Jardim da casa de Peixes...

-Confesso que não esperava... – fala Gustav incrédulo.

-Eu já esperava... só não achei que seria em publico. – comenta a visitante.

-Pelo menos eles foram bem discretos., mas afinal, o que traz você aqui tão cedo, Nicky?

-Vou ensaiar antes do treino! Gostaria de me acompanhar? – convida a loira.

-Não poderia negar esse convite! Sabe que amo ouvi-la tocar. – fala Afrodite levantando-se. – vamos logo?

-Vamos!

Estavam saindo da casa de peixes quando...

-Estou muito feliz por você, Nicky. – fala repentinamente.

-Pelo que, Frô?

-Não seja boba! Falo de você e o carneirinho! – fala divertido.

-Ah sim... – murmura a loura corando imediatamente.

Gustav passa o braço pelos ombros da loira e deposita um beijo na testa da menina.

-Sabe que considero você uma irmã, vê-la feliz é muito gratificante! - Fala risonho e dando um empurrãozinho na loira – vamos apresar esse passo que estou louco para ouvi-la.

Nicky obedeceu ao pisciano, estava pensando que aquele santuário era a melhor coisa que já tinha acontecido, ela ganhara verdadeiras amigas, um novo amor e um novo irmão... nunca estaria sozinha naquele lugar.

Aquário...

O quarto do cavaleiro de aquário estava um caos, era possível ver roupas espalhadas por toda parte e um casal dormia tranqüilamente. Kamus e Luh estavam bem juntinhos e o aquariano começava a despertar. Kamus abre os olhos levemente e vê a situação de seu quarto, não estava entendendo muito bem o que se passava, mas logo vê o vestido de Luh jogado bem próximo a cama. O mestre da um profundo suspiro.

-Não pode ser... – murmura o cavaleiro – falei tanto de Shura, mas olha o que eu fiz... – nesse momento ele virasse para a pupila – mas...o que está feito, está feito... e eu não me sinto nem um pouco arrependido... muito pelo contrario... – termina ajeitado seu corpo mais próximo ao da pupila e com isso percebe que o corpo da garota estava frio e encolhido.

Kamus levanta-se delicadamente, veste uma bermuda e tira um edredom azul marinho do armário, colocando-o sobre o corpo de Luh. A pupila relaxou de imediato e Kamus voltou a deitar-se ao lado dela.

- Mais meia hora... – murmura o aquariano acariciando os cabelos da menina – infelizmente temos treino...

Escorpião...

Mel acordava em sua cama, ainda estava com os cabelos lisos e sentia falta do corpo do mestre junto ao seu.

Flashback

O casal entrava aos beijos em escorpião e era inevitável que acabassem na cana. Mel estava com a perna direita enlaçada no escorpião, Milo aproveitava a fenda do vestido da morena e começavam a rumar para o corredor. Sem cessar o beijo dirigiram-se para o quarto. Mel estava se deixando levar pelo escorpião e quanto passaram direto pelo quarto do grego a morena estranhou, mas antes que Mel falasse, Milo tirou sua duvida.

-Já levei muitas mulheres para o meu quarto... – fala entre beijos – ... mas você está longe de ser qualquer uma... incomoda-se de usarmos seu quaro? – pergunta com aquele irresistível sorriso.

Mel apenas empurrou o mestre em direção ao quarto e após baterem a porta... bom... é historia...

(Fim)

Mel lembrava da noite anterior, nutria um sorriso mágico nos lábios e antes de questionar o paradeiro do mestre, este entra no quarto segurando uma bandeja cheia de morangos açucarados com chantilly. O mestre depositou a bandeja no colo da morena e a beijou levemente.

-Bom dia! – exclama o escorpião sentando-se na cama – espero que estejam tão gostosos quanto nossa noite...

-Realmente você sabe ser romântico, mas não perde a lábia de depravado, não é? – pergunta divertida e mordendo um dos morangos. – uma delicia!

Tomaram o café da manha e pela primeira vez não teve cobra nenhuma para interferi na felicidade do casal.

Leão...

Lea estava perambulando pela casa de Leão usando a camisa social vermelha que o mestre usara na noite anterior, procurava por Aioria, mas parecia ter sumido sem deixar vestígios. Procurou pela sala, banheiro, jardim e varanda, mas o leonino não estava em lugar nenhum. Lea estava voltando para o quarto quando sente um cheiro muito forte de queimado vindo da cozinha.

-Não é possível... Aioria e cozinha são coisas totalmente opostas! – pensa a belga – sem contra que sendo um leonino autentico ele jamais chegaria perto do fogão, não deve saber nem fritar um ovo... – conclui a belga caminhando até a cozinha.

