Ala Hospitalar...
A janela no quarto 32 estava aberta e os primeiros raios de sol aqueciam o lugar, mas uma de suas ocupantes estava acordada.
-DESGRAÇADA! VACA! CACHORRA! – exclama a cobra ao olhar-se no espelho – isso vai ficar marcado por meses! Mas vai ter volta! Eu juro!
Sim, as unhas de Mel estavam perfeitamente marcadas no rosto da amazona.
-Marin, não vai falar nada?! – indaga com revolta.
-O que você quer que eu fale? – resmunga num sussurro quase inaudível.
-Esqueci do seu maxilar... aquela belga de quinta. – fala com desdém. – mas pelo menos pode andar! Vou ficar aqui por uns dias. Duas costelas fraturadas!
-Realmente. – fala June que observava as duas – elas estão num nível bem superior...
-Está com elas, é?! – exclama Shina, indignada.
-Não, não estou do lado de ninguém. Só falei a verdade. E se tivesse lutado com Nicky certamente não estaria melhor que você, embora ache que pegaram bem pesado. – sentava-se na poltrona existente no quarto - Mel tem motivos para querer arrebentar você, Shina. – afirmou mesmo sob o olhar ameaçador da amazona – mas não vejo motivo para Lea ter feito isso com Marin.
-Na certa deve achar que tenho algo com Aioria... – diz a ruiva com muito esforço.
-Assim como todo o santuário?! – rebate Shina num tom duvidoso.
-Não duvide de uma irmã amazona, Shina! – exclama June – Marin e Aioria são quase irmão e você sabe disso! – nesse momento Marin olhou com gratidão para a loira.
-Humff... – murmura Shina.
-Vou buscar a comida de vocês! Volto num segundo. – fala a loira deixando o quarto...
Casa de Câncer...
Sah tomava café com Carlo.
-Então... está dispensada das aulas até o festival? – fala Mascada mordendo um pedaço de bolo.
-Estou. Já fiz minha parte. – fala na secura de sempre.
-Uhmmm! Esta uma delicia! Você que fez?!
-Obvio que não. – fala tomando um gole do suco. – Mel trousse hoje pela manha.
Silencio...
-Sah... o cartaz que você fez... posso...
-Não, não pode. – fala friamente e causando calafrios no cavaleiro de câncer.
-Mas eu vou ao festival! Vou vê-lo de qualquer forma. E eu sou seu mestre. – fala com ar superior.
-Pode ser um excelente assassino, mas é péssimo em coagir alguém... – fala sarcástica. – vem comigo.
Carlo levantou-se e seguiu a pupila até seu quarto. Sah abriu seu armário e tirou o cartaz de dentro do seu coturno.
-Aqui! – fala jogando o tubinho no cavaleiro.
Mascara desenrolou o tubinho e analisou o desenho por alguns segundos. Não era possível dizer com precisão que era o rosto de Shaka, pois Sah desenhou de um ângulo que os cabelos marcavam o rosto do virginiano, mas Carlo reconheceu o "amigo".
-Você é primeira pessoa que vê os olhos dele e sai ilesa. – comenta o cavaleiro de câncer.
-Depois de tudo que se passou... você realmente acha que sai ilesa, Carlo?
A resposta não veio. Os dois sabiam a resposta. Carlo devolveu o devenho a ruiva que o guardou como antes.
-O que acha de assistir nosso treino? – convida o canceriono ao ver o olhar perdido da pupila. – acho que não tem nada melhor pra fazer, tem?
-Achei que estavam sem arena.
-Estamos, mas Shion nos mandou treinar no terreno próximo ao lago... ele ainda está possesso. – comenta virando os olhos.
-Não imagino porque. – completa irônica.
-Vai ou não?! – pergunta Carlo com impaciência.
Sah voltou-se para o armário e pegou uma muda de roupa.
-Vou me trocar. Me espera na sala.
Carlo saiu do recinto e minutos depois a pupila já estava pronta. Corpete e saia pretos e o coturno favorito com uma fita de cetim pink.
-Vamos logo... – fala passando por Carlo e sem olha-lo.
-Depois eu sou carrancudo... – murmurou a cavaleiro de câncer.
Lago...
Treinavam em duplas e Sah estava no alto de uma árvore, parecia bem acomodada encostada ao tronco e com as pernas semiesticas num galho. Os cavaleiros de ouro tomaram muito cuidado com Shaka e Carlo, colocaram os dois em pontos extremos do lago. Shaka treinava com Saga, mas parecia mais interessado nas belas pernas de Sah.
