Luthier – A Melody to Dream.
(Uma Melodia para Sonhar)
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Juliana é uma criação minha, como um presente especial para uma grande Ficwriter, a Kaliope, autora da fic Galácticas na Grécia.
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Capitulo 5: Becouse the night.
Porque a noite pertence ao desejo
Porque a noite pertence aos amantes
Porque à noite pertence a nós.
.I.
Suspirou mais relaxada, não fora nada fácil agüentar a manhã toda Carite lhe mandando tocar, corrigindo sua postura entre outras coisas que quase lhe enlouqueceram. A verdade é que se surpreendera quando ela dissera que lhe treinaria. Sempre fora boa naquilo que fazia, mas a verdade era mais dura, fora um tanto quanto arrogante ao se dizer auto-suficiente em sua arte, porque agora, encontrara alguém melhor e não seria nada fácil supera-la.
-Eis seu desafio; a voz da ninfa ainda ecoava em sua mente. –Não costumo trabalhar com artistas medíocres, então, guarde sua arrogância para si mesma, se quiser ser a melhor a partir de agora;
-Mas o q-...; Juliana parou ao vê-la erguer a mão, mandando-a se calar.
-Só quero ouvir: Eu aceitou ou eu desisto; ela foi taxativa.
Os orbes castanhos com finos riscos amendoados cintilaram perigosamente, nunca fora de temer um desafio, não seria agora que mudaria isso.
-Aceito;
-Então preste mais atenção nessas notas, suas mãos tremem ai. Seja mais segura naquilo que esta fazendo. Agora comece; Carite completou sem ao menos mudar a expressão indecifrável ao ordenar-lhe aquilo que faria.
Respirou fundo seguidas vezes para não tacar aquele violino na cabeça dela, mas não, precisa manter a compostura, não desceria do salto só por isso.
E por falar em salto...
-Pardon mademoiselle, mas é um sacrilégio uma dama tão bonita estar sozinha aqui; um rapaz de vivazes olhos azuis falou parando a seu lado.
Rolou os olhos, enquanto a ponta de seus dedos corria com suavidade pela boca do copo. Era sempre a mesma historia, será que nem sendo francês o clichê não variava um pouco; ela pensou.
-Vaza; Juliana mandou.
-Pardon? –ele falou confuso.
Virou-se para ele com um olhar no mínimo assassino, aquela noite não queria companhia muito menos a de um franguinho como aquele fedelho que mal saira da puberdade, alias, que parecia não fazer idéia do que era isso.
O rapaz encolheu-se murmurando pedidos de desculpas e afastou-se o mais rápido possível.
Voltou-se para o bar novamente, a musica parecia cada vez mais alta, era assim todas as noites no 'Fire Nights', todos os baladeiros de plantão reuniam-se ali, inclusive ela, nas noites que desejava exorcizar alguns pensamentos, deixava as partituras eruditas e o violino trancados em casa e despertava seu lado mais perigoso e predador.
Mas nessa não, só queria mesmo exorcizar os pensamentos, livrar-se daquela inquietação que estava alastrando-se por sua mente e coração desde que ficara sabendo que o resultado da seleção só sairia no dia seguinte.
-Idiotas; ouviu alguém resmungar a seu lado e só assim deixou de lado as pedras de gelo que dançavam em meio ao high-fie, para voltar-se de soslaio para aquele a seu lado.
Arqueou a sobrancelha ao ver uma farta cabeleira azulada, onde parcialmente a franja rebelde caia sobre os olhos do rapaz, não era possível que... ; ela ponderou balançando a cabeça levemente para os lados.
-"E olha que eu nem comecei a beber"; Juliana pensou, respirando fundo antes de esvaziar o copo. –Mais um; ela pediu erguendo o copo para a bar tender ver o que queria.
-O mesmo pra mim; Aiácos falou chamando-lhe a atenção.
Virou-se para ele, comprovando ser mesmo o espectro a seu lado, normalmente não se sentiria tão nervosa, mas um leve rubor tingiu sua face diante do olhar dele sobre si, que parecia tocá-la a cada ponto que passava. Por sorte isso ficou pouco visível devido a pouca luminosidade do local.
