Há algo entre Collin e eu que eu devo ter deixado sem dizer que é o fato de que ele também trabalha no Profeta Diário, no entanto, ele é na seção de matérias. E ele é um cara bem dedicado ao trabalho.
Já perdi a conta das vezes que ele apareceu com um olho roxo, porque tentou fotografar, por exemplo, Pansy Parkson se agarrando com todo o time de Quadriboll da Suécia.
Pobre Col, apanhou do time inteiro.
Bom, enfim, só sei que acordei na manhã seguinte com ele me beijando o rosto, carinhosamente, e quando eu acordei, esboçando um sorriso preguiçoso, ele sorriu para mim, beijando-me de leve a testa.
"Bom dia", eu disse, beijando-lhe de leve a bochecha e levantando-me "Que horas são?"
"Falta meia hora para a gente ir trabalhar, se quiser tomar um banho, eu tenho uma roupa sua que você pode ir para o trabalho hoje"
"Obrigada, Col, você é um amor!", e, sorrindo, entrei no banheiro lindo e espaçoso dele, que, em muito breve, será meu também.
Ao pensar assim, senti uma bolha de orgulho explodir dentro de mim, e, sorrindo, tomei um longo banho. Tá, não tão longo assim, porque quando deu quinze minutos que eu estava no banho, Collin começou a espancar a porta do banheiro, dizendo que íamos acabar nos atrasando.
Quando saí, um conjunto de taiuller estava esperando por mim, sobre a cama, vesti-o rapidamente, juntamente com a inconfortável calcinha fio dental dois números menores que o meu verdadeiro e sentei-me à mesa do café da manhã, onde Collin já se encontrava, lendo o profeta diário e sorrindo com a sua matéria que saíra na primeira página do jornal.
"E então? Algo novo?", perguntei, enquanto tomava um copo de leite com café e enfiava uma bisnaguinha com manteiga goela abaixo.
"Você sabia que Crabble e Goyle saíram do armário?", perguntou ele, orgulhoso.
"É claro que eu sei, você não falou de outra coisa nas últimas três semanas", pensei, dando-lhe um sorriso.
"Jura?", perguntei, engolindo o café com dificuldade, ao ver que Collin começara a estendê-lo para mim.
"Por que não dá uma lida?"
Nesse momento, entendi que aquilo não era exatamente um pedido. Com um sorriso forçado, abri o jornal e dei uma lida, parágrafo sim, parágrafo não.
"Uau, é uma matéria e tanto, Col!", sorri e coloquei-a de lado na mesa "Então, vamos?"
Collin ficou olhando-me, com atenção.
"O quê?", perguntei, enquanto prendia o cabelo com uma piranha minha que eu havia deixado na casa dele da última vez que passamos a noite, juntos.
"Não vai falar mais nada?", perguntou ele, incrédulo "Eu fiquei semanas trabalhando nessa matéria e você diz um simples 'uau! É uma matéria e tanto!'...", e eu percebi que ele havia ficado bem chateado.
"Desculpa, Col, é só que eu acho estranho, você expôs de tal maneira os dois, espero que eles tenham autorizado", disse, dando de ombros, então vi a expressão de Collin do tipo 'oh, Merlim, eu sabia que eu tinha esquecido de alguma coisa!'.
"Bem...", ele fez, mexendo-se desconfortavelmente na cadeira e pondo-se de pé "Vamos".
Eu fiquei incrédula.
Collin era um idiota! Como ele podia fazer uma matéria sobre gays e não consultar o casal em questão?
"Col!", eu o chamei, fazendo ele interromper a matéria de pegar o pó de flú.
"O quê?"
"Você não falou com eles?", perguntei, olhando-o, indignada "Você expôs toda a vida pessoal de duas pessoas e nem perguntou para elas se podia fazê-lo?"
Collin passou a mão pelos cabelos.
"Gin..."
"Isso é tão.. típico!", resmunguei, ficando mal humorada.
Tá certo que Crabble e Goyle nunca foram dos mais legais comigo, claro, mas então o que fazer? Humilha-los desta maneira? Só porque eles assumiram que eram gays, Collin não tinha o direito de sair por aí dizendo isso para todo mundo.
Eu nunca postei nada no jornal sobre o Collin.
"Certo, mas você não tem certeza disso"Evitei esse pensamento, e então lembrei-me de uma confissão que fiz para o loiro que estava ao meu lado:
"Collin é um bom namorado, mas quando se trata do trabalho, ele põe isso à cima de tudo! Faz questão de ser o melhor em tudo! É tão irritante!"
