Olá!
Cá estou eu, com mais um capítulo!
Eu sei, eu sei que eles já estão digitados, mas... é que a vida real + emprego + cursinho estão acabando comigo e devorando TODO meu pobre tempo...
E sem falar que a Illy não estar mais trabalhando na "Reinos" me deprime – AONDE vou encontrar inspiração e combustível para as minhas fics? Buaaa...
Mady-chan!
Querida, amei suas reviews!
Começou a ler a fic receosa? Oh, bem... Acho que é um pouco normal, ne? Afinal, sou autora nova... Mas fico muito contente em saber que você está gostando mesmo dela!
E sim – às vezes, tenho que me policiar para lembrar que esta fic também é para ter angústia...! Heheheheh
Se bem que... Acredito que neste capítulo, a parte "angústia" tenha ficado do jeito que eu sonhava! Valeu, Illy!
E o que? Se estou chateada por você ter comentado os 03 capítulos?
De jeito algum, Mady-chan! Por favor, isso é uma maravilha!
Continue me fazendo ver o que você sente com a fic!
Muito grata, mesmo, viu?
Dedico, em especial, este
Capítulo 04 de "Porque Seus Olhos Não Me Enganam" para você,
Mady-chan, assim como para a Blanxe e à Tina-chan!
Beijos!
Luana.
E novamente... às demais fãs tímidas e escondidinhas... Boa Leitura!
E antes de sumir de vez, não se esqueçam: visitem o XYZYaoi! Ele está recheadíssimo de coisas, este mês! EEEEEEEEEEEEEEEEEE!
Wufei – "Hoje é o dia, Onna! Vamos ter uma conversa definitiva sobre como você me trata em suas fics, e... o que foi?"
Luana – "..." encolhida pateticamente em posição fetal "...chegou o dia; finalmente vão descobrir que sou uma farsa..." suspira teatralmente "Terei de fazer uma cena de luta... e... não sei fazer cenas de luta!"
Wufei – "Por Nataku, Onna! No outro capítulo, você não sabia fazer cenas lemons e agora, cenas de lut...! Pera aí: no primeiro capítulo tem cena de luta!"
Luana – "Eu ainda consegui disfarçar um pouco... Mas agora é um contra um: como vou poder esconder minha incompetência desse jeito?"
Wufei – Patético! Você esta pedindo ajuda a um ser fruto de sua imaginação a partir de um desenho japonês e uma overdose de brigadeiro? OO
Luana – olha com olhos pidões para Wufei "Tem alguma idéia?"
Wufei – "Posso te emprestar minha katana para você fazer Haraquiri."
Luana – "..." olhar tentado.
"Por que Seus Olhos Não
Me Enganam..."
Cap 04 – Treino a dois... a três... a quatro... a cinco...
- O Almoço está pronto.
Nem ao menos se sirenes tocassem avisando um ataque surpresa da OZ, um som poderia causar tanto terror no coração de quatro dos cinco pilotos gundam que residiam naquele esconderijo, como aquela voz anasalada dizendo aquelas simples palavras.
Já havia uns três dias que Heero tomava aulas de culinária com Quatre. O loiro - de todas as maneiras possíveis, durante esse período - conseguira evitar de provar as experiências gastronômicas do japonês, tendo que uma vez até necessitar apelar para uma simulação de queda de pressão junto com Trowa.
Mas desta vez era inevitável: todos já estavam sentados à mesa enquanto um sorridente japonês trazia as panelas e bandejas, que inegavelmente, traziam um conteúdo com um aroma magnífico, mas que apesar disso não desarmara a desconfiança dos quatro pilotos gundam.
Com as comidas em seus respectivos pratos - tendo elas uma aparência, diga-se de passagem, reconfortante - nunca as preces de Wufei para Nataku e de Quatre para Alá foram tão fervorosas; o que pareceu aumentar ainda mais o receio de Trowa e Duo.
Levando o garfo à boca, Duo foi o primeiro a provar; sem qualquer comentário continuou o processo com mais duas, três, quatro garfadas, até outro companheiro se arriscar, e esse foi Wufei: o gosto realmente não era ruim... nada fora do comum, mas não chegava a ser ruim.
Trowa foi o terceiro a aceitar a missão de risco - mal colocou suas papilas gustativas para funcionar, e, como a hélice de um moinho, seu braço nunca demorava muito tempo parado: mantendo um movimento rotativo entre o prato e a boca - algo realmente interessante de ficar se observando por alguns minutos.
Quatre se viu pressionado pelos olhos pidões de seu aprendiz a provar de seu prato, e assim o fez. Chegou à mesma conclusão silenciosa de Wufei: nada de mais, mas realmente nada de menos - era um avanço. Mesmo assim preferiu, depois de algumas garfadas, ficar apenas sorvendo seu chá e observar os demais comerem.
