AVISO: Esse cap é Oliver/Pansy, ok? x)

N/A: Então! Fui obrigada a postar hoje porque simplesmente recebi uma notícia MARAVILHOSAAA! XD

Eu recentemente mandei esta fic para o I Chall de Férias do Fórum 3v porque tinha terminado-a bem a tempo e casualmente se encaixava no chall. Acontece qe fui ver o resultado hoje (que estava lá desde o dia 23, mas eu não tinha visto) e adivinhem oq eu descobri? GANHEI O PREMIO DE MELHORES AMIZADES! XD

Fiquei muito feliz mesmo. E tinha me contentado só com isso porque eu realmente quis fazer amizades diferentes nessa fic, coisas incomuns.

Mas, adivinhem a minha surpresa quando não só esse prêmio, mas eu também ganhei em PRIMEIRO LUGAR no Chall!

EU GANHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI! XD

Gente, to pulando de alegria, esbanjando felicidade, vcs não tem noção.

É a primeira vez qe eu ganho um Chall. xD

Fiquei mto feliz mesmo. xD

Bom, se alguém aí está no Fórum 3v, bom, logo logo estarei postando o II Chall de Férias e ficaria muuuito feliz se alguém que lê essa fic ou seilá, quisesse participar.

Gente, sinto muito, mas não vai dar tempo de eu comentar review por review porque minhas aulas começaram, to no terceirão, sabem como é né?

Sorte de vcs que já terminei essa fic e agora é só postar. xP

Obrigada por todos os reviews mesmo, fico muito feliz. XD

Espero qe vcs estejam gostando e o carinho de vcs é mto importante pra mim, seja criticando, elogiando ou dando só um oi, é bom pra mim saber qe existem pessoas acompanhando essa fic e qe esperam cada atualização ansiosamente, eu sou uma leitora também, por isso qndo eu tenho um leitor, me sinto muito honrada mesmo.

Bom, é isso.

Beeeijo grande pra todos vcs qe acompanham essa fic e qe me ajudaram de uma maneira ou de outra a ganhar esse chall, porque sem vcs me motivando eu nunca teria ido até o fim dessa fic e feito dela uma ganhadora.

Bom, esse é o penúltimo cap. O doze é o último e depois tem o epílogo. Eu nem acredito qe tá no fim gente. x

Capítulo onze

Eu realmente não sei porque me sinto tão indecisa. Eu quis fazer aquilo. E ele também. Eu devia me sentir feliz, radiante. Mas, na realidade não me sinto assim. Só que eu não fui obrigada a fazer aquilo. Ninguém me forçou. Eu não posso culpar ninguém, e acho que essa é a pior parte de tudo.

Eu sempre procuro um culpado para as coisas que eu faço. Eu culpo meu namorado infiel por não conseguir me envolver com ninguém. Eu culpo minha beleza por não confiar nas pessoas. E eu culpo o fato de eu ser uma sonserina para a minha personalidade. Mas, o fato é que eu não posso ficar culpando Merlin e o mundo a vida inteira, porque não é assim que as coisas funcionam.

Alguns fios negros caem nos meus olhos e dou uma soprada neles. Estou sentada na cozinha, no escuro. E me sinto uma idiota. Uma idiota que não é mais virgem.

Eu relembro da cena na minha cabeça e o meu peito arde. Eu não queria me sentir dessa maneira. Eu gostei de tudo o que aconteceu. Gostei mesmo. Por mais impulsivo que tenha sido foi maravilhoso. Os braços deles ao redor de mim, e a maneira como a gente se encaixa perfeitamente.

Ele fez maravilhas comigo e a minha primeira vez não foi exatamente como eu imaginei que seria, foi melhor. E eu não queria me sentir assim, não queria mesmo. Não queria ficar com uma sensação estranha no estômago cada vez que penso nisso, e sei lá, eu não queria me sentir bem quanto a isso.

Eu não queria me sentir viva.

Porque é estranho pensar que eu posso ter me apaixonado por alguém. Eu, me apaixonando... E é ridículo eu admitir isso, mas nem pelo meu ex-namorado eu era apaixonada. Eu sei que não era, porque eu não consigo confiar nas pessoas por mais que eu estejas com elas. Quase não confio direito no Draco, e olha que eu sei que posso confiar nele.

O caso é que tudo começou como uma brincadeira. Eu só estava provocando o pobre grifinório porque eu sabia que eu podia. Eu podia provocá-lo porque eu tenho corpo e mente pra isso. Eu sei e não escondo. Eu não sou hipócrita e muito menos humilde.

