Classificação: Yaoi, Lemon, Darkfic
Par: AyaxOmi
Nota: Porque deu na telha de escrever uma fic em homenagem a minha chefinha, Evil. Letras aleatórias pertencen ao grupo A Perfect Circle
Contando Corpos – Primeira parte
Tokyo, 24 de outubro de 2006. Kanayami Corp.
- Alerta, geral, prisioneira fugindo! Repetindo, prisioneira fugindo!
Como formigas organizadas, os soldados foram se enfileirando, pegando as armas com os dardos tranqüilizantes e logo saíram a caça da mais nova 'prisioneira' de seu chefe, Horoshi Kanayami.
O homem de 35 anos era conhecido dentro da organização por seus hábitos religiosos um tanto...diferentes. Mas a regra de ouro daquele lugar era 'receba seu salário e fique de boca fechada'. Muitos agiam exatamente assim.
Os soldados foram andando pelos intricados corredores do local, tentando achar a jovem que seria usada por Kanayami na sua mais nova empreitada religiosa. Eles não sabiam ser tarde. A aquela altura Kihara já estava longe dali.
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- Volte sempre! – sorriu Omi, curvando-se para a cliente, vendo-a sair da floricultura logo depois.
- Vamos fechar. – disse Aya para o loirinho assim que a mulher sair. Manx os esperava na sala de missões.
O hacker assentiu e rapidamente trabalharam juntos, fechando a Koneko, antes de descerem. Ao chegarem na sala, o ruivo tomou sua posição, encostado a parede, e Omi sentou-se na cadeira giratória perto do computador. A ruiva colocou a fita no vídeo.
- Weiss. – a voz eletrônica preencheu o lugar – Este homem é conhecido como Hanatsuya. Ele tem ganhado notoriedade nos submundo de Tokyo pelo tráfico intenso de pessoas, especialmente mulheres jovens para empresários que as usam para prostituição e coisas piores. Seu 'local de trabalho' foi localizado, numa empresa de fachada em Shinjuku. Sua missão é invadir o local, elimina-lo e libertar qualquer pessoa que esteja presa sob as ordens dele.
Manx desligou o vídeo e falou.
- Quem aceita a missão.
Todos concordaram em uníssono. Naquela mesma noite, os quatro jovens se vestiram e foram para Shinjuku executar a missão.
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Omi corria junto a Ken pelos corredores da empresa falsa, ambos indo pelo lado oposto de Aya e Yoji, a fim de cercar os malfeitores no salão central, onde o hacker descobrira que eles estavam reunidos.
À medida que se aproximaram, começaram a ouvir gritos. Na verdade era o grito de uma pessoa apenas, parecia ser de uma jovem. Preocupado, Ken forçou a porta, abrindo-a e se deparou com uma cena grotesca: o salão estava todo pintado de sangue. Pedaços de corpos estavam espalhados por todo o local, tripas e órgãos espalhados. Segundos depois, Yoji e Aya chegaram no local, tendo a mesma reação.
- O que houve aqui? – se questionou o playboy.
O grito fora ouvido novamente. Aya virou-se e viu alguém, uma garota, encolhida no canto da sala, coberta de sangue, se abraçando, gritando, como que em desespero. Omi franziu o cenho, ela devia ter sua idade, senão menos. Foi se aproximando e ajoelhou-se lentamente, estendendo a mão e vendo-a se encolher.
- Calma...não vamos te machucar. – disse num tom doce.
A menina abriu os olhos, que estavam vermelhos por causa do choro amedrontado. Então num gesto se agarrou ao loirinho, abraçando-o, seu corpo tremendo, soluçando. Omi, com cuidado, a pegou no colo, manchando-se com o sangue que sujava toda a roupa da menina. Aya se aproximou.
- Vamos leva-la.
- Hai... – disse o hacker, seguindo o ruivo e os outros para fora dali. Logo os explosivos trataram de demolir e enterrar aquele lugar.
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- E então?
- De acordo com os arquivos, ela se chama Kihara Matsume, tem 17 anos e é órfã. Ela foi vendida por Hanatsuya para a Kanayami Corp. há cinco meses atrás. Aparentemente ela fugiu do lugar, mas foi capturada por Hanatsuya novamente, que pretendia devolve-la ao seu 'dono'...
- Malditos! – exclamou Ken, suas mãos se fechando num gesto raivoso.
- Como ela está? – perguntou o espadachim, vendo o playboy descer as escadas.
- Ainda em estado de choque, mas eu diria que cinqüenta por cento melhor do que quando a achamos. Ela tomou um banho, trocou de roupas e quando eu saí do quarto, estava quase dormindo.
- Que bom. – disse o loirinho num suspiro de alívio.
- E o que faremos agora? – perguntou Ken, encostando-se na parede ao lado de Aya.
- Antes de qualquer coisa, teremos que perguntar o que houve lá para encontrarmos nossos alvos...já mortos.
- Não acho que ela vá conseguir responder Aya-kun. – disse o jovem arqueiro.
- Deixaremos isso para amanhã. Vamos? – disse e estendeu a mão – Você dorme no meu quarto hoje.
Omi corou e segurou a mão do espadachim, saindo da sala de missões. Não era segredo para ninguém na casa que ele e Aya estavam...'juntos'. Mas nada fora dito oficialmente. Por isso ele ainda se envergonhava com certos gestos do outro.
