Capítulo 1: A aventura começa...

Harry nadou até a praia da ilha onde fora jogado. Ao alcançar a areia, encharcado, trajando uma camisa larga, calça dobrada até os joelhos, pés descalços, a faixa vermelha no abdome onde repousava a pistola que recebeu e uma bandana também vermelha sobre os cabelos presos em um rabo-de-cavalo na nuca, Harry tirou os óculos do bolso interno da calça, colocou-os sobre o nariz e observou, numa mescla de pesar e raiva, o Basilisk desaparecer no horizonte, levando Gina para longe de si. Depois do que lhe pareceram horas axingalhando e amaldiçoando Voldemort aos berros na praia, Harry resolveu fazer uma caminhada de reconhecimento na ilha, e adentrou a selva. As árvores eram muito altas e fechavam um cerco sobre a mata, bloqueando qualquer entrada da luz do sol. Fazia muita falta não ter ao menos um canivete á mão, pois o mato lhe batia na cintura. Decorridos alguns minutos, Harry começou a refletir sobre o que lhe aconteceu. É claro que sentia uma pontadinha de felicidade por estar finalmente livre do comando de Voldemort, mas também sentia remorso por ter se libertado sozinho quando prometeu a Gina que ambos fugiriam juntos. Ficava se perguntando se Gina o perdoaria por isso. Mas ela também havia de convir que não existisse muita coisa que Harry pudesse fazer por ela, uma vez que passara semanas amarrado ao mastro central e só foi solto para caminhar sob a prancha com toda a tripulação lhe apontando as armas, pensou ele. Depois de mais algumas incontáveis horas de caminhadas, tropeços, palavrões e picadas de insetos, Harry deu de cara com uma vilazinha portuária.

– HA! VOLDEMORT, SEU IDIOTA! ME LARGOU NA ILHA ERRADA! ESTOU SAAAAAAAAAAALVOOOOOO!!! HAHAHAHAHA!!! – berrava Harry que não cabia em si de tanta alegria. Caíra de joelhos e rindo histericamente com as mãos erguidas aos céus como se agradecesse. Foi uma verdadeira porrada de sorte.

O rapaz caminhava cantarolando feliz da vida pelas ruas da vila, atraindo muitos olhares dos transeuntes. Harry só podia supor que por causa de suas roupas sujas e ainda meio molhadas. Adentrou um beco e puxou um velho bêbado que vinha passando. Não foi muito difícil nocauteá-lo, a bebida fez todo o trabalho. Harry roubou-lhe o casaco, as botas, o colete, o cinto, a espada, a munição para pistola, a bússola e o chapéu. Harry saiu do beco e sentou-se em um barril á porta do bordel, deu alguns tapas na culatra da pistola e retirou a bala que recebera junto com ela, pois decidiu usá-la para abater Voldemort. Guardou essa bala no bolso interno do casaco, começou a revirar os bolsos, retirou um punhadinho de moedas e pôs-se a contar quanto dinheiro tinha. Não era muita coisa. Desanimado, Harry ficou contemplando tristemente as moedas na mão aberta, quando passou uma senhora e atirou três moedas na mão de Harry. Antes que o rapaz pudesse entender o que aconteceu, um homem deu-lhe quatro moedas e uma velhinha deu-lhe sete moedas.

Harry sentia-se enraivecido por ter sido confundido com um esmoleiro, mas também feliz com o tanto de dinheiro arrecadado. Achando que sua tremenda sorte não o abandonaria tão cedo, pulou para o chão e adentrou o puteiro.

Era bem freqüentado, pelo que Harry podia ver. Vários bêbados se agarravam ás raparigas, Harry sabia que mesmo com todo seu dinheiro não poderia pagar sequer uma hora, então bateu uma moeda no balcão e pediu um caneco de cerveja amanteigada. Algum tempinho depois, tinha em mãos a última moeda e sem hesitar pede outro caneco de cerveja amanteigada, o santo néctar. Depois do décimo segundo caneco batido, Harry já se sentia bem alto. Antes que percebesse o que fazia, Harry virou-se para o salão lotado, ergueu o caneco, tomou fôlego e berrou com a voz vacilante:

– Aê, cambada! Quem aqui é homem o bastante pra vir comigo atrás do capitão Voldemort?!

