Cap 25 – Sentimentos confusos.
Despedaçados. Mais uma vez todos os seus sentimentos foram despedaçados. Esperanças? Não, agora já não tinha mais nenhuma, havia entendido que jamais teria o coração dele. Mas se havia entendido, por que doía tanto? Lágrimas caiam desenfreadamente, o corpo mais pesado, os sentimentos quase a sufocando. Uma mão, uma voz gentil.
- Inoue-san, o que aconteceu?! – perguntou o Quincy, preocupado, com a mão no ombro dela.
- Ishida...kun...! – a garota agarra-se na camisa dele e afunda a cabeça em seu peito, chorando ainda mais. – Outra vez...O Kurosaki-kun me dispensou outra vez. – com a voz trêmula.
- O que?! – surpreso. – M-mas como?! – gagueja.
- Eu...Achei que ainda tinha uma chance, porque a Kuchiki-san não gosta do Kurosaki-kun... – chorosa.
- De onde você tirou essa idéia? – confuso.
- Porque eu vi a Kuchiki-san e o abarai-kun se beijando. O Kurosaki-kus também viu, por isso achei que ele não iria mais gostar dela e talvez mi desse uma chance...Mas ele me dispensou de novo. – aperta mais forte a camisa dele entre suas mãos.
- Inoue-san... – abraça-a e acaricia seus cabelos, tentando acalmá-lo.
- Por que não pode ser eu? Será que eu sou uma pessoa tão ruim assim? – tremendo. – Será que...Ninguém nunca vai me amar? – Ishida abraça-a mais forte.
- Não diga uma coisa dessas Inoue-san. Você é uma pessoa maravilhosa. Mas talvez o Kurosaki não seja a pessoa certa para você. Ele não saberia como tratá-la como você merece, como uma verdadeira Princesa. – a garota vai se acalmando e se soltando nos braços de Ishida aos poucos. Ele levanta o queixo dela suavemente, fazendo com que seus olhos se encontrassem. – E tenha certeza de que existem muitas pessoas que te amam. Mas...Nenhuma delas te ama tanto quando to eu. – a garota surpreende-se. O Quincy vai se aproximando lentamente, até que seus lábios se juntam com os dela. Inoue inconscientemente fecha os olhos. Um beijo tão simples e suave, porém tão terno. Os dois se separam, um tão vermelho quanto o outro.
- Inoue-san, gostaria de ser minha namorada? – pergunta o garoto, um pouco sem jeito.
- I-Ishida-kun...Eu... – surpresa.
- Tudo bem. – sorri, corado. – Não precisa responder agora, pense o tempo que quiser. Mas agora acho melhor voltarmos para onde o guia está. Ele pega gentilmente na mão da ruivinha e começa a andar, guiando-a.
Inoue estava confusa, muito confusa. O que será que era aquilo? Aquele quentinho que sentia dentro de seu peito.
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Rukia corria desesperadamente, nem sequer olhava para trás ou por onde pisava. Só queria sair dali o mais rápido possível.
"Droga" Aquele idiota! Traidor! Como ele pode fazer isso comigo?! Como?! Nós estávamos indo tão bem... Droga. Isso não é justo..." – chorando ainda mais. – "Eu te odeio Ichigo!!!" – apertando os punhos.
Ela já estava longe da praça. Para um pouco pra recuperar o fôlego. O hotel não era muito perto dali, demoraria séculos para chegar se fosse a pé. Ela vê um carro parado com uma plaquinha escrita TAXI em cima. Lembra-se do que Ichigo havia lhe explicado sobre eles.
A shinigami entra no táxi e apenas diz o nome do hotel, afinal não sabia explicar como chegar lá, muito menos explicar em inglês. Por sorte o motorista entendeu. Não demorou a chegar no hotel.
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Tatsuki estava na piscina do hotel, sentada no chão com o bilhete escrito por Inoue em sua mão. Estava triste, muito chateada, e ainda por cima, com uma ressaca horrenda.
- Ela nem se quer tentou me chamar... – sussurrava, enquanto brincava com o papel, tristemente.
- Tatsuki? – uma voz assusta-a.
- Keigo! Não me assuste assim! - gota.
- Foi mal. – senta-se ao lado dela. – Você ainda está chateada por ter brigado com a Inoue? – encarando-a.
- Sim... – diz cabisbaixa. – Eu odeio brigar com ela...
- Mas por que vocês brigaram? – pergunta um pouco curioso.
- Porque ela é uma teimosa! Eu tentei dar um conselho e ela ficou brava. Eu também exagerei um pouco, mas... É porque eu não queria vê-la sofrer outra vez... – uma lágrima percorre seu rosto.
- Tatsuki... – Keigo surpreende-se um pouco, afinal, nunca pensou que veria aquela garota tão forte chorar. – Não se preocupe. – abraça-a. – Tenho certeza de que logo vocês farão as pazes, afinal, uma amizade como a de vocês não se desfaz tão facilmente. – sorri.
- Keigo... – sussurra um pouco corada. Geralmente ela o socaria e o chamaria de tarado, mas dessa vez ela não tinha a menor vontade de bater nele, queria apenas continuar sendo abraçada daquele jeito.
Ficaram assim um bom tempo, até que foram vencidos pela ressaca. Aquela maldita dor de cabeça que não passava. Tatsuki volta para o quarto e se deita na cama, se descansasse talvez a dor melhorasse. Esta praticamente dormindo, quando Rukia abre a porta do quarto com tudo, fazendo o maio barulho.
-AAAAAAAAAHHHH!!!!!!!! – grita, quase tendo um enfarte (non queiram ser acordados desse jeito ù.u''''). – O que foi Kuchiki?! – pergunta, tentando recompor-se do susto. A shinigami não respondeu, apenas se joga na cama e afunda a cabeça no travesseiro, entre soluços. – Hei, você está bem? – preocupando-se. Novamente nenhuma resposta. Tatsuki levanta-se e se senta na outra cama, ao lado da garota. – O que aconteceu? Pode me contar. –diz gentilmente. Rukia também se senta na cama e enxuga os olhos com as costas das mãos.
- Eu...Eu vi o Ichigo e a Inoue...se beijando... – com a voz trêmula.
- O que?! – perplexa. – "Então ela teve mesmo coragem..." – pensa. – Mas...Você não estava com o Abarai? – um pouco confusa.
- Por que achou isso? – perguntou Rukia, surpresa.
- Bem... É que a Orihime me contou que viu vocês se beijando... – explica. A pequena quase tem um treco.
- I-isso não tem nada a ver! – gagueja nervosa. – O Renji se declarou e eu disse que não o correspondia. Ele me beijou e eu não o impedi porque não queria magoá-lo mais. – cabisbaixa.
- Entendo...Então você não acha melhor tentar conversar com o Ichigo?
- Não! Eu não quero olhara para a cara dele nunca mais! – grita e se afunda no travesseiro novamente, voltando a chorar.
Tatsuki sai do quarto, o melhor para Rukia agora era ficar sozinha.
OWARI
