Luthier – A Melody to Dream.

(Uma Melodia para Sonhar)

By Dama 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Juliana é uma criação minha, como um presente especial para uma grande Ficwriter, a Kaliope, autora da fic Galácticas na Grécia.

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Capitulo 9: Olhos Vermelhos.

.I.

Fechou os olhos apenas esperando pelo pior, mas o que aconteceu depois lhe assustou e surpreendeu. Seu corpo começou a brilhar e uma luz tão forte surgiu em volta de si que Alegra recuou.

-O que é você? –ela perguntou em meio a um rugido semelhante ao de um animal.

A expressão antes jovial de Alegra tornara-se a de puro ódio e a face antes lisa adquirira expressões horrendas.

Tremeu diante do tom de voz dela, deixou-se escorrer até o chão sem saber o que estava acontecendo. A luz a sua volta intensificou-se ainda mais. Alegra tentou uma nova investida, mas uma explosão de energia jogou-a contra a parede.

Viu de longe a jovem de melenas avermelhadas sem envolvida por uma aura dourada, como se uma bolha transparente a estivesse protegendo, o que era aquilo?

-Vou acabar com você; ela avisou partindo para cima de Juliana, mas foi repelida pela bolha, que não sofreu arranhão algum.

-"O que é isso?"- Juliana se perguntou encolhendo-se ainda mais na parede, sentindo o corpo tremer.

A energia a sua volta intensificou-se e seus olhos aos poucos tornaram-se opacos, aquele mesmo sentimento voltou a assolar seu coração, fora Alegra a impedir que Sabrina se tornasse parte da equipe do municipal e fora ela também a responsável pelas mortes de todos os outros que vieram antes.

Um brilho azulado passou por seus olhos. Não iria permitir que ela continuasse. Sentiu aquele leão enjaulado rugir dentro de si novamente e qualquer corrente que o aprisionava, romper-se elo por elo.

Levantou-se, ainda necessitando do apoio da parede para manter-se em pé, mas por fim conseguiu. Alegra fitou-a surpresa, mas no momento seguinte um redemoinho envolveu-lhe e correntes de vento pareceram prender seus braços.

Sentiu como se um bloco de mil toneladas se chocasse contra si e bateu contra a parede com força, então viu Juliana deslizar pela parede caindo inconsciente aparentemente.

-Idiota, acha mesmo que isso pode me deter? –Alegra falou em tom de escárnio.

Cambaleante, pôs-se em pé, vendo que não havia mais nada a se colocar entre ela e Juliana, até que uma suave melodia invadiu o apartamento, virou-se para todos os lados buscando a origem do som, mas nada, não havia cosmo algum também a lhe dar alguma referencia.

Voltou-se para Juliana, mas assustou-se ao ver um homem ali. Ele estava vestido de preto, os longos cabelos tinham um tom negro esverdeado e seus olhos eram completamente vermelhos, ele mantinha a jovem entre os braços com tamanha delicadeza que ela não precisa pesar uma grama sequer.

-Achou mesmo que iria sobreviver nesse mundo por muito tempo, erinia? –ele perguntou num tom frio de voz.

Alegra recuou um passo, intimidada pela forte energia emanada daquele ser, que não sabia a qual mundo pertencia. Não podia deixar aquela garota sair livre daquilo tudo, não depois de todo trabalho que tivera para acabar com os demais.

Eriçou as garras, pronta para atacar, mas sentiu uma mão fechar-se contra sua garganta, embora não visse ninguém a sua frente, voltou-se para o homem de olhos vermelhos e assustou-se com o olhar impassível dele.

-Não é a primeira vez que mando alguém como você de volta para o Tártaro; ele falou, fazendo uma aura esverdeada envolve-la e correntes luminosas prenderem-na pelos pulsos e pernas.

-ME SOLTE, VOCE NÃO PODE FAZER ISSO! –ela berrou tentando se soltar, mas a cada tentativa sua as correntes estreitavam-se ainda mais a sua volta.

-Me empeça; ele desafiou.

