Olá!
Cá estou eu... e trazendo o 2° Capítulo – é isso ae!

Na verdade, estes capítulos estão bem mais fáceis, pois todos – até o capítulo 04 – já estão todos postados no site da Illy e da Dhanda, o nosso XYZyaoi, heheeheheh

Eu só posso dizer a meu favor em relação à demora em postar os caps aqui – uma vez que os capítulos já estão até postados – é que o madito editor deste site é amaldiçoado, só pode! ARGH

Não sei se ele só está dando problema comigo, ou se já "atacou" a fic de mais alguém por ae... (Luana suspira) Mas bem, vamos deixar isso para lá, não?

Aproveitem para ler a fic! Afinal, vai demorar mais um "pouquinho", para chegar o cap 05, ne?

Abraços a todas!

Aviso: Esta fic é a minha primeira fic – EEEEEEE! - e dedico-a à maravilhosa e fofa Illy-chan. Foi a lindinha da AninhaSaganoKai quem me apresentou mais firmemente ao Yaoi, mas foi a Illy quem me fez virar uma das que toma "yaoi na veia", e mais divino ainda, quem me apresentou à Heero&Duo, Trowa&Quatre, etc.. Nossa... Vocês não imaginam como é ótimo tê-la como amiga, conversar com ela, conviver com ela. Apesar de tantos problemas de saúde, é absurdamente um furacão em forma de gente, e conhecê-la e ganhar sua amizade foi um presentão, neste ano de 2005! Bjão, Illy!


Luana - "2o capítulo... 2o capítulo... 2o capítulo...! Eu não acredito, estou tão emocionada: é o 2o capitulo da minha 1a fic! Vejamos o que vou escrever..." A porta se abre repentinamente num estrondo e um chinês portando uma espada invade meu quarto:
Wufei – "Onna! Levante as mãos e afaste-se deste teclado!"
Luana – "Mas..."
Wufei – "Afaste-se, ou prove o gosto da justiça pela lâmina de minha katana!"
Luana – "Eu, eu... buááááaááááá´!" (apela que não é besta)
Wufei – "Onna? Onna? Por... por que está chorando?"
Luana – "O que você queria? Se a Illy descobre que eu parei de escrever, vou estar entre o chicote e a espada, buáááá...! (apela mais um pouquinho)
Wufei – "Hum... tudo bem, pode continuar; mas vê se pega leve com a minha imagem!"
Luana – "..."
Wufei – "Onna?"
Luana – "Defina o que você entender por 'imagem'..."
Wufei "ONNAAAAAA...!"


"Por que Seus Olhos Não Me Enganam..."

"

Cap 02 – Lustres, Cabelos e Campos Minados


- O que você disse, piloto? – dr J observava o rosto do chinês ficar fortemente pálido, entrando em contraste com seu olho roxo.

- Com... comprar creme de cabelo.

- Isso não é hora de fazer lista de compras, piloto!- a voz de dr J era carregada de uma seriedade que era guiada por curiosidade ao invés do senso de dever – Afinal, qual era a missão dele?

Wufei, que antes fitava chocadamente um determinado canto da parede branca daquele quarto, encara o senhor com quem falava. Arregalando o máximo que seus olhos orientais agüentavam, ele repete a frase que estava dizendo desde que voltara ao quarto - mas de uma forma mais determinada e segura, ciente de que não se tratava de uma alucinação:

- Comprar creme de cabelo.

- Olhe, meu rapaz... – dr J coloca a mão no ombro do oriental – Eu sei que os jovens de hoje se preocupam com a aparência, e vejo que você deve realmente gostar de um bom gel... Mas o assunto agora é serio: qual era a mis...

- COMPRAR GEL DE CABE... DIGO, COMPRAR CREME PARA CABELO! – Wufei volta à realidade raivoso com a falta de compreensão do cientista, jogando a mão deste para fora de seu ombro com um tapa - MAXWELL LEVANTOU DESSA MALDITA CAMA ME SUFOCOU E ESMURROU LÁ FORA APENAS PARA SAIR E COMPRAR CREME DE CABELO!