Após alguns minutos compenetrado em seu próprio prato, Duo levanta os olhos e dá de cara com o olhar esperançoso de Heero o secando. O Japonês se prendera tanto à imagem do piloto do Deathscythe comendo, que acabara deixando seu próprio prato intocado. Respirando profundamente, o americano joga o garfo mal educadamente sobre seu prato caindo assim comida sobre a mesa, e diz:
- Horrível.
Nada mais foi dito - Duo simplesmente se levantou da mesa e saiu da cozinha. Heero nada fez para impedir sua partida: simplesmente o olhou partir; Trowa apenas continuou a comer como se nada tivesse acontecido, Quatre se concentrava desesperadamente em seu chá, e Wufei...
"Qual é a dele? Quem ele pensa que é? Como pode falar assim? INJUSTIÇA!" Os olhos negros de Wufei procuravam desesperadamente qualquer reação de Heero, uma brecha para poder explicar o comportamento imperdoável de Duo; mas nada podia fazer... se sentiu impotente diante daqueles olhos azuis: eles não mostravam marcas de ressentimento, pareciam apenas analisar o que havia acontecido, quase tão friamente quanto seu "eu" anterior faria.
O único som que predominava naquela cozinha era o de Trowa riscando o prato a cada garfada que dava, e isso pareceu irritar ainda mais o chinês:
- Por Nataku, Barton! você pegou a personalidade dele, não o estômago!
Como se a barriga tivesse ouvido as palavras do piloto 05 antes mesmo que o dono, os movimentos do garfo de Trowa param abruptamente – e levando uma mão à boca e a outra ao estomago, ele se levanta da mesa o mais rápido que pode. Crises como essas já não eram incomuns: apesar da atração que o moreno agora sentia por comida, seu estomago não era tão bem preparado quanto o de Duo; fora que a voracidade com que ele agora comia era anormal, uma caricatura exagerada da gula do americano.
Heero, alheio à crise do amigo, leva o garfo à boca pela primeira vez, absorve lentamente o alimento antes de deitar o garfo ao lado do prato, e pedindo desculpas, se levanta da mesa com toda dignidade possível.
Quatre – que estava acabando de tomar seu chá e pondo fim a pouca comida que tinha no prato - se levanta também, tendo em mente ver como estava Trowa, mas parando perto da porta que ligava ao corredor, pôde ainda ver Wufei na mesa. Esse já havia terminado o seu prato, e imaginando estar sozinho, puxa tanto o prato de Heero quanto o de Duo para si.
- Não acha que é muito para se comer em apenas um almoço, Wufei? - Quatre disse em uma voz impessoal.
- Meta-se com a sua vida, Winner. Apenas não gosto de desperdício.
- Tem razão – Quatre ainda completa antes de sair atrás de seu namorado – Seria realmente uma pena sobrar tanta comida no dia em que ele fez seu primeiro almoço para nós.
Tendo dito isso Quatre em fim se vai. Wufei continuou a comer, seu ódio pela reação desnecessária de Duo apenas aumentava a cada garfada e a cada lembrança do olhar ilegível de Heero. Ilegível para os outros - será que Duo conseguiria lê-lo?
- Não, Winner – disse em um sussurro para si mesmo – Para ele, seu primeiro almoço para Maxwell.
- Você realmente não deve ter muito amor à vida.
Quatre diz as palavras que pareceram descrever melhor a cena que viu ao chegar no corredor. Depois de passar duas horas massageando as costas do namorado em frente à privada, e deitá-lo confortavelmente em sua cama, onde logo mais o trataria com mais cuidado, o árabe agora se depara com Heero, este na frente da porta de Duo.
- Hn. – o japonês sorri – Se não tivesse, daria ouvidos a comentários pessimistas como esse.
- Não me diga que desde aquela hora que se levantou da mesa você esta aí parado? O que pretende, Heero?
- Não, só estou aqui há uns quarenta minutos. O que eu pretendo? Mudar a abordagem.
O punho de Heero bateu então o mais forte que pôde contra a porta de Duo. O barulho era alto e irritante – Quatre, tendo pequenas recaídas, se pegou pensando em qual detergente seria melhor para limpar o sangue do japonês, do chão.
Imaginando estar sendo ignorado, Heero simples e continuamente aumentou a intensidade das batidas; não sairia de onde estava até falar com o americano: a idéia que havia tido era muito boa para ser deixada para trás apenas por uma leve dor no punho - quem se importava com um pequeno arroxeado?; quem notaria o principio de sangramento?; a mancha vermelha na madeira da port...
Uma mão vinda por trás segura firmemente seu punho.
- Quatre, não me...!
Ao se virar para ralhar com o amigo árabe, seu corpo choca-se contra o de Duo. Ainda segurando o pulso do maluco que quase derrubava sua porta trancada, o americano diz:
- Normalmente abordagens como essa só surtem efeito quando os residentes do quarto estão dentro do mesmo.
O silêncio voltou entre aqueles três. Quatre não sabia ainda o que fazia ali, mas decerto, deixar Heero sozinho com Duo era virar co-autor de um assassinato.
