Cap 6 – Sentimentos reprimidos, sentimentos revelados.

- O que foi Inoue? – perguntava estranhando a seriedade da amiga.

- Aqui não. Venha comigo, por favor. – pega Rukia pela mão, puxando-a. As duas vão para um lugar afastado do grupo, de baixo de uma árvore.

- Aconteceu alguma coisa Inoue? – preocupada.

- Bem...Kuchiki-san...Há algum tempo eu queria lhe perguntar uma coisa... – olhava para baixo um pouco vermelha. Rukia a encarava. Tomou coragem para falar. – Kuchiki-san, o que você sente pelo Kurosaki-kun? Você o ama?

Rukia arregalou os olhos, muito surpresa com a pergunta. Por que Inoue foi pergunta aquilo? Ela poderia perguntar sobre qualquer coisa, mas foi perguntar justo sobre o que a Shinigami guardava de mais profundo no coração. Rukia já havia notado que a amiga gostava de Ichigo, o que a deixava triste e ainda mais confusa. Não podia falar. Era uma covarde, sabia disso. Sentia vontade de gritar aos quatro ventos seus verdadeiros sentimentos, mas não tinha coragem o suficiente para isso. Agora menos ainda, pois magoaria uma grande amiga. Ela fez sua escolha, respirou fundo e deu um de seus grandes sorrisos falsos.

- Não se preocupe Inoue. Eu não sinto nada por ele. – sorrindo.

- Por favor, não minta para mim! Eu tenho dois olhos que funcionam muito bem. Eu vejo como você olha para o Kurosaki-kun, como vocês estão sempre juntos e... – baixou a cabeça tristemente. – E...O forte laço que os une. - Rukia forçou ainda mais o sorriso.

- Você tem razão...Eu e o Ichigo temos um laço muito forte. Mas é um laço de amizade, nada mais do que isso. – desviou o olhar para que a menina não percebesse sua tristeza. – Não se importe comigo Inoue. Essa é a sua chance, aproveite-a. Tenho certeza de que você fará o Ichigo muito feliz. – disse contendo as lágrimas e forçando o sorriso o máximo que podia.

- Obrigada Kuchiki-san! Você não sabe como eu estou feliz! – disse abraçando a amiga. – Eu te adoro muito!

- Eu...Também te adoro, Inoue. – retribuindo o abraço.

A ruivinha foi embora, transbordando de alegria, enquanto Rukia, permaneceu parada naquele mesmo lugar.

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- Droga! Onde ela foi se meter?! Pede para eu pegar algo para beber e depois some... – dizia Ichigo para si mesmo, muito irritado. Ele vê Renji, que já havia cansado de lutar com Ikkaku.

- Hei, Renji! Você viu a Rukia?

- Não vi não...Ela não estava com você? Aconteceu alguma coisa? – preocupando-se.

- Não foi nada... É que ela sumiu de repente... – explicando-se. – Bom, eu vou continuar procurando. Tchau! – disse correndo para o outro lado. Renji resolveu procurar por Rukia também.

Ele andou por todos os lados, já estava praticamente perdido, quando viu a menina em baixo de uma árvore perto da praça de alimentação. Correu até ela.

- Hei Rukia, o que aconteceu? O Ichigo esta te procurando feito doido. – diz colocando a mão no ombro da garota. De repende lágrimas começam a brotar dos olhos da menina. Renji fica sem reação.

- Rukia, o que aconteceu?! Você está bem?! Diga alguma coisa! – chacoalhava a menina que continuava sem se mexer.

- Por favor, me diga o que está acontecendo. Te fizeram alguma coisa? – extremamente preocupado.

- Não...Foi nada...Eu...Estou bem...

- Então por que está chorando? – segurando o rosto dela entre suas mãos.

- Eu...Não sei...Por mais que eu tente...Elas simplesmente...Continuam saindo... – tentava inutilmente secar as lágrimas com as costas das mãos, que teimavam em continuar caindo.

- Rukia...Tudo bem. – abraçou a menina. – Não há nada de errado em chorar quando se está triste. Pode desabafar, eu vou ficar aqui o tempo que você quiser. – abraçando-a mais forte. A garota retribuiu o abraço, chorando ainda mais. Os dois permaneceram assim, fortemente abraçados, até as lágrimas da pequena cessarem.

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Ichigo ainda procurava pela Shinigami. Já estava cansado de correr e gritar por ai. Senta-se em um banco para descansar um pouco.

"Droga Rukia... Por que você sempre faz isso? Sempre teima em me deixar preocupado desse jeito..." – pensava de olhos fechados.

- Kurosaki-kun... – uma voz familiar o chamou. Ele abre os olhos para encarar a pessoa.

- Oi Inoue. O que foi? – perguntou passando a mão atrás da cabeça como sempre faz.

- Kurosaki-kun...Eu posso conversar um pouco com você? – perguntou a ruivinha um pouco corada.

- Ah...Claro. O que foi? – levantando-se.

- N-na verdade eu...Há muito tempo eu queria te dizer uma coisa Kurosaki-kun... – gaguejou a menina ficando ainda mais nervosa. Tomou fôlego e começo a expor todos os seus sentimentos. – A muito, muito tempo eu venho te observando. Tanto tempo que eu nem me lembro mais quando isso começou. Eu sempre notei tudo ao seu respeito...Suas alegrias, suas tristezas e principalmente a sua mudança repentina. Acho que essa mudança fez com que esse sentimento se tornasse ainda mais forte...Cada dia mais forte. Eu...Não consigo mais guardar este sentimento...– respirou fundo, muito vermelha, para finalmente poder dizer – Eu te amo Kurosaki-kun.

OWARI