-AIORIA!!!!!!!! – exclama a pupila ao entrar no cômodo – ENLOQUECEU?!

O leonino fazia uma tentativa de café da manha, mas não parecia estar indo muito bem, o fogão já estava imundo e a frigideira pegava fogo enquanto o óleo espirrava sem parar. Aioria estava acuado num canto da cozinha e parecia ter medo da situação. Lea aproximou-se rapidamente do objeto que calçava tanto medo ao leonino e desligou as chamas.

-Quem diria que o cavaleiro de leão ia perder uma batalha pro fogão! – fala entre risos – ainda bem que eu acordei... você ia colocar fogo em leão.

-ESSAS COISAS TINHAM QUE SER PROIBIDAS! – exclama o leonino nervoso.

-Ora querido! – exclama a belga divertida – levante-se logo daí! Parece um gato medroso, é só um fogão!

-Não! Não é só um fogão! É uma arda de destruição!

Lea não agüentou a situação, rolava de rir no chão da cozinha, como o poderoso cavaleiro de leão tinha medo do fogão?

-O que é tão engraçado?! Estava tentando fazer seu café!

-Ah leãozinho! – exclama Lea recompondo-se e abraçando o leonino. – muito obrigado, mas me prometa uma coisa?

-Fala... – murmurou Aioria descontente com o ocorrido.

-Não tenta fazer isso de novo, ta bom? – pede a belga – agora vamos nos trocar! Podemos tomar café em sagitário e depois descemos para a arena! – exclama puxando o mestre.

Aioria estava corado com a situação, como se não bastasse ter sido chamado de leãozinho acabara de perder para um fogão...

-Definitivamente eu faço tudo para agrada-la... – pensa enquanto é puxado pela pupila... – só espero que não chegue nos ouvidos de Kannon ou Carlo... – da um profundo suspiro – vou ouvir muitas piadinha...

Décimo terceiro templo...

Verônique tocava seu piano e era acompanhada por Gustav, estavam ali há horas, mas parecia que minutos haviam se passado.

-Porque Mu não veio ouvi-la? Acho que ele nunca ouviu você tocar, não é?

-Ele estava dando um trato numas armaduras hoje de manha... – fala a loira olhando para o relógio – mas no festival ele vai ouvir!

-Já são dez horas! Melhor irmos descendo. – sugere o sueco – meia hora para o treino.

-Concordo! – fala levantando-se.

Caminhavam até o salão de Athena, mas quando estavam bem próximos foi inevitável não ouvirem a discussão que se passava no local, pararam perto das cortinas e estavam atentos as palavras.

-É isso mesmo que deseja? – pergunta Athena num tom preocupado – pense bem...

-Já pensei mais que o necessário! – exclama uma voz que Nicky reconheceu de imediato.

-Sagasse... poderia saber o motivo do seu pedido? – pergunta a deusa sentada no trono.

-Perdoe-me a ousadia senhorita, mas não seja cínica... – fala sem rodeios – deve ter uma idéia do acontecimento.

-Já que quer tudo em pratos limpos, Sagasse... sim, eu tenho uma idéia do que aconteceu e também sei que não são crianças... podem resolver esse acontecimento, não vou ficar me metendo... – já tinha um tom de impaciência – mas se seu desejo é mudar de tutor fique a vontade, tem minha permissão!

-Muito obrigado, Athena. – fala fazendo uma reverencia – gostaria de ser passada para Carlo, melhor dizendo, Mascada da Morte de Câncer.

-Escolha estranha, mas que seja feita a vontade da senhoria, mas espero que isso não afete seu desempenho. – fala seriamente.

-Certamente que não! – afirma com convicção.

-Agora Verônique e Gustav podem sair... – fala a deusa.

Nicky e Afrodite aparecem corados por terem sido pegos em flagrante.

-Perdoe nos, Athena. – fala Afrodite em reverencia.

-Não vai se repetir. – fala Nicky repetindo o gesto do sueco.

-Não há problema, sei que não foi de má fé... agora é melhore descerem, vinte minutos para o treino. – fala levantando-se do trono – peço licença a todos e tenham um bom treino.

Todos fazem um reverencia enquanto a deusa deixava o recinto, a loira e o sueco desciam as escadas em direção a ruiva. Quando já estavam na escadaria ninguém tinha dito uma única palavra, Sah carregava uma expressão abalada e parecia ter chorado, Nicky não queria forçar a amiga a contar nada, mas diante da sua expressão acabou perguntando.

