da pequena 'multidão' ao redor deles, apontando um dedo acusador.
"Agora olhem todos vocês! Eu SEI que um de vocês, seus bundões, pediu esta pizza, então quem quer que tenha sido, SEJA HOMEM e dê um passo à frente!" Ele gritou olhando fixamente para eles um por um.
Os soldados apenas riram e encolheram os ombros. Alguns chacoalhavam a cabeça.
Duo lutou contra o desejo de gargalhar da situação. "Não fiquem apenas parados aí, olhando como idiotas! Alguém venha e pague por esta maldita pizza!"
Não foi nenhuma grande surpresa que ninguém tenha se voluntariado.
Duo grunhiu. "Eu estou avisando vocês! Se nenhum de vocês vir aqui e reivindicar esta pizza, vocês irão perder as bebidas grátis! NÃO haverá o privilégio das bebidas grátis para vocês! Uh uh! De jeito nenhum! Agora vamos com isso e peguem esta maldita caixa agora mesmo!"
Novamente algumas risadas, enquanto Duo continuou recebendo nada além de olhares inúteis. Nossa; você pensaria que alguém teria feito alguma coisa agora... Ch! Estúpida OZ...
Ele captou uma pequena movimentação com o canto dos olhos, e cuidadosamente levantou os olhos. Ele podia ver a mão de Quatre balançando em sua direção, e riu diabolicamente por dentro. Missão cumprida, Heero. Ele pensou com um sorriso malicioso e então jogou sua cabeça para cima, olhando para os guardas.
"Ótimo! Querer saber?! Fiquem com ela! Eu certamente não preciso! Sessenta e cinco dólares não é valor para ficar esperando na chuva!" Ele rosnou empurrando a caixa de pizza nas mãos dos homens. Ele então pisou duro até a moto e subiu olhando para os soldados ao redor.
"Mas podem esquecer a bebida gratis!" Ele gritou dando partida na moto. "NÃO haverá bebidas grátis para vocês, esta noite!" Ele falou e o motor roncou. "Ótimo! Adeus!"
Confusos, os soldados olharam para o adolescente maluco enquanto sua motocicleta corria dentro da noite.
"HEY!" Um dos guardas chamou surpreso.
Todos os olhares se voltaram diretamente para ele, e então um alto rugir de risadas ecoou através da multidão quando eles perceberam que o guarda estava parado lá, segurando uma caixa vazia em suas mãos.
A motocicleta de Duo corria através da noite. O roncar do motor ecoando por todo o vale.
Agüente, Heero. Duo pensou enquanto corria montanha acima, a moto cortando pela tempestade. Apenas um pouquinho mais...
Ele estava morrendo.
Heero sabia que estava. Ele podia sentir isso, o fim de sua curta existência, sua vida escoava lenta e suavemente como as areias de uma ampulheta.
Ele continuou deitado no chão, seu corpo quente desfrutando do sentimento do chão frio, enquanto a chuva caia do céu, ensopando suas roupas e molhando sua pele fervente. Ele estava vestindo apenas um par de shorts e uma camiseta branca, e então seu corpo já estava tremendo violentamente de frio. Seus olhos estavam fechados, suas bochechas coradas com a febre, a respiração lenta e ofegante.
"Eu estou morrendo não é?" Ele sussurrou rouco. Os olhos azuis vidrados, olhando adiante para nada mais além do ar.
A garotinha que estava sentada perto dele lentamente assentiu com a cabeça.
Heero suspirou e então de repente riu amargamente, fechando seus olhos. "Talvez eu consiga ver o rosto dela, afinal..."
A garota deixou seu olhar abaixar tristemente.
"Você acha... Você acha que ela irá querer me ver?" Heero sussurrou debilmente, e então tossiu. "Eu tenho sido um menino mau..." Ele falou com um suspiro triste, lançando seu olhar para baixo, pesaroso.
A garota manteve silêncio, com seu olhar triste.
Heero abriu os olhos e olhou para ela. Suas feições suavizaram-se com uma leve compaixão. "Você sente falta da sua mãe também, não?"
A garotinha lentamente assentiu.
Heero sorriu tristemente, estendendo a mão para cima um pouco e pousou-a compassivamente sobre o braço fino dela. "Você nunca me disse o seu nome..." Ele sussurrou olhando para ela com os luminosos olhos cobalto.
