Olá pessoas!
Pela quantidade de reviews dos últimos capítulos, parece que muitos leitores estão saltando fora do olifante ... Myri entende - mas não vai fingir que não lamenta. – Acontece que o ritmo que encontrei para contar essa história é mesmo meio lento, cheio de idas, vindas, e paradas para explicar – mal – os usos e costumes do Harad ... Esse capítulo também é assim, e confesso que nessa última revisão antes da postagem o considerei sem sal como não havia feito ainda; e olha que na verdade trata-se até de um capítulo pesado, onde algo há muito aguardado acaba acontecendo, só que de forma nada romântica. Uma ducha de água fria em meio ao calor de Harad.
Algo bem diferente do que conseguem as fabulosas:
Kwannom – HALDIR E HALETH VERSÃO REVISADA, - premiada com o 2º LUGAR do MPA na categoria INGLÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA. – No capítulo desta semana, uma cena para deixar os românticos roucos de tanto suspirar... A autora está atualizando furiosamente, e é bom correr para pegar o ritmo e conseguir acompanhar: comecem já!
Nimrodell Lorelin – CRÔNICAS ARAGORNIANAS ... Nimrodel está há mais de 40 dias sem atualizar, e Myri não perdoa, vamos entupir a caixa de mensagens dela com cobranças, né gente?.
Kika-Sama – APRENDENDO Espero que seu silêncio signifique trabalho árduo... (Myri meio mal-humorada hoje).
Kiannah – ESTRELA SILENCIOSA O controle de qualidade dessa autora perfeccionista atrasa um pouquinho as atualizações, mas é o tempo que você, leitora, pode estar precisando para se enfronhar nessa linda história.
Regina – ELDAR E EDAIN. Romance surpreendente! Atualização constante. Novo capítulo prometido para 15/11/04: mal posso esperar!
Soi – IDRIL NUMENESS. Os filhos de Elrond descobriram o paradeiro de sua irmãzinha adotiva. O que acontecerá agora?
Sadie Sil – Ainda sob o impacto de VIDAS & ESPÍRITOS, mal conseguimos respirar no já arrebatador O DESTINO DE MUITOS. Nossos personagens queridos vieram parar no nosso mundo e, ups, ele é bem diferente da acolhedora Terra Media que conheciam ... Um ser de luz, entretanto, parece ter sido enviado de Valinor com o propósito de ajudar a esperança a reviver ...
Nanda – Mal inicia UMA HIST"RIA MUITO ESPERADA, e já declarou que o último capítulo está a caminho ... Vão todos conferir esse grande talento e pedir que não nos abandone.
Falando em abandono, por onde anda a ELFA JU BLOOM, do divertido e saudoso ROSAS, ARMAS AMOR E SANGUE?
DAROR E MÍRIEL
Capítulo VI – A Casa de Calépsir e a Casa de Hamur
DESEJO E DOR
Míriel estava de 7 meses quando chegaram à Casa de Calépsir, e lá houve grande festa, pois boa parte de seus inúmeros e férteis oásis estava preservada.
O Clã nunca se importara com cidades, revezando-se entre as benesses de um reservatório e outro. A capital era onde a tenda do Pai estivesse armada, não havia escombros para assorear os caminhos da água, e a única tristeza foi a quantidade de corpos a dar funeral. Naquele ponto ainda próximo à fronteira nem mesmo uma criança sobrevivera à espada do inimigo.Arar seria um trabalho rápido, e uma garantia para todo Harad, que dessa vez se entregou ao trabalho até com satisfação.
Era sob muitos aspectos uma trégua, e Míriel percebeu o olhar de Daror novamente sobre si, quando lhe trouxe mais leite de andir.
Estava de costas para ele, envolta na toalha a um canto da tenda, junto à mesa em que depositara a vasilha de óleo que passava no corpo.
Míriel sentiu a presença de Daror junto de si, as mãos dele em seu corpo, espalhando o leite.
Daror agachava-se, passando o andir nas pernas da mulher, em suas nádegas, em suas costas.
Seu toque estremecia Míriel.
- Ai.
As mãos calejadas procuravam tocar nela da forma suave, mas era muito frágil. Daror afastou a excitação que tencionara mostrar a ela no costume de seu povo; só ia assustá-la ainda mais.
