Hehehehe, aqui vou alçar vôo à minha imaginação... Por favor, não me massacrem!

Durante todo o tempo que escrevi este capítulo, fiquei pensando se eu realmente deveria publicá-lo. Depois, resolvi que, se eu quisesse manter a coerência da história, teria que fazê-lo. Leiam e vocês poderão perceber porque fiquei em dúvida. Só peço que não sejam muito duros nas críticas (se houver).

O quarto capítulo me parece que fez sucesso, não? Alguns me mandaram e-mail lamentando a morte do Dajimaru, queriam que ele participasse mais da história. Bom, não deu, hehehe! Como eu queria que o Sesshoumaru fosse para os seus domínios, eu tive que inventar alguém pra dinamizar a história, senão ficaria sem graça ele só pensando... e queria também levantar uma hipótese sobre o ódio dele por humanos e sem o Daijimaru não teria aquela "jogada" e aquela adrenalina que eu adoro no anime (se bem que a luta deles foi difícil de descrever, e pra me inspirar fiquei o tempo todo ouvindo Evanescence...Vou ficar sem ouvir a voz da Amy Lee por um booom tempo! E eu ainda acrescentei a parte da transformação dos dois, que inventei na hora de digitar – nos meus manuscritos, essa cena não existe! ). Mas o meu maior medo é descaracterizar psicologicamente os personagens, principalmente o Sesshoumaru já que ele é cheio de frases de efeito e é muito sério, quase não usa exclamações. Parece que, até agora, estou conseguindo mantê-los na linha (sim, eu amo psicologia) Espero continuar assim. Vou comentar mais sobre isso, mas só adiante.

Quanto aos travessões, parece que encontrei um jeito... Vou testar e ver se dá certo (pouco a pouco vou aprendendo!)

Angel – san

P.S.: Nossa, esse comentário ficou grande demais! o.O

CAPITULO V : "OS SEGREDOS QUE CERCAM A JÓIA DE QUATRO ALMAS"

No portal que conecta os dois mundos, havia duas enormes estátuas, armadas com lanças, prontas para atacar quem ousasse desejar ir para o mundo dos mortos sem perder a vida. Caso fossem derrotados, o próprio portal se encarregava de destruir o invasor. Devido a essa pesada vigilância, ninguém nunca conseguira atravessar para o outro mundo, exceto aquele que possuía a espada dos mortos, Tenseiga.

As estátuas abriram os olhos e seguraram com mais força as suas lanças; alguém, usando um longo manto escuro, caminhava em direção a eles, calmamente, como se aquele lugar fosse outro qualquer.

– Quem és tu, que ousas querer atravessar os portais do outro mundo? – perguntaram os dois.

– Sou uma serva dos deuses – respondeu a desconhecida – Vim visitar um velho amigo.

– E pensas que permitiremos tal audácia! Somente passam por esses portais aqueles que já perderam a vida!

– Eu sei, é por isso que irei passar. Tenho poder para isso. Ou já não me reconhecem mais? – disse a mulher, afastando um pouco o capuz que lhe cobria o rosto. As duas estátuas pareceram reconhecê–la e se ajoelharam diante dela, abaixando suas armas.

– Sim, agora sabemos quem és. Tu és a virgem escolhida dos deuses...

– Isso mesmo. Sou aquela que vive no limite entre a vida e a morte.

– Tu possui poderes tanto do mundo dos mortos quanto do mundo dos vivos. Tens a autoridade para atravessar os portais. Não iremos impedir, visto que desafiá–la seria a nossa destruição.

E os portais do outro mundo se abriram para a desconhecida.

Chegando aos limites entre os dois mundos, era possível ver de longe os restos mortais de um ser gigantesco de grandes caninos, vestido com uma resistente armadura, num ar de imponência e realeza.

Qualquer um que pudesse ver, diria que ele era o guardião daquele lugar.

No topo de um dos vários rochedos que circundavam o local, estava alguém que não deveria ali estar, supondo se tratar de um ser vivo. Era a desconhecida, a mesma que subjugou os guardiões do portal. O vento balançava o longo manto que usava e os seus olhos miravam àquele a sua frente.

– Inutaisho... – murmurava.

––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Era uma manhã muito bonita. Menos para Kagome.

Deveria ser a centésima vez que ela tentava passar pelo poço. Em vão. Como conseqüência, bufava de raiva.

