Capítulo 2 – Rendez-vous
- "Quid-agis!"
Adentraram na Sala Comunal de Gryffindor. Ninguém ali, o fogo da lareira apagado e Ron se dirigia aos vestiários para um banho noturno. Harry continuava tentando falar com Ron, mas o ruivo estava decidido a dar por encerrado aquele dia de lutas e revelações. Se desvencilhando dos braços de Harry, Ron adentrou nos vestiários de Gryffindor. Não tinha paciência de ir ao vestiário dos monitores naquele momento, ainda menos com a possibilidade de encontrar Moaning Myrtle. Ron começava a relaxar sobre a água corrente envolvendo seu corpo, mal tendo tempo de pensar, quando ouviu novamente a voz dele. Estavam separados pela porta de madeira do box aonde Ron estava e ainda assim Harry puxava um assunto que Ron não estava disposto a discutir.
- Ron me desculpe, eu nunca quis magoar você...
- Magoar? Que bobagem, Harry... você tem direito a... amar quem você quiser... Só não me peça pra apoiar você e Malfoy...
- Ron... eu não amo Malfoy, você não me deixa concluir nunca! Eu não quero me envolver com Malfoy!!
- ...
- Hoje eu tive certeza... quando te levei à Sala do Requerimento, sim, eu queria te contar do meu sonho, mas não só...
- ...
- Eu queria contar... eu queria dizer pra você que esse sonho me fez pensar em coisas que estavam adormecidas... sonhar com Malfoy me fez lembrar de você...
- Ah, agora eu te faço lembrar o Malfoy também?
- Chega! Você nunca tenta me entender! Você nunca aceita que pode estar errado! No torneio Triwizard você nunca sequer considerou que eu poderia estar sendo sincero!
- Ótimo, obrigado Harry, eu realmente preciso ouvir você falar dos meus defeitos... posso tomar banho em paz?
- Não! Olha, desculpa... Ron o que eu quero que você entenda é que há muito em risco aqui...
- Sim, você arrisca trair seus amigos e Dumbledore se aliando a Malfoy.
- Malfoy, Malfoy, será que você não percebeu ainda que não se trata mais dele? Você fica trazendo o nome dele enquanto tudo que me importa é você! – Harry percebeu que talvez tivesse agido no ímpeto e falado demais - Quero dizer... o que me importa é... nossa amizade...
- ...
- Eu te levei naquela sala por que eu estava cansado de me divertir nos sonhos apenas. Eu te levei lá por que eu achei que você poderia entender quando eu digo... quando eu digo que eu... eu preciso de você...
- ...
- Ron, eu quero e eu preciso de você... E não quero que este acontecimento passado, não quero que um mero sonho, uma lembrança, causem a mim ou a você algum mal...
- Pois sabe de algo, Harry? Causam mal sim...
- Ron... será que você...
Neste momento Ron saiu de seu box, interrompendo completamente as palavras e pensamentos de Harry, totalmente nu. Era uma situação inédita para Harry. Nunca estivera assim, na presença de outra pessoa totalmente despida. Nem nos vestiários de Quidditch, nem com seu primo Dudley, nem com Draco, nem mesmo com Ginny ou com Cho. Fato era que já desejara muito uma oportunidade, mas diante de uma, enfim, não sabia ao certo o que fazer, o que pensar. Sentiu-se envergonhado e corou ao mesmo tempo que sua curiosidade o compelia a notar cada centímetro daquele corpo.
Ron também estava ciente de que não era a coisa mais natural do mundo ele aparecer completamente despido na frente de alguém, muito menos Harry, porém em seu olhar não se lia nenhum desejo carnal inadiável de qualquer espécie por Harry, estava apenas provando uma coisa a ambos. Alheio às intenções de Ron, Harry não pudera deixar de notar o quão fascinante era aquele corpo branco perfeito, com tantas sardas da metade para cima, completamente ruivo e em proporções magníficas. Os Weasleys poderiam ser humildes, mas não poupavam talento na hora de fazerem seus filhos.