-Olha só, que boa coincidência; ele falou com aquele típico sorriso cafajeste que a irritava tanto.
-É uma pena que não possa dizer o mesmo; Juliana rebateu, virando o rosto, tentando ignora-lo, mas naquela noite não seria tão fácil.
-Então, esta vestida pra matar quem? –Aiácos perguntou num sussurro atrevido em seu ouvido,fazendo-a estremecer, ainda bem que estava sentando, se não certamente suas pernas fraquejariam agora; ela praguejou internamente por isso.
O sorriso em seus lábios alargou-se ao ver que por mais que tentasse, ela não era tão imune a si como queria aparentar ser, mas naquela noite era ele a não ser imune ela.
Fitou-a intensamente, vendo os cabelos avermelhados agora lisos e presos em um coque de fios soltos, enquanto as curvas esguias eram bem delineadas pelo vestido preto com degrade em vermelho, fazendo com que a barra fosse mais escura, enquanto em direção ao colo, tornava-se aos poucos vermelho sangue, até se perder entre as alças finas sobre os ombros.
Os saltos finos e as pernas cruzadas de maneira sóbria no banco de metal apenas completavam aquele cenário perfeitamente emoldurável. Enfim, ela estava literalmente vestida pra matar...
-Depende, se você me arrumar uma Jackal de 3 mm com bala ponta agulha de prata, posso arrumar rapidinho um alvo; Juliana rebateu com um sorriso gentilmente sarcástico.
-Nossa, espero que com tudo isso você tenha uma boa mira; ele provocou, fazendo-se de espantado.
-Quer experimentar? –ela rebateu, sem ao menos alterar a expressão aparentemente passiva.
A bar tender aproximou-se deixando ambos os copos em cima do balcão e afastou-se novamente. Pegou o seu, vendo os cubos de gelo a dançarem sobre a superfície e levou-o aos lábios, deixando-os ainda mais rublos do que antes, quando eram apenas tingidos pelo batom carmim.
-Proposta tentadora, cuidado pra não se arrepender depois; o espectro falou levantando-se.
-Uhn! –Juliana murmurou, mas no momento seguinte deixava o copo sobre o balcão, sendo puxada por ele para o meio da pista. –Mas o que-...; ela parou prender a respiração quando o mesmo virou-se bruscamente fazendo ambos os corpos se chocarem.
-Take me now baby here is I am; ele sussurrou com os lábios a milímetros dos seus, fazendo com que qualquer pensamento fosse banido pra bem longe de sua mente.
Me tome agora,
Take my now
Baby, aqui como estou
Baby, here is I am
Me abrace forte
Hold me close,
E tente entender
Try and understand
Uma musica alta começou a tocar, pessoas de todos os lados reuniam-se no centro dançando enlouquecidamente, seguindo as batidas e o ritmo agitado.
Desejo é fome
Desire is hunger
É o fogo que respiro
is the fire I breathe
Amor é um banquete
Love is a banquet
Em que nós alimentamos
on which we feed
Serrou os orbes no momento que os braços fortes do cavaleiro envolveram sua cintura, virando-a de costas para si, ficando completamente a mercê dele. O que a essa altura do campeonato já não era mais tão ruim.
Venha agora,
Come on now,
Tente compreender
try and understand
Como eu me sinto
The way I feel
Quando eu estou em suas mãos
When I´m In Your Hand
Que conveniente; ela pensou sentindo os corpos moverem-se agitados com o ritmo da musica tão alta que não conseguiria nem ouvir seus pensamentos, isso se algum se aventurasse a se formar em sua mente agora.
Pegue minha mão,
Take my hand,
Venha disfarçado
Come under cover
Não podem te machucar agora
Can't hurt you now
Não podem te machucar agora
Can't hurt you now
-Take my hand...; ouviu o sussurro quente da voz dele em seu ouvido e sentiu o corpo amolecer, fazendo com que instintivamente levasse uma das mãos a face dele.
