Capítulo 03
O encontro das águas
- Malfoy!
Não era exatamente um grito, mas bastou para fazer o loiro acordar assustado. Estava com o corpo dolorido e entendeu o porquê quando se viu deitado no chão duro de uma caverna.
- Bom dia, bela adormecida.
Um sorriso irritante brincava no rosto de Ron Weasley.
- Sério, não sei o que o Harry quer com você, doninha, mas se você vai com a gente é melhor acordar.
Draco teve impulso de responder qualquer coisa, mas sua cabeça doía demais para pensar em algo realmente ultrajante e ele achou que seria menos arriscado ficar quieto. Olhou em volta. Weasley arrumava algumas coisas para comer e guardava outras no baú. Ao lado, Draco podia ver a luz fraca do dia tentando amanhecer, e mais no fundo Harry e Hermione estavam sentados frente a frente, se encarando sérios e em silêncio, até que uma ventania varreu o local, fazendo Hermione cair de costas, piscar e se levantar revoltada.
- Mas que droga, Harry! Você precisa fechar sua mente e não me atacar! Eu sei que comigo funciona, mas não adianta tentar afastar alguém que estará a milhões de quilômetros de distância de você!
- Ah, eu estou cansado, Mione... - o garoto respondeu, massageando as têmporas - Bom dia, Malfoy.
Potter se levantou e foi até onde Ron estava, pegando um pedaço de pão e jogando para Draco, depois comeu umas frutas.
- Aonde vocês vão?
- Dar umas voltas por aí. – respondeu Harry, displicente com a pergunta do loiro.
- Está na hora, Harry, se ficarmos mais um pouco aqui estaremos nos arriscando. – alertou Ron.
Potter recolheu as coisas, encolheu o baú e enfiou no bolso.
- Nos encontramos já. – disse enquanto pegava o loiro pelo braço e aparatava.
Draco olhou em volta. Estavam no meio de uma mata, na beirada da encosta de uma montanha. Olhando para baixo, via uma pequena vila. Na mesma altura, quase do outro lado da encosta, havia um casarão. Mas na mesma plataforma onde estavam, se via um casebre coberto de hera, com o esqueleto de uma cobra pregado na porta.
- Que lugar é esse? – perguntou assustado.
- Essa é a casa onde viveram os últimos descendentes do fundador da Slytherin. Aqui vivia a mãe de Voldemort. E lá – apontou o casarão – o pai dele.
Draco olhou bem o casarão.
- Mas parece uma casa trouxa!
Harry riu baixinho.
- Pois é. – disse com desdém. – É para lá que vamos.
Ron e Hermione aparataram em seguida. Harry tomou a frente e começou a avançar por dentro da mata, paralelos à estradinha que levava à mansão. Quando chegaram aos jardins, um arrepio correu o grupo.
- Cuidado. Tem magia demais aqui...
- Quando foi a última vez que Voldemort esteve aqui, Harry? – Hermione perguntou, aparentemente repassando uma conversa antiga entre os dois.
- Quando estávamos no quarto ano, antes de recuperar seu corpo.
- Você disse que os trouxas entravam na casa?
- É, eu vi ele matando um velho aqui.
- Então não deve haver tantas armadilhas...
- Não se esqueça que foi aqui que ele matou o pai e os avós trouxas. E isso foi muito antes. Ele teve tempo suficiente para armar a casa sem deixar rastros.
Eles entraram na sala, a porta da frente pendia do batente apodrecido.
O silêncio os envolveu por completo. A casa cheirava umidade. Havia móveis cobertos com lençóis brancos empoeirados a toda a volta. Eles se separaram, examinando o lugar. Harry passava a mão na parede, concentrado. O som dos sapatos de Malfoy no piso de madeira era a única coisa que rompia o silêncio.
Sentiam-se mal, tensos, observados. O espaço era grande e hostil demais. Hermione ia em direção à escada, Ron para as cozinhas, Malfoy parara perto da entrada, observando os outros.
- Não se afastem. – alertou Harry.