O silêncio recaiu sobre o salão. Todos se amedrontaram ao ouvir o nome maldito. Algumas pessoas começaram a cochichar e apontar Harry, e depois de alguns minutos tensos, resolvem ignorá-lo pelo fato de estar bêbado. De repente, um jovem ruivo se levanta e berra com um tom decidido:

– Eu vou!

O rapaz também parecia ter a mesma idade de Harry. Era extremamente alto e magro, rosto sardento, olhos azuis, os cabelos ruivos na altura dos ombros e muito despenteados, barba por fazer, expressão de quem bebeu todas e mais um pouco, tinha um terrível bafo de bebida e se vestia de uma maneira terrível: uma camisa cinzenta de tanta sujeira meio aberta, calça marrom remendada no joelho, um pano verde atado á coxa, botas, uma faixa vermelha em volta da cintura e um cinto de couro da qual pendiam um cantil, sua espada e pistola. Apesar de muito bêbado, Harry debatia mentalmente como um sujeito em um estado tão deplorável conseguia freqüentar um lugar como aquele e ainda ficar abraçado a duas prostitutas ao mesmo tempo. Foi então que o reconheceu.

– Rony?! És tu?! – exclama Harry meio grogue, acertando os óculos sobre o nariz e apertando os olhos para enxergar melhor o amigo.

– Harry! – exclama Rony em resposta, também com a voz embargada, o rosto mais vermelho que os cabelos e um garrafão transbordante de cerveja amanteigada na mão.

Rony levanta-se com dificuldade do meio das raparigas e andou cambaleando e tropeçando até Harry, e ambos se abraçaram fortemente.

– Caraleow, qué que vuxê tchá fazendu acqui?! – indaga Rony com dificuldade.

– Arr, aqueli malditu tirrenu du Voldemort mi expulsô du navio... – diz Harry com a voz também muito embargada. – Agora eu quero ir atraix deli pra salvá minha mina, óh...

– Qui lindju! – diz Rony, soluçando. – Chegaê, cara! Inquantu nóis ispera a cachaça passar, vamo lá com az minina, vamo... maix tardi nóix cunversa... agora, vem aqui e me ajuda a chegá lá. Nu-num-num mi larga, não, num mi larga que eu caio...

Foi muito bom Rony ter ajudado Harry a se divertir um pouco, pois ajudou também a esquecer as tensões e ainda combateu a embriaguez mais rápido. Depois de um cochilo para passar a ressaca, os dois amigos sentavam-se a uma mesinha de canto para discutir o plano. A primeira coisa a fazer era arrumar um navio.

Os dois saíram do prostíbulo e seguiram rumo até o porto. Não se contendo, Harry pergunta:

– Como você consegue?!

– Consigo o quê? – indaga Rony confuso.

– Beber, farrear á vontade e não pagar nada? Aquelas prostitutas parecem bem carinhas...

– Ah, isso... Fica tudo na minha conta.

– Conta?

– Ah, é. Já sou cliente velho... modéstia á parte, o melhor que elas já tiveram – disse Rony com um sorrisinho safado no rosto. – Hehehehehehe! Sou tão querido por elas que me divirto até falar chega e fica tudo pendurado...

– Caraca... Mas, diz aí! Por onde andou por todos esses anos? Senti sua falta, cara – disse Harry enquanto se aproximavam do cais.

– Já faz bastante tempo... – disse Rony coçando o queixo com um olhar vago. – É que eu tinha acabado cochilando em um navio mercante, e quando acordei, estava lá na Mongólia... Acredite, não faz idéia do que eu passei. Sempre indo de um porto a outro, sem rumo, mas teve suas vantagens. Realizei o sonho de infância de velejar para onde o vento soprasse, sem leis nem regras que me prendessem...

– Que sorte a sua... – disse Harry amargurado. – Enquanto você ficou viajando pelo mundo, eu fiquei lá, servindo de escravo para meus tios...

– Nossa, cara... – disse Rony com um quê de pena na voz. – Foi mal.

