Autora: Naomi

título original: A One Night Without a Stars

Tradutora: Tina-chan

RevisoraMarlon Kalango

Gênero: Yaoi, Romance.

Censura: Nenhuma.

Casal: 2+1

Advertências: Um pouco de Angústia, Suspense, Mistério e Assombração em geral.

Retratações: Os personagens de Gundan Wing e todos os relatos depois da colonização não me pertencem, mas aos seus criadores (Bandai, Sunrise, Sotsu Agency & TV Asahi). Eu estou simplesmente me divertindo um pouco com eles, sem nenhum propósito lucrativo.

Nota da Tradutora – Tina-chan

Eu dedico todo o esforço e incentivo para esta tradução a uma pessoa muito especial... A todos os que estão me ajudando neste trabalho e a todos os que estão lendo mesmo que não deixam nem um recadinho muito obrigado e please Desculpem a demora estou tendo alguns probleminas mas não se preocupem não vou deixar de traduzir...

capítulo 07

Marchando lentamente através da noite, a menina guiava Heero para o pequeno pomar atrás da casa grande. Agora, Heero estava ofegando penosamente, suas pálpebras ameaçavam fechar, enquanto ele se esforçava para manter os olhos abertos e suas pernas se movendo. Ele concentrava-se em cada passo, lutando contra o vento forte que soprava em sua direção tornando a caminhada difícil.

O topo das arvores trepidavam e adagas cortantes de chuva desciam do céu. O pomar estava tenebroso, nenhum raio de luar sobre ele. Os céus estavam completamente escuros e ameaçadores quando um brilhante flash de um relâmpago cortou atravessando os céus.

Os pés trêmulos de Heero continuavam em frente, sujos de lama e tremendo sob o frio. Ele escorregou em uma pequena poça de lama caindo com um lamento silencioso.

"Onii-san!" A garotinha chamou preocupada ajoelhando-se em frente a ele. "Onii-san! Você tem que levantar!".

Ofegando, Heero empurrou-se no chão lamacento, e encostou-se em uma árvore, tentando recuperar o fôlego.

"Onii-san!"A garota implorou ansiosamente "Por favor, Onii-san!"

"… Descansar…" Heero respondeu, com a respiração difícil. Ele inclinou a cabeça para trás, contra a arvore molhada, fechando os olhos e deixando a chuva cair sobre seu rosto febril. "Apenas... Pouco... Tempo...". Ele sussurrou, respirando profundamente algumas vezes.

A garota suspirou, mas concordou com a cabeça, se sentando próxima a ele. Ao contrário de Heero, o vestido branco ainda estava seco e o cabelo dela não voava com o vento. Ela parecia estar completamente intocada pela tempestade. Heero por outro lado estava ensopado até os ossos e tremendo violentamente, com seus dentes batendo. Ele abriu os olhos vidrados e virou a cabeça para a direção de onde eles vieram. Ele fez uma careta quando um relâmpago riscou e ele viu a casa, a meros cem metros de distancia. Virando a cabeça para outra direção, Heero pode ver que a garota o havia guiado para o pequeno pomar onde ele e Duo, tinham montado o equipamento de vigilância. E voltou a olhar para a garota.

"Quanto mais?".

"Não muito". Ela respondeu tranqüilamente, olhando na direção da base no fundo, ao pé do rochedo que se projetava para fora da montanha. Ela se virou para Heero esperando que ele se levantasse.

Suspirando com dificuldade, Heero se forçou a levantar. Os dois começaram a caminhar, a garota segurando a mão de Heero e eles caminharam na direção dos rochedos.

Relâmpagos cortavam através dos céus escuros, e força da chuva aumentou.

"HEEEEEEEEROOOOOOO!!!!!!!! Maldição! ONDE VOCÊ ESTÁ?!!!!" A voz de Duo bradava dentro da tempestade, enquanto o garoto trançado corria montanha abaixo cuidadosamente nas trevas que rodeavam as arvores altas no pequeno pomar. "HEEEEEEROOOOO!!!!!!"

Um relâmpago rasgou o céu e o vento aumentou, lançando afiadas agulhas de chuva no rosto de Dou.

O garoto de trança continuava procurando.

"Porque eu não posso ver os outros?" Heero murmurou a questão enquanto os dois andavam adiante. Ele pesou que falar o ajudaria a ficar acordado e o ajudaria a lutar contra o desejo de cair e dormir para sempre. "Por que... apenas você?".

A garotinha encolheu os ombros casualmente. "Porque eu queria você".

"Porque?". Heero rouquejou, dando um outro passo trêmulo a diante. Eles estavam apenas a uns poucos metros dos rochedos, andando lentamente através das trevas da noite.

"Porque você poderia me ajudar. Ela disse que você poderia".

Heero voltou o olhar para ela confuso. "Quem disse?".