A garota voltou o olhar para ele, surpresa.
O sorriso de Heero lentamente desapareceu. "Você se importa em me dizer o seu nome? Eu... Eu nunca soube o nome ... daquela garotinha... Ela nunca me disse o nome dela..."
A garotinha assentiu silenciosamente compreendendo, levantando a mão dela e colocando sobre a mão de Heero. Ela sorriu para ele ternamente, ainda que os olhos dela fossem tristes e amargos. "Você tem que se apressar, Onii-san. Não há muito tempo."
Heero tossiu e olhou adiante.
"Por favor, Onii-san. Você tem que me encontrar. Eu quero ir para casa."
Lentamente Heero levantou sua cabeça, os olhos cobalto lacrimejantes olhando para a garota diretamente. Depois de algum tempo ele assentiu com a cabeça e tossiu, Tentando levantar-se do chão. Ele ofegou com o esforço, os seus braços trêmulos enquanto ele os usava como suporte para seu peso, empurrando-se para cima. Finalmente depois de muito esforço, Heero sentou no chão, ofegando e olhando para a garota com olhos de avelã esperançosos.
Um relâmpago brilhou e um trovão ressoou. Heero virou sua cabeça ao redor e olhou para a janela. Seus profundos olhos azuis examinando os céus escuros por um momento, até que um relâmpago forte distraiu-o de seus pensamentos. Ele suspirou e respirou fundo, voltando a face para a garota. Ele sorriu para ela ternamente.
"Eu irei levar você para casa. Sua mãe está esperando."
"VOLTAMOS!!!" A voz de Duo soou pelos salões escuros da grande casa, o vento e a chuva caindo na frente da porta quando foi aberta; os quatro pilotos correram para dentro do abrigo seguro.
"Eu irei preparar o equipamento." Wufei começou correndo para a cozinha com uma grande quantidade de equipamentos em suas mãos.
"Eu irei procurar por mais velas". Quatre murmurou seguindo Wufei.
"Duo," A voz de Trowa chegou suavemente de trás do garoto trançado. " Nós iremos precisar de uma outra amostra de sangue".
Duo assentiu enrolando sua manga. "Certo".
Os dois andaram para a cozinha também.
Do lado de fora; relâmpagos lançavam-se através dos céus e os ventos uivavam.
No minuto em que ele foi para a cozinha, e cerca de meio galão de sangue foi drenado dele, Duo correu do aposento escuro subindo as escadas pulando dois degraus de cada vez enquanto agilmente ele ia para o quarto de Heero. Ainda meio correndo ele abriu a porta e entrou tempestuosamente dentro do quarto, sua trança molhada voando selvagemente atrás dele.
"Heero! Nós estamos de volta!" Ele exclamou sem ar. Ele parou no meio do pequeno quarto, ofegando, esperando que seus olhos se ajustassem à escuridão. A água estava pingando de suas franjas molhadas, suas roupas pretas também ensopadas. Ele estreitou seus olhos tentando ter uma boa visão da cama. Mas estava escuro demais.
Um clarão azul cegante... e os olhos de Duo arregalaram.
Ele correu até a cama e jogou os cobertores de lado. Seus olhos arregalaram-se. A cama estava vazia. E Havia sangue no travesseiro.
Respirando loucamente, Duo girou ao redor para olhar por todo o quarto, preocupados olhos violetas procurando no escuro.
Porém o quarto também estava vazio.
Outro clarão de um relâmpago e a cabeça de Duo lançou-se na direção da janela.
Seus olhos arregalaram-se de novo e ele ofegou.
A janela estava totalmente aberta. As venezianas de madeira rangiam enquanto se debatiam violentamente para trás e para frente.
Aterrorizado, Duo correu até a janela, inclinando-se sobre o parapeito de madeira. Ele xingou quando viu uma pequena e rústica escada, conduzindo diretamente para o chão, girando e rangendo sob o forte vento.
"Oh INFERNO! HEERO!!!
Sem pensar uma segunda vez, Duo correu para fora do quarto.
O vento uivava, jogando um jogo feroz com as indefesas arvores, balançando-as para trás e para frente, rindo quando elas desabavam e dobravam-se sob seu ataque. As folhas estavam agarrando-se em seus galhos como que para salvar suas vidas, voando para trás e para frente. Algumas perdiam a batalha e eram violentamente arrancadas das arvores, girando e dançando selvagemente nas fortes correntes de vento.