Mas, eu não sei o que aconteceu nesse meio tempo porque eu simplesmente mostrei um lado meu pra ele que eu quase não sabia da existência. Na realidade, acho que só sabia porque eu me conheço muito bem. Melhor do que eu gostaria, na verdade.

Eu mostrei a ele a Pansy vulnerável, a Pansy impulsiva, a Pansy nada sonserina. Porque eu não consigo raciocinar direito perto dele?

No meio de todo esse jogo de falsa sedução eu acabei me envolvendo, me apaixonando, dormindo com ele! Merlin, eu não acredito que isso aconteceu. Por mais lufa-lufa ou sei lá o que isso possa parecer, eu queria que fosse especial. Eu realmente queria.

Só que o pior de tudo é que eu acho que eu acho (isso soou um tanto confuso? É, eu sei) que foi especial. Eu me senti especial. Eu realmente me senti.

Até ele dizer aquelas coisas... E eu me senti tão traída, tão machuca... Eu realmente senti. E foi tão estranho, porque por mais que eu tenha me sentido um lixo, dilacerada ao meio, eu me senti viva. Porque eu realmente senti alguma coisa. E isso é bom.

Com Wood eu simplesmente sinto as coisas como há muito tempo eu não faço. Na realidade, eu acho que eu nunca fui muito de sentir as coisas, para falar a verdade. Eu nunca quis sentir e eu tinha medo.

Mas, dane-se, eu não sou uma maldita grifinória com toda aquela estúpida coragem.

Só que agora eu to sentindo, eu to sofrendo, eu to amando...

Eu to amando.

E ele não me ama de volta, e eu não sei o que fazer.

Eu realmente não sei.

Oliver Wood consegue desperta em mim o lado mais humano que eu possa ter. E eu sinceramente, não consigo decidir se isso é bom ou ruim.

Eu me senti ótimo. Foi isso que aconteceu. Eu vi uma Pansy totalmente diferente na minha frente e eu adorei. Porque eu descobri que adoro tudo nela e eu quero que ela fique do meu lado.

Só que talvez seja tarde demais pra isso.

Eu não sei quando eu me tornei tão impulsivo, ou tão corajoso, sei lá, finalmente demonstrando meu lado grifinório de ser. Tudo o que eu sei é que essa provavelmente foi uma das noites mais maravilhosas da minha vida e eu estraguei tudo.

Eu não falei aquelas coisas pra fazer ela se sentir mal. Eu só queria sair por cima, eu realmente achei que tudo aquilo fosse um jogo pra ela e não queria que ela pensasse que eu estava pra trás. Talvez eu tenha sido o criança da história tentando ser o adulto.

Como eu ia saber que ela nunca tinha feito isso antes?

Eu já fiz isso antes, pelo amor de Merlin. Eu, o cara mais tímido, travado e nada charmoso do mundo. Eu já fiz isso antes.

E eu não quero dizer que todos precisem já ter feito isso antes, afinal, cada um vai ao seu tempo, e de todas (que não foram tantas assim) Pansy foi de longe a melhor de todas. Eu realmente senti uma ligação entre nós. Foi como se não houvesse mais anda e nem ninguém, entende? Só eu e ela ali e foi tudo perfeito.

Só que sei lá, ela vivia se jogando pra cima de mim com aqueles olhares e atitudes e não sei mais o quê. Pansy é uma deusa, eu sei que ela é. E sei lá, todo esse jeito de garota má e gostosa (porque por Merlin, por mais vulgar que seja falar isso, ela é gostosa) eu só achei...

Droga, eu gosto dela.

Gosto mais do que já gostei de qualquer garota antes. Eu realmente gosto dela e por mais que aja todas essas brigas, desentendimentos e orgulho envolvidos, eu sei que gosto dela. Ela me completa, não sei explicar. E eu sei que até pareço um idiota falando essas coisas, mas como eu to falando pra mim mesmo tá valendo.

E eu gostaria de poder dizer que ela não significa nada pra mim. Que não foi nada o que aconteceu e que eu sou um cafajeste mesmo e que fico com qualquer uma. Eu queria poder dizer isso porque então assim as coisas seriam muito menos complicadas e eu não precisaria ficar repassando a cena na minha cabeça várias e várias vezes de novo.

Só que isso é a vida e nada é tão fácil. Ou talvez seja apenas a gente que complique tudo demais. É, eu sou mais dessa teoria. Porque eu sei que complico as coisas, mas é que é tão difícil descomplicar...