Deixou os lábios correrem de forma suave pelo colo parcialmente desnudo, até pousar um beijo sobre a palma da mão. Sentia o coração a mil, era como se tudo houvesse sido apagado de sua mente e só ela importasse agora.
Porque a noite pertence aos amantes
Because the night belongs to lovers
Porque a noite pertence ao desejo
Because the night belongs to love
Porque a noite pertence aos amantes
Because the night belongs to lovers
Porque a noite pertence a nós
Because the night belongs to us
-Becouse the night belongs to lovers, becouse the night belongs to us…; ouviu-a sussurrar e seus braços estreitaram-se ainda mais na cintura dela.
Como num movimento ondulado, seus corpos em sincronia desceram ao chão, quase o tocando com os joelhos, para voltarem a posição ereta novamente.
Eu tenho uma duvida,
Have I doubt,
Quando estou sozinha
when I'm alone
A cada batida a musica tornava-se ainda mais alta, agitando-os a capa seguindo.
Amor é o toque de um telefone
Love is a ring on the telephone
Amor é um anjo, disfarçado como desejo
Love is an angel, disguised as lust
Aqui em nossa cama ate que a manha venha
Here in our bed 'til the morning comes
Sentiu as mãos dele correrem pela lateral de seu corpo para em seguida, envolve-la em um abraço sedutor e possessivo, onde seus corpos se tocavam, roçando-se de maneira provocante.
Venha agora tente compreender
Come on now try and understand
A maneira que eu sinto sob seu comando
The way I feel under your command
Pegue minha mão, e o sol se põe
Take my hand, and the sun descends
Eles não podem te tocar agora
They can't touch you now
Não podem te tocar agora
Can't touch you now
Aspirou o perfume inebriante emanado pelas madeixas vermelhas à medida que a adrenalina aumenta, viu-os presos por um par de hachis que pareciam quase invisíveis entre os cabelos, por serem igualmente vermelhos.
Puxou-os com cuidado, para em seguida ver a cascara de fios cair sobre os ombros da jovem, roçando-lhe agradavelmente a face.
Porque a noite pertence aos amantes
Because the night belongs to lovers
Porque a noite pertence ao desejo
Because the night belongs to love
Porque a noite pertence aos amantes
Because the night belongs to lovers
Porque a noite pertence a nós
Because the night belongs to us
-Prefiro assim; Aiácos sussurrou, fazendo-a estremecer, causando um arrepio em ambos.
Me tome agora,
Take my now
Baby, aqui como estou
Baby, here is I am
Me abrace forte
Hold me close,
E tente entender
Try and understand
Virou-se para ele encontrando o olhar intenso dele sobre si, que no momento que se encontraram, cintilou. Sentiu a respiração quente dele se aproximando e apenas serrou os orbes.
Desejo é fome
Desire is hunger
É o fogo que respiro
is the fire I breathe
Amor é um banquete
Love is a banquet
Em que nós alimentamos
on which we feed
Seus lábios se encontram em um beijo intenso, sentiu-o prender os dedos entre os fios vermelhos de maneira possessiva, com imaginara da ultima vez, o braço em sua cintura, estreitou-se mais, tirando-lhe um gemido dos lábios ao sentir-se completamente colada a ele, sem ter como fugir e escapar, isso se quisesse realmente sair dali.
Uma outra musica já se iniciava tão agitada quanto à primeira, mas eles não pareciam reparar nisso, afastaram-se parcialmente e antes que palavra alguma fosse dita, tirou-a da pista, indo parar num canto pouco movimentado.
Entreabriu os lábios pra falar, porém ele não estava disposto a deixá-la pensar em mais nada que a fizesse hesitar, ou ponderar sobre certos e errados.
Gemeu ao sentir as costas parcialmente desnudas tocarem uma parede fria, para em seguida sentir o corpo dele a aquecer-lhe e embriagar os sentidos.
Enlaçou-o pelo pescoço, sentindo as mãos dele deslizarem por suas costas, fazendo-a estremecer à medida que seus lábios moviam-se urgentes um sobre o outro, buscando por mais de ambos naquela noite...