Depois de passar a perplexidade por estar tão próximo a Duo, a dor de sua mão devido ao machucado que fizera ao bater tão fortemente contra a madeira o fez perceber que havia se excedido. Diabo, em que momento nestas últimas semanas ele fora racional? E racionalidade era um pedido impossível diante daqueles lindos olhos violetas... mas desta vez, para seu plano dar certo, não podia se deixar levar: seria forte.
- Pois bem. – um sorriso sarcástico nasce nos lábios do piloto do Wing – Serei breve.
Reivindicando seu pulso já dormente, o arranca da mão de Duo, afasta-se alguns passos para trás e encosta-se contra a porta que esmurrava tão fervorosamente a alguns segundos atrás. Seus olhos de um azul cobalto gélido fitaram secamente o rosto de Duo ao dizer:
- Eu espero você em 10 minutos na sala de treinamento.
- O quê? Pretende me encurralar sozinho? Descobriu um modo de me matar sem ter que apelar para aquela comida horror...
- TREINO. - Duo se assusta ao ser interrompido tão brutalmente por Heero – Existe uma razão para aquela sala ser chamada de sala de treinamento. Somos a esperança da colônia, e toda vez que te vejo lutar em campo, só tenho esperança que você quebre uma, ao invés de três costelas.
Quatre ouvia tudo, largado e esquecido pelos outros dois ainda no meio do corredor - por alguns segundos ele pensou que seus companheiros haviam voltado ao normal: Heero mantinha um ar de "estou fazendo algo necessário e não pessoal" que lhe congelava a alma quando por acidente vislumbrava aqueles olhos frios, e Duo... bem, ouvir o americano dizer orações completas ao invés de apenas uma palavra, e isso quando não era uma monossílaba, já era um grande avanço! Foi preso a esses pensamentos que o árabe teve uma grande sensação de dejavú...
- Hn. – Duo se pega considerando a oferta – Tudo bem.
O americano estende a mão na direção de Heero, o japonês se encolhe na perspectiva da aproximação de um punho certeiro enquanto espera um movimento violento do outro: seus olhos se fecham apreensivos e só se abrem de novo ao ouvir a voz de Duo:
- Baka! Como quer que eu entre no meu quarto com você aí escorado na porta?
A mão do garoto de trança segurava agora a maçaneta – seu alvo desde o início - e demonstrando impaciência, ele usa a outra mão para empurrar Heero para longe da porta. Ainda sob o olhar orgulhoso do japonês, entra em seu quarto, sem mais nenhuma palavra.
O loiro não sabia o que mais o surpreendera na cena que decorreu diante de seus olhos: a fria audácia de Heero, a confirmação de Duo, ou o desafio sem pé nem cabeça que o japonês lançara. Apesar de Heero ter uma habilidade maior que a de Duo, não se podia esquecer que o americano estava em um estado mentalmente instável pior do que o do japonês, ou o de qualquer um que fora naquela fatídica missão; e digamos que não era saudável subestimar a capacidade de luta de Duo como Heero fizera a pouco - o americano sabia surpreender.
Já pensando em como alertar o amigo dos males que esse plano poderia trazer, viu no rosto do japonês ao invés de um sorriso de triunfo, uma carranca pensativa. Quando ainda pensava que Heero não tinha saído do personagem, ele o ouve lamentar.
- Não senti... o cheiro de papaia.
Deixando o loiro com uma interrogação gigante na cabeça, o japonês se vai pelo corredor. Já Quatre, se esquecendo do que ia fazer, volta para seu quarto, onde discutiria com o amante dois mistérios: 1o , a misteriosa ausência de um suposto cheiro de papaia, fosse lá o que isso significasse; e 2o , onde Duo estava antes de voltar para o quarto - se ele viera por trás de Quatre, como este se lembrava, havia apenas três lugares de onde ele poderia ter vindo: o banheiro - onde tanto ele quanto o namorado não haviam saído por duas horas - a sala, e... a cozinha.
O treino já havia começado há alguns minutos. Ambos optaram por usar roupas mais leves, apesar de nada incomum - Heero se decidiu por uma regata verde acompanhada por um short ciclista preto; já Duo, surpreendendo o japonês, de preto só usava o short, cobrindo assim seu bem definido tórax com uma regata branca, roupas que estranhamente pedira emprestado ao piloto 01, o que atiçou ainda mais a curiosidade de Heero: o americano nunca tivera problemas de guarda-roupa.
Duo optou por uma posição mais ofensiva, fato que não desagradou em nada Heero que parecia se divertir entre golpes defensivos: suas mãos ágeis aproveitavam para desferir pequenas carícias camufladas em seu amado - era ao mesmo tempo bom e triste, já que no fim das contas esse fora o único jeito que encontrara para tocar em seu distante amor; o americano ainda não parecia ter notado o real plano do japonês, e nisso era guiado pelo tatame, em uma dança prazerosa e deprimente apenas para um dos lados.