No momento seguinte riscos vermelhos cortaram o chão, formando o que poderia se passar bem por um pentagrama. O símbolo de cinco pontas brilhou incandescente e uma forte explosão aconteceu, fazendo com que Paris entrasse na completa escuridão. Viu que chamas formarem-se no local onde a erinia antes estava.

Fragmentos de poeira cósmica bailavam sobre o teto da sala caindo como cristais no chão, enquanto o fogo começava a se alastras pelas cortinas e demais moveis.

Infelizmente não cabia a si impedir aquilo, mas garantir que aquela garota ficasse bem, poderia; ele pensou desaparecendo em seguida com a jovem entre seus braços.

Pouco a pouco todo o prédio foi tomado pelas chamas, pessoas de todos os lugares, deixavam suas casas e corriam tentar impedir que tudo fosse perdido, mas infelizmente algumas vezes se é capaz de driblar os desígnios das Deusas do Destino, em outros... Não.

.II.

Acordou sentindo a cabeça latejar, sentiu as costas doerem como se houvesse batido em algo, até abrir completamente os olhos e ver que estava no meio do quarto sobre alguns cacos de vidro.

O que acontecera? –Aiácos se perguntou vendo que os cacos eram provenientes da porta de vidro do Box.

Estava completamente molhado, mas mal se lembrava de ter ido ao banheiro durante a noite, só sabia que estava bebendo quando Hékates aparecera, depois, mais nada; ele pensou levando a mão a cabeça, vendo um fino filete de sangue escorrer da testa proveniente de um corte de caco.

Levantou-se com dificuldade vendo que o quarto em si estava completamente destruído. Também pudera; ele pensou dando um baixo suspiro.

Maldita hora que resolvera voltar ali para pensar, mesmo porque não gostara nada nada das conclusões que seus pensamentos o levaram. Estava ali apenas em missão e logo iria embora e voltaria para sua vida, àquela doida ira lhe esquecer e encontrar algum idiota melhor do que si para sua vida.

Serrou os punhos nervosamente diante desse pensamento, não conseguia se ver indo embora e ela ficando, muito menos vê-la continuar a viver com outro a seu lado, que não fosse a si próprio.

Sentou-se na beira da cama, passando a mão levemente pelos cabelos bagunçados. Aonde fora se meter? –ele pensou vendo alguém surgiu no meio do quarto.

-O que significa isso? –a voz irritada do juiz de melenas prateadas fez com que sua cabeça doesse ainda mais.

-Xiiiii, mais baixo, por favor; Aiácos pediu franzindo a testa.

-Não é a toa que o imperador estava irritado; Minos falou vendo o caos existente ali.

-O que quer Minos? –Aiácos perguntou.

-Você deve partir para Visby agora, ou melhor, quando se recuperar disso aqui; ele explicou.

-Como? Mas e a missão? –o espectro perguntou sobressaltado, erguendo a cabeça.

-Sua missão aqui já acabou; o juiz falou.

-Mas e Alegra, eu pretendo pega-la, não vou sair daqui até-...;

-Já acabou Aiácos; Minos falou em tom serio. –Ontem à noite ela atacou uma garota, só que para o azar dela, Olhos Vermelhos apareceu e alem de mandá-la de volta ao Tártaro com um bilhetinho de felicitações ao imperador pelos agentes incompetentes que tem, ainda salvou a garota de morrer no meio do incêndio;

-Que garota? –Aiácos perguntou estranhamente inquieto.

-Hékates disse que era uma a dona do ateliê de lutheria; Minos completou, mas no momento seguinte viu o espectro desaparecer na sua frente sem falar nada. –O que deu nele? – ele se perguntou dando de ombros.

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Atravessou as ruas correndo, quase trombando com as pessoas, não se importava nem um pouco de estar com as roupas completamente amassadas e o cabelo bagunçado, só queria encontrá-la.

Estancou em frente à cafeteria ao ver algumas pessoas da rua interditada recolherem em caixas os poucos pertences que haviam sobrevivido ao fogo. Com passos trêmulos e hesitantes aproximou-se, viu a mesma senhora que trabalhava na loja da frente passar com uma caixa, com alguns porta-retratos e pertences pessoais, algumas peças parcialmente chamuscadas.

-O que aconteceu aqui? –Aiácos perguntou para aquele que conhecera de longe como Pierre.

