Queridas Companheiras de viagem,

Juro que procurarei manter minha boca grande sob controle após a surra que tomei esta semana!

Choraminguei ausência de reviews ... recebi tantas que não consegui responder a todas! Obrigada.

Acusei falta de atualizações ... e fui brindada com mais do que poderia dar conta! Desculpem-me Kiannah e Regina. Sorry Nanda (hahaha ... hahaha .... hahaha ... gasp! Gasp ... Cof! Cof! Cof!). Sorry também Kwannom (eu já li o 13º capítulo, que você disse que era a minha cara. Não sou quem você está pensando: sou muito pior! Achei POUCO ... conversaremos depois).

Enfim, descobrique reclamar dos outros é algo para o qual bem poucos estão habilitados, e que todos, cedo ou tarde, encontraremos contratempos em nosso caminho ... Por issoos capítulos, VII e VIII, originalmente um só, que eu pretendia postar com um intervalo pequeno, estão indo ao ar no mesmo dia: não terei tempo de fazer uma nova postagem esta semana, e um intervalo muito longo prejudicaria a apreciação de fatos que afinal de conta estão muito próximos. Há uma cena razoavelmente explícita, que espero que não as incomode, mas desde já acato qualquer crítica; reviews também são para isso.

Até lá agradeço pelo voto de confiança e me despeço com as recomendações que menos do que nunca poderia deixar de fazer:

Sadie SilO DESTINO DE MUITOS. Quem porventura ainda não tiver começado, faça-o agora: Sadie é uma atualizadora religiosa, e só mesmo um grande contratempo pode estar fazendo-a demorar-se ...

KwannomHALDIR E HALETH VERSÃO REVISADA. Nossa autora adulta e premiada é, como já disse, uma atualizadora furiosa: em 1 semana postou 2 capítulos, ambos de tirar o fôlego; por diferentes razões. Espero ANSIOSAMENTE pelo próximo.

Nimrodell LorelinCRÔNICAS ARAGORNIANAS ... Brindou-nos com um capítulo belo, pungente e sensual, tudo ao mesmo tempo, e, infelizmente, já começa a pensar no fim da fic: eu já estou com gosto de quero mais.

Kika-SamaAPRENDENDO Deve estar envolvida com as provas do final do semestre, assim como eu, ou pelo menos assim espero.

KiannahESTRELA SILENCIOSA Mesmo sem ter lido o novo capítulo, sei que posso recomendar de olhos fechados ... principalmente depois da ousada ampliação de rumo sinalizada pela mudança do resumo.

ReginaELDAR E EDAIN. Outra com quem meu débito está crescendo à medida em que atualiza com paixão sua históriaapaixonada.

SoiIDRIL NUMENESSË. Uma leitora piedosa desta escriba, quecontinua nos mantendo curiosos sobre o destino da encantada Idril.

Nanda – UMA HISTÓRIA MUITO ESPERADA. Não ... não ... dá .... para .... hahaha .... hahaha .... comentar .... hahaha ... tem ... de .... hahahahahahahahahahaha .... tosse, tosse, tosse ... ler ...

DAROR E MÍRIEL

Capítulo VII – A Casa de Daror – Parte 1

A CAPITAL DEVASTADA

Daror caminhava de um lado para outro na tenda, a cabeça entre as mãos.

O Palácio de Seu Pai, os jardins de sua mãe, os pomares de sua infância.

O Oásis da Grande Casa, berço de Harad, a herança de Raor.

Duvidara de Darai, duvidara de Terair, vira no sofrimento dos Pais de outras Casas apenas o instrumento da união de Harad ... porém agora que chegara a sua vez ...

Se Daror soubesse chorar ... mas nunca havia aprendido.

Sob os olhos apavorados de Míriel, os parcos móveis da tenda voavam como se fossem feitos não de madeira maciça, mas de papel, no caminho da ira de Daror.

Ela abaixou-se como podia, tentando proteger a barriga enorme, quando uma mesa simplesmente foi lançada ao espaço, impulsionada pelo pontapé de Daror.

A única coisa intacta eram os pilares que sustinham a tenda quando ele saiu.

- Onde está Terair?

- Ali.

- Terair! Pega tua espada, vamos nos bater!

- Nem! Estou velho, estou cansado, já passei do tempo! Vai procurar outro. Não precisa de combate de espadas, precisa de lutar com os punhos. Chama Rundrick, campeão de Calépsir, ou chama Baatar, filho de Adatar, que já mais de uma vez te convidou para lutar com ele.

