Luthier – A Melody to Dream.

(Uma Melodia para Sonhar)

By Dama 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Juliana é uma criação minha, como um presente especial para uma grande Ficwriter, a Kaliope, autora da fic Galácticas na Grécia.

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Capitulo 7: I Need a Hero

Em algum lugar depois da meia-noite

Na minha fantasia mais selvagem

Algum lugar alem do alcance

Há alguém tentando me alcançar

Correndo no trovão e nascendo com o calor

Ele se tornará um super-homem para me levar onde não consigo chegar.

Acima das montanhas, conhecendo os céus

Fora do lugar onde as luzes dividem o oceano

Eu juraria que tem alguém me observando de algum lugar

Através do vento, do frio, da chuva, da tempestade e do dilúvio.

.I.

Aos poucos a expressão irritada deu lugar a de pura surpresa e choque, assim que saira do banheiro, fora levada por Carite até o auditório para o inicio da seleção, alias, final, quando os resultados seriam finalmente revelados, mas jamais pensou que algo daquele tipo fosse acontecer.

Olhou para os lados procurando Sabrina, a garota que conhecera no dia anterior, na seleção, ela era bastante simpática e carismática, porém extremamente tímida. Com um pouco a mais de conversa, ficara sabendo que seu sonho era fazer parte do municipal, por isso vinha se dedicando completamente a isso nos últimos anos, estudando e compondo suas próprias peças.

Antes dela se apresentar, haviam acabado por trombar uma na outra no meio daquela multidão e enredado uma boa conversa. Embora estivessem competindo pela mesma coisa, jamais deixou de desejar que ela vencesse, conseguia ver naquela garota a mesma paixão que possuíam, por aquilo que faziam e saber que ela não era mais uma arrogante como uns e outros, já lhe conferia esse 'status' consigo, por assim dizer.

-Antes de iniciarmos a divulgação dos resultados; James Hopkins, principal maestro do municipal começou, chamando a atenção de todos. –Gostaria de lhes pedir alguns minutos de silencio;

O burburinho tomou conta de todo o teatro, atiçando a curiosidade geral.

-Ontem algo muito triste aconteceu, que também nos chocou muito; Marie, mestre soprano do grupo de vocal se manifestou, enquanto arrumava o óculos meia lua no nariz afinado. -A morte de Sabrina D'Arjan foi uma grande perda para nós que apreciamos a boa musica;

-O que? –indagações supressas preencheram o salão.

-Ontem após a seleção, quando voltava para a casa, Sabrina sofreu um ataque cardíaco. Por estar sozinha e ser muito tarde, não conseguiu pedir ajuda a tempo e veio a falecer; James explicou.

-Impossível; Juliana sussurrou, serrando os punhos nervosamente.

-Por isso façamos um momento de silencio, por ela; Marie completou.

Todos abaixaram suas cabeças em tom solene, virou-se para o lado encontrando bem distante de todos Alegra Callas.

Já ouvira falar dela. Arrogante, petulante e esnobe. Traduzindo em termos portugueses... Nojenta.

Não se lembrava de tê-la visto na seleção, mas sendo pretensiosa como era, certamente que ela não deixaria a chance de humilhar as pessoas se passasse.

Respirou fundo desviando o olhar, tinha um mais pressentimento. Muito mal, por sinal; Juliana pensou. Só pedia a Deus que tudo aquilo acabasse logo e pudesse voltar para a casa.

-Juliana!

Virou-se rapidamente para frente, vendo o teatro todo com os olhares recaídos sobre si, imediatamente sentiu a face aquecer-se, enquanto Marie ajeitava aqueles óculos meia lua novamente sobre o nariz, fitando-lhe com ar curioso.

-Parabéns, agora você faz parte da nossa equipe, poderá começar na segunda; Marie falou com um sorriso gentil.

-Obrigada; ela por fim conseguiu sussurrar.

Havia passado; Juliana pensou sentindo o corpo estremecer por um frio inexistente anteriormente ali. Tanta coisa acontecendo de uma vez que não agüentava mais, precisava descansar e deixar seus pensamentos se reordenarem.

