Hajime no detto : primeiro encontro
Notas. 1. Alguns cinemas em alguns países possuem uma sala VIP, que custa o dobro do preço normal, mas tem cadeiras mais confortáveis e maiores, reclináveis.
2. assim como nos Estados Unidos, o Japão é cheio de lojas de conveniência 24hs, são chamados de kombinis, e tem de tudo, desde alimentos até revistas(até revistas indecentes ¬¬) e pares de meias hahaha
3. Odaiba é um lugar muito bonito onde pode se ver uma linda ponte e roda-gigante, tem uma espécie de praia e é um ótimo lugar pra casais. Mas também tem pontos turísticos interessantes como alguns shoppings grandes
Semanas se passaram, o casal recém-formado tinha dificuldades em se encontrar pois Milo era muito cogitado em seu ramo, o sunako onde trabalhava era famoso por abrir quase que diariamente com seus melhores rostos. E Kamus, um salariman dedicado, podia passar dias a fio sem feriados, trabalhando até tarde, ou em seu escritório ou em seus jantares e reuniões.
Era localizado no 11º. andar do prédio Aquarius, empresa que mantinha sociedades com os mais variados países, portanto tinha funcionários estrangeiros circulando o tempo todo.
Em um raro dia de folga, Kamus e Milo foram ao Soho cine, em um grande Shopping em Odaiba.
Milo impecavelmente vestido com um conjunto de linho, camisa de seda francesa e sapatos de couro de algum animal raro, tudo obviamente de marca, seus cabelos soltos caíam em cachos bem arrumados sobre os ombros e o rosto. Kamus, com uma camisa azul-marinho de seda, calça preta como seus sapatos, tudo simples e prático, mas com certeza elegante, os cabelos vermelhos-fogo presos em um rabo-de-cavalo baixo e frouxo, fazendo a franja cair em seus olhos e emoldurando os lados do rosto delicado. Era um casal que com certeza chamaria a atenção de qualquer mulher ou homem que passasse na rua.
-Vamos ver aquele filme francês que você tanto queria Kamus-disse sorridente o loiro, com certeza os e-mails trocados o fez se sentir mais a vontade com o francês, não que não fosse do tipo que ri alto em um funeral, mas era pura falsidade, dessa vez era real, sentia-se bem com a presença do outro.
-Ótimo, esperava para vê-lo com você-Kamus também se sentia diferente, mesmo sendo a segunda vez que tinham um encontro parecia que o grego era totalmente confiável, sentia conforto à cada troca de palavras- vamos no VIP?
-Ah, me desculpe, vamos no comum mesmo?
-Ãh? Bom, se você quer...-Uma das coisas que mais lhe chamara atenção era que Milo sempre gostava do melhor e mais caro, aquela atitude o assustou um pouco.
A explicação veio logo depois, durante o filme, sentando-se nas poltronas normais, Milo podia ficar muito perto de Kamus, com apenas um encosto de braço, surgiu a oportunidade de segurar em sua mão. A pele branca e macia da mão fina e comprida chamava-o. Levou a sua própria, dourada pelo sol, maior e mais forte, disfarçadamente sobre a outra.
O francês notou a ousadia do outro e rubrou-se, afundou um pouco mais na cadeira disfarçando o embaraçamento, ou talvez a deixando mais evidente. Milo divertiu-se com a reação de Kamus, sempre controlado, agora parecia mais uma criança acuada. Apertou com um pouco mais de força fazendo o francês virar assustado.
Trocaram olhares, de Kamus tímido e embaraçado, de Milo sorridente e malicioso. O grego tocou a face do outro com a ponta dos dedos, acariciando o rosto macio, podia sentir o perfume que lhe encantara, os lindos olhos azuis, seus cabelos macios caindo sobre a face, Kamus também admirava o outro, seus caracóis dourados como o Sol, um sorriso único capaz de iluminar até os piores dias de tempestades. Milo agora passeava com as mãos a nuca do francês e a puxou de leve ao seu encontro. Estavam agora muito próximos.