Becouse the night belongs to lovers...
.II.
Andava a passos rápidos pelas ruas parisiense, não queria ter ficado até tarde fora, mas fora justamente a ultima a ser chamada; uma jovem de pouco mais de vinte anos atravessava as quase desertas ruas tentando chegar em casa.
Nas costas um estojo de couro balançava conforme seus passos tornavam-se mais rápidos, as partituras estavam guardadas na pasta que tinha em mãos, só saberia do resultado no dia seguinte; ela pensou em meio a um suspiro cansado.
Seu sonho era tocar violino, agora tinha a oportunidade de vê-lo realizado; a jovem pensou deixando o medo de lado para dar vazão à alegria que sentia. Seu sonho como o de muitos outros que competiram naquela seleção era pelo municipal, só esperava conseguir estar entre aqueles que fariam parte da nova orquestra.
Parou bruscamente ao ver uma jovem de longas melenas negras caída no chão.
-Você esta bem? –ela perguntou preocupada aproximando-se.
Ouviu um gemido quase de dor e notou a mão dela, que a mantinha apoiada no chão, avermelhada, provavelmente havia arranhado com a queda.
-Quer que eu chame alguém; a jovem insistiu parando próxima a garota.
-Não é necessário; Alegra respondeu com uma voz tão fria que petrificou a jovem.
Tentou recuar mais, mas seu corpo simplesmente não respondia, viu-a erguer a cabeça e seus olhos encontraram um par de chamas vermelhas que pareciam varrer a vida de seu corpo.
Aos poucos o corpo da jovem adquiriu uma aparência pálida e como em câmera lenta chocou-se contra o chão. Os orbes antes verdes e vivazes tornaram-se opacos e sem vida como todo o resto.
-Uma já foi; ela falou levantando-se e batendo as mãos na longa saia de pregas.
Aproximou-se da garota pegando a pasta com partituras, abriu-a dando uma rápida olhada, deu um baixo suspiro.
-Tão simplória; Alegra falou balançando a cabeça levemente para os lados. –Patética;
No momento seguinte a pasta em suas mãos era tomada por chamas que surgiram do nada, consumindo pouco à pouca a pasta e as partituras que continham não só a peça que ela tocara na seleção como as de autoria própria.
-Mas não posso deixar um vermezinho ignorante como você atrapalhar meus planos; ela completou dando-lhe as costas e aos poucos desaparecendo entre as ruas.
.III.
Afastaram-se parcialmente, as respirações eram agitadas e descompassadas como os batimentos de seus corações.
-Ainda não mudei minha opinião sobre você; Juliana falou num sussurro enrouquecido, tentando recobrar a racionalidade.
-Sério? E qual é? –Aiácos perguntou roçando-lhe a curva do pescoço suavemente com a ponta do nariz.
-Que...; ela parou perdendo completamente a noção do que iria falar.
-Que? –ele insistiu mordiscando-lhe a orelha, fazendo-a serrar os orbes e emitir um fraco gemido. Um meio sorriso formou-se em seus lábios.
-Hei! Procurem um quarto; ouviu alguém falar em tom debochado.
Abriu os olhos com a face em chamas, empurrou-o, fazendo Aiácos se afastar para desvencilhar-se dos braços dele.
-Mas o q-...; o cavaleiro parou vendo-se afastar como se nada houvesse acontecido. –Aonde vai? –ele perguntou seguindo-a.
-Isso é loucura; Juliana falou passando a mão nervosamente pelos cabelos, sentindo-os completamente desalinhados, isso porque aquela escova lhe dera trabalho.
Continuou a andar desviando das pessoas até chegar ao bar, iria pagar a conta e voltar para a casa, aquele dia precisava chegar logo ao fim antes que fizesse uma besteira.
Sentiu uma mão fechar-se em seu pulso e virou-se para trás, deparando-se com o espectro.
-Aonde vai? –Aiácos perguntou novamente, devido ao som alto ela nem ao menos ouvira seus berros anteriores.
-Embora; Juliana respondeu.