-Não sabemos, apenas vimos começar a pegar fogo em tudo depois do black-out, corremos para apagar, mas não conseguimos salvar muita coisa; o francês respondeu com pesar.

-Juliana?

-Esta no hospital, por sorte ela não estava lá em cima quando aconteceu; ele explicou, lembrando-se de que a jovem fora encontrada desacordada em um banco a três casas de distancia dali.

Como a jovem estava com alguns arranhões na pele, foi suposto que ela conseguira deixar a casa para pedir ajuda quando começara o incêndio, mas desmaiara no caminho.

-Ela esta bem? –ele perguntou com a voz trêmula.

-Pelo que sei ainda inconsciente, mas recebemos noticias de que ela logo vai acordar. Só tenho pena da menina quando ver o estado que isso ficou; Pierre comentou, enquanto se afastava seguindo os demais para a loja da frente onde estavam guardando tudo que conseguiam salvar.

Fitou o prédio com pesar, se tivesse estado ali aquilo jamais aconteceria; ele pensou serrando os punhos antes de se afastar. Não devia tê-la deixado sozinha, muito menos se distraído daquela forma, acabando por não impedir o que aconteceu, jamais se perdoaria por aquilo;

Afastou-se a passos rápidos, não tinha porque permanecer mais tempo ali; Aiácos pensou sentindo um estranho nó formar-se em sua garganta.

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Do alto de um prédio antigo, olhos vermelhos fitavam o espectro sumindo na multidão, o rosto bem moldado e impassível não demonstrava sentimento algum sobre o que estava acontecendo ou o que povoava seus pensamentos.

O longo sobretudo negro ondulava levemente com o vento primaveril, enquanto as melenas negras com nuances esmeralda refletiam o cálido brilho do sol.

-Em que esta pensando? –a voz suave de sua acompanhante chamou-lhe a atenção.

-Nada importante; ele respondeu ainda mantendo os olhos perdidos na multidão lá embaixo.

-Ela vai ficar bem, falei com Carite e ela me disse que os médicos não diagnosticaram nada complicado. Apenas um trauma e esgotamento emocional pelas ultimas horas; a jovem falou parando a seu lado, segurando com delicadeza uma flauta dourada nas mãos, enquanto os longos cabelos negros tinham os fios entrelaçados pelo vento suave.

-Menos mal; o jovem respondeu calmamente.

-O que vai acontecer agora? –ela perguntou curiosa.

-Aiácos vai ser mandado a Visby, afinal, ainda falta uma;

-A pior delas você diz; a jovem falou torcendo o nariz. –Porque não cuidamos disso?

-Não, vamos dar uma chance a eles de mostrarem que não são tão incompetentes quando parecem; ele falou com um sorriso que passaria bem por sarcástico em seus lábios.

-Se você quer assim; ela deu de ombros. –E Juliana, não queria que ela ficasse mal com a partida dele;

-Infelizmente as Deusas do Destino tem meios um tanto quanto cruéis de fazerem algumas pessoas aprenderem algumas lições; ele comentou com ar vago.

-Você se refere a que?

-Deixe que o tempo se encarregue de juntar esses dois se for pra ser assim, você bem sabe os problemas que podem ser desencadeados ao querer brincar de cupido; ele falou em tom serio, vendo o sorriso matreiro nos lábios da jovem.

-Tudo bem, você tem razão, não vou fazer nada; ela falou dando-se por vencida. –Mas o que vamos fazer agora?

-Vamos para casa e deixemos que eles resolvam os problemas sozinhos; ele completou apoiando a mão sobre o ombro dela e antes que a jovem falasse alguma coisa em protesto eles já haviam desaparecido.

.IV.

Abriu os olhos sentindo a cabeça latejar, assustou-se ao ver-se num quarto branco, tentou se mover, mas alguém impediu-lhe. Virou-se para o lado encontrando o olhar preocupado de Carite sobre si, onde estava?

-Calma, já pedi ao medico que viesse; ela avisou.

-Onde estou? –Juliana perguntou com a voz fraca.

-No hospital; a ninfa respondeu calmamente.