– Ai, ai, ai, a minha prova é depois de amanhããããã... – choramingava a garota dentro do poço – AI QUE ÓDIO DESSE POÇO! Tinha que fazer isso comigo justo agora!

– Não sei porque você está tão brava – dizia Inuyasha, deitado do lado de fora, brincando com a grama – É melhor mesmo que você fique aqui, assim poderemos investigar o que aconteceu com a Tessaiga.

– EU TÔ POUCO ME IMPORTANDO COM A SUA TESSAIGA! Eu quero fazer minha provaaaaaa!

Nesse mesmo instante, surgiram Miroku – completamente recuperado –, Shippou e Sango.

– Nada ainda, Kagome? – perguntou Sango olhando para a amiga que ainda estava dentro do poço.

– Uuuuu... a minha provaaaa... vou ficar repetenteeee... a minha provinhaaaa... buuuuááá...

– Parece que ela não tá te ouvindo... – disse Shippou a Sango.

Inuyasha levantou e, dando pouca importância ao problema da Kagome, pôs a Tessaiga na cintura.

– Keh! Não sei porque tanto choro por causa de uma coisa tão insignificante!

– SENTA! – gritou Kagome de dentro do poço. Na mesma hora, o meio–youkai se estatelou no chão.

– A Kagome pode até não ter ouvido a Sango, mas parece que ela te ouve muito bem, Inuyasha!

Ca-la-a-bo-ca, Shippou! – avisou o rapaz, literalmente com a cara no chão.

Miroku, tentando não rir da situação, assumindo a pose mais séria possível, tomou a palavra.

– Bom, já que atravessar o poço não está dando certo, que tal voltarmos?

– É, não temos porque ficarmos aqui. E o sol está indo a pino – falou Sango.

– E eu tô ficando com fome!

– Então – disse Inuyasha, limpando a terra de seu kimono, recuperado do tombo – Será que a que a princesa vai precisar de ajuda pra sair desse poço inútil, ou é capaz de sair dele sozinha?

– Inuyasha, você não dev...

Miroku não terminou de falar; Kagome saiu do poço toda sorridente, mas Inuyasha percebeu o fogo que estava nos olhos dela – ficou de sobreaviso. A garota cerrou os punhos, e disse pausadamente.

SEEEEEEEENNNNNNN...

– Kagome... – disse o meio–youkai, assustado, fazendo gestos com as mãos, tentando acalmá–la. O colar no pescoço dele já brilhava.

TA!

– AI!

Novamente Inuyasha fez um buraco no chão devido à força do colar. Kagome, calmamente, tomou o caminho do vilarejo. Os outros também foram, deixando o rapaz para trás.

– Idiota... – murmurou Shippou para Inuyasha, antes de seguir o restante do grupo.

– MALDIÇÃO!

Chegando ao vilarejo, encontraram Kaede cercada de crianças, contando mais uma vez a história da Jóia de Quatro Almas, desde o momento em que ela veio parar nas mãos de Kikyou até o ressurgimento dela através de Kagome e a busca pelos fragmentos.

– E aqui acaba a história!

– Nossa... – diziam as crianças, perplexas.

– Então a Jóia de Quatro Almas dá poderes aos youkais? – perguntou uma menina.

– Isso mesmo, Tomiko – respondeu Kaede.

– E ela foi quebrada e agora estão tentando juntá–la?

– Sim. E é por isso que o Inuyasha, juntamente com a Kagome, o monge Miroku e a exterminadora Sango viajam constantemente por essas terras. Para encontrar os fragmentos da Jóia, juntá–las e purificá–las. Oh, aí vem eles!

– Bom dia, senhora Kaede! – cumprimentou Miroku.

– Bom dia, senhor monge. Vejo que a tentativa não deu certo, não é mesmo?

– Não senhora – respondeu Kagome, desanimada.

– Oh, que estranho... Bom, o jeito é se conformar, Kagome, e procurar saber porque o Poço Come–Ossos não mais a leva a seu mundo.

– Era o que eu falava agora a pouco, lá no poço – resmungou Inuyasha – Mas ela me fez sentar!

– Humpf! Você não disse com essas palavras!

– Ora, estava subentendido! Até uma criancinha de três anos entenderia!

– Cala a boca, Inuyasha! – ordenou a garota, com uma veia surgindo na testa – Senão...

