Disclaimer: Inuyasha é propriedade de Rumiko-sensei. Faço este fic sem fins lucrativos, apenas por diversão.
The Roses' Sound
(O Som das Rosas)
Capítulo Quatro: Vozes
Dedicado à Palas Lis, por que Mitz-chan a ama muito! - e por que é um presente de dia das crianças!
Também como uma singela homenagem a uma amiga que já não está mais conosco…
Era muito cedo, e era manhã de segunda… bom, pela primeira vez – que conseguia se lembrar –, não estava tão animado para ir ao trabalho. Estava sentado à mesa do café da manhã… cedo demais para Izayoi se juntar a ele, e cedo demais para observar a jovem cuidando das rosas no jardim visível de sua sacada.
Tinha um jornal ao seu lado, coisa na qual ele realmente não estava interessado. Demorou-se alguns minutos apenas olhando para o café que tinha na sua xícara… como se estivesse apreciando o líqüido negro… na verdade, seus pensamentos estavam mais centrados numa melodia que lhe chamara a atenção no dia anterior e que, desde aquele momento, não queria sair de sua cabeça.
Descansou a xícara na mesa uma vez mais, sem se importar em beber alguma coisa. Ignorou o jornal e o resto da comida que nem tinha comido direito e levantou-se, olhando para o relógio de pulso. Estava na hora de ir embora.
Empresa nova… funcionários novos… direção nova… conselho novo… problemas novos. Teve que resistir firmemente à tentação de subir as escadas de volta para o seu quarto, deitar na cama por uns minutos e só levantar quando tivesse certeza de que a vista da sacada seria perfeita. Bom… queria pelo menos que fosse verdade a parte de que a filial do Japão já estava suficientemente organizada para que ele não precisasse mover um dedo sequer para arrumar… mas claro que era uma expectativa vã.
Quando pegou o terno e a maleta, que saiu de casa, o carro já estava preparado, esperando bem na entrada. Mais uma vez, naquela manhã, teve uma incrível vontade de dar meia-volta.
Já dentro do carro, apenas observando através das janelas fumês, o motorista deu a partida e ele pôde observar todo o jardim de sua casa passar diante de seus olhos. As flores de cerejeira sempre o atraíam. Atraíram ainda mais quando, já chegando perto dos portões, seus olhos encararam uma conhecida jovem que brincava com algumas flores de cerejeira que estavam em suas mãos. Ela andava distraidamente até a entrada da casa principal. Parecia nem ter percebido o automóvel que estava saindo da mansão agora.
Nem um minuto direito, e o carro já estava fora do local, impedindo que Sesshoumaru continuasse a apreciar a nova convidada. Bom, pelo visto, não era assim tão cedo quanto ele imaginara para ter agradáveis visões.
Sorriu internamente e voltou a sentar reto no banco, olhando para frente enquanto o carro seguia até seu novo trabalho.
Demorou cerca de meia hora com o trânsito complicado, até que finalmente o suntuoso carro alcançasse o seu destino final. Ele desceu do automóvel depois que o motorista abriu a porta. Já tinha colocado o terno e segurava a maleta na mão esquerda. Parou assim que desceu do carro, observando o tamanho do enorme arranha-céu.
Será que era apenas impressão ou aquele prédio tinha diminuído de tamanho desde que ele o vira pela primeira vez, algumas décadas atrás? Havia uma grande quantidade de pessoas que entravam e saíam do lugar, apressadas ou não. Agora era a vez dele. Passou pelas enormes portas automáticas e viu que o saguão estava ainda mais cheio de pessoas tão bem vestidas quanto ele. Pessoas que pareciam realmente ocupadas umas com as outras… mas ele definitivamente não estava interessado em nenhuma delas.
Seguiu direto até o elevador, atraindo alguns olhares curiosos. Só não sabia se era por conta de sua aparência ou se era porque alguém sabia quem ele deveria ser. Entrou no elevador e indicou o último andar para o funcionário. Ainda teve que manter a paciência por muito tempo com o elevador parando em praticamente todos os andares para que mais pessoas embarcassem e desembarcassem. Estava começando a achar que deveria ter algum elevador privativo por ali que ele devesse estar esquecendo. Bom, se não tinha, ele mandaria construir um o quanto antes. Odiava aquele aglomerado de pessoas. Apenas quando o elevador rumou para o último andar propriamente dito, o espaço esvaziou. Parecia que pouca gente chegava lá em cima.
Desembarcou do elevador a passos largos. Pelo menos lembrava onde ficava a maldita sala do presidente. Teria andado até lá e descansado o suficiente até que realmente precisasse fazer alguma coisa, como ir à reunião do Conselho e da Direção para se apresentar, mas uma jovem que estava no balcão da recepção daquele andar chamou-lhe a atenção antes que ele pudesse continuar o caminho.
– Com licença, senhor. Posso lhe ajudar? – a morena perguntou, erguendo-se para que conseguisse impedi-lo de seguir até a sala da presidência.
Sesshoumaru lançou um olhar de lado para ela. A jovem tinha cabelos castanhos escuros presos num coque alto, usava uma roupa social e tinha olhos também castanhos. Parou, pensativo, por alguns minutos.
– Você deve ser a secretária… Takeshima Sango? – ele indagou de maneira confusa.
– Ah…? Er… sim, sou eu. Em que posso ajudar? O senhor é…? – pelo visto a jovem ainda estava desinformada sobre a chegada dele, ou apenas não ligara a figura. Afinal, todos diziam que ele era o espelho do pai, então ela devia ser uma funcionária bem nova.
– Você pode confirmar a reunião com a Direção e o Conselho. Às onze horas, e espero que ninguém me faça esperar. – ele disse, virando-se mais uma vez para continuar a andar até a sala já conhecida.
– Reunião…? – por mais alguns segundos Sango ficou completamente confusa. Por que será que aquele homem a estava mandando confirmar uma reunião que deveria ser confirmada pelo novo presidente e, no momento, estava indo direto para a sala do dito cujo?
A mulher arregalou levemente os olhos ao perceber de quem realmente se tratava. Voltou a se sentar na cadeira da recepção, ainda abismada com o que tinha feito.
– Ah, Kami! Não acredito que ia impedir Taisho-sama de ir até sua sala. – comentou consigo mesma, enquanto pensava na possibilidade de ter sido demitida já no segundo mês de trabalho. Recompôs-se e então, tornou a fazer breves comentários consigo mesma. – Bom, é melhor eu confirmar logo a reunião antes que faça mais alguma coisa errada e ele queira me matar.
A jovem pegou o telefone e começou a digitar algumas coisas no computador enquanto esperava a ligação completar.
Enquanto isso, Sesshoumaru finalmente alcançara a sua sala. Fechou a porta ao passar e observou um ambiente completamente idêntico ao que conseguia se lembrar. Parecia que ninguém tinha mexido em nada, inclusive em dois porta-retratos que estavam sobre o gabinete principal. Num deles, Inutaisho, uma mulher muito bonita e de cabelos claros e longos e um garoto muito novo ao lado dela. Na segunda, havia também Inutaisho, o mesmo garoto da foto anterior, embora mais velho, e duas pessoas novas. Um bebê e uma mulher de bonitos cabelos escuros.
