Luthier – A Melody to Dream.
(Uma Melodia para Sonhar)
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Juliana é uma criação minha, como um presente especial para uma grande Ficwriter, a Kaliope, autora da fic Galácticas na Grécia.
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Capitulo 8: Não Importa a Distancia.
Uma vez eu te vi
E era tudo irreal
E eu pensei que fosse um sonho
Te sentia junto a mim
♥
Sei que está ai
E te encontrarei...
.I.
Era como se o tempo houvesse parado e até o vento que cortava por entre as árvores, houvesse congelado depois de ouvir o que ele falara.
-O que? –Juliana perguntou com a voz tremula.
-Isso mesmo que ouviu; Aiácos repetiu veemente.
-Você é louco ou o que? –ela exasperou, desviando o olhar e começando a guardar o violino no estojo. –Não vou fazer isso;
-Mas é preciso; ele insistiu, segurando-lhe o pulso no momento que ela tentou levantar.
-Não, não é; a jovem rebateu irritada, quem ele pensava que era para chegar e lhe falar aquilo.
-Juliana, não seja infantil e me deixe terminar; Aiácos exasperou.
-Infantil, agora eu sou infantil e não você, que é pior que um adolescente que mal saiu da puberdade; ela rebateu, puxando o pulso com força, mas a única coisa que fez, foi levantar-se e leva-lo consigo, deixando-os perigosamente próximos.
-Você tem todos os motivos do mundo para me detestar; Aiácos falou com a voz controlada. Não era fácil admitir aquilo, mas precisava impedi-la de pisar naquele teatro novamente, para seu próprio bem.
-Tem razão, é claro que tenho, agora me solta; Juliana mandou.
-Não até você ficar quieta e me ouvir; o cavaleiro continuou, vendo-a tentar se afastar e como único recurso, enlaçou-a pela cintura, impedindo seus planos de se concretizarem.
-Me solte, ou vai levar outro chute e garanto, dessa vez você não vai conseguir levantar; ela ameaçou.
-Da pra me ouvir? –ele falou irritado.
-Não; Juliana respondeu em tom de provocação, mas arregalou os olhos quando o cavaleiro tomou-lhe os lábios com sofreguidão.
Tentou se afastar recuando um passo, ele não tinha o direito de cair de pára-quedas em sua vida daquele jeito, quebrando sua rotina e lhe tirando dos eixos da razão, por mais difícil que fosse, alias, detestava admitir, mas não conseguia resistir a ele por muito tempo.
Serrou os orbes lentamente, sentindo os braços em torno de sua cintura suavizarem o aperto, tirando-lhe um baixo suspiro. Hesitante, os braços da jovem o enlaçaram pelo pescoço e o toque entre seus lábios tornou-se mais terno e quente.
Sentiu a língua dele contornando seus lábios, num pedido silencioso e sedutor para aprofundar mais aquele contato entre eles.
Deveriam estar conversando e não se beijando; ele pensou irritado consigo mesmo por não conseguir ser fiel nem aos seus propósitos. Ao encontrá-la ali, decidira que impediria a qualquer custo que ela acabasse se ferindo por culpa de Alegra, mas Juliana era tão teimosa que alem de mexer com seus brios era a única a ter o poder de destruir seu ego.
Um suspiro resignado saiu de seus lábios, sim ela era uma sirene, uma bela sirene que lhe atrairá para os rochedos e de seus braços, jamais desejava sair; ele pensou assustado com as próprias conclusões que seus pensamentos o haviam levado.
Afastaram-se parcialmente, as respirações quentes e ofegantes chocavam-se umas nas outras de maneira atordoante. Voltou-se para ela, vendo os orbes antes com os finos riscos dourados, tornarem-se completamente castanhos, quase negros.
Respirou fundo, apesar do momento, preferia resolver aquilo de uma vez, do que correr o risco de magoá-la.
-Você precisa me ouvir, o que tenho a dizer é muito importante; Aiácos falou num sussurro enrouquecido.
Juliana fitou-o confusa, perguntando-se se ele só a beijara para lhe impedir de se afastar ou não, mas diante do olhar dele, as perguntas simplesmente desapareceram.
-Você precisa se afastar do municipal por um tempo, não digo pra sempre, mas o suficiente; Aiácos começou. –Existe uma coisa naquele lugar que esta tentando prejudicar os violinistas, por isso sua vida esta em risco; ele continuou, optando por ser parcialmente franco com ela.