De repente, uma chuva de pipocas caiu sobre os dois...
-Desculpe-me desculpe-me, uma garota no andar de cima, junto com o namorado acabou por derrubar o balde em cima dos dois.
"Droga, perdi minha chance"
Milo pareceu meio chateado na hora, mas novamente surpreendendo o outro se recuperou muito rápido dando sonoras gargalhadas, Kamus não resistiu e riu também.
Sairam do cinema rindo das últimas cenas, como durante a maior parte do filme, Milo passara flertando com Kamus, nenhum dos dois prestou atenção no enredo, mas o final pareceu bastante estranho para quem não tinha visto o resto, duas irmãs pulando de cima de um enorme trampolim, montadas em um cavalo.
-Vem, vamos jantar Kamus.
-Onde?
-Em um kombini.-disse sorrindo.
-?
Milo comprara alguns pães e pratos prontos e pediu para esquentar. Kamus tinha um pressentimento de que acabaria como no cinema..
Foram caminhando até o cais aberto, muitos casais estavam a passear com as mãos dadas. Sentaram-se a beira do mar, em uma plataforma de madeira usada as vezes para shows, Milo tirou os sapatos de couro, dobrou a calça de linho e molhou os pés na água salgada. Kamus se juntou a ele.
E foi ali, olhando o mar escuro coberto por um véu de luzes brilhantes dos prédios que jantaram. Trocando palavras ora divertidas ora sérias. Trocando confidências. Podiam ver como combinavam mesmo sendo de mundos contrários.
-...em um orfanato, nós dois temos muito em comum...-Milo crescera em um orfanato grego, fora adotado por pais viajantes que acabaram por morrer em uma delas, no Japão, deixando-no órfão pela segunda vez, mas em um país que aprendeu a usar seus dotes naturais, o seu encanto, ao seu favor.
-Sim, dois estrangeiros em um país completamente diferente dos nossos-Kamus cresceu sob rígida educação da igreja católica de seu orfanato, aprendeu desde pequeno a retrair e esconder seus sentimentos, fora adotado por uma família oriental, igualmente fria.
Milo acariciava os cabelos ruivos e lisos de Kamus que fitava a linha horizontal formada entre o encontro das águas com a superfície. O francês virou novamente para fazer mais um comentário, mas ao cruzar pela segunda vez naquela noite com aqueles olhos apaixonados nenhum som saiu de sua boca.
Seus rostos se aproximaram com cuidado. Tocando levemente os lábios, apenas um roçar no início, e depois, intensos. Ambos se sentiram completos durante esse tempo, era como se todos os problema tidos até hoje foram como uma chuva de verão, frustrante no início, mas compensada com os raios quentes e um céu encantador.
Uma sinfonia de fogos de artifício começara, abençoando a paixão daquela noite.
Notas da autora
Primeiramente agradecendo a todas pelas reviews, minha querida nechan(pure-petit-cat) , gemini kaoru, Mi-chan e patin, mto arigato ..
Sobre a demora, gomen gente é culpa da preguiça+trampo...¬¬ nascer pobre é uma desgraça...
Esse capítulo foi mtooooooooooooo água-com-açúcar, mas não se preocupem, esse é só o começo, eu tenho mta coisa boa e ruim planejado para esse lindo casal MUHAHAAHAHAHA!
Ahh sim, antes que me perguntem que raios de filme é esse que esses dois não assistiram, eu responderia não sei...saiu da minha cabeça insana, uahaha eu assisti um filme à muito tempo atrás, francês, que contava a história de duas irmãs órfans adotadas pelo circo, e um outro americano, também a muito tempo sobre uma moça que vai para o circo e aprende a saltar de um trampolin montada em um cavalo hehehe, eu daria uma cineastra bizarra com certeza hahaha
Arigato a todas novamente, nechan que aprova minhas ficts, mestra Lê e tdo mundo que lê
Prometo me esforçar para terminar o próximo logo
Chus para tdos
Rocketo bye-bii
