Capítulo 10 – A Reunião
Merlim!
Por que o tempo está passando tão rápido?
Já são 14:45 e eu nem mesmo consegui falar direito com Luna.
Bom, tenho quinze minutos e, como eu vou ser demitida, resolvo que é melhor eu ligar para a Luna e conversar com ela sobre a miséria que é minha vida.
"Alô?", a voz sonhadora de Luna surgiu do outro lado.
"Luna, socorro", choraminguei, em sussurros, rezando para que ninguém me ouvisse.
"Gina? O que foi?', perguntou, preocupada.
"Ain, amiga! Você sabe... o Draco Malfoy?", perguntei, pronunciando o nome tão baixo que tive medo que ela não tivesse ouvido e que me fizesse repeti-lo.
"Hum? Aquele... Malfoy... da escola?", perguntou ela, hesitante, como se fosse muito difícil se lembrar dele.
"É"
"Da sonserina?"
"Esse mesmo!", disse, aliviada por ela lembrar.
"Sei... O que tem?", perguntou, sempre inocente, e posso imaginá-la enrolando o fio do telefone nos dedos e olhando para seu imenso pôster do Lockhart – sim, ela é a única fã que ele ainda tem.
"Ele é o dono do Profeta Diário!", dou um berrinho histérico, ao pronunciar isso, aflita.
"E o que tem?", perguntou Luna.
Reviro os olhos e fico em silêncio, dando para ela os cinco segundos que ela precisa para cair na rela.
"Ah, é!", fez ela, de repente, me assustando "Você trabalha no Profeta Diário!"
"Parabéns, Luna! Depois eu te levo os biscoitos", ironizo, e olho para os lados, ninguém está prestando atenção em mim, ótimo! "Lu, acho que vou ser... vou ser... demitida", choramingo.
"Mas, por quê? Digo, fora os motivos óbvios", acrescenta ela.
"Luna, acho que só os motivos óbvios já são o suficiente e, além do mais, tem uma coisa que eu não te contei... Sabe o cara do avião? Bem...", então, olho para o relógio.
Merda!
15:01!
"Luna, depois a gente se fala! Pelo amor de santo Merlim, por favor, OK, compre um potão de sorvete, acho que vou precisar", e desligo o telefone.
Levanto-me e passo as mãos no cabelo, tentando parecer confiante.
"Eu vou... para minha reunião", digo, para ninguém em particular.
Todos erguem os olhos e, logo após, voltam para seu trabalho.
Certo.
E daí se eles não se importam que eu vou ser demitida?
Filhos-da-puta sem coração.
XxXxX
Quando abro a porta de madeira grande e pesada da sala de reuniões, já são quase 15:10, e rezo para não levar uma bronca muito grande.
No entanto, entro na sala e ela está vazia.
Ou melhor, era o que eu achava.
Foi só eu pisar na sala e aproximar-me de umas da cadeiras, a porta se fechou com um barulho seco e quando me viro, com o coração batendo na garganta, vejo ninguém menos do que Malfoy encostado contra a porta.
E, caracas, como ele está sexy.
Além de tudo, está com os braços cruzados e parece um daqueles detetives misteriosos dos filmes trouxas dos anos 60 ou 70.
"Está atrasada, Weasley", comenta ele, olhando o seu relógio dourado de pulso.
"Eu sei, sinto muito, senhor Malfoy", pedi, com humildade.
"Sente-se", disse ele, afastando-se da porta e sentando-se numa cadeira grande e luxuosa "Acho que temos um assunto pendente, não?"
O desespero me assalta e, quando dou por mim, estou falando como uma louca.
"Por favor, por favor, eu sei que eu falei algumas coisas, mas não me despeça, está bem? Minha vida vai se tornar um inferno e a Rubi vai encher meu saco, e me oferecer um emprego, mas ela só oferece, porque sabe que eu não vou aceitar...", começo a choramingar.
Ele me fitou, confuso.
"Eu não vou te demitir, Weasley. De onde você tirou essa idéia?"
"Porque... bem... a gente teve aqueles problemas em Hogwarts e as nossas famílias...", digo, meio embolada.
"Weasley", ele põe sua mão sobre a minha e meus olhos se arregalam e meu coração começa a bater com mais força "Eu disse que são águas passadas, não disse?"
Hesito.
"Sim...", engulo em seco "Mas eu achei..."
Ele retira sua mão e eu posso respirar novamente.
"E eu estava falando sério", e dá uma piscadela "Agora, eu ouvi você falando coisas sobre a empresa e eu gostaria que você me repetisse elas, para que eu pudesse arrumá-las", disse ele, recostando-se na cadeira e sorrindo para mim.
"Eu... eu não lembro", menti, sentindo borboletas voarem em meu estômago.
Ele demorou-se alguns minutos, depois revirou os olhos.
"Veja bem, Weasley. Tem uma coisa que eu gostaria de te pedir: você poderia, por favor, não contar a ninguém que eu estive nos Estados Unidos?", pediu, por fim.
"O quê? Por quê?", ao perceber o olhar dele, acrescento "Quero dizer, lógico! Seu segredo tá guardado comigo, muito bem guardado. Juro!"
Ele sorriu.
"Certo, pode sair"
É só isso?
Ele percebe minha hesitação.
"Deseja mais alguma coisa, Weasley?"
"EU? NÃO! MAGINA! HAHAHA! SEGREDO GUARDADO! NÃO VOU CONTAR PARA NINGUÉM!", berrei desesperada e sai correndo da sala de reuniões.
Continua...
N/A: Hahahaha!
A Gina ficou doida!
Hauhauihauahiauha
Amei escrever esse capítulo!
Reviews, please!
Beijos!
Gii