- Parece que essa casa está viva... – disse Ron.
- Conseguiu perceber alguma coisa, Harry? – perguntou Hermione.
- Muita, mas parece que a magia está em todo lugar... Vem. – chamou Malfoy quando se juntou aos outros dois.
- Espera – disse Hermione, quando Draco não tinha dado mais que três passos em direção ao grupo – Volte onde estava devagar, Malfoy.
O menino obedeceu, assustado.
- Agora vem aqui, devagar.
Todos prestaram atenção em silêncio.
Toc toc toc tuc tuc tuc tuc
- O chão é oco! – constatou Ron, indo em direção ao loiro, se ajoelhando aos seus pés e batendo com os punhos no assoalho, repetindo os sons que seus sapatos faziam.
Potter rodou em volta, batendo os pés com força no chão.
- É um espaço grande.
- Deve haver um alçapão em algum lugar... – disse Hermione, olhando o chão à volta.
Harry riu baixinho e olhou a garota.
- Você acha mesmo?
Ela suspirou, derrotada. Ele apontou a varinha para os próprios pés.
- Reducto.
Harry sumiu em uma nuvem de poeira.
- Harry! – Ron correu até onde o amigo sumiu.
- Bem, é grande, escuro, não tem alçapão, mas definitivamente tem alguma coisa aqui. – a voz abafada de Potter saiu do buraco.
Ron deixou o corpo escorregar pelo buraco e sumiu. Hermione o seguiu. Draco pensou um pouco, olhou a casa vazia e caminhou até o buraco, deixando-se cair também.
- O que, exatamente, vocês estão procurando?
Ninguém respondeu. Parecia um grande salão vazio, e Draco não podia enxergar nada em um raio de um metro além do buraco.
- Potter? – perguntou inseguro.
- Aqui. – a voz veio abafada da escuridão à frente.
Draco se aproximou e viu Harry esfregando a parede de pedra bruta com as mãos, os outros dois meio afastados.
- O que...
- Tem uma porta aqui. Não sei como abre.
- Como Dumbledore fez?
- Pagou uma cota de sangue. Mas será que é do mesmo tipo?
- Não custa tentar...
Ron se aproximou do amigo e esfregou o braço com força na pedra, deixando um rastro de sangue. Draco estava começando a ficar com medo daquilo, e se sentiu ainda mais inseguro quando a parede desapareceu, deixando entrever um outro salão.
- Bem, parece que afinal Você sabe quem não tem muita imaginação... – o ruivo disse enquanto envolvia o braço machucado em uma tira da própria blusa.
No fundo da sala via-se um pequeno brilho de luz. Eles entraram devagar, mas não conseguiram ir muito longe, sendo os quatro arremessados para fora. Quando se levantaram, estavam em frente da parede trancada de novo.
- E essa agora... – reclamou o ruivo.
- Bem, estava fácil demais, não é mesmo? – replicou a menina.
Ron se levantou e esfregou o braço na parede novamente, mas esta não abriu.
- Será que lacrou?
- Não, acho que não... – Harry examinava a parede - Sabemos que ela abre com sangue... Tente novamente, Ron.
O ruivo se aproximou e cutucou a ferida, deixando o sangue escorrer pela pedra. A porta se abriu. Ron murmurou um feitiço, fechando o machucado.
- Esperem.
Potter correu de volta pelo corredor e voltou com um pedaço comprido do assoalho.
Ele entrou na frente, com a madeira esticada pelo menos um metro à frente do corpo, Hermione andava devagar ao seu lado. Quando a madeira tocou em algo a sua frente, o garoto foi arremessado para trás, como da outra vez, a porta novamente fechada, mas a menina não estava com ele.
- Mione!
- Eu estou bem! – ouviram a voz abafada da garota dentro da parede – Harry, acho que é um escudo...
Ron já abria o machucado novamente e deixava o sangue correr pela pedra, dessa vez uma quantidade maior.