Wufei respira pesadamente enquanto fuzila, furioso, o cientista com o olhar. Era tudo muito irreal: sempre soubera de como o amigo venerava o cabelo, mas chegar ao ponto de agredir um companheiro? O que estava acontecendo? Aquele não podia ser o Duo; quem era ele?

- Quem era...

- Ele é o Duo – dr J responde ao adivinhar a linha de pensamento do piloto – Hu hu hu, mas apesar de ser o Duo... ele não te lembra... mais alguém?

Era óbvio que o cientista estava brincando com a confusão de Wufei, e este se entregou a essa brincadeira sádica ao se ver absorvido em se lembrar com quem o amigo se parecia; apesar da resposta ser meio lógica, seu cérebro confuso processava tudo lentamente: "Frio... uma determinação irredutível... sem medir esforços e meios para chegar ao objetivo... aqueles olhos... HEERO!" o nome que veio à sua mente o fez superar o que achava ser o limite: seus olhos pareciam que iam entrar em órbitas; Dr J se deliciava com aquela visão.

- O Heero...! Espera um pouco: está dizendo que aquela máquina da OZ deu certo, e agora temos um Heero dentro de um Duo que pirou ao descobrir que tem pontas duplas?

- Sim e não: a máquina não realizou o propósito para o qual foi construída. Cada piloto está em seu próprio corpo, mas...

- Mas...? – o piloto parecia perder a recém-recobrada calma.

- Eu me sentiria mais confortável em afirmar qualquer coisa só depois que seus outros companheiros acordarem.

- Mais confortável...?

Numa valente tentativa de manter um sorriso em seu rosto, o queixo de Wufei treme compulsivamente ao cerrar os punhos. Perdendo as estribeiras, ele joga para trás a cadeira em que sentava ao se levantar, e pressionando o cientista contra a parede com um braço, ele se arrepende amargamente por não ter trazido a sua katana, enquanto sibila maleficamente ao ouvido de dr J.

- Você realmente não quer descobrir o que me deixaria mais confortável neste momento: então é melhor você abrir a boca ou... – o chinês é interrompido ao sentir um travesseiro atingir suas costas.

Virando para as camas dos outros pilotos gundam, o jovem de cabelos negros vê algo que por alguns segundos o faz esquecer o Duo em sua versão homicida: Wufei teve que colocar a cadeira de volta a seu lugar e sentar, para assistir – sem cair - a cena que presenciou junto com um dr J de olhos euforicamente calculistas.

- Mas que barraco é este? Não se pode mais dormir nessa joça? – Trowa fala, sentando-se em sua cama enquanto esfrega os olhos – Se o meu belo rosto não dispensasse sono de beleza, vocês...

Rindo de seu próprio comentário, passa a mão em sua franja jogando-a para trás, enquanto essa volta para seu devido lugar, e pisca com seu único olho verde descoberto por seus cabelos. De joelhos em cima dos seus lençóis, ele encara com olhos brincalhões seus calados espectadores, mas logo se cansa do silencioso debate: soltando um pequeno bocejo, olha para o lado. Seus olhos ganham um novo brilho.

Pulando de sua cama como um predador que avista sua indefesa presa, o europeu se coloca ajoelhado e com o rosto colado ao de um lindo árabe adormecido, na cama ao lado - seus olhos maliciosos percorrem aquela pele alva até seus deliciosos lábios e de lá suas esmeraldas se negaram a sair.

- Hum... Será que está mesmo dormindo? Creio que por me amar, ele não vai me deixar com essa dúvida cruel.

Aproxima mais o rosto ao de seu amado, tomando seus lábios em um singelo selinho, e deslizando a boca ate a orelha vulnerável do loirinho, a acaricia com uma pequena lambida.