Ele observou ambas as fotos por alguns segundos e então, colocou ambas de face para baixo, sentando-se na cadeira com assento de couro e virando-se para olhar o céu através das enormes janelas de vidro da sala.
Era incrível como todos os tipos de lembranças tinham o dom de lhe perseguir. Não gostava delas, principalmente porque não conseguia lembrar-se por completo de todas. Mínimos detalhes eram tudo o que surgia em sua mente… nada mais.
Apenas naquele dia, teria o mínimo de coisas pra fazer, até que conhecesse o conselho e todo o resto que precisava saber para dirigir aquele lugar. Bom, até lá, precisava se distrair. E como não era o tipo de pessoa que saía conhecendo os colegas de trabalho, virou-se para o computador e começou a abrir os arquivos e programas antes deixados por seu pai. Poderiam lhe explicar muita coisa, mas depois de cansar-se de lê-los, lembrou de algo interessante que poderia distraí-lo naqueles momentos de descanso. Abriu uma nova página da internet e buscou por um site de pesquisa, digitando uma única palavra em seguida: libras.
O resto do dia foi completamente pacato para o Taisho mais velho. Poucas pessoas realmente sabiam quem ele era, e o resto do prédio ficaria sem imaginar que ele era o novo presidente, já que ele não se apresentara para ninguém. Não fez questão de sair para o almoço, assim como não fez questão de sair de sua sala para resolver qualquer problema que precisasse. Tudo poderia ser feito pelo computador ou chamando a secretária, o que era consideravelmente mais prático.
Em resumo, era apenas mais um dia como qualquer outro que tinha na Europa. Mais um dia completamente tedioso, cheio de responsabilidades que estava cansado de ter. Apenas por volta das sete da noite pôde sair de sua sala para voltar para casa. O carro já estava à sua espera no estacionamento. Não se deu ao trabalho de se despedir de muitas pessoas. Queria apenas voltar para sua casa e ter uma boa noite de descanso.
Ainda foram mais uns trinta minutos rodando pela cidade com o trânsito congestionado até que conseguisse alcançar a mansão dos Taisho. A única coisa que achava ruim era que, pelo modo como sua semana parecia cheia, não teria tanto tempo para apreciar as coisas boas de ter voltado ao Japão. Não poderia apreciar bons passeios pela cidade, exceto pelo caminho que sempre precisava fazer de casa até a empresa.
Suspirou aliviado ao colocar os pés no salão de entrada de sua casa. Já tinha tirado a gravata e o terno dentro do carro. Aquelas roupas costumavam lhe sufocar durante o dia inteiro. Não se impressionou quando observou Izayoi descendo as escadas no intuito de recebê-lo, como já era costume na Europa mesmo.
– Konbawa, Sesshoumaru. – ela cumprimentou-o assim que colocou os pés no último degrau.
– Konbawa. – respondeu educadamente.
– Hm… pelo visto o dia foi bem cansativo ou bem tedioso. – Izayoi disse, observando as roupas dele. – Você não costuma tirar as roupas antes de colocar os pés em casa.
Ele não sentiu a mínima necessidade de responder. Queria apenas subir as escadas até seu quarto, tomar um belo banho e então, jantar para poder dormir tranquilamente.
– Bom, agora que está de volta, vou mandar servir o jantar. – Izayoi disse, ignorando o silêncio dele. – Vamos, vá trocar-se e desça para podermos jantar.
– Hai. – ele concordou distraidamente e, então, subiu as escadas, passando direto por Izayoi.
Como ela mesma dissera e como ele já tinha em mente, seguiu até o quarto apenas para tomar um banho e trocar de roupa. Mas antes de sair do quarto uma vez mais para seguir até a sala de jantar, não resistiu em lançar um olhar à sacada. Precisou conter a vontade de ir até lá e observar o jardim vizinho, para sair finalmente do aposento.
Quando alcançou a sala de jantar, Izayoi já estava sentada no lugar de costume, apenas esperando a chegada dele para servir-se do jantar que já estava posto na mesa. Ele sentou ao extremo da mesa, perto da madrasta.
– E então, como foi o dia hoje? – Izayoi tentou começar uma conversa, como sempre. – Muito trabalhoso?
– Iie. – Sesshoumaru respondeu vagamente, começando a servir-se de chá, como já era costume. – Tedioso.
– Imaginei. – Izayoi sorriu. – Não devia ter muita coisa interessante a se fazer lá quando seus pensamentos deviam estar em outro lugar, não?
– Não sei do que está falando. – Sesshoumaru respondeu calmamente, levando a xícara de chá uma vez mais à boca.
– Rin-chan veio aqui hoje. – Izayoi quase sorriu ao ver que o enteado por pouco não se sufocava com o chá ao ouvir o nome da jovem vizinha.
– Ela sempre vem, não é mesmo? Não deveria ser novidade. – desviou-se do assunto.
– Ela perguntou por você. – Izayoi fez questão de continuar como se ele nem mesmo tivesse falado. Sesshoumaru não respondeu, nem olhou para a mulher. – Eu disse que agora ia ser mais difícil encontrar você, já que voltou a trabalhar.
– Imagino que sim. – respondeu, servindo-se de torradas.
– Ah! E ela me contou que voltou a praticar aulas de dança. – Izayoi comentou animada, e aquele assunto atraiu a atenção de Sesshoumaru. Ele virou os olhos para a madrasta. – Isso é muito bom, não é?!
– Sim. – respondeu depois de algum tempo pensativo.
– Eu queria saber o que pode tê-la feito mudar de idéia. – Izayoi disse, também com uma expressão pensativa, desse modo, não percebeu uma pequena mudança no semblante de Sesshoumaru. – Ela não comentou nada a respeito. Bom, não importa. Ela pelo menos voltou a dançar, e isso com certeza é o melhor!
– Claro. – Sesshoumaru concordou, ainda pensativo.
Ela ainda tentou conversar mais com ele, mas, como todas às vezes anteriores, foi uma tentativa em vão. As respostas de Sesshoumaru sempre eram evasivas, distraídas, vagas. Talvez algo no começo da conversa tivesse prendido a sua atenção de modo que ele estivesse tão voador.
– Bom, eu vou para o quarto agora. – Izayoi foi a primeira a se levantar, chamando a atenção de Sesshoumaru. – Vou sair amanhã com Nayako.
– Hai. – Sesshoumaru respondeu ao ver a mulher se afastando.
– Boa noite, querido. Durma bem. – e desapareceu pelo portal de entrada.
Sesshoumaru não teve tempo de responder, apenas observou-a desaparecer ao atravessar o portal.
Não demorou muito mais sentado ali, sozinho, até que resolvesse fazer o mesmo que Izayoi: seguir até seu quarto e fazer o que vinha ponderando desde aquela tarde, dormir.
Mas claro que quando entrou no aposento, deitar na cama não foi a sua primeira opção. Andou até as portas abertas da sacada. Precisava fechá-las se não quisesse pegar um resfriado. Claro, não era sua única intenção. Deu alguns passos para atravessar as portas com vidrais e então, apoiou as mãos na batente da sacada, observando um jardim já conhecido, banhado apenas pela luz fraca do luar. Era uma bela visão, mas ainda não era tão perfeita quanto a visão com a qual ele estava acostumado, sob a luz forte do sol.
Sorriu consigo mesmo e então, entrou no quarto novamente, fechando as portas da sacada, imaginando o motivo pelo qual a jovem resolvera voltar a praticar dança.
