N/a: Minha primeira tradução. Consideravelmente confusa, e meio anti-profissional. Aceito qualquer crítica!
por fallingskies.
Censura: K+ - Inglês (originalmente) – Romance/Humor – Ginny W. & Draco M.
http:// www . fanfiction . net/s/3651477/1/VividRedHair
Na primeira vez que ele reparara nela, seu cabelo estava cumprido e ondulava atrás dela enquanto corria atrás do Expresso Hogwarts, meio que chorando meio que rindo. Cada mecha de seus cabelos ruivos refletia a luz do sol e fazia parecer que ela estava brilhando. Ele tinhas apenas onze anos no momento, e não ligava muito para garotas, mas, mesmo assim, aquela visão fê-lo perder o fôlego e diminuiu um pouco o nervosismo que ele sentia pelo fato de estar começando numa escola nova.
Na segunda vez que ele repara, o cabelo dela estava opaco e úmido. Emanava um ar de derrota ao cair em mechas desorganizadas. Debaixo daqueles fios sem vida, o rosto dela estava afogueado, no exato tom de seus cabelos. Atrás dela, ovações podiam ser ouvidas para um garoto de cabelos bagunçados com vívidos olhos verdes.
Ao mesmo tempo em que a insultava, ele não poderia parar de admirá-la. Porque apesar de ser liso e meio sem graça, o seu cabelo ainda refletia a luz e cintilava com sua própria beleza e orgulho. Mas imediatamente após reparar nisso, ele apagava esses pensamentos, como se fossem loucura, e voltava rapidamente a atormentar o garoto que ele odiava e invejava acima de todos os outros. "Seus olhos são verdes como sapinhos cozidos..."
Na terceira vez, o cabelo dela estava preso num tipo de coque – era a primeira vez em que ele havia visto-o fora do rosto de sua dona. Ela estava dançando com aquele garoto bobo da Grifinória, sorrindo, e de vez em quando contorcendo o rosto quando ele tropeçava em seus pés. Quando ela girava, as poucas mechas vermelhas que não estavam presas ondulavam gentilmente. O resto do cabelo constituia um luminoso conjunto de cachos, revelando um pescoço longo e branco. Ele sentiu arrepios involuntários percorrerem sua coluna quando a assistia, mas em um momento o sentimento tinha ido embora e o resto da noite foi satisfatoriamente passado com seu par, alguém que parecia grudada em seu braço. Mas então, por alguns momentos, ele ainda podia sentir seus olhos sendo atraídos para aquelas mechas vibrantes.
Na quarta vez que ele reparou, o cabelo dela estava solto de novo, rebeldemente caindo por sobre seus ombros. Enquanto ele segurava os braços dela, tentando não deixá-la salvar os amigos – que estavam sendo ameaçados por uma odiosa professora com cara de sapo – ele acidentalmente sentiu o odor daquelas mechas. Era incrível, cheirava a botões de amora, florescer de cerejas, vanila e... alguma coisa que ele não conseguia nomear. Ele tentou tudo, mas foi impossível não pegar uma mecha que havia caído em sua face e colocá-la atrás de sua pequena orelha.
Quando percebeu o que ele tinha acabado de fazer, a verdade o atingiu como uma tonelado de tijolos. Ele estava se rendendo a uma perda de reputação em frente a seus amigos e sua família... Ela, tirando vantagem desse lapso em que ele havia baixado a guarda, rapidamente deu uma cotovelada em seu estômago, livrou-se das mãos que a prendiam e pegou de volta sua varinha para depois acertá-lo com a pior azaração do Bat-Bogey (N/a: não existe tradução em português que eu me lembre. Me corrijam se eu estiver errada.) que pode lançar. Ele não pode fazer nada a não ser gritar (de um jeito masculino, é claro) e coçar seu rosto ansiosamente - eram desconcertantes as enormes coisas esvoaçantes que cresciam em seu nariz.
Ela se inclinou para sussurrar rispidamente em sua orelha que ele precisaria parar de cheirar o cabelo dela se quisesse manter seu rosto com aparência normal. Ele ficara para trás, gemendo terrivelmente por uma dor horrível na barriga e com aquelas coisas crescendo em sua face. Mesmo assim, através daquela confusão, ele ainda foi capaz de apreciar a cor de seus cachos vermelhos vibrantes que como sempre refletiam a luz do por-do-sol.
Depois disso, Draco Malfoy perdeu a conta de quantas vezes ele havia reparado na mais nova dos Weasleys. Havia alguma coisa excepcional no jeito que era – no jeito que falava, no jeito que ria – que fazia com que ele ficasse incapaz de não parar para admirá-la. Quando esse estranho hábito chegou ao conhecimento de seus amigos Sonserinos, lhe foram dadas horas incontáveis de implicâncias e zombarias.
Claro, a culpa era toda dela. Essa era, afinal, a unica razão pela qual ele continuava a contemplá-la. Realmente, apenas olhe-a uma vez, – uma cascata luminosa de cachos vermelhos que caiam por sobre seus ombros até suas costas. A cor era tão vibrante e o brilho tão doce... – como ele poderia não reparar nela? Ele tinha certeza que não era por causa do jeito que seus olhos âmbar tinham uma mistura de verde e de ouro, ou o jeito com que sua pele pálida parecia cintilar na luz do sol, ou o jeito com que todo o corpo dela parecia lindo em todas as vezes em que ela ria. Certo?
Então, num dia quando Gina cansou-se do jeito com que aquele garoto alto e arrogante olhava para ela com seus olhos cinza, ela levantou-se e foi até ele, dizendo que era para ele parar de olhá-la, ou ela iria tirar seus olhos com sua varinha (secretamente ela não queria fazê-lo pois tinha alguma coisa naquele olhar que sempre a fazia corar). Esse comentário foi seguido por uma competição de gritos entre os dois, o que inevitavelmente evoluiu para uma sessão de beijos numa parede em algum canto escuro, deixando os dois sem fôlego, desorientados e incapazes de falar. Bem, existe uma duvidosa divisão entre ódio e amor, e parecia que eles haviam cruzado para o outro lado.
Haviam sido dezessete milhões, trezentas e quarenta e duas mil, quinhentos e sessenta e oito vezes que ele havia reparado nela, quando, ele o fez mais uma vez. O cabelo estava solto e se espalhava pelo travesseiro em que ela apoiava a cabeça enquanto dormia. Sua face estava mais marcada, seu corpo tinha mais curvas, mas seu cabelo continuava vermelho e brilhante, como no dia em que eles haviam se casado, vinte e cinco anos antes. Gentilmente – para não acordá-la – ele passou o dedo por sobre o seu queixo. Ela realmente parecia brilhar. Uma única mecha escarlate caía por sobre sua boca e subia toda a vez que ela respirava. Delicadamente ele a colocou para trás, prendendo-a atrás de sua pequena orelha.
Fin.
N/a: Agora, para o próximo capítulo, eu pretendo tarduzir a fic Cannonball da malicexinxwonderland. E espero poder fazer com qualidade melhor a dessa... ¬¬'
xxx, a Tradutora