- Ai! – A mulher ainda gemia, uma expressão de dor.
- O quê? – Daror começava a se impacientar; aquilo era o tipo de artimanha feminina de que ele não gostava.
- Na-nada - Míriel encolhia-se ante o tom de Daror, protegendo os seios doloridos.
Daror fê-la virar-se para si e baixar as mãos que retinham a toalha, embora o corpo dela buscasse fugir ao seu toque
- Espere – Daror a segurou e segurou seu seio.
- Ai! – Míriel não conseguia mais reter as lágrimas, a nudez que o gigante de Harad forçara eclipsada pela dor.
- Vai ter muito leite, mas não tem feito o que tem de fazer.
- Ai! Ai! – Míriel se debatia, tentando libertar-se daquelas mãos cruéis.
- Veja, veja, está saindo.
E Míriel viu a substância esbranquiçada sair de seu peito sob a compressão das mãos de Daror.
O seio terminara a operação mais dolorido ainda, mas de uma forma diferente, como que aliviado, e ainda chorando ela permitiu às mãos calejadas repetirem a operação no outro.
- Banhe-se na água fresca de manhã e à noite. Pegue um pouco de sol no seio de manhã, está sempre isolada, enfurnada na tenda quando não está trabalhando, sempre só.
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O Plantio da Casa de Calépsir foi rápido, e mais uma vez os Mûmaks foram carregados, dessa vez em direção a Casa de Hamur .
Os oásis iam-se tornando maiores, mas ao mesmo tempo mais espaçados, e seu comprometimento significava a condenação de uma vasta área ao redor.
A capital não queimara no que era pedra, e ao avistá-la ao longe de cima do grande animal, Míriel teve uma idéia do que seria uma cidade do Harad: construções largas, altas, arredondadas, que não deixavam de lembrar tendas, estendendo-se à volta de um grande oásis.
A água da cidade de Hamur, entretanto, fora envenenada de alguma forma, e os batedores haviam narrado uma fedentina de animais mortos ao seu redor.
Hamur decidiu-se por agrupar seus recursos em dois pontos: a Nordeste, onde mulheres e campos aráveis ficariam resguardados, e a Oeste, onde Harad era perigosamente próximo de Umbar, a cidade dos corsários.
Daror, cuja Casa também fazia fronteira com a cidade dos numenorianos negros - que dizia-se há muitas gerações atrás haver pertencido ao Harad, antes de ser tomada por Gondor, e acabar tornando-se fortim dos príncipes dissidentes do Norte – concordou que os Filhos daquela Casa lá permanecessem, defendendo a terra do inimigo que até a época de Raor fora a principal preocupação do Harad.
THANAË
Daror mergulhou, vencendo uma grande distância por sob a água antes de voltar à tona para respirar, e atravessou a extensão do lago, pouca coisa, não mais que 1 km. Voltava de costas, com braçadas sem pressa:
- O Grande Daror nunca se cansa?
Daror se deteve, voltando-se para a voz que perguntava.
- Thanaë de Mahor – cumprimentou Daror, reconhecendo a mulher do primo.
- Eu o tenho observado.
Ela o tinha observado? Observado o quê?
- Vem sempre sozinho.
- Também está sozinha. Onde está Mahor?
- Dormindo – sorriu Thanaë– nem todos têm a mesma disposição de Daror.
A barriga de vários meses estava escondida sob as águas, mas Thanaë segurava os cabelos no alto da cabeça, como se não quisesse molhá-los. Nessa posição, seus seios cheios subiam quase inteiros até a linha d'água.
Uma bela mulher.
Capaz de justificar a dissensão de uma Casa.
Daror sorriu-lhe de volta e mergulhou, vencendo uma grande distância sob a água.
A mulher só o viu de novo quando já alcançara a margem, e içou seu corpo enorme para fora do lago, enrolando a toalha nas espáduas.
A PRIMEIRA VEZ
Míriel finalmente criara coragem de espremer o próprio seio. Fazendo-o todo dia o sofrimento era menor. Hoje, depois de espalhar o óleo, pusera uma camisola sem mangas, com o decote fechado por laços que abertos lhe permitiam pôr uma compressa fresca nos seios ao deitar.