Deitou-se e não demorou muito até que conseguisse finalmente cair no sono.
O resto da semana de Sesshoumaru Taisho não foi das melhores. A medida que ia se familiarizando com o novo ambiente de trabalho, novos problemas lhe surgiam, precisava ficar até mais tarde na empresa e brigar com metade do conselho ou da diretoria pelo menos uma vez por dia para se sentir bem. A única pessoa que dava graças aos deuses por trabalhar de maneira decente era a sua secretária, ou já teria demitido-a no segundo dia de trabalho junto com toda a maldita direção. Ainda para completar a sua semana, não tivera a chance de ver ninguém para ver se diminuía o estresse. Em resumo, aquela empresa estava conseguindo pedir para ir por água abaixo cedo demais. Estava começando a testar a sua paciência muito antes da hora. Conseguiu chegar em casa feliz na sexta-feira por ter dado um jeito na maioria dos problemas, mas nenhuma agradável visão lhe foi conferida desde a pacata manhã de segunda-feira.
Naquela noite de sexta-feira, sequer lembrou-se de fazer a mesma coisa que sempre fazia antes de dormir, observar a sacada, mesmo que seus olhos nada mais fitassem que as inúmeras rosas. Simplesmente caiu na cama depois do banho e adormeceu, rezando por um bom e longo sono. Já passava das onze da noite daquela vez.
Tudo teria sido perfeito, um descanso perfeito, se algum estranho som não o tivesse acordado tão cedo da manhã seguinte: a sua tão desejada manhã de sábado. Levantou-se com a cabeça doendo por acordar tão cedo. Olhou o relógio ao lado da cama. Era pouco mais tarde que oito da manhã.
– De onde inferno vem esse som? – perguntou-se, fitando a porta. Um som alto de música adentrava seus ouvidos.
Levantou-se, andando até o banheiro e lavando o rosto rapidamente. Trocou de roupa e saiu do quarto, intencionando descobrir de onde o barulho vinha.
Desceu as escadas, passando a mão pelos cabelos ainda um tanto bagunçados. Estava cansado, era manhã de sábado e ainda se perguntava por que estava acordando àquela hora depois da semana cansativa que tivera com aquela empresa e todos aqueles problemas que só lhe davam dor de cabeça. Mas claro, algo teria que ter chamado a sua atenção. Aquela música um pouco acima do volume normal ecoava no andar de baixo da casa.
Assim que colocou o pé no último degrau, precisou dar um passo para trás, quando uma criatura minúscula passou correndo entre seus pés. Bom, era pequeno demais pelo menos naquela altura. Ele teria acompanhado o pequeno felino com os olhos se um ser um pouco maior não tivesse passado correndo por sua frente, quase fazendo-o cair de costas, numa perseguição pelo pequeno animal que passara primeiro.
Virou o rosto, seguindo a jovem dona dos longos cabelos negros que se virou rapidamente para ele, acenando num pedido de desculpas antes de voltar a correr atrás do bichano.
Bom, será que seus olhos estavam enganando-o àquela hora da manhã, ou as mãos dela estavam completamente sujas do que parecia ser chocolate?
Ignorou o próprio pensamento, estivesse ele certo ou não, e seguiu na direção da cozinha. Precisava tomar café da manhã o quanto antes ou acabaria caindo para trás de fome. Bom… não conseguiu chegar até lá, pois seu caminho foi cruzado por uma Izayoi risonha.
– Ah!! Sesshoumaru, querido! Que bom que acordou! – Izayoi cumprimentou-o, ainda com aquele enorme sorriso no rosto, contendo as risadas.
– Ohayo. – cumprimentou simplesmente, imaginando de onde poderia estar vindo toda aquela animação matinal da madrasta. Na verdade, tinha uma grande curiosidade de descobrir porque diabos as pessoas eram tão animadas justo pela manhã!
– Será que você teria visto Rin-chan por aí? – Izayoi perguntou, já olhando por cima do ombro dele. – Sabe, ela saiu correndo da cozinha atrás do gatinho dela. Ela não tem jeito mesmo… quase derruba a panela no chão.
– Panela? – agora ele realmente estava curioso sobre o que elas estavam planejando para destruir a casa naquele fim de semana.
– Ah, deixe para lá. – Izayoi disse, voltando o olhar finalmente para o enteado. – Eu vou buscá-la. Ah! E Kaede já está na cozinha, pode lhe pedir para preparar o seu café da manhã.
– Se eu me aproximar mais da cozinha, esse som ficará mais alto? – depois de algum tempo, Sesshoumaru finalmente se lembrara do maldito som que o acordara.
– Acho que sim. – Izayoi riu das palavras dele. – Mas não se preocupe! Grite um pouco e Kaede ouvirá o que quer para o café da manhã. Eu tinha esquecido como esses dias eram divertidos aqui no Japão.
Ela desvencilhou-se de Sesshoumaru e seguiu pelo corredor atrás de Rin. Ele ainda seguiu-a com o olhar até que a mulher desaparecesse ao final do corredor. O que exatamente ela queria dizer com "esses dias"? O que tinha demais num sábado, mais especificamente naquele sábado, que o tornava diferente dos outros?
Tentou ignorar novamente mais um dos pensamentos irrelevantes que já surgiam em sua cabeça tão cedo. Continuou andando até a cozinha, ainda com o intuito de tomar o seu café da manhã.
Mal alcançou a porta do aposento, aquele cheiro doce lhe adentrou as narinas… um cheiro doce que devia admitir não ser o maior fã. Na verdade, nunca gostara de chocolate. Então, talvez, o que vira nas mãos da jovem, momentos atrás, fosse realmente chocolate.
Parou ao portal de entrada da cozinha. Kaede mexia alguma coisa numa panela mergulhada em uma segunda panela transparente… com o que parecia ser água fervente. Além dela, tinha mais uma empregada lavando alguns dos pratos que estavam sujos e ninguém parecia se importar com a bagunça em cima da mesa de mármore, onde preparavam os pratos. Parecia até que tinham derramado aquela panela cheia de chocolate lá em cima e limpado de uma maneira bem mal-feita.
Para completar a baderna que estava no local, no canto direito do aposento, tinham colocado um aparelho de som no chão, com um volume relativamente alto, ou melhor, completamente alto. Ambas as mulheres estavam de costas para o portal, prestando atenção no que estavam fazendo.
Como não tinha a mínima intenção de tentar gritar para que sua voz as alcançasse, deu alguns passos até o aparelho de som e puxou da tomada de uma vez, chamando a atenção das duas mulheres para si.
– Ah! Sesshoumaru-sama. – Kaede virou-se para ele, assim como a empregada que buscava algo para enxugar as mãos. – Ohayo.
– Kaede… o meu café da manhã, sim? – ele disse simplesmente, sequer parando para cumprimentar a mulher de volta. Já estava começando a ficar com dor de cabeça.
– Claro, Sesshoumaru-sama. Vou servi-lo num instante. – Kaede informou, sorrindo cordialmente para o homem mesmo que ele não a tivesse tratado da melhor maneira possível.
Ele simplesmente largou o cabo do aparelho e saiu da sala a passadas curtas. Antes de se afastar o suficiente, ouviu uns comentários entre a jovem empregada e Kaede.
