Capítulo 2 – Um pouco de luxo

Sentei-me em um dos bancos do aeroporto e comecei a comer uma marmita que mamãe havia me deixado pouco antes deu sair de casa. Comecei a mastigar com ferocidade, quando o celular começou a tocar.

"Por favor, que não seja o Maurício!", Maurício é meu chefe.

Sim, aquele que vai me esganar quando souber que eu ferrei com o negócio de Chocolate Willy Wonka. Isso mesmo, eu to tãããããããããão fudida...

"Alô?", perguntei, com um tremor.

"Olá, Gin! E ae? Como foi?", perguntou ela.

"Um desastre, amiga, um desastre total!", eu lamentei.

E contei toda a história dela, adicionando a parte de que, eu tentei escapar de Charlie e entrar no escritório de novo, mas a única coisa que eu consegui foi cair em uma cima de uma caixa cheias de barras de chocolate Willy Wonka, as quais Charlie informou, um tanto grosseiramente, que seriam entregados à minha casa, junto com as custas que uma empresa pagaria por eles.

Olhei para o lado e vi uma aeromoça que parecia bastante interessada na minha história.

"Uau, amiga, sinto muito!", tentou me consolar Luna.

"E sabe o que é pior? Minha promoção foi pro beleléu!", resmunguei "Foi um fiasco, miga, você precisava estar lá para ver o papelão que eu passei..."

"Bom, pelo menos você tem o Collin que é gatíssimo, com aqueles olhinhos azuis e é tão sensível!"

Certo, quando ela diz "sensível" ela quer dizer "gay"?

Acho que não, por que, nesse contesto, qual seria a finalidade do "pelo menos"?

Certo, eu realmente tenho que parar de achar que meu namorado é gay! Isso tá começando a ficar meio bizarro, sabe?

Quero dizer, eu e ele já fizemos muitas coisas que gays não fariam! E ele é realmente um doce na cama!

"Gina?", chamou Luna "Você está bem?"

"Hum? Oh, sim, estou!", disse, um pouco avacalhada e, quando me dei conta, a aeromoça já tinha sumido. Ainda bem "Luna, é hora do meu vôo!"

"Hum... Okay... Bem... Vai dar tudo certo, você sabe", disse ela, desligando em seguida.

Oh, é claro que eu sei.

XxXxX

Claro que tudo tem que ser da maneira mais difícil. Aparatar? É óbvio que eu não posso aparatar! Tenho que ir de avião!

Pff...

Ridículo.

A verdade é que, enquanto eu corria para o portão de embarque, a única coisa em que conseguia pensar era na minha prima, estúpida, altamente altruísta a qual a única diversão é senti-se superior a mim.

Muitos anos atrás – okay, não taaaantos, porque eu não sou tão velha -, em Hogwarts, eu conheci um cara que realmente não gostava da minha família, seu nome era Draco Malfoy. Ele era, definitivamente, o cara mais idiota, retardado, gostoso, lindo, e hipócrita que eu já conheci em toda a minha vida, e ele tinha o costume hediondo de chamar minha família de "coelhos".

Quando eu conheci Rubi pela primeira vez, eu tive certeza disso.

Que família normal é sediada em Londres e tem uma sobrinha naturalizada do MÉXICO? PELO AMOR DE MERLIM, ALGUÉM ESTÁ LENDO ISSO?

MÉXICO!

Eu nem lembrava que essa merda de país existia e BANG surge de lá uma prima minha!

Bom, tudo bem, é até sacanagem falar isso dela, porque os pais dela morreram e tals, aí ela foi ficar com a gente! Eu tinha gostado da idéia!

Ela tem cabelos escuros e cacheados e olhos verdes, quase como os do Harry, sabe? E é magra e tem um belo emprego.

Pelo menos, diz que tem.

E tem um namorado chato que vive pegando no meu pé.

Ela pega no meu pé!

E aquele irritante cabelo cacheado dela! Qual é? Para ter aquele cabelo tão perfeito ela deve ficar o dia inteiro no cabeleireiro. Sabe, eu sempre penso sobre isso é só consigo chegar à uma conclusão: ela é uma puta.

É, trabalha de noite, e tudo o que ganha gasta no dia seguinte, no cabeleireiro.

Tá certo, isso é maldade, mas...

"Sua passagem, por favor?", pediu a mulher e, quando ergui os olhos, vi que era a moça que havia ouvido a minha conversa.

Senti meus olhos se arregalando e corei com força.

"Dia ruim, hum?", perguntou ela, gentil.

"Digamos que não foi o melhor de minha dia...", consenti.

"Ahhn... Faremos o seguinte, tem um lugar vago na classe executiva", disse ela, piscando "O que acha?"

Eu senti meus olhos se arregalando e deviam estar brilhando como o de uma criança que vê o Mickey Mouse pela primeira vez.

"Ohhh... Você faria isso?"

"Claro", disse ela, piscando o olho, como eu era a última da fila, ela foi junto comigo até o elevador.

Oh, sim, eu tenho mais um segredo que esqueci-me, completamente, de comentar:

11. MORRO DE MEDO DE ANDAR EM TRANSPORTES TROUXAS

Continua...

N/A: Huuum...

O que será que vai acontecer?

Espero por comentários!

Beijos!

Gii