-Juliana;

Voltou-se em direção ao chamado, encontrando o olhar amigável de Carite sobre si, bem diferente do irritado de horas atrás.

-Está se sentindo bem? –ela perguntou.

-...; negou com um aceno.

Na verdade sentia-se estranha, oprimida. E isso não era normal.

-Vem comigo; a ninfa falou ajudando-a a se levantar e tirando-a dali.

Seguiram por um corredor que não lembrava-se de ter visto antes, mas que no fim lhes levou até os bastidores. Fitou-a preocupada, vendo a jovem suar frio agora.

-O que esta acontecendo? –Juliana perguntou com a voz tremula.

-Calma, já vai passar; Carite sussurrou, tentando tranqüiliza-la, apoiando as mãos sobre seus ombros e guiando-a até um banco próximo a parede, onde poderia se sentar.

-Respire fundo; a ninfa falou fitando-a intensamente, vendo os lábios da jovem tremerem com um frio inexistente ali.

-Mas...;

-Limpe sua mente e apague tudo; ela continuou.

Fechou os olhos, respirando de maneira pesada, era como se o ar ali estivesse mais rarefeito e uma atmosfera densa os envolvesse.

Não conseguia limpar a mente, a imagem de Sabrina parecia ainda tão viva. Não permitia a si mesma acreditar que ela morrera, não era justo. Depois de tudo que lutara, ai aquilo acontecia.

-Que patético;

Abriu os olhos com brusquidão, logo deparando-se com o sorriso de escárnio de Alegra sobre elas.

-Calma; Carite pensou sabendo que a intenção da erinia era justamente provocar.

Aquela praga se sentia confiante agora que Sabrina estava fora da jogada, eram poucos os violinistas que conseguiriam vence-la naquele jogo mortal e a jovem a sua frente era uma delas, por isso Aramis a escolhera, como diziam os americanos, ela era o cavalo vencedor que Aramis investira tudo para não vê-lo tropeçar na linha de chegada.

-O que quer Alegra? –a voz de Juliana saiu firme e controlada, embora tremesse por dentro.

-De você nada... Mas muito me admira que uma incompetente como você tenha passado, igual aquela D'Arjan. Pelo menos Thanatos se encarregou de dar um jeito nela; ela desdenhou voltando-se para Juliana.

-Tome cuidado Alegra, ou vamos achar que aquela parada cardíaca não é só mera coincidência; Carite falou em tom perigoso.

-Esta me ameaçando senhorita? –ela perguntou com um brilho avermelhado em seus olhos.

Antes que palavra alguma fosse dita, fechou os olhos contendo um gemido de dor entre os dentes, quando seus cabelos foram puxados para trás com tanta força, que caiu de joelhos no chão.

-Não sei que espécie de verme você é; Juliana falou, segurando ainda com mais força os fios acinzentados entre os dedos, impedindo-a de levantar.

Não a sentira se aproximar; Alegra pensou surpresa.

-Mas eu que lhe ouça falar mais uma besteira dessas e lhe mando pro inferno, com um quente e dois fervendo; ela avisou, soltando-a tão bruscamente que os lábios da jovem logo encontraram o chão.

-Isso não vai ficar assim; Alegra vociferou fitando-a com ódio estampado em seus olhos.

-Não tenho medo de você, quer vir? Pois venha! –Juliana provocou abrindo os braços em sinal de evidente desafio.

Sentia o corpo tremer de adrenalina, o coração batia desenfreado, mas algo dentro de si parecia despertar como um titã enfurecido, desejando devastar tudo a sua frente.

Ouviram-na resmungar algum impropério, num idioma desconhecido e sair dali pisando duro, enquanto fosse dia ela não se arriscaria a aparecer completamente.

-Juliana; Carite chamou, vendo-a quase em transe, mas com um olhar capaz de retalhar qualquer um que passasse na sua frente.

-Uhn! –ela murmurou.

-Vem, vou te levar pra casa, é melhor você descansar; a ninfa falou.

Estranho, poderia jurar que Alegra ficara realmente com medo da reação inesperada de Juliana. Seria interessante ver o que aconteceria depois, mas por hora, era melhor tira-la dali e garantir que os efeitos da erinia sobre a jovem chegassem logo o fim.