– Ele parece estar de mau humor. – a mulher mais nova comentava com Kaede.
– Não se preocupe. Sesshoumaru-sama é uma boa pessoa, só não gosta de falar muito. – Kaede deu pequenas risadas do comentário da nova funcionária.
Ele andou mais rápido, afastando-se das vozes e finalmente alcançando a sala de jantar. Sentou-se no extremo da mesa, como já era de costume. Apoiou os cotovelos nesta e então, apoiou a cabeça na mão.
Nem achou que dois minutos tivessem se passado, quando uma conhecida voz adentrou seus ouvidos e se viu obrigado a levantar a cabeça para encarar mais uma vez a sua madrasta, que parecia ter pegado a mania de rir com o vento.
– Ah, Sesshoumaru! Você já está aqui… sabe, quer companhia para o café da manhã? – Izayoi seguiu até a cadeira que estava à direita do homem e sentou-se.
– Ainda não tomou café da manhã? – Sesshoumaru perguntou, arqueando a sobrancelha, observando que a mulher queria tentar parar de rir.
– Sim, sim… já tomei. – Izayoi concordou, movimentando a mão para indicar que não havia importância. – Mas não faz mal comer um pouco mais.
– Como quiser. – ele disse, ajeitando-se na cadeira, mas antes de falar qualquer coisa ou perguntar sobre o que estava acontecendo, a mulher mais velha tomou a dianteira na explicação.
– Sabe, eu consegui achar Rin-chan. – Izayoi começou a falar, como se Sesshoumaru estivesse muito interessado em saber o que tinha acontecido. – Mas ela foi pra cozinha pra continuar a fazer os chocolates… e o gato dela, já demos um jeito nele, sabe?
– Chocolates? – ele questionou, agora curioso pra saber o que estava acontecendo naquela casa afinal.
– Claro, chocolates… queria que fosse o que? Salgadinhos? – Izayoi respondeu de uma maneira tão sarcástica que imaginou ter visto uma veia pulando na testa do enteado.
– Por que exatamente fazer chocolates hoje e justamente aqui, às oito da manhã, num dia de sábado? – perguntou, parecendo irritado com o tom que Izayoi usara com ele.
– Oras… porque Rin-chan faz os chocolates todos os anos aqui, a hora que ela quiser chegar e que Kaede estiver de pé, e porque hoje é dia 13. – Izayoi respondeu como se quisesse explicar ao outro que um mais um é dois.
Sesshoumaru não respondeu, fez apenas uma cara de interrogação. Tá, era dia 13… e daí? Por que exatamente fazer chocolates no dia 13? Era algum tipo de ritual do dia 13 do qual ele ainda não fora informado?
– Ora, vamos Sesshoumaru… não me diga que até as nossas tradições você esqueceu! – Izayoi comentou diante da expressão confusa dele.
– O que o dia 13 tem a ver com elas? – Sesshoumaru perguntou, não conseguindo associar a data a nada mais que uma "sexta-feira 13". E bom, não era sexta-feira.
– O que tem dia 13 a ver com elas? – Izayoi sorria de maneira completamente travessa. Seria legal brincar um pouco com seu enteado. – Oras… o dia 13 supostamente vem antes do dia 14, não?
– Izayoi… se realmente não quer continuar falando sozinha, eu apreciaria se parasse com esses joguinhos que me tiram a paciência tão cedo do dia. – Sesshoumaru respondeu da maneira mais educada e menos ameaçadora que sua irritação permitiu.
Izayoi praticamente gargalhou à mesa, o que deixou Sesshoumaru mil vezes mais irritado do que já estava. Se fosse tão parecido com Inuyasha, já devia ter quebrado a mesa e saído correndo com raiva da mãe. Mas, apenas conteve-se e contentou-se com um pesado suspiro. Quando ela queria, ela conseguia realmente tirar-lhe a paciência e seu maior desafio era recuperá-la contando até dez.
– Ah, Sesshoumaru querido… você realmente sabe como animar o meu dia. – Izayoi disse, como se a quase-ameaça do enteado nem a tivesse atingido.
– Que bom que sirvo para alguma coisa. – comentou vagamente, já desinteressado nas palavras da mais velha. No momento, estava se perguntando onde poderia ter ficado o seu café da manhã no caminho entre a cozinha e a sala de jantar. Será que aquela festa de chocolates estava atrasando a sua refeição ou já teria destruído a cozinha?
– Okay, eu vou ser uma boa mãe com você. – Izayoi disse, conseguindo conter as risadas. Sesshoumaru voltou os olhos sobre ela, embora sua cabeça ainda estivesse centrada na sua refeição. – Amanhã é dia 14 de fevereiro, querido. É dia dos namorados. É tradição, as garotas japonesas entregarem chocolates…
– … para as pessoas de quem gostam. – Sesshoumaru completou a frase da mãe. Agora entendia a bagunça que tinha se formado em sua casa desde cedo.
– É, parece que não se esqueceu de tudo. – Izayoi disse, sorrindo para o enteado. – Eu lembro que fazíamos os chocolates com a ajuda da Rin, quando ainda morávamos aqui. Você lembra?
Ele permaneceu calado, encarando-a. Fez um pequeno esforço na memória, mas se alguns dias atrás nem de Rin se lembrava, imagine se lembraria do que eles faziam nas tradições anuais.
– Parece que não. – Izayoi sorriu uma vez mais, desviando os olhos dele para olhar direto para frente de uma maneira distraída. – Sempre tinha música quando estávamos preparando chocolates. Eu ensinei Rin-chan a fazê-los. E sabe… toda vez nos ficávamos muito tempo na cozinha e Rin-chan começava a cantar umas musiquinhas muito bonitas.
– Por isso o som? – Sesshoumaru perguntou, desta vez, curioso.
– Ah sim… não tem como Rin cantar mais, não é mesmo? – Izayoi sorriu, voltando a observar Sesshoumaru sentado no extremo da mesa, ao seu lado esquerdo. – Acho que você não se lembra da música… era uma mais ou menos assim… Kimi ga tabidatsu hi wa, itsumo to onaji, jaane to te wo futta… marude ashita mo matta…
Ela parou de cantar, como se sua voz fosse sumindo. Ficou calada por uns segundos e então, abriu um grande sorriso para o enteado.
– Bom, eu não lembro o resto! – disse, despreocupada, dando de ombros.
Sesshoumaru teria até rido da situação se suas atenções não tivessem sido atraídas pela jovem empregada que entrava na sala para servir a refeição… Sesshoumaru arregalou levemente os olhos em confusão ao perceber que Rin também vinha trazendo parte da refeição.
– Ah… Rin-chan? – Izayoi foi a pessoa que questionou a presença da jovem lá, como se fosse uma das empregadas. – Não deveria estar fazendo chocolates agora?
Sesshoumaru mais uma vez manteve os olhos fixos na seqüência de gestos da jovem, assim que esta depositou os pratos sobre a mesa. Realmente ainda não conseguia entender muita coisa, mas pelo que vira durante a semana, já dava pra ter uma idéia geral, mesmo antes de Izayoi continuar a falar com ela.
– Ah, então sente-se conosco para tomar o café da manhã. – Izayoi indicou a cadeira diante da sua, do outro lado da mesa.