– Ah, tá tudo bem agora. – disse Harry sorrindo. - Quer saber? Eu também já tive minha cota de diversão... Estive em uma tripulação pirata nesses últimos três anos...

– Brincou?! – indagou Rony surpreso.

– Na tripulação do Voldemort. – disse Harry com azedume. Rony se encolheu de susto com a menção desse nome.

– Você se tornou um Comensal da Morte?! – exclamou Rony apavorado.

– A contragosto – disse Harry. – Não tive muitas opções. Era aceitar e viver para realizar o sonho de uma vida, ou morrer sem ter vivido nada... Ah, nem foi tããão ruim assim. Conheci lugares novos, velejei pelos mares, me apaixonei...

– Aaa, meu camarada tá gamado... – caçoou Rony com um sorriso. Harry viu-se dando um sorrisinho ao receber um soco leve de Rony no braço. – E aí, quem é a vítima?

– Uma moça que atualmente é refém do Vol... Você-Sabe-Quem – apressou-se Harry a dizer quando viu a expressão de Rony. – O nome dela é Gina Weasley.

Rony congelou ao ouvir a notícia. Foi ao observar o rosto pálido de Rony que se tocou. O sobrenome de Rony também era Weasley. Não podia ser mera coincidência...

– Ah não... Rony, ela... A Gina é sua... irmã?! - indagou Harry meio hesitante.

– É... – confirmou o ruivo. Ele encarou Harry com fúria nos olhos. – O que vocês fizeram com ela?!

– Calma, cara – disse Harry, se assustando. – Ela está perfeitamente bem, ao menos foi o que me pareceu quando fui abandonado. E só pra você saber, não tive nada a ver com o seqüestro dela. Não se preocupe, essa aventura é justamente o resgate que prometi a ela antes de pular da prancha. E você vai me ajudar, não vai?

– É claro que vou! – disse Rony decidido. – Não vou perdoar Você-Sabe-Quem se ele tocar um dedo na minha irmã!

– Assim que se fala! – disse Harry animado. – Já fiz progresso, achar justo você pra ser meu primeiro companheiro de viagem. Agora, nós vamos arrumar o navio, e vamos achar ainda mais companheiros, e claro, só existe um lugar para procurarmos...

– Aaah... – disse Rony com um sorriso. – Tortuga! Onde acharemos tripulantes, mulheres, e lógico, cerveja amanteigada!

– AO RESGATE, ENTÃO! – berrou Harry excitado. Rony berrou em concordância, e ambos saíram animados pelas ruas, observados pelos pedestres.

Os dois tinham chegado ao porto. Ao passarem por dois guardas da marinha, foram barrados.

– Um momento, este cais não é para civis! – disse um deles, o alto e magro.

– Ah, eu sinto muitíssimo, não sabíamos... se encontrarmos algum, informaremos imediatamente! – disse Harry tentando desviar dos guardas, mas estes não abriram o caminho.

– Err... Parece estar havendo um evento social importante lá no forte, não é? – perguntou Rony. – Mas como foi que dois cavalheiros tão distintos como os senhores não mereceram um convite?!

– Alguém deve cuidar para que este cais seja bloqueado aos civis! – responde o guarda.

– É, é uma excelente razão... mas, me parece que um navio como aquele – diz Harry apontando um veleiro distante e depois o mais próximo – torna este aqui um pouco antiquado, realmente...

– Hã, é verdade, o Slytherin é uma potência nessas águas... mas nenhum navio se compara ao Gryffindor na velocidade. – disse o guarda.

– Ah, eu ouvi falar de um! Dizem que ele é muito veloz, talvez o mais veloz do mundo inteiro... Basilisk. – disse Harry. O outro guarda, baixo e gorducho soltou um risinho debochado.

– Moleque, nenhum navio de verdade se compara ao Gryffindor. – ponderou ele. O magro o encarou.

– Mas o Basilisk é um navio de verdade – disse ele.

– Mas é lógico que não! – disse o gordo.