A chuva cortante caia como adagas sobre o solo lamacento, dezenas de poças espirrando água enquanto as gotas caiam com força. Acima, os céus escuros com pesadas nuvens que colidiam criando um cegante show de raios e o alto ribombar de trovões.
O alto gramado que cobria a montanha balançava de lado a lado, o campo de flores verde escuro assemelhava-se a um oceano tempestuoso.
Um par de pés descalços tocava o chão lamacento, cortando o caminho através do tempestuoso caos. Eles afundaram dentro de uma profunda poça, enquanto as longas e brancas pernas ficavam ensopadas de lama. Mas eles continuavam.
Heero abriu seu caminho montanha abaixo lutando contra a tempestade. Seus braços estavam levantados em frente a sua cabeça, protegendo o rosto do vento glacial enquanto ele andava. Suas roupas completamente ensopadas com a água, grudadas sobre a sua pele, fazendo-o desconfortável e frio. Ele estava tremendo selvagemente, os dentes batendo enquanto esforçava-se para continuar. A franja selvagem estava molhada também, grudando em seu rosto, seus olhos azuis vidrados escondidos atrás da espessa cortina marrom. Ele empurrou-as de lado, trincando os dentes enquanto o cortante vento glacial batia em sua face como um milhão de agulhas.
"Ah--hh!!" Ele gemeu debilmente quando ele caiu , seus joelhos falhando, seu corpo incapaz de continuar andando. Ele rapidamente colocou as duas mãos para frente, parando a queda. Ele continuou sentado lá, de joelhos, sustentado por seus braços trêmulos. Ele ofegava e tossia, o sangue respingando no solo lamacento.
Ele sentiu uma mãozinha pousar gentilmente sobre seu ombro trêmulo, e lentamente virou a cabeça para cima com os olhos azuis vidrados olhando diretamente para ela atordoado.
A garotinha sorriu estendendo outra mão para a mão dele. Heero seguiu a mão dela com os olhos, e as orbes azuis levemente arregalaram-se quando ele descobriu que ainda estava segurando a cruz de Duo. Seu punho fechado ao redor dela como se sua vida dependesse disso.
Cuidadosamente, a garotinha tirou a cruz de seu aperto, e deslizou a corrente de metal em seu pescoço fechando o fecho de metal. Ela então voltou o olhar para Heero, e sorriu compassivamente, com olhos suplicantes.
"Tudo bem". Heero respondeu, empurrando-se com rum grunhido. "Vamos". Ele disse, e segurou a mão da garotinha na sua.
A garota sorriu e assentiu com a cabeça.
Eles continuaram abrindo o caminho deles através da chuva, a garotinha guiando Heero dentro da noite escura.
"HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEROOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!"
A porta da frente foi violentamente aberta e a voz de Duo soou através da tempestade, engolida pelo forte vento.
"HEEEEEEROOOOOO!!!!!!!" Ele gritou desesperadamente,correndo para fora da casa e para dentro da tempestade. "Você pode me ouvir, HEERO?!!!!!!"
"Duo!" A voz de Quatre exclamou atrás dele, correndo para fora da casa também. "Duo! O que aconteceu?"
"É o Heero! Ele fugiu para algum lugar!" Duo explicou gritando contra o vento.
"Oh não!" O garoto loiro exclamou, com uma mão sobre o coração.
"HEEEEEEEEEEROOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!" Duo gritava com o máximo de seus pulmões, correndo angustiado dentro da tempestade. "HEEEEEEEEEEEROOOOOOOOOOO!!!!!" Suas roupas ainda não haviam secado da primeira viagem na chuva, ficando imediatamente ensopadas outra vez. Sua trança subitamente caiu sob todo o peso da água, e batia violentamente contra sua bunda. Voando para cima e para baixo enquanto ele corria. "AONDE VOCÊ ESTÁ!!?!!!"
Quatre rapidamente juntou-se a busca, correndo numa direção diferente de Duo, também gritando o nome de Heero.
Na cozinha escura, Trowa e Wufei trabalhavam furiosamente na cura.
"HEEEEEEEEEEEEEEEEEROOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"
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Até a próxima pessoal
Reviews sempre são bemvindas mas eu já deixo aqui meu muito obrigada por ao menos lerem... /beijos e até mais...