A empregada já estava se retirando. Rin concordou com a cabeça, passando por Sesshoumaru para sentar na cadeira à esquerda dele. Assim que ela sentou, mexeu em alguma coisa que estava sobre uma das bandejas de comida, enquanto Sesshoumaru servia-se de chá, esperando que o seu estresse fosse embora. Ele observava os movimentos dela com um olhar de soslaio. Estava levando a xícara à boca quando viu que ela tinha tirado uns pedaços de chocolate quebrados de cima da bandeja.
– Ah… sabia que ia roubar alguns pedacinhos antes da hora. – Izayoi sorriu ao ver os pedaços do doce na mão da jovem. Ela apenas sorriu travessa.
Rin colocou um dos pedaços na boca, e então, virou-se pela primeira vez, para Sesshoumaru, estendendo-lhe um outro pedaço do chocolate. Antes mesmo que o homem pudesse pousar a xícara sobre a mesa, uma outra mão apoderou-se do pedaço de chocolate, de maneira completamente inconveniente.
– Rin-chan, não adianta oferecer. – Izayoi deu uma pequena mordida no chocolate que deveria ter sido entregue a Sesshoumaru, sob o olhar fuzilador dele e o interrogador da garota. – Sesshoumaru odeia doces.
Rin fez uma cara de entendida, e durante alguns minutos aparentava estar incomodada com aquilo. Mas, como sempre, sorriu para ambos e jogou mais um dos pedaços de chocolate na boca.
De uma maneira discreta, Izayoi lançou um olhar divertido ao enteado, que ainda tinha os olhos estreitados na direção dela. Izayoi realmente acordara pedindo para ser expulsa de casa naquela manhã. Queria entender porque aquela mania dela de fazer brincadeiras com ele estava aumentando nos últimos dias. Não era assim quando estavam na Europa. Será que era apenas porque sempre era mais divertido irritar Inuyasha? Bom, a cobaia tinha sumido agora… então, ele seria o novo alvo.
Sesshoumaru resolveu esquecer que a madrasta estava ali no momento e concentrou-se em terminar o café da manhã. Por sorte, se elas tivessem religado o som, ele não estava tão alto quanto antes… seria tão melhor se elas estivessem tocando piano… isso sim seria relaxante e não o deixaria com os ouvidos praticamente estourando.
Izayoi começou a conversar com Rin enquanto as duas comiam apenas algumas coisas ou tomavam chá. No caso de Rin, comia os pedaços de chocolate remanescentes. Quando ele finalmente terminou a refeição, tendo estado atento a cada mínimo gesto proferido pela jovem para responder às questões de Izayoi, estava pronto para se levantar e se despedir das duas para ir para o quarto, jardim, salão de jogos… qualquer lugar em que aquele som não o alcançasse novamente, mas foi interrompido quando Rin levantou-se primeiro e de maneira bem elétrica. Ele estava se perguntando como ela conseguira não derrubar a cadeira.
– Eh? – Izayoi atentou também para o movimento brusco da jovem.
Ela moveu as mãos em mais uma seqüência de gestos e sorriu para Izayoi, que retribuiu.
– Ah, tudo bem… pode ir na frente para fazer os chocolates, eu vou logo logo. – Izayoi disse, recebendo, em resposta, um aceno de cabeça positivo.
Antes de seguir até a cozinha novamente, Rin virou-se para Sesshoumaru e, sorrindo, acenou-lhe em despedida. Ele sequer teve tempo de responder, pois a jovem já se virara e saíra andando a passos largos e saltitantes na direção da cozinha.
– Bom… não acho que você vá nos ajudar com os chocolates, não é? – Izayoi perguntou, mantendo o seu tom divertido e travesso… às vezes Sesshoumaru achava que mulheres tinham uma estranha tendência a parecerem crianças.
– Você realmente quer que eu responda? – ele disse, voltando a beber um último gole do chá.
– Não precisa. – Izayoi disse, afastando a cadeira para levantar-se também. – Eu vou voltar pra lá para ajudar Rin-chan e Kaede. Se mudar de idéia, acho que sabe onde nos encontrar. – sorriu.
– Não vou mudar… afinal, eu odeio doces, não é mesmo? – Sesshoumaru falou de maneira presunçosa, encarando a mulher mais velha com um olhar estreitado.
Izayoi sorriu largamente.
– Ah, meu querido… não deixa de ser uma verdade, só aumentei um pouquinho. – ela continuou sorrindo divertida. – Então, quer dizer que você adoraria ganhar chocolate feito por Rin-chan afinal. Será que o meu querido Sesshoumaru está começando a gos…
– Não diga asneiras. – Sesshoumaru levantou-se bruscamente, andando a passos largos na direção da porta. Parou assim que chegou ao portal, percebendo que fizera exatamente o que ela queria e nem tentara evitar. – Afinal, ainda odeio doces. – conseguiu reparar magicamente a besteira que tinha falado minutos atrás, seguida do ato repentino.
Izayoi sorriu balançando a cabeça negativamente. Sesshoumaru desapareceu no portal, seguindo na direção do salão de entrada. Ele realmente não tinha jeito, continuava sendo tão cabeça-dura quanto o irmão mais novo. Mas, assim como ela fizera a Inuyasha até que ele se entendesse com a jovem Kagome, iria irritar Sesshoumaru enquanto pudesse até que ele percebesse o que estava diante dos próprios olhos. Queria que Rin-chan pudesse voltar a ser a mesma de antes… seria tão mais fácil…
Izayoi suspirou discretamente e então, seguiu para a cozinha, onde Rin-chan e Kaede continuavam a bagunça com os chocolates. Já Sesshoumaru, parou diante da porta de entrada, pensando em que caminho seguir, se ia para o jardim ou se voltava para o quarto para fazer nada.
Como não faria nada em nenhum dos lugares, melhor seria sair de casa e respirar ar fresco. Desde que voltara ao Japão, aquele jardim de sakura's lhe dava a impressão de ter um ar muito diferente… calmo… leve. Alguma coisa que realmente conseguia deixá-lo tranqüilo. Por que será que tinha aquela sensação constantemente?
Andou lentamente por entre as pétalas que voavam com o vento e parou diante de uma árvore conhecida… uma árvore que lhe trazia lembranças recentes. Antes que suas lembranças chegassem à parte ruim dos fatos, sentou-se no chão, encostado ao caule, fechando os olhos e percebendo que os sons que vinham de dentro da casa não o alcançavam.
Ficou alguns minutos apenas sentindo o vento, teria até adormecido ali mesmo, se algum ser estranho não estivesse roçando em seu braço apoiado no chão.
Abriu os olhos para encarar o mesmo gato minúsculo o qual Rin estivera perseguindo mais cedo. Arqueou uma sobrancelha, tentando imaginar porque ele estava ali. Tinha a ligeira impressão de que Izayoi comentara sobre terem dado um jeito nele mais cedo.
Pegou o bichano e ergueu-o na altura do rosto, encarando-o nos olhos igualmente dourados. O gato apenas miou quando ele o ergueu. Sesshoumaru arqueou as sobrancelhas, não era o maior fã de animais. Colocou o bichano no chão e se levantou, dando largas passadas na direção de casa uma vez mais, deixando o gato para trás. Ainda estava com sono, mas provavelmente não conseguiria dormir tão cedo.