É tão difícil dizer que eu gosto dela por mais que ela seja ela.

- Oliver... - começa ela, meio sem jeito, rolando para o meu lado no tapete do quarto. - Eu... - e sua voz não sai mais do que um sussurro.

Como eu não pude perceber o que ela queria me dizer apenas com essas poucas palavras? Mas, afinal o que ela quis me dizer? Será que não foi apenas uma mera emoção por ser a primeira vez dela? Será que eu realmente signifiquei alguma coisa?

Ou... eu não sei.

- Foi uma brincadeira legal, certo? - eu digo, forçando um sorriso.

Eu não queria dizer isso. Eu só disse isso porque achei que fosse o correto, o necessário. E só agora eu percebo o quanto eu fui idiota e não tem conserto. Não tem mesmo e eu não sei o que fazer.

- Só pra você saber: eu era virgem. - diz ela, sem expressão nenhuma no rosto. Sua o voz está assustadoramente calma.

Assustadoramente calma. E essa foi a última visão que eu tive dela. Eu continuo assustadoramente assustado.

Porque droga...eu gosto dela.

Eu realmente gosto dessa garota.

A cozinha está escura mesmo e desde pequena eu tenho um pouco de medo do escuro, por mais que a Sonserina seja conhecida por praticar a Arte das Trevas muito bem, devo dizer que eu não sou muito das trevas. Eu não sou nem um pouco das trevas.

Eu quero parar de pensar nem que seja só por um segundo nessa coisa toda. Porque toda essa situação tá tomando conta da minha mente e chega a me deixar doente.

Não, eu sei que só estou sendo dramática e coisa e tal. Mas, eu não consigo evitar. É mais forte que eu.

- Está escuro aqui. - escuto uma voz, e é Oliver. Sinto meu corpo todo tremer.

- O que você está fazendo aqui? - pergunto, na defensiva.

- Eu pensei em ficar no corredor, mas Harry e Luna estão quase se agarrando ali... - sorri, meio tímido.

Porque ele tem que ser tão fofo? Eu me odeio por dizer esse tipo de coisa assim, sem nem ao menos conseguir me controlar. É patético.

- Certo. - respodendo, levantando da bancada, pronta pra seguir meu caminho.

Eu não quero ficar no mesmo ambiente que ele. Não quero porque então não poderia responder pelos meus atos. Eu não sei o que sou capaz de fazer. Eu não sei porque... Eu não sei porque eu estou...

- Não, não fala. - digo, para mim mesma, só que em voz alta.

Agora sim que Wood deve achar que eu estou louca.

- Mas, eu não disse nada. - ele responde, fazendo uma expressão de interrogação no rosto.

- Eu sei. - respondo, em meio a um rosnado. - Bom, se você não está lá eu vou pro quarto... - digo, começando a dar a volta na mesa pra ir embora.

- Não, espera. - retruca ele, me segurando pelo braço. - Eu não vim aqui pra brigar.

Ele me olha nos olhos e toda uma corrente elétrica passa pelo meu corpo. Sinto os fios de cabelos da minha nuca se arrepiarem e não sei o que fazer. Ele consegue me deixar completamente desarmada.

- Eu também não quero brigar, Wood. - eu digo o sobrenome dele de propósito. É melhor assim. Eu sei que é. - Eu já to cansada desse joguinho idiota.

E não tem mais porque fingir. Eu não sou mais a mesma garota de horas atrás, por mais ridículo que possa parecer eu dizer isso. Como que em apenas algumas horas a minha vida pode ter dado um giro de 180 graus? Eu não sei, mas aconteceu.

- Voltou pra Wood agora é? - sorriu ele, meio de lado.

- Olha, apenas esqueça tudo o que aconteceu, ok? Foi um erro, nós dois nos deixamos levar por uma brincadeira, como você mesmo disse - e provavelmente estava certo - e é melhor deixarmos tudo isso de lado e voltar ao jeito que era antes. - digo de uma vez só porque sei que se parar pra respirar não terei coragem de ir até o fim com isso tudo.

O segredo é não pensar. E talvez se eu repetir isso um número de vezes considerável eu passe a acreditar na minha própria mentira.

- O negócio é que eu não quero que tudo volte a ser como antes, Pansy. - sorri ele, fracamente. - Você não é mais Parkinson pra mim. - acrescenta, baixinho, se aproximando de mim.

