Muito boa tarde de domingo à todas!

Antes de qualquer coisa, porém, mil desculpas pelo horrendo atraso em postar estes novos capítulos – uns problemas da vida real, juntamente com os ataques deste site acabaram... atrasando a postagem, como eu pretendia. (suspiro triste)

Agora, eu gostaria muito de agradecer, de coração, à:

Blanxe e à Tina-chan!

Meninas, muito obrigada pelas reviews!

Fiquei com sorrisos imensos, afinal...

Blanxe... EU também sou sua fã! (olhos brilhando)

Assim, saber que eu estou conseguindo fazer você gostar, se emocionar pelo o que estou escrevendo, e ainda pedir mais... é uma alegria sem tamanho!

E Tina? Achei muito linda sua tradução da fic da Akuma – e sim, realmente, é um tanto complicado fazer as trocas de personalidades, eheheh A Aninha SaganoKai ficou maluquinha, dizendo 2x3 várias vezes, ao terminar de ler este cap 03, ohohho. A pobre Illy, então... Nem se fala!

Dedico, em especial, este

Capítulo 03 de "Porque Seus Olhos Não Me Enganam" para vocês duas!

Beijos!

Luana.

E às demais fãs tímidas e escondidinhas... Boa Leitura!


Trowa – "Repita: 'Lu'..." – o moreno apontava com uma varinha para um quadro negro.
Wufei – "Isso é desonroso!" – o chinês sentado no chão olha furioso e indignado para o europeu à sua frente.
Trowa – "Coopera, Wufie – anda, repete: 'Lu'..."
Wufei"Lu..."
Trowa"a ..."
Wufei"a..."
Trowa"na."
Wufei"na."
Quatre – "O que eles estão fazendo?" (pergunta para Luana)
Luana – "Eu prometi ao Trowa fazer um lemon 4x3, se ele conseguisse fazer o Wufei a dizer meu nome." (sorri)
Quatre – (Tão emocionado que perde a voz)
Luana: (sorriso malicioso)
Quatre: "Mas... Eu pensei que você não soubesse fazer lemons, ainda". (pergunta, confuso.)
Luana – "É o que vamos descobrir agora... glup."
"Por que Seus Olhos Não Me Enganam..."

Cap 03 – Os Olhos de um Shinigami se Conquistam Pela Boca.


Para o alívio de Wufei, o desempenho em campo dos outros pilotos, apesar dos "problemas de personalidades", não havia decaído: seus movimentos refinados pelos anos de treinamentos e lutas não haviam perdido o seu brilho; mas para evitar riscos desnecessários, todas as missões que haviam recebido desde o 'acidente' - não importando quantos pilotos Gundam fossem necessários - tinham a sempre presença obrigatória do piloto do Nataku.

E isso, claro, foi exatamente uma mão na roda para o desgaste físico e emocional do chinês: sendo todas missões de alto risco, não podiam ser mais cansativas - apesar de não ter havido nenhuma falha até o momento, a ansiedade corroía o piloto 05 por dentro.

Claro que ainda era perturbador ouvir as piadas fora de hora comumente ouvidas anteriormente pelo comunicador do Deathscythe agora pelo do Heavyarms, mas fora isso, nada que atrapalhasse os resultados das missões. Talvez, a única conseqüência ruim que a volta à ativa dos pilotos trouxera, fora a emancipação de Duo - o americano enfim, se livrara do único contrato que o mantinha ligado à Heero: aproveitando-se de uma mudança de esconderijo, ele comprara um laptop.

Os outros três pilotos, expectadores desse conturbado relacionamento, esperavam uma reação negativa do japonês, sempre tendo em mente o rosto desconsolado que o mesmo fizera no dia em que o americano negara qualquer sentimento por ele. Wufei já estava pensando em quanto do orçamento deles seria necessário para comprar lencinhos de papel suficientes para aplacar o pranto de Heero, quando o inusitado aconteceu: com um sorriso conformado, Heero apenas respondeu à liberdade capilar de Duo com poucas palavras:

-Ok. Só não se esqueça que eu troquei seu creme antigo por um de papaia.