– Ahhhh, tá bom!

Kaede deixou os dois discutindo e pediu às crianças que ainda estavam presentes que fossem para as suas casas. Todas obedeceram prontamente, menos Tomiko.

– Você ainda tem alguma coisa para me perguntar? – perguntou Kaede, docilmente.

– Er... Bem... – gaguejava a menina, completamente sem graça – Eu tava aqui pensando, senhora sacerdotisa.

– Fale.

– A senhora disse que a sua irmã, a sacerdotisa Kikyou, era a guardiã da Jóia de Quatro Almas.

– Correto.

– Não tinha ninguém antes?

Inuyasha e Kagome pararam de discutir ante a pergunta da menina. Os outros começaram a prestar mais atenção.

– Não entendi sua pergunta.

– Eu queria saber, senhora Kaede, se era só ela que cuidava da Jóia de Quatro Almas, se não tinha outro antes.

– Você quer saber se não havia guardiões da Jóia anteriores á Kikyou? – perguntou Miroku.

– Isso! Isso mesmo, senhor monge!

Todos ficaram em silêncio; Inuyasha coçava a cabeça, Kagome tinha a mão no queixo, Sango olhava surpresa, assim como Shippou, Miroku, não sabia o que falar. Por fim, Kaede respondeu.

– Sinto muito, Tomiko, mas não sabemos. Na verdade, muito pouco se sabe sobre a história da Jóia de Quatro Almas além do que eu já lhe contei.

– Ah... – suspirou a menina, decepcionada – Tudo bem. Tchau, senhora Kaede!

Quando a menina foi embora, Miroku, intrigado, comentou com Kaede.

– Essa garota é muito perspicaz.

– Sim, é boa observadora. E ela já manifestou o desejo de se tornar sacerdotisa – respondeu Kaede, satisfeita.

– Então ela será uma das melhores...

– Ei, o que você está dizendo, Miroku? – perguntou Shippou.

– Vocês ouviram a pergunta dela?

– Sim, e daí? – perguntou Inuyasha.

– Inuyasha, alguma vez você já fez ou ouviu esse tipo de pergunta?

– Não, nunca.

– Nem eu. Mas aquela criança nos fez perceber algo que nunca nos demos conta antes.

– Sobre os guardiões da Jóia?

– Sim, Sango. A propósito, você nunca ouviu falar de algum outro protetor antes de Kikyou?

– Não. Apenas sei que a Jóia passou pelas mãos de várias pessoas antes de chegar ao nosso vilarejo, num corpo de youkai, totalmente corrompida.

– Aí é que está. Não sabemos nada sobre essas pessoas, assim como não sabemos o que aconteceu com a Jóia de Quatro Almas depois de criada pela Midoriko.

– Senhor monge, o que...

– A Jóia de Quatro Almas foi criada há centenas de anos – disse Miroku, interrompendo Kaede – durante a luta entre uma sacerdotisa e vários youkais que utilizaram um humano de coração maligno para criar um novo corpo capaz de derrotar os poderes de Midoriko. Exatamente como Naraku.

– Onde você quer chegar, Miroku?

– Senhorita Kagome, não é estranho que Naraku só tenha surgido a cinqüenta anos?

Todos ficaram em silêncio. Estavam começando a entender o raciocínio do monge.

– Ele muito bem poderia ter surgido muito antes. Não seria muito difícil, sem a sacerdotisa Midoriko por perto. Mas isso não aconteceu.

– Mas Miroku – interrompeu Kagome – Quando a Sango nos contou sobre a origem da Jóia lá no vilarejo dos exterminadores, descobrimos que a mesma história está se repetindo... E segundo diziam, muitos humanos e youkais possuíram a Jóia.

– Mesmo assim, ela continuou em peregrinação. Não é estranho? Claro que pode ter acontecido lutas pela posse da Jóia, porém, isso durou muito tempo. Uma energia maligna como a de Naraku já deveria ter nascido pouco tempo depois da morte da sacerdotisa.

– Isso faz sentido, senhor monge – disse Kaede – Realmente, sem os poderes sobrenaturais de Midoriko, seria muito fácil para alguém maligno se apoderar da Jóia e corrompê–la, obtendo tudo o que desejasse...

– A não ser que...

– A não ser o quê, Miroku? Fala logo! – impacientou–se Inuyasha.