Entrou em casa novamente, percebendo que tinham ligado o som novamente. Será que aquelas pessoas eram movidas à música?! E será que não poderiam abaixar um pouco mais o volume?
Andou lentamente até a cozinha e sua vontade de matar alguém estava crescendo consideravelmente. Parou no portal, observando as quatro mulheres que estavam lá dentro. A jovem empregada continuava apenas a cuidar dos pratos sujos. Kaede já não mais mexia o chocolate na panela, agora, estava ajudando Rin e Izayoi a preparar os chocolates dentro das fôrmas pra levar até o congelador. Na verdade, Rin estava mais comendo o chocolate do que o colocando nas pequenas fôrmas.
– Rin-chan! Se continuar comendo o chocolate não vai sobrar nenhum para amanhã! – Izayoi advertiu-a, de maneira divertida, como se realmente não se importasse com a garota roubando os pedaços de chocolate.
Rin fez um movimento sem graça, o que Sesshoumaru imaginou significar algo como "desculpe". Ele continuou apenas observando, sem sequer chamar a atenção delas para si.
– Vai acabar engordando desse jeito, Rin-chan. – Kaede comentou, sorridente, concentrada em derramar o chocolate nas fôrmas.
– Mas ela não pode engordar, ou não vai poder dançar mais. – Izayoi disse.
Rin balançou a cabeça num sinal negativo de maneira frenética, e então, levantou-se da cadeira, fazendo um gesto para que as duas prestassem atenção nela.
– Nani? – Izayoi questionou, observando o que a jovem queria fazer.
Então, ao som da música lenta que soava no aparelho de som, ela começou a dançar, mas os passos que ela dançava não eram no estilo da música que tocava, embora ela não parecesse se importar realmente com isso. Sorria de uma maneira quase que despreocupada. Izayoi e Kaede aplaudiram a dança dela e até mesmo a mulher que cuidava da louça virou-se para apreciar os movimentos.
De um modo quase que inconsciente, Sesshoumaru deu alguns passos na direção dela, adentrando a cozinha silenciosamente e ainda assim, passando despercebido aos olhos das mulheres que estavam viradas de costas para o portal de entrada, observando uma Rin bem animada continuar a dançar.
Por uns breves segundos, durante um dos giros de Rin, os olhares de ambos se cruzaram, e por pouco, Rin não caía com a surpresa de ver Sesshoumaru ali. Parou a dança, com as faces levemente coradas. Kaede e Izayoi pareciam não ter notado a falha no movimento dela e continuaram a aplaudir quando ela parou, com os olhos encarando Sesshoumaru discretamente.
Ele saiu do aposento antes que as duas mulheres mais velhas voltassem a atenção para ele. Rin voltou a sorrir e ele apenas conseguiu escutar alguns elogios dirigidos à jovem antes de se afastar o suficiente e apenas o som da música invadir-lhe os ouvidos.
Pelo visto, a única opção restante era voltar ao seu quarto e tentar dormir o resto do sono que ainda lhe incomodava. Subiu até o primeiro andar e entrou no quarto, praticamente jogando-se na cama. Não se lembrava de ter tido uma semana tão cansativa mesmo na Europa. Mesmo com o som invadindo-lhe os ouvidos, parecia que estava começando a se acostumar. Acabou adormecendo rapidamente, sem ao menos perceber.
xXx
– Sesshoumaru… acho que já está na hora de acordar, não?
Uma conhecida voz adentrou seus ouvidos. Abriu os olhos lentamente para encarar uma Izayoi sentada no canto de sua enorme cama, balançando-o pelo ombro para que despertasse.
Ele levantou-se e se sentou na cama, passando a mão pelos cabelos.
– Que horas são? – ele perguntou, já lançando um olhar de lado para o relógio no criado-mudo.
– Já são quase sete da noite. – Izayoi respondeu. – Eu não me lembro de você já ter dormido tanto durante o dia. Perdeu até mesmo o almoço…
– Sete? – ele questionou, confirmando o que a outra dissera tanto no relógio quanto no céu escuro através das portas da sacada. – Devia ter me acordado mais cedo.
– Bom, você parecia tão cansado que resolvi deixá-lo dormir um pouco mais. E não tinha nada para fazer de qualquer jeito. – ela deu de ombros.
Ele não respondeu, passou a mão pelo rosto, tentando acordar por completo. Ele também não se lembrava de ter dormido tanto como naquela tarde.
– Pelo visto a semana foi bem cansativa mesmo. – Izayoi comentou, levantando-se e seguindo até a sacada. – Que pena que você dormiu. Poderia ter se divertido conosco. Rin-chan almoçou com a gente e terminamos de preparar os chocolates de tarde. Ela já os embrulhou. Talvez você ganhe um também amanhã. Mesmo que não goste de doces.
– O jantar já foi servido? – perguntou, mudando completamente o rumo da conversa.
– Ah, sim, já mandei servirem o jantar. – Izayoi disse, voltando-se para ele novamente. – Por isso vim lhe chamar. Deve estar faminto.
– Já vou descer. – a resposta já indicava que Izayoi devia seguir em frente.
A mulher desceu enquanto Sesshoumaru terminava de acordar para poder descer para o jantar.
Por ter passado praticamente o dia inteiro apenas dormindo, ele não se assustou quando voltou para o quarto e simplesmente não conseguiu pegar no sono novamente. Afinal, não estava assim tão cansado a ponto de precisar passar o fim de semana inteiro dormindo.
Distraiu-se com um livro qualquer até que, por volta das três da manhã, conseguiu cair no sono de novo, já imaginando que possivelmente acordaria com muito barulho novamente. Se apenas na véspera do dia dos namorados a bagunça em sua casa era tão grande, imaginava o que aconteceria com as estruturas da mansão justo na determinada data.
Enganou-se terrivelmente quando acordou apenas por volta das dez, sem barulho nenhum o incomodando, apenas a luz do sol entrando pelas vidraças da sacada.
Fez o mesmo que todas as outras manhãs, trocou de roupa, colocando uma roupa qualquer que encontrou no guarda-roupa, seguiu até o banheiro e lavou o rosto, escovou os dentes e saiu do quarto logo em seguida. Izayoi e todos os outros já deveriam estar acordados àquela altura.
Quando já ia se virar para descer as escadas, uma empregada impediu-o, tinha acabado de subir o último degrau.
– Ah, que bom que está acordado, Sesshoumaru-sama. – ela disse, cruzando as mãos diante do corpo.
– O que foi? – ele perguntou, mais interessado em passar direto por ela e comer alguma coisa.
– Acabaram de ligar da empresa, Myouga-sama disse que era um assunto importante. – a empregada avisou.
– Da empresa? – ele questionou. O que diabos alguém queria falar com ele sobre a empresa num maldito dia de domingo?
– Foi o que disseram, senhor. – a mulher confirmou.
– Certo. – Sesshoumaru deu meia volta e seguiu na direção do escritório.
Estava quase soltando fumaça pelas orelhas. O que aquele velho idiota tinha inventado para atrapalhar o seu precioso descanso? Esperava que não fosse nada com o contrato que estavam para firmar com os EUA, ou certamente o pescoço de alguém voaria naquela semana.
Chegou ao escritório e imediatamente ligou para o velho, querendo saber o que se passava para pedir a sua atenção.
– Moshi moshi? – uma voz conhecida atendeu do outro lado da linha.