Não podia contar a verdade, não toda ela, mas o suficiente que a fizesse entender que era importante que se afastasse. Depois da morte de Sabrina D'Arjan, sabia que Alegra estava desesperada e agiria por impulso agora, o que fazia com que Juliana estivesse vulnerável se pega sozinha.
-Como? –Juliana perguntou confusa.
-Não posso lhe explicar o que esta acontecendo, por isso estou lhe pedindo que se afaste por um tempo; ele continuou, tocando-lhe a face suavemente, afastando os fios avermelhados da frente de seus olhos.
-Não posso; a jovem respondeu desviando o olhar.
Não podia simplesmente se afastar, principalmente pelo fato de que havia dito a Aramis que entraria no municipal e faria o que ele havia lhe pedido, ficar de olho em alguém que por sinal ainda não sabia quem era, mas dentro do municipal já estava.
-Juliana, por favor; Aiácos pediu, tocando-lhe o queixo, fazendo-a encará-lo. –É muito importante que faça isso; ele falou.
-Eu preciso ir; ela esquivou-se, tentando desvencilhar-se dos braços dele, mas em vão, pois sentiu-os se estreitarem ainda mais.
-Porque você simplesmente não entende? –ele exasperou.
-O que? –Juliana perguntou assustada com a reação dele.
-Sua vida esta em jogo, acha que eu perderia meu tempo de vir aqui discutir com você, se não fosse realmente importante? –o cavaleiro perguntou.
-Me diga você; a jovem rebateu fitando-o intensamente.
Um silêncio pesado caiu sobre ambos, os corações batiam agitados. Fitou-a atentamente por alguns segundos, antes de soltá-la e afastar-se um passo.
-A vida é sua, mas depois não diga que eu não avisei; ele falou num tom frio, dando-lhe as costas e afastando-se a passos pesados.
Viu-o se afastar e não pode impedir um nó de formar-se em sua garganta e os orbes marejarem. O que ele queria afinal, que confiasse cegamente nele sem motivos? –Juliana se perguntou vendo-o desaparecer de sua vista num piscar de olhos. Voltou-se para o violino, terminando de guardá-lo para em seguida deixar Versalhes.
Definitivamente, aquele não era um bom dia para nada; ela pensou.
.II.
Moveu com suavidade o copo nas mãos, vendo os delicados cubos de gelo dançarem em meio ao liquido amarelado. Tudo estava seguindo conforme seus planos; ele pensou olhando de soslaio a janela, onde o filho permanecia encostado observando o nada, com um olhar perdido.
-O que foi Hermes? –Aramis perguntou chamando-lhe a atenção.
-Nada; o mensageiro dos deuses limitou-se a responder.
-Você não estaria assim se fosse nada; o pai insistiu em saber. –O que esta acontecendo?
-Vai demorar muito para essa missão acabar? –Hermes falou mudando de assunto.
-Creio que não, por quê? –Aramis perguntou arqueando a sobrancelha, o filho não costumava ser evasivo, havia alguma coisa errada.
-Nada importante; o jovem de melenas vermelhas falou afastando-se da janela. –Vou sair, se precisar de algo me chame; ele completou desaparecendo.
-O que esta acontecendo? –ele se perguntou, mas tais indagações foram interrompidas com as portas da sala se abrindo para a jovem de melenas esverdeadas. Arqueou a sobrancelha vendo-a mais tensa que o normal. Será? –Carite, a que se deve essa visita?
-Quero que libere Juliana desse trabalho; ela foi taxativa.
-Como? –Aramis perguntou arqueando ainda mais as sobrancelhas.
-Isso mesmo que ouviu, você não precisa dela para pegar Alegra, então, libere Juliana;
-Não; Aramis respondeu simplesmente.
-O que? –ela perguntou com os orbes azuis tornando-se vermelho sangue pela contrariedade.
-Tenho planos para Juliana, então, até eles se concretizarem não vou liberá-la;
-Esta ficando louco? –Carite exasperou.
-Mais cuidado com o que diz sirene; ele avisou e num piscar de olhos, sentia os pés suspensos do chão e a mão dele fechar-se sobre seu pescoço.
-Aonde quer chegar com isso Zeus? –ela indagou desafiando-lhe com o olhar.
-Só um idiota não veria que aquela garota tem um potencial anormal aos padrões humanos e quero avalia-los, então não se meta; Zeus avisou.
