Cap 11
Mel estava correndo pelas escadarias até gêmeos. Não queria aceitar, mas estava mal por ter dito aquilo ao mestre. Estava entrando no corredor de lutas de gêmeos e minutos depois na sala principal da casa. Encontrou Kannon deitado no sofá e Saga na cozinha, estavam preparando tudo para verem um filme e só esperavam a chegada de Mel.
-Achei que não vinha mais, docinho! – exclama Kannon que olhava a garota.
-Tive um contra tempo... – fala a garota que colocava a bolsa encima da mesa. – demorei muito?
-Não! – fala Saga que saia da cozinha de avental e bermuda. – mas posso saber o nome do contra tempo?! – fala tirando o avental e sentando-se ao lado do irmão.
-Achei que contra tempo já era um nome... – fala num ar triste e sentando-se entre os gêmeos.
-Queremos saber QUEM é o contra tempo! – exclamam Kannon e Saga sem cerimônia.
-Queria mesmo falar sobre isso com vocês... – fala num sussurro - ... Milo... – parecia já ter voltado a apertar as mãos. - ... e não sei mas... eu...
Mel não sabia por onde começar, era tanta coisa que queria dizer e estava difícil organizar seus pensamentos.
-Não precisa dizer mais nada. – fala Kannon segurando as mãos de Mel – então é assim que você descarrega sua raiava... – fala o gêmeo fitando as mãos da morena.
-Sem duvida é melhor que seu jeito, Kannon! – fala Saga divertido – pelo menos ela não arrebenta o quarto.
Nesse momento Saga pareceu ter arrancado um sorriso de Mel, era muito divertido estar com aqueles dois por perto. Saga e Kannon eram totalmente opostos, suas discussões saiam de forma espontânea e era impossível não rir perto dos dois.
-Mas voltando ao assunto... – fala Kannon – Milo esta me decepcionando em matéria de mulheres, achei que ele era melhor nisso...
-Com certeza... – murmura Saga – não consegue admitir que gosta de uma mulher... ele tem algum retardo serio...
-Não precisam falar isso... não vou me sentir melhor... – fala Mel que parecia estar quase em lágrimas.- ele não gosta de mim como...
-Você gosta dele? – corta Kannon.
-Você ter razão... – completa Saga – ele gosta muito mais de você... gosta a ponto de não admitir! Conheço Milo há muitos anos! Você é a primeira mulher que ele respeita e coloca na casa de escorpião, sem segundas intenções!
-Aquele ordinário... – murmura Kannon – não devia respeitar nem a própria mãe!
-Não concordo... – fala Mel – ele nem mesmo pode me amar... é meu mestre!
-Você só deu mais um motivo pra ele querer fugir de você... – fala Saga – Milo nunca amou alguém... deve estar confuso...
-Ele pode ser forte, mas ainda sim é um babaca... – fala Kannon virando os olhos. – mas afinal Mel, o que realmente aconteceu anteriormente?
Mel ainda não tinha contado para os gêmeos sobre o ocorrido. Contou tudo muito detalhadamente e deixava bem claro estar segurando o choro.
-Ele é mais babaca do que eu pensava!!! – exclama Kannon – como ele deixou ela dormir em escorpião?! Você é muito mansa, Mel!
-Ela fez certo, Kannon! – Exclama Saga – ela não deveria ter feito nada!
-Claro que deveria! – rebate Kannon que já estava de pé.
E os gêmeos entravam em mais uma discussão, Mel estava se divertindo com aqueles dois. Acabou esquecendo um pouco aquela historia toda, mas uma pergunta não parava de martelar sua cabeça. O mestre realmente gostava dela e estava fazendo tudo aquilo pra não se aproximar mais da pupila?!
Dia seguinte...
Domingo estava muito parecido com sábado, frio e nublado. Não era costume acordar muito cedo aos domingos, mas uma certa loira já estava tocando piano no templo de Athena. Estava vestida como de costume, blusa social com alguns botões abertos, caia preta ate o meio das coxas e botas ate os joelhos de bico redondo. Tocava delicadamente as teclas do piano, aquela musica passava muita leveza, mas no dia de hoje passava tristeza. Ao termino na melodia, Nicky escuta palmas ecoando pelo salão.
-Perfeita como sempre. – fala Gustav que acabara de entrar.
-Obrigada! – fala a loira que nitidamente forçava um sorriso.