A garota encolheu os ombros outra vez. "A outra garotinha. Ela disse que você era legal".

Heero piscou, completamente surpreso. Ele olhou para a esquerda e para a direita, e então deu uma olhadela furtiva sobre seu ombro, mas ele não pôde ver nada além do balanço das árvores e as frias trevas da noite. Ele voltou a olhar para a garotinha. "Ela está aqui, agora?"

A garotinha concordou. "Ela está sempre aqui. Mary também".

Heero olhou ao redor uma vez mais, seus olhos azuis estreitando-se, enquanto procurava nas trevas. Mas não havia nada lá. Ele sentiu a garota parar de andar, e parou também. Olhando a diante, viu que eles tinham alcançado a beirada da montanha. Haviam parando sobre a borda íngreme dos rochedos, que guiava para dentro de um abismo escuro.

Ofegando para recuperar o fôlego, Heero apertou a mão da menininha e lentamente voltou a olhar para ela. "O que foi, agora?".

A garotinha suspirou e olhou para baixo.

"O que há de errado?" Heero perguntou gentilmente, ajoelhando na frente dela. Ele tossiu debilmente, respirando com dificuldade algumas vezes buscando ar. E então estendeu a mão para acariciar a face gelada dela. Sorriu ternamente. "Você ainda não me disse o seu nome". Ele lembrou-a suavemente, correndo seus dedos sobre a pele macia dela.

A criança suspirou outra vez e lentamente olhou para ele, seus olhos cor de avelã brilhando na escuridão. Ela sorriu melancolicamente, e concordou com a cabeça. Porém não deu nenhuma resposta. Em vez disso, ela estendeu as duas mãozinhas e correu seus dedos sobre a cruz prateada.

Heero baixou o olhar para a cruz, também confuso com a fascinação dela com aquilo.

"Vai ser aí, aonde você irá me encontrar". Ela repetiu as palavras que tinha dito há pouco tempo atrás. Olhou para ele com a face um pouco triste. "Eu não posso ir mais além".

Heero concordou com a cabeça, compreendendo. Ele estendeu a mão segurando a cruz, seus olhos fechando-se por um breve momento.

"Onii-san?"

"Hai!". Heero falou calmamente, abrindo seus olhos azul cobalto lentamente. Ele respirou profundamente e voltou a observar os rochedos outra vez. Seus olhos estudaram o precipício de superfície rochosa e inclinada, estreitando-se quando eles focalizaram um lugar em particular na pedra saliente. Era a mesma pedra que ele havia observado no dia em que eles haviam chegado naquele lugar, enquanto ele estava montando o equipamento de vigilância, com Duo. E isto despertou algo nele, aquela coisa que ele havia visto naquele dia não era apenas um jogo de luz e sombras, mas alguma coisa mais. Alguma coisa que o fez recuar, porque ele ficara surpreso em ver aquilo lá.

Ele olhou para a garota. "Era você. Aquele dia, quando eu fiquei doente".

A menininha concordou, levantando o olhar para ele com seus grandes olhos cor de avelã. "Você irá?"

Heero concordou com a cabeça e fechou a mão ar redor da cruz. "Com certeza".

"HEEEEEEROOOO!!!!" Duo gritou enquanto ele corria para dentro do pequeno pomar, cortando seu caminho entre as arvores e a espessa escuridão. "Heero! Você está aqui?!" Ele gritou mais uma vez, ofegando com dificuldade enquanto ele corria. "Heero!?"

Ele xingou quando de repente colidiu com alguma coisa, algo aparentemente quebrado. Ele olhou para baixo e viu que havia pisado sobre uma peça do equipamento de vigilância. "Maldito seja! Não agora..." Ele murmurou, chutando a maldita peça para o lado. Ele jogou a cabeça para trás.

"HEEEEEEEEEROOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!"

"Duo!"

Ofegando, Duo girou ao redor, porém ficou desapontado quando viu que era apenas Quatre, correndo em sua direção.

"Teve sorte?" O loiro perguntou quando ele chegou, parando perto de Duo, ofegando do esforço de sua corrida. Ele também estava completamente ensopado com a chuva, a franja loira grudada na testa. Seus olhos também estavam úmidos e brilhando de preocupação.

"Não".

Duo suspirou chacoalhando a cabeça. "Maldição! Como ele pode se mover tão rápido nessas condições!?" Duo chutou a peça do equipamento novamente e ela foi lançada no ar, e então caiu a uns poucos metros à frente. Duo suspirou e deixou a sua cabeça cair tristemente. "Eu não deveria tê-lo deixado...".

"Duo..." Quatre falou suavemente colocando uma mão confortadora no ombro de amigo. "Não perca a esperança. Nós temos que continuar procurando. Desistir não é próprio de você".

Duo rosnou e revirou os olhos. "É apenas muito desapontamento para uma pessoa só..." Ele sussurrou, olhando para o chão. Os olhos violetas brilharam com lágrimas não derramadas enquanto ele olhava para seus pés.