Até Duo parecera espantado com o conformismo de Heero. Wufei arriscaria dizer que vira mesmo desapontamento nos olhos violetas do Shinigami. Mas talvez exatamente por se concentrar demais olhando para os olhos do piloto 02, o chinês não percebeu um fulgidio brilho de determinação no olhar do piloto 01, que se afastava.

Se era "guerra" o que o 'Shinigami Perfeito' queria, seria "guerra" o que o 'Soldado Imperfeito' lhe daria.


- Me explica de novo por que estou fazendo isso... – Quatre segurava um facão de uma maneira ameaçadora demais para o gosto do namorado.

- Por que você me ama? - arrisca Trowa, mais preocupado em afastar a ponta da lâmina para longe de seu pescoço do que em ser convincente.

- Tenta de novo. – era visível a irritação nos olhos azuis-claros do árabe.

- Por que você me ama muito, muito, muito... e sabe que se aproximar mais esse facão, vai virar um lindo viúvo.

- Eu tô falando sério, Trowa!

Para alívio do europeu, enquanto Quatre desabafa, a lâmina é retirada de perto do seu pescoço e agora é tremulamente apontada para um alegre japonês que tenta descobrir pela décima vez como se abre um ovo... tendo o resultado das nove últimas tentativas muito bem distribuídas entre paredes, teto e chão, e milagrosamente nenhum em seu alvo real: uma frigideira ridiculamente grande...

- Como você conseguiu me convencer a ensinar o Heero a cozinhar!

- Bons argumentos? – Trowa abraça as costas de um trêmulo Quatre com um de seus braços, enquanto o outro se estendia sorrateiramente sobre o braço do loiro que segurava o facão, o abaixando aos poucos. - Se nosso japinha aprender a cozinhar, você terá mais tempo livre.

- Eu sei, mas...

Era difícil para Quatre ver benefícios futuros enquanto observava o mais novo progresso do Heero: ele havia conseguido abrir o ovo dentro da frigideira, mas agora catava cuidadosamente cada pedaço de casca que conseguia. Não podia negar que Heero estava fofo vestindo aquele avental e com um olhar confusamente decidido; era óbvio que essa era sua primeira experiência em uma cozinha, talvez, o máximo que se aproximasse de algo parecido fosse os momentos de esquentar aquelas rações insossas em meio às missões.

- Ora vamos soldado, você deveria gostar de desafios. – Trowa beija a nuca de Quatre e se afasta para um lugar mais seguro, um banco estrategicamente colocado perto da porta.

- Me... me perdoe o incômodo, Quatre, mas, bem, eu estou melhorando.

Heero timidamente diz para o árabe com a personalidade já não tão tranqüila assim do europeu, estendendo-lhe a frigideira, mostrando o ovo que tanto batalhara para colocar lá - sua gema estava completamente misturada na clara e pequenos pedaços de casca ainda podiam se ver escondidos na mistura, mas inegavelmente era um ovo.

- Bom... pelo menos não gastaremos tempo decidindo se vai ser ovo de gema dura, mole ou mexido... – Quatre revira os olhos – Como pode o 'Soldado Perfeito' não conseguir quebrar um ovo? Eu já vi você quebrar a espinha de um inimigo milimetricamente sem o menor esforço!

- Que coisa, não? – respondeu Heero com um sorriso

Ainda era assustador ver Heero sorrir tão sinceramente para coisas tão banais. Wufei, que entrava na cozinha na hora, mal podia acreditar: o japonês trajava um semblante tão sereno, um sorriso sincero em um rosto coberto de clara de ovo, que, se não fosse tão perturbador, ele talvez admitisse o quão Heero lhe parecia bonito nesse momento.

- O que vocês estão fazendo aqui, Barton? – Wufei resolveu limpar a mente dessas bobagens e afirmar sua presença: – Winner, como pôde deixar a cozinha nesse estado, estando a hora do almoço tão próxima?

- Eu? – Quatre retrucou com o temperamento erroneamente calmo de Trowa a influenciar a mão na faca, fazendo-o apertá-la com mais força – Sinto decepcioná-lo Wufei, mas não sou eu quem está segurando a frigideira...

