Título: A Sweet Obsession
Autora: Moony-Sensei
Beta: Condessa Oluha
Classificação: Slash, dois meninos se pegando... Não gosta? Dê meia-volta e diga: Au revouir, mademoiselle Sensei! o/
Disclaimer: Os personagens e o universo de Harry Potter são propriedade da J. K. Rowling. Eu só estou aqui porque diferente da Tia Jo eu não acho que uma relação entre meninos se resuma a tapinhas no ombro e abraços fraternais :p
N/A: Vamos começar com um flashback, que é pequeno, mas essencial para se entender algumas coisas... pelo menos eu acho que é O.o''
Ato 3
Hogwarts, 5º ano.
A primeira vez que Remus parou para pensar seriamente em amor foi quando tinha quinze anos...
Foi graças a uma pergunta de Peter.
- James, você gosta da Evans, não é? – perguntou o gordinho afobado chamando a atenção de Black e Lupin.
James, Peter, Sirius e Remus estavam tomando café da manhã no salão principal quando Pettigrew assediou Potter com essa pergunta.
-... Sim... Por quê?
- Hum... É que... Como é que se sabe... Quando a gente está gostando de alguém?
A voz de Peter foi abaixando conforme ia terminando a pergunta.
Sirius se engasgou com o cereal que comia enquanto tentava rir. Remus sorriu, mas continuou prestando atenção. James pensou por um minuto antes de responder.
- É quando... – começou ignorando as risadas de Black – Bem... Tem todos aqueles sinais clássicos... Seu coração bate forte... As mãos ficam geladas... E por mais que você queira não consegue deixar de pensar na tal pessoa – disse o menino seriamente.
Lupin ficou orgulhoso de Pontas ao perceber que ele estava falando honestamente.
- Mas... Isso pode acontecer com muitas pessoas, sabe? Eu mesmo já senti isso inúmeras vezes pelas garotas daqui... Mas... O que eu sinto pela Evans é diferente... Eu acho que... É amor... – confessou o menino olhando para seu prato de mingau com extremo interesse.
Até Sirius ficou quieto diante da confissão do amigo. James entendeu como um incentivo o silêncio dos três e por isso prosseguiu com seu raciocínio.
- Quando eu estou perto da Lily... Eu sinto que poderia ser a pessoa mais feliz do mundo se pudesse ficar ao lado dela... Quer dizer... Eu não me importaria se daqui por diante ela fosse a única menina que eu beijasse... O que mais me fascina em amar alguém é o fato de ser inevitável se perder totalmente o controle quando esse sentimento acontece... A gente perde a razão...
- Pontas... Isso foi lindo, mas não muda o fato de que a Evans te odeia. – decretou Sirius sem piedade.
- Ah! Seu cretino sem coração – replicou Potter que estava preste a entrar num mundo de devaneios sobre certa ruiva.
Os dois meninos trocaram mais alguns insultos antes de começarem a rir.
Remus, no entanto, não prestou atenção nos amigos, pois aquelas palavras causaram um efeito inesperado nele... A verdade é que nunca tinha pensado sobre esse assunto. E talvez, a sua pouca idade e sua insegurança o fizessem cometer um grande erro naquele momento, uma vez que as palavras de James o fizeram pensar que o amor não era um sentimento feito para ele.
Desde pequeno, Remus prometeu a si mesmo que autocontrole seria a palavra que mais o caracterizaria... Para o pequeno lobo era uma questão de honra mostrar a todos que mesmo uma vez por mês perdendo por completo sua sanidade, ele ainda seria merecedor de reconhecimento perante as pessoas normais...
E foi por isso, que Remus achou que um sentimento tão controverso e instável como aquele nunca mereceria seu real interesse.
Depois do comum alvoroço de início de ano, enfim, a normalidade havia retornado a Hogwarts. E graças a isso, era novamente possível transitar livremente à noite pelos corredores vazios do castelo.
- Ah! Fala sério James, aqueles sonserinos nunca vão desconfiar! – garantiu Sirius com um sorriso vitorioso no rosto.
- Mas Sirius... Você se aproveitou da minha fraqueza! – falou James em um tom de acusação.
- Putz cara... Depois que você se apaixonou pela ruiva boa de briga você começou a desonrar o nome dos marotos.