-Porque ela tem que usar saias tão curtas?! E justas?! – pergunta-se o virginiano desviando de um soco de Saga.
Sah, por sua vez, parecia ter adormecido no alto da árvore, tinha um semblante tranqüilo e parecia dispersa a tudo que se passava. Um dos guardas se aproximou da árvore onde Sah descansava e parecia carregar flores nas mãos.
-Senhorita Sagesse du Ciel? – pergunta o guarda que elevava o buquê.
-Hã... Oui? – murmura parecendo acordar para a realidade.
-Um jovem de cabelos loiros mandou que isso posse entregue a senhorita. – fala apresentando o buquê.
Sah saltou da árvore e já parecia bem atenta. O buquê era de rosas bicolores brancas com as pontas rochas. Sah achou as flores maravilhosas e só perdiam para as de Afrodite. Aceitou o buquê e agradeceu o guarda, mas não antes dos olhos atentos Milo perceberem.
-A francesa fisgou alguém e não nos contou! – exclama largando o treino e rumando até a ruiva.
-Não enche Milo. – rebate a ruiva, mas não adiantava mais, todos já tinham visto.
-Lindas rosas! São muito difíceis de se achar e caríssimas também. – comenta Gustav olhando para o buquê.
-Quem mandou?! – indaga Kannon, curioso.
-Tem um cartãozinho! – exclama Carlo pegando o bilhete em meio às rosas.
-Mascara-da-Morde-devolve-agora! – fala pausadamente e num tom ameaçador.
Mas Carlo já lia o bilhete em voz alta.
-"vamos ao festival, ruivinha?" – começa Mask interpretando dramaticamente o cartão. – Porra, não da pra brinca assim! Só tem isso!
-Só isso! – exclama Shura tomando o cartão das mãos do Carlo. – é... só tem isso mesmo.
-Com licença?! – fala Sah, impaciente – o cartão é meu!
-E parece que seu encontro com Eric rendeu! – fala Milo divertido.
-Quer ir pra panela? – pergunta Sah desafiadora.
-Certamente que não! – responde de imediato. – mas então... você vai aceitar?
Sah pensou bem, mas ao ver o rosto de Shaka vermelho de ódio, forçou um sorriso e disse.
-Lógico que vou! – fala colocando o bilhete em meio às rosas – ele realmente sabe agradar uma mulher.
Nesse momento Sah despede-se de todos e volta para câncer, mas segundos depois Shaka também deixa a arena. O loiro nem se importou com os comentários engraçadinhos e minutos depois já estava em câncer. Entrou sem cerimônia e rumou para o quarto da ruiva. Sah estava deitada na cama e admirava o buquê, não sentia nada por Eric, mas tinha admitir, sua lábia era tão boa quanto à de Milo. O susto que levou quando o antigo mestre adentrou o quarto fez a menina pular.
-Enlouqueceu?! – ralha Sah – como entra assim no meu quarto? Melhor ainda, como tem coragem de olhar pra mim depois do que fez?!
Mas Shaka não respondeu, puxou a ruiva da cala e colocou-a conta a parede.
-O que acha que... – Sah ia protestar, mas Shaka foi mais rápido.
O beijo foi correspondido. Sah não podia negar que desejava aquele homem mais tudo. A sensação de êxtase que ele proporcionava ara perfeita, mas também não pedia esquecer o que ele fez, o que ele achava afinal? Que era dono dela? Se quisesse tela novamente teria de fazer por merecer. Empurrou o antigo mestre e disparou um tapa bem dado na face alva do loiro.
-Me toque assim novamente... – fala bem ofegante – e dará uma voltinha no inferno!
-Você não vai com ele! Eu não quero! – grita o loiro que parecia louco de ciúmes.
-Porque está ligando? – pergunta sarcástica – não tinha sido loucura? O que o seu precioso Buda vai achar? Egoísmo e Luxuria sem pecados, sabia?
Shaka calou-se, não sabia o que falar.
-Desculpe pelo impulso. – fala virando-se e saindo do quarto.
Sah não foi a trás, mas esperava que ele a empresasse na parede novamente. Estava claro para a ruiva que aquele homem a desejava, mas se ele não admitisse não seria digno de tela.