Mesmo a distancia sabia que Alegra havia tentado alguma coisa, por sorte tivera tempo de se aproximar e impedir que ela fizesse algo contra Juliana. A fúria estava desesperada, principalmente agora que faltavam apenas quatro violinistas para tirar de seu caminho. Se conseguisse isso, teria o municipal a seus pés. Não que isso fosse importante, mas a vida dessas pessoas estava em jogo e cabia a eles impedir que isso acontecesse de uma vez por todas. Faltava Alegra e mais uma que logo seria abatida também, mas até elas serem pegas qualquer cautela não seria demais.

Caminhou com Juliana até o carro parado num estacionamento ali perto. Como queria que Olhos Vermelhos pudesse ajudar nesse problema, seria tão mais fácil. Sabia que com ele tudo seria resolvido bem mais rápido, mas Aramis fora taxativo ao dizer que não queria outros envolvidos no problema, principalmente pelo que já acontecera no passado.

Um fino sorriso formou-se em seus lábios, não havia nada mais delicioso do que ver a expressão de medo estampada na face de Aramis ao pensar na simples possibilidade de que Olhos Vermelhos não o temia, muito menos os iguais a si e se fosse preciso, não hesitaria em lutar contra todos para conseguir o que queria.

Logo entrou no carro dando partida e levando a jovem dali. O cerco estava fechando e aquela erinia iria agir de maneira desesperada agora.

.II.

Do alto de um prédio antigo, fitava a tudo com um olhar compenetrado. Faltava pouco para acabarem com aquilo de uma vez.

Agora mais do que nunca precisava resolver aquilo antes que alguém acabasse pedindo a Olhos Vermelhos para fazer isso. Ainda se lembrava de tudo que aconteceu em Londres alguns anos atrás. Jamais imaginou que alguém como ele pudesse existir, mas fora autoconfiante demais.

Suspirou pesadamente, nem em todos os anos que já vivera, se deparara com um oponente como ele e sabia que mais do que tudo agora, aquela missão deveria ser perfeita. Se o imperador tivesse de pedir a Olhos Vermelhos para resolver aquilo toda a ordem de espectros seria taxada de inútil... De novo.

Mas agora que sabia que todos os seus problemas tinham nome. Alegra. Ficaria mais fácil; Aiácos pensou desaparecendo.

-o-o-o-o-o-

-Tem certeza que vai ficar bem? –Carite perguntou assim que chegaram à casa da jovem.

-Vou, alem do mais, preciso trabalhar; Juliana respondeu.

-Mas...;

-Esta tudo bem. Obrigada Carite; ela agradeceu, despedindo-se rapidamente, entrou em casa. Precisava colocar os pensamentos em ordem e entender o que estava acontecendo.

Afastou-se da casa da jovem, mas não pretendia descuidar dela, resolveu tomar um café na cafeteria da esquina e ver se ela iria sair depois e decidir quais seriam seus próximos passos.

-o-o-o-o-o-

Tomou um rápido banho e assim que se trocou caiu na cama cansada, ou melhor, emocionalmente esgotada.

Precisava trabalhar, mas não agora; Juliana pensou apagando rapidamente.

.III.

O sol caia sobre aquele jardim de maneira reconfortante e acolhedora. Talvez não houvesse lugar melhor para colocar a cabeça em ordem do que ali.

O belo e imponente palácio de Versalhes. Tantas histórias já haviam se passado ali. Desde o mais conhecido romance de Alexandre Dumas, falando sobre Louise e Filipe. Gêmeos, cujo destino decidiu que um teria o coração puro, sendo bom e generoso, enquanto o outro seria o puro reflexo da maldade.

Era interessante, até o filme sair, não havia reparado nessa historia como andava fazendo atualmente. Pelo que conhecia, gêmeos se completavam, o que não queria dizer que eles fossem iguais, como muitas pessoas diziam, mas a questão era a curiosidade por trás da inspiração de Alexandre Dumas, pois pelo que sabia, a França realmente havia passado por um estado de calamidade sobre o inicio do reinado de Luiz XV, mas depois, de repente, ele tornou-se o governante que toda uma nação desejava.