Desviei a atenção daquele segredo que eu havia contado e vi que Collin mexia a boca, mas eu não ouvia barulho nenhum saía dela, então, mexi a cabeça e me concentrei nele.
"...certo?", falou ele, olhando-me ansioso.
"Er... claro...", eu disse, dando de ombros e entrando junto como e, via flú, fomos arremessados para dentro da recepção do Profeta Diário.
XxXxX
Sentei-me na minha mesa, ao lado de Cho Chang, aquela vaca de olho puxado – nada contra quem tem, mas aquela vadia... – que acha que é melhor que todo mundo!
Ah, como eu a odeio!
Mas percebi que estava o maior rebuliço na seção de marketing. Olhei para Cho e ela estava passando batom nos lábios e piscava como se estivesse tentando flertar com o espelho.
Bom, ela era tão tapada que era bem capaz que isso tivesse mesmo acontecido.
"O que está acontecendo?", perguntei para Simmas, que me sorriu.
"Você não está sabendo?"
"Não, o que é?", perguntei, em pânico.
"Draco Malfoy está vindo para cá!"
"O quê?", perguntei, quase caindo da cadeira "Como?"
"Ele chegou meio que de surpresa, ontem, e veio para ver como a companhia estava", disse Simmas, sorrindo de orelha a orelha.
"Oh, Merlim! Cho, por favor, me empresta seu espelho!"
"Nem vem, filhote!", falou ela, fechando o espelho e guardando dentro da bolsa.
"Ah, sua filha da..."
Então, um entregador chegou, cambaleando, segurando uma imensa caixa e eu gelei ao perceber o que era.
"ENTREGA PARA VIRGÍNIA WEASLEY!", berrou o filho da mãe e eu me levantei imediatamente "ENTREGA DA FÁBRICA DO WILLY WONKA!"
"Eu... Eu estou aqui!", berrei, correndo em direção ao homem.
"Filho duma... por que você não grita mais alto? O Willizinho tão querido não deve ter ouvido!", pensei, sarcástica.
Estendi-lhe todo o dinheiro que eu tinha na carteira e, para a minha sorte, o total de todas aquelas barras era quase o que eu tinha – eu ainda tive cinco nucles de troco -, eu coloquei a caixa em frente à minha mesa e sentei-me, afogando-me na casa.
"Uau, o que é isso? Você dormiu com o Wonka?", perguntou Chang, impressionada.
"É claro que não!", eu berrei, ficando escarlate.
Não podia, não podia contar para eles a real versão, mas foi aí que Maurício entrou quase tropeçando em tudo o que via – ou melhor, não via.
"Todo mundo, Draco Malfoy está vindo, arrumem-se!"
Levantei-me.
"Vou pegar café..."
"Quero um!", disse Cho, erguendo a mão.
Eu odiava tanto quando ela me tratava como se eu fosse sua secretária, desse jeito. Ah, que raiva. Bom, controle-se, Gina!
E, lentamente, quase parando, para ser bem sincera, fui em direção à maquina de café e, com dois copos descartáveis, enchi-os quase inteiros de café, enquanto pensava: eu não gostava de Draco Malfoy e estava realmente ferrada se ele me percebesse aqui, do jeito que nossas famílias se odiavam, ele acabaria por me demitir imediatamente.
Foi enquanto que vi o que mudou para sempre minha vida transformando-a em um inferno.
A porta do elevador se abriu e o que eu vi saindo fez meu coração se acelerar.
Primeiro, eu vi um cara de cabelos loiros e olhos verdes brilhantes, mas ele não me lembrava em nada o cara filho da mãe que me enchia o saco todos os dias, foi então que minha respiração parou e eu arregalei os olhos.
Saindo do elevador, por último, estava o cara que eu sabia muito bem quem era, a barba estava feita e, agora, eu podia afirmar, por mais que eu tentasse negar: o cara que eu contei todos os meus segredos, no avião...
Lá estava ele: Draco Malfoy.
Continua...
N/A: Finalmente, tudo vai começar agora!
Bom,como sempre, essa fic é baseada no livro O Segredo de Emma Corrigan, mas, como vocês bem sabem, eu uso a idéia, mas não sigo o roteiro!
Bom, gente, é isso aí!
Espero por reviews!
Um beijo,
Gii
