Aquário...
Kamus segurava um embrulho azul marinho e fazia caricias nos cabelos de Luh com a mão livre. Esta estava deitada e enroscada na coberta, seu semblante era tão calmo que até Kamus tinha pena de acorda-la.
-Luh... – diz o mestre docemente – levante... temos que ver Athena.
Luh espreguiçou lentamente, abriu os olhos devagar e deu de cara com Kamus de aquário; Os olhos arregalaram e a japonesa não sabia o que dizer.
-Mas eu... não... quer dizer nós... mas eu tava... – gesticulava discretamente enquanto tentava organizar o pensamento.
-Não aconteceu nada entre nós. Apenas te busquei em capricórnio nessa madrugada. – completa o mestre, tranqüilo.
-Você não vai gritar, me acusar ou ter um surto? – pergunta surpresa pela naturalidade da frase anterior.
Kamus tocou a face quente da menina e empurrou a, delicadamente, até deitar-se, colocou seu corpo sobre o dela sem resistência. O corpo de Kamus estava como sempre, gélido, mas não menos caloroso.
-Não vai responder minha pergunta? – murmura com o mestre a milímetros de seus lábios.
-Não devia ter duvidado da sua palavra. Perdoe-me por ter sido um tolo. – pede sem mudar sua expressão gélida. – Sabe que minha expressão gelada é involuntária... não pense a amo menos por isso.
Amo... essa palavra fez a japonesa se arrepiar. Ele realmente a amava? Mas Lune não deve muito tempo para indagações. Kamus beijou-a com paixão e a pupila retribuiu com mesma intensidade. O beijo foi cessado quando sentiram fortes cosmos chamo por eles.
-O que é isso? – pergunta Luh, assustada.
-É o que vamos ver. – responde Kamus abandonando o corpo quente da pupila – mas antes quero fique com isso.
O embrulho foi entregue para Luh que o fitou curiosamente.
-Pode abrir! – falo o mestre com expectativa.
Lune abriu delicadamente o embrulho, um belo diário revelou-se, este tinha capa azul marinho e um pequeno cadeado guardava seu conteúdo.
-Já observei você escrevendo varias vezes e percebi que seu diário estava no final. Então compre este pra você. Espero que...
-Eu amei! – exclama a japonesa abraçando o mestre. – Estava preocupada e o eu realmente estava acabando... você por acaso não...
-Juro que não li nada! – exclama o mestre – como pode pensar que faria isso?
-Não sei... curiosidade talvez...
Kamus fez cara de reprovação, mas logo pegou a pupila no colo e disse:
-Vamos logo ver o que Athena quer, mas antes... – fala dando uma pequena pausa e olhando malicioso para a pupila – que tal um banho?
Escorpião...
Papeis invertidos. Milo dormia profundamente e apenas o lençol de seda cobria parcialmente seu corpo nu.
Um delicioso cheiro pairava em escorpião, a morena estava na cozinha e pra variar fazia uma comida maravilhosa. Milo despertou com o cheiro, seu corpo estava dolorido do treino com Aldebaram e alguns hematomas eram visíveis. Rumou cambaleante até a cozinha.
-Que cheiro delicioso... – murmura ao entrar na cozinha e quase tropeçar no pequeno degrau.
-Temos carne ao molho madeire e... – Mel faz uma pequena pausa ao ver o mestre – Milo!!!
-Ué? Existe um prato com meu nome? – pergunta, convencido. – Será que sou gostoso assim?! – termina sentando-se.
-Convencido! Não existe um prato com seu nome! – exclama Mel que jogava um pano no mestre – Como pode sair assim pela casa? Está nu!
-Qual o problema, Melzinha? – pergunta com toda sua malicia – até parece que você não gosta...
Mel respira fundo e volta-se para o fogão.
-Como você é convencido! – exclama terminando de preparar a comida. – está muito mal acostumado sabia?!
-Já disse que você fica linda de avental? – elogia fitando sedutoramente a amada.
-Já disse que se não calar a boca vai engolir a frigideira? – rebate pegando o utensílio da banda.
-Calma! Parei!
-Acho bom! – empoe enquanto arrumava a travessa. – saiba que não sou o tipo de mulher que cuida da casa.
-Mas isso não muda o fato que você fica linda de...
Mel dispara um olhar assassino para Milo que para de falar imediatamente. Mel levou a travessa até a mesa, mas quando foi pegar os pratos sentiu vários cosmos muito poderosos e acabou soltando-os no chão. O barulho de louça quebrando fez Milo pular da cadeira e ficar ainda mais aflito ao ver o estado da pupila.