Bom, gentil, atencioso para com seu povo... Um docinho de pessoa. Vai ver que foi por isso que Alexandre Dumas achou que o caráter de uma pessoa não poderia mudar tão radicalmente de um dia para o outro e sim, ter um sentido mais oculto por trás de tudo, como a substituição do tirano, pelo anjo que era o irmão. No caso Filipe.

Suspirou calmamente, também havia Maria Antonieta, apesar de suas extravagância, ela era uma mulher interessante e sua historia incrivelmente fascinante. Ficava imaginando se seu 'adoravel' marido tentara se aproximar a força da jovem novamente após a noite de núpcias.

Não era de hoje que os relatos sobre o casamento de Maria Antonieta retratavam a jovem de menos de doze anos casada com um príncipe de quinze, devido a necessidade de um governante de sangue real ao trono e na noite de núpcias o nada casto principezinho, levar uma pancada com um castiçal de prata na cabeça que certamente deve tê-lo deixado atordoado por dias, isto é claro, mais do que já era.

Maria Antonieta acima de tudo foi uma mulher que marcou sua época, não só pelo famoso Enigma do Colar, que por sinal, o filme era excelente. Igualmente fascinante como toda a historia. Pelo menos os franceses estavam aprendendo que mulheres não eram bibelôs a serem expostos e sim, pessoas de mentes ilimitadas que ainda dominariam o mundo; ela pensou com um meio sorriso.

Tantas histórias, mas uma que realmente achava interessante era sobre a famosa Rosa de Versalhes. Um anime que vira poucas vezes, mas que lhe chamara a atenção por ser do mesmo mangaká do tradicional 'A Princesa e o Cavaleiro'.

Pelo visto o autor era chegado naquele fetiche de mulheres disfarçadas de homem, porque primeiro Safire e agora em Versalhes; ela pensou, lembrando-se da historia que relatava exatamente essa passagem que envolvia Maria Antonieta no anime, onde uma garota devido a necessidade de proteger aqueles que lhe eram caros e suas posses obviamente, disfarçara-se de homem e fora para a guerra, mas como qualquer romance clichê, conhecera um general e acabara por se apaixonar por ele, sem contar outros por menores que era melhor não citar.

Cruzou as pernas em cima do banco, para melhor se acomodar. Sem duvidas aquele não era a posição mais indicada a uma jovem da sociedade parisiense, por isso todos os dias desde que chegara ali agradecia aos céus por ser Brasileira. Sempre gostou de destoar do convencional e ser lá muito certinha não estava em seus planos.

Abriu o estojo a seu lado, tirando o instrumento laqueado de dentro, com a ponta dos dedos, correu-o com suavidade pela superfície lisa, numa breve caricia. Aquele fora seu primeiro violino, herdado do avô. Jamais iria se afastar dele por nada; Juliana pensou.

Uma vez, a uns dois ou três anos atrás, tivera aula com uma violinista que viera a
Paris apenas por alguns dias, procurando por um luthier.

Talvez fosse obra do destino ou mera coincidência seus caminhos se cruzarem, mas enquanto confeccionava o instrumento de cordas para ela, a jovem tocava para si.

Jamais ouvira alguém tocar um violino como ela, Laura era definitivamente uma pessoa excepcional, sua voz e melodias eram como cantos de sirenes que invadiam os ouvidos seduzindo e embriagando. Ela tocava como os anjos, como diria frei Francis.

Foi ela que lhe ensinou a postura que um violinista deveria ter; Juliana pensou deixando as costas eretas, enquanto apoiava o instrumento entre o ombro e o queixo. Mas não só a postura, lhe ensinara algo realmente importante.

Sentir a alma do instrumento, deixar que ela invadisse seus sonhos, lhe levando para lugares inexploráveis e inimagináveis, para depois, passar através das notas essas mesmas sensações para aqueles que lhe ouviam.

Assim, percebeu realmente a importância da profissão que havia escolhido. Ser uma luthier não resumia-se apenas na paixão que tinha em construir cada instrumento, mas em algo mais. Ajudar a outras pessoas sentirem-se igual a si, tendo asas longas e leves para voarem em meio a seus próprios sonhos.