- Para a Bela Adormecida só bastou o beijo... até onde eu terei de ir para você abrir os olhos? – sussurra ao ouvido do loirinho.

Os olhos de Quatre finalmente se abrem; encarando calmamente o namorado que no momento ainda se encontrava com a boca em sua orelha, oferece a ele um sorriso tranquilo, limitando-se apenas a passar seus dedos por entre os cabelos castanhos de seu amado.

Ajeitando-se na cama, Quatre então se senta, coloca a cabeça de Trowa no colo e depois de alguns segundos encarando a face do amante com ternura, reserva um semblante sério para acenar para Wufei e J com a cabeça em sinal de "bom dia", enquanto ainda acariciava os cabelos do europeu.

- Que fofo, nem dá para reclamar de ser acordado por uma cena tão linda!

As palavras doces ditas por uma voz anazalada, os fizeram lembrar que existia mais alguém no quarto - mas de certo haviam ouvido errado: os lábios de tal pessoa, que combinavam mais com um "Omaeo korosu", não poderiam ter dito tais palavras. Mas haviam dito... e não só dito, como o dono dos lábios em si, os olhava com um luminoso sorriso, seus olhos radiantes fitavam cada um do quarto, e digamos que seu olhar não era assim tão educadamente retribuído, já que todos na enfermaria o olhavam como se fosse um leão que fugira da jaula - imóveis no medo de que qualquer movimento brusco o fizesse atacá-los.

Aparentemente seus companheiros não haviam notado a mudança que acontecera com eles mesmos, mas mesmo percebendo a mudança dos outros, não pareciam se importar muito: Quatre agora honrando o título do "Piloto Gundam dos Três Pontinhos", parecia satisfeito em apenas ter Trowa em seu colo; este, estava visivelmente feliz em se derreter no colo de Quatre; já Heero em sua versão "Hello Kitty", estava preocupado com coisas mais importantes, já que seus olhos observavam todo o quarto procurando por algo... ou seria alguém?

Wufei não sabia para quem olhar: apesar de estarem agindo estranhamente, pior - estarem agindo uns como os outros -, eles pareciam ainda ser as mesmas pessoas, cada um em seu corpo, mas com...

- Personalidades trocadas...! – o piloto de Nataku murmura, e lança um olhar inquisidor a J que pouco lhe dava atenção enquanto olhava os outros pilotos – Eles tiveram as... Mas como?

A porta do quarto se abre de repente e uma figura de trança desgrenhada entra fazendo algo que todos já achavam impossível: tornar o sorriso de Heero ainda mais iluminado. O japonês se levanta de sua cama transparecendo um pouco de dor ao se levantar, mas... o soldado perfeito sente dor? Ou pelo menos a deixaria transparecer... tão facilmente?

A resposta mais correta seria "Mas que soldado perfeito?" O recente detentor do título se coloca do lado de Duo, no momento dono das mais frias violetas e que segurava cuidadosamente uma sacola de drogaria na mão direita; Heero com seus olhinhos azuis vibrando, segura a mesma mão que segura a sacolinha, e diz:

- Eu sei que não é um bom momento para isso, mas... bem, eu só queria deixar claro que os seus sentimentos por mim... bem, são recíprocos.

Heero que enquanto falava evitava encarar o amado nos olhos, dá de cara com o típico olhar gelado.

- Você está atrapalhando a missão.

Com um tapa firme Duo afasta a mão de Heero da sua e passa direto por ele, indo em direção ao banheiro. O piloto do Wing sente suas pernas fracas, mas se mantêm forte e se virando para fitar o americano ainda se distanciando, insiste:

- Mas... mas... e o seus sentimentos... eu pensei... pensei...

- Sentimentos, Yuy? Não me lembro de sentimento algum por você. – e virando a cabeça levemente de lado, continua: – ...e para ser sincero, se fosse o caso, eu teria que eliminar a fonte de tamanha fraqueza. Hn, para que um piloto teria sentimentos?