-O QUE? –ele berrou não ouvindo-a falar.
-VOU EMBORA; a jovem berrou como resposta, tentando puxar o braço, mas parou vendo-se aproximar, parando com a boca a milímetros de seu ouvido.
-É impressão a minha ou você esta fugindo? –Aiácos perguntou num sussurro, fazendo-a estremecer e serrar os orbes de maneira perigosa.
-Eu? Fugindo? –Juliana rebateu enfezada tentando soltar-se.
-É o que parece; Aiácos continuou sabendo bem o que aconteceria se a provocasse.
-Então o que sugere gênio? –ela falou sarcástica.
-Porque não senta, toma um drink comigo e conversamos; ele sugeriu casualmente, diante do olhar desconfiado dela. –Ou prefere terminar a noite abraçada a um ursinho de pelúcias assistindo Outono em Nova Youk se afogando em chocolate? –o cavaleiro falou com um sorriso nada inocente ao vê-la ficar escarlate, agora ele jamais saberia se era de raiva ou outra coisa.
-Ok peça as bebidas; Juliana falou afastando-se dele e buscando por uma mesa desocupada ao redor do bar.
Viu-a se afastar e não pode deixar de acompanhá-la com o olhar, o movimento do corpo, a forma com que conseguia se equilibrar com saltos tão altos e finos. Era melhor tomar cuidado, não seria nada agradável comprovar o quanto ela poderia ter boa pontaria enquanto ela estivesse com aquelas agulhas como sapatos; ele pensou engolindo em seco.
Voltou-se para o bar, acenando para a bar tender e com breves gestos fez os pedidos, pouco tempo depois afastava-se com os copos.
-o-o-o-o-o-
Sentou-se em uma cadeira estofada, respirando fundo para manter a calma ou ira partir a cara daquele petulante em duas, oras, o que tinha de mal com chocolate. Se metade do mundo consumisse mais chocolate, tudo seria bem mais colorido; ela pensou passando a mão pelos cabelos, enrolando-os de forma que caíssem por sobre um dos ombros, só agora notando que não estava com os hachis.
Respirou fundo, balançando a cabeça levemente para os lados, quem esta na chuva é pra se molhar; Juliana pensou virou-se para o lado, mas surpreendeu-se com o que estava vendo.
Não muito longe de onde estava, viu um casal ocupando uma das mesas, tudo bem, isso era normal, afinal todos que estavam ocupando mesas ali eram aparentemente casais, mas se não estava enganada aquela que via agora acompanhada ali era Carite.
-"Impossível": Juliana pensou serrando os orbes, tentando ver melhor, porém o que mais lhe chamou a atenção foi seu acompanhante de cabelos vermelhos, num tom bem mais intenso que os seus, só que caiam até os ombros lisos, seus olhos tinham um azul tão claro que jamais imaginou que alguém tivesse aquele tom tão intenso e tranqüilo ao mesmo tempo e sua pele era alva.
Poderia jurar que não passava dos vinte e cinco, tinha uma expressão jovial e despojada, só que ele lhe lembrava alguém, não sabia ao certo, mas a única coisa que veio a sua mente foi à imagem de Aramis.
Balançou a cabeça levemente para os lados, tentando afastar os pensamentos, a bebida deveria estar subindo, porque aquilo sim era realmente um absurdo. Voltou-se para o casal novamente e o encontrou sozinho agora, a ninfa havia desaparecido. Por um momento viu-o virar-se em sua direção e seus olhares se encontraram.
Engoliu em seco, era estranho como sentia-se inquieta com aquele olhar da mesma forma que sentia-se pisando em ovos cada vez que conversava com Aramis. Porque essa insistência em compará-los? –ela se perguntou confusa. A diferença era gritante, sendo que aquele a poucas mesas longe de si era mais jovem.
-Demorei? –Aiácos perguntou chamando-lhe a atenção.
-Uhn? –ela murmurou virando-se sobressaltada para ele.
-Algum problema? –ele perguntou colocando os copos sobre a mesa e não a viu voltar-se na direção do ruivo, mas não encontrando mais ninguém na mesa.