- Sinto lhe informar, mas esse é o meu nome, Wood. - digo, irônicamente, com os braços cruzados um pouco abaixo do peito. Eu quero me proteger de algo que já me atingiu. Mas, minhas barreiras autocriadas não conseguem ver isso.

- Eu não quero que a gente brigue mais, eu não quero fingir que nada aconteceu, eu não quero que a gente esqueça que houve uma ligação entre nós e que esse fio ainda está nos ligando, aqui e agora. - termina ele, grudando o corpo ao meu e pousando suas mãos na minha cintura. - Você sente também, não sente?

Eu o olho, amedrontada. O que ele tá querendo dizer com tudo isso? O que signfica tudo isso? Será que finalmente eu vou parar de fugir? Não era isso que eu queria desde o começo?

O problema é que eu não sei o que eu quero. Não sei o que aconteceu. Eu não sei de nada.

- Você consegue entender isso, Pansy? - pergunta ele, com a respiração muito próxima da minha orelha. - Consegue?

- Eu não... - tremo, mostrando meu lado vulnerável novamente, só que isso não é mais novidade.

- Você é a garota pra mim, Pansy. - murmura, aproximando seus lábios dos meus.

Um grito vem do corredor. E é a voz de Harry.

Oliver e eu nos entreolhamos.

Corro para o corredor e então a vejo.

Luna.

Eu ainda não consigo acreditar que isso realmente aconteceu.

Uma hora eu consigo dizer praticamente tudo que eu quero pra Pansy. Estamos lá, quase nos beijando... e então isso.

Agora estou aqui no St. Mungus ouvindo o que o Medi-bruxo me fala tentando me concentrar e aceitar que isso é um fato real.

Só que na realidade é tudo muito surreal.

Como num momento pode estar tudo dando certo e em outro encontro uma garota que eu mal tive a oportunidade de conhecer nos braços de Harry no corredor de uma casa que alugamos pro verão, completamente pálida e praticamente sem vida?

Eu juro que pensei que...

- Não, não fala. - escuta Gina dizer, com a voz meio falha.

Ela e Draco estão sentados juntos num sofá, com Ron e Mione logo em frente. Parece que todos se acertaram, acho que até Harry tinha se acertado com Luna.

E eu quase...

Mas, agora não é hora de pensar nisso. Todos estão olhando pra mim, esperando alguma resposta, alguma luz, alguma explicação.

- Harry está com Luna agora. - digo, numa voz meio baixa.

Não queria ser eu a dizer esse tipo de coisa. Eu me sinto meio que um intruso nisso tudo. Eu não a conhecia direito, eu não sabia do que ela gostava, quem ela era, qual era seu estilo e que frase ela mais gostava de dizer. Porque eu me sinto tão melancólico e nostálgico de repente e sinto meus olhos arderem?

Eu nunca enfrentei a morte antes.

- Ela não está morta. - diz Malfoy, acho que tentando acalmar mais si próprio do que qualquer outra pessoa.

- Claro que não, Draco. - sorriu Grangie, fracamente, tentando se mostrar compreensiva. - Claro que não.

- A gente estava ficando bem amigos, sabe? - sorriu ele, amarelo. - Realmente amigos.

Weasley respirou profudamente.

- Então, Oliver, o que o Medi-bruxo disse? - pergunta Grangie, me olhando atentamente.

Eu vacilo por uma fração de segundos, mas eles precisam saber. Eles tem que saber e... eu tenho que dizer.

- Ele disse que Luna tomou uma poção para... - esgasgo. - Ela tomou uma poção pra se matar e... bom, aparentemente ela tomou uma boa dose, mas foi uma poção com efeito meio tardio porque não foi bem manipulada.

- O que isso quer dizer? - pergunta Gina, meio chorosa.

- Quer dizer que eles estão fazendo possível. - responde Pansy, levantando-se repentinamente e saindo porta a fora.

- É, isso mesmo. - digo, assim que todos voltam a atenção para mim. - Estão fazendo uma lavagem e vão injetar algumas poções com efeito de antídoto nela. Depois, só nos resta esperar...

Todos ficam em silêncio, provavelmente com seus próprios pensamentos. Assim como eu tenho os meus agora.

- Eu vou chegar a Pansy. - digo, saindo pelo mesmo caminho que ela.

- Sabe, eu chamei ela de Di-lua hoje. - diz Pansy, sem se virar para me olhar.

Ela está apoiada na varanda que há do lado de fora do St. Mungus e está olhando para o céu. Ela está linda assim, e poderia estar maravilhosa, se não fosse a expressão de tristeza estampada em seu rosto.