Duo ignora os demais e entra de vez no banheiro. Os joelhos de Heero finalmente fraquejam e pequenas lágrimas vindas de seus olhos azuis deslizam deles, enquanto um Trowa falante não parava a boca um segundo, tornando palavras desnecessárias mais presentes do que seu outro "eu" gostaria de falar, e Quatre com um sorriso sereno absorvia cada palavra dita por aquela voz que o fascinava tanto.

Os olhos de Wufei iam das lágrimas silenciosas de Heero para a matraca de Trowa e daí para o ar misterioso de Quatre... e com os olhos suplicantes por apoio os mira para a pessoa errada: dr J o encara de volta e com um sorriso cínico nos lábios, este diz algo que a maioria dos seres humanos vivos neste planeta não diria de maneira tão alegre:

- Bem vindo ao 'Fim do Mundo' soldado. Lhe apresento sua mais nova missão.

- Por Nataku... – sua voz saiu tão fraca que ninguém deve ter ouvido - E onde está a justiça...!


De todos os trabalhos que o piloto 05 não se via exercendo, talvez de tantas opções, o principal fosse o de babá - e para desespero de sua honra, nenhum outro nome lhe vinha à cabeça para descrever a sua mais nova missão.

Recém-colocados em um novo esconderijo, esperando o chamado para a próxima missão, Wufei fora escalado como o primeiro no comando - para a infelicidade de seus cabelos negros, que nessas circunstâncias, se quisessem manter sua cor, talvez viessem a ter que apelar para a tintura.

Algumas perguntas entre tantas foram respondidas por dr J depois que Duo se trancou no banheiro e Heero parou de chorar; outras, apenas o tempo poderia responder.

O que o cientista deixara claro foi que apesar da maquina não ter funcionado completamente, o choque da explosão a fizera absorver os máximo de dados dos quatro intrusos - no caso as suas personalidades – e, ao invés de trocá-las, acoplou três adicionais no cérebro de cada piloto e aleatoriamente uma das quatro personalidades tomara o controle do corpo. Mas o caso de Duo era mais sério: além de estar sob o domínio da personalidade de Heero, tivera uma pequena perda de memória e não se lembra de nada da missão anterior, para desespero do japonês, que parecia cultivar, à medida que o tempo passava, um carinho todo especial pelo americano.

Mas o que o cientista não explicou, e o que o chinês teve que aprender a duras penas, é que apesar de usar a personalidade de outro piloto, os seus companheiros ainda manteriam seus próprios desejos, prioridades e habilidades... e só Nataku sabia como Wufei amaldiçoava esta última.

- BARTON! DESCE JÁ DESTE LUSTRE!

Trowa que até alguns segundos falava com um paciente Quatre, em um ato visivelmente desnecessário, com uma pirueta pulara sobre o sofá e pegando impulso, voara sobre o lustre e agora, segurando-se apenas com as pernas nele, lança então um tchauzinho para um envergonhado árabe e um fu-ri-o-so chinês.

Fazendo algumas declarações de amor, zombando da pobre babá oriental que o mandava descer e se balançando no lustre de um lado para o outro, Trowa ignora o ruído que vinha um pouco acima de si. Absorvido olhando a cara vermelha de ódio de Wufei e o ligeiro avermelhado que passava nas faces de seu anjo, pensava em como alterá-lo mais, sem notar os pequenos pedaços de teto que caiam sobre si. Era tarde demais quando finalmente notou o que seu ato imprudente estava causando: o lustre, devido ao peso do acrobata começou a ceder, e com uma cara assustada, Trowa se vê caindo, sem tempo de reação, direto para o chão.