-Mas... – fala o cavaleiro de peixes se aproximando do piano – sua musica esta estranha hoje... o que aconteceu entre vocês?
-Como assim, Gustav ? – pergunta Nicky.
-Eu conheço você muito bem... – fala encostado ao piano – Nicky, eu não construía uma amizade como a nossa há anos! – exclama o pisciano – sei perfeitamente o que sente por ele e ele por você, mas não espere uma atitude de Mu...
-Dite... não sei do que... – é cortada de imediato.
-Não minta pra mim... – fala Gustav com ar ofendido - tudo que você me conta morre entre nós. Não vou negar que tinha segundas intenções com você, mas agora te vejo como uma irmã... e quero te ver muito feliz. – fala Gustav que agora dividia o banco do piano com a garota.
-Não sei nem o que dizer... – fala Nicky expressando um sorriso de gratidão.
-Então me ouça! – fala Gustav risonho – aposto que aquela essência ainda não foi usada, não é?!
-Não... – responde a loira surpresa
-Imaginei... – fala Gustav – bom, aquela essência é afrodisíaca. Ela não vai forçar Mu a fazer nada que não queira, mas vai dar um empurrãozinho, entende?
-Entendo... – fala a garota que estava MUITO corada.
-Pode me fazer um favor, Nicky? – pergunta levantando-se e apoiando-se novamente ao piano.
-Peça! – responde a Loira ainda sentada.
-Pode tocar mais um pouco para mim?! – pergunta o cavaleiro de peixes sorridente.
Enquanto isso em capricórnio...
Luh e Shura tinham arrastado todos os móveis da casa, lutavam esgrima ferozmente, Luh acabara de encurralar Shura no final do corredor e tinha arrancado também sua espada.
-Peguei! – fala Luh com sorriso vitorioso e tirando a mascara protetora.
Desisto... – murmura Shura se levantando. – é a quinta vez... humilhante...
-Shura não faz isso comigo! – exclama Luh – não tenho mais ninguém pra treinar!
-Você mora com alguém muito melhor que eu em esgrima! – exclama Shura arqueando as sobrancelhas. – como não tem mais ninguém pra treinar?
Nesse momento, Luh respira bem fundo e encara o espanhol.
-Shura... você realmente acha que Kamus vai perder seu tempo me ajudando na esgrima? – pergunta Luh – se realmente quisesse, já teria se oferecido...
-Pois eu acho que ele esta esperando você pedir! – fala Shura procurando sua espada.
-Ele nem me contou que sabia esgrima! – exclama Luh.
-Eu não devia estar falando isso... ainda não engoli o chifrudo, mas... – fala Shura pegando a espada – Kamus trata você como nunca vi tratar ninguém antes... – fala Shura fitando a garota. – arriscaria dizer que ele sente algo a mais por você...
Um silencio pesado cai pelo corredor.
-Sem brincadeiras, espanhol ! – exclama Luh que parecia ter ficado interessada no comentário do cavaleiro.
-Preste atenção. – fala Shura sentando-se no chão e fazendo sinal para Luh fazer o mesmo. – se fosse você, pediria aulas pra ele. Tenho certeza que não vai negar isso a você e... – faz uma pequena pausa e olha sádico para garota – você gosta dele, não é?!
-NÃO! – exclama Luh – não posso gostar dele!
-Não PODE ou não GOSTA?! – fala Shura entre risos.
-NÃO POSSO! – exclama Luh corada – QUER DIZER, NÃO GOSTO! – tenta consertar, mas Shura já estava aos risos. – O QUE TEM TANTA GRAÇA?!
-Não foi nada, Luh – fala levantando-se e estendendo a mão para Luh – apenas peça que ele treine com você, ok?
-Tudo bem, Shura – fala a garota pegando a mão do espanhol – você venceu!
-Ótimo! Agora... – fala colocando a marcara e apontando a espada para Luh – Vamos continuar!
Em Leão...
Lea acabara de acordar com seu habitual pijama de pandinha, estava rumando para a cozinha ainda sonolenta. As passadas da garota estavam bem vagarosas, era visível que não estava prestado atenção em nada. Quase tropeça no pequeno degrau da cozinha de leão e entra desajeitada no lugar. Nem reparou, mas um rosto diferente a observava.
-Você acorda igual a ele. – fala Aioros entre risos.
Nesse momento a pupila de Aioria se da conta que quem estava na cozinha era o irmão mais velho, não o mais novo.
