"Por que Seus Olhos Não Me Enganam..."

Epílogo: Utopia a Dois.

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Ano 203 D.C.
Sede dos Preventers

Com o fim da guerra e da ameaça de Marimeia, os pilotos Gundam puderam finalmente desfrutar de pequenos momentos de paz.

Ou nem todos.

Diferente de Quatre, que decidira mudar seu campo de combate para os grandes salões de reunião, e a bolsa de valores ao assumir de vez os negócios da família, ou Trowa que voltou a se apresentar no circo que fazia parte antigamente. Duo, Heero e Wufei decidiram entrar para a força dos Preventers, e defender o presente de possíveis ameaças a paz da Terra e das colônias. Pequenas fogueiras, como eram chamadas essas ameaças que nem de longe chegavam perto da monstruosidade que foi a OZ.

Heero havia sido chamado com urgência a sala de Lady Une, tal circunstancia tem se tornado bem freqüente na vida do garoto. Resmungando enquanto tentava ajeitar a farda e equilibrar alguns relatórios, o soldado perfeito não consegue evitar de esbarrar em alguém, deixando cair não só os seus documentos mas os da pessoa com quem trombou.

- Me desculpe – Diz Heero calmamente – eu não devia andar por aí tão distraído.

Se abaixando sem desespero, Heero começa a separar os papeis com cuidado, visto que em situações como essas atitudes precipitadas sempre pioram as coisas. Analisando as letras e os tipos de papeis em que eram impressos os relatórios, ele se assustou quando uma mão estendeu na sua frente um dos papeis que reconheceu como sendo seu.

- Você sabe que não precisa fazer isso sozinho, né?

Olhando para frente, vê agachado não muito longe, Wufei, a pessoa que ele já havia reconhecido como a que tinha esbarrado. O chinês esboçou um sorriso discreto que foi retribuído por um não muito maior de Heero.

Sem conseguir se concentrar como deveria no trabalho, uma conversa logo foi iniciada:

- Como vai na casa nova? – Wufei pergunta.

- Com a casa nova sendo a casa do Duo, o que você acha?

- O paraíso em meio ao caos – Uma risada não pode ser contida

- Quase – Heero o acompanha no momento de descontração – mas até que a casa dele não é tão desarrumada, não depois de eu gritar umas seis vezes para ele parar de deixar a toalha molhada em cima da cama, e coisas do gênero. Só tenho agora que descobrir onde fica o maldito esconderijo de chocolate, esse americano ainda vai me deixar louco. Como alguém pode gostar tanto de doces? Vejo o dia que terei que levar ele correndo para o hospital.

- O soldado perfeito está tentando se livrar do rival? – Wufei se divertia ao ver Heero botar para fora o que parecia estar prendendo a algum tempo – Pelo visto podem tirar o soldado de dentro do campo de batalha, mas não podem tirar o campo de batalha de dentro do soldado.

Wufei ainda se assombrava com a forma espontânea que Heero às vezes conseguia se expressar. Eram raros, admite, mas quando quer podia ser o dono do mais belo sorriso, talvez a temporada que esteja passando com Duo o tenha realmente ajudando.

- Não coloque as coisas assim, faz parecer que vivo em pé de guerra. – suspira por enfim conseguir terminarem de separar as coisas.- Hei, essa folha perto do seu pé, é minha ou sua?

- Qual?

Os dois se movem para pegar a mesma folha e por distração suas mãos se tocam. Heero ergue seus olhos da folha, e Wufei faz o mesmo, e seus olhares se encontram, viram no fundo de cada íris a lembrança de momentos que nunca iriam esquecer, e palavras que pertenceriam apenas a eles dois.

Um passado que não iria voltar, mas de longe seria facilmente esquecido.

Sem constrangimento, Heero se ergue e ajuda Wufei a se levantar.

- É, parece que é minha – o chinês tenta achar o lugar, em meio aos outros papeis, que a folha pertencia.

- É – Heero confirma – você acabou de sair da sala da Une, não é? – diz ao lembrar da direção que o amigo veio.