- Harry... o que você vê quando me vê?
- Ron eu... vejo o bem mais precioso que já tentaram me tirar...
- ...
- ...
- No quarto ano eu tive um sonho uma vez... na noite após o desafio sub-aquático do torneio Triwizard... – neste momento Harry já imaginava o sonho de Ron e por um momento desviou seu olhar, confirmando o que Ron já imaginava - ... não foi só um sonho, foi?
- Não... Ron... eu sinto muito... foi só que...
- Harry... obrigado...
Ron não estava furioso como Harry chegara a pensar. Ao contrário. Depois de muita tensão entre ambos, Ron exibia a ele o primeiro sorriso da noite enquanto sua mente dava um nó, percebendo que tudo que achava que Ron sentia estava errado. Ficara claro que Ron sentia-se exatamente como ele e que valera a pena correr todo aquele risco. A amizade realmente evoluíra para algo mais intenso e o que é mais importante: recíproco.
Naquele banheiro, Harry ainda encarava Ron, cheio de incertezas. Suas convicções pareciam nunca ter existido ante seus desejos incontidos que outrora preferira ocultar. Ocultos por tempo demais, aqueles desejos pareciam explodir. Geravam nele uma energia tremenda, uma energia que percorria todos os seus membros, fazia as pernas tremerem como de frio, os músculos se retesarem, pés baterem no chão incessantemente e o cuore ser sentido por cada célula em seus pulsos arrebatadores com mínimos intervalos. Sentira-se daquele jeito naquela noite, no cemitério, atado à tumba de Riddle. Sentira-se assim diante Dele, sempre. Era irônico sentir o mesmo nervoso com Ron, protagonista de seus mais desviantes delírios. Se havia uma diferença, e havia, era a ausência de dor em sua cicatriz, nada poderia ser mais perfeito.
Ron não estava mais calmo do que Harry. Na verdade vieram de caminhos diferentes para chegarem ao mesmo ponto. Harry sentira medo de perder Ron; Ron sentia raiva por acreditar ter perdido Harry. Não tinha mais dúvidas e parecia nunca ter sentido a frustração de ter sido trocado por Draco, mesmo por um deslize. Por um momento, Ron sentiu-se envergonhado por estar nu. Parecia querer se cobrir, como se algo tão natural de repente pudesse parecer tão errado e tão feio. O mundo coagia a pensar daquele modo e bastou um toque de seu amado para essa sua convicção cair por terra. O mundo, afinal, estava lá fora. Harry encostara suas mãos na cintura de Ron e se aproximara, unindo dois corpos em um abraço muito além da amizade.
Molhado... Ron ainda tinha seu corpo nu marcado por trilhas de gotas acumuladas em seus cabelos, se juntando e descendo pelas roupas de Harry, pelo corpo, pelo rosto. Harry sentia a umidade quente exalando de todo aquele corpo. Encharcado, sim, mas aquilo só o deixava ainda mais extasiado. Como se a água fosse um catalisador, algo que tornava-os ainda mais unidos, como colados, um só corpo, um cuore, um. Uma vida, travessias se cruzando o tempo todo e levando-os ao mesmo lugar. Naquele momento não havia Hogwarts, não havia o Lorde das Trevas, não havia Malfoy, Ginny, Hermione, Cho, Lavender ou quem quer que fosse, o universo era aquele banheiro e seus únicos habitantes eram eles.
De um abraço que pareceu uma fusão entre os corpos, eles não sabiam para onde iriam, só sabiam que não poderiam parar naquele ponto. Se haviam sido colocados em uma mesma direção, enfim, seguiriam juntos por quanto tempo fosse possível. E era Harry quem decidia seguir em frente levando Ron consigo. Era, afinal, com ele que não se sentia "O garoto que sobreviveu". Ele era um humano, um garoto normal, capaz de amar e de odiar com Ron. Os verdes olhos de Harry encontraram os de Ron, como que por mera educação, um pedido para continuarem o que começaram. Sem troca de palavras, estava óbvio que há muito o pedido fora aceito. Foi, então, vez de seus lábios se tornarem um, bem como faziam os corpos. Rostos ainda tão lisos faziam aquilo parecer ainda menos incorreto.