-Bom dia, Mestre Aioros! – fala Lea virando-se pra o sagitariano – o que faz aqui tão cedo?
-Na verdade Lea já passa do meio dia. – fala fitando a garota com um ar divertido. – você sem duvida parece muito com ele! Combinamos de almoçar hoje, mas vejo que meu querido irmão ainda esta dormindo... – fala virando os olhos.
Lea também não tinha reparado, mas a mesa estava posta e bem farta.
-Acredito que já deve acordar! – exclama Lea que já não tinha mais um ar sonolento. – e... esperam por mais alguém? Seria Marin? – pergunta fitando o terceiro lugar posto à mesa.
-Seria... você?! – fala Aioros levantando uma de suas sobrancelhas. – você nunca almoça conosco no domingo e achei que isso deveria mudar! Visto que você já é da família!
Lea ficou boba com a afirmação do sagitariano. Aioros e Aioria eram bem parecidos, otimistas e divertidos, mas o que Lea nutria por cada um deles era bem diferente, ela via o cavaleiro de sagitário como um irmão, sem duvida era muito mais maduro que Aioria e uma excelente pessoa pra pedir conselho.
-Bom eu... – fala Lea corada – eu não posso me sentar! Não sou realmente da família... e...
-Em breve creio que será! – fala Aioros com um sorriso misterioso – conheço muito bem meu irmão!
A garota queria continuar pois a conversa começava a ficar interessante, mas o leonino entra na cozinha no entusiasmo de sempre.
-Bom dia mano!!! – exclama Aioria que nem percebe a presença da pupila. – desculpe a demora! Demorei a pegar no sono depois da reunião. – fala num ar meio triste e sentando-se à mesa. – Athena esta pensando em...
-Aioria! – exclama o irmão mais velho – você é muito relapso quando esta com sono! – fala apontando para Lea.
-LEA! – exclama o leonino – você vai almoçar conosco, finalmente?! Senti-se logo!
A pupila acabou cedendo e almoçando com os irmãos, mas não pareça de pensar nas palavras de Aioros...
Casa de virgem...
Sah estava no típico bom humor pós-meditação. Estava jogada no Puff da sala de virgem com expressão tediosa. A túnica branca que usava deixava a garota ainda mais irritada, mas não tinha escolha, Shaka obrigava-a a usar para meditar. Sah estava quase adormecida no confortável Puff, mas sente um cosmo hostil e conhecido entrar em virgem.
-Bom dia Carlo. – fala secamente – é raro te ver acordado antes de uma hora aos domingos, quer falar alguma coisa? – termina Sah ainda deitada e sem olhar pro cavaleiro de câncer.
-Imagina! Vim fazer uma visita ao meu querido amigo Shaka! – fala sarcástico – lógico que quero falar com você! – exclama sentando-se o mesmo puff da garota.
-É melhor falar logo... Shaka odeia quando você vem aqui. – fala virando os olhos – e não quero seção extra de meditação!
-Vejo que você também ganhou coleira! – fala mascara com desdém.
-Carlo... acordei cedo num domingo pra meditar, você me conhece muito bem e sabe que não estou de bom humor... – fala -ameaçadora e mirando o cavaleiro de câncer. – pode ir direto ao assunto?
-Calminha ai, Sagasse! – fala mascara – só vim elogiar a dança de vocês pessoalmente!
-Pervertido... – murmura Sah
-Falo serio! – exclama Carlo que agora estava de pé e de frente pra francesa. – você foi muito bem... tenho certeza que vi Shaka lamber os beiços vendo você dançar.
-Você é realmente pervertido Carlo! – exclama Sah que parecia corada.
Conversaram mais alguns minutos ate que Shaka entrou na sala de virgem com cara de poucos amigos.
-O que faz aqui Mascara da Morte? – pergunta Shaka descontente com a cena que via.
-Vim fazer uma visita a Sah! – fala provocando o loiro. – mas já estou de saída. – fala dando meia volta. – ate o treino ! – e bate a porta da sala de virgem.
Um silêncio incômodo aparece, Sah levanta-se para ir ao quarto, mas antes Shaka diz algumas palavras.
-Não gosto de ver você perto dele... – murmura o cavaleiro.
-Ele é apenas meu amigo... – responde Sah levantando-se do puff – vou me arrumar para o treino. – termina sumindo no corredor de virgem e deixando o mestre observando-a .