- Desculpe, ruiva boa de quê? – perguntou uma voz conhecida atrás dos dois.
James congelou.
- Boa de briga – respondeu Sirius com naturalidade.
- Sirius! Não fale assim! – repreendeu-o Potter – Ele não quis dizer isso, Lily!
O animago teve que se esforçar para não desmentir o amigo. Bom, James era como um irmão... Tinha que relevar.
- É claro que não... – disse falsamente.
- Eu acho bom mesmo. – replicou a ruiva olhando feio para os dois – E para você é Evans, Potter! Não se esqueça disso.
James não se manifestou. Sirius mirou-o descrente, definitivamente o amor, além de cegar, tinha afetado os neurônios de seu amigo.
- E – continuou a ruiva – o que vocês estão fazendo aqui uma hora dessas? – perguntou autoritária.
- Nós...
- Já passa das onze e meia da noite... Eu deveria puni-los...
Black não se segurou.
- Há! Falou aquela que não é nem monitora-chefe – disse com desdém.
A menina corou furiosamente. Aparentemente, o fato de Lily não ter sido promovida à monitora-chefe ainda a incomodava.
- Lily... Não fique assim... Você é tão capaz quanto qualquer um – tentou animá-la o de óculos.
- Eu não preciso do seu consolo, Potter! – disse Lily retomando sua postura habitual.
- Deve ter sido realmente um golpe muito forte perder o seu tão almejado posto para aquela 'traça-livros' Corvinal – continuou Black balançando a cabeça como se lamentasse.
Não querendo mostrar o seu despeito, Lily apenas lançou um olhar de desprezo aos meninos. Mas Sirius notou como as narinas da garota tremiam, e não conseguiu deixar de sorrir. Estava ficando bom naquele ofício.
- Bom, é melhor a gente ir Pontas, antes que a 'senhora-que-não-foi-promovida' aqui desconte na gente sua frustração.
James soltou uma lamúria baixinha e Sirius puxou o menino pelo braço.
- Parados aí! Os dois! – bradou Lily sem conseguir disfarçar a fúria que estava sentindo.
- Ah! Qual é, Evans?! Não fale como se tivesse alguma autoridade sobre nós. Vamos fazer como sempre, você finge que brigou e nós fingimos que estamos arrependidos... – disse Black arrogantemente.
- Sirius, - implorou James – pelo amor de Merlin! Cale essa maldita boca!
- Não vai me dizer que você vai ficar do lado da cabelo de fogo maníaca por regras?! – indagou Sirius indignado.
Potter não teve tempo de responder, pois Lily avançou contra Sirius.
- Evans, fique calma! – pediu James ficando entre os dois.
Entretanto, a menina havia perdido completamente a compostura.
- Sai da frente, Potter! – exclamou a garota enquanto tentava, sem sucesso, alcançar Sirius com as mãos.
- E você ainda pergunta por que ruiva boa de briga? – provocou o animago.
Lily, lembrando que não precisava usar as próprias mãos para acabar com Black, pegou a varinha no bolso de suas vestes.
James tentou impedi-la, mas a menina conseguiu lançar um feitiço não verbal sobre o seu ombro que por muito pouco não atingiu Sirius e ao invés disso explodiu a porta atrás do menino.
- Sua maluca! – exclamou o animago ao ver o estrago que o feitiço tinha feito na porta – Você estava quere...
Sirius se voltou para falar com Lily e James, mas quando os olhou não entendeu o que estava acontecendo.
James, que a pouco estava tentando segurar a ruiva, no momento encarava a porta danificada com a boca semi-aberta, uma expressão indescritível tomando conta de seu rosto comprido. Lily estava mais vermelha do que nunca, o braço que antes James tentara segurar agora pendia molemente ao lado do corpo, nenhum dos dois parecia conseguir deixar de mirar a porta...
Foi então que Sirius se virou para olhar o que havia deixado seus amigos tão perplexos...
Ele só não sabia que aquele ato iria fazê-lo rever todos os seus conceitos.
O problema era que James e Lily não estavam olhando para a porta da sala de aula estraçalhada, e sim, para o que havia dentro dela.