Ambos ficaram discutindo, e Harry e Rony aproveitaram a deixa para pular para dentro do imponente Gryffindor, um navio de cor vermelha e ouro, com incontáveis velas brancas ás quais estavam desenhados imponentes leões vermelhos, fora a cabeça de um leão dourado como carranca presa sob a proa. Era sem dúvida o orgulho da marinha, e seria ideal para eles, pois se o que o guarda disse era verdade, era tão ou mais veloz que o Basilisk, portanto poderiam alcançar Voldemort em pouco tempo. Rony olhava para todos os cantos do navio, maravilhado. Assim que Harry tocou o timão, ouviram a exclamação dos guardas, que pularam para o convés e apontaram as carabinas para os dois.

– Vai saindo daí! Vocês não têm permissão para subir a bordo, homens! – disparou o gordo.

– Desculpem, mas é um barco tão bonito... navio! – apressou-se Harry a acrescentar.

– Qual o nome de vocês?! – pergunta o magro.

– Ronald Weasley... Rony, se preferir...

– E eu sou Harry Potter.

– Qual a intenção dos senhores, hã? – indaga o gordo.

– E digam sem mentir! – disse o magro.

– Está bem! Eu confesso! – disse Harry. – A minha intenção é roubar esse navio, formar uma tripulação em Tortuga, atacar, pilhar e saquear atéééééé... ficar exausto! – disse Harry com um sorrisinho sarcástico.

Após um momento de silêncio, o guarda magro se enfureceu.

– E-eu disse sem mentir! – ele berrou apontando a carabina para Harry.

– Acho que ele disse a verdade – cochicha o gordo.

– Se o que ele disse é verdade, ele não nos diria! – disse o magro.

– A menos que ele soubesse que não acreditariam, mesmo sendo verdade... – disse Rony, e Harry balançou a cabeça sorrindo.

No momento seguinte, Harry e Rony eram atirados para fora do cais e se estatelavam no chão.

– AÊ, TACA A VACA DA TUA MÃE PRA VER SE QUICA!!! – berrou Rony furioso, sentando-se mais aprumado no chão. – Tá, e agora?

– Voltamos ao bordel e arrumamos o que fazer até o anoitecer – responde Harry endireitando os óculos, espanando o pó de suas roupas e pegando o chapéu do chão. – Meu amigo, nós vamos tomar o Gryffindor.

Os dois passaram horas agradáveis no salão do bordel. Rony já era, de fato, cliente respeitado por ali. Ele e Harry se divertiram com várias mulheres, jogaram partidas de truco e encheram o bucho de cerveja amanteigada. Quando já passavam das 23h00min, ambos saíram para o trabalho. Rony, que bebia que só a porra, acabou por desmaiar com a ressaca da bebedeira da tarde.

– Êêêêhh, mas era só o que me faltava... – suspira Harry, arrastando o amigo adormecido pelo cais.

– Ei, você! – exclama o guarda gordo que os barrara mais cedo. – O que ainda faz por aqui?! Você vai passar a noite no xilindró pra apren...

Houve um ruído de metal colidindo com algo e o guarda desabou, inconsciente. Atrás dele, havia uma moça de cabelos castanhos vestida em trajes masculinos (camisa branca, calça curta preta, faixa vermelha amarrada nos quadris, brincos de argola, anéis e pulseiras de ouro), e segurava uma panela meio amassada nas mãos.

– Ai, meu Deus! O que foi que eu fiz?! – exclama ela parecendo amedrontada, olhando da panela para o guarda desmaiado.

– Salvou minha vida! Muito obrigado! – exclamou Harry.

– Não por isso... – disse ela meio sem jeito. – Responda-me: você é o capitão Harry Potter?

– É, talvez... – disse Harry, empertigando-se todo ao ouvir alguém chamá-lo de capitão – Quem gostaria de saber?

– Me chamo Hermione Granger, e sou a neta do governador dessa ilha – apresentou-se a garota. – Eu estou fugindo porque meu pai está me forçando a me casar...

– Ih, acho que já vi esse filme... – disse Harry baixinho.

– O que disse? – indagou Hermione.

– Ah, nada, não, deixa quieto... – apressou-se Harry a dizer. – Tá, e aí...