- Me desculpe Wufei, o Quatre esta me ensinando a cozinhar, e...

Heero, que caminhava na direção do chinês ao mesmo tempo que se explicava, escorrega em um dos restos mortais de uma de suas primeiras tentativas e cai com tudo em cima de Wufei - ambos vão para o chão. O piloto do Wing, amaldiçoando sua falta de jeito afasta a cabeça do peito de Wufei para poder ver se o chinês estava bem, tudo o que viu foi o cabo de sua frigideira, que, emborcada, havia caído com tudo na cara do pobre piloto 05.

Saindo o mais rápido possível de cima do chinês, Heero se coloca ajoelhado ao lado dele, tira a frigideira de sua cara, e esta estava coberta de ovo mexido. Limpando o rosto de Wufei o máximo que suas mãos conseguiam, Heero não sabia se ficava feliz ou preocupado ao ver que sua vítima estava desacordada.

Toda a cena foi observada por Quatre: estático no começo, mas logo depois mais aliviado, ao ver que nada de mais grave acontecera ao amigo, e Trowa, que riu do inicio ao fim de toda a presepada; o bem estar do chinês nem lhe passou pela cabeça, mas um sorriso malicioso lhe percorreu a face ao imaginar o que o 'Shinigami Perfeito' faria, se visse Heero alisando o rosto de Wufei tão candidamente... Até aonde iria a frieza do piloto 02?

Respirando aliviado e ainda mantendo a mão no rosto de seu superior em sinal de carinho, Heero viu que teria de deixar suas aulas para mais tarde. Levantando-se com Wufei em seus braços, ele sai da cozinha sem dar qualquer explicação aos demais - decerto não precisava ficar ouvindo as risadas do europeu nem encarar o silêncio desaprovador do árabe; no momento, havia alguém que precisava mais dele.

- Caaaara, essa foi ótima! Você viu a cara do Wufie? Impagável, eu devia ter uma câmera! Hahaahahhaahha!

- ... Creio que não houve ferimentos graves... no máximo a pancada na cabeça, graças à queda.

- E você viu a preocupação do japinha? Parece que o Duo tem con-cor-ren-te...!

- O cara espancou o outro com uma frigideira cheia de ovo, Trowa! O que queria que ele fizesse? Fritasse bacons para acompanhar?

- "Cheia", nesse caso, é uma palavra bem relativa, levando em conta que lá dentro só tinha um dos onze ovos que ele quebrou... Acho que nem eu erraria tanto.

- Eu fiz aquela pergunta a ele mais por irritação: é obvio o porquê dele ser tão ruim na cozinha...

- ...?

- Bom, na maioria das vezes, trabalhar na cozinha requer concentração, e o Heero no momento é uma pessoa que parece estar... dispersa... sua cabeça está sempre voltada para outra coisa.

- Alguém, você quer dizer, né? Pergunto-me como ele consegue ainda pilotar tão bem o Wing, se sua cabeça não sai de perto do piloto do Deathscythe...

- Bem, não é problema meu.

Quatre diz friamente, dando as costas para o namorado e indo até a pia lavar as mãos. A água fria mal atingiu seus pulsos, ele sentiu braços envolverem sua cintura; o piloto mais alto o abraçava com cuidado enquanto seu rosto roçava contra o seu ao dizer:

- Que malvado... Devia se preocupar mais com seus amigos, loirinho.

- No momento acho que deveria me preocupar mais é comigo. – diz, sem querer com uma voz mais sôfrega do que pretendia.

- Não se preocupe... – as mãos do europeu deslizaram por de baixo da camisa do árabe – De sua segurança cuido eu.

Com uma de suas mãos alcançando o braço de Quatre, Trowa o vira o mais rápido que pode e sem dar tempo que o árabe protestasse, cobre os lábios de seu amado com os seus; acaricia-os com pequenos beijos, mantendo-os semi-entreabertos e mudos de surpresa - sem se conter, não demorou muito para que o europeu aprofundasse seu beijo, e sua língua percorre cada canto da boca de seu amado, que dividiu com ele um discreto gosto de chocolate. Com um olhar divertido, o moreno afasta sua boca da de seu amante e antes de mordicar o lóbulo da orelha do árabe, sussurra:

- Menino mau, parece que alguém também comeu bobagem antes do almoço... alguém está merecendo um castigo.