Quatre manteve silencio, sem palavras para confortar a dor do garoto.

"Eu não quero perdê-lo outra vez..." Duo sussurrou, fungando discretamente. "Eu... Eu pensei que talvez... você sabe, apenas talvez, ele iria ser... Sabe...? E então..." Ele estava murmurando incoerentemente, fungando de tempos em tempos enquanto algumas trilhas prateadas de lágrimas deslizavam pelas suas bochechas ensopadas.

"Duo..." Quatre sussurrou pesaroso e aconchegou o garoto ensopado em seus braços. Duo afundou no abraço escondendo o rosto sobre o pequeno ombro do garoto. "Shh..." Quatre acalmou-o, acariciando o cabelo de Duo suavemente. "Ele vai conseguir. Você irá ver. Tenha fé, Duo. Tenha fé...".

O adolescente de trança riu amargamente, porém soou mais como um soluço do que uma risada. "Fé..." Ele murmurou, no ombro de Quatre. "Em quê, exatamente? Por tudo o que nós sabemos ele já pode estar morto...".

"Você não pode pensar deste modo". Quatre sussurrou no ouvido dele.

Duo fungou. "Eu tentei ter fé, Quat... Eu sempre tentei... Mas eu não consigo... Isto realmente não funciona". Ele suspirou e fechou os olhos tristemente. "Eu dei para ele a minha cruz...".

"E porquê?" Quatre perguntou acariciando tranqüilamente o cabelo dele.

"Porque... Porque eu pensei... Talvez... Eu não sei..." Duo murmurou fungando.

"Talvez..." Quatre começou colocando a mão no queixo de Duo e lentamente empurrando a cabeça dele para cima. Ele sorriu ternamente, olhando dentro dos olhos lacrimejantes de Duo. "Talvez, lá no fundo, você acredite. Talvez, você apenas esteja com medo de admiti-lo".

Duo apenas ficou parado lá, de boca aberta para seu amigo, à chuva caindo do céu, deslizando em seu cabelo e na sua face como uma cachoeira, se misturando com as lágrimas.

"Todos nós temos momentos de duvidas, Duo. E é a nossa fé que nos faz atravessá-los" Ele estendeu a mão e secou as lágrimas do amigo. "Tenha fé nele, Duo. Heero pode conseguir superar isso. Eu tenho certeza de que ele pode".

Duo levou alguns momentos para deixar tudo aquilo penetrar nele, e então finalmente respirou fundo, e sorriu tristemente. "Obrigado, Q-man. Eu precisava ouvir isso".

Quatre sorriu de volta. "A qualquer hora, Duo". Ele olhou para frente na direção dos rochedos, e então de volta para Duo. "Agora, vamos continuar procurando".

Duo rapidamente secou suas lágrimas e então concordou com a cabeça. "OK".

Enormes cascatas de chuva desciam dos rochedos escarpados, as rochas escorregadias brilhavam sob a fraca luz da lua que se infiltrava através das nuvens. O ruído da água enchia o ar, enquanto caia montanha abaixo e batia dentro do enorme lamaçal, agora quase um pequeno lago no fundo do pé da montanha.

Andando pelo liso e escorregadio caminho, Heero grunhiu com o esforço, enquanto ele suavizava sua descida até outra formação de rochas. Pequenas pedras escorregavam e rolavam dentro do abismo, enquanto as mãos de Heero procuravam por um bom apoio. A superfície rochosa estava escorregadia e molhada, tornando ser difícil para o adolescente encontrar um bom apoio, enquanto continuava escalando para baixo. Ele abria a seu caminho no escuro sem ter uma idéia real para onde estava indo. Ele apenas sabia que ele tinha que continuar descendo. A resposta quanto ao porque e onde, estava além da capacidade de sua mente febril.

A água caiu sobre sua cabeça quando ele acidentalmente pisou sob uma cascata de chuva. Ele espirrou e estremeceu, balançando a cabeça de lado a lado para tirar a sua franja de cima dos olhos. Ele levou alguns momentos para recuperar o fôlego e olhou ao redor.

Era um longo caminho para baixo. Ele não podia ver o fundo do abismo, mas podia ouvir o ruído da água, enquanto ela caída dentro de 'lago'. Ele estreitou os olhos tentando ver através das trevas, e virou o seu olhar para olhar à esquerda e a direita.

Direita. Ele tinha que ir para a direita. Ele não tinha idéia do porque, mas ele sabia que tinha. Não havia necessidade de descer mais adiante. Ele tinha que ir para a direita.

Concentrando-se em cada um de seus movimentos, Heero começou a se mover para a direita, escalando as rochas e procurando por apoio no escuro.

Ele estava chegando perto. Ele sabia disso.

