AVISO: Esse cap é Harry/Luna, ok?

N/A: genteeee, desculpa pela demora. Eu sei qe foi mais de um mês, bem mais até. E o cap já tava pronta, pq essa fic até participou do I Chall de Férias e ganhou primeiro lugar xDD E acho qe já falei isso, mas eu fiquei muito orgulhosa mesmo. Nem acreditei! HUAHAIUHAIUH

Bom, o caso é qe to no terceirão e fico sem tempo nenhum mesmo, to estudando feito uma condenada.. pq eng. mecânica não é fácil de passar, gente! HUAHAIUHAUIHAI Mas, aqui tá o cap. O último cap. Eu não gostei muito, na realidade eu não gostei dos últimos caps dessa fic, mas foi o qe saiu e eu tava sem mais mta inspiração mesmo... E bom, dps desse vem o epílogo.

Não vou conseguir fazer comentário pra cada review, mas agradeço de coração por todos, são eles qe me fazem escrever mais e melhor.

Obrigada, gente! xD

Capítulo doze

Luna está deitada, a cor voltando as suas faces. Mas, isso não é o bastante pra mim. Não é. Não tem como ser. E eu esperava tudo quando ela disse "Harry, fiz uma besteira". Tudo, menos isso.

Eu não queria estar aqui. Eu não queria que isso tivesse acontecido. Eu não queria que o meu amor estivesse ali, entre a vida e a morte.

Meu amor. É, é isso mesmo. É begra, piegas e qualquer nome que dêem a isso nos dias de hoje (como se eu fosse muito velho), mas é o que eu sinto: amor.

E a pior coisa do que amar e ter o seu amor nesse estado. É amar, ter o seu amor nesse estado e ter sido o causador disso.

Eu gostaria de poder ser estúpido o suficiente pra colocar a culpa na Cho. Só que eu não consigo, porque eu sei que apesar de ela ser uma dissimulada, galinha e falsa (eu pareço uma garotinha xingando a garota popular agora) ela não teve culpa disso. Eu que fui um idiota de me deixar levar por ela e não perceber que minha fase (obscura) Cho já tinha passado a muito tempo e os meus desejos já eram outros, os meus sonhos estavam bem na minha frente.

Talvez eu devesse ter aumentado o grau do meu óculos. Aí sim nada disso teria acontecido. E eu sei que não é hora para piadinhas - especialmente quando as piadinhas são sem graça - mas eu estou nervoso demais pra ficar quieto. Nem nos meus pensamentos eu consigo ser coerente e só quero achar uma maneira de me sentir são.

Não, na realidade eu quero mais que isso. Eu queroque haja uma maneira de fazer Luna acordar, sair dessa cama e ser feliz comigo. E não há nada que eu possa querer mais no mundo.

Como ela fez uma Poção daquelas? Ela nem sequer é boa em poções, afinal. Talvez por isso tenha sido mal manipulada e dado efeitos piores ainda.

- Por Merlin, Luna... - sussurro, segurando forte sua mãos entre as minhas. - Porque é que você foi fazer isso? - murmurei, beijando-lhe a mão repetidas e repetidas vezes.

Fico em silêncio, olhando-a. Tão serena, tão em paz. Ali, deitada. Mas, eu não quero que ela fique em paz, eu ainda quero dar muito trabalho a ela. Nem que seja pra fazer ela chorar, brigar comigo, espernear ou me mandar embora, eu não quero ela em paz. Eu quero ela viva, nos meus braços, eu quero ela no meio do corredor exatamente como há pouco tempo atrás, eu quero beijar o seu pescoço e fazer ela ficar com a respiração acelerada. Eu apenas quero ela.

Eu pertenço a ela.

E não é algo em que eu possa mandar, entende? Meu coração apenas já tem dona e não tem como simplesmente mudar esse fato. Não tem.

Ela não parece mais viva desse jeito e isso chega me dar calafrios.

O que eu vou fazer sem a Luna? O que?

Eu não quero pensar nisso. Eu quero, nem que seja por um segundo, não pensar nisso. Só que é difícil - pra não dizer impossível - não pensar. Ela está aqui na minha frente e eu tento pensar em diferentes assntos na minha caeça e todos levam a um só: Luna. E com isso vem morte, desespero, meus olhos ardem.

Eu nunca passei por isso antes. Não de um jeito tão forte. Meus pais morreram e eu nem tinha conciênscia disso. Não é a mesma coisa, só que eu sei que não vou suportar perder mais alguém. Porque as coisas nunca podem dar certo pra mim, nem que seja um pouquinho só?

Eu não quero ser dramático nem mal agradecido. Só quero que Merlin seja bondoso só dessa vez e não tire a minha loirinha de mim. Não tire.

Porque eu sei que não posso viver sem ela. Eu nunca tentei, mas eu sei que daqui pra frente não consigo mais. Mesmo quando éramos apenas amigos...Quando a gente brigava, eu apenas não conseguia. Não dá. Simplesmente não dá.

Não tem como, droga.