Sua mão percorre suavemente o peito do outro piloto, parando exatamente entre suas coxas, a sensação de tocar o tecido era algo decepcionante, mas nada que não se resolvesse: barreiras pequenas como essas não pareciam significantes diante dos olhos azuis a sua frente, olhos tão excitados quanto os seus.

Mostrando mais força que se podia esperar de sua figura angelical, porém, Quatre empurra Trowa para longe da pia, sem nunca descolar seu corpo do dele - suas mãos percorriam o corpo do europeu, ao mesmo tempo que o empurrava. Chegando finalmente à quina da mesa, Trowa inocentemente pensou que não teriam mais para aonde avançar, quando sentiu a mão de seu amante loiro o deitando sobre a mesa, e o corpo de Quatre debruçando-se lentamente sobre o seu.

Os poucos ingredientes que tinham lá foram esmagados pelas costas de Trowa, os pratos foram jogados no chão, e as travessas... que se danassem; ambos já ignoravam qualquer coisa que não envolvesse o corpo pulsante que se esfregava contra os seus... até suas roupas, barreiras facilmente transpostas, jaziam esquecidas no chão entre cacos e restos de louça.

O gosto de sal, açúcar, mel e farinha se misturavam ao suor do outro parceiro à medida que suas bocas exploravam o corpo um do outro, e como se mais um ingrediente se juntasse aos que Quatre havia selecionado para a primeira aula de Heero, o loiro goza na barriga de Trowa. Esse acaricia o próprio ventre, e com as mãos cobertas com o semem do parceiro percorre os lábios de seu anjo, que os suga avidamente, dividindo o seu gosto em mais um beijo voraz.

Massageando o membro do europeu, Quatre sorri para seu amado com os olhos cheios de desejo e luxúria, mas esse, mesmo entendendo o pedido do outro, se finge de desentendido; para realizar o que seu amado queria, precisava de uma preparação especial - sabia que uma penetração naquele momento, sem lubrificante, transformaria, trocadilhos à parte, aquele momento doce em algo extremamente desagradável.

Percebendo a preocupação nos olhos verdes de seu amor, Quatre sorri marotamente, e se levantando de cima de Trowa, caminha pela rapidamente pela cozinha até a prateleira onde guardava as conservas e volta, balançando maliciosamente um tubo há muito conhecido entre o casal.

- Não acredito que você guarda lubrificante entre os potes de conserva...! – exclama Trowa, pasmo com a cara-de-pau do loiro.

- Tenho que me lembrar de esvaziar meus esconderijos antes de entregar a cozinha ao Heero... – Quatre fala meio que para si mesmo, pensativo.

- E se alguém, sem querer, achasse? – Trowa pergunta ainda surpreso com a audácia do namorado.

- Hum... Esperaria que fizesse bom uso, e... sinceramente? Esse não é o tipo de acusação que alguém nu, coberto de condimento e especiarias, em cima de uma mesa, tenha moral para me fazer.

- Ah, não, é?

Puxando o árabe novamente para cima da mesa, voltam de onde pararam, agora mais excitados: se antes Quatre estava por cima, Trowa fez questão de subjugar o loirinho, não que ele se importasse, afinal, não podia estar mais feliz vendo o europeu abrir o tubo.

Com os dedos devidamente preparados Trowa acaricia as coxas de Quatre, e enquanto beijava seu pescoço um de seus dedos penetrava o ânus do loiro, o fazendo arfar com a primeira onda de prazer que percorreu seu corpo. Feliz com a reação do parceiro, Trowa não demorou a enfiar o segundo; massageando a entrada do namorado, logo enfiou o terceiro. Quatre tremia, e vendo que o árabe não podia mais esperar, Trowa preparou o seu membro e com movimentos ansiosos, logo penetrava o amado com profundas estocadas; a respiração de ambos se encontraram, e suas bocas se colaram uma com a outra. Massageando o pênis do árabe, Trowa goza dentro do amante, e este que além de se sentir preenchido com o sêmen de quem tanto amava ainda sentia o gosto na boca da primeira brincadeira, tem seu ventre coberto com o próprio gozo – o segundo - que veio um pouco depois do de seu namorado.