Apesar de ver visivelmente que o japonês estar brincando com ele, Duo se manteve calmo por todo o desenrolar da luta; seus olhos acompanhavam as mãos de Heero protegendo-o em seus movimentos graciosos e certeiros, sua postura, movimento de pernas e quadris. Foi o suficiente.
Padrões processados.
Heero ficou abismado - à medida que seus corpos se encontravam, os movimentos de Duo foram ficando mais e mais sincronizados com os dele; sua respiração também, e de vez em quando, teve a impressão que vira reflexos de golpes anteriores desferidos por ele mesmo. Duo estava realmente fazendo valer aquela sessão de treino, pois, se não antes, agora Heero levava a sério seu adversário, e não era apenas por causa de sua bunda que ficara linda naquele short preto.
O Piloto do Wing ainda tinha uma vantagem visível, mas não se dava mais ao luxo de brincar: a luta se tornara mais agressiva, e os poucos golpes do americano que o atingiam lhe causava dolorosas contusões - Duo estava levando aquilo à sério. Heero não queria machucar, ao menos muito, o rapaz que amava, mas o americano não parecia compartilhar da idéia; era perigoso continuar com aquilo, apesar de raras serem as vezes que o japonês tinha chance de ter o garoto de trança por perto... e de certo havia ira em suas violetas. Aquilo era o máximo de emoção que conseguia tirar delas, e só aquilo o levava ao paraíso.
Sim, à medida que a luta corria, o americano começava a demonstrar emoções, mas ninguém disse que eram positivas.
Vendo que se avançasse mais teria que realmente machucar o dono de suas amadas violetas, ou pior, poderia ser machucado por ele, Heero resolve pôr um fim no que era para ser uma deliciosa brincadeira: imobilizando o braço de Duo e encaixando as costas do adolescente americano contra seu peito, se preparou para sussurrar por sua desistência, mas algo fez as palavras entalarem em sua garganta, quando seu rosto foi de encontro aos cabelos castanhos do americano e novamente sentiu a ausência da suave fragrância de papaia.
O creme que havia selecionado para o cabelo de seu amado não estava sendo usado, fora que os fios que formavam a trança não eram mais tão sedosos.
Só aquilo foi o suficiente para abalá-lo: suas mãos se afrouxaram, dando então a chance para o americano revidar - saindo de todo e qualquer estilo em que estivessem baseando seus golpes, Duo aproveita a brecha de Heero, e, dando-lhe uma violenta rasteira, o fez despencar pesadamente no chão e foi então sua vez de imobilizar o braço do oponente, caindo por cima das costas deste, agora estendido de bruços no chão.
Não havia fuga: se forçasse mais, Heero sabia que teria o braço quebrado pelo piloto 02. Entristece-se ao lembrar que, se não antes, agora mais do que nunca, o americano seria capaz de fazer isso a ele: era o que seu tom frio dizia diariamente.
Atordoado pela dor, o piloto do Wing já esperava a voz mecânica de Duo exigir sua admissão de derrota, mas apenas sentiu pequenas umidades percorrerem seu pescoço, e próximo a seu rosto, uma voz fraquejante dizer.
- Por que... carregando... braços...
Palavras sem nexo, era isso o que significavam para o japonês.
Mas ele não havia se apegado às palavras: "Seriam lágrimas? Ou apenas suor?" Não teve muito tempo para pensar no assunto, mais alguém havia entrado no salão:
- Heero!
Wufei parado na porta olhava aborrecido para os dois pilotos no chão: o de cima se afastou para o de baixo poder levantar-se e ir em direção ao chinês. O piloto 05 não sabia ao certo o que vira ao entrar lá, mas sabia o que tinha que fazer.
- Heero, no momento que Quatre te pôs responsável da cozinha, eu esperava que você se mostrasse mais responsável! Há duas horas que aquela louça devia ter sido lavada.
- Eu tinha ate me esquecido, desculpe Wu...
- Yuy... vá logo para cozinha! De nada adianta esvaziar as panelas se você não as lava.
- Esvaziar? Estranho, eu não as esvaziei.
Heero sai da sala deixando os outros dois pilotos para trás. Wufei encontra os olhos frios de Duo. O rosto sem expressão de Heero que vira à pouco na mesa durante o almoço volta à sua mente, e isso lhe dá forças para dizer.
- Entediado, Maxwell? Se quiser, posso te distrair enquanto Yui não volta.
- Hn. – o olhar de desprezo de Duo ganha um ar assassino ao fitar o chinês.
- Por favor... – um sorriso malévolo se desenha no rosto de Wufei – Diga que isso é um sim!
- Trowa, eu não quero me meter.
- Vamos lá, vai ser divertido!
- Pensei que você estivesse doente.
- Você sabe que não é pra tanto, só tive uma ânsia de vomito.
- Você fala como se todo o ser humano normal, e dando-se ênfase à palavra normal, vomitasse depois de toda santa refeição.