"Oh, inferno!!" Duo falou enquanto ele olhava dentro do abismo. Quatre e ele haviam o alcançado ao mesmo tempo, e agora eles estavam parados na beirada do rochedo, olhando as cascatas de água da chuva.

"HEEEEEEEEEEROOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!" Duo gritou para dentro do abismo com as mãos em concha ao redor da boca, enquanto gritava o nome de Heero. Entretanto, ele duvidava que a sua voz fosse ser ouvida sobre o ruído da água caindo. Ele levantou o olhar para Quatre com desespero em seus olhos. "Você acha que ele pode ter caído?" Ele perguntou com uma voz medrosa.

"Eu não sei, Duo". Quatre sussurrou, ainda que ele soubesse que aquela era uma possibilidade. Ele apenas não queria perturbar ainda mais o outro rapaz.

"Eu vou descer lá e olhar!" Duo rapidamente explicou, já descendo cuidadosamente para a rocha escorregadia.

"Duo! Não! Isto é suicídio!" Quatre exclamou assustado. "Você não tem certeza de que ele está lá embaixo! E você não tem o equipamento correto para escalar este declive".

"EU NÃO ME IMPORTO!" Duo rugiu, olhando raivosamente para Quatre. Seu corpo estava mais baixo; somente os dois braços e a cabeça espreitavam ao nível do solo. Ele curvou a cabeça e olhou para seus pés pendentes. E viu uma superfície apropriada para pular; e preparou-se para pular para baixo.

As mãos de Quatre pararam-no. "Duo... Não! Ao menos, espere aqui até que eu pegue algum equipamento!"

Duo virou os olhos resistindo à vontade de gritar: "Certo!" Ele falou olhando para Quatre. "Mas depressa, ou eu irei simplesmente pular lá para baixo!".

"Eu estarei de volta logo!" Quatre prometeu, sem fôlego. Ele começou a correr na direção do pomar. "Espere por mim, Duo!".

Duo suspirou e esforçou-se para subir na superfície lamacenta da montanha. Ele se jogou no chão e esperou, os olhos violetas lutando para ver no escuro enquanto ele observava o abismo mais uma vez.

"Melhor você não estar lá embaixo, Heero."

Dedos longos e finos lentamente tateavam ao redor na escuridão, esfregando-se contra a superfície de rochas molhadas e escorregadias. Um par de pés desnudos, arranhados e cobertos de lama timidamente, arriscou um passo lateral; caminhando ao longo da parede alta de lustrosas pedras negras. Era simplesmente uma base horizontal de rochas separando-o do desfiladeiro, e se ele desse um passo para trás ou perdesse o equilíbrio, certamente iria cair, para uma escura e molhada morte. Mantendo isso em sua mente, Heero lentamente abria seu caminho ao longo da parede rochosa, seus dedos trêmulos tateando ao redor por uma superfície rugosa para apoiar-se.

Suas roupas ensopadas estavam agora rasgadas, o tecido branco de sua camiseta e os calções molhados, cobertos de lama. O material pesado e frio ao redor de sua pele enrolava-se firmemente ao redor da figura esbelta. Seu cabelo estava voando furiosamente com o vento, seus dentes batiam e todo o seu corpo estremecia sob o frio, o que tornava difícil manter o equilíbrio.

Umas poucas rochas rolaram para baixo no abismo escuro, fazendo um leve som enquanto elas caiam. Heero se esforçou para se manter em movimento, ignorando os sinos de alarme em sua cabeça. Ele tinha que se manter em movimento. Não havia muito tempo. Os pulmões queimando e a mente enevoada eram indicações suficientes.

Um relâmpago clareou o céu, e por um momento Heero pensou ter escutado seu nome ecoando para baixo no vale. Mas talvez fosse apenas um trovão.

Seus dedos continuaram procurando, sua mão se esticava á frente de seu corpo garantindo sua rota, antes que seus pés trêmulos dessem outro passo.

Subitamente, eles roçaram sobre alguma coisa, como uma longa e profunda cicatriz na rocha.

Heero franziu as sobrancelhas e parou, inclinando sua cabeça de lado para tirar sua franja molhada de seus olhos. Ele piscou contra as trevas, mas as trevas não mudavam. Ele suspirou profundamente e decidiu usar somente o sentido do tato. Ele sentiu ao longo das profundas linhas encravadas, traçando-as de cima a baixo.

Seus olhos arregalaram-se, quando a imagem da forma enraizada formou-se em sua mente.

Uma cruz.

Era a imagem de uma cruz, incrustada na grande rocha!

Respirando rapidamente com expectativa, os dedos de Heero procuraram ao redor freneticamente. Ele jogou a palma da mão contra a enorme parede, como se estapeasse a rocha, sentindo ao redor. O som de sua carne batendo conta à parede escorregadia ecoava ao redor do abismo, até que a mão de Heero voou direto á frente, no ar rarefeito. A parede terminava exatamente naquilo.