Seus movimentos foram ficando mais lentos... e aos poucos, o europeu saiu de dentro de seu amado de olhos azuis, ambos cobertos por uma mistura afrodisíaca onde apenas um dos ingredientes, tinha-se certeza de onde tinha vindo, ambos se aconchegam um contra o outro e lá ficam deitados, atentos à algum som vindo de fora... mas sem coragem para se levantarem.


A culinária é realmente algo intrigante... quanta concentração alguém precisa para preparar um prato hoje em dia.
No momento, poucas coisas faziam sentido para o piloto 05 – ainda de olhos fechados, apesar de já ter acordado a alguns minutos, a sensação confortável de estar deitado em uma cama parecia amenizar aos poucos a dor que percorria todo o rosto.

Abrindo lentamente os olhos, a luz fraca de seu quarto não foi o suficiente para o cegar, mas ao se refletirem diretamente nas íris azul cobalto a sua frente, um pequeno acesso de ira tomou o seu corpo... e sem pensar, ergueu sem aviso o tronco, batendo a testa na cabeça que estava a alguns minutos atrás preocupadamente sobre a sua.

Se encolhendo de dor, Heero recua com o impacto, caindo sentado no chão pressiona as mãos contra o rosto, enquanto Wufei fazia o mesmo em sua cama.

- Desgraça, Yui, o que faz aqui? Ou melhor, como ousa estar aqui, depois do que...!

- Eu ... – Heero retira as mãos do rosto vermelho, não só da pancada, mas de vergonha – Eu sinto pelo que fiz, eu não queria , eu...

- Tá, tá...! – Wufei balança a mão indiferente: - Páre de se desculpar, da última vez eu quase não saí vivo.

- Talvez eu tenha que me esforçar mais da próxima vez

Rindo de uma piada que para ambos não tinha graça, os pilotos pareciam ter chegado a um consenso silencioso de não levar esse assunto a sério; para Wufei, aquele momento parecia apagar qualquer ressentimento que guardara nos poucos segundos em que se pôs consciente.

- Afinal, por eu você resolveu aprender a cozinhar?

- Nada demais.

Heero se levanta do chão e se senta da cama do chinês. A aproximação fez o coração do piloto de Nataku bater mais forte... Como podia algo assim acontecer por tão pequeno contato? O sorriso que o japonês lhe oferecia enchia seus olhos... O que era isso que estava sentindo? Será que tanto desgaste o havia afetado?

- Eu até adivinho o porquê. – Wufei fala desviando os olhos de Heero.

- É mesmo? Então por que pergunta? – Heero estava desconfortável.

- Será que você não tinha outro jeito de conquistar ele sem ter que matar o resto de nós durante o processo? Seria patético o 'maior pesadelo da OZ' morrer por envenenamento alimentar.

- Eu não sou tão ruim assim e... eu sei que não vou ouvir um "te amo" por conseguir fritar um ovo, mas... eu tenho saudade.

- Saudade?

- Toda vez que vejo o vazio que os olhos de Duo guardam, eu me sinto triste. De certa forma a culpa é minha, fui eu que cultivei esse vazio, eu que fui treinado para tornar esse vazio parte de mim... Enquanto isso fazia parte de mim não havia problema, era até mais fácil manter vocês afastados de mim, mas... ver esse vazio nos olhos de Duo, saber o que ele significa...

- Você acha que cozinhando poderia apagar esse vazio? – havia descrença na voz de Wufei.

- Achei que esse vazio poderia ao menos se nebular, afinal, por mais que seus olhos sejam frios, agora, eu reconheço as violetas do meu Shinigami, e antes de tudo isso acontecer, eu sempre fui atento a tudo o que as fazia brilharem.