Foi quando Quatre pôs a mãos no ombro de Wufei afastando-o, dando poucos passos para frente, e como se já tivesse calculado tudo, estica seus braços no momento exato de preencheê-los com o corpo de seu europeu, caindo ambos no chão. Quatre percorre a mão por sobre o rosto do namorado, assim erguendo sua franja como se procurasse por algum ferimento, respirando mais aliviado, se levanta ainda com a mão em sua cintura o ajudando também a levantar.

- Winner... – a voz de Wufei tremia, mas nem tanto quanto o seu corpo, enquanto olhava os restos mortais do lustre aos seus pés – tire já o seu macaco daqui, antes... antes ... ANTES QUE EU E A LAMINA DA MINHA KATANA PROVEMOS O GOSTO DA JUSTIÇA!

Sem nem acenar para confirmar a missão confiada, Quatre segura firmemente o braço de Trowa e o arrasta para bem longe do chinês.

Tentando recuperar a calma que a muito não via nem a cara, Wufei se senta no sofá não muito longe do lustre destruído, sem deixar de pensar em como Trowa se tornara verdadeiramente impossível com a personalidade de Duo. De certo o americano era irritante, com suas piadas e comentários fora de hora, mas o egocentrismo, humor negro e descaramento haviam transformado o anteriormente calmo e tranqüilo europeu em algo que fazia Wufei rezar toda à noite para que o antigo Duo voltasse.

- Levante os pés, por favor. - Um japonês sorridente segurando uma vassoura e vestindo um avental florido pede a Wufei.

A visão paralisou o chinês por algum tempo antes de atender ao pedido. Como Quatre se mostrara cada vez mais reservado, seus trabalhos domésticos se resumiram apenas a arrumar o próprio quarto e fazer as refeições. Surpreendentemente Heero se oferecera de bom grado para as demais atividades domésticas.

Mas como todos já notaram, a sensibilidade e a emotividade de Quatre chegaram ao ápice, ao irem de encontro à todas as emoções reprimidas do soldado perfeito, e como efeito, Wufei agora observa Heero - que depois de varrer a sala, agora tentava convencer uma mamãe aranha e seus filhinhos a abandonarem a sua casa, pois teria que espanar a teia para fora da parede.

Era oficial: o 'Soldado Perfeito' se tornara o 'Dono de Casa Perfeito'...!


- Você não pode me pedir isso.

- Heh, tanto posso como já pedi.

- Ora seu...!

Wufei havia acabado de sair do banho... um dos poucos momentos em que podia achar paz para meditar e formular vinganças contra dr J, aquele quem lhe passara aquela missão maldita, e assim recuperar sua honra. Ainda enxugando os cabelos, ouvia o final de um debate que parecia ter durado horas.

- Eu... eu posso comprar um, então. – Duo dizia menos confiante do que pretendia

- Pouco provável. - Heero fala enquanto cruza as pernas – Estamos escondidos aqui da OZ a quatro dias; duvido que sair daqui seja uma opção viável, e quanto à encomendas... – seus olhos se estreitam em um sorriso satisfeito – ...menos ainda - devia saber disso, piloto.

- Eu sei... mas aceitar isso...

- Bem... Se é essa sua última palavra...

Heero se levanta do sofá deixando Duo, Quatre e Trowa, que assistiam tudo de um lugar seguro, para trás. O chinês viu o receio que paralisava o piloto 02; era como se o ato que iria tomar fosse trazer as mesmas conseqüências de apertar um botão de autodestruição, apesar de que levando em conta a personalidade que tinha no momento, nem mesmo esse ato poderia trazer tanto receio quanto o que fez em seguida:

A mão de Duo se estendeu e segurou o braço de Heero, o impedindo de sair da sala, seus olhos violetas queimavam de fúria ao se encontrarem com a confiança alojada nos olhos azul cobalto do japonês.

- Aceito.

Não precisou de mais nenhuma palavra: soltando o pulso de Heero, Duo o segue pelo corredor, deixando os três outros pilotos ainda na sala.