- Por deus Quatre, pare de falar de vômito e... Ei, eu estou ouvindo uns gemidos, parece que não perdemos muita coisa.
Trowa, que havia praticamente arrastado Quatre para a sala de treinamento depois de saber do treino especial entre Duo e Heero, abre a porta ansioso para ver como se desenrolara a resenha que o namorado presenciara minutos atrás no corredor - mas o que viu não era o que esperava:
O pouco material de musculação que dispunham como pesos e alguns aparelhos mais leves estavam espalhados por toda à parte, o tatame, onde deveria estar ocorrendo o combate, estava abandonado, com exceção talvez das marcas de sangue recém feitas. No chão, para onde parecia ter sido transferido a luta, um revoltado Duo se contorcia deitado de barriga para cima enquanto Wufei, com os olhos venenosos, pressionava seu pescoço com algo que parecia ter sido, em um passado distante, um cabo de vassoura.
Não era aceitável que um piloto gundam levasse a cabo uma rixa, por qual motivo fosse, com outro piloto, até esse nível - mas a mente de Wufei estava no automático. Foi o bastante para Trowa dar um grito de alerta.
Era a primeira vez em semanas que Wufei via emoção nos olhos do americano: esse já voltara à sua pose de homem de lata, mas minutos antes, quando ainda o rapaz de trança tinha Heero preso contra seu corpo, ele vira algo que nem como o antigo Shinigami, Duo Maxwell revelara a seu piores inimigos nas mais perturbadoras torturas - o Shinigami Perfeito concedera ao Soldado Imperfeito lágrimas que derreteram de seus olhos frios, percorreram por sua face impassível e se misturaram ao suor no pescoço do japonês.
As lágrimas, ainda marcando seu rosto, pareciam terem passadas despercebidas pelo japonês - na pressa de falar com Wufei, Heero nem se quer olhara para trás; talvez esse fosse um dos motivos para que Duo, ainda em cima do tatame, desafiasse com a cabeça que o piloto 05 subisse no mesmo.
Não precisara pedir duas vezes.
Não se falaram quando a distância entre eles diminuiu. Palavras eram dispensáveis, ambos eram movidos por sentimentos confusos que se fossem confrontados com o mínimo de lógica que seus treinamentos, distintos entre si, haviam lhe ensinado, decerto parariam com algo que parecia tão errado... e ao mesmo tempo tão certo.
Duo não se enganara com Wufei: desde o início, apesar da ausência de sua estimada katana, os movimentos de mãos livres do chinês pareciam tão mortais quanto os de segurar uma fora de certa bainha.
- WUFEI!
O chinês foi arrancado de cima do americano e jogado contra a parede. Dois olhos verdes o fuzilaram - o europeu não sabia o que estava acontecendo ou qual seria o próximo passo de Wufei após subjugar o americano daquela maneira, mas para evitar o pensamento de arrependimento de qualquer outra pessoa naquela sala, sabia o quão necessário era manter o piloto 05 imprensado contra a parede.
- O que te deu na cabeça, homem? O cara está desarmado! O que você ia fazer!
- Ele... viu! – Wufei apenas respondeu isso.
Tudo parecia equilibrado... O americano demonstrava uma disposição para a luta maior do que esperava, e enfrentá-lo naquele nível depois dele enfrentar Heero Yui era algo no mínimo admirável, mas fazer elogios ao pé em que estava a luta, seria um ato facilmente confundível com sarcasmo.
Secando displicentemente com as costas da mão o sangue que lhe escorria da boca, Wufei partiu novamente para cima de Duo para mais uma seqüência de golpes. A trança do rapaz com quem lutava, era algo deveras irritante - por alguns segundos chegou a cegá-lo, o fazendo errar no ultimo segundo, o ponto um pouco abaixo da axila de Duo; seria primeira vez que pegaria o americano de guarda baixa. Um sorrisinho debochado no rosto do piloto 02 indicou que coincidências não ocorreriam naquela luta.
Enraivecido com a cara de pau do outro, o piloto chinês desenvolveu uma técnica que nenhum mestre o havia ensinado: "O Rodopio do Baka de Trança", fazendo algo que mais tarde talvez julgasse desonroso, mas... "Porra, eu estou em combate!", pensa, e agarra com as duas mãos a parte do corpo menos protegida de Duo - sua trança.
Graças ao movimento inesperado, o americano perde o ritmo que impôs a seu corpo dando brecha, para o chinês lhe dar uma rasteira – semelhante à usada por ele próprio em Heero – porém, antes de cair no chão, Duo foi rodado dolorosamente pelos cabelos e arremessado para quase fora do tatame.
Resistindo bravamente para não rir da cara estupefata do piloto 02 em seu primeiro vôo solo sem seu parceiro leal, o Deathscythe – Wufei conseguiu se controlar - O que realmente não era muito recomendado já que seu riso iria de encontro à uma expressão que o impassível Duo desenvolveu muito bem apesar de sua recente falta de emoção: seu rosto demonstrava pura ira.
- Ele... viu!