- Você fala de um jeito... No começo eu pensei que esse sentimento que você tinha, veio depois que o Winner baixou em seu corpo, mas agora... não venha me dizer que você já sentia isso antes...!

- Então não digo. – e sorrindo inocentemente Heero se levanta da cama – Vamos ver como Quatre está indo com o almoço? Eu atrapalhei tanto o coitado com essa historia de aula que ele deve estar todo atolado...

- Se você prometer não tentar ajudá-lo...

Ignorando esse último comentário, Heero estende a mão para ajudar Wufei a se levantar. Suas mãos se encontram, e o chinês não poderia descrever ao certo a corrente elétrica que percorreu o seu corpo; os olhos de Heero, alheios aos sentimentos do outro piloto, o convidavam a ficar de pé. Como negar tão gentil pedido?

Saindo de seu quarto com seu companheiro, Wufei ainda tentava entender o que havia acontecido: de certo, o melhor a se fazer seria deixar para lá - o mais lógico, pelo menos.

Mas que cabeça realmente sã obedece à lógica? Não a daquele chinês, ao que se parecia.

Parados no lado de fora da cozinha, Heero e Wufei - determinados a imitar o percurso até ali - ficaram simplesmente mudos. Pasmos, apenas observaram um completamente melecado Trowa sair de lá de dentro coberto de tantas coisas que nem sabiam a certo o que eram. Parecendo ignorar seu estado lamentável como se isso fosse o suficiente para que os outros fizessem mesmo, ele sorri para os dois amigos e diz:

- Se querem a minha opinião, é melhor esquecerem esse lance de esconderijo e peçam um pizza: antes encarar o inimigo, do que o que está lá dentro...

E com se suas palavras perturbadoras não tivessem feito qualquer efeito nos pobres pilotos trêmulos na frente da porta, o piloto 03 vai em direção a seu quarto, assobiando. Logo após aparece Quatre, esse no mesmo estado lamentável que o outro - seu semblante sério não condizia com sua triste figura lambuzada. Este apenas disse:

- Deixei alguns sanduíches frios sobre a pia... Qualquer outra tarefa naquela cozinha a não ser cozinhar está fora de minhas obrigações.

E se vai para seu quarto.

Heero, tomando coragem, coloca a mão no ombro de Wufei, como se corajosamente fosse adentrar os portões do inferno.

Passando pela porta, não demorou mais que alguns segundos para voltar de olhos arregalados e dizer:

- Hum... Estou meio cansado, carregar você foi meio desgastante... acho que vou dormir um pouco antes do jantar. O Quatre foi tão legal fazendo o almoço, er... depois de comer, bem que você podia dar uma geral na cozinha.

E assim o piloto do Wing se foi, sob os olhos ora confusos ora temerosos, de Wufei.

Não se sabe ao certo se os pilotos comeram sanduíche ou pizza naquele almoço, nem ao menos se a cozinha foi limpa...

... mas todos decerto se lembram de uma voz clamando por Nataku noite afora - prova de que um certo chinês movido por curiosidade e boa vontade, entrara em uma certa cozinha de um certo esconderijo.


Continua...
Luana – "E aí? O que achou do meu primeiro lemon?"
Trowa – "Mais ou menos... mas nada como a prática para aperfeiçoar a técnica..." (lambe os lábios)
Quatre – "..."
Luana – "E creio que você já tem em mente um casal perfeito para me ajudar nessa empreitada..."
Trowa – "Tudo pelo bem da literatura Yaoi, você sabe."
Quatre – "..."
Wufei"Lu...a...naaaaa...!" (voz cavernosa.)
Luana – "Er... parece que mais alguém leu a minha primeira tentativa de lemon... mas não acho que foi exatamente isso o que chamou a atenção dele."
Wufei"Ovo... frigideira... cozinha... ONNAAAAAAAA!"
Luana – "Se você quer mesmo que eu tenha a minha segunda tentativa..." (se esconde covardemente atrás de Trowa) "... sugiro que você tenha o santo forte, reze bastante e torça para esse chinês ser míope e não me ache aqui!"
Trowa - "OO"
Quatre – "...!"