-Vou esperar mais, Shaka de virgem – pensa num meio sorriso – mas não pra sempre... – volta sua atenção para as rosas bicolores. – você tem uma bela concorrência... Haha! – termina sentindo o cosmo do loiro deixar câncer e rumar para virgem.
Arena destruída...
Voltavam do instituto e passavam pelo que havia sobrado da arena. O cosmo de Sah chamou-as a casa de câncer. Ficaram curiosas com a atitude da amiga. Voaram até câncer e ao verem flores em meio à casa escura de Carlo, Mel concluiu rapidamente.
-Eric te convidou, não foi? – indaga a morena – rosas bicolores... ele adora essas flores.
-Sabe a resposta, porque pergunta? – corta Sah que parecia angustiada. – Shaka também esteve aqui mais cedo...
-Não brinca! – exclama Nicky – ele teve cara de pau pra isso...
-Nicky... – começa a ruiva – ele me beijou e sei que se não tivesse saído... eu teria cedido novamente...
-Haha! – ri Luh – mulheres... somos todas iguais afinal...
-Verdade. – fala Mel – bati muito em Shina, mas não sinto satisfeita...
-Concordo... – murmura Lea. – Marin precisa de mais uns socos.
-Odeio cortar o barato de vocês, mas precisamos ir... – fala Luh.
-Vamos indo. – completa Nicky – eu vou com vocês, farei uma visita para Gustav e tocarei mais um pouco antes do voltar para Áries.
Todas deixaram câncer, mas não sabiam o que as aguardava...
Leão...
Lea adentrava a casa de leão e um Aioria muito nervoso estava sentado no sofá.
-Porque deslocou a maxilar dela? – pergunta mecanicamente.
-Primeiramente, Oi querido. – diz Lea , surpresa com a pergunta do mestre.
-Me responda, Lea – corta o leonino que parecia impaciente.
-Não acredito! – exclama Lea incrédula – está deslocado?
-Está sim! – responde o mestre, imediatamente.
-É mais resistente do que pensei! Era pra ter ficado em pedaços! – exclama surpresa – droga! Tenho que usar mais força na próxima! – fala com muita ironia, passa pelo mestre e entra no corredor.
-Não, não tem não! Porque fez isso com ela?! – pergunta o leonino.
-Não seja idiota! – responde Lea, imediatamente – vocês já tiveram alguma coisa juntos! Não sou babaca, Aioria.
-Já faz muito tempo! – rebate o mestre.
-Mas aconteceu! – responde Lea, indignada.
-Aconteceu! – frisa o mestre – já passou faz tempo!
-Não vou pedir desculpas! E se passar novamente pelo meu caminho... – faz uma pausa ameaçadora - vou acabar com ela... novamente!
Aioria nem protestou. Lea bateu a porta do quarto e parecia furiosa pelo mestre ter defendido a águia...
Escorpião...
Mel entrava em escorpião feliz e contente, tinha acabado com a cobra e conhecera Clover. Estava louca para ver a menina novamente. Mas não contava que Milo estaria a sua espera.
-Precisava marca-la daquela forma? – pergunta o mestre de braços e pernas cruzados.
-Vai defende-la, é? – rebate com desdém – ela tem sorte de ter saído viva.
-Milo solta um suspiro de impaciência e ajeita-se no sofá.
-O que foi ?! – pergunta Mel – vai ficar do lado dela?!
-Mel...
-Mel, o que?!- rebate nervosa.
-Ela faz parte da nossa defesa... – responde tentando no alterar a voz – temos menos uma agora.
-Que tragédia! – exclama dramaticamente – se ela é uma amazona de elite, Meu Zeus! Estamos perdidos. Esse lugar precisa mais de nós do que eu pensava.
-Não serei cínico. Sei muito bem porque bateu nela e sei que te provocou, mas não faça novamente, ta bom? – fala calmamente, mas com nítida impaciência.
-Não, não ta bom não! – exclama aproximando-se da porta.- vou pra gêmeos. – fala batendo a porta.
-O que?! – indaga incrédulo, mas a morena já tinha saído – volta aqui, Mel! – exclama abrindo a porta, mas ela já estava fora de alcance.
Milo passou a resto da noite mal humorado e surpreso por Mel ter tantos ciúmes de Shina. A morena sabia dos ciúmes que o mestre sentia de Saga e Kannon, mas depois de ter ralhado com ela por causa da cobra... ele merecia.