Ao entrarem, viram a menina parada com a varinha na mão, levemente esticada para frente. Ela murmurava palavras baixinho, concentrada. Então a ponta da varinha brilhou por um momento, e de sua ponta o brilho se espalhou. Agora uma imensa bolha de luz branco azulada se revelava em frente aos quatro.
- Certo – confirmou o Potter – Temos um problema. Mione?
A menina rondava a bolha, a examinando com atenção. Ela era uniforme, mas havia pontos de luz lilás, da largura de bolas de futebol, como uma concentração de energia.
- Todo escudo tem uma chave. Imagino que tenha a ver com essas contas.
- Podemos tocar nelas? – perguntou Potter.
A menina levantou os ombros, ele sacou a varinha e tocou a bolha. Imediatamente foi atirado longe, trombando com Draco no meio do caminho, de forma que os dois se estatelaram no chão do lado de fora da parede, novamente, fechada.
Potter se levantou rápido, pegou o pedaço de madeira do chão e rasgou o pulso. Dessa vez a quantidade de sangue necessária foi tamanha que chegou a empossar no chão.
Os dois entraram novamente, Harry estudando a bolha. A disposição dos nós lilases parecia flutuante, instável, eles mudavam de posição. Talvez precisasse alinhá-los de alguma forma. Mas não sabia como. Precisava direcioná-los, descobrir qual caminho que formavam.
Teve uma ideia. Chegou perto de um dos nós e murmurou o feitiço dos quatro pontos, sem tocá-la. Uma linha fina surgiu o ligando a um outro nó. Potter foi até ele e repetiu o processo. Fez isso doze vezes, até a bolha ficar semelhante a uma teia.
- São doze pontos interligados. – informou aos outros.
- Pode ser um zodíaco, um relógio... – falou a menina.
- Mas eles são todos iguais... – constatou Ron.
- Se são iguais, ficam no mesmo nível... Acho que temos que alinhá-los. - Harry expos sua teoria.
Harry e Hermione começaram a testar na bolha vários feitiços que pudessem surtir aquele efeito, sem resultado. Logo Harry estava ofegante.
- Descanse, Harry. Você e Ron perderam bastante sangue.
Harry se sentia fraco e cansado, sabia que o sangue fazia falta, mas a noite não dormida, a pouca comida e a batalha do dia anterior também ajudavam. Sabia que tudo ali, aquela porta, a bolha, tudo era para enfraquecê-lo, impedir que uma pessoa saísse dali viva se estivesse sozinha. Mas já tinha chegado até lá, agora iria até o fim.
Ele enxugou o suor do rosto e se aproximou da bolha novamente, observando os nós. Começou a pensar alto, procurando ajuda dos que estavam ali.
- Voldemort espera que um bruxo poderoso chegue aqui. Bruxos poderosos cometem dois erros, em geral: são fisicamente fracos ou desprezam a lógica pela magia. Voldemort não se importa realmente em impedir que alcance a... – olhou de relance para Draco – Bem, o que queremos. Seus esforços são na direção de que o bruxo não saia daqui com o que veio buscar, por isso o desgasta fisicamente e o obriga a vencer a magia manualmente, fisicamente.
- Harry, você não pode tocar no escudo. – lembrou Hermione.
- O escudo tem pontos falhos.
E dizendo isso enfiou a mão com tudo em um nó que passava a sua frente. Seu rosto se contorceu, a dor era imensa. As paredes tremiam, raios saiam do escudo e ricocheteavam pela sala. Mas o menino não tirou a mão, ao ver o que estava acontecendo: os outros nós vieram e se colaram ao que ele tocava, formando uma corrente que atravessava o escudo de ponta a ponta. Harry gritou, não aguentava mais.
Precisou de toda a sua força para puxar o braço, cambaleando para trás até cair no chão, ofegando. Mas quando olhou para o escudo sorriu: não havia mais escudo. Ele podia ver no fundo da sala uma pequena taça em um pedestal dourado, brilhando de leve.
- Harry! – Hermione gritou.