Trowa não entendeu o que o chinês quis dizer, nem teve tempo: pois uma mão, o pegando pelo ombro, o arremessa ao chão, abrindo assim caminho para seu verdadeiro alvo, o chinês. O rosto de Duo está inchado e sangrando, mas dor era algo que estava longe da mente do americano, o que facilitou seu próximo movimento, pulando em cima de Wufei, ambos rolaram no chão como crianças do primário.
Para ajudar o namorado a levantar, Quatre sai da porta onde observava tudo; suas mãos seguram o mais forte que pode o namorado contra si quando estavam novamente de pé, pois sabia o que este iria fazer na primeira chance que tivesse.
- Nem ouse tentar separar esses dois!
- Está doido, Quatre? Vai deixar que se matem?
- Não se preocupe, ele chegará antes que tudo tome esse rumo!
- Ele? Quem?
A briga que antes tinha toda uma solenidade, baixara muito de nível: suas mentes antes esvaziadas para melhor procederem em batalha, agora pulsavam desnorteadas com imagens de momentos distintos, mas sempre protagonizados por um único personagem.
- Não quero que você o carregue, não quero que o acaricie, não me faça...
- Você é patético! – o soco de Wufei calou Duo – Diga isso a ele , não a mim!
- Você o tocou...
- Ferrou...!
Wufei só conseguiu dizer isso ao ouvir as palavras de Duo, pois o pé do piloto 02 calou a sua boca, num chute. Ele investiu com tudo quando levantando, em um pulo, voltou não apenas para junto do adversário, mas rodopiando em uma voadora que arremessou com tudo Wufei no tatame. O piloto 05 não pôde evitar cuspir mais sangue do que, no passado, gostaria de admitir em plena luta contra Maxwell.
Ainda no chão, porém, Wufei não deu chance ao adversário que se aproximava: apoiando-se em suas mãos, move o corpo de modo que suas pernas se prendendo à cintura de Duo, o lançassem ao chão novamente, e esperando que ali ficasse, saiu do tatame antes que o outro desse sinal de vida.
A luta em si se tornara ridícula e movimentos que jamais admitiria ter desferido haviam sido usados; dor e sangue formavam um quadro que o descreveria bem, nada se provaria com aquilo, a justiça não seria feita por golpes e mentes tão infantis, teria que meditar sobre isso, teria que...
CRÁS!
Uma cadeira lhe atinge as costas o jogando ao chão. "OK, se isso não parecia luta livre antes, não sei com o que mais pode parecer, agora!", Wufei tenta erguer-se, vacilante, mas ainda no chão olha para um furioso Duo que mal se mantinha em pé:
- Você o tocou...!
- Por Nataku, Maxwell, é só um cabelo!
Mas suas palavras não chegaram à mente entorpecida de Duo: esse investiu de novo com a cadeira. Sem esperar um segundo contato com o móvel, Wufei gira seu corpo para o lado e o mais rápido que pode se põe de pé, apesar da dificuldade.
Mesmo que antes se irritasse pela falta de expressão do companheiro de guerra, no momento Wufei não gostava nada dos traços que formavam a face do americano - era fúria insana, aquilo.
Trowa se libertando dos braços de Quatre, pula com tudo no bolo de socos e chutes que dois pilotos formavam agora infantilmente no chão, tentava se colocar entre os dois, mas no fim apanhava de ambos, em sua vã tentativa. Suspirando profundamente, o loiro se vê obrigado a se envolver naquela patética demonstração de raiva infantil - sabia mais ou menos o motivo de tudo aquilo; sabia o por que de nesse instante Wufei estar lá mordendo o braço de Duo; sabia o por que de Duo estar esmagando a cabeça de Wufei contra a parede... o motivo tinha a ver com o porque de Heero estar limpando panelas e pratos que estavam vazios antes mesmo do japonês entrar na cozinha...
Mas o que diabo não o jovem árabe não sabia era o por que do i-di-o-ta do seu namorado teimar em estar entre aquelas duas peças raras - estava apenas apanhando por nada, pois a luta desses dois nunca teria fim! Afinal, o único que poderia definir o vencedor, não estava lá no momento.
As investidas com a cadeira foram ficando mais dificultadas graças ao esforço necessário, e pelo estado de esmigalhamento da própria. Então Duo a largou de lado e foi com tudo para cima de Wufei, esse o máximo que fez foi desviar e empurrar uma estante de pesos e pequenos aparelhos em cima do americano.
- Você o tocou!
Duo se levanta de baixo do material.
"Como pode ele ficar tão insano por causa da droga do cabelo?" Wufei se lembrava de como ele ficara irracional da primeira vez que o vira depois do acidente na missão, só por que ficara entre seu caminho até a drogaria mais próxima. "Verme...! Deposita tanta revolta por causa do cabelo. Será que essa porcaria de trança vale mais até que os sentimentos do Yui?". Isso deixou o chinês ainda mais puto.