Aos poucos o arco deslizou entre as cordas, fazendo a melodia ecoar pelo ar como se levado por um sopro suave entre as folhas e arvores. Mal notou algumas pessoas se aproximando e agrupando-se a sua volta para ouvirem melhor.

Sentia saudades dos amigos e tocar muitas vezes lhe dava aquela sensação de tê-los perto de si novamente, a pouco mais de uma semana recebera a noticia de que a filha de sua melhor amiga havia nascido.

Como imaginara, aquela louca trabalhara até a hora do parto quase; Juliana pensou com um fino sorriso nos lábios, mas pelo que ouvira da irmã mais nova dela lhe contar, havia sido prontamente socorrida pela personificação de um deus grego.

Suspirou com suavidade, estava precisando que um anjo assim caísse em sua vida, estava realmente cansada dos cretinos... Como Aiácos; ela completou em pensamentos, sentindo uma veinha saltar em sua testa ao lembrar-se do que o espectro havia feito.

Mal notou quando uma nota soou mais tensa e sua testa contrair-se em desagrado, respirou fundo, deixando o arco deslizar com mais suavidade, se não acabaria por quebrar alguns vidros do palácio se as notas se tornassem tão agudas e afiadas quanto seus pensamentos.

Foram varias as vezes que pensara em voltar ao Brasil, mas temia que se o fizesse, tendo tantos entes queridos lá, não conseguisse voltar a Paris.

Aos poucos a melodia ganhou ares melancólicos, fazendo muitos ali ficarem com os olhos marejados, sendo contagiados por toda aquela atmosfera.

Respirou fundo, sentindo a mente das voltas e tudo que acontecera pela manha voltar a lhe atormentar. Principalmente a morte repentina de Sabrina, depois aquela explosão de sentimentos quando encontrou Alegra.

Era como se só de olhá-la, sentira suas forças lhe abandonarem o corpo, mas conseguira sentir outra coisa despertar em si, um instinto quase selvagem de auto preservação, que fizera com que agisse sem pensar e desejasse apenas atacar para se defender, ignorando completamente seu lado racional.

Jamais pensou que um dia pegaria alguém pelos cabelos daquela forma, brigas de colégio não contavam; ela pensou. Mas ao vê-la falar daquela forma de Sabrina lhe enfureceu o que acabou por despertar uma fera antes enjaulada.

Ouviu os aplausos emocionados das pessoas quando abaixou o violino até o colo. Agradeceu com um fraco sorriso, vendo a multidão se dispersar, porém sentiu a presença de alguém a seu lado.

Virou-se encontrando um par de orbes azuis sobre si e não pode evitar o leve rubor que tingiu sua face ao encará-lo.

-Aiácos!

O espectro fitou-lhe atentamente, saindo aos poucos daquele torpor que se encontrava desde que ouvira aquela melodia soar por todo o jardim de Versalhes, guiando-o até ela.

Não conseguia entender mais nada, passara um bom tempo se perguntando o que era, a musica ou ela? Mas nenhuma resposta foi satisfatória; ele concluiu desanimado.

-Me desculpe; ele falou por fim.

-Uhn? –ela murmurou numa mistura de surpresa e incredulidade.

-Sei que fui um cachorro ao aprontar aquela pra você; o espectro começou, vendo-a serrar os orbes ao lembrar-se do que acontecera mais cedo. –Mas antes de me mandar embora, eu tenho algo importante para falar com você;

-Sobre? –Juliana perguntou, tentando ser o mais fria possível, mas diante do olhar dele sentiu suas barreiras caírem por terra.

-Quero que saia do municipal!

Continua...

Domo pessoal

Infelizmente a fic já esta chegando ao fim, mas muitas surpresas estão por vir. Então, não percam. Espero sinceramente que tenham gostado, mas não deixem de comentar sobre o que acharam da Ju nesse capitulo, é muito importante a opinião de vocês.

No mais, obrigada a todos que vem acompanhando a fic.

Um forte abraço e até a próxima.

Dama 9