-Mel! – exclama levantando-se e dando apóia a garota – o que foi?
-Nada... eu... só me assustei. Não sei... você não sentiu?
Milo fez que sim com a cabeça.
-Espere-me aqui. – pediu o mestre que deixava o local.
Mel apenas sentou-se e ainda parecia atordoada. Milo não demorou, voltou trajando uma bermuda preta e segurando um presente.
-Isso é pra você. – disse gentilmente enquanto entregava a pequenina caixa – Abra!
Ainda estava zonza mas obedeceu.
-É uma peça única. – disse enquanto a morena tirava o colar da caixinha de veludo – pedi a Mu que o fizesse.
-É... lindo. Não sei que dizer, Milo. Obrigada. – Mel responde corada e fitando o presente.
Um lindo colar com um morando do ouro pendurado. Milo ajudou Mel a coloca-lo. Ficou perfeito no pescoço da morena e a cor ainda realçou sua beleza natural.
-Porque isso agora? – perguntou desconfiada.
-Ora! Só quero agradar você! É proibido? – fala levantando-se e fazendo cara de reprovação.
-De forma alguma! – fala, risonha – Mas... sinto uma sensação tão estranha. Não sei explicar...
-Deve ser impressão, Melzinha. – fala sentando-se na outra cadeira – Vamos almoçar. Athena quer nos ver em uma hora.
Sim. Vamos comer antes que esfrie...
Virgem...
A sagrada cama do cavaleiro de virgem estava totalmente tomada pela ruiva que dormia esparramada. As horas foram se passando, Shaka já havia levantado há tempos mas a ruiva continuava seu sono.
Perto das quatro horas a pupila começou a despertar mas enrolou por um bom tempo. Quando já estava lúcida percebeu que Shaka não estava ao seu lado, e no lugar do loiro havia uma flor, uma flor de lótus. Um pequeno papel dobrado encontrava-se no centro da flor, intrigada, a ruiva acabou pegando a planta e abrindo o bilhete.Finalmente descobrira a origem do cheiro exótico do mestre, o loiro cheirava a lótus. Abriu o papel, nele dizia que a noite anterior tinha sido maravilhosa e que o mestre estaria meditando. Meditando... a ruiva torceu o nariz ao ler essa parte.
Levantou-se e levou a flor até seu quarto, vestiu-se e foi até a cozinha, mas ficou pelo meio do caminho. Shaka saía da sala das árvores gêmeas e antes que Sah pudesse esperar uma reação adversa, foi abraçada e beijada.
-Viu a flor? – pergunta cessando o beijo.
-Vi... – Sah estava corada, o loiro tinha desarmado a aluna em segundos.
-Mas gostou? – completa o loiro
-Gostei... muito... – responde, ainda incrédula.
-Nem preciso dizer que são minhas preferidas, não é?
-É visível. – responde retomando seu tão irônico.
Shaka parecia outro homem, embora estivesse saído da sala das árvores gêmeas com um semblante sério agora estava totalmente descontraído e carinhoso, não tinha seu habitual ar de perfeição e nem de superior. Abraçou a ruiva e puxou a para sala que tanto gostava.
-Quero te dar mais uma coisa. – o loiro concentrou-se e tirou da palma de sua mão o rosário de 108 contas – Quero que fique com ele. – fala colocando o rosário no pescoço da ruiva e dando duas voltas ao redor dele.
-Mas é que você gosta...
-Não diga nada. – fala cortando a aluna. – apenas fique com ele.
-Já que faz tanta questão. E eu sempre o achei muito bonito. – fala fitando o rosário em seu pescoço.
-É melhor comermos. Não sou bom cozinheiro, mas arrisquei um almoço pra gente!
Sah na protestou e deixou ser levada pelo loiro. O único desejo da ruiva era que a perfeição do loiro refletisse na cozinha...
Leão...
O Leonino babava agarrado ao travesseiro e não existia deus nesse mundo que fizesse o cavaleiro de leão mover-se, mas existia um sagitariano.
-Não disse! – exclamou Lea cutucando o mestre – Eu acho que ele morreu!
-O que você fez com ele essa noite? – pergunta Aioros num sorriso cínico.
-Seu pervertido... – murmura Lea – Mas é sério... ele não acorda.
-Definitivamente é muito relapso... logo hoje... – completa em pensamento.
Um sorriso muito divertido surgiu nos lábios do irmão mais velho. Aioros materializou seu arco e flecha e apontou o para acomoda próxima ao irmão.