Deitado em cima da mesa do professor estava um menino da sua idade, de cabelos castanhos, que reconheceu com um dos nerds que viviam na biblioteca e vez ou outra conversava com Remus, com a blusa totalmente desabotoada, o corpo marcado com algumas manchas vermelhas que contrastavam violentamente com sua pele branca.
Entre as pernas do garoto, que descobriu ser da Corvinal graças a sua gravata que jazia jogada perto da porta, estava Adam O'Reyle, artilheiro da mesma casa, que por força do destino ainda se encontrava uniformizado.
Adam era notavelmente maior do que seu acompanhante, seu cabelo era loiro e os olhos azuis eram grandes e lembravam duas safiras. Tinha um belo porte... Era um menino bem atraente.
James piscou algumas vezes para ter certeza de que estava enxergando direito. Depois de constatar que aquilo não era uma ilusão de ótica, e que aqueles meninos realmente estavam envolvidos em um ato de libertinagem, não encontrou outra saída a não ser olhar para o chão. Sentiu as bochechas queimando e não conseguiu conter um barulho que se parecia muito com um lamento.
Depois do choque inicial, Lily também desviou o olhar, focando-o no quadro-negro da sala, que jamais havia parecido tão atraente. Contudo, quem a olhasse com mais atenção, perceberia um minúsculo sorriso se formando em seus bem desenhados lábios.
Sirius não saberia descrever todas as emoções que tomaram conta de seu bem dotado corpo assim que pôs os olhos no casal mais à frente. Era como se tivesse acendido uma luz em seu cérebro, luz essa, que lhe mostrava uma perspectiva totalmente nova, e que clareava os seus mais obscuros e secretos temores. Apreciou aquela visão por mais uns instantes... Nunca tinha se dado conta do que um menino podia fazer com outro...
Aquela descoberta abria novas possibilidades para o animago.
Adam suspirou.
- Eu te disse que não era uma boa idéia... – disse o menor começando a abotoar a camisa.
- Me desculpe, Sam... – disse O'Reyle erguendo a mão e acariciando o rosto do castanho.
- Bom... Pelo menos dessa vez não foi o Flitwick...
O loiro riu.
- Vamos... Acho que os outros já devem estar dormindo.– disse O'Reyle recolhendo os pertences do namorado do chão.
Os dois corvinais se dirigiram à porta e pararam.
- É... Da próxima vez eu não vou colocar o feitiço antiperturbador... Tentaram matar alguém aqui e a gente nem percebeu... – concluiu Adam não dando a mínima atenção para os três grifinórios estupefatos postados a sua frente.
Sam concordou com Adam e o casal seguiu o seu caminho pelo longo corredor, deixando para trás Lily, Sirius e James totalmente atordoados.
Depois de mais alguns minutos de constrangimento, Lily finalmente se pronunciou.
- É... Melhor... Ir andando... É...
E saiu sem encarar os dois meninos.
- Dormir! – exclamou James olhando para seu relógio – Olha como está tarde!
O cérebro de Sirius estava recebendo informações demais para dar atenção a James.
- Te vejo por aí... – disse James com uma cordialidade fora do normal, parecia que estava indo para casa e não para o dormitório que dividia com Black.
Demorou algum tempo para Almofadinhas perceber que estava sozinho no corredor. Resolveu voltar para torre da Grifinória, sabia que não conseguiria dormir, no entanto, precisava de um lugar tranqüilo para pensar... A noite seria longa.
Dormitório da Corvinal.
- Adam... Por que está tão pensativo? – perguntou Sam se sentando na cama do menino que o puxou para mais perto.
- Aquele garoto... O Black... Você não notou nada estranho na maneira que ele olhou pra gente não? – disse passando o braço pelos ombros do namorado mantendo-o seguramente perto de si.
Adam se espantou com a risada que Sam deu.
- Você quer dizer aquela cara de quem ganhou o presente de aniversário mais cedo? – indagou o menino divertido.
Adam abriu um sorriso sem vergonha ao ouvir a constatação de Sam.
- Então você também acha que...? – perguntou o garoto recebendo um sinal afirmativo antes de terminar a frase.
- E por quem?
- Eu tenho um palpite.
- E quem seria?
- Remus Lupin – concluiu Sam astutamente.
- Hum... Será que você está pensando a mesma coisa que eu?
-... Pode ser divertido – respondeu Sam puxando Adam para um beijo.