Aquário...
Lune entrava na biblioteca de aquário quando a lua já reinava nos céus. Kamus estava no divam a sua espera e não parecia contente.
-Hora do interrogatório... – pensou sentando-se na cadeira.
-Onde... – Kamus ia começar, mas...
-Você sabe a resposta. – corta mecanicamente.
-Kamus acabou levantando-se e parecia conter-se para não gritar.
-Sabe que odeio quando você... – novamente é cortado.
-Você passa a tarde com o espanhol... – completa – está ficando previsível, mestre.
-E o que vocês fizeram de tão incessante?! – Kamus quase espumava, mas mantinha o tom frio.
-Almoçamos, conversamos, ouvimos Nicky tocar piano e voltamos. – responde mecanicamente.
-Não esqueceu de nada? – pergunta duvidoso.
-Está duvidando da minha palavra?! – afirma mais que pergunta – nunca te dei motivo pra duvidar de mim. Eu e Shura somos amigos e você sabe bem disso! – rebate a japonesa.
-São as tarde, mas depois serão as... – Kamus novamente não terminou. Luh virou a mão na cara do mestre. – ESTÁ LOUCA?! SOU SEU MESTRE! – ralha incrédulo com o gesto da garota.
-Não Kamus! A partir do momento que saímos daquela arena você não é mais meu mestre. Eu durmo com você e só com você, partindo desse principio eu não admito que falte ao respeito comigo dessa forma! E se realmente acha que tenho alguma coisa com Shura, mesmo nunca tendo dado motivo pra tal... passarei a dar. – Lune já estava de pé e tinha o dedo apontado para o mestre. – vou passar a noite fora. – terminou virando as costas para Kamus e saindo da biblioteca, mas não demorou e uma mão fria agarrou seu braço.
-Aonde vai? – pergunta como se não tivesse ouvido as primeiras palavras de Lune.
-Está surdo? – pergunta sarcástica – vou passar a noite fora.
Kamus estava incrédulo com as palavras de Luh, mas também estava possesso com o tapa. Com o coração na mão ele soltou o braço da japonesa e com muito custo, disse.
-Faça o que quiser. – responde friamente e recolhendo-se ao quarto.
Luh já espera aquela reação. Kamus não era o tipo de homem que engoliria o tapa, mas tinha esperança que ele a impedisse de sair. Rumou para câncer e acabou dormindo por lá...
Áries...
Nicky estava acompanhada de Gustav, conversavam sobre a musica que tocaria no festival e nem perceberam que o ariano estava por perto. Nicky despediu-se de Gustav.
-Obrigada por me trazer, Frô!
-É sempre um prazer acompanha-la, Verônique. Ainda mais depois de uma tarde tão agradável. – fala beijando a mão direita da loira – até amanha, queria.
-Tchau, Dite! – fala acenando para o belo homem que deixava a casa.
A loira entrou normalmente em Áries, mas viu uma cena nada comum.
-Dite, Frô, queria e tarde agradável... – comenta o ariano encostado a porta da cozinha. – explique-se.
-Me explicar?! – indaga a loira, surpresa – o que acha que eu fiz?
-O que eu deveria achar? – rebate a pergunta.
-Pelo amor de Zeus! – exclama Nicky incrédula – não tenho que ficar ouvindo isso.
-Porque nunca me chamou para ouvi-la? – pergunta o ariano num tom áspero.
-Porque você sempre tem algo pra fazer. – responde de imediato. – e eu gostaria que você ouvisse apenas no festival.
-E você tem que chamar o Afrodite?! – pergunta irritado.
Já disse que não tenho que ficar ouvindo esse tipo de coisa. Sua reação está sendo ridícula além de infantil. – fala seriamente e tomando o rumo do quarto.
-Vai me dar às costas assim?! – exclama incrédulo.
-Que quê você acha? – responde batendo a porta do quarto.
Como bom ariano à irritabilidade é um defeito forte. Mu socou a mesa e reduziu-a a pedaços, estava realmente irritado e acabou saindo para espairecer...
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Dia péssimo ¬¬ mas faz parte. Próximo cap em breve!
Melody to trabalhando sua sena e vou coloca-la sim. /o/\o\ e Florete é uma das modalidades da esgrima! uma espada. Esqueci de colocar xD sorry!
Reviews sempre bem vindas e agradeço todas de coração!