-Ai é que você se engana, Juliana agora é responsabilidade minha, você mesmo o disse. Se tentar fazer algo a ela, eu acabo com você; a ninfa avisou.
-Você não tem poder para isso; ele desdenhou.
-Olhos Vermelhos tem; Carite rebateu com um largo sorriso ao vê-lo soltar-lhe rapidamente e recuar alguns passos.
-Você não se atreveria; Zeus falou, porém com uma pontada de hesitação em sua voz.
-Quer apostar? -ela desafiou, vendo-o recuar ainda mesma encostando-se na mesa de cedro.
-Porque esta tão interessada nela agora Carite? -Aramis perguntou em tom ponderado.
-Alegra não quer apenas ser a única você sabe disso, por isso colocou Juliana nesse jogo. Os ataques serão desesperados agora que Sabrina morreu e só restam três e Juliana. Não vou permitir que mais uma garota morra, enquanto você não se resolve.
-Você sabe do que essa menina pode ser capaz, não é? –ele perguntou num tom sério.
-Nada que com uma boa instrução não resolva; a ninfa falou em tom calculado. –Mas agora você já esta avisado, com licença; ela avisou dando-lhe as costas e se afastando.
-Carite;
-O que é? –a jovem perguntou sem se virar.
-Pretende mesmo envolver Olhos Vermelhos nisso? –Zeus perguntou fitando-a de maneira indecifrável.
-Não estou blefando Aramis; ela sentenciou. –Não estou blefando; sua voz ecoou pelos corredores, enquanto sumia em uma curva ao longo do corredor.
.III.
Segurou o formão com delicadeza embora suas mãos estivessem tremulas, fitou os gabaritos sobre a bancada, mas era como se nada lhe fizesse prestar completamente a atenção naqueles riscos.
Suspirou cansada, prendendo os cabelos em um alto rabo de cabelo, impedindo que os fios insistentes caíssem sobre seus olhos. Como precisava se concentrar no trabalho, mas daquele jeito era impossível.
Apoiou as mãos sobre a cabeça, sentindo-a começar a latejar, a ressaca que não sentira mais cedo, parecia estar querendo começar agora; ela pensou jogando o formão de volta a mesa, não iria conseguir mesmo.
Olhou para as bancadas a sua volta e suspirou, muitos moldes já estavam ali apenas esperando para que começasse a dar o acabamento, mas não tinha cabeça para isso.
Deixou as coisas do jeito que estava e subiu para a casa, quem sabe um pote de sorvete não ajudasse a pelo menos esfriar a cabeça; Juliana pensou lembrando-se de que nada adiantara a ida a Versalhes.
Subiu as escadas a passos arrastados, mas surpreendeu-se ao chegar na sala e encontrar a janela que dava para o balcão aberta, não costumava deixar aquilo aberto enquanto estava no ateliê.
Segurou o celular firmemente na mão apenas por precaução, olhou para todos os lados, sentindo o coração disparar em antecipação, não sabia dizer se estava realmente com medo, mas aquela nova sensação lhe deixava inquieta era como se todos os seus sentidos estivessem mais sensíveis.
Andou pela sala com cuidado para não fazer barulho, mas assustou-se ao ouvir as cortinas farfalharem atrás de si. Virou-se rapidamente para trás, mas assustou-se ao vê-la ali.
-Como entrou aqui? –Juliana perguntou com a voz mais tremula do que desejava.
-Parece nervosa Juliana; Alegra falou caminhando pela sala calmamente com um sorriso debochado nos lábios, os olhos antes azuis estavam completamente vermelhos agora. –Vim apenas visitar uma 'colega de profissão', ou não posso? –ela indagou.
-Vá embora daqui, antes que eu chame a policia; a jovem avisou apertando ainda mais o celular nas mãos.
-Acha realmente que aqueles vermes mortais podem alguma coisa contra mim? –Alegra rebateu com um fino sorriso nos lábios, mas não fino o suficiente para esconder os caninos salientes e o olhar enevoado.
Recuou instintivamente um passo, o que era aquilo, alias, quem era realmente ela e o que queria consigo?
-Juliana você é tão tola que me cansa; Alegra falou continuando a andar, hora aproximando-se da jovem, hora recuando. –Você é tão inútil que muito me admira ter passado na seleção, mas creio que James e Marie estejam realmente precisando se aposentar, mas nada que não se de um jeito depois; ela completou com um sorriso diabólico.