-O que foi, Sah? – pergunta a loira carinhosamente – porque pediu para mudar de tutor? Você e Shaka estavam tão bem ontem...

-Não toque nesse nome! – fala a ruiva parando num degrau e parecendo transtornada. – quero que ele vá por enfermo! Que ele e o precioso Buda se danem! – a ruiva parecia segurar as lagrimas.

Sah sentou-se no degrau e fez sinal para que Gustav e Nicky a acompanhassem.

-Só vou contar uma vez... prestem atenção...

FashBack

Os primeiros raios de sol surgiam e começavam a atrapalhar o sono do loiro. Shaka ia levantar-se para meditar, mas sente um corpo junto ao seu e logo vê o cabelo ruivo a pupila.

-Buda vai me matar... – murmura o cavaleiro de virgem em desespero – não, não... eu não fiz isso... tem que haver uma explicação lógica.

Mas não tinha... as roupas estavam espalhadas pelo chão, o pescoço de Shaka estava todo marcado com o batom de Sah e ambos estavam nus, logo o loiro começou a se lembrar da noite anterior e parecia cada vez mais desesperado. Sentou-se na cama e começou a fitar o corpo da ruiva semicoberto pelo lençol. Os olhos violeta começaram a se abrir, logo viu o mestre fitando seu corpo com os olhos fechados. Sah estava totalmente ciente da noite anterior, mas ver o mestre com os olhos fechados e a expressão séria, um calafrio cortou a corpo da ruiva.

-Esqueça o que se passou noite passada... – fala seriamente – foi loucura... Buda nunca... – nesse momento Shaka percebe que o olhar de Sah estava carregado do ódio.

-Você esta mandando eu esquecer minha primeira noite de amor? – pergunta numa calma que Shaka não esperava.

-Eu... – Shaka estava com o coração partido de responder – eu estou pedindo para esquecer sim.

-Shaka de virgem... – murmura Sah secamente – você não existe mais pra mim. – termina num tom serio e saindo do quarto.

Sah jamais daria o gostinho ao mestre da vê-la em lagrimas, pensou seriamente em fazer um escândalo, mas não levaria nada a lugar nenhum. Bateu a porta do seu quarto, colocou uma roupa e rumou para o décimo terceiro templo. O loiro continuou no quarto mais alguns minutos, mas depois de ouvir a porta de virgem bater-se ele saiu do quarto e pela primeira vez não foi falar com Buda... desceu até a primeira casa. Não precisava de um Deus, precisava de um amigo...

(fim)

Sah já estava soluçando e tentava conter as lagrimas, mas parecia impossível naquele momento.

-Não é possível... – Nicky estava perplexa – como você não deu um escândalo?!?!

-Você é muito controlada. – concorda Afrodite.

-Não sou uma pessoa controlada... sou uma pessoa orgulhosa... não daria esse gostinho pra ele... – fala ficando de pé – Nicky, pode passar em virgem depois comigo? Tenho eu levar minhas coisas para câncer, pode me ajudar?

-Lógico! Se quiser pode passar umas noites em Áries. – fala com muita compaixão.

-Não será necessário. Escolhi Mascara da Morte porque nos damos muito bem e somos até parecidos, embora eu não tenha ¼ do instinto assassino. – fala tirando os últimos vestígios de lagrimas do rosto. – vamos indo...

Nicky e Afrodite seguiram a amiga até a arena, mas continuavam chocados com a atitude do louro.

Mais cedo em Áries...

-Você o que?! – exclama Mu chocado e largando as ferramentas. – como você teve coragem de falar isso pra ela? Como você...

-Chega!! – interrompe o loiro – você não está ajudando!

-Não é pra ajudar! – rebate o ariano – tudo bem você ser loiro, mas burro sempre achei que não fosse! Shaka... se Buda mandar você se matar, você se mata? – perguntou chocado.

-Sim... é meu...

-Dever obedecer a Buda em todas as circunstâncias – completa Mu imitando o amigo e num tom desdenhoso.

-Você fala como se eu tivesse matado alguém! – responde o virginiano indignado.

-Você fez pior, Shaka! Você pisou na pessoa que você diz amar. – fala Mu dando uma ênfase duvidosa.

-Não duvide de mim e nem do que sinto por ela! Eu a amo! – exclama Shaka que realmente parecia estar ficando nervoso.

-Você ama uma estatua! Você ama mais seu orgulho e seu título! Buda é muito mais precioso pra você! – exclama o ariano indignado com a posição do amigo.