- Então... Amanhã vai ser um dia cheio... – disse Adam quando se separaram.
Sábado é um dia sagrado para qualquer estudante de Hogwarts, afinal, é o primeiro dos dois únicos dias que os alunos têm para se divertirem. E sábado sempre tem um gostinho melhor do que o domingo, pois no sábado a gente pensa: 'Tudo bem... ainda tem amanhã' Enquanto no domingo o pensamento já não é tão agradável: ' Droga... Amanhã já é segunda?'
McGonagall sempre gostou do sábado, pois de todos os outros dias da semana era o único em que conseguia tomar café na tranqüilidade de um salão principal completamente vazio. Era sublime poder degustar seu prato de mingau de aveia sem ter ouvir os guinchos (sim, pois adolescentes não podem conversar em um tom civilizado) e sem ter que interromper o seu café da manhã para advertir algum pentelho, que não satisfeito em aborrecê-la durante as aulas, preferia torturá-la interrompendo o seu mais íntimo ritual de boas-vindas a um novo dia: a refeição matinal.
Entretanto, para o desgosto da bruxa, aquele sábado não tinha começado bem como os anteriores, porque quando entrou no salão principal, ao invés daquela maravilhosa imagem de vazio, que elevava a sua desgastada alma ao sétimo céu, seus olhos captaram a figura de três pessoas sentadas na mesa de sua casa.
Amaldiçoando a sua falta de sorte e a mãe de cada uma daquelas jovens criaturas, Minerva tomou seu costumeiro lugar na mesa dos professores. Pegou uma garrafinha dentro do bolso de sua enorme capa e tomou um gole de seu conteúdo.
Resmungou algumas palavras desconexas, enquanto sentia aquela habitual queimação na garganta provocada pelo whisky de fogo.
O que McGonagall não sabia, era que para aqueles três jovens o fato de ser sábado ainda não tinha lhes passado pela cabeça, e isso podia ser facilmente comprovado. Pois, pior do que ter alunos no salão principal àquela hora da manhã, era ter James, Sirius e por algum motivo desconhecido Lily (a única esperança da parte feminina da Grifinória na opinião da professora) sentados juntos na enorme mesa dos leões...
- Bem... Não é como se a gente não soubesse que isso existe... – disse Lily depois de uma meia hora de silêncio.
- Bom... Mas é... Estranho... – disse James meio hesitante – Quer dizer... Eu nunca tinha visto isso assim... Ao vivo...
-... Além do mais eles são da Corvinal! – exclamou Sirius como se aquilo esclarecesse tudo – Eles são nerds! E nerds não fazem isso!
-... Pois é... E eu que pensava que o único compromisso deles fosse com as tarefas de casa... Cara... Isso foi chocante...
Lily olhou para os dois incrédula.
- Eu não acredito... Só porque as outras pessoas não agem como pavões exibicionistas não quer dizer que elas não têm uma vida amorosa...
Potter abriu a boca para se defender, mas não teve tempo.
- Francamente... Vocês acham mesmo que as pessoas que acreditam que estudar não é uma punição divina não podem ter uma vida normal e saudável?
Black encarou Potter só para ter certeza de que a resposta era óbvia.
- É claro... – responderam em uníssono.
- Ah... Façam-me o favor!– continuou a menina agitada - Vocês têm a mente muito limitada...
- Por acaso você acha o que eles estavam fazendo normal?!
- Bom... Não é uma coisa que se vê todo dia... Mas... O quê? Vocês acham mesmo que as meninas não fazem isso?
- Evans! – exclamou James aterrorizado – Não me diga que você... Você já?
A menina não se deu ao trabalho de responder.
- Viu! É o que eu sempre falo... Vocês pensam que por terem usado e abusado dessas menininhas idiotas da escola já conhecem de tudo... Por favor... Eu aposto que vocês são do tipo que acham que pessoas como eu, que tem algo além de vento na cabeça, são tão anormais que não podem nem pensar em fazer sexo! – concluiu indignada.
- Não! Lily... Sexo... Você não pode falar assim vo-você é uma moça... Não fica bem... Fale fazer amor – corrigiu-a Potter.
A menina suspirou... Seria demais conseguir fazer aqueles dois entenderem o que ela estava querendo dizer?
Sirius começou a rir.