Um relâmpago caiu e os olhos cobalto agitaram-se totalmente abertos. Num breve flash de luz, Heero pôde ver a razão pela qual as paredes haviam desaparecido. Ele estava parado na entrada de uma caverna.

"Oh, pro inferno isto tudo!" Duo falou para ninguém em particular. Aproximadamente cinco minutos já haviam se passado e Quatre não havia voltado, ainda. Ele não estava disposto a desperdiçar mais tempo, ele precisava encontrar Heero!

Ele olhou para baixo, dentro do abismo outra vez, estreitando os olhos para ver melhor no escuro. Estava deitado de barriga para baixo, os nós de seus dedos curvados na beirada do rochedo, sua cabeça inclinada para baixo; então ele podia dar uma boa olhada no rochedo vertical. Sua trança dependurada para baixo também, girando furiosamente com o vento.

"HEEEEEEEEEEROOOOOOOOO!" Ele gritou com o máximo que pode, exatamente quando um relâmpago riscou os céus. O rugir do trovão engoliu seu grito. "Maldição!" Ele xingou, olhando para os céus. "Apenas um pouquinho de cooperação! Isto é TUDO que eu estou pedindo!" Ele gritou para os céus com uma voz zangada. "Apenas me deixe conseguir, PORCARIA! APENAS ESSA MALDITA VEZ! ISTO É TUDO O QUE EU ESTOU PEDINDO!".

Como se respondendo, o relâmpago e o trovão retornaram, e a chuva caiu mais pesada.

Duo virou os olhos. "Eu já esperava!" Ele falou olhando para baixo mais uma vez. "Quando foi a última vez que você me ajudou, não é mesmo?!".

Mas novamente um brilhante flash de luz azul iluminou os céus escuros... e os olhos de Duo arregalaram-se.

"Oh... Meu...De..." Ele sussurrou lentamente se inclinando para baixo no abismo. "Aquela é a minha...?".

Um outro flash de um relâmpago, e outra vez os olhos de Duo arregalaram-se.

Eles arregalaram-se porque, quando o clarão azul riscou, Duo pôde ver um objeto brilhante abaixo no abismo, girando à esquerda e a direita, enquanto lentamente se movia ao longo da lateral da montanha. Aquilo brilhou sob o relâmpago, cintilando e piscando na direção de Duo.

A boca de Duo escancarou totalmente e ele pulou em pé. "Aquela é a minha cruz!".

Quando o relâmpago riscou pela terceira vez, Duo não estava mais esperando no topo da montanha.

Lenta e cuidadosamente, Heero caminhou para dentro da caverna. O lugar estava completamente escuro. O som da água pingando lentamente ecoando no ar frio. Pingando das paredes de pedra. Heero sentiu seu caminho ao redor das paredes, sua respiração superficial ecoando na caverna escura.

Do lado de fora o vento uivava e a chuva caia pesada. O alto ribombar do trovão ecoou por toda a caverna e Heero parou para recuperar o fôlego no revigorante ar frio, apoiando-se pesadamente contra a parede ofegando. Ele manteve seu olhar no teto alto estremecendo um pouco quando o flash de um relâmpago atravessou a caverna.

Ele suspirou e empurrou-se da parede. Ele caminhou lentamente aprofundando-se na caverna, se segurando nas paredes como suporte para seus doloridos pés dando um passo de cada vez.

"DUO! DUUUUUUUUUOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!" A voz de Quatre gritava contra a tempestade, e o clamor do trovão foi a sua única resposta. Ele estava parado na borda do abismo olhando para baixo preocupadamente. Em sua mão estava uma corda longa, alguns ganchos e o equipamento de visão noturna. Porém isto aparentemente não teria serventia, seu tolo amigo fora para baixo sem se preocupar com própria segurança.

"DUUUUUUUUUUUUUUUUUOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!".

Com o som da voz de Quatre, Duo olhou para cima, estremecendo quando as cortantes gotas de chuva caíram diretamente em seu rosto. Chacoalhando sua cabeça, Duo baixou o olhar novamente e continuou sua escalada dentro das trevas. Quatre tinha boas intenções, mas não compreendia. Ele não podia se permitir perder Heero. Não quando ele tinha enfim compreendido o quanto ele precisava do outro rapaz. O quanto eles precisavam um do outro. Eles precisavam um do outro para lutarem contra a solidão, para encontrar conforto e alivio. Eles precisavam encontrar o amigo um no outro.

E ele seria amaldiçoado, se deixasse seu melhor amigo jogar-se de um rochedo. Outra vez.

Ele levantou a mão para segurar em alguma superfície sólida, cuidadosamente abaixando-se. Seus olhos violetas observando os rochedos enquanto os relâmpagos cortavam os céus. Ele não podia mais ver o ponto da cintilante visão de sua cruz, mas ele tinha uma idéia geral de onde poderia estar.