O homem de cabelos lavanda esperava que o amigo revidasse, mas pra sua surpresa Shaka desmontou no chão da sala. Os olhos estavam fechados, mas era visível nos traços do loiro o sentimento de angustia e duvida.

-Nossa noite foi perfeita... – murmura o loiro.

Mu soltou um suspiro e acabou sentando ao lado do amigo.

-Sabe... atualmente a Nicky é tudo pra mim... – fala francamente – não achei que fosse possível um relacionamento entre mestre e pupila, mas ela é a mulher mais perfeita que eu já conheci... sou capaz passar pelas ordens de Shion para ficar com ela... largaria minha armadura pra viver com ela...

-Amor enfraquece os humanos...

-Mas também nos deixa fortes... – fala carinhosamente – vamos indo para o treino, mas saiba que vou te ajudar em tudo. – fala levantando-se.

-Obrigado Mu... vamos indo...

Shaka e Mu deixaram a casa de Áries, mas o loiro não sabia que teria uma péssima noticia aquela tarde.

Arena de treinos...

Após a noite na boate os casais estavam as mil maravilhas embora não demonstrassem abertamente. Só faltavam dois cavaleiros para começarem e logo Mu e Shaka chegaram ao local. Shaka esperava que a pupila se aproximasse para treinar, mas para sua surpresa ela toma o rumo de Mascara da Morte. O loiro não teve coragem de chegar preto da ruiva e acabou treinando com Saga. O treino estava correndo normalmente e Milo já estava revidando os ataques da morena normalmente. Os mestres não estavam dando moleza por estarem se relacionando com as pupilas e acabavam apertando mais o treino. Shion da o treino por terminado e todos começam a se dispersar aos poucos.

-Meninas! – exclama Sah – quero todas vocês na casa de Câncer em uma hora, ok?

-Câncer? - pergunta Lea curiosa.

-Porque não em virgem? – completa Mel confusa.

-Apenas compareçam... lá eu explico tudo... – fala saindo da arena acompanhada de mascada e deixando o loiro de queixo caído.

Shaka não protestou, mas não estava entendendo nada do que se passava. Foi o ultimo a deixar a arena, mas minutos depois já estava em virgem e teve uma surpresa desagradável.

Virgem...

Shaka estava bem próximo a porta da sala de virgem, mas sente um cosmo conhecido e desagradável. O loiro apenas abre a porta e sem olhar para quem estava dentro da casa, pergunta.

-O que faz aqui, Mascara da Morte?

-Ajudando minha pupila! – responde num tom irritante.

-Como assim?! – pergunta sem pensar.

-Eu vou terminar meu treinamento no auxilio de Carlo. – responde Sah que aparecia na sala com uma mala na mão.

-Mas... – Shaka ia protestar.

-Já tenho permissão de Athena. – ela corta o loiro.

-Acho que está tudo aqui, Sah. – a voz de Nicky surge no corredor e esta carregava outra mala.

-Perfeito! – exclama Sah – podemos ir.

Shaka não fez resistência, deixou a ruiva rumar para fora com Carlo carregando as duas malas. Estava totalmente confuso. Caminhou lentamente para seu quarto, mas aquele lugar trazia muitas lembranças e as roupas que Sah usava naquela noite não tinham sido levadas. Shaka recolheu as roupas e colocou-as com muito cuidado no armário. Minutos depois seguia, transtornado, para tentar meditar.

Câncer...

A casa de câncer era muito diferente de todas as outras e não era apenas pelas cabeças. O lugar era escuro e causava calafrios em todos que entravam, mas o interior da casa não era tão ruim assim. A escuridão era sempre presente, mas era possível dizer que o estilo era italiano. Nicky e Sah estavam arrumando as coisas no novo quarto da ruiva, o novo mestre estava na cozinha fazendo alguma coisa muito cheirosa e as meninas já saiam de suas casas para a "troca de informações" em câncer. Quando já estavam todas presentes no quarto de Sah começaram a contar tudo que se passou na noite anterior, mas sem duvida a historia da ruiva deixou todos sem reação. Naquela noite todas dormiram em câncer e para a surpresa geral Carlo não era uma pessoa tão ruim assim, o italiano fez a melhor macarronada que todos já tinham comido, mas estava longe de ser uma pessoa agradável, com tudo, ele e Sah se davam muito bem. (N/A: porque será?! ¬¬)

A noite foi longa e com choros, risadas, conversas e suspiros, mas no dia seguinte elas teriam uma visita da família de Mel e quem sabe isso viesse a melhoras o animo de Sah...

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Gente doeu escrever esse cap, mas eu já tinha isso planejado... espero que gostem! Bjao