Pegando a vassoura que Heero devia ter esquecido depois de varrer o local onde poderia ter seu amado só para si, o piloto 05 apóia o pé na base da vassoura e quebra-lhe o cabo com um pouco de dificuldade. Seu corpo tremia de raiva, não sabia mais o que fazia - sem dificuldades, usa o cabo para dar outra rasteira em Duo, caindo em seqüência então por cima dele, coloca seu joelho sobre seu peito e o cabo em seu pescoço, engasgando-o.
- Como pode ser tão estúpido? Como pode se preocuparsomente com esse estúpido ca...
- VOCÊ O TOCOU! – seus olhosvioletas eram insanos: – Por que você o tocou? Você só pode tocar em mim...!
- O... quê? – Wufei desperta de sua própria insanidade com as palavras do idiota americano.
- Por que você o carregou nos braços?
Wufei pisca, assustado – o que diabos ele estava dizendo?
- Eu não carreguei ninguém nos braços, eu ...
- Por que você o carregou nos braços? Por que você o acariciou tão ternamente na cama... Por que?
Sentindo-se acuado por algo que não tinha feito, a raiva de Wufei volta:
- O que você esta dizendo? Eu não carreguei ninguém...! – um lampejo de entendimento súbito brilha nos olhos negros: - Heero... Heero? Duo, você esta falando daquele dia em que o Heero me...
- Você não pode...! você não pode carregar ninguém, acariciar ninguém... você não pode me fazer...! NÃO PODE!
Sem ação, Wufei apenas o ouvia gritar - seus olhos ametistas não olhavam para o chinês, como este pensava antes: ele olhava e falava com outra pessoa... ele lutava insanamente com outra pessoa, o alvo de sua ira era, definitivamente, outra pessoa, e assumindo posição de proteção, o rapaz de cabelos negros não deixaria que essa ira atingisse essa tão querida pessoa: o cabo da vassoura apertava cada vez mais forte o pescoço de Duo.
- Volte ao normal, seu louco!
Qual seria a pena por um piloto gundam matar um outro piloto gundam? Em meio à uma batalha de guerra, talvez nenhuma... mas nestas circunstâncias? Isto ele haveria de descobrir em breve.
- WUFEI!
Alguém o empurra contra a parede, enquanto era afastado de seu rival e sentia o cabo cair de sua mão, ele viu, por sobre o ombro da pessoa que interferia em seu quase crime, o americano se levantar dificultosamente, e quando parou para olhar o rosto do europeu que o afastara de sua presa, ele ignorou as palavras confusas que eram ditas aos gritos para ele, e apenas conseguiu exclamar:
Ele... viu...!
Foi o máximo que pôde dizer, antes do ataque do americano que arrancou o europeu pelas costas de cima de si, o significado da frase incompleta que ele pretendia dizer a Trowa se perdendo ao rolar com Duo no chão:
"...ele viu quando Heero me carregou para o quarto!"
- Gente! Gente, parem... Por favor, parem... Eu... Porfavor, pare...! VAMO PARAR COM A PORRA DESSA ZONA, CAMBADA!
Heero havia acabado a alguns segundos de lavar a louça, e rezando para que Duo ainda estivesse esperando por ele, volta correndo para a sala de treinamento. Assim que passou pela porta mal pôde acreditar: toda a arrumação que tinha feito havia ido para o espaço, e seus quatro companheiros de guerra estavam rolando no chão como bichos. Podia ver mais ou menos que Wufei e Duo em particular, pareciam determinados a matar um ao outro; Trowa tentava se meter, mas ficava mais machucado que os dois juntos, e Quatre, revoltado, tentava afastar o namorado daquela briga ridícula... batendo em quem estivesse pela frente.
Foi surpreendente que a voz de Heero, externa àquela briga, surtisse tanto efeito: todos, sem exceção, se separaram um dos outros, ergueram-se praticamente num pulo, e quase batendo continência, olhavam envergonhados o japonês que tremia ao tentar conter sua raiva.
Wufei olhou para o lado, temeroso que Duo, vendo o motivo de seu ataque de fúria, voasse com tudo para cima do piloto do Wing, mas o americano apenas voltou à sua comum pose de Bonequinho de Neve. A voz e a presença de Heero pareceram o trazer à realidade, escondendo toda a insanidade que mostrara há pouco, por trás de suas - agora frias - violetas.
O piloto 01, mais sério do que estavam acostumados a ver durante essas últimas semanas, fez questão de parar na frente de cada um e dizer olhando-os com um olhar mortífero:
- Trowa, eu creio que você sofria com uma dor de barriga e enjôos - sugiro que volte para cama. AGORA! Quatre, você não é mais o responsável pela faxina da casa nem pelo preparo das refeições: sugiro que vá aproveitar seu tempo livre cuidando de seu namorado! Wufei, eu lavei a louça como você gentilmente me pediu, creio que nada mais o prende aqui. E Duo, penso que seria melhor deixar nosso treino para...
- Esqueça.