Mas não deu tempo do garoto responder. O teto da sala veio abaixo, a mansão desabou em cima deles. Harry sentiu a terra o cobrir e algo mais pesado se chocar com ele. Então a sensação conhecida de ser empurrado em uma mangueira o engolfou e ele se surpreendeu com a intensidade da luz no momento seguinte. Abriu os olhos devagar para ver dois olhos cinzas o encarando preocupados.
- Você está bem, Potter?
Harry tentou responder, mas se engasgou e sentiu o gosto de sangue na boca. A dor se alastrava por todo o seu ventre e peito. Ele não conseguia respirar, só tossir e vomitar sangue continuamente.
A mão trêmula procurou o bolso e retirou a miniatura do baú, a colocando na mão do loiro.
- Engorgio – a reação do outro foi instantânea ao ver tantos vidros – Qual é, Potter?
O loiro ajudou o outro a ficar de joelhos e pegou os três vidros que ele lhe apontou. Potter desmaiou em seguida. Ele, quase desesperado, misturou os conteúdos em uma garrafa vazia. Abriu a boca de Potter e derramou o conteúdo com delicadeza, o ajudando a engolir.
Os segundos se alongavam, parecendo horas, e Potter não voltava a respirar. Ele parara de sangrar, mas ao tocá-lo, o loiro constatou que queimava de febre e o suor escorria frio sobre sua pele. E ele não respirava, e estava cada vez mais pálido.
- Vamos, Potter... Vamos...
Draco não pensou, não sabia o que o levou a fazer isso, só sabia que o outro precisava de ar. Por isso encostou os próprios lábios na boca do moreno e soprou todo o ar que tinha nos pulmões, pedindo para que funcionasse. Só parou quando sentiu o moreno puxando o ar de dentro dele com força própria.
Então encostou sua testa na dele e respirou, ofegante, mas aliviado. Quando abriu os olhos se deparou com dois infinitos verdes o encarando. Em um pequeno esforço, Harry subiu a cabeça e arrebatou os lábios de Draco com os seus, o beijando, para desmaiar em seguida.
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Harry acordou com uma sensação de frio. Algo gelado escorria em sua testa. Abriu os olhos e identificou o teto da caverna onde se escondeu nos últimos três dias. Levou a mão à testa, para ver o que o incomodava e se assustou ao tocar outra mão, que segurava delicadamente um pano úmido sobre sua pele.
Harry se ergueu com cuidado, o suficiente para virar o corpo. Percebeu que estava coberto com duas roupas, além das suas: uma camiseta e vestes pretas. Sentou-se e olhou para trás para perceber que estivera deitado sobre as pernas cruzadas de Draco Malfoy, e que a mão pertencia ao menino loiro que agora dormia sentado, com a cabeça encostada em uma pedra mais evidente da parede.
Harry olhou a escuridão do lado de fora da caverna e se lembrou dos acontecimentos do dia anterior e uma preocupação gigante o envolveu. Onde estariam Ron e Hermione? Mas antes que pudesse pensar em algo mais, o loiro resmungou algo em seu sono e seus olhos caíram nele novamente.
As feições delicadas, a pele branca, os lábios vermelhos, com algumas marcas do próprio sangue. Lembrou do desespero dele para ajudá-lo, de ter acordado e visto o outro tão perto. Na hora não pensou quem era, não tinha forças para pensar, somente via aqueles olhos.
Harry se ajoelhou ao lado do outro e passou com delicadeza os dedos pela sua face, afastando os cabelos loiros dos olhos fechados, depois descendo pelo contorno do rosto, até chegar aos lábios. Sentiu uma imensa vontade de beijá-lo novamente e sua mão tremeu.
Harry Potter estava pensando em beijar um homem? Harry Potter estava desejando beijar Draco Malfoy?
"Sim", respondeu a consciência de Harry, com toda a naturalidade. E Harry se inclinou sobre o outro, tocando levemente seus lábios com os dele.