-O que vai fazer? – Juliana perguntou.
-Primeiro, vou acabar com você. Não posso me dar ao luxo de ter você atrapalhando meus planos, segundo... Não interessa, porque você não vai sobreviver muito mesmo para ver o que vai acontecer; Alegra desdenhou.
-O que eu fiz a você? –ela perguntou com a voz tremula, recuando um passo, encontrando a parede atrás de si, bloqueando seu caminho.
-Entrou no meu caminho; Alegra falou com os orbes ainda mais vermelhos. –Era para eu ser a principal violinista daquela orquestra, mas não, a favorita tinha que se candidatar para a seleção. Alias, você e aquela inútil da D'Arjan parece que nasceram para estragar meus planos; ela berrou enfurecida.
-Então... ; Juliana não completou, levou as mãos aos lábios aterrorizada ao constatar o que de certa forma havia desconfiado, embora de início houvesse pensado ser apenas um absurdo.
-Isso mesmo, foi fácil acabar com ela e aqueles dois idiotas, mas você se tornou uma pedra no meu sapato e aquela ninfa estúpida achou que podia me desafiar;
-Quem? –ela perguntou confusa, mas no momento seguinte sentiu as costas baterem contra a parede com força e os orbes vermelhos da erinia acenderem-se a sua frente.
-Vou acabar com você; Alegra avisou.
No momento seguinte uma forte explosão aconteceu, as luzes de toda Paris tremeram e um black-out generalizado aconteceu, trazendo a completa escuridão para a cidade luz.
.IV.
Sentou-se na poltrona no canto do quarto, com a garrafa de wisky na mão, não queria ficar pensando, muito menos nela, agora; o espectro pensou levando o bico da garrafa nos lábios, sentindo o liquido amarelado descer garganta a baixo queimando como acido.
-Nossa, o que aconteceu aqui? –a voz irônica de Hékates soou pelo quarto, enquanto ela passava por pilhas de roupas espalhadas no chão, cacos de vidro e lascas de madeira.
O quarto todo estava em pedaços; ela constatou assustada ao ver que também gostas vermelhas marcavam o chão, provenientes do punho do cavaleiro pousado sobre o braço da poltrona.
Seguindo os rastros de caos pelo quarto, viu um espelho quebrado, cortinas rasgadas e algumas coisas que não sabia o que era também destruídas e ele ali, naquele canto escuro do quarto, com uma garrafa de wisky na mão. Aquele não era o Aiácos petulante e irritante que conhecia, o que estava acontecendo?
-O que aconteceu? –ela perguntou em tom ponderado.
-Nada; ele respondeu sem voltar-se para ela, levou a garrafa aos lábios novamente, sorvendo um farto gole dessa vez.
Uma careta de desagrado formou-se em sua face, mas não deixou de ingerir mais bebida por isso.
-Como nada, você destrói tudo e diz que não é nada? –a divindade exasperou, mas viu-o continuar a lhe ignorar. Mas que raios, o que estava acontecendo?
-Vá embora Hékates e pelo menos essa noite me deixe em paz; Aiácos mandou.
-Você deve ter enlouquecido ou batido com a cabeça no chifre de alguma gárgula em Notre Dame; ela falou aproximando-se e puxando a garrafa das mãos dele.
-Me devolve;
-Não; a jovem falou voltando-se para ele com um olhar envenenado. –Vá tomar um banho e esfriar essa cabeça;
-Só se você vir junto; ele falou com um sorriso malicioso.
Definitivamente aquele não era o Aiácos de sempre; Hékates pensou jogando a garrafa em um canto qualquer e com mais força do que pensava em usar, arrastou-o para o banheiro. Surpreso com a reação da divindade, ele deixou-se ser conduzido até o lugar.
Antes mesmo de chegar lá a água fria já corria pelo piso molhado, viu-o entreabrir os lábios para falar algo, mas simplesmente jogou-o para dentro do Box, deixando a água cair sobre ele.
-Maldição o que é isso? –Aiácos berrou, enquanto Hékates com um braço segurou-o dentro do Box, impedindo-o de sair.
-Que ridículo, aonde já se viu um espectro agindo de maneira tão infantil; ela reclamou, vendo-o tentar sair a qualquer custo.
-Está gelado; ele reclamou num muxoxo contrariado.