Fazendo um gesto indiferente com uma mão, Duo ignora o comentário de Heero e passa por ele direto em direção a porta. Mas antes de chegar nela, uma forte dor no estômago o aflige, seus olhos turvados pela dor se marejam enquanto seu corpo se dobra e se apóia na parede.
Heero corre para ampará-lo, e segurando-o por trás, vê seus olhos se fecharem. Ainda abalado e confuso tendo seu amado de maneira tão indefesa em seus braços, ele se perde naquela face serena adormecida e ignora a voz de Trowa que gritava atrás de si:
- Wufei? Você esta bem? Wufei! E... QUATRE? POR DEUS, MEU ANJO, ABRA OS OLHOS!
- É, isso foi um susto, mas agora está tudo bem.
Trowa diz, enquanto senta no sofá ao lado de Heero.
- Que horror, de repente todo mundo começou a desmaiar e...
- De repente não: Wufei deu uma bela vomitada na calça de Quatre, o loirinho não vai ficar nada feliz quando acordar.
- Droga, e foi tudo culpa minha... Não acredito que a minha primeira refeição para o Du... quero dizer, para vocês, terminou com uma lavagem estomacal... Ainda bem que não teve nada mais grave...
- Mas também, ô mãozinha ruim na cozinha, você tem, Heero... Afe. Será que tinha alguma coisa estragada? O que você pôs, afinal, na comida?
- Deve ter sido o ensopado... Eu não sabia bem o que por, o livro de receitas estava meio manchado, então eu... improvisei; pus um monte de coisa, e... pensando bem, tinha um tubo que eu nem sabia o que era, estava escrito em árabe...
- A... árabe? – Trowa engole em seco – E... estava aonde, exatamente?
- No meio dos potes de conserva... por que?
- HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ! – explode em gargalhadas.- Heero, cara, se preocupa não: de todos os ingredientes que você podia ter posto no seu ensopado, esse deve ter sido o mais inofensivo! HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ! – estoura nas gargalhadas de novo. – Mas... – tenta se controlar - ... Se você quer continuar um dos poucos saudáveis desse esconderijo, eu proponho que você não fale desse tubo para o Quatre... – sua postura quase séria nas últimas palavras some, enquanto ele cai no sofá e estoura nas gargalhadas outra vez,sem controle.
- Nossa, ele deve gostar muito do que tinha nesse tubo...
- Você não faz nem idéia...! HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ! – Trowa acrescenta, já quase chorando de tanto rir.
Trowa, ainda rindo, volta ao quarto de seu anjo; esse já estava acordado, mas meio pálido e irritadiço, graças à péssima experiência que tivera com uma certa sonda...
- Oi, meu anjo, está melhor?
- ...
- Eloqüente como sempre... Cara, só de pensar que eu escapei dessa, graças à uma rápida visitinha ao banheiro naquela hora no almoço... Quase não dá para acreditar, não é, meu namorado "normal".
- Por favor... Estou pensado em coisas mais sérias.
- Tipo?
- Aroma de papaia...
- Ainda pensando nisso?
- Hum... nem tanto, mas esquecendo isso por ora, você viu aonde Heero guardou os restos de comida que ficaram nas panelas?
- O quê? Vai incinerar aquilo, ou doar para estudo científico? - fulminado com um olhar impaciente de seu anjo, Trowa formula uma resposta mais séria - Hum... creio que não vi em nenhum lugar da geladeira.
- Isso por que não existem mais.
O piloto 03 não estendeu depois de ouvir essa resposta; o namorado havia se virado de lado e caído no sono. Talvez o aroma de papaia ainda lhe fosse um mistério, mas se antes apenas suspeitava, agora Quatre tinha certeza de onde viera o americano, antes de segurar o pulso do japonês na frente da porta do quarto, e sabia também por que dos três casos de suposto "envenenamento alimentar" como diziam os prontuários no hospital, o de Duo fora o mais grave.
O americano deveria tomar mais cuidado com o que comia.
Principalmente quando estando só, na cozinha, depois da saída deles.
Luana – "Por favor, fala comigo."
Wufei - "..."
Luana – "Qual é, ainda está bravo por causa do lance da lavagem estomacal?"
Wufei – "..."
Luana – "Ora, vamos... Você preferia ficar o resto da vida com aquele grude indigerível do Heero corroendo o seu estômago?"
Wufei – "..."
Luana – "FALA COMIGO! Me chama de 'onna'..!"
Wufei – "..."
Luana – "Quatre, fala pra ele falar comigo...!"
Quatre – "..."
Luana – "ISSO É UM COMPLÔ?"
Trowa – "Creio que você apenas pediu a coisa errada pra pessoa errada... não chora, não chora... calma... Er... Luana? Uma Katana não deveria ser segurada com a ponta para frente?... Luana? Por Deus, não faça isso! Como vai ficar o final da fic? Só falta alguns capítulos... A Illy te mata, se você se matar e deixar a fic sem o final!"
Fim do cap