- Pois é ela está possessa, parece que um grupo em especial está causando mais trabalho que o normal.

- Mas é apenas uma fogueira, não?

- Para deixa-la naquele estado, não acho que ainda possa ser chamada de fogueira. Pelo menos não chega a ser tão grande como a presa branca.

- Ou a OZ – Heero emenda

- Ou a OZ – Wufei encolhe os ombros ao se lembrar de coisas que não queria – por isso ela quer prioridade nesse grupo, estão crescendo vertiginosamente, e seu líder ainda é desconhecido.

- Não podia terminar meu dia de forma mais animadora – dá entre ombros – vou falar agora com ela.

- Vá - Wufei se vira para ir, mas antes diz – Não se esqueça de lembrar Duo que sexta, a gente combinou com Quatre e Trowa de nos encontrarmos para conversar.

- Se é exatamente o contrario, não tem um dia que ele não me lembre disso. Eles disseram em que colônia ia ser o encontro dessa vez?

- Ainda não, mas vindo de Quatre, só posso esperar uma resposta de ultima hora, ele anda atolado até o pescoço com aquelas empresas. Té mais.

- Até.

Olhando Wufei se distanciar, Heero se sentiu aliviado ao perceber que finalmente conseguia dizer com certeza o nome daquele sentimento que sentia pelo chinês, "amizade", e mais feliz ainda ao ver que o sentimento era recíproco.

Não conseguia contar nos dedos quantas vezes se meteram em circunstancias constrangedoras, graças a encontros inesperados, contatos como toque de mãos, ou palavras não medidas.

Sabendo que todos os três pilotos que entraram no Preventers não tinham mais fantasmas para lhes assombrar, um peso lhe saia das costas, ou não...

- Ufh – Sentiu um tapa nas costas lhe tirar o ar, o fazendo deixar cair os papeis.

- Qual é Heero? Faz um tempão que a Une te chamou. O Wufei já entrou, já saiu, e nos ainda estávamos te esperando.

- Hn – Heero desfere um olhar mortal ao namorado – Omae wo Korosu.

- Wou... – ergue os braços como se pedisse tempo – Sinto que não vou querer saber a tradução desta frase, vem, eu te ajudo a organizar os papeis, como você pode ser tão desastrado?

Incrédulo, Heero via o americano se abaixar para arrumar os papeis, e antes que sua linha de raciocínio, onde podia ver claramente Duo agonizando com cinco balas cravadas em seu corpo, se completasse, ele se abaixou para recolher novamente os papeis, antes que seu mais mórbido desejo se concretize.

- Hum... Esse daqui, não devia estar no meio dos seus, parece com o que eu acabei de entregar para o Wuffy.

- Você realmente não vai desistir desse apelido.

- Hum – Duo o ignora de propósito – você esbarrou com o Wufei agora a pouco?

- Pois é, acabamos misturando os nossos documentos, devo ter me confundido.

- Há – Duo olha atentamente para o papel – acho que vou devolver para ele, são documentos muito importantes.

Heero sorriu internamente, ver Duo reagir tão racionalmente em uma circunstancia que no passado renderia assunto para bate boca era prova que os anos tornaram o americano mais maduro. Apesar de que por outro lado, algumas das crises de ciúmes do americano eram boas pra alimentar um pouco seu ego.

- Mas diz, você já falou com Quatre aonde vamos nos encontrar na sexta?

- Que nada, o loirinho ta na base da pilha alcalina, não vai para quieto tão cedo, até que se lembre que tem amigos...

- Incomunicável, nem quando éramos pilotos e tentávamos esconder nossas coordenadas e freqüências de amigos e inimigos era tão difícil entrar em contato com esse cara.

- Talvez essa seja uma missão para o incrível Trowa Barton, sempre que não conseguimos entrar em contato com o Quatre, e falamos com o moreno, em menos de meia hora ele tem a resposta.

- Pessoas competentes são outra coisa – Diz Heero com um meio sorriso maldoso.