-È pra acorda-lo não mata-lo! – diz Lea chocada com a atitude do sagitariano.
-Não vai machuca-lo. Eu sempre fazia isso quando éramos mais novos e ele sempre caía. Observe e prenda a lidar com ele, cunhadinha.
O sagitariano puxou com força e flecha e gritou:
-DEUS MALUCO INVADINDO! – exclamou numa voz convincentemente desesperada – SALVEM ATHENA!
Depois soltou a flecha que passou rente ao irmão explodindo o criado mudo. Aioria saltou e parou em posição de ataque.
-CADÊ?! CADÊ?! – indagou desesperado o recém despertado – CADÊ O DEUS MALUCO?!
Aioros e Lea choravam de rir e já pareciam sem ar. Lea estava encostada na parede e ria como em anos não fazia. Aioros estava apoiado no grande arco e lágrimas saiam de seus olhos.
-AIOROS! – vociferou o irmão mais novo – Ainda tem essa mania? Quase me matou DE NOVO!
-E você ainda cai nessa! – exclama ainda rindo e apontando para o leonino.
Alguns minutos se passaram até que todos se acalmaram; seguiram para a cozinha no típico almoço de sábado. Corria tudo normalmente até que o leonino começou a ficar estranhamente vermelho.
-Errei na pimenta, maninho? – pergunta Aioros num sarcasmo nada comum de sua parte.
-Não... – murmura o leonino como se o irmão soubesse perfeitamente o que se passava.
-O que se passa? – indagou curiosa.
-Nada não. Nossa! Esqueci o bolo em sagitário. – diz o sagitário saindo da cozinha – vou pegá-lo. (N/A: até parece que ele esqueceu o bolo ¬¬)
Lea e Aioria estavam em silencio. Ela curiosa e ele estranhamente tímido.
-Aconteceu alguma coisa, leãozinho? – pergunta colocando os cotovelos na mesa e apoiando o queixo nas mãos (N/A: a la Tsunade-sama xD).
-Eu... É... Bom... – estava vermelhe e mudava rapidamente de cor. – euqueriatedarumanel!
-Como?! Não entendi. – fala com displicência.
-Eu.queria.te.dar.um.anel. – fala pausadamente e transpirando cada vez mais a cada palavra.
-? – Lea vez cara de duvida e pareceu travar após processar suas palavras.
Aioria retirou do bolso uma pequenina caixa de veludo preto, abriu, tirou o anel e colocou no dedo da namorada.
-Aioria... eu... – ela estava atônica – não posso ficar com ele. Deve ter sido caríssimo e...
-Aceite. – falou francamente – por favor.
-Eu nunca ganhei...
-E eu nunca dei algo assim pra ninguém. Existe uma primeira vez pra tudo na vida.
-Nunca ganhei nada assim de ninguém. – fala fitando o belo anel dourado. – o que quer dizer me dando esse anel?
-Nada. É apenas um agrado. – fala abaixando-se próximo à cadeira onde Lea sentava – Amo você e quero demonstrar isso todos os dias.
-O-o-obrigada pelo presente. – gaguejou muito corada e sem encarar o mestre.
Aioria levanto-se e puxou Lea para um beijo. Beijavam-se ardentemente quando Aioros adentrou.
-Desculpem! – exclamou, malicioso.
-Não seja bobo, maninho! – exclama o leonino cessando o beijo - Ela aceitou! – completou levantando a mão de Lea, que por sua vez, estava um pimentão humano.
-Que ótimo! – falou depositando o bolo encima de mesa. – vamos comer então? Athena está a nossa espera...
Mais cedo em Áries...
Nicky tocava flauta para Kiki que ouvia atentamente. Mu, Milo e Aioria estavam trancados na sala de concertos a horas. A loira olhava constantemente para o porta tentada a entrar na mente do mestre. Passaram-se mais meia hora e a porta finalmente se abriu. Milo e Aioria despediram-se de todos e saíram.
-Pode vir aqui, Nicky? – perguntou o ariano docemente.
-Claro. – respondeu dirigindo-se a porta.
Mu a puxou a para dentro do recinto e a encarou docemente.
-Aconteceu alguma coisa? - indagou corando levemente.
-Feche os olhos. – pediu o homem
-Mas...
-Feche os olhos. Quero lhe dar uma coisa. – dessa vez ordenou – abra sua mente – disse aproximando-se da garota e tocando sua face com duas mãos. – deixe-a confiar na minha – aproximou os rostos e tocou sua testa a da pupila.