Eles subiram até o quarto do mais velho e logo Aya lhe ofereceu um pijama para vestir. A peça ficara larga, mas no momento servia. Ele deitou-se na enorme cama, cobrindo-se com os lençóis. Aya deitou-se ao lado dele minutos depois e tocou seus cabelos, afastando a franja da testa.
- Ela me lembra você.
- Quem? – piscou o loirinho, apreciando o carinho.
- A tal Kihara. Os mesmo cabelos loiros, a mesma idade praticamente...o mesmo jeito frágil.
- Aya-kun! Eu não sou frágil. – disse Omi, fazendo um quase bico.
- Claro que é. – sussurrou e seu ouvido, mordiscando o lóbulo em seguida – Por isso que eu sempre vou cuidar de você e protege-lo.
- Aya...kun... – ele se derretia todo com aqueles toques do espadachim e não demorou muito para sentir sua boca coberta pelos lábios finos.
O beijo aos poucos se intensificou, mas o loirinho colocou suas mãos no peito másculo do outro, empurrando-o levemente. Aya suspirou e encostou seu rosto no pescoço dele.
- Gomen.
- Não...eu que tenho que me desculpar. – Omi suspirou – Eu faço você...
- Eu já disse. – o espadachim colocou seus dedos nos lábios do outro – Eu espero o tempo que for.
Omi sorriu.
- Eu te amo.
- Eu também.
Ambos se abraçaram e logo adormeceram, seus corpos entrelaçados transmitindo o calor um para o outro. Sentiam-se salvos de tudo dessa maneira...juntos.
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Tokyo, 25 de outubro de 2006. Kanayami Corp.
O doloroso e sofrido grito ecoou por todo o andar do prédio, mas os funcionários do local mal se importaram. Pareciam...acostumados.
- Eu devia te matar imediatamente por ter deixado o sacrifício escapar. – a voz fria e sem emoção de Kanayami cortou o ar, chegando aos ouvidos do chefe da segurança.
Ele estava preso numa maca de metal, amarrado, e seu corpo possuía vários cortes em toda sua extensão, o sangue manchando sua pele. Ele viu o presidente se aproximar novamente, o bisturi em mãos.
- Mas sabe de uma coisa? Acho que você aprenderá muito mais com seu erro se eu te torturar. Não acha? – o moreno deslizou a lâmina na pele do outro e num movimento brusco, perfurou-a mais uma vez.
O homem gritou de dor, tentando se soltar, mas sabendo que era em vão. Kanayami permitiu-se um riso, que beirava ao sádico. Ele deslizou a lâmina pra fora do corpo do outro e num gesto rápido, gracioso, fincou-a na mão do homem. O grito foi mas gutural que o anterior.
- Não sabia que podia gritar assim Kobayashi-san. – desdenhou o homem de aparente 35 anos – Tenho alguém que vai adorar saber disso.
Ele estalou os dedos e um homem alto, forte e robusto, entrou na sala. Kanayami virou-se para ele e sorriu.
- Ele é todo seu. Não tenha medo de faze-lo sangrar. – o sorriso alargou-se – Aliás...quero que o faça sangrar. Muito.
- Sim senhor. – o homem assentiu, com um sorriso sádico.
Kanayami virou-se para o seu ex-chefe da segurança e deu-lhe um toque amigável no ombro.
- Divirta-se.
- Kanayami-sama, não!
O moreno pegou um cigarro do bolso e foi saindo da sala, trancando-a, ouvindo os gritos de desespero do homem, mas nem ligando, acendendo o cigarro calmamente e tragando-o com gosto, soltando a fumaça espiralada no ar.
Logo se dirigiu ao seu escritório, fechando a porta e sentando-se em sua poltrona de couro, virando-a para os vidros largos que adornavam sua sala, tendo uma visão ampla do centro comercial de Tokyo.
Suspirou pensativo e após mais uma tragada, virou a poltrona e discou um número em seu telefone sem fio, voltando a encarar a cidade. Uma voz feminina atendeu.
- Sim Kanayami-sama?
- Me ligue com Hanatsuya.
- Temo...não ser mais possível.
- Como assim? – a voz tinha uma ponta de fúria.
- Ele está morto. Deu no noticiário desta manhã, o prédio da organização explodiu e acharam... – ele podia sentir sua secretária estremecer de nojo – pedaços dos funcionários remanescentes.
O moreno franziu o cenho, irritado.
- Muito bem. Me ligue com Kuroi.
- Agora mesmo.
O barulho do telefone sendo discado foi ouvido e depois as chamadas. Uma, duas e uma voz grossa atendeu.
- Sim?
- Kuroi. Tenho um serviço para você.
- O que seria?
- Descubra quem matou Hanatsuya, encontre a garota e a traga pra mim. Não me importa o que fará com aqueles que a salvaram, pode usar a imaginação.
- Será um prazer.
- Quero ela aqui antes dia 31.
- A terá.
- Ótimo.
Kanayami desligou o telefone e então deu mais uma tragada no cigarro, ainda observando a cidade aos seus pés.
- Uhn...não tem onde se esconder Kihara. Eu vou te achar. Você é minha.
O sorriso frio daria arrepios a qualquer um que visse.
Go back to sleep...
(Volte a dormir…)
Safe from pain and truth
(Salvo da dor, da verdade)
And choice and other poison devils
(Da escolha e de outros demônios venenosos)
CONTINUA.