-Mas...; sentiu a mente dar voltas e deixou-se cair na cama novamente.

Só se lembrava de ter visto Alegra em seu apartamento, ela lhe atacar e depois da primeira explosão uma melodia invadir seus ouvidos, conhecia a letra, mas não conseguia se lembrar de quem era a composição, só que logo tudo ficou escuro e desmaiou, caindo quase num sono profundo.

-Você respirou muito daquele gás e desmaiou; Carite tentou ser o mais imparcial possível.

-Gás? –Juliana perguntou confusa.

-Parece que nas fundações da rua, havia um encanamento de gás mal feito e que começou a vazar durante a noite, ele infiltrou nas paredes do seu apartamento e acabou fazendo você apagar. Por sorte eu estava indo falar com você e encontrei você num banco três casas a frente desmaiada. Você provavelmente havia saído pra pedir ajuda e desmaiou no caminho; ela explicou.

-Não me lembro; a jovem balbuciou confusa.

Não conseguia se lembrar de ter saído de casa, pois desmaiara, o que estava acontecendo? –ela se perguntou nervosa.

-Acalme-se vai ficar tudo bem; Carite falou pousando a mão sobre a da jovem de maneira reconfortante. –Descanse o medico já esta vindo;

-...; assentiu silenciosa, fechando os olhos e deixando-se levar pelo sono.

-o-o-o-o-o-

Aproximou-se do quarto a passos hesitantes, acompanhando o jovem de melenas avermelhadas a seu lado, ele parecia igualmente tenso, mas não fez pergunta alguma sobre isso.

Viu-o bater em uma porta e esperou a mesma se abrir e de lá uma jovem de melenas esverdeadas saiu e olhou com ar de poucos amigos ao ruivo.

-O que quer Hermes?

-Vim apenas acompanhar Aiácos, Carite; o mensageiro falou com ar calmo, embora não lhe agradasse em nada o tom com que fora recebido pela ninfa. –Ele quer ver a Juliana;

-Não; ela falou taxativa.

-Por quê? –Aiácos exasperou,

-Juliana esta se recuperando, aquela erinia quase a matou; Carite falou.

-Eu sei, mas só quero vê-la um instante; o espectro pediu em tom desesperado.

A ninfa ponderou por alguns segundos, suspirou cansada, se não fizesse isso iria se arrepender.

-Entre, mas não a deixe nervosa; ela avisou dando-lhe passagem.

Fitou-a por alguns segundos em silencio, até ver a jovem fechar a porta e voltar-se para si. Respirou fundo, precisava conversar com ela, mas aquele clima de hostilidade não ajudava em nada.

-Me desculpe; Hermes falou por fim.

-Pelo que? –Carite perguntou casualmente.

-Eu sei que errei ao querer forçar você a confiar em mim; ele falou dando um suspiro cansado, enquanto passava a mão nervosamente pelos cabelos rebeldes. –Mas me desculpe;

-Eu poderia ser hipócrita e dizer agora que esta tudo bem; Carite falou fitando-o seriamente. –Mas ao longo dos últimos séculos, jamais admiti que alguém mandasse em mim e você não vai ser o primeiro Hermes; ela continuou em tom ferino. –Não costumo confiar nas pessoas, muito menos naqueles iguais a você;

-Mas você confia no Anteros; o mensageiro rebateu em tom envenenado.

-Se confio ou não, isso não é da sua conta; a ninfa continuou em tom cortante. –Agora, volte até Aramis e diga a ele que eu não estava blefando; ela completou afastando-se para ir falar com o medico da jovem que estava ali perto.

-Uhn? –ele murmurou confuso.

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Aproximou-se da cama com passos hesitante, viu-a dormindo tranqüilamente e recriminou-se por ter sido tão descuidado, não deveria tê-la deixado sozinha, principalmente com Alegra a ponto de atacá-la.

Suspirou cansado, céus, nunca imaginou que iria se sentir tão estupidamente impotente como agora. Parou ao lado da jovem, tocando-lhe a testa suavemente, afastando alguns fios avermelhados que caiam sobre seus olhos.