– O que você tem de importante para me tirar do meu descanso no domingo? – Sesshoumaru perguntou de uma vez só, completamente irritado.
– Ah… Sesshoumaru-sama… – Sesshoumaru quase podia vê-lo suando frio do outro lado. – Bem, é que o senhor saiu cedo na sexta-feira, e bom… não pudemos informá-lo sobre o contrato com os EUA…
Ele precisou contar mentalmente até dez.
– Myouga, eu saí daquela maldita empresa praticamente no sábado. E vem me dizer que saí cedo demais? – Sesshoumaru massageava as têmporas.
– Bom… é que…
– Onde você está?
– Em casa…
– Esteja na empresa em cinco minutos. E é bom que esse acordo seja fechado ainda hoje para a sua felicidade e do seu emprego. – Sesshoumaru avisou, no tom mais ameaçador possível.
– H-hai…
Sesshoumaru desligou o telefone, sem dar chance do outro nem se despedir direito. Realmente precisava contar muito durante a semana inteira para poder agüentar todos os problemas que aquela maldita empresa lhe dava, principalmente Myouga em particular. Estava realmente pedindo para ser demitido.
Estava tão irritado por ter sido incomodado que até mesmo a fome deixou-o de lado. Seguiu direto para o quarto, trocou de roupa o mais rápido que pôde e pegou os documentos que precisava, saindo do aposento irritado.
Desceu as escadas às pressas, terminando de abotoar a manga da camisa social. Parou antes de sair de casa, buscando uma conhecida chave sobre a mesa que havia ao lado da porta. Se fosse esperar o motorista preparar o carro e depender da velocidade dele para dirigir, não chegaria lá antes do almoço.
Quando estava prestes a sair, escutou uma conhecida voz chamando-o.
– Sesshoumaru? Aonde vai a essa hora? – Izayoi perguntou, estranhando a pressa do enteado.
– Preciso resolver uns assuntos da empresa. – ele disse, tentando abotoar a outra manga da camisa.
– Mas hoje é domingo. – Izayoi informou, ajudando-o a abotoar a camisa.
– Exatamente por isso não estou a pessoa mais feliz do mundo. – Sesshoumaru respondeu da maneira mais calma que conseguiu. Afinal, não era justo descontar sua raiva em Izayoi, que nada tinha a ver com a história.
– Volta para o almoço? – ela perguntou.
– Espero que sim, ou alguém vai ser demitido. – Sesshoumaru disse, já abrindo a porta para sair de casa.
Izayoi apenas riu da resposta dele e voltou para dentro de casa.
Sesshoumaru pegou o próprio carro na garagem e seguiu até a empresa, para resolver os negócios com as malditas empresas americanas. Por que será que elas tinham que ser sempre as piores quando se tratava de dinheiro? Preferia até nem responder para si mesmo.
O grande problema é que precisou ficar lá muito mais tempo do que o previsto. O lugar estava simplesmente deserto. Algumas poucas pessoas circulavam lá apenas para levar arquivos ou terminar alguns trabalhos, mas no último andar, apenas ele e Myouga resolviam o impasse.
Quando ele finalmente fechou o acordo e viu-se livre para voltar para casa, olhou no relógio e quase teve um infarto. Estava sem comer nada desde que acordara, e já eram quase sete da noite, se bem que não sentia fome. Myouga já tinha ido embora uns minutos antes, e já era hora de ele desaparecer dali.
Pegou o carro no estacionamento e dirigiu mais calmamente até sua casa. Tudo termina bem, quando os problemas estão resolvidos. Mas não podia negar que a vontade de demitir Myouga o quanto antes ainda persistia em sua mente.
Sentiu-se bem mais aliviado ao chegar em casa e colocar os pés no salão de entrada. Jogou a chave do carro num lugar qualquer da mesinha que estava ao lado da porta e já estava quase subindo as escadas quando Izayoi achou que seria bom atormentá-lo.
– Sesshoumaru! Que bom que chegou! – comentou feliz, praticamente pulando na frente dele como uma criança. – Achei que não fosse mais voltar.
– Contratempos. – ele falou, deixando a maleta no chão e dobrando as mangas da camisa.
– Veja só! – ela estendeu as mãos diante dos olhos dele, mostrando-lhe um pequeno pacote vermelho com uma fita de mesma cor amarrando-o. Antes mesmo que ele pudesse perguntar o que era aquilo, ela fez questão de responder. – Rin-chan deu chocolates pra todo mundo hoje. Pena que não estava aqui para ganhar também… mas, acho que nem receberia, já que ela sabe que você não gosta de doces.
– Izayoi, não queira que eu perca a minha paciência depois de tudo que passei hoje. – Sesshoumaru disse, já passando direto pela mulher para subir as escadas.
– Sabe, mesmo sem chocolate, ela estava esperando você chegar. Ficou lá na sala do piano. – Izayoi disse, num tom realmente divertido. Sorriu quando Sesshoumaru parou de subir as escadas. – Se quiser, eu aviso que você…
– Não precisa. – ele disse simplesmente, praguejando mentalmente por sempre acabar cedendo às brincadeiras de Izayoi. deu meia volta e deixou a mulher lá, parada na frente da escada, enquanto seguia até a sala já conhecida.
Quando já estava um pouco mais perto de chegar à sala do piano, um bonito som começou a invadir os seus ouvidos de maneira quase que sutil. Todos os sons da casa pareceram cessar quando se aproximou mais de seu destino. A única coisa que invadia os seus ouvidos, no momento, era aquela melodia no piano… uma melodia conhecida. Dava-lhe uma sensação de nostalgia. Aproximou-se mais rapidamente do local onde ficava o piano… precisava vê-la tocando aquela música… era tão perfeita… então, quanto já estava perto o suficiente, quase parou ao ouvir uma voz, uma voz que cantava suavemente uma linda música, uma voz infantil.
– "Ai wo shinjiru no wa, jibun ni mo, makenai koto. Yume ga kanau hi made… egao no mama hoshi wo mite inori sasage… koko ni iru kara…"
Andou a passos mais lentos, seguindo aquela voz acompanhada do piano. A música parecia ecoar diretamente em sua cabeça. Aquela voz era uma voz realmente conhecida. Será que…?
– "Watashi wa Kimi ni totte no sora de itai… kanashimi made mo tsutsumi konde… itsudemo miageru toki wa hitori ja nai to tooku de omoeru you ni…"
Ele abriu alcançou a sala do piano, observando a jovem que tocava a música concentrada… mas a voz havia cessado, a boca dela não se mexia… apenas o som do piano ecoava pela enorme sala de estar.
Sesshoumaru parou antes de andar até a jovem. Não… ela não estivera cantando, ou teria apenas se calado ao vê-lo. Mas ela não o vira, continuava a tocar aquela melodia como se ninguém a tivesse atrapalhado. Então… de onde viera aquela voz? Aquela voz tão conhecida… aquela voz que cantava uma linda música conhecida de tantos anos atrás?
– Lembranças… – falou de uma maneira completamente inconsciente, atraindo a atenção de Rin sobre si, que parou de tocar a música, observando-o curiosa e constrangida, talvez.