Franziu o cenho, poderia ter jurado que os dois estavam ali, juntos; ela pensou confusa.
-Então? –Aiácos perguntou.
-Não; Juliana respondeu casualmente, tentaria entender aquilo mais tarde, isso é se, se lembrasse de algo depois.
-o-o-o-o-o-
Subiu alguns lances de escada, para o segundo pavimento da danceteria, buscando a ala vip, onde havia uma sala mais reservada quase livre daquele som. Não agüentava mais tanto barulho e aquilo estava realmente lhe irritando; ela pensou.
Sentou-se em uma mesa, sendo prontamente atendida por um garçom, pediu rapidamente o que queria e viu-o se afastar. Suspirou cansada, maldita hora que resolvera encontra-lo naquele lugar, tantos outros em Paris que poderiam servir, mas não, tinha que ser ali...
Céus, como conseguiam chamar aquilo de musica; ela pensou exasperada.
-Desculpe a demora; uma voz soou grave ao aproximar-se.
-Não tem problema; Carite respondeu vendo o rapaz de melenas vermelhas sentar-se a sua frente.
-Creio que com a quantidade de álcool que ela esta ingerindo não ira se lembrar de nós pela manha; ele continuou.
-Não duvido Hermes, mas encontrá-la aqui e com ele não me agrada; ela respondeu.
-O que foi Carite? Pelo visto a missão de meu pai não esta sendo das mais agradáveis, não é? –Hermes comentou.
-Você sabe que não gosto dele; a jovem falou em tom ferino.
-Se quiser posso te arrumar uma lista de outros membros do fã clube; Hermes brincou com um sorriso travesso e nem ela pode deixar de sorrir com isso. –Mas deixe de lado suas preocupações com Aiácos, pelo que sei Hékates esta no pé dele, ele não vai andar fora da linha até o fim da missão; ele completou de maneira enigmática.
-Mas...; Carite ponderou. –Tem algo que me preocupa; ela confessou.
-O que? –o rapaz perguntou, displicentemente apoiando a mão sobre a dela, que jazia em cima da mesa, em sinal de compreensão.
Recuou instintivamente, desviando o olhar...
-Desculpe; ele balbuciou dando-se conta do que acontecera, acomodou-se melhor na cadeira, mudando rapidamente de assunto. –Mas me diga, o que é?
-Provavelmente Alegra vai atrás dela. Seu pai a escolheu exatamente por saber que ela iria ganhar essa seleção, com ou sem intervenção. Eu detesto ter que bancar a guarda costas, mas se desviarmos a atenção de Alegra, a vida dela pode estar em risco; Carite sentenciou.
-Bem, nisso você tem razão, mas porque não deixa Alegra mostrar suas garras primeiro, não vai acontecer nada a Juliana, mesmo porque, Aiácos esta com ela agora. Acredite, nem tudo é o que parece ser e às vezes, algumas coisas podem surpreender; Hermes falou de maneira enigmática.
-Do que se refere? –ela perguntou confusa.
-De algumas flechas que às vezes se voltam contra o próprio atirador; com isso esclareceu-lhe todas as duvidas.
Continua...
Domo pessoal
Mais um capitulo chega ao fim e como vocês puderam ver a coisa ta esquentando XD. Nossa faz tanto tempo que eu queria usar essa musica em uma fic (Becouse the Night) eu adoro musica clássica, mas gosto de algumas de balada pra exorcizar alguns pensamentos de vez em quando XD, mas desde que comecei Luthier venho pensando em uma cena para Aiácos e Juliana com essa musica, espero que tenham gostado.
Ainda tem muita coisa a acontecer, porém a fic já esta caminhando pra reta final, eu detesto falar isso, não gosto de finais em fics, mas fazer o que, é a vida.
Mas enfim, obrigada a todos que vem acompanhando essa historia e as peripécias da dona Juliana em Paris, em breve a historia dará uma grande reviravolta, prepare-se.
No mais, um forte abraço e nos vemos na próxima...
Já ne...