O beijo entre eles foi completamente diferente do que já haviam experimentado antes. Nele estavam contidos todos os anos de sentimentos, frustrações e expectativas entre os dois. Naqueles movimentos silenciosos que tentavam atingir o âmago do outro estava contido todo o desejo daqueles cuores adolescentes bombardeados por sentimentos em tempos de guerra. De fato, Ron pôde saber naquele momento que Harry era mesmo alguém especial, diferente das pessoas normais. Como se a morte tivesse o tornado mais aberto à vida e todos os seus prazeres, seu amante o beijava como se fosse a última vez, como se no dia seguinte pudessem ter de se separar uma última vez. Era com tanto carinho, sentia suas mãos afagarem-lhe os cabelos, sentia seus dedos explorarem o "relevo" em suas orelhas, sentia seus rostos se acariciando como numa dança que extasiava ambos.
- Eu te amo, Harry Potter...
- Eu te amo, Ronald Weasley...
Como se fosse aquele o próximo sinal para prosseguirem, os dois lentamente deixaram se deitar em um canto mais cálido de chão no vestiário, um deck de madeira de onde se encararam por diferentes perspectivas. Era mais fácil com o chão como apoio. Como se o chão levasse o nervoso e deixasse apenas o momento, deixasse o que não poderia jamais levar daqueles dois. E exploraram com curiosidade, com prazer e com gentileza o corpo um do outro. O sentimento do toque era uma experiência nova e muito interessante. Nunca haviam feito aquilo e mesmo assim pareciam talentos natos, sabiam as partes certas aonde o toque era bem-vindo. De fato, Harry sentia grande sensibilidade ao longo de toda sua pele e o toque de Ron fazia-o como que ter um princípio de cócegas e ele não podia deixar de liberar um suspiro de alívio.
Harry já havia tirado sua camisa para sentir o toque de Ron em seu tórax, seus dedos subindo ao longo do eixo central em si, do umbigo para cima, numa sutileza que gerava mais excitação e provocava suas entranhas, como se por dentro causasse algum magnetismo, explorando um senso inimaginável de ansiedade. Harry acariciava cada parcela do corpo inteiro de Ron. Sentia-se com vontade de sorrir ao sentir sua maciez, sua textura lisa, passar as mãos por sobre suas sardas antes tão distantes em seus devaneios. Seu maior prazer ainda se encontrava do umbigo para cima em Ron, mas ambos estavam dispostos a irem até o final, explorarem as partes mais eróticas e mais pudicas do corpo um do outro. Naquela altura, com ambos despidos completamente, o embaraço que o simples pensamento trazia ia se dissipando. Sabiam o quanto se amavam e sabiam que jamais o outro faria qualquer coisa com intuito de ferir ou desagradar, por isso entregaram-se completamente, de corpo e alma um ao outro.
Ambos eram garotos, ambos sabiam o quanto podia ser prazerosa aquela região do corpo tão cheia de tabus, tão difícil de se comentar para alguns. Era, afinal, uma parte do ser humano, uma parte feita por quem quer que tivesse inventado também todas as outras partes. Por alguma razão palavras ditas e escritas sobre aquilo faziam-nos sentir-se envergonhados, deixando somente o silêncio preencher o espaço. Por mais difícil que fosse superar, a única coisa não natural naquela parte do corpo era a própria não-naturalidade das pessoas quanto a ela. E naquele momento não existiam outras pessoas. Deitado por cima de Ron, Harry aventurou-se no mais macio e, mesmo, imaculado dos pontos do corpo de Ron. Sentia-o com seu tato como fizera antes com todo o restante do corpo e podia sentir todo o êxtase que provocava em quem amava ao faze-lo, tornando aquilo tudo mais natural.