Depois de uma manha agitada, todas já estavam devidamente vestidas e rumavam para a arena. Seus mestres estavam novamente em reunião e as encontrariam diretamente na arena. Todas estavam começando a se perguntar o que Athena tinha tanto pra falar com os cavaleiros. Antes que os mestres chegassem, as 5 garotas estavam conversando sobre a manha e Mel contava o acontecimento da noite anterior, as coisas pareciam ficar cada vez mais claras, mas ao mesmo tempo confusas. Os sentimentos estavam cada vez mais certos e visíveis aos mais próximos.
O treino de domingo foi normal, com exceção de Mel que treinou com Kannon e não com Milo, que por sua vez, parecia bem tristonho. Ao termino do treino, Shion mandou que os mestres subissem novamente ao décimo terceiro templo, nenhuma delas sabia porque, mas não tinham uma boa impressão daquelas reuniões. Voltaram do treino diretamente para suas casas, no dia seguinte iriam apresentar a coreografia para os professores e escolheriam o cenário e o figurino. Já era tarde da noite quando seus mestres voltavam para suas respectivas casas, logicamente Kamus foi o primeiro a chegar.
Aquário...
Kamus adentrou a sala e procurava por Luh, queria explicações porque a garota deixara a casa de aquário tão cedo naquela manha. Já havia procurado por toda a casa, estava começando a ficar muito irritado de pensar na possibilidade dela estar em capricórnio, mas havia um único lugar onde ele não tinha procurado a garota... na biblioteca. Parou na porta e entrou lentamente, sendo denunciado apenas pelo barulho da armadura, não demorou a já tinha avistado a pupila. Estava deitada no divan com aquele vestido azul marinho e prateado que Kamus tanto gostava, lia um livro de capa azul que o aquariano julgou ser um romance. Luh estava envolvida pela trama que lia, nem percebeu que o mestre tinha entrado e a observava, conforme ia lendo o clímax do livro começava morder os lábios de curiosidade. Luh não percebeu, mas estava deixando o mestre louco. Terminou a ultima pagina e soltou um suspiro delicioso de curiosidade saciada, virou-se gostosamente no divan e deu de cara com Kamus fitando seu corpo, deixou o livro escapar de suas mãos e cair no chão.
-Nem vi o senhor entrando mestre! – fala surpresa com a expressão incomum de Kamus.
Kamus nada disse, apenas olhava a garota com um olhar perdido.
-Mestre Kamus... – começa a pupila que já estava sentada no divan. – é verdade que o senhor sabe lutar muito bem esgrima? Quer dizer Shura... – ao ouvir aquele nome ele parece acordar imediatamente. -... disse que era muito bom e eu queria... alguém para treinar sabe...
-Esteve na casa de capricórnio hoje pela manha? – pergunta fitando a aluna friamente.
-Eu... sim... estive... ele estava me ajudando com a esgrima e... – é cortada pelo aquariano.
-Passa a treinar comigo a partir de amanha! – fala Kamus com expressão zangada – eu sou seu mestre e sempre que tiver alguma coisa extra, eu devo te ajudar. Peça a mim, não ao espanhol – dando uma ênfase debochada na ultima palavra.
Luh estava totalmente sem reação. Kamus acabara de demonstrar ciúmes, será que Shura estava realmente certo? Mas antes de concluir o pensamento ouve a porta da biblioteca fechar e Kamus não estava mais lá...
Escorpião...
Milo entrava na sala de escorpião com uma expressão bastante incomum, estava serio e procurava por Mel, tinha quase certeza que não encontraria a garota em escorpião, mas pra sua surpresa Mel estava deitada em sua cama e parecia ouvir musica, estava com uma camisola branca de seda ate os joelhos. O contraste entre a pele morena, a camisola e o lençol vinho estava deixando Milo atordoado. A pupila tinha os olhos fechados e parecia estar delirando com a sensação da seda pelo corpo, abria e fechava a boca levemente cantarolando a musica. Não demorou e Milo já estava encostado na cama, a sombra do cavaleiro fez a morena abrir os olhos levemente, tudo que se passava na cabeça da garota eram as palavras de Saga e Kannon, será que ele realmente gostava dela e estava fazendo de tudo para resistir? Não demorou e o corpo de Mel, involuntariamente, ajoelhou-se na cama de frente para o escorpião, começou a passar as mãos pela parte do tronco da armadura e foi subindo até chegar ao pescoço do escorpião, subiu mais um pouco e tirou o elmo do cavaleiro, começou a enroscar os dedos nos longos cabelos do homem. Nesse momento Milo já tinha suas mãos apossadas da cintura da pupila e estava a centímetros, quando Mel desviou e sussurrou no seu ouvido.