-Assim você aprende; Hékates rebateu irritada, mas antes que pudesse prever qualquer reação, foi puxada para dentro do Box, batendo contra o peito do cavaleiro. –Mas o q-...;
Qualquer indagação morreu em seus lábios, quando ele tomou-lhe os seu com ímpeto. Tentou empurra-lo, até sentir as costas prensadas entre ele e a parede fria.
-Como é teimosa; ouviu-o sussurrar de maneira enrouquecida em seu ouvido, fazendo-a conter um breve estremecimento.
Aiácos deveria ter realmente batido com a cabeça e ela também por não manda-lo de volta ao tártaro; Hekates pensou tentando a todo custo empurra-lo, mas de alguma forma não conseguia afasta-lo completamente de si, devido ao pouco espaço dentro do Box, se o empurrasse o mesmo bateria contra a porta e quebraria o vidro.
-Eu disse para deixar aquele lugar; ele continuou deixando os lábios correrem com suavidade pela curva do pescoço da jovem.
-Você não sabe o que esta falando; Hékates falou tentando se desvencilhar dos braços dele.
-Bem que eu gostaria que isso fosse verdade; o espectro continuou voltando a tomar-lhe os lábios com sofreguidão, dessa vez não encontrando resistência alguma por parte dela.
Deixou as mãos prenderem-se entre os fios longos e os corpos antes frios pela água gelada, aos poucos se aquecerem. Aquilo definitivamente era loucura, mas também não era de ferro; ela pensou enlaçando-o pelo pescoço.
Sentiu a respiração dela alterando-se, enquanto suas mãos corriam de maneira possessiva pelas costas esguias fazendo-a arquear-se, tirando-lhe um fraco gemido dos lábios.
-Eu queira negar; Aiácos sussurrou entre seus lábios, descendo os seus pelo colo acetinado, fazendo-a estremecer. –Mas não posso;
-O que? –ela perguntou num sussurro enrouquecido, serrando os orbes ao sentir os lábios dele descerem com suavidade até o ombro, baixando lentamente uma das alças da blusinha que vestia.
-Amo você... Ju; ele completou em tom carinhoso, envolvendo-a em um abraço quente.
-Como? –Hékates perguntou abrindo os olhos completamente e antes o que era acinzentado tornou-se enegrecido pela ira.
Dane-se a porta de vidro, o quarto já estava todo destruído mesmo.
-IDIOTA; ela berrou empurrando-o tão forte que o mesmo chocou-se contra a porta fazendo o vidro temperado explodir em vários pedacinhos enquanto o mesmo ia parar do outro lado do banheiro, entre ele e a porta do quarto. -Grrrrrrrr, homens, são todos iguais; a jovem exasperou indignada, enquanto saída dali pisando duro, extremamente irritada.
Que ele fosse cretino vá lá, também, ela não era nenhuma santa, mas chamar-lhe por outro nome, ai já era questão de honra. Onde já se viu? –Hékates pensou mais do que irritada.
Viu-o murmurar algo caído no chão e adormecer ali mesmo, pensou seriamente em colocá-lo na cama, mas depois concluiu que seria boazinha demais e ele não merecia.
Mas o que aquela garota tinha, Aiácos sempre fora o tipo cretino que não se apegava a ninguém, o que teria mudado ao conhecê-la? –Hékates se perguntou intrigada, porém antes que pudesse concluir alguma coisa, viu através da janela todas as luzes de Paris se apagarem.
Um mau pressentimento lhe envolveu, correu até a sacada, vendo pessoas saindo nas ruas gritando e pedindo ajuda preocupadas porque um incêndio parecia ter começado não muito longe dali.
-Será? –ela se perguntou desaparecendo rapidamente.
Continua...
Domo pessoal
Ta chegando ao fim. (snif, snif, snif ), mas ainda tem muita surpresa pela frente. Espero sinceramente que tenham gostado, essa ultima parte foi uma retaliaçãozinha pessoal para com a Hékates, pelo beijo dos primeiros capítulos .
Sei que muitos de vocês devem estar querendo minha cabeça por falar tanto em Olhos Vermelhos e ele nunca aparece, mas vou lhes dizer uma coisa, esse cara é show e ainda vai aparecer em muitas outras historias contando coisas que vocês nem imaginam que poderia ter acontecido. Enfim, não vou estragar a surpresa, mas vai rolar muita coisa no próximo capitulo.
No mais, obrigada a todos pelos reviews e até a próxima.
Kisus
Já ne...
Dama 9