Viu-a remexer-se um pouco e se afastou, não queria acordá-la, se ela estivesse dormindo seria melhor para ambos; ele pensou abaixando-se e pousando um beijo suave sobre seus lábios.

-Adeus; Aiácos sussurrou.

Ia ser melhor assim, que segurança ele poderia lhe oferecer, estava acostumado com pessoas morrendo todos os dias, mas a simples possibilidade dela integrar ao grupo lhe causava algo que jamais pensou sentir. Aquela dor insuportável da perda e impotência diante de algo que não podia evitar.

Sabia que havia errado ao acabar por se envolver com ela, mas não sabia como acontecera e se tivesse tido a chance de impedir, possivelmente faria tudo de novo, mas isso custara um preço que não estava disposto a pagar. A segurança dela.

Por isso precisava partir, ainda havia uma erinia a ser capturada, Hékates provavelmente já estava em Visby, pelo que Minos dissera, perguntou ao espectro se ela falara algo sobre o apartamento destruído, mas ele foi veemente ao dizer que ela apenas o chamou de idiota por se afogar em wisky quando deveria agir.

Balançou a cabeça levemente para os lados, por mais que quisesse retardar aquele momento, não seria justo que ela estivesse acordada. Afastou-se com pesar do quarto, mal notando que assim que o fez os orbes castanhos abriram-se.

.V.

-MALDIÇÃO; Aramis berrou jogando uma garrafa cheia de wisky na parede, vendo-a quebrar-se e ir ao chão.

Do outro lado da sala Hermes assistia a tudo surpreso, ao lado de um homem de longos cabelos negro avermelhados.

-Pare com isso; Hades falou aborrecido.

-Você viu o que aconteceu? –Zeus exasperou.

-Perdemos para um mortal de novo e daí? –o imperador perguntou sem dar importância.

-E você fala assim? –ele perguntou incrédulo.

-Olhos Vermelhos nos superou novamente, isso é inegável, agora você esta assim exatamente por quê? –Hades falou em tom de provocação.

-Oras seu; Zeus resmungou.

-Pai, por favor? –Hermes pediu tentando conte-lo.

Passou a mão nervosamente pelos cabelos, mais essa agora.

-Você ao menos sabe o que ela é? –Zeus perguntou voltando-se para o irmão.

-Uma semi-sirene, e? –ele falou referindo-se a antiga linhagem de Anfitrite, que nascera da deusa dos mares quando a mesma adquirira uma forma humana deixando a de sereia de lado, assim, a próxima geração nascera com as características da sirene e suas qualidades, porem com formas humanas.

Essa linhagem como o passar dos séculos criou outras até chegar em descendentes bem distantes agora, como a jovem que mesmo não sabendo dos poderes que dispunha soube bem se defender da erinia despertando-os em seu intimo no momento certo.

-Hades, o que quer aqui afinal?

-Você perdeu irmão; Hades falou com um sorriso de escárnio. –Não me importo de não ter sido um espectro meu a acabar com a erinia, pois respeito Olhos Vermelhos, e admito que já imaginava que ele seria o único a resolver isso mesmo no final; ele completou dando de ombros.

-Você lhe da créditos demais;

-Já o vi em ação outras vezes Zeus e ele merece o nosso respeito, não seja pretensioso em não admitir isso, vai ser pior. Agora, deixe a garota viver em paz, esse mundo não precisa de você tentando manipula-lo a seu bel prazer de novo;

-Como ousa?

-Athena é a guardiã dessa Terra, não queria novamente um conselho para ser lembrado disso. Os mortais não precisam de você, então, volte ao Olimpo e os deixe em paz; ele avisou desaparecendo.

-Grrrrrrrrrrrr; Zeus resmungou com os punhos serrados.

O pior de tudo é que ele estava certo.

Continua...

Domo pessoal

Agora sim, falta muito pouco. A história de Aiácos e Juliana infelizmente esta chegando ao fim, mas nem por isso as surpresas acabaram. Então, não percam o próximo capitulo.

Mas mudando de assunto, o que acharam da aparição de Olhos Vermelhos em Luthier? Quais as expectativas que vocês tem para ele? Me contem tudo e não me escondam nada XD

Obrigada novamente por tudo e um forte abraço

Dama 9