- Isso, e por ele ter a vantagem de ter convencido o dono do circo a se mudar pra colônia onde fica a sede principal das corporações Winner. Coincidência...

- Mistérios...

Heero desvia os olhos do namorado e volta a olhar por onde o chinês saiu, vendo os olhos preocupados do namorado, e pro ter se tornado especialista em traduzir seus silenciosos momentos de meditação, Duo perguntou.

- Está preocupado de novo com o Wufei. Não é?

- Todos nos estamos com alguém, mas Wufei sempre está sozinho.

- Não está pensando em acabar com a solidão dele. Está?

- Não do jeito malicioso que você está pensando, mas seria legal se...

- Eu não mereço, o soldado perfeito agora virou casamenteiro, esse período de paz não está fazendo bem a você.

- Ai, quer para de me chamar por esse apelido? Já basta o Wufei.

- Eu se fosse você não me preocupava, acho que nosso chinês anda muito bem acompanhado.

- Como assim?

- Outro dia quando estava passando pela sala dele...

- Há não, você sabe que eu não gosto desse negocio de fofoca.

- Não é fofoca, é assunto, agora ouve. E eu o ouvi falando com alguém no telefone, e pelo jeito, é alguém com quem ele divide a casa.

- Eu não sabia que ele dividia a casa com alguém. – Heero entrava no jogo de Duo – Tá, mas o que isso tem de mais?

- Pelo pouco que ouvi.

- Que ótimo, alem de fofoqueiro estou namorando alguém que fica ouvindo conversas particulares atrás da porta.

- Só escuta, Wufei falava todo retraído, como se tivesse medo que alguém ouvisse, mas mesmo assim bem meloso.

- Até Quatre é meloso no telefone quando fala com uma das irmãs dele – Heero revira os olhos.

- Mas Quatre não pergunta pelo telefona para a irmã dele se ela já consegue se levantar depois da noite de ontem.

Ponto para o americano.

Silêncio...

- Eu vou fingir que não ouvi isso. E o fato de meu namorado ser um fofoqueiro enxerido não vai abalar nosso namoro.

- Humpf, você nunca me leva a serio, bem, eu vou entregar isso para o Wuffy, té mais Hee-chan.

- Até mais... EI, E CHEGA DE APELIDOS!!! – Heero recupera o ar – eu acho que me esqueci de alguma coisa... Hi, droga, eu comecei a conversar com Duo e me esqueci do que vim fazer aqui. Une vai me matar.

E se preparando para levar uma reprimenda por seu atraso, o jovem entrou na sala de sua superior. Mas sem antes de terminar de ajeitar sua farda.

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Wufei parou debaixo da arvore que enfeitava a rua em frente ao seu apartamento. O serviço nos Preventers fora puxado, duas fogueiras o torturaram o dia inteiro, e aquela brincadeira com os papeis, rendeu uma tremenda dor de cabeça. Depois de Duo deixar uma das folhas com ele, descobriu que ainda faltavam algumas, e que outras de Heero estavam com ele, foi um troca-troca pelo resto da tarde.

Olhando para cima e vendo os galhos secos graças à estação do ano, não pode deixar de suspirar ao pensar "ela estava tão florida na época de quando nos mudamos para cá, a calçada parecia ser feita de nuvens de tantas flores brancas que caíram naquele dia"

Passando pelo portão e cruzando um pequeno terraço, Wufei preferiu pegar as escadas, não tinha muita paciência para elevadores, já bastava os do quartel dos Preventers

"Ele diz que eu sou fissurado nesta cor, humpf, só por causa da roupa que eu usava naquela época, mas também, não sei se minha "farda",como ele irritante mente chamava, ficaria bem se eu tingisse de rosa choque"

Não pode evitar soltar uma risadinha ao lembrar da cara que o outro fez quando sugeriu essa idéia. Nunca mais o mais velho criticou o gosto de cores dele. Ou se o fazia guardava a opinião muito bem para si mesmo.