-Você me quer? – murmura no ouvido do mestre.
-Muito mais de que você imagina... – responde o escorpião que já estava correndo os lábios pelo pescoço da garota.
Milo empurrou o corpo da pupila para cama, deitou-se delicadamente em cima dela, subindo a camisola da morena. Suas pernas estavam entrelaçadas e Milo continuava de armadura e a centímetros dos lábios da garota. Não demorou muito e começaram um beijo ardente, cheio de desejo e luxuria. Milo passava as mãos pelo corpo da garota dando preferência às coxas, enquanto Mel passava as mãos pelos cabelos do cavaleiro fazendo-o soltar pequenos gemidos.
-Como eu sou previsível... – pensava a morena – estou me deixando levar, mas... está muito bom... – pensa aumentando as caricias na nuca do cavaleiro.
-Finalmente ela é minha... – pensa o escorpião – mas ela não é um troféu a ser exibido... ele é só minha... então isso é realmente desejar alguém? – pergunta a si mesmo enquanto acariciava a cintura da pupila.
Estava claro onde aquela noite ia terminar, mas...
-O QUE SE PASSA POR AQUI?! MILO?! – exclama a voz de Shina pelo quarto da garota.
Os dois interrompem as caricias e olham para porta. Milo não sabia o que fazer, Mel estava com uma expressão de arrependimento enquanto Shina estava espumando de raiva, mas a primeira a reagir foi Mel, levantou-se correndo, pegou o uniforme encima da mesa e dirigiu-se a porta, mas ao passar por Shina, disse:
-Achei que não estavam mais juntos... – fala segurando as lagrimas – fui uma idiota... me deixei levar... – e sai correndo em direção a virgem.
Milo assistiu a cena com lagrimas nos olhos, mas ficou imóvel. As coisas em escorpião naquela noite foram bem agitadas, Milo deixou bem claro que não queria mais nada com a amazona de cobra e parecia não estar nem ai pros desaforos que ouvia da moça, apenas pensava em Mel.
Em virgem...
Naquela noite Sah consolou a amiga de todas as formas possíveis. Shaka sabia o que tinha acontecido, mas decidiu não dar opinião, ficou recluso em seu quarto e agradecendo a Buda pelo episodio com Sah não ter acabado dessa forma.
Em leão...
Lea ainda pensava nas palavras de Aioros sentada na varanda de leão e observando as estrelas. A noite estava limpa e fria, Lea usava um casaco verde musgo simples e uma jeans clara. Observava atentamente as constelações e procurava por leão.
-Droga... – murmura Lea – não estou achando...
-Se procura por leão... – falo o homem que acabara de entrar na varanda – não é visível essa época do ano.
Lea não tinha visto, mas o mestre havia entrado na varanda e observava a garota distraída.
-Não vi você entrando, mestre! – exclama Lea se recuperando do susto.
-Posse sentar? – fala Aioria fitando a cadeira ao lado da pupila.
-Claro! – fala Lea sorridente – a casa é sua!
-Não... – fala Aioria se sentando – a cara é nossa.
O rosto de Lea ficou rubro enquanto Aioria fitava sua face. O leonino não estava de armadura, suava uma calça jeans escura e uma regata branca e era visível que sentia frio.
-Posso chegar mais perto? – pergunta Aioria passando a mão pelo ombro da pupila.
-Po-pode.. – fala Lea muito corada e sendo puxada pelo mestre.
Ficaram quase que abraçados por alguns minutos, mas Aioria parecia estar querendo algo a mais. Lea estava de cabeça baixa e evitava encarar o mestre, ate que Aioria resolve puxar a belga mais pra perto e força-la a olha-lo.
-Estou incomodando você? – pergunta o leonino fitando a garota nos olhos.
-De jeito nenhum... – reponde Lea timidamente e bem corada. – gosta muito de estar perto de você, mestre...
-Pode me fazer um favor? – pede Aioria junto ao ouvido da pupila – essa noite... pode não me chamar de mestre?