– Toda a vila só fala em uma coisa desde cedo: um forasteiro com cabelos negros, óculos e uma cicatriz em forma de raio na testa quer ir atrás do capitão... Você-Sabe-Quem... – disse ela um pouco amedrontada. – Então, pensei que esta seria a solução para o meu problema! Se você quer juntar uma tripulação, pode precisar de uma navegadora, e modéstia a parte, não vai encontrar melhor especialista em mapas no Caribe inteiro.

– Nossa, você sozinha acaba de assassinar tudo que é modéstia... – disse Harry em tom de riso. – Resumindo, a senhorita quer nos dar a honra de sua companhia nessa viagem?

– Bom... é – disse ela.

– Tá, tudo bem, mas... – disse Harry coçando o queixo. – Ainda nos resta a questão do navio. Eu e meu amigo aqui – ele indica Rony com um aceno da cabeça – pretendíamos nos apossar do Gryffindor, mas nas atuais circunstâncias, vai ser meio complicado...

– Acho que posso te ajudar... – disse Hermione.

– Excelente! – exclama Harry esfregando as mãos, animado. – Então, vamo-nos! Sigam-me os bons!

Os dois adentraram o cais carregando um Rony profundamente adormecido, Harry o segurava pelas mãos e Hermione o carregava pelos pés. Ao se aproximarem do Gryffindor, largaram Rony atrás de alguns barris e avançaram cautelosamente. Ambos silenciaram os vigias sem muita dificuldade, uma vez que já estavam quase abatidos pelo sono. Hermione relutava em atacar os guardas, mas para Harry parecia tão natural quanto tomar banho. Só restavam agora os soldados a bordo do Gryffindor. Harry e Hermione subiram silenciosamente pelo casco da popa do navio, sacaram as espadas e desceram para o encontro com os guardas.

– FIQUEM TODOS CALMOS, ESTAMOS TOMANDO O NAVIO! – berrou Harry descendo as escadas até o convés seguido por Hermione.

– É! Rendam-se! – ameaçou a garota apontando a espada e provocando risos entre os soldados. Harry se virou para encará-la com uma expressão de desgosto que dizia claramente "você não tinha uma ameaça melhor aí, não?!" Hermione fica escarlate.

– Desculpem, é a primeira vez dela – disse Harry em tom de desculpas, e em seguida avança sobre os marinheiros.

Uma luta encarniçada ocorria no convés do Gryffindor. Dois jovens sozinhos contra mais de vinte soldados da marinha. O som dos encontros violentos das espadas quebrava o silêncio da noite. Era de espantar que ninguém acordasse com aquela barulheira. Muito sangue fora derramado no convés. Harry recebera um corte feio nas mãos, mas nem se comparava aos cortes que fazia contra seus inimigos. Enquanto o rapaz brandia sua espada ferozmente, Hermione procurava não ter muita participação.

– Arf... arf... acho que era o último, Harry... – ofegava Hermione.

– Arf... puf... é... agora me ajuda a jogar esses corpos no mar, depois a gente volta pra buscar o Rony pra ir embora logo, antes que alguém que caiu no mar volte... – disse Harry agarrando alguns corpos e atirando-os para fora do navio, em seguida rasgando um pedaço da manga direita e amarrando-a na mão cortada para estancar o sangue.

Quando finalmente se livraram de todos os corpos, retornaram ao cais para buscar Rony, que continuava a roncar, jogaram-no de qualquer jeito no convés banhado de sangue, levantaram as âncoras, içaram as velas e partiram da cidade. E assim se inicia a lenda do navio pirata que viria a ser um dos mais temidos da época. Após se verem em mar aberto, Harry e Hermione dão gritos de alegria, mas logo acabam tombando no convés e adormecendo.

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Comentários do autor: Que tal o 1º capítulo? Adorei construir esse perfil do Rony, com certeza ele vai ser o personagem mais engraçado dessa fic... o cachaceiro mulherengo XD. Como vocês puderam perceber, adicionei um toque da história original áquelas velhas histórias de piratas. Por exemplo, ao invés de rum, a bebida deles é cerveja amanteigada. Quem tiver idéias ou sugestões para a fic, por favor, podem mandar que serão muito bem-vindas. Coments, plz .