Harry arrancou de seu amado os suspiros mais sinceros e mais prazerosos que ele poderia ter imaginado um dia produzir e permaneceu controlando as emoções dele por uma quantidade de tempo que pareceu incontável. Ron sentia todo seu corpo vibrar como se estivesse recebendo em si uma descarga elétrica a ser distribuída a partir do toque de Harry. Antes que Harry pudesse concretizar o êxtase de Ron, entretanto, seu amado ruivo decidiu gentilmente pará-lo. Harry merecia tanto quanto o amigo sentir aquele êxtase, o calor de seu toque, a segurança e naturalidade que Ron conseguia lhe passar. Com ele nada possivelmente poderia ser errado. Pareceria errado contar aquilo, parecia inacreditável estar vivendo aquilo, mas jamais seria verdadeiramente um equívoco. E se fosse, estaria feliz; viveria feliz; morreria feliz por errar com ele; errando sempre ao lado dele. Harry então pôde compreender perfeitamente os involuntários suspiros de Ron. Sentia-se como se nada ou ninguém pudessem possivelmente representar-lhe uma ameaça naquele momento. Sentia como se fosse Deus, mesmo que por lapsos momentâneos em seus delírios.
Ron admirava o corpo de Harry ao vê-lo movimentar-se vezes sutil, vezes bruscamente com os movimentos de seu toque. Era magro, mas não esquelético. Ao longo dos anos e dos desafios tornara-se forte, de corpo e de mente. Muito branco, era fato que pequenas e médias cicatrizes marcavam-lhe os braços em certos pontos, mas aquilo servia para Ron pensar no quão heróico era seu amado. Fazia-o pensar no quanto Harry merecia ser feliz e que naquela noite ele faria o que fosse necessário por ele. Ron fez Harry chegar a seu clímax no provável momento de maior êxtase de toda a vida do garoto, que não se contendo agarrou seu amado ruivinho contra seus lábios e sentiu-o profundamente, conforme seu corpo vibrava como se toda a energia que Ron carregara em seu corpo agora descarregasse de uma vez em ondas de excitação e extremo erotismo.
Não foi um simples encontro de lábios que Harry buscou naquele momento. Na verdade durante aquele segundo predominou nele o puro desejo de satisfação e usou Ron como numa sede de preencher sua expressão de inegável clímax. Naquele beijo estava contido um sonoro suspiro inevitável. Quando Ron deixou-se ir dos lábios dele, Harry parecia estar completamente realizado com uma sereníssima expressão em seu semblante. O calor subiu-lhe para a face e ele ficara rubro. Não que estivesse envergonhado, simplesmente transparecia toda sua satisfação. Não estava ainda acabado. Para surpresa do ruivo, Harry pediu-lhe que continuasse, disse-lhe que aquela noite seria dele inteiramente, para que Ron tivesse, também, sua satisfação extrema. Harry virou-se de lado para Ron e puxou seu braço para cima de si, fazendo todo o corpo chegar tão perto que quase encostava em suas costas.
- Ah, Harry...
Ron parecia ter voltado a acender a chama intensa em si com a possibilidade à sua frente. Não havia maior prova do que aquela. Prova no sentido de provação; prova de confiança; prova de amor. Por tudo que lhe importava, não desapontaria seu bem amado. Harry era especial demais para ele se atrever a fazer qualquer besteira que fosse. A decisão de entregar-se a ele acabava com todas as suas remanescentes dúvidas e curiosidades e ele iria proporcionar prazer a ambos. Com seu toque suave, sentiu-lhe a nuca se arrepiar e logo a tensão ir se dissipando. As emoções dele eram como um livro aberto para que Ron em seu toque lesse. Um livro de longe mais interessante do que qualquer teoria de magias ou Quidditch. A maior das magias dos humanos era aquela, o mais intenso sentimento não corrompido entre dois seres.