Trincando os dentes e tencionando seu corpo, Duo continuou sua descida, a determinação brilhando em seus olhos violeta.

Um som alto ecoou por toda a caverna quando Heero caiu no chão, seus pés desmoronaram. Chorando de dor, ele tossiu alto e suspirou. Ele levou alguns momentos para controlar a sua respiração e então lentamente empurrou-se em pé. O trovão rugiu de longe, mas Heero estava distraído demais para tomar conhecimento. Ele concentrava-se em respirar e caminhar, suas pernas duras e entorpecidas do frio enquanto ele se esforçava para se mover. Agora que ele estava fora da chuva, havia somente o vento frio contra seu corpo molhado, tornando-o dez vezes mais frio. Ele tremia violentamente, enrolando os dois braços ao redor de si enquanto ele andava.

Ele bateu a cabeça em alguma coisa e cambaleou para trás, dolorido. Um relâmpago caiu e ele pode ver que o teto da caverna estava muito baixo agora, e ele estava parado na abertura de uma outra pequena caverna. Suspirando e esfregando sua testa dolorida, Heero ficou de joelhos e examinou a pequena abertura, tateando ao redor com as mãos.

Seus olhos arregalaram-se brevemente quando seus dedos roçaram contra outra pequena cruz. E outra. E outra. Havia pelo menos treze delas cravadas ao redor da pequena caverna. Sabendo que estava chegando perto de seu alvo, Heero curvou-se e engatinhou dentro da caverna.

"Ouch!". Duo gemeu quando seus dedos escorregaram na rocha lisa, produzindo um grande arranhão sobre seu dedo. O sangue escorreu do estreito ferimento e Duo limpou-o sobre sua camiseta. Suspirando irritado, ele lentamente correu sua mão sobre a pedra cortante, e franziu as sobrancelhas quando ele tateou ao redor daquilo que estava tomando forma.

"DUUUUUUUUUUUUOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!"

A voz de Quatre soou vinda como se dos céus e Duo soltou a forma encravada. E olhou para cima, suspirando. "AQUI EMBAIXO!" Ele gritou o mais alto que pôde.

Houve silêncio e então: "PORQUE VOCÊ NÃO ESPEROU, DUO?! EU ESTAVA DOENTE DE PREOCUPAÇÃO!" Quatre gritou para baixo outra vez e Duo revirou os olhos. Ele decidiu ignorar Quatre e continuar sua procura. Pressionando sua mão contra a parede escorregadia, Duo se moveu a diante, tateando ao longo da parede.

"DUO?! DUO, VOCÊ ESTÁ AÍ!?"

De repente, não havia mais parede para pressionar a diante... e Duo estendeu uma segunda mão, agarrando aquilo que ele acreditava que fosse uma borda da parede.

"DUO?!?".

"Espere um minuto, Q-man! Eu encontrei alguma coisa!" Um pequeno sorriso tocou seus lábios quando um relâmpago clareou e ele viu que ele havia encontrado. "Eu encontrei uma caverna!"

Depois de alguns metros engatinhando, Heero pode sentir a estreita caverna se tornado mais larga, e o teto tornado–se mais alto. Ele estendeu uma mão para tatear ao redor, e realmente constatou que havia alcançado o final da pequena caverna. Engatinhando para fora do túnel estreito, Heero tirou o pó de si e tossiu. Poeira e terra haviam aderido nos seus cabelos e roupas molhados, mas pelo menos não havia mais vento ou chuva.

Ele olhou ao redor das trevas do salão. Havia agora uma pequena luz no enorme salão, e ele olhou para cima. Heero podia ver pequenos buracos no teto, deixando alguma chuva e luar entrar. Ele piscou algumas vezes, esperando que sua visão se ajustasse à luz escura. Ele olhou ao redor vendo o contorno brilhante das paredes molhadas, a água brilhando com a luz do luar. Porém no centro da caverna estava completamente escuro.

Suspirando, Heero deu alguns passos à frente, o som baixo de seus passos ecoando na escuridão. Ele parou depois de andar um pouco a esmo, e olhou ao redor dele novamente.

Um relâmpago caiu e a caverna foi brevemente iluminada com o clarão de luz azul. Heero girou sua cabeça na direção do centro da caverna, confiante de ter captado alguma coisa com o canto de seus olhos.

Novamente, um clarão de luz azul... e os olhos azuis de Heero arregalaram-se.

O alto reboar de um trovão à distancia e então mais outro cegante clarão de um raio.

Chocado, Heero caiu de joelhos, seus olhos azuis chocados olhando bem à frente.

Outro poderoso clarão e um trovoar; e Heero forçou-se a tomar um fôlego rápido.

A visão frente a ele fora completamente iluminada, com mais um outro clarão azul.