- Talvez... Talvez você esteja certa, – começou Black – é que... Eu sempre associei a imagem dos nerds ao Remus... Acho que foi por isso que eu me assustei... Sabe como é... O Aluado é o ser mais assexuado eu já conheci...
- Não fale assim Almofadinhas! – repreendeu-o Potter – A diferença é que Remus não é pervertido feito você!
- Eu não sou pervertido! – replicou Black indignado.
- Há! Falou o que perdeu a virgindade aos quatorze anos!
- Oh! – exclamou Lily tapando a boca com as mãos.
- James! – exclamou Black revoltado – Eu não preciso que você fique espalhando isso para qualquer um!
- Ah, Sirius... Você fez bem pior no ano passado... – disse James se referindo ao segredo de Aluado.
- E você viu a merda que deu...
- Mas, isso é diferente... E além do mais, a Lily não é qualquer uma... Não se esqueça que ela é a futura senhora Potter.
A ruiva revirou os olhos, mas não respondeu, estava ansiosa por mais informações.
- Não me interessa... E... Você sabe que eu nem sabia o que estava fazendo... Além disso, foi aquela doida que me agarrou... O que você queria que eu fizesse?
James riu, mas uma expressão maternal tomou conta do rosto de Lily.
- Sirius... Você não precisava ter feito isso... – disse compreensiva.
Black jurou a si mesmo que faria Pontas pagar muito caro por aquilo.
- Isso tudo é resultado da pressão que a sociedade exerce sobre os meninos... Mas, não se deixe levar por esses pensamentos machistas – terminou em um tom piedoso.
'Ótimo' pensou o menino, tudo o que precisava era de uma sabe-tudo metida à psicóloga.
Black começou a pensar em uma boa azaração para lançar em Pontas, que estava massageando o estômago de tanto rir. Porém, a chegada de mais um aluno a mesa da Grifinória desviou a atenção de todos, que se espantaram ao ver Adam O'Reyle lhes sorrir timidamente.
- Er... Eu... Bem... Acho que devo desculpas a vocês pelo que aconteceu ontem... – disse mordendo o lábio e corando levemente.
- Não! – adiantou-se Evans – Não precisa se desculpar...
- É... – concordou James não muito convincente olhando para a gravata do menino. Azul e bronze faziam uma bela combinação...
Sirius ficou calado.
- O Sam pediu para eu me desculpar no lugar dele também... Ele... Está morrendo de vergonha... – prosseguiu O'Reyle olhando para o chão.
- Não há problema algum. – garantiu Lily dando uma discreta cotovelada em Potter.
- É claro que não! – confirmou o menino que agora observava como era bonito o brasão do uniforme da Corvinal.
- Ah... Muito obrigado... Será que... Eu poderia falar com o Black... A sós? – perguntou um pouco apreensivo.
O salto que James deu da cadeira foi mais esclarecedor do que qualquer palavra, Lily, tentando não rir do de óculos, seguiu-o para fora do salão.
Sirius observou o menino pegando uma cadeira e se sentando ao seu lado. Adam colocou os dois pés em cima da mesa.
- E aí, Sirius?
Black ficou calado, se perguntou onde estava o menino que há minutos atrás parecia tão tímido e constrangido.
- Sabe cara, ontem o Sam me disse uma coisa que me deixou curioso.
- E? – perguntou Black não entendendo o que ele tinha a ver com aquilo.
- Ele me disse que você o olhou de uma maneira sensual...
Sirius, que esperava por tudo menos aquilo, soltou uma risada que ecoou pelos quatro cantos do salão.
- Eu disse a ele que estava enganado...
- Olha só cara... Eu não tenho nada contra o que fazem ou deixam de fazer... Mas, eu não gosto dessas coisas não... – resolveu deixar claro sua situação para o menino, sabia que estava mentindo descaradamente, mas não seria para aquele corvinal despudorado que ele iria se abrir.
- Sim... Eu sei... Foi o que eu disse a ele... Eu disse que devia ter sido só um engano... Como você é muito atraente... Eu acho que ele se enganou...
Sirius não ouviu mais nada depois do atraente. Olhou assustado para o menino.
- Não me leve a mal... Não estou te cantando...
Sirius suspirou aliviado.