Ron sentia os rígidos e tensos músculos de seu pescoço e ombros irem relaxando como se dissessem "continue". Explorava-os com seu toque, seus lábios, todo seu carinho e atenção. Era tudo muito silencioso, os movimentos de ambos eram a única onda que ecoava por aquele ambiente opressor, que mesmo em toda sua opressão não parecia existir àquela altura. Harry deitava-se de frente para o chão conforme Ron depositava o peso de seu corpo sobre ele. Harry esperava, ansiava por sentir Ron em si do modo mais íntimo que duas pessoas poderiam se sentir. Não permitira que ninguém mais sequer cogitasse tal possibilidade além dele. Se privara por anos de sentimentos e pessoas e não podia mais, não queria mais esperar um segundo que fosse, uma vez com a pessoa certa. Uma sede carnal, uma sede humana, saciada apenas com uma sede maior. Foi com muita preocupação pelo bem estar de Harry que Ron aventurou-se profundamente naquele que tão bem conhecia e tão bem queria.
Não havia um cronômetro que dissesse o momento em que tudo deveria ocorrer para que somente a excitação falasse mais alto. Não conheciam um "manual do prazer" e mesmo assim, mesmo sem regras, sem experiência, estavam sincronizados e conseguiram atingir a cadência perfeita. Ao mesmo tempo suspiraram conforme aquela tão insana dança começava. Ron tinha plena consciência de que Harry não era só um par de macios glúteos e ali, conforme se propiciavam prazer, Ron deslizava suas mãos pelas costas de Harry. Vértebra por vértebra ele apertava, percorria com os dedos. Pressionava com as palmas das mãos as costas, por vezes estralava-o, acompanhado por sussurros involuntários de prazer de Harry. Sentia-se amado por completo. Uma vez na dança era fácil acompanhar a música.
Como se a verdade sobre tudo se resumisse àquilo. Aceitar, sentir sem tentar entender. Quando Ron o atingia, não mais importava, pois conforme o ruivo se fazia sentir, ele se sentia vivo. Todos os pontos mais prazerosos de seu corpo recebiam atenção e ele gostaria de poder segurar toda a infinidade naquele momento sublime quando Ron, enfim, atingiu o seu mais extremo êxtase. Êxtase. Em um momento a sede carnal estava subjugada pelo sentimento de amor em suas vertentes mais líricas. No momento seguinte o êxtase ressurgia como num último respiro pela sobrevivência e dominava o amor. De repente o prazer se tornava a única verdade, o único objetivo, justificava quaisquer que fossem os meios.
Foi por poucos momentos que Harry pôde sentir o êxtase em Ron percorrer o seu próprio corpo, quando de repente toda a magia daquele momento foi interrompida por mais um desagradável flashback. "Greyback..." A memória de Harry mais uma vez voltava em fragmentos, enquanto ele se lembrava de Fenrir Greyback surgindo e sumindo da Sala do Requerimento no Marauder's Map. Ron acabava de fechar seus olhos e deixar-se cair por sobre o corpo de Harry, conforme ele tentava esquecer daquilo, ao menos por aquele momento. Greyback podia esperar, afinal. Hogwarts podia esperar. A razão e os sentimentos estavam subjugados em favor do imensurável prazer de estar pensando no que estava fazendo. Como se em um estalo a realidade voltasse, o banheiro deixasse de ser o Universo e eles voltassem a ser dois, Harry sentia-se sorrir de imaginar quão insano havia sido tudo aquilo.
Se queriam manter o clima, o destino decidira acabar com o momento de romance de uma forma bem anti-climática. Estiveram empolgados e inebriados demais para perceberem alguém ali a observa-los na entrada do banheiro, de frente para eles. Um quintanista. Não estava ali há pouco. De fato, acordara por necessidade de usar o banheiro e se deparara com aquela cena. Fora difícil acreditar a princípio, mas uma vez que aceitara o que estava vendo, tomou uma estranha decisão. Voltou ao dormitório e trouxe consigo sua inseparável máquina fotográfica. O flash de uma foto BEM animada em um ângulo MUITO peculiar chamou a atenção dos dois. Colin Creevey...