Claro… deixara-se enganar por suas lembranças… era uma voz infantil demais para Rin. A voz não era dela, pelo menos não da Rin que estava ali, diante dele naquele momento… e sim, da jovem Rin que ele ouvira cantando anos atrás, uma música que continuava viva em sua memória e que ressurgira principalmente com aquelas notas no piano, tão bem tocadas.
– Sinto muito… – a voz dele mais uma vez saiu quase que automaticamente. – Por interromper.
Ela continuou com os olhos fixos nele, como se estivesse chocada com a presença do outro ali. Realmente parecia estar constrangida. Mas, alguns segundos depois, balançou a cabeça levemente, sorrindo, para indicar que não havia problema.
Os dois continuaram parados e em silêncio, apenas encarando-se. Rin desviou o olhar depois de algum tempo, como se tivesse percebido o que acabara de fazer. Ficou observando as teclas do piano, como se procurasse alguma nota.
Ele notou o rubor que surgiu na face dela e então, deu um passo relutante para trás.
– Eu… vou deixá-la sozinha de novo. – disse, já se virando para sair do lugar.
Mas, antes que pudesse alcançar o portal novamente, sentiu seu braço ser detido pelas pequenas mãos dela, que lhe seguravam o pulso.
– Eh? – virou-se para ela, percebendo que a jovem estava com os olhos baixos, observando a mão dele. Pelo visto ela estava realmente com vergonha de encará-lo, ele só não sabia o porquê.
Continuou a observá-la, esperando alguma reação, quando, finalmente, viu-a colocar um pequeno embrulho vermelho nas mãos dele, um embrulho adornado com um pequeno laço da mesma cor, muito parecido com o de Izayoi. Chocolate.
Ela largou as mãos dele e provavelmente já ia embora, mas dessa vez, foi ele que lhe impediu. Com a mão livre, ergueu a cabeça dela pelo queixo, fazendo-a encará-lo. O rosto dela estava ainda mais vermelho, mas ele sorriu… sorriu de verdade… fazendo-a arregalar os olhos de leve.
– Arigatou. – sussurrou de modo que só ela pudesse lhe escutar, como se houvesse alguém mais na sala.
Ele teve a ligeira impressão de que a face dela ficara ainda mais rubra, então, ela sorriu de volta, movendo os lábios sem que produzisse som algum, de modo que ele pudesse lê-los. "Dou itashimashite" era o que ela estava tentando lhe dizer.
Mas, observando os lábios dela moverem-se tão de perto… era impossível resistir à tentação. Aproximou seu rosto lentamente, até que conseguisse sentir o cheiro de rosas dela, até que conseguisse sentir a respiração dela sobre sua pele… a jovem fechara os olhos lentamente, e ele podia até dizer que ela estava ainda mais vermelha com aquilo. Teria beijado-a de uma vez, se uma conhecida voz não os tivesse atrapalhado.
– Rin-chan!
Ambos se afastaram para observarem Kaede entrando na sala. Pelo visto, ela não tinha visto nada. Sesshoumaru praguejou mentalmente, enquanto Rin apenas ficava mais corada. Parecia que o mundo estava conspirando contra ele e Rin… quando finalmente conseguiam ficar a sós… alguém tinha que aparecer. Pelo menos não tinha sido Izayoi fazendo aquilo propositalmente, ou ele certamente a mataria.
– Rin-chan, Nayako-san está aqui para levá-la para casa. Já está tarde. Ela quer que jante com ela. – Kaede informou.
Rin apenas concordou com a cabeça, sorrindo e tentando fingir que estava tudo bem entre ela e Sesshoumaru, que não acontecera nada demais. Virou-se para ele e acenou um rápido "tchau", saindo da sala quase correndo logo em seguida. Kaede a acompanhou e ambas saíram do local, deixando Sesshoumaru sozinho com seus pensamentos.
Ele olhou para o pequeno pacote que Rin lhe dera e então, colocou-o no bolso, saindo da sala vagarosamente. Subiu as escadas e então, entrou em seu quarto. Não estava com a mínima vontade de descer para jantar com Izayoi no seu pé, fazendo perguntas sem sentido.
Seguiu direto até a sacada. Claro, aquela era a melhor parte de seu quarto. Queria poder lembrar se escolhera aquele quarto quando criança apenas pela vista que dava na casa vizinha. Ficou apoiado na batente da porta da sacada, observando as mesmas rosas um pouco menos visíveis durante a noite. Colocou as mãos nos bolsos e tirou o pequeno pacote de chocolates. Observou-o novamente por algum tempo antes de abrir.
– Doces… – comentou consigo mesmo, tirando uma pequena barra de chocolate do embrulho.
Realmente nunca fora o maior fã de doces, mas não ia morrer se provasse apenas um. Mordeu a pequena barra, saboreando o chocolate. Sorriu, na verdade, quase teve vontade de gargalhar ao sentir o gosto na boca.
– Chocolate amargo…
Final do Capítulo Quatro
Música: Motherland (Full Metal Alchemist)
"Kimi ga tabidatsu hi wa itsumo to onaji jaane to te wo futta Marude ashita mo matta kono machi de au mitai ni…" (Izayoi)
Naquele dia em que você partiu, apenas acenei um adeus como sempre. Como se amanhã fôssemos nos encontrar novamente nessa cidade.
"Ai wo shinjiru no wa jibun ni mo makenai koto Yume ga kanau hi made egao no mama hoshi wo mite inori sasage Koko ni iru kara Watashi wa kimi ni totte no sora de itai Kanashimi made mo tsutsumi konde Itsudemo miageru toki wa hitori janai to Tooku de omoeru you ni…" (Lembrança do Sesshoumaru)
Acreditar no amor é não perder para mim mesma. Até que meu desejo se realize, eu continuarei com um sorriso e olharei as estrelas, rezando, e continuarei aqui. Eu quero ser o céu para você mesmo que esconda todas as suas dores. Todas as vezes que eu olhar para cima, eu quero sentir… que não estou sozinha mesmo que esteja longe.
Nhams, finalmente eu aqui com o penúltimo capítulo deste fic! Já estava na hora, não era?! XD
Bom, eu tenho a ligeira impressão de que alguém vai me matar porque eu não deixei os dois se beijarem de novo! XDD – se esconde –
Mas, bem, pensem por esse lado… já que o próximo é o último capítulo, eles vão acabar se beijando de um jeito ou de outro… a não ser que eu acabe matando um deles antes… quem sabe? XD – espero que a Lis não veja isso –
Não precisam se preocupar não! Ninguém vai morrer, nada de alvoroço! – eu acho XD –
Então, tá aí em cima já a nota sobre a música que a Izayoi canta, que é a mesma das memórias do Sesshoumaru… achavam mesmo que a Rin ia falar né? Eu sou má! Hehehehe. Então, pra quem tá em dúvida, ela realmente não cantou, tá?! XD
Ah sim, agradecimentos especiais a Palas Lis, Amy Aine, Hinata-chan, Cris, HIME RIN, buh-chan, Nathy Shia-chan, Lenita Hino, Raissinha, Sah Rebelde e luciana, que deixaram reviews. E também, agradecendo a todos aqueles que lêem e não podem deixar review. Obrigada por continuarem acompanhando, e não se preocupem, se verão livres de mim no próximo cap. XD
Então, próximo é o último, hein?
Kissus pra vocês e até lá!
Próximo capítulo: "The Roses' Sound: Rosas"