Afastou-se um pouco e pode ver os olhos acinzentados se abrindo lentamente para encará-lo confuso. Mas Draco não o empurrou, não o repeliu, não o afastou, não falou nada, sequer sorriu cinicamente. Somente colocou a mão em seu pescoço e o puxou com delicadeza, para beijá-lo com intensidade.
- Você está bem? – o loiro perguntou preocupado, interrompendo o beijo.
- O que você acha?
- Potter, foi uma demonstração incrível de poder aquilo, e...
- Cala a boca!
E Harry o puxou de volta para outro beijo, dessa vez mais longo. Draco o empurrou em direção ao chão, sem parar de beijá-lo, se deitando por cima dele.
Harry, que o segurava pelo pescoço, desceu as mãos pelo peito nu do outro. Por um milésimo de segundo esperou encontrar seios, esperou abrir os olhos e ver Ginny, mas o gosto era diferente, e o toque dos músculos do outro parecia mais interessante. Passou o dedo por sobre o mamilo e ouviu um gemido do loiro.
- Aliás... Obrigado. – disse, aproveitando a interrupção, e sorriu ao ver Draco sorrir.
Harry virou o corpo por cima do loiro, invertendo as posições. Draco aproveitou para tirar sua camisa, passando as mãos pelo seu peito e remexendo os quadris. Foi a vez do moreno gemer. Harry passou a beijar o pescoço do loiro, enquanto sentia suas mãos escorregarem até o cós da jeans. Deixou o corpo cair, tocando o outro por inteiro, se movendo devagar, ouvindo suspiros como resposta.
Draco abriu a calça do moreno e se virou por cima dele. Harry terminou de se despir enquanto o loiro fazia o mesmo, mas nem pode vê-lo nu, em um segundo Draco estava sentado sobre o seu quadril, se balançando levemente, friccionando os corpos dos dois, o fazendo gemer progressivamente dentro de sua boca, em meio ao beijo.
Suas mãos escorriam pelas costas do loiro, indo parar no quadril, apertando levemente.
- Harry...
Draco gemeu. Harry não pensou duas vezes, se virou por cima do loiro e sentiu as pernas do outro o abraçarem sem parar de beijá-lo. Harry se mexeu um pouco, se posicionando melhor, sentindo o corpo do loiro. Então se impulsionou, penetrando de uma vez. Draco gritou e abraçou Harry com mais força, com mãos e pernas, tremendo.
Harry esperou a respiração do outro diminuir para começar a se mover. Draco gemeu e sua mão escorregou para o meio dos cabelos do moreno, se agarrando firmemente ali. Harry nunca sentiu sensação igual, o corpo quente do outro o envolvendo, sua ereção pressionando seu ventre, as mãos, os gemidos, os suspiros. Passou a se movimentar mais rápido, com mais violência, sentindo o ar faltar e todo o sangue do corpo se dirigir a um ponto só. Sentiu o corpo do outro se contorcer embaixo do seu. Draco mordeu seu pescoço para não gritar quando se derramou entre os dois. Harry não resistiu e o acompanhou.
Ainda ficou alguns segundos abraçado ao loiro até que conseguisse se virar, rompendo a conexão entre eles. Draco soltou um gemido baixo.
- Agora eu estou fodido mesmo... – Draco falou sério, passando as mãos trêmulas no rosto.
Ambos riram. Estavam ofegantes, suados e sujos, mas ficaram ainda um tempo em silêncio, se olhando de vez em quando.
- Você já tinha, sabe, feito com outro homem, Draco?
- Não... – respondeu o loiro, corando – E você?
- Não também... Com ninguém.
Draco o olhou e sorriu.
- Não foi ruim...
Harry riu e falou maliciosamente.
- Depois a gente pode ver se você sabe fazer melhor.
- Potter! – Draco falou em tom duro, mas depois caiu na gargalhada – É, a gente pode tentar...
Harry se virou para olhá-lo, mas sua expressão mudou para o susto imediatamente.
- Ah, merda! O sol está nascendo! Não podemos ficar nem mais um minuto aqui!
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