Nicky sentiu um formigamento na testa ao mesmo tempo em que uma ternura muito gostosa invadiu seu corpo.
-O que está... – murmurou corada e com os olhos ainda cerrados.
-Não fale... apenas relaxe. – fala o mestre que agora deslizava uma das mãos e afogava a nos cabelos loiros da pupila.
Mu separou-se tranqüilamente da garota. Nicky abriu os olhos e encarou aquelas belas esmeraldas.
-Agora venha. – disse conduzindo a loira até um espelho existente na sala.
Nicky olhou seu reflexo. Duas bolinhas idênticas as de Mu olhavam para ela. A loira tocou-as com curiosidade e voltou-se para o mestre.
-Todos os discípulos de Áries possuem essa marca. Espero que não se importe.
De forma alguma! – disse abraçando o mestre - As acho muito fofinhas e... – ficou levemente corada - Lembram-me muito você, carneirinho. – disse sorridente enquanto depositava um beijo nos lábios do cavaleiro.
-Que bom! Era esse meu objetivo... – completou em pensamento. – E ainda tem mais uma coisa.
Mu abriu o armário de ferramentas e parecia procurar algo. Nicky não pode deixar de notar que talvez Mu fosse o único homem a conseguir manter uma "oficina" tão limpa e arrumada. O ariano tirou uma caixa fina e comprida do armário, e entregou a nas mãos de Nicky.
-É a primeira que faço, mas acho que está boa. – disse corado enquanto Nicky desvendava o conteúdo.
-É perfeita... – disse atônica ao ver a flauta dourada e muita bem trabalhada – e a minha...
-Quebrou. – completou o ariano – Essa é do mesmo material que as armaduras de ouro, não vai quebrar facilmente.
-Como sabe que quebrou? – pergunta surpresa.
-Sei muitas coisas, Loira.
-Leu minha mente? – perguntou num meio sorriso.
-Não preciso ler mentes para saber de tudo. Eu sei exatamente o que você quer agora e não precisei recorrer a isso. – disse enquanto brincava com um dos cachinhos da menina.
-O que eu quero então? – perguntou desafiadora.
Nicky foi encostada na parede e então beijada, mas Mu estava estranho, seu beijo não estava mais calmo e tímido, parecia triste a aflito.
-Aconteceu alguma coisa que não quer me contar? – indagou cessando o beijo.
-Não, não há nada acontecendo. – disse naturalmente. – Athena deve estar a nossa espera. Vamos...
Escadaria...
Mestres e pupilas subiam as escadarias. Eles quietos e elas achando tudo muito estranho. Quando chegaram ao salão de Athena viram que alguma coisa realmente não estava certa. Cavaleiros de ouro, prata, bronze e amazonas estavam reunidos e trajando suas armaduras. O sangue das meninas gelou com o silencio...
-Alguém pode me dizer o que se passa? – pergunta Mel que já estava suando enquanto sua voz ecoava pelo local.
-Já vão saber. – responde Athena que jazia sentada no trono.
Os dourados tinham rostos cabisbaixos. Aqueles cinco minutos de espera foram uma eternidade. Nicky já perdia a paciência e seu coração parecia sair pela boca. Luh tentava não pensar em nada, mas ao ver o semblante triste de Kamus pareceu desmontar em nervosismo. Mel suava a parecia estar com um péssimo pressentimento sobre aquilo tudo. Sah tinha sua expressão carrancuda de sempre. Lea estava próxima ao leonino, mas este não a olhava diretamente.
A porta se abriu lentamente e cinco belos seres, já conhecidos, adentraram. Todos se curvaram diante figuras menos as futuras amazonas. O chão estremecia a cada passo dos deuses e até os cavaleiros de ouro pareciam ter receio. Para o azar das meninas eles pararam a centímetros delas, encararam-se, mas ninguém disse uma palavra. Athena saiu de seu trono e desceu as escadas, dizendo:
-Esses são meus irmãos. – disse Athena que parara ao lado das garotas e parecia tentar tranqüiliza-las. – eles...
-Viemos buscar vocês. – Dionísio cortou a própria irmã ao ver que tinha dificuldades em falar.
Era a primeira vez que um deles falava. A voz era imponente e assustadora, mas Dionísio era dono de uma grande beleza e um rosto muito alegre.
-Como?! – indagou Lea. – me desculpe mas não assimilei.
-Vamos leva-las daqui. Receberam treinamento avançado e depois voltaram. – Afrodite tinha um tom levemente petulante, mas parecia gentil.