O CAMPEÃO DE RAOR

- Deixa me bater pelo seu boi, meu Pai – pediu Daror ajoelhando-se com a testa no chão para Raor.

- Tu não tens treze anos, Daror.

- Ah, deixa pai, quero ver Daror bater-se – falou a menina que ditava as Sentenças do Harad, sentada nos joelhos de Raor.

Então Raor riu seu riso sanguinário, agradado da disposição guerreira de seu filho. E Daror já tinha a sua altura.

Mas não tinha a idade e o peso do campeão de Hamur, e sofreu uma derrota humilhante, obrigado a ajoelhar-se ao Pai de outra Casa.

- É só um boi, Daror.

- Falhei com Meu Pai.

- Tu és jovem, tens muitas lutas pela frente, só tua disposição já ganhou o favor de teu Pai.

- Não quero o favor de meu Pai na derrota.

E sob o sol de Harad e o olhar de Terair, Daror treinara, e treinara, e treinara

Até que só os guerreiros mais experientes de sua Casa lhe faziam frente.

E o próprio Raor fora defrontá-lo na arena:

- Cuidado com esse recuo, não está bom.

- Bom ataque, filho, tente novamente.

- Mas nem, abriu muito sua defesa.

O nariz de Daror sangrava, esmagado, mas ele sorria feliz com o favor do Pai em lutar com ele.

- Eihei! Há muitos anos que ninguém tira sangue de Raor, nem Terair.

- O menino é melhor que ti, velho.

- Não está mal, não está mal.

Mas não conseguiu livrar-se ao final do aperto de ferro do pai, e sua testa foi conduzida à areia, onde permaneceu segura por Raor.

- Agora, sabe o que ainda está levando tua testa ao chão, filho?

- O quê, Meu Pai?

- Por onde o estou prendendo, filho?

- Meus braços estão presos às costas pelos seus, Pai

- Sim, meu filho, mas não te levava ao chão se não houvesse tanto cabelo que agarrar.

Raor aliviou a pressão sobre Daror e levantou-o do chão pelos cabelos.

- Vês?

- Sim meu Pai.

- Se tivesses o cabelo curto como Raor, ninguém te conduzia a curvar-se

- Cabelo curto? Tu estás é a ficar calvo, Raor. Pára de troçar do menino.

Mas Daror ofegava, exultante com a honra do favor de seu Pai aquela tarde, naquela camaradagem de homens que Darai não poderia partilhar. Lutar de espadas sim, ela lutava, e bem, páreo para muitos espadachins do Harad, ágil e criativa da dança, como guardiã de tradição, mas de embate de corpo, só com os primos de sua idade.

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- Ajuda-me, Darai.

- Quê tu queres, maninho?

- Os Filhos de Cassor estão passando por aqui, em direção ao deserto, e pedi ao Pai um embate com o campeão deles.

- E daí?

- Corta-me o cabelo, Darai, não estou a conseguir sozinho.

- Ugh! Está horrível.

- Ô merda, ajuda-me, sua imprestável.

- Se tu queres ... Ai, mas está tudo torto, você já meteu a tesoura aqui, fez um buraco.

- Então pega a navalha e raspa.

- Eu não, mamãe vai arrancar o nosso couro quando vir.

- Daraizinha linda, faz o que estou mandando criatura.

- Se tu queres ... hum ... pronto ... Ai como estás feio! Teu nariz parece ainda mais um tomate explodido.

- Feio o suficiente para assustar o inimigo?

- Feio o suficiente para assustar o monstro mais feio! Medonho! Acho bom tu ganhares essa luta, senão nenhuma de nossas primas vai voltar mais o favor para ti.

- Rá! Daror é forte o suficiente para tomar o favor que quiser.

- Certos favores não podem ser tomados, só dados; mamãe já diz e papai não discorda.

Mas aquela noite Daror sentiu-se como se tomasse o favor do Pai das mãos do inimigo, derrotando com facilidade um campeão que tinha o dobro de sua idade.

E passado um ano, já o homem mais alto do Harad, o forte Daror começou a encorpar ainda mais, e tornou-se impossível de vencer o Campeão de Raor.

Raor então fazia-se acompanhar do filho em suas viagens, ostentando seu campeão imbatível, e levou-o em campanha naquele mesmo ano, e no ano seguinte, antes dos 16 anos, Daror tornou-se capitão de seu Pai, atrás apenas de Terair, mestre dos mestres.