- Chegueeei

Wufei entra em casa segurando algumas contas que pegou na entrada. Sem ouvir uma resposta ele tira o casaco de sua farda e o coloca de qualquer jeito em uma cadeira, e vai para cozinha pegar alguma coisa para comer.

- Se eu tiver que ouvir as palavras, trafico, Mobili Suit ou documentos eu vou pirar.

O irritava não ouvir qualquer manifestação da outra pessoa que estava na casa, mas resolveu não reclamar enquanto botava a água para ferver.

- Acho que vou tomar um banho antes de jantar, você pode ficar de olho na água que botei para ferver? Hoje finalmente vamos tomar um chá decente, pois se depender dos seus...

Tenta provocar, mas nem mesmo assim teve resposta.

Sai da cozinha e pega o casaco para guardar.

A casa estava arrumada, o que não era novidade, não tinham empregadas por causa da condição em que viviam – não financeira, claro, apenas tinham que preservar certa privacidade – mas com apenas duas pessoas na casa não havia muito o que bagunçar, teoria que reconsiderou ao se lembrar da conversa que teve com Heero no final da tarde, teria que lembrar de orar pela sanidade mental do amigo antes de dormir.

- Sabe, eu realmente gosto do modo como estamos vivendo.

Ajeita um quadro torto no meio do corredor

- E o serviço dos Preventers, apesar de cansativo, é bem gratificante.

Entra no banheiro, o cheiro de xampu mostrava que o outro havia tomado banho recentemente, adorava tomar banho depois dele por causa disso, se bem que não recusaria em momento algum um banho a dois. Tentando afastar pensamentos pervertidos, começa a tirar a roupa.

- Mas bem que você podia falar com eles, sabe? Pelo menos o Miliardo ou a Marimeia.

"Droga, esqueci de novo a toalha". No meio de seu strip tease solitário, ele sente preguiça de colocar de novo toda roupa que já tinha tirado, então apenas de calças, sai do banheiro.

- Ele pareceu bem triste no seu enterro, e ela vai visitar o seu tumulo com uma freqüência maior do que eu acho que uma menina da idade dela deveria freqüentar.

Irritado ao limite, por não ouvir nem uma palavra com quem tentava teimosamente começar um dialogo, ele abre a porta do quarto e fita rabugento a pessoa com quem dividia a casa.

- Pô, fala alguma coisa, né Treize?

Dentro do quarto, Treize Kushirenada, ex-lider da Oz e ex-regente da Terra, estava sentado na cama que dividia com o ex-terrorista, e esboçava um sorriso desafiador, apesar de estar um pouco esbaforido por ter guardado um pouco antes de Wufei entrar alguns documentos que lia, e seu óculos de leitura no seu criado mudo.

- Falou alguma coisa?

- Eu... – diante da expressão serena de Treize, Wufei só pode dar entre ombros e dizer - Deixa para lá.

E deixando para lá também, o motivo que o levou a aquele quarto, Wufei se deita na cama pondo sua cabeça no colo de Treize.

- Não importa quanto tempo passe, ainda não acredito que esteja aqui.

- Espero que não esteja decepcionado.

- Nem brinque com isso, quase fiquei louco quando a guerra acabou e aquilo... Aquilo tinha acontecido... Eu... É incrível. Eu nunca pensei que você podia ter sobrevivido, como alguém poderia imaginar que você para escapar tenha feito...

- Shhh – Treize silencia Wufei – já acabou, e eu estou aqui, do seu lado.

- Eu sei, mas ainda acho que devia contar para Zechs ou Marimeia.

- Eu não quero voltar ainda, sou uma figura importante, por mais que os homens falem que vivemos em uma época de paz, a guerra mora no coração de cada ser humano, situações como as que passamos não custam muito a se repetir, não gostaria que tudo o que passamos voltasse a acontecer.

- Não se pode passar o resto da vida se escondendo.

- Há há há, ora, eu não estou escondido – Treize puxa o corpo de Wufei mais para cima e assim pode tomar sua boca depois de dizer – só estou garantindo que minhas férias acumuladas por tanto tempo de serviços prestados, não sejam interrompidas.