-Não foram avisadas? – completou Hermes, surpreso.
-Não! – Mel respondeu de imediato.
Todas fitaram seus mestres e pareciam pedir explicações com o olhar, mas não foi necessário.
-Meninas... – começou Athena – vocês são a primeira geração de amazonas tão poderosas e precisão desenvolver técnicas próprias, por isso...
-Pule a parte obvia. Seremos diretas. – começou o que Shaka mais temia, o sarcasmo da ruiva – quanto tempo ficaremos fora?
-Aproximadamente três anos. – a resposta veio de Eos.
-Temos escolha? – continuou a Ruiva.
-Receio que não. – respondeu Héstia.
-E não temos direito de protestar?
-Pode discutir isso com Zeus, mas acho que será perda de tempo. – completa Afrodite.
-Resumindo... – fala com desdém – estamos sendo forçadas.
-Você não precisa levar pra esse lado. Digamos que é mal necessário. – disse Héstia.
A situação era muito incomoda. As cinco estavam cercadas por deuses que olhavam-nas com curiosidade e uma legião de cavaleiros ainda ajoelhados evitavam fitar a cena.
-Acredito que já sabem com quem ficaram. – disse Héstia – suas malas já foram feitas e partiremos em dez minutos... aproveitem para despedir-se.
-Vamos para o jardim? – convidou Nicky – quero falar com vocês.
Seguiram a loira em passos lentos. Uma noite fria tomava conta dos céus mas elas pareciam não se importar. Sentaram na grama e não sabiam o que dizer.
-É mais difícil deixar esse lugar do que Paris. – disse a Loira.
-Eu nunca tive ninguém... vocês são minha família e aqui é minha casa. – Luh tinha uma perdida.
-Nunca achei que fosse confiar em alguém como confio em vocês... colocaria minha vida nas mãos de qualquer uma, aqui presente. – falou a ruiva
-Acho que nossa família se estende um pouco mais, não é? – a belga fitava o anel – desde que perdi meus pais nunca pensei em me sentir tão amada quando agora.
-Encontramos muito mais que amizade... confesso que amo aquele pervertido. – disse deixando escapar uma risada.
-Mas no final não é tão ruim assim. – disse Lea – vamos voltar muito mais fortes! E quem sabe não passa rápido!
-Verdade... – balbuciou Nicky enxugando as lagrimas.
-Vou sentir falta do seu jeito choram. – Sah abraçava a loira.
-Vou sentir falta da sua cara carrancuda! – rebate correspondendo ao abraço da amiga.
-Não teremos mais distúrbios de comportamento da Mel... Lea e seus pompons pra cima a pra baixo...
-Você viajando na maionese... – completa Mel.
-Sem Nicolau! – exclama Nicky
-E sem detenção ou advertência – Lea e Mel exclamam simultaneamente.
Tudo fazia sentido. Os presentes, a tristeza, as reuniões e as aparições... elas sabiam de tudo, então porque o futuro parecia tão incerto? Tememos aquilo que não conhecemos e isso é um fato.
Abraçaram-se. Os deuses ficaram com remorso de separa-las, mas tinha de ser feito. Cada um puxou sua mais nova protegida e um por um foram sumindo no horizonte.O olhar melancólico que cada cavaleiro nutria não parava de aumentar. Seguravam as lágrimas que fatalmente rolariam naquela noite.
Todos deixaram o local ao poucos mas cinco dourados permaneciam no local.
-Três anos é muito tempo. – Aioria era o mais perdido dos cinco.
-Logo quando nos acertamos... – Shaka passava por seu momento mais longe de deus.
-Sabe-se lá quando e como vão voltar... – a incerteza de Mu era angustiante.
Kamus e Milo permaneceram calados, seus olhares diziam tudo.
-Elas voltaram muito mais fortes. – a voz de Athena foi ouvida – Nossas mais preciosas jóias voltaram lapidadas e de braços abertos para recebe-los, eu garanto...
Fim...?
Acabo gente... espero que tenham gostado! Porque eu AMEI escrever isso aqui \o/
A continuação já está quase pronta e em breve colocarei o prólogo!
Melody – sua reconciliação com a Shina vem na próxima, Ok? A Mel vai estar mais madura e estou preparando uma conversa bem "divertida" xD
Lune – ta ai seu diário. Ele vai ter mais propósito na próxima também, ok?!
Obrigada a todos que acompanharam minha primeira história e espero que tenham gostado! Até daqui a alguns dias meninas!
Obs: As fichas para a próxima história ainda estão abertas /o/\o\