Meus olhos ardem mais forte e eu sei que lágrimas estão começando a sair deles, só que a diferença das outras vezes que já chorei, é que dessa vez eu não me importo.

Eu queria estar no lugar dela. E eu não falo isso da boca pra fora, eu sei que ela seria muito mais forte que eu pra agüentar tudo isso. Eu sei que sim.

Os médicos já fizeram tudo o possível e agora é só esperar.

Me disseram pra esperar. Como se fosse fácil! Esperar, não existe palavra pior que essa pra uma pessoa impaciente?

Pior: para uma pessoa impaciente como eu?

Eu não quero ter de esperar nem mais um segundo pra poder ter ela comigo. Eu não quero ter de esperar nem mais um segundo pra poder pedir ela em namoro e levar ela pra passear em Hosmeadge de mãos dadas. Eu quero dar a ela o que ela sempre quis, eu quero ter o que eu sempre quis.

Felicidade.

Só uma vez eu quero ter plena e completa felicidade.

Só DESSA vez eu quero ter plena e completa felicidade.

Eu preciso disso muito mesmo. Preciso mais do que o ar que eu respiro.

Eu me sinto fraco, inútil, um idiota. É como se eu tivesse uma dor física, a dor de pensar em perder Luna é como uma dor física. É isso.

E eu preferia enfrentar quantos beijos de dementadores fosse preciso só pra ter a minha Luninha de volta.

Só...eu não sei o que fazer.

Entro na sala de espera onde estão todos os meus amigos. Tá todo mundo muito unido e todo mundo feliz no amor. Isso é bom, não quero dizer que não. É meio surreal, admito. Talvez seja só romance de verão, empolgação das férias, mas ao menos tá todo mundo feliz e...unido. Não importa muito.

Surreal é o que eu to passando agora. Acabo de perder a minha ãhn...virgindade e então a garota com quem eu faço isso toma uma poção pra se matar?

Droga. Eu to com raiva, é isso. Não sei como lidar com todas essas coisas ao mesmo tempo. Eu nunca fui muito bom em lidar com coisas.

- Sabe, você sempre consegue lidar com as coisas, Harry. - sussurra Ginny, colocando a mão em meu ombro e sentando-se ao meu lado. - Tudo vai ficar bem.

Às vezes eu chego a ficar extremamente assustado com a capacidade que Ginny tem de ler a minha mente, mas isso não é hora pra isso. Eu só agradeço a Merlin por ela existir na minha vida e me ajudar a passar por isso. Porque só Merlin sabe o quanto eu sinto que não conseguirei passar por isso.

- Como você pode ter tanta certeza, Ginny? - pergunto, exausto.

- Eu apenas tenho. - sorri ela, compreensiva. Um sorriso típico dela. - Confia em mim, ok?

Eu sei que posso confiar nela. Eu não posso é confiar na Luna naquela cama deitada com aquele mando de médicos. É nisso que eu não posso confiar. Eu... é tudo culpa minha.

- A culpa não é sua, sabe? - sorri ela, de novo. Dando olhadas significantes para o resto da galera na sala de espera.

Ok. Agora é eu estou extremamente assustado com Ginny embora não seja a hora certa pra isso. Como ela consegue fazer isso? É perturbador, sério.

- Eu realmente não sei como fazer isso, se é isso que você está pensando. - ela diz, séria.

Eu sorrio, fracamente.

- E então, Harry... - começa Ginny, claramente desconfortável. - O que os médicos disseram?

- Eles estão lá examinando ela. Até então ela estava se recuperando, mas não chegava a estar num quadro estável. - respondo, passando a mão pelos cabelos, exasperado.

Ginny me olha, em silêncio.

Só que eu não posso mais suportar esse silêncio, eu não consigo.

- Eu não sei o que eu vou fazer se... - começo, amendrontado.

- Nada vai acontecer, Harry. - sorri Pansy, abraçada a Oliver.

- Nós estamos aqui, cara. - ele completa.

- Isso mesmo, Harry. - diz Hermione, se aproximando com Ron e Draco. - Nós sempre vamos estar aqui pra te apoiar.

- Somos seus amigos, cara. - diz Ron, meio sem jeito.

- Por mais incrível que isso possa parecer. - sorri Draco, de lado.

- Vai ficar tudo bem. - sorri Ginny, docemente estendendo a mão para frente.

E uma cena tremendamente brega ocorreu, mas foi o que me deu força. Sete mãos, uma em cima da outra, demonstrando o maior tipo de união que pode haver no mundo: a amizade.

- Então, como ela está? - pergunto, voltando para dentro do quarto, assim que fui liberado para tal.

- Ela está estável agora. - responde a enfermeira. - Ela é uma garota muito forte, sabe? - sorri, doce.

- Eu sei. - murmuro, balançando a cabeça em sinal de concordância. - Eu sei.

- Bom, agora é questão de tempo para ela acordar.

- Como assim?

- Pode ser daqui há cinco segundos como daqui há meses. Nunca se sabe... - disse ela, temerosa.

Apenas aceno com a cabeça.