E tudo o que ele podia pensar, era na face da garotinha. Aquilo passava diante de seus olhos: os olhos cor de avelã dela e seus lábios sorridentes. A pequena e inocente aparência e sua risada infantil. Tudo aquilo veio em rápidos flashes e então não havia nada... além da horripilante visão à sua frente.

Uma grande e insuportável força ferveu dentro dele até que ele não pôde mais suportar.

A cabeça de Heero lançou-se para os céus e ele gritou.

"HEERO??!" Duo gritou, o terrível grito ainda soando em seus ouvidos. "Oh Deus, Heero!" Ele exclamou desesperadamente, correndo dentro da caverna. Ele parou ofegando, olhando ao redor quando um outro relâmpago correu através dos céus. Mas não havia ninguém lá.

"HEEEEEEEEROOOOOO!!!!!!!!!!"

Um outro brilhante e incandescente relâmpago; e Duo viu a pequena caverna. Sem pensar em nada, ele correu para lá e caiu de joelhos.

"HEERO! VOCÊ ESTÁ AÍ?!" Ele chamou, quando começou a engatinhar pelo túnel estreito, o vento uivando alto em suas orelhas, e seu coração batendo freneticamente. Ele arquejava enquanto descia rapidamente a caverna, as palmas de suas mãos sendo cortadas pelas muitas pedrinhas. Mas ele não se importou.

Ele levou alguns poucos instantes para ajustar a visão na luz escura quando ele entrou no grande salão, seus olhos violetas olhando ao redor com urgência.

Ele viu seu amigo sentado de joelhos, seu corpo parado como se olhasse alguma coisa à frente dele. Se não fosse pelas roupas brancas e brilhantes de Heero, Duo nunca o teria visto lá, parecendo tão pequeno e frágil, enquanto ele olhava fixamente para o teto. A visão lembrou Duo de todas as pinturas dos vários santos que ele costumava ver na Igreja: olhando para os céus, seus corpos torturados e almas atormentadas, pedindo por salvação.

"HEERO!" Duo forçou-se a falar e rapidamente ficou em pé. Ele correu até seu amigo, e então um outro flash de luz veio de céu.

Duo parou, ofegante. Seus olhos arregalaram-se, horrorizados.

Lá no centro da caverna, estava uma grande cruz de madeira. E naquela cruz, em meio ao arame farpado ao redor dela, estava um pequeno e retorcido esqueleto. Ele estava atado na cruz, o pequeno corpo – vestido com um simples vestido branco, estava amarrado em forma de cruz.

Crucificada.

Condenada e deixada lá para apodrecer num horrível ato de crucificação.

Duo caiu de joelhos, bem próximo a Heero. Sua boca estava totalmente aberta, seus olhos incapazes de deixar a visão do pequeno e frágil corpo, a pequena cabecinha dela dependurada de lado; os buracos vazios dos olhos dela olhando para ele com em assustador olhar de morte.

Ele estava sem fala. Ele não conseguia nem gritar. Ele ficou relativamente ciente da existência de Heero próxima a ele, mas sua mente estava chocada demais para processar a informação.

E um outro relâmpago explodiu... e os olhos de Duo arregalaram-se ainda mais, se possível.

Ao redor de toda a caverna, nas paredes e no teto, existiam grandes marcas de grafite, brilhando com a cegante luz azul. Slogans de todas as formas, cores e tamanhos estavam impressos nas paredes: 'Morte para os inimigos!', 'Nós decidimos quem vive ou morre!', ' Glória para sua Excelência!', ' Morte para as colônias!', 'Queime Gundan! Queime!'.

E então o maior deles, numa imensa e incandescente escrita, lá na vertical em frente aos olhos deles:

'OZ!'

Um som abafado ecoou através da caverna, e Duo recuou, finalmente escapando daquilo. Entorpecido pelas lágrimas, seu olhar fixo naquele horror que estava em frente dele, e ele voltou a olhar para baixo para a fonte do barulho.

Heero havia desmaiado.

Ele jazia sem vida ao chão, seu corpo destituído de energia até mesmo para tremer, sob o frio. Duo estendeu a mão trêmula para tocar seu amigo. A mão hesitante procurando pelo pulso. Ele ficou aliviado em encontrá-lo - muito fraco e instável, mas ainda lá.

Duo suspirou pesadamente e voltou a olhar para o corpinho crucificado. Ele estremeceu e então tossiu. Ele não conseguiu evitar e então começou a vomitar, apoiando-se no solo, engasgando e chorando ao mesmo tempo.

De algum lugar atrás dele, a voz de Quatre chamou preocupadamente, o brilhante raio de luz de sua lanterna dançando ao longo das paredes. "Duo! Você está aqui? Onde você está?!".

Usando as cordas que Quatre havia trazido, os dois pilotos conseguiram de algum modo içar o corpo desmaiado de Heero, do rochedo. Uma vez de volta a uma sólida superfície, Duo rapidamente apanhou o adolescente inconsciente em seus braços e correu na direção da casa. Os braços e a cabeça dele dependurados para baixo, imóveis, gingando de lado a lado. enquanto ele corria.