- E dá-lhe, japinha! – Trowa vibrou ao lado do namorado enquanto sentavam no sofá.

- O que acabou de acontecer aqui? – Wufei se senta do lado deles.

- Hum? – trowa olha para o chinês – Você não soube? O nosso Duo-chan parece que caiu de amores pelo laptop do Heero, e o outro que não é besta...

- Desde a enfermaria, eu não via o Yuy tocar no assunto com o Maxwell. Pensei que ele ia esperar que tudo voltasse ao normal.

- O japinha estava tão na dele que eu também pensei nisso, mas pelo jeito, resolveu pôr as manguinhas de fora.

- E o que ele pediu em troca?

- He he ... Por que não vai conferir você mesmo?

Wufei sabia que essa era mais uma das tentativas de Trowa de ficar sozinho com Quatre, mas não podia negar que estava curioso. Correndo o risco de ser crivado de balas - não pelo ex-Soldado Perfeito, mas agora pelo Shinigami Perfeito - ele vai em direção aos quartos.


Suas mãos percorriam pacientemente cada mecha de cabelo, massageando seus fios castanhos, desnecessariamente os penteando com uma escova, pois se negava a formar a inevitável trança, pondo assim fim a algo que lutara tanto para conseguir: pôr as mãos nos cabelos de quem amava.

Heero via o tronco de Duo abaixar lentamente em sinal de sono, sobre o disputado laptop. Revelando em sua tela um jogo inacabado de campo minado. O japonês não pode conter um pequeno sorriso. Apesar de desejar tanto mexer no laptop, o americano parecia não saber exatamente o que fazer com ele; era apenas uma grande atração, a mesma atração que fizera Heero pechinchar o direito de duas horas no laptop, se em troca pudesse pentear os cabelos de Duo - o americano resistira um pouco, mas sem opção, logo cedeu.

Por fim, teria que realizar aquilo que tentava evitar nos últimos minutos... com movimentos delicados, formou lentamente uma longa trança com os cabelos castanhos do americano, e aproximando levemente a ponta de seu rosto, respira lentamente seu perfume e diz para si mesmo, já que Duo parecia já ter adormecido:

-Não me importa quantas vezes me olhe com esses olhos frios; afinal, mais do que ninguém, eu sei o quanto as suas violetas podem ser calorosas, e não vou descansar até ver esse calor - o mesmo calor que me abalou naquela base há quatro dias atrás, e o mesmo calor que mesmo eu não admitindo, na hora conquistou meu coração.

Sem saber que tinha mais ouvintes para suas palavras, Heero se pôs absorvido com a ponta da trança ainda em suas mãos e não viu Wufei que os observava há algum tempo, na porta do quarto - e graças à sua posição privilegiada, pôde ver um certo americano debruçado sobre o teclado do laptop, revelando algo que o japonês não podia ver, apenas o chinês: duas violetas semi-abertas.

Apesar de não aprovar esse tipo de relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo, Wufei não pode conter o pequeno sorriso que se formou em sua boca, seguido pelo primeiro pensamento otimista que tinha nos últimos dias: "Parece que não vou ter que me preocupar muito com eles."


Luana – "Viu? Não foi tão mal... Wufei? Wufei! Você está bem? É normal seu rosto ter essa cor?"´
Wufei – "Onna... bem que eu ouvi falar que você não gosta muito de mim."
Luana – "Que é isso! Eu te adoro! ...Vamos fazer o seguinte? Você aprende a falar o meu nome, e eu prometo... que nada desnecessariamente ruim irá acontecer com você no próximo capítulo."
Wufei – " 'Desnecessariamente'? E o que pra você seria necessário?"
Luana – " ..." (cochicha no ouvido de Wufei)
Wufei – "INJUSTIÇA!"


Continua...

Nota da Revisora – Illy-chan:

LUANAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Você VAI me MATAR! Eu estou AMANDO!