Estava quente dentro da tenda, e Míriel não conseguia dormir. Mais de uma vez trocou as compressas, aproveitando para refrescar também a fronte e a nuca.
Estava quente, e Daror sempre voltava tarde. Míriel despiu a camisola e escorreu a água da compressa em suas costas.
"Estrela guia de Harad, pelo menos um caminho iluminado essa noite."
Míriel não teve tempo de se cobrir ante a súbita presença de Daror, pois no instante seguinte os braços dele já estavam sobre si, o corpo colado às suas costas. O corpo dele fora refrescado pela temperatura do lago, e o contato frio foi sentido como um alívio pela pele de Míriel.
Daror evitou tocar-lhe os seios, o gesto ficara associado à dor. Num movimento rápido tomou-a nos braços, para em três passadas pôr seu corpo sentado na beira da cama, ajoelhando-se em frente a ela.
- Deite-se.
Míriel obedeceu, até sobressaltar-se quando sentiu Daror:
- O bebê!
- Bom para o bebê! Bom para o bebê! Bom para você.
Ele não a estava machucando, as mãos enormes de Daror envolviam seus quadris, não poderia mesmo adiar aquilo por mais tempo ... Tudo que ele fizera até então fora bom para ela ... aquilo também estava sendo bom ... devia ser bom para o bebê também ... uma sensação ... todo o seu corpo ... sentindo o contato do corpo dele.
Tudo acabou muito rápido.
Míriel fitava por sobre sua barriga o rosto de Daror. Os negros cílios longos e espessos fechados sobre os olhos, a boca entreaberta deixando escapar a respiração.
Daror abriu lentamente os olhos e deparou-se com as esmeraldas de Míriel focadas nele.
Não se lhe negara, mas também não o acolhera ... uma última tentativa de se esquivar.
- A seiva do pai alimenta a criança – disse Daror levantando-se.
Era melhor do que se sentir tentado no direito de seu primo.
PEDRAS VERDES
Míriel punha uma almofada sob a cabeça quando Daror a tomava e ficava observando seu rosto. A expressão dele a incomodava, era grotesca, talvez porque pudesse parecer de dor ou sofrimento. Sua posição também era constrangedora...nunca imaginara que seria assim, mas também nunca imaginara que seria com uma criatura ... um homem como aquele.
Daror por sua vez entendera que nunca a encontraria nua à sua espera, só vestida, e apenas levantava-lhe a camisola, posicionando-a na beirada da cama. Era a posição mais confortável que poderia visualizar para ela naquela situação, mas era óbvio que a mulher não tirava nenhum prazer daquilo ... bem, nem ela o ajudava a proporcionar-lhe prazer ... Tampouco disfarçava sua indiferença, os olhos de pedras verdes frias postos em si enquanto durasse o ato.
Entretanto, havia algo de fascinante naquele rosto marcado, algo que a tocava, mas Míriel não sabia o que era.
Se não estivesse grávida ele a castigaria, a faria gritar... preferiria ouvir seus gritos que sua indiferença.
Afinal chegara a uma conclusão surpreendente: ele tinha uma boca bonita! A boca mais bonita que ela jamais vira. Irretocavelmente bem desenhada, tão bela que se poderia dizer que havia algo de feminino nela, vermelha, cheia ... de lábios maiores que os de Míriel, que tinha uma boca rósea, de lábios finos.
E ainda se preocupava com ela, com sua fragilidade, sua delicadeza, aquela mulher cheia de merda, que o julgava um bárbaro de qualquer forma ... Daror arrependia-se de sua escolha...mas se a repudiasse para tomar a mulher de outro homem agora, acabaria se criando mais um problema...e não podia ficar sem mulher...mesmo que fosse aquela....não depois que a reencontrara...
Involuntariamente levou a mão aos lábios, tentando afastar de si o pensamento daquela boca sobre a sua.
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Se você chegou até aqui, deve gostar mesmo de fanfics inspiradas no universo de Tolkien, então venha dar um alô ao grupo formado por Sadie Sil para esta galera – o nome vai por extenso porque senão o site não reproduz corretamente: http duas barras groups ponto yahoo ponto com barra group barra tolkien tracinho group barra