Chutou a porta aberta da casa e correu escada acima. Quatre rapidamente informou aos outros a situação e o seguiu.

Duo entrou tempestuosamente no quarto de Heero e sentou o garoto na cadeira da pequena mesa ao lado da cama. Ele rapidamente rasgou as roupas do corpo do rapaz, jogando o tecido molhado de lado. Arrancando o lençol branco da cama, Duo esfregou-o, deixando Heero seco, seus movimentos rápidos e urgentes, com a respiração selvagem. Heero estava agora tremendo violentamente, e Duo tirou-o da cadeira e rapidamente o colocou na cama. Cobriu-o totalmente com um cobertor espesso, exatamente quando Quatre e os outros correram dentro do quarto. Quatre estava carregando alguns cobertores a mais, um cobertor enrolado ao redor dele, e ele rapidamente jogou-os para Duo. O adolescente de trança concordou e cobriu Heero sob os grossos cobertores.

Trowa e Wufei chegaram e pararam ao lado da cama, observando Duo preocupadamente. O piloto do Deathscythe estava ensopado até os ossos e tremendo sem parar, também.

"Não se importem comigo!" Ele grunhiu e apontou para Heero.

Suspirando, Trowa concordou e voltou-se para a cama. Wufei ajoelhou-se ao lado de Heero, pegando o braço trêmulo debaixo dos cobertores. Ele levantou uma seringa em sua mão.

Duo sentiu um cobertor quente sendo gentilmente colocado sobre seus ombros, e olhou para Quatre agradecido. O loiro assentiu em reconhecimento. Duo enrolou o cobertor ao redor dele firmemente, tremendo enquanto ele observava Wufei injetar em Heero o antídoto. Uma vez feito, ele cobriu Heero outra vez e levantou-se.

"Isto irá funcionar?" Duo perguntou entre o bater de dentes.

"Nós só podemos esperar que sim". Trowa respondeu solenemente. "Vamos saber pela manhã".

Duo concordou, sem tirar seu olhar fixo do corpo adormecido de Heero.

"Você vai ficar bem, Duo?" Quatre perguntou suavemente.

O rapaz não respondeu por algum tempo, e então finalmente levantou o olhar da cama. "Eu vou saber de manhã".

Os três pilotos assentiram em compreensão e preparam-se para deixar o quarto. Antes de sair Quatre voltou-se para Duo outra vez. "Você precisa se aquecer, Duo. Você está tremendo".

"Eu vou". Duo sussurrou. "Obrigado".

Quatre concordou e deixou o quarto, fechando a porta silenciosamente.

Suspirando, Duo jogou o cobertor no chão. O corpo tremendo sob o súbito frio, Duo tirou as roupas molhadas da sua pele congelada, e jogou-as de lado também. Tremendo, ele traçou seu caminho para a cama e arrastou-se sob os cobertores, ao lado de Heero. Ele enrolou uma mão fria sobre o corpo do outro adolescente, tentando dividir o calor do corpo. Descansou sua cabeça no peito de Heero, acomodando-se o mais perto dele tanto quanto fosse possível.

"Não tenha idéias estranhas, garoto-soldado". Ele sussurrou para seu amigo, com os dentes ainda batendo. "Isto são... Estritamente... Negócios..." Ele terminou, tentando controlar a tremedeira. Ele corou levemente quando percebeu que os dois estavam deitados nus na cama pequena demais de Heero, mas então descartou o pensamento rapidamente. Aquela não era hora para pensamentos pervertidos.

Ele levantou a mão que estava enrolada ao redor do corpo de Heero, os dedos procurando pela sua cruz. Ele roçou seus dedos sobre o delicado objeto, e virou a cabeça para poder olhar para a face de Heero.

"Não me deixe agora, você ouviu?" Ele sussurrou a mão fechando-se ao redor da cruz.

Ele fechou os olhos quando as lágrimas ameaçaram a chegar, e ele escondeu o rosto no peito de Heero. A respiração do outro enfim tornou-se lenta e relaxada, mas a tremedeira de seu corpo estava parando lentamente.

Duo continuou deitado perto dele, observando atentamente os céus, pela janela do quarto. Ele continuou observando os céus lentamente clarearem, a tempestade sumir e as nuvens flutuarem longe para revelar uma belíssima lua cheia. Ele observou quando a lua lentamente desapareceu atrás de sua linha de visão, e os céus serem coloridos com as cores celestiais da alvorada.

Um novo dia.

Sete de abril, AC 195. Nove anos da morte de Solo.

Duo chorou silenciosamente e olhou para as feições adormecidas de Heero. E segurou a cruz mais apertada.

"Por favor, não me deixe agora, Heero...".