- E eu sei o quanto ela odeia que eu a chame assim, mas eu sempre chamo. Eu apenas... seu sempre chamo. - murmura ela, baixinho, e lágriams começam a rolar pelo seu rosto.

- Não foi por causa disso... bem, você sabe. - digo, tentando me aproximar, mas sem saber o que fazer com as mãos.

- Eu sei que não. - sorri ela, meio sem jeito. - É só que... bom, a gente nunca foi tão grudada assim. Quero dizer, é sempre eu e a Gina e ela e Mione. Só que... bom, ela sempre me ajudou quando eu precisei... E não consigo parar de pensar que dessa vez ela precisou de mim e eu não estava lá.

Fico em silêncio, eu sei que ela precisa falar mais.

- Pelo amor de Merlin, eu estava na cozinha enquanto ela estava no maldito corredor. Ou no quarto sei lá, tomando essa poção. E porque ela pelo menos não manipulou direito? Nem isso ela consegue fazer! - completa, virando-se e esmurrando a parede atrás de si. - Merlin, porque?

Pansy cai de joelhos no chão e funga, silenciosamente.

- Estou dando um show e tanto, não? - sorri, fracamente.

- Já vi piores. - sorrio, compreensivo, me sentando ao seu lado no chão, apoiando as costas na parede.

E tudo o que eu posso pensar agora é que eu realmente a quero pra mim. Quero poder cuidar dela, mandar toda essa dor embora, quero apenas tê-la pra mim pra sempre.

- Eu nem a conhecia direito, sabe? - digo, baixinho. - Essa é que é a pior coisa.

- O que eu supostamente tenho que pensar com tudo isso? - pergunta ela, deitando-se em meu ombro.

- Eu acho que coisas como essa acontecem pra gente perceber o que pode perder, sabe? O quanto a vida tem valor. - murmuro, acariciando seus cabelos negros levemente. - Gosto dos seus cabelos.

Ficamos em silêncio, sentados do lado de fora do hospital. Pensando no pior ou no melhor, talvez. Na realidade, eu não sei bem o que pensar.

Tudo o que eu sei é que quero que Luna fique boa. E quero ter Pansy pra mim. É uma confusão de pensamentos, e me sinto mal em querer me dar bem justo agora que há uma amiga minha deitada em uma cama de hospital.

Já não sei se a minha teoria sobre que a gente complica a vida é mesmo correta. Mas, deve ser. Porque bom, minha vida está complicada no momento, e não fui eu que compliquei, mas foi Luna que complicou sua vida tomando aquela poção, e talvez seja um efeito borboleta, como ela complicou sua vida, e ela é amiga de Pansy e Pansy está ligada a mim, bom, Luna complicada a sua própria vida de uma maneira ou de outra complica a minha também.

E eu sei que estou pirando com tudo isso. Mas, o que quero dizer é que laços são importantes, e eles fazem ligações que vão além das nossas escolhas pra vida, essas ligações acabam fazendo escolhas por nós às vezes, ou apenas facilitando ou dificultando caminhos. Sei lá. Faz parte da vida.

- Você estava falando sério? - pergunta Pansy, algum tempo depois, olhando-me nos olhos.

Meu estômago remexe.

- Claro que sim. - sorrio, carinhoso. - Eu realmente gosto dos seus cabelos. - sorrio, maroto.

- Não isso. - ela sorri de volta, e fico feliz em fazê-la sorrir.

- O que, então? - pergunto sério, mesmo já sabendo a resposta.

- Quando disse que eu era a garota pra você.

- Eu estava realmente falando sério. - respondi, sério. - Eu fui sincero com cada palavra.

- Era só isso que eu precisava saber. - e dizendo isso ela me deu um beijo suave.

Um beijo daqueles que você sente rapidamente, como se fosse uma borboleta pousando nos seus lábios, só que é como se um furacão estivesse dentro de você. E Pansy não precisou dizer mais nada, porque seus olhos diziam tudo. E para alguém como ela, eu sei que palavras são difíceis de serem ditas, por isso eu esperarei até quando ela estiver pronta, ou até mesmo quando eu estiver pronto.

Porque nós fomos impulsivos demais até agora e um pouco de cautela não é assim tão ruim.

- Sabe, quando tudo isso passar - porque eu sei que vai - eu te levarei para um encontro de verdade. - murmuro, beijando-lhe a testa.

- Eu vou gostar disso. - ela murmura, deitando ainda mais a cabeça em meu ombro.