- Você é o namorado dela? - pergunta a enfermeira, arrumando os travesseiros de Luna.

- A-acho que sim. - gaguejo, meio sem jeito.

- Se não for, será logo, reconheço esse brilho apaixonados nos seus olhos. - sorri, meigamente. - Era o mesmo que o meu marido tinha quando olhava pra mim.

A enfermeira não tinha menos de cinqüenta anos, por isso que eu achei que ela devia saber das coisas e não pude evitar de perguntar.

- Você acha que ela vai acordar?

- Como eu disse, ela é uma garota forte, não se preocupe. - deu uma piscada e fez seu caminho para fora do quarto, virando-se logo em seguida. - Fale com ela.

- Falar o quê? - pergunto, sem entender.

- Qualquer coisa que você sinta vontade de falar.

Algo entre falar e sentir fez com que surgisse uma idéia louca na minha cabeça. E aliás, o que eu poderia perder com isso? Nada, nada mesmo.

Sentei ao seu lado, meio sem jeito. Quantas vezes eu já havia me sentido sem jeito, assim, do lado dela? Ri, baixinho.

- Sabe, Luna... - começo, sem saber o que dizer, escolhendo as palavras, nervoso.

Nervoso porque? Não é como se ela fosse me responder ou algo do tipo. E acho que é por isso que fico mais nervoso ainda. O medo de ela nunca mais me responder nada.

- Eu gosto mesmo de você. - digo, assim de repente. - E provavelmente fosse melhor eu te preparar mais pra falar isso ou até mesmo falar isso quando você estivesse acordada. - rio, ansioso. - Mas, pensando bem, acho que não tem melhor hora.

Nada. Ela ainda está ali, silenciosa.

- E não digo isso da boca pra fora, porque nós...você sabe. E foi maravilhoso, foi maravilhoso mesmo. E eu não sei, eu apenas descobri tantas coisas sobre você só naquele momento, coisas que em todos esses anos de amizade eu não tinha pensado muito. Você é uma pessoa única. E mesmo com todo esse teu jeito aluado de ser - que eu adoro por sinal - você é a pessoa mais observadora que eu conheço. Sabe tudo sobre todo mundo, sem ser metida. Sempre tá disposta a ajudar e às vezes esquece de si mesma.

Nada. Começo a suar feito um porco, e isso não é nada bonito.

- E eu sei que esse é um ponto delicado pra você. Mas, se é isso que está te impedindo de acordar, eu preciso falar: não há nada de errado em ser como você é. E se você acha que isso é um defeito, aí mesmo que você está louca. Há algo tão especial no teu jeito de ser e você não percebe. - digo, exasperado. - Você é linda, meiga, extremamente inteligente e o mais importante, sensitiva. Você percebe o que ninguém mais consegue e eu detestaria que você desistisse disso só porque às vezes você pode ser um pouco diferente das outras pessoas.

Nada. Porque ela não se mexe?

- E Merlin sabe o quanto EU consigo ser diferente dos outros. Ron também é bem diferente, por sinal. Totalmente sem noção, quando quer. E Mione, então? É tão neurótica a ponto de achar que a própria sombra tem alguma coisa errada. Gina é totalmente estressada, Draco é egocêntrico até não poder mais, Oliver é metódico e Pansy é expansiva, digamos assim. - rio, baixinho. - E eu gosto deles. Gosto mesmo. E eu sei que você também gosta. Viu? É assim que as coisas funcionam. - esfrego uma mão na outra. - O que eu quero dizer é que você é a melhor amiga que alguém pode ter e com certeza a melhor namorada.

Nessa hora eu já nem percebo mais se ela está acordada ou dormindo, porque eu realmente estou ficando nervoso - mais do que antes, quero dizer.

- É...bem... eu estava pensando em te pedir em namoro, sabe? Só que se você não sair dessa cama vai ficar meio difícil e...

- Você vai me pedir? - sussurra ela, abrindo os olhos. - É que bem, no momento eu to meio fraca pra sair daqui, mas eu aceito. - sorri ela, sem jeito.

Eu achei que fosse um sonho. Mas sonho ou não, meu coração parou na hora.

- Eu achei que não precisava mais pedir depois dessa declaração toda. - sorrio, sem jeito, com as mãos atrás da cabeça.

- Ahn...não. Você tem de pedir. - sorri ela, maliciosa.

Olho-a nos olhos. Eu tenho certeza. E acho que esse é um daqueles momentos que você não tem como ter mais certeza de alguma coisa.

Acaricio seus cabelos suavemente, e com a outra mão faço o contorno de seus lábios que estão levemente brancos. Ela tem uma expressão angelical no rosto e acho que não conseguiria amar mais do que a amo nessa exata fração de segundos em que meus lábios se encontram com os dela ou meu coração poderia explodir.

- Quer namorar comigo? - sussurro, com os lábios encostado seu sua orelha.

Ela suspira, feliz.

- Quero. - sorri, beijando-lhe o rosto delicadamente.

E eu não posso ser mais feliz que isso. Não posso mesmo.