E se esquecendo de jantares, toalhas e o mundo lá fora, Wufei se entregou a Treize mais uma vez, e se entregaria de novo e de novo e de novo, por todo o tempo que puderem garantir, nesse santuário ilusório que construíram, sob as ruínas de uma antiga guerra.

Seus corpos, marcados por uma vida que impedia antigamente que se tocassem, agora pertenciam um ao outro. O desejo de Wufei para a paz na Terra e entre todas as colônias era o mais egoísta possível, pois só assim poderiam ficar juntos.

Depois que conseguira cansar o chinês, da sua maneira, a ponto de até faze-lo esquecer do jantar e a pobre chaleira que apitava desesperada na cozinha havia horas, Treize acomoda o corpo de seu amado contra seu peito, e acendendo a luminária de seu criado-mudo volta a pegar os papeis que analisava antes.

- A guerra está no coração de cada ser humano meu amado chinês, e eu sou uma figura importante neste mundo em que vivemos. – acaricia a face angelical que ressonava calmamente – desta vez farei direito, farei pensando em cada detalhe, e enfim eu sei que terei você de meu lado.

A noite se estendeu calma e entre pensamentos de guerra e sonhos com a paz, o ultimo representante acordado do casal, solta um bocejo depois de algumas horas de leitura, e apagando a luminária se acomoda na cama beijando a face do chinês e se deixando levar pelo sono.

O futuro guarda surpresas para quem dormia naquela cama, mas querendo se prender ao presente que se encontravam, eles dormiam calmamente, tendo como aquele que os embala, o som da utopia que chamam de felicidade.

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FIM.
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Notas da Autora:

Weel, eu sei que ta curto, mas a idéia desse epílogo, era apenas mostrar que os G-boys estavam bem, que Wufei não guardava nenhuma magoa de Duo e Heero, e o mesmo podendo-se dizer do casal para Wufei.

Acho que dei bem a entender quem era o misterioso líder do grupo inconveniente que está ameaçando os Preventers... Não?

Olha, eu tentei, mas tentei mesmo colocar um final plenamente feliz para Wufei (no final das contas ele nem sabe que está acobertando um futuro inimigo em potencial dos Preventrs) mas a idéia de um Treize Kusherenada conformado, escondido do mundo em um apartamento esperando todo dia nosso Wufei chegar era de uma personalidade tãaaao OOC, que eu tive que botar algumas minhocas na cabeça desse belíssimo homem, afinal, Treize é o homem da "Historia", seja participando ativamente ou a observando de perto enquanto manipula as cordas dos outros personagens.

E eu não tenho intenções de fazer continuações. (vocês podem respirar aliviadas) Apesar de ter deixado uma boa brecha, acho que não teria muito sentido tocar essa estória para frente. Por isso garotas, cruzem seus dedinhos e deixo para a imaginação de vocês por quanto tempo mais o nosso Wuffy terá seus dias de paz.

Wufei: INJUSTIÇA!!!!
Luana: Nossa chinês, eu não sabia que você queria tanto uma continuação (olhinhos marejados de emoção)
Wufei: Não é isso onna, só não acho justo eu ter que ficar preso a essa palhaçada de fic até o final e o Barton e o Winner nem darem as caras no epílogo.
Luana: É verdade, eles nem apareceram, mas aposto que os fofinhos têm suas razões.
Quatre: - (voz vinda de longe) – Vamos Trowaaaa, ainda faltam 25 quartos.
Trowa: - ( voz não muito distante da ultima) – Calma Quatre, eu só fui pegar emprestado as algemas da Aninha.
Wufei: Realmente, altas razões (revira os olhos.)
Treize: Se quiser eu também posso te dar algumas razões (segurando as correntes que pegou gentilmente emprestado de Blanxe.)
Wufei: Seria uma desonra as leitoras não aceitar (baba escorrendo enquanto se deixa guiar.)
Luana: Desonra, sei... Bem, por hoje é só, espero que tenham gostado.