– A não ser que houvesse alguém com poderes iguais ou superiores aos de Miroriko.

Espanto geral.

– Impossível, Miroku – disse Sango ante a suposição de Miroku – Em toda a minha vida nunca ouvi falar de alguém assim!

– Também acho impossível – concordou Shippou.

– Bah! Até parece que você tem uma grande experiência de vida, pirralho!

– PÁRA DE APERTAR MINHA CABEÇA! Kagome! Olha o Inuyasha!

– Inuyasha... SENTA!

– AI! – gritou o meio–youkai, se esborrachando no chão outra vez.

– Deixando o tonto do Inuyasha de lado – disse Kagome, calminha, calminha – Também acho pouco provável que tivesse existido alguém mais forte que a Midoriko, Miroku... Por quê afinal, como você mesmo disse, a Jóia existe há centena de anos! Duvido que houvesse gerações inteiras de monges ou sacerdotisas mais fortes que ela.

– Hum... – murmurava Miroku, com a mão sobre o queixo.

– Nem a Kikyou é mais forte que a Midoriko... E agora o que você me diz, Miroku? – perguntou Inuyasha.

– Hum... Vamos almoçar? Estou morrendo de fome! – disse o monge, entrando na casa de Kaede.

Gotas surgiram na testa de todos ante a mudança de assunto de Miroku. Inuyasha cerrou os punhos, com várias veias surgindo em suas mãos.

– Ora, seu monge desgraçado! Vem cá!

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Kikyou também havia sentido uma forte energia durante a luta contra Naraku. Depois que se separou dos outros, ordenou aos seus youkais carregadores de almas que encontrassem pistas sobre algum poder sobrenatural nos arredores. Quando os youkais retornaram, descobriu que havia uma montanha nas Terras Centrais com uma presença muito esquisita. Não era sinistra ou maligna, era pura... mais pura que a do Monte Hakurei.

– Hum, que estranho...

– Senhorita Kikyou – chamou alguém às suas costas.

– Oh, Kohaku! O que foi?

– Não sei o que está acontecendo, mas...

– Mas?

Kohaku despiu a parte superior de sua veste, dando as costas a Kikyou.

– Não sei o que está acontecendo, mas o fragmento da Jóia que está nas minhas costas está reagindo a alguma coisa...

Kikyou espantou–se; o fragmento estava brilhando muito intensamente.

– Desde quando está assim, Kohaku?

– Desde ontem.

"Hum, desde a luta contra Naraku e o surgimento dessa energia pura e estranha... Terá alguma relação?"

– Kohaku.

– Sim senhorita Kikyou?

– Quero que me acompanhe até um lugar... Quero investigar uma coisa. Talvez essa reação do fragmento seja uma conseqüência disso.

– Certo.

E os dois seguiram os youkais carregadores de almas, que se dirigiam novamente para as Terras Centrais.

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Naraku também percebera que a Jóia de Quatro Almas estava diferente. Reagia a algo e ele tinha quase certeza que era por causa daquele forte poder espiritual.

– Está vindo... – disse Kanna, que estava por perto.

– O que disse, Kanna?

– Alguém adentrou a barreira... Está chegando...

– O quê? – surpreendeu–se Naraku.

Naquele exato instante, as portas do castelo vieram abaixo. Naraku custou em se refazer do susto. Logo alguém, vestido com um manto longo e escuro, com um capuz a lhe cobrir o rosto, estava à sua frente.

– Surpreso... Naraku?


TA–DAAAAAAAAAAAAAAAAAA! EU CONSEGUI! Finalmente essa coisa aceitou o travessão (demorou hein?)!

Obrigada a todos os reviews! Kohaku–inacreditável: não disse que o seu personagem preferido iria aparecer, hahaha! Ah, gostou da misteriosa de capuz negro? Falta pouco para ela mostrar a cara! Faltam só alguns capítulos. E AndThejo: obrigada novamente pelos elogios –...

No próximo capítulo:

Naraku recebe uma visita inesperada! E parece que o todo–poderoso encontrou alguém à altura! Mas parece que esse alguém o conhece muito bem, assim como todos os seus truques sujos! Mas como pode? Entretanto, parece que não veio para lutar... E mais: além de Naraku, Kikyou também terá um encontro importante. No que isso vai dar?

Até o sexto capítulo!

Angel – san.