- Até porque eu prefiro tipos menos atléticos, sabe? Tipo o... Como é mesmo o nome dele? Ah, sim... O Remus Lu...
- Como é que é?! – sobressaltou-se Sirius ao ouvir o nome de seu puro e virgem Aluado – O... O Remus não gosta dessas coisas não, meu chapa! – disse em um tom mais agressivo do que pretendia.
Sirius não entendeu porque Adam sorriu. Parecia que o menino tinha feito uma grande descoberta.
- Sério? Mas eu nunca o vi com uma garota...
- Você tem o Sam! – disse Black tentando desviar o assunto.
- Ah... Não se preocupe... Nós temos um relacionamento aberto... – disse o menino antes de se levantar e sair do grande salão.
O coração de Black desacelerou... Lupin estava em perigo... Sua integridade estava sendo ameaçada por aquele artilheiro depravado... tinha que fazer alguma coisa.
Afinal era seu amigo e somente por isso não queria ver um pervertido daquele escalão se aproximando dele...
Remus era ingênuo... E Sirius não deixaria ninguém... Quer dizer... Não deixaria Adam se aproveitar de nenhuma parte seu belo e intocado corpo... Era sua missão protegê-lo.
- O que será que o O'Reyle quer com o Sirius? – perguntou Lily curiosa.
- Não sei – disse Potter espiando pela fresta da porta do salão.
Lily deu um cutucão em James que se virou e viu que tinha alguém os observando.
- Bom dia, Sam! – disse Lily com mais animação do que o necessário.
Agora que estava vestido, James pode observá-lo com mais atenção, o menino era mais ou menos do seu tamanho, os cabelos eram encaracolados e da cor dos de Remus, os olhos eram de um verde muito claro.
Sam sorriu. James e Lily quase puderam ouvir alguns sinos tocando ao fundo... O menino sorria de uma forma tão angelical...
- Sabe... – começou o rapaz com a voz suave – Eu acho que o seu amigo Black tem um problema...
- Por quê? – perguntou James calmamente. Não conseguia falar de outra maneira com tão doce pessoa.
- A minha mãe sempre me disse que quando uma pessoa gosta muito da outra e não sabe como agir... Ela tende a fazer muitas coisas erradas, por isso... Não deixe que o Black estrague as coisas com o Lupin... – disse o menino antes de retirar.
James não entendeu nada do que o pseudo-anjo tinha falado, no entanto, Lily começou a juntar as peças...
- Sabe o que mais gosto sobre os grifos? – perguntou Adam a seu amante.
- Que eles acreditam em qualquer coisa que a gente fale?
- Exatamente... Você tinha que ver a cara do Black quando eu falei do Lupin... – disse O'Reyle rindo – Ele ficou desesperado.
- Em que estágio ele está?
- Hum... Eu diria que no último... Mas, ele ainda não sabe o que fazer...
- Agora só falta saber em que estágio está o Lupin...
- Isso eu deixo por sua conta...
(Continua...)
Olá... Bom, em primeiro lugar... Desculpem a demora O.o
Mas, enfim, aqui está o terceiro capítulo!!!
Sobre Adam e Sam... Eles foram criados para suprir minha necessidade de personagens fofos e sádicos... Tenho que admitir que criei uma certa simpatia por eles... Sirius ainda vai descobrir como Corvinais podem ser malvados hu hu
Agradecimentos...
Muito obrigado pelas reviews eu amei mesmo... Sempre fico ultrafeliz quando as recebo ehehe
E sim, eu sei que disse que esse capítulo seria do Remus O.o mas eu tinha que apresentar Adam e Sam... E descobri que escrever sobre Sirius, James e Lily é divertido XD... Mas o próximo é do Lupin sim...
E um super obrigado a Condessa Oluha que betou minha fic... Seus conselhos são muito muito úteis! Ah... E eu ri muito com seus comentários durante a fic.
E, pois é... Eu tenho um problema com 'mas' ¬¬ ... você não foi a primeira a me avisar --
E agradeço aos meus companheiros coca-cola, hershey's, copo de leite e biscoito de mousse de limão, que me acompanharam durante as madrugadas... e ao cd do Strokes que eu esqueci o título ¬¬...
Espero que se divirtam lendo tanto quanto eu me diverti escrevendo! Beijão pro cês...
Inté o/
Yaoi... a one way road