A resposta de Lea não veio. Os dois já estavam tão próximos e envolvidos que a pupila respondeu com um beijo leve nos lábios do leonino, que por sua vez, passou a mão pela cintura da pupila e aprofundou o beijo. Lea estava se sentindo nos céus, Aioria era um homem quente e ao mesmo tempo muito carinhoso, começou a abrir o zíper do casaco da garota que logo sentiu as mãos quentes do mestre tocarem sua delicada pele. Aioria estava fascinado com a pupila, a pele de Lea era tão fina e macia, seu beijo era envolvente e a forma com que a garota tirava a regata do leonino e passava as unhas pelo abdômen estava deixando ele doido. Nem Zeus sabe, mas quando perceberam estavam encostados na parede do quarto de Aioria apenas de roupas intimas. Lea enlaçou a cintura do leonino com a perna direta e depois com a esquerda sendo sustentada pelo mestre, que os levou até a cama. Lea passava suas unhas por todo o corpo de leonino e ao passar pelas ancas, sentiu o corpo de mestre tremer. Aioria passava seus lábios pelo pescoço, tronco e pernas da pupila, que parecia estar nas nuvens... Lea ainda não era muito experiente nesse tipo de coisa, mas parece que Aioria seria um ótimo tutor em todos os sentidos e isso era apenas o começo da noite...
BEM mais cedo em Áries...
Mu estava louco pra chegar em Áries, estava claro que não queria ouvir tão cedo a palavra "Reunião", o ariano só queria paz e sossego embora fosse difícil com um certo ruivinho em casa, mas acabou tendo problemas com uma certa loira. Ao entrar em Áries ele ouve a pupila gritando no quarto e parecia estar transtornada.
-COMO ASSIM?! – exclamava Nicky que parecia tremula ao celular.
-Senhorita Karkaroff... não podemos fazer nada, apenas esperar pelo melhor – fala a voz feminina do outro lado da linha – há alguns anos a medicina era muito obsoleta nesse assunto, mas agora creio que é possível que ela sobreviva.
-EU NÃO TENHO MAIS DOZE ANOS DE IDADE! – exclama a loira que já estava em lagrimas – EU SEI O QUE VAI CONTECER COM ELA! SEI QUE AS CHANCES DELA SOBREVIVER SÃO MINIMAS!
-Não pouparemos verba nas pesquisas senhoria! Faremos o máximo para cura-la! – fala voz da medica.
Nesse momento a loira desliga o celular e coloca-o encima da mezinha, desmonta ajoelhada no chão e parecia estar em choque. Mu entra vagarosamente no quarto da garota e ao vê-la naquele estado...
-Verônique?! – exclama o ariano correndo ate a garota. – que quê aconteceu?! Verônique?!
A pupila fitou o mestre por alguns segundos com o olhar perdido.
-Minha irmã... – murmura a loira – minha irmã vai morrer! – fala transtornada – assim como meu pai e minha mãe... – a garota parecia sem emoção.
-Porque Nicky?! Responda-me! – fala segurando os ombros da garota.
Mas a loira não conseguia falar, acabou por abraçar bem forte o homem de cabelos lavanda e começou a chorava compulsivamente. Alguns minutos se passaram e a pupila de Mu finalmente se acalmou, começou a contar toda a história para o mestre desde a morte da mãe ate a noticia que acabara de receber. Mu nada falou, apenas abraçou mais forte a pupila e murmuro.
-Vou estar sempre com você... – murmura levantando-se com a garota no colo.
-Onde vamos? – fala a voz fraca da loira que estava com a cabeça apoiada no ombro do mestre.
-Para o meu quarto... vai dormir comigo e com Kiki essa noite... – fala a voz carinhosa do ariano – não vou deixar você sozinha... nunca...
Mu levou a garota que ainda parecia em choque para sua cama, colocou-a deitada e deitou-se ao lado dela, ainda estava de armadura, mas colocou o corpo a loira bem junto ao seu e disse.
-Só vou sair pra me trocar quando você dormir... – fala suavemente, a voz do ariano parecia fazer carinho na garota.
Nicky nada disse, apenas se acomodou junto ao peitoral do mestre. Estava totalmente lesada com a notícia que recebera, mas a presença daquele homem passava tanta segurança e conforto a loira que em poucos minutos ela estava em sono profundo.
Noite boa para uns e terrível para outros... mais um dia no instituto seria recheado de novidades...
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Agradeço de coração as Reviews!! Valeu